10 janeiro, 2024


[Resenha] Três Chances Para o Amor - Lyssa Kay Adams

Ficha Técnica 

Título: Três Chances Para o Amor
Título Original: A Very Merry Bromance
Autor: Lyssa Kay Adams
ISBN: 978-65-5565-578-0
Páginas: 336
Ano: 2023
Tradutor: Marcela Nalin Rossine
Editora: Arqueiro
Astro do country, Colton Wheeler sente uma sincronia perfeita entre ele e Gretchen Winthrop… só que ela não está interessada em compromisso. Um ano depois de um primeiro encontro que não deu certo, Colton tenta superar a paixão e enveredar por outros caminhos da música, tentando retomar o sucesso de antes. Não fosse a magia do Natal e o apoio do Clube do Livro dos Homens, ele estaria sofrendo encolhido num canto.
Advogada de imigração, Gretchen sempre fica mal-humorada com os excessos natalinos, pois seus clientes mal conseguem pagar aluguel. Quando sua terrível família milionária faz uma oferta que lhe permitiria ajudar mais as pessoas necessitadas, ela não consegue negar. Mas, para isso, precisa convencer Colton a ser o novo rosto da marca de uísque dos Winthrops.
O cantor só aceita considerar a ideia se Gretchen sair três vezes com ele antes do Natal. Então, com a ajuda do Clube do Livro, Colton se lança na tarefa de mostrar a Gretchen a magia dessa data e provar que os dois têm química. O que ele não sabe é que terão que superar os fantasmas do passado para construir um futuro juntos.

Resenha


E chegamos ao quinto livro da série Clube do Livro dos Homens e o que vocês acham: devorei ou não esse livro? Com certeza! Já estava esperando muito pela história do nosso querido cantor country Colton Wheeler, por razões de eu adoro música country e ele é um fofo. 

Colton tem trinta e cinco anos e uma carreira consolidada no mundo da música — não preciso nem lembrar que ele tem um avião particular, né? Mas ele também quer um amor, e parece ter encontrado justamente no casamento do Mack e Liv, e foi um encontro memorável! Uma pena que no dia seguinte Gretchen fugiu dele como se o quarto do hotel estivesse pegando fogo, mesmo que Colton tivesse deixado claro que para ele aquilo não tinha sido um encontro de uma noite só. No entanto, ela pediu para ele fingir que nada tinha acontecido e não a procurar, e assim ele fez.
— É só uma formalidade — respondeu ele, adotando a atitude de não é nada de mais em que se tornara mestre aos 10 anos.
Ninguém queria vê-lo apreensivo. Nem bravo. Nem de qualquer outro jeito que se distanciasse de um playboy despreocupado que vendera milhões de discos no mundo inteiro,
Porque Colton Wheeler tinha um trabalho, e apenas um: fazer as pessoas felizes.
Mesmo que isso acabasse com ele.
P. 19
Sem dúvida vocês lembram que Gretchen teve um breve relacionamento com Mack, mas realmente não foi nada sério e ela foi a primeira pessoa a dar um fora nele (impagável). 🤭 E também se tornou uma grande amiga de Liv e de todos os outros casais do grupo, porém, ela ter tido a iniciativa de se envolver com Colton foi um erro e deveria ser reparado imediatamente. 

E eles conseguiram não se encontrar por um ano.

Nesse tempo, Colton não ficou com nenhuma outra mulher e sua carreira, infelizmente também sofre um impacto que ele não esperava: há dois anos sem lançar um álbum, ele foi chamado pela gravadora para ouvir que não gostaram de nenhuma das músicas dele e que ele tem até 1º de janeiro (vulgo, menos de um mês) para decidir se aceita trabalhar com um compositor e continuar na gravadora ou rescindir o contrato (e devolver os adiantamentos milionários que já recebeu). É claro que Colton não esperava por isso. Ainda que seja uma relação comercial, ele estava na Nerve Music Group Nashville há doze anos e todos se tratavam como membros de uma família feliz, mas a verdade é que ele se sentiu apunhalado pelas costas com essa notícia.

Entretanto, ele espera que as coisas melhorem quando vê Gretchen entrando no bar onde ele está afogando a má notícia; um bar escondido e que praticamente ninguém sabe que ele frequenta. E, aparentemente, ela não está ali por acaso, ela procura exatamente por ele.
— Você é infeliz, Colton.
(…)
— Você não ouviu, Duff? Sou a personificação da felicidade.
— A felicidade é a expectativa que pesa sobre você. (…) — Todos estamos presos às correntes que forjamos ao longo da vida, princesa. Você precisa descobrir do que é feita a sua antes que seja tarde demais.
P. 57
Gretchen Winthrop é uma advogada de trinta e cinco anos que tem um pequeno escritório em Nashville especializado em casos de imigração. Mas o que poucas pessoas sabem é que Gretchen é membro de uma das famílias mais ricas do estado, afinal, ela mora em um apartamento minúsculo, só usa roupas de brechó, o escritório vive em uma situação crítica e ela não esbanja dinheiro em nenhuma situação.

A relação de Gretchen com a família é tensa, para dizer o mínimo. Isso porque ela renunciou trabalhar nos negócios da família, a Carraig Aonair Whiskey. Pais e um irmão omissos e o outro abusador psicológico. Só se salva o tio Jack, que é irmão do pai dela. No entanto, quando Evan (o irmão abusador e insuportável) a convoca ao escritório da família e informa que surgirá uma vaga no conselho da fundação (a única coisa que ela tinha interesse), é claro que teria um "SE" bem grande aqui: ele condiciona levar a candidatura dela ao conselho se ela conseguir com que Colton seja a nova cara da Carraig Aonair Whiskey.
— O irmão dela não via a hora de enumerar todos os erros que ela parece ter cometido quando era mais nova. O pai é um babaca controlador. Eu juro, eu queria dar um soco no meio da cara dele. Nunca me senti tão, tão… — Ele não encontrava a palavra certa, e Noah o ajudou.
— Protetor.
Colton soltou a respiração contida.
— Isso. Eu queria literalmente pegar a Gretchen no colo e tirá-la dali. Nunca me senti assim.
— Como se pudesse destruir o mundo por ela? — perguntou Gavin.
Ele assentiu.
— Como se pudesse incendiar qualquer coisa por ela — disse Del.
— Sim.
Mack estremeceu e deu um tapinha em seu ombro.
— Sinto muito, cara.
— Pelo quê?
— Você está perdidamente apaixonado. E só fica mais intenso daqui para a frente.
P. 211
E é só por isso que ela finalmente, depois de um ano fugindo, foi encontrar com Colton contra todos o seu bom senso. Ela sabia que todos que se aproximavam de sua família eram contaminados com sua toxidade. Mas Colton vai usar essa chance para mostrar para ela como eles fazem sentido juntos, basta ela dar uma chance.

Enquanto Gretchen afirma para si que está indo aos não encontros obrigada, fica claro como ela gosta de estar com Colton. Como ele a faz se sentir querida e vista. Nessa missão, não poderia faltar, óbvio, um manual, e por estarem na época do Natal e ela ser a única empresária da rua sem qualquer enfeite na porta, Colton deu a ela o mesmo livro que ele estava lendo no clube: Uma Noite Fria de Inverno. Olha a coincidência, a protagonista é rabugenta e o mocinho é bem-humorado. 😂 Mas, mais do que isso, também vamos conhecer mais sobre Colton, como ele chegou onde chegou e se ele é sempre bem-humorado assim mesmo.
— Você não precisa ir para a capital, nem para Michigan, nem mesmo para a maldita casa da árvore para fugir dessa família, Gretchen. Você só precisa parar de desejar que pessoas que nunca vão te dar valor um dia acordem e implorem para você ficar. E, se Colton é a pessoa que penso que é, então o único lugar para onde você precisa correr é para os braços dele.
P. 239
Vou dizer que, vê-los juntos também me deu a certeza de que eles tinham uma conexão única, e que não adiantava lutar contra. Eles se complementavam, viam as fraquezas um do outro e ajudavam a curar as feridas do passado que ali estavam.

Terminei querendo mais, óbvio, e sem saber quando teremos o próximo livro, que será o 1.5, o manual lido no primeiro livro da série, Cortejando a Condessa, pois ele ainda não foi publicado. Mas eu espero que seja logo, porque eu AMO demais as histórias da Lyssa.
— Colton, você já passou tempo demais se preocupando com a gente. Não é sua responsabilidade nos proteger. Nunca foi.
— Eu sei.
— Não sabe, não. Você acha que não sabemos por que fez tudo isso? Por que sempre trabalhou tão duro, por que acha que tem que ser a pessoa mais feliz da sala o tempo todo?
(…)
— (…) ela vê o verdadeiro Colton. O Colton que você acha que tem que esconder do mundo. O Colton que você acha que ninguém iria amar se conhecesse de verdade.
— Você merece ser feliz, Colton. Por si mesmo.
P. 307-308

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22 dezembro, 2023


[Resenha] Amor, Teoricamente - Ali Hazelwood

Ficha Técnica 

Título: Amor, Teoricamente
Título Original: Love, Theoretically
Autor: Ali Hazelwood
ISBN: 978-65-5565-525-4
Páginas: 368
Ano: 2023
Tradutor: Roberta Clapp
Editora: Arqueiro
Elsie Hannaway é uma física teórica que passou anos de sua vida moldando diferentes versões de si mesma. Em alguns dias, ela trabalha como professora adjunta, na esperança de conseguir um emprego melhor. Em outros, compensa seu ridículo salário oferecendo serviços de namorada de mentira, aproveitando sua habilidade de se adaptar exatamente ao que os outros querem dela.
Apesar das dificuldades, ela consegue equilibrar bem seu cuidadoso “Elsie-verso”… até que ele começa a desabar. E o culpado é Jack Smith, o irritante e atraente irmão mais velho de seu cliente favorito, que acaba se revelando um importante físico experimental e um possível obstáculo para o emprego dos sonhos de Elsie.
Ela está pronta para uma guerra declarada de sabotagens acadêmicas, mas não está nem um pouco preparada para aqueles olhares demorados e penetrantes. E logo ela percebe que não precisa fingir ser outra pessoa quando está com Jack.
Será que ser atraída pela órbita de um cientista vai enfim fazê-la colocar em prática suas mais secretas teorias sobre o amor?

Resenha


Eu estou cada vez mais apaixonada pelos livros da Ali Hazelwood e seus personagens das áreas STEM (acrônimo em inglês para "science, technology, engineering and mathematics"). Para mim, o único pecado dela é não me dar o ponto de vista do outro lado da história, mas ela me cativa tanto, tanto, tanto, que quando eu vejo... já acabei o livro.

Elsie Hannaway tem vinte e sete anos e há dez meses terminou o doutorado em física teórica na Universidade Northeastern, uma universidade top. Mas é claro que ela não imaginava estar na situação atual: ganhando um salário ridículo como professora adjunta — e isso porque ela se divide em três universidades de segunda classe —, recebendo e-mails absurdos de alunos que sequer fazem questão de disfarçar que se interessam pelas suas aulas e saindo com homens que precisam de namoradas de mentira. Sim, namoradas de mentira. 
— Eu sei que você me odeia desde o momento em que a gente se conheceu — disparo.
Ele morde a parte interna da bochecha.
— Ah, é?
— Aham. E quer saber de uma coisa? Não importa se você me odiou logo à primeira vista porque eu te odeio muito antes de a gente se conhecer. Eu te odiei na primeira vez que ouvi seu nome. Eu odiei você aos 12 anos, quando li o que você fez com a Scientific American. Eu te odeio mais, e há mais tempo, e por motivos melhores do que você me odeia.
P. 63
Morar em Boston não é barato e, depois de ter dividido o apartamento com J.J. e precisar desesperadamente de outro lugar para morar, Elsie se viu morando com Ceci, uma linguista que está terminando o doutorado em Harvard, e seu ouriço — mais conhecido como Ouriça. A grana delas é tão curta que, chegou o momento que elas entraram no Faux, um aplicativo que arranja namoradas de mentira para os caras que precisam fingir que têm uma. Para Elsie era moleza, afinal, fingir ser outra pessoa foi algo que ela fez a vida inteira. Ela tem até uma técnica: APE (avalie, planeje, encene). No entanto, ela e Ceci já estão nisso há quatro anos e, embora o Faux tenha uma política de encontros únicos, ela abriu uma exceção para seu melhor cliente: Greg Smith, de quem ela realmente gosta. O único problema é a família dele — mais especificamente o irmão mais velho, Jack, que ela não consegue ler de maneira alguma.

Mas talvez os dias de Faux estejam contados, porque surgiu uma vaga para o Departamento de Física do MIT. Essa pode ser a chance de Elsie de mudar de vida: de ter dinheiro para ter uma alimentação decente, de ter um plano de saúde para cuidar da diabetes tipo 1, para não estar o tempo todo cansada de dar aulas que não gosta mais, para se concentrar no que realmente gosta que é fazer pesquisas e escrever artigos.
— Eu? — Ele inclina a cabeça. — Abertamente odeio teóricos? Eu colaboro regularmente com eles. Respeito o trabalho deles. Admiro vários.
— Me diz um.
— Você. — Ele me captura com seu olhar idiota e observador. — Você é muito impressionante, Elsie.
Meu estômago revira, mesmo sabendo que ele está mentindo. Eu só… não esperava essa mentira tão específica. 
— Duvido que você saiba alguma coisa sobre o meu trabalho.
— Eu li cada palavra que você escreveu.
P. 94
Para chegar lá, no entanto, ela precisará derrotar o outro candidato. E também precisará enfrentar alguém que ela não esperava: Jack Smith.

Jamais passou pela cabeça de Elsie que Jack Smith e Jonathan Smith-Turner, o físico experimentalista de maior renome no meio fossem a mesma pessoa. Afinal, na cabeça dela Jack era professor de educação física, com corpo torneado — totalmente diferente de Greg —, cabelos louros e olhos heterocromáticos (destoando completamente dos outros Smiths). 

Jack sempre prestou atenção em Elsie quando a encontrava nas reuniões de família que Greg a levava e, embora achasse estranho o fato de ela parecer analisar e se adaptar a cada pessoa com quem conversava, ela protegia Greg de todos a sua volta, o que ele também fazia. Por isso, ele não sabia se gostava do irmão estar com ela ou não. Além disso, havia o fato de que ele estava cada dia mais intrigado com ela, cada vez mais fascinado e curioso. Mas, descobrir que Elsie não era bibliotecária e sim uma física e estava se candidatando a um cargo onde ele trabalhava era demais. Principalmente porque Greg estava fora da cidade e afastado de qualquer contato, ou seja, Jack teria que esperar até ele voltar para contar ao irmão que a namorada dele era uma mentirosa!
— É mais fácil assim, né?
— O quê?
— Nunca mostrar a ninguém quem você realmente é. —  Ele me observa com calma. Paciência. (…) — Assim, se alguma coisa der errado, se alguém te rejeitar, não vai ter sido por sua causa, certo? Quando somos nós mesmos, ficamos expostos. Vulneráveis. Mas quando a gente não se abre… Perder é sempre doloroso, mas saber que você não deu o seu melhor torna a situação suportável.
P. 146-147
Acharam pouco? Vamos colocar mais lenha na fogueira: há quinze anos, sim, Jack tinha apenas dezessete anos na época, Jack escreveu um artigo que foi publicado na Anais da Física Teórica, uma revista de prestigio na área e o Dr. Christophe Laurendeau era o editor na ocasião. Isso criou uma rixa sem tamanho entre os físicos teóricos e os físicos experimentalistas e, principalmente, depois desse artigo, as verbas, vagas de emprego foram caindo gradativamente para os físicos teóricos. Como Jack nunca se pronunciou publicamente sobre o assunto, e ele é um físico experimentalista que atacou a física teórica no artigo, não havia dúvida para quem estava de fora sobre qual era a opinião dele, correto? Pois então.

Agora, aos trinta e dois anos, chefe do Instituto de Física do MIT, esse artigo voltará a assombrá-lo, pois, Elsie nunca o esqueceu. Para piorar, o Dr. Laurendeau foi o orientador dela no doutorado e ela se sente grata a ele por sua carreira e por seus empregos — mesmo que ela não goste e que ele NUNCA acerte o nome dela. Ele se tornou seu mentor.
— Está bem, então. Sinceridade. — Ele inclina meu rosto para trás, os lábios roçando na minha orelha. — Eu quero você, Elsie. O tempo todo. Eu penso em você. A. Porra. Do. Tempo. Todo. Estou distraído. Estou indo mal no trabalho. E meu primeiro instinto, na primeira vez que te vi, foi sair correndo. Porque eu sabia que, se isso começasse, nunca mais ia parar. E é exatamente assim. Não existe nenhum universo onde eu desista de você. Quero estar com você, em você, a cada segundo, todo santo dia. Eu penso… eu sonho com coisas malucas. Quero que se case comigo amanhã pra poder entrar no meu plano de saúde. Quero passar semanas trancado no quarto com você. Quero ir no mercado e comprar as coisas que você gosta. Quero parecer tranquilo, como se estivesse atraído por você e não completamente obcecado, mas não é o que está acontecendo. Não mesmo. E eu preciso que você mantenha a gente sob controle. Preciso que você mantenha a gente na linha, porque eu não sei onde a gente vai dar… mas já cheguei lá. Eu já cheguei lá.
P. 352
Se ele realmente estiver interessado nela, eles precisarão enfrentar alguns obstáculos pelo caminho. Mas se tem uma coisa que é importante dizer que é a influência deles é benéfica na vida um do outro mesmo que eles se conheçam a pouco tempo. Porém eu torci muito mesmo para que eles conseguissem enfrentar os muitos traumas, as barreiras que foram criando ao longo dos anos para se proteger e chegassem juntos a mesma página para encontrar a merecida felicidade, porque realmente eles mereciam.

Claro que já quero mais, quero ler Xeque-mate e saber o que a próxima história me reserva.


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08 dezembro, 2023


[Resenha] Não Era Pra Ser Uma História de Amor - Sarah Adler

Ficha Técnica 

Título: Não Era Pra Ser Uma História de Amor
Título Original: Mrs. Nash Ashes
Autor: Sarah Adler
ISBN: 978-65-5565-543-8
Páginas: 304
Ano: 2023
Tradutor: Cláudia Mello Belhassof
Editora: Arqueiro
Millicent Watts-Cohen tem uma missão a cumprir. Determinada a reafirmar o poder duradouro do amor, ela decide levar as cinzas da senhora Nash, uma idosa de 98 anos que se tornou uma grande amiga, de Washington até a Flórida. Seu objetivo: reuni-la, ainda que simbolicamente, ao grande amor de sua vida, oitenta anos depois.
Mas as coisas não saem como previsto por Millie. Depois que uma pane geral no sistema de aviação cancela todos os voos, ela acaba pegando uma carona com Hollis Hollenbeck, um antigo colega do seu ex, que está indo de carro até Miami. Ele é um escritor enfrentando um bloqueio criativo e certamente não acredita no clássico “felizes para sempre”.
Ao longo de muitos quilômetros de estrada, enquanto os dois discutem sobre a playlist ideal para a viagem e lidam com restaurantes exóticos, uma pousada de gosto duvidoso, um festival de brócolis e um cervo histérico, Millie começa a suspeitar que seu relutante parceiro pode gostar mais da companhia dela do que deixa transparecer.
E, quanto mais perto eles chegam do destino, mais ela se vê forçada a admitir que essa viagem não é apenas sobre a história de amor da senhora Nash — talvez seja sobre a dela também.

Resenha


Mais um romance de uma nova autora e mais um romance que adorei. Ai, gente, como adoro ser surpreendida positivamente. Que incrível! 

Millicent Watts-Cohen tem quase trinta anos e, está no aeroporto de Washington bem no início do feriado prolongado, gastando um dinheiro que não deveria porque ela tem uma missão: levar as três colheres de sopa de cinzas da senhora Nash para a Flórida para reuni-la ao seu grande amor.

Embora Millie e a senhora Nash morassem no mesmo prédio, a amizade entre elas — mesmo com a senhora Nash sendo uma senhora de noventa e oito anos — só foi firmada e aprofundada quando Millie terminou o namoro com Josh, o que fez com que ela precisasse sair do apartamento onde moravam juntos. Coincidentemente, foi na mesma época em que o filho da senhora Nash começou a ficar mais preocupado com ela morando sozinha. Assim, as duas morarem juntas foi perfeito. Pena que durou tão poucos meses.
— Estar com você não tem a ver com acrescentar um troféu reluzente à minha coleção. Significa muito mais do que isso pra mim. Apesar do seu péssimo gosto pra música e, pelo jeito, pra poesia também, eu gosto de você, Mill.
P. 183
Durante a infância e o início da adolescência, Millie protagonizou um programa na tv, o Penelope volta ao passado, mas mesmo tantos anos depois e mesmo sem usar as redes sociais, muitas pessoas ainda a abordam, o que ela não esperava era que um fosse tão sem noção quanto o que chegou nela no aeroporto. Ainda bem que outro "desconhecido" — que a estava encarando antes como se tentasse se lembrar de onde a conhecia, e ela fazia o mesmo — a salvou daquela situação que já tinha passado a muito tempo do constrangimento.

Hollis Hollenbeck tem trinta e um anos e era do grupo de mestrado de belas-artes de Josh, o ex de Millie. Porém, essa é a única conexão entre eles, estavam longe de ser amigos. No máximo conhecidos. Talvez até rivais, mais da parte de Josh, claro, porque Hollis sequer se importava com a existência de Josh — a não ser quando ele ainda namorava com Millie, e apenas por causa dela. Esbarrar com Millicent por acaso no aeroporto enquanto estava a caminho de Miami para encontrar Yeva realmente foi no inesperado, assim como perceber o interesse dela. Porém, mesmo com o interesse nela há dois anos e, mesmo que eles se vejam presos em uma viagem de carro de Washington até a Flórida que irá despertar ainda mais seus sentimentos, ele não é um homem de relacionamento.
— Porque — sussurra ele na minha pele enquanto os dedos mergulham mais fundo no meu cabelo —, se eu ainda acreditasse nem "felizes para sempre", acho que eu meio que teria curtido ter um com você.
P. 215
Devido um problema no sistema tecnológico, todos os voos são cancelados, e Hollis decide ir de carro para Miami. Ele precisa encontrar Yeva e acabar de uma vez com esse bloqueio criativo, afinal, ele tem um prazo para entregar o próximo livro livro ao seu editor. Claro que ele não vai dar carona para Millie, ela só vai atrasá-lo e aborrecê-lo (ele não vai dizer a ela como realmente se sente). Entretanto, ao ver que ela não tinha conseguido alugar um carro sozinha e tinha decidido mesmo assim dividir um carro com um desconhecido até parte do caminho, ele resolveu ceder. É assim que eles farão essa viagem juntos (de quase 1.703 km — pasmem, praticamente 16 horas sem parar).

Quando é salva por Hollis no aeroporto, Millie tem certeza de que já viu aquele homem com aqueles olhos heterocromáticos. Mas ela sequer tem ideia de que a memória dela ela longe nem está tão certa assim.
— (…) Por que você está supondo que fui sarcástico?
— Porque você tem dois modos, Hollis: sarcástico e escritor pessimista.
— Acho que eu devia me sentir ofendido — diz ele. — Mas prefiro entender como um elogio.
P. 225
Alternando entre a viagem de Millie e Hollis e a história da senhora Nash, o livro nos mostra como o amor vale a pena, que a jornada é válida mesmo que não se saiba o resultado. Para mim, o único ponto negativo — se podemos chamar assim — é que eu senti falta do ponto de vista do Hollis, porque eu amo ter o ponto de vista dos dois protagonistas.

Um romance lindo, emocionante e que faz o coração sangrar e suspirar na mesma proporção.
Ele me encara com aquele olhar doce de frustração desnorteada
— Mas não dá pra evitar você, não é? Eu tentei no início. De verdade. (…)
O rosto dele muda, como se a última resposta tivesse surgido na mente dele e as palavras cruzadas estivessem completas.
— Estou começando a perceber que você é inevitável, Millicent. É como se você tivesse amarrado o meu cadarço de um pé com o outro no instante em que a gente se conheceu e, quanto mais eu tento te deixar pra trás, mais forte o nó vai ficando. Só que… eu não tenho a menor ideia do que fazer com toda essa intensidade, esse anseio, essa… coisa dolorida no eu coração que parece esperança, medo e necessidade. Os músculos que carregam esses sentimentos fortes atrofiaram há muito tempo, e o peso está me esmagando.
P. 247

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07 junho, 2023


[Resenha] Um Experimento de Amor em Nova York - Elena Armas

Ficha Técnica 

Título: Um Experimento de Amor em Nova York
Título Original: The American Roommate Experiment
Autor: Elena Armas
ISBN: 978-65-5565-474-5
Páginas: 400
Ano: 2023
Tradutor: Alessandra Esteche
Editora: Arqueiro
Às vezes o amor só precisa de um pouquinho de inspiração

Depois de largar o emprego como engenheira para focar em sua carreira como autora de romances, Rosie Graham se vê presa em um bloqueio criativo e não consegue escrever uma única palavra do livro novo que precisa entregar à editora. Como se não bastasse, seu teto desaba em sua cabeça. Literalmente.
Desesperada, Rosie decide se abrigar na casa de Lina, sua melhor amiga, que está fora da cidade. O que ela não sabe é que Lina já havia prometido emprestar o apartamento para o primo, Lucas, o crush secreto de Rosie, que ela vem stalkeando há meses pela internet.
A princípio o lugar parece pequeno demais para os dois, mas Lucas sugere que eles o dividam até que ela possa voltar para casa.
E, assim que fica sabendo sobre o bloqueio criativo, ele resolve levá-la em uma série de encontros de mentira para trazer de volta sua inspiração romântica e ajudá-la a entregar o livro no prazo.
Rosie acha que não tem nada a perder com o experimento, já que a estadia dele em Nova Iorque tem data para acabar. Mas quando Lucas começa a agir como um dos protagonistas dos romances dela – um que, em vez de uma armadura brilhante, usa só uma toalha em volta da cintura, tem um sorriso lindo, um sotaque irresistível e ainda sabe cozinhar —, seis semanas começam a parecer um tempo longo demais para manter a atração por ele sob controle.

Resenha


Desde que eu li Uma Farsa de Amor na Espanha e me apaixonei pela escrita da Elena e, além de tudo, tive um gostinho do que seria essa história, eu estava desesperada para ler Um Experimento de Amor em Nova York.

Rosie Graham é a melhor amiga de Lina e, formada em engenharia, também trabalhava na InTech com ela e Aaron, mas, ao iniciar esta nova história, vemos que Rosie deixou o emprego fixo para seguir uma nova carreira, como escritora. Isso porque, depois de ter escrito um romance com um pseudônimo de maneira independente em seu tempo livre, ela recebeu uma proposta de uma editora e fechou um contrato para publicar um segundo livro. Porém, diferente de como foi escrever a primeira história, Rosie está com bloqueio criativo e com receio de não conseguir entregar o manuscrito no prazo.

Ah, se esse fosse o único problema na vida de Rosie no momento…
Tudo que eu queria era me sentir confiante naquele novo papel. Mas não me sentia, não naquele momento. Principalmente porque… será que uma pessoa que só escreveu um livro pode ser considerada escritora? Como uma pessoa que mal terminou o primeiro capítulo do segundo livro pode sentir que é escritora?
Senti um frio na barriga ao pensar nisso.
P. 60
Rosie não contou ao pai nem ao irmão que pediu demissão, por receio de ser julgada por sua decisão de deixar um emprego estável. Além disso, há meses Rosie tem seguido os posts de Lucas Martín, primo de Lina, no Instagram e o crush por ele só tem crescido desde então — ela até fantasiou encontrar com ele no casamento de Lina e Aaron, mas infelizmente ele foi o único primo que não esteve presente na cerimônia. O segredo mais recente tinha acontecido no dia em que a história começou: o teto do apartamento dela desabou quase em sua cabeça e, é por isso que, ela procurou abrigo no antigo apartamento da amiga, que está em lua de mel no Peru, mas o problema é que ela não conseguiu avisar para Lina que estava indo para lá e, mesmo tendo uma chave para emergências, Rosie é uma mulher que sempre faz as coisas de maneira correta, não gosta de guardar segredos, ela sempre resolve as coisas para os outros, ela não dar trabalho. Por isso tudo isso a incomoda. Afinal, ela acaba de descobrir que Lina havia oferecido o apartamento para que Lucas ficasse lá durantes as próximas seis semanas.
— Ela tem razão. Não é inteligente fingir que está tudo bem quando não está. Quando a gente tenta reprimir tudo, corremos o risco de explodir. Mais rápido do que a gente espera.
P. 114
Depois de algumas semanas viajando pelos Estados Unidos, Lucas chegou a Nova Iorque, mas ele não esperava que, ao chegar ao apartamento da prima, outra pessoa estivesse lá, muito menos que fosse ligar para a polícia alegando que ele era um invasor. Sim, Rosie tinha feito isso. Mas ainda bem que ela percebeu a tempo quem era o homem que estava do outro lado da porta e cancelou o chamado da polícia.

Lucas é surfista profissional, e sua vida consiste em viajar constantemente. Entretanto, há alguns meses algo aconteceu e fez com que ele repensasse sua vida e desde então ele está viajando, em férias. Férias essas na qual ele até se afastou de seu melhor amigo, o pastor belga Taco. Mas, em seis semanas ele deixará os Estados Unidos e voltará para a Espanha. Porém, até lá, ele terá uma colega de apartamento.
E pensei naquele abraço. Um abraço de corpo inteiro. Consolador, reparador, cheio de intenção… porque Lucas me abraçou de verdade, como se estivesse completamente focado naquele abraço e só nele. Um abraço capaz de mudar uma vida, se algo simples como um abraço tivesse esse poder.
P. 116
Enquanto dividem o mesmo teto, Rosie e Lucas vivem um relacionamento claramente platônico: ela, com o homem por quem tem uma queda e que stalkeou por um ano e que agora saía do banheiro com uma toalha enrolada na cintura testando todo o seu autocontrole, cozinhando para ela e, a cada dia, demonstrando se importar cada vez mais com ela e em como ela se sentia. Ele, tentando se lembrar a todo momento que Rosie é a melhor amiga de sua prima, que ele não tem visto de permanência nos Estados Unidos e que esse é um motivo para precisar voltar para Espanha, que sua vida está um caos no momento e que ele não pode sequer pensar em um relacionamento agora.

Além disso, Lucas se oferece para ajudar Rosie a destravar seu bloqueio criativo, saindo com ela em encontros experimentais para que ela vivencie novamente essas experiências — mas ele é realmente muito bom nisso, gente — e a cada encontro fica evidente em como aquela história vai terminar, é claro que Rosie sabe como vai terminar. Ela viu a história de Lina e o romance de mentira, ela é uma escritora de romance, mas eu tenho certeza de que lá no fundo ela queria sentir tudo aquilo, mesmo que fosse por apenas seis semanas e, cá entre nós, se eu estivesse no lugar dela, eu faria o mesmo, ainda que no fim tivesse meu coração despedaçado. Valeria a pena! A forma como ele faz tudo… faz valer a pena!
Eu amava ver Lucas cozinhar mais do que amava aquele primeiro gole de café ao acordar. Mais do que morder um bolo bem recheado. Mais do que aquela sensação de ler um livro novo que sabemos que vai virar um favorito. Mais do que acordar na manhã de Natal. Eu amava ver Lucas cozinhar mais do que amava a maior parte das coisas boas da vida.
P. 188
Se vocês ainda não leram, eu realmente recomendo, que romance lindo, de deixar o coração quentinho, faz a gente rir, chorar, tudo junto. O que um bom romance deve fazer. Obrigada, Elena!


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12 maio, 2023


[Resenha] Abaixo de Zero - Ali Hazelwood

Ficha Técnica 

Título: Abaixo de Zero
Título Original: Below Zero
Autor: Ali Hazelwood
ISBN: 978-65-5565-458-5
Páginas: 148
Ano: 2023
Tradutor: Roberta Clapp
Editora: Arqueiro
As temperaturas congelantes do Ártico vão mostrar para estes dois cientistas rivais como a química entre eles é quente.
Mara, Sadie e Hannah são três grandes amigas e cientistas tentando equilibrar razão e emoção. Embora seus campos de estudo as tenham levado para diferentes partes do mundo, todas elas concordam com uma verdade universal: quando se trata de amor e ciência, os opostos se atraem e algumas misturas podem ser perigosas…
Na terceira história da série Odeio Te Amar, Hannah tem um mau pressentimento. Engenheira da NASA, ela não só está machucada e perdida em uma remota estação de pesquisa no Ártico, como o único ser humano disposto a realizar a perigosa missão de resgatá-la é justamente aquele que ela não queria ver nem pintado de ouro.
Ian tem desempenhado muitos papéis na vida de Hannah: o de vilão que tentou vetar sua expedição e arruinar sua carreira, o de protagonista dos seus sonhos mais ardentes... mas como herói ele jamais havia atuado.
Então por que ele está arriscando a própria vida para chegar até ela? E por que a presença dele parece tão perigosa para o coração de Hannah quanto a tempestade de neve que se aproxima? Talvez seu pressentimento não esteja tão errado afinal de contas…

Resenha


Finalizando a série Odeio Te Amar, Abaixo de Zero traz a história da misteriosa Hannah Arroyo, a mais reservada das três amigas.

Hannah tem vinte e sete anos e é doutora em engenharia aeroespacial e há um ano conseguiu seu emprego dos sonhos na NASA. É por isso que a história começa com ela no remoto arquipélago de Svalbard, na Noruega, local onde a NASA tem uma base para testes de equipamentos que serão enviados para Marte. O problema é que ela está sozinha, congelando e a pessoa que aparece é a última que ela gostaria de encontrar: Ian Floyd
Ele ri. O ruído é baixo, quente, quase me deixa arrepiada. Levo um segundo para me recompor.
Entendi — em algum ponto da nossa caminhada até aqui, provavelmente quando ele não hesitou em fazer cara feia para intimidar o segurança e me deixar entrar apesar de eu não ter crachá — o motivo pelo qual eu não consigo ter uma opinião formada sobre Ian. Ele é, em síntese, uma mistura nunca antes
experimentada de fofo e esmagadoramente masculino.
Posição 24%
Ian tem trinta anos e é primo (ou sabe-se lá o quê) de Mara e é chefe de engenharia na NASA há alguns anos — sim, ele é uma daquelas pessoas que se formam cedo na escola e na faculdade e logo começam a trabalhar. Aos dezoito, ele já fazia parte da equipe da NASA que enviou o rover Curiosity para Marte. Bem, mas Ian e Mara se conheceram há cinco anos, no final do primeiro semestre do doutorado de Hannah, quando a professora doutora Helena Harding exigiu que todos os alunos fizessem uma entrevista com alguém que tivesse o emprego que eles gostariam de ter ao terminar o doutorado e Mara se lembrou desse primo do lado da família que ela não tem contato e, depois de muita dificuldade, conseguiu o contato dele, afinal, ele trabalha no Laboratório de Propulsão a Jato, o sonho de Hannah.

Ian e Hannah têm uma superquímica juntos, mas, diferente de Ian, Hannah não é uma mulher que se considera tão inteligente. Até ela descobri a paixão pelo espaço e com o que realmente queria trabalhar ela mal tolerava ir à escola, suas notas eram péssimas, o histórico de suspensão então, nem se fala, mas ela correu atrás do objetivo quando descobriu o que queria. A questão é que ela não acredita que as pessoas gostam de estar com ela por muito tempo. Até ela conhecer Mara e Sadie, ela não tinha amigos e mesmo assim foram as duas que se aproximaram dela mesmo com toda sua resistência, logo, ela também não namora, ela apenas tem casos, algo que Ian não está acostumado e é por isso que eles se distanciam ali e só se encontram novamente quando ela começa a trabalhar na NASA.
Ah, meu Deus. O Ian que namorar? Ele nem mora aqui.
— Então você está dizendo… — Coço as têmporas, meu prazer pós-orgasmo se esvaindo rapidamente. — Está dizendo que não está interessado em transar?
Ele fecha os olhos de um modo que realmente não parece um não. Definitivamente não parece falta de interesse. Mas o que ele diz é:
— Eu gosto de você.
Dou risada.
— Percebi.
— É… incomum. Pra mim. Gostar tanto de alguém.
Posição 39%
Nas poucas páginas, vemos que Hannah precisa lidar com a confiança em suas relações pessoais, desmistificar a ideia de que, quanto mais as pessoas a conhecerem, irão se afastar, porque, do lado de cá, mesmo tendo apenas o ponto de vista dela, está mais do que evidente que Ian está caidinho por ela desde as primeiras páginas, ele só precisa de uma oportunidade. E até mesmo as amigas não tem acesso mesmo a ela, Hannah não consegue se abrir com elas, ela não consegue acreditar que elas se interessariam pela sua vida, pelos seus problemas.

Eu amei os três livros da série e para mim o único problema é que eles são muito curtos. Inicialmente eles seriam publicados apenas em e-book e audiolivro, mas no dia 11 de abril a Arqueiro publicou a versão impressa, Odeio Te Amar, com as três histórias juntas e um capítulo especial com o ponto de vista de Liam, Erik e Ian.


P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
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26 abril, 2023


[Resenha] Um Estranho Nos Meus Braços - Lisa Kleypas

Ficha Técnica 

Título: Um Estranho Nos Meus Braços
Título Original: Stranger in my Arms
Autor: Lisa Kleypas
ISBN: 978-65-5565-438-7
Páginas: 304
Ano: 2023
Tradutor: Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
“Lady Hawksworth, seu marido não está morto.” Quando ouve essas palavras, Lara fica totalmente incrédula. Ela — assim como toda a sociedade — achava que Hunter, o conde de Hawksworth, havia se perdido no mar um ano atrás e que, dessa forma, seu casamento infeliz tinha chegado ao fim.
Agora um homem poderoso e viril está diante dela afirmando ser ele, contando segredos que só seu marido poderia saber.
Mas embora esse Hunter seja idêntico ao que ela conheceu, com seus olhos escuros ardentes, há entre os dois uma diferença fundamental: o de agora é atencioso e apaixonado de uma forma que nunca foi, quase uma personificação de todos os sonhos dela. Isso a faz ter certeza de que é um impostor.
Enquanto ele faz de tudo para vencer os medos dela, Lara aos poucos abre espaço em seu coração — e em sua cama — para as investidas românticas. E logo passa a desejar ardentemente que esse estranho seja mesmo seu marido.

Resenha


Um Estranho Nos Meus Braços, novo romance de época único da Lisa Kleypas nos apresenta a viúva lady Larissa Hawksworth, e já começa com uma reviravolta. Bem, após dois de um casamento fracassado com Hunter Cameron Crossland, sexto conde de Hawksworth — que tinha um caso com lady Carlysle —, Lara viu o marido embarcar em mais uma de suas aventuras, mas dessa vez ele iria para uma ainda maior, em direção à Índia, e sem data para retornar. Depois de dois anos lá, Hunter sofreu um acidente no mar e foi dado como morto (assim como todos que estavam na embarcação), porém, agora, um ano depois de o título ter passado para o tio dele, Arthur Crossland, Hunter está de volta à Inglaterra.

Será mesmo?

Como não engravidou durante o casamento, com a morte de Hunter Lara se viu praticamente desamparada. Suas opções eram: ir viver com a irmã (sem chance, ela odeia o cunhado), ser dama de companhia da sogra (mas ela queria "viver de favor") ou ficar no antigo chalé do guarda-caça na propriedade Hawksworth. A possibilidade de manter sua independência foi o fator decisivo para isso, mesmo que o local estivesse em uma situação precária após ter pegado fogo anos atrás e nunca ter passado por uma reforma. Além disso, Arthur e Janet Crossland, os novos condes de Hawksworth não gostavam nem um pouco de Lara e sua solidariedade com os órfãos e todos os outros que estivessem em necessidade.

Mesmo assim, o retorno de Hunter não era algo pelo qual Lara rezava. Sua independência valia muito mais. Ter sua vida submissa a um marido que não a respeita, a subjuga, impõe sua presença a qualquer custo não estava nos seus planos. Entretanto, ao ver aquele homem em sua frente e ouvir o que ele sabe, dificilmente dá para dizer que ele não é o seu marido, mesmo que os modos dele estejam completamente diferentes de antes de partir. Existe desejo em seu olhar, necessidade de aprovação e, diferente de antes, ele não está interessado em nenhuma outra mulher que não seja a esposa, ele está disposto a recomeçar.

Enquanto os dois seguem em lados opostos dessa "disputa", ainda há uma pulga atrás da orelha de Lara perguntando se aquele homem é realmente Hunter, mas a verdade é que essa versão é muito melhor para ela, para os arrendatários, para os órfãos e para os moradores da cidade. Então, será que ela realmente queria saber se ele era ou não o verdadeiro Hunter? 

Sei que para mim, sinceramente não faz diferença, afinal as coisas estavam bem ruins com Arthur como conde. Ele só gastava o dinheiro com nada de importante, fazendo reformas desnecessárias e horrendas em casa, Lara praticamente não tinha uma mesada para sobreviver, muito menos para ajudar quem ela gostaria. Melhor assim, então, passei mesmo todas as páginas torcendo para que desse tudo certo no fim para eles, que Lara e Hunter ficassem juntos e felizes, que os órfãos conseguissem o suporte de que precisavam, afinal, é isso que a gente quer em um romance, não é mesmo?


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15 abril, 2023


[Resenha] Absolutamente Romântico - Lyssa Kay Adams

Ficha Técnica 

Título: Absolutamente Romântico
Título Original: Isn't it Bromantic?
Autor: Lyssa Kay Adams
ISBN: 978-65-5565-442-4
Páginas: 320
Ano: 2023
Tradutor: Marcela Rossine
Editora: Arqueiro
Em toda a sua vida adulta, Elena Konnikova ficou sempre nas sombras. Filha de um jorna-lista russo que desapareceu misteriosamente, ela foi obrigada a se casar com um amigo de infância, Vladislav, para conseguir emigrar para os Estados Unidos.
Vlad, também conhecido como Russo, é um jogador profissional de hóquei em Nashville que pensava estar satisfeito com seu casamento de conveniência. Porém, ele percebe que é muito difícil levar adiante um relacionamento não correspondido.
Assim, ele se junta ao Clube do Livro dos Homens para tentar fazer com que sua esposa o ame. Vlad está pronto para criar seu próprio romance arrebatador, dentro e fora das páginas do livro que está escrevendo.
Os colegas do clube não querem que Russo desista de conquistar o verdadeiro amor e, desta vez, não vão agir sozinhos. Eles unem forças com as vizinhas de Vlad, um grupo de viúvas intrometidas que se autodenominam “as Solitárias”. Mas, justo quando a situação parece estar se encaminhando bem, o passado de Elena ressurge para pôr em dúvida o final feliz da história.

Resenha


Ai, que delícia é voltar ao universo dessa série, gente. Eu sou completamente apaixonada pelos membros do Clube do Livro dos Homens, não há como negar e neste, que é o quarto livro da série, chegou finalmente o momento de conhecermos a história do nosso gigante fofo, nosso russo de coração mais amoroso.

Vladislav Konnikov tem quase trinta anos e é o melhor jogador de defesa do time de hóquei Nashville Vipers. Ele é o coração do Clube do Livro dos Homens, mas sabemos que o casamento de Russo é um mistério mesmo para os membros, afinal, ele está casado com Elena há seis anos (quase o mesmo período em que ele está no clube) e ninguém nunca viu a mulher, que mora em Chicago, onde cursa faculdade de jornalismo.

Elena Konnikova nasceu em Moscou, mas, depois de perder a mãe quando tinha apenas nove anos, ela e o pai se mudaram para Omsk, onde ela conheceu Vlad e a família dele. Como o pai era jornalista e se envolvia muito no trabalho, Elena vivia na casa de Vlad, e eles se tornaram melhores amigos. Foi com a mãe dele que ela aprendeu a cozinhar — principalmente as comidas favoritas dele, eles se tornaram a família dela, principalmente quando, no meio de uma investigação para uma matéria, o pai de Elena simplesmente desapareceu.
— Ela está pedindo uma razão para ficar — disse Noah.
Vlad franziu o cenho.
— O que não é a mesma coisa que dizer que se importa com ele.
— Mas já seria um começo — retrucou Mack. — Por que você está sendo tão cabeça-dura?
— Porque ele não consegue acreditar que ela o quer de verdade!
O silêncio que seguiu sua explosão foi despretensioso e solene. Provavelmente porque pareceu que ele tinha rasgado o próprio peito e deixado o coração cair sobre a mesa enquanto sangrava até a morte, lenta e agonizante.
P. 161
Bem, mas vamos a alguns detalhes que apenas nós sabemos: Vlad é apaixonado por Elena há anos, e ela também é apaixonada por ele há muito tempo, mas um mal-entendido — e a teimosia de ambos — fez com que eles não assumissem seus sentimentos.

Absolutamente Romântico começa no casamento de Mack e Liv, seis meses antes da história de fato ter início, quando Elena volta de Chicago depois de Vlad finalmente ter dito a ela que queria ter um casamento de verdade. Porém, ao contrário do que ele esperava, Elena foi até Nashville para dizer que queria o divórcio. O que a gente descobre é que nosso gigante desaba com essa notícia, afinal, ele esperava que esse fosse o seu momento, e o pior é que ele inclusive se afasta dos amigos nesse momento. Como se isso não fosse suficiente, nas vésperas de seu time ir para a Copa Stanley, ele sofre um acidente no rinque que o obrigará a ficar de fora até o final da temporada, por ser um jogador profissional, precisará de pelo menos quatro meses para se recuperar da cirurgia por causa da tíbia fraturada. 

O que ele não imaginava era que seria esse acidente que traria Elena para perto dele novamente.
O sorriso que ela lhe deu antes enchera seu quarto de luz, mas agra o cômodo estava às escuras de novo. O fato de o sorriso dela já ser uma fonte de vitamina D emocional era tudo de que Vlad precisava para saber por que aquela não era uma boa ideia. Em breve, ela iria embora para sempre, e seria como se o sol tivesse se apagado por completo. Resistira a esse tipo específico de inverno antes. Não seria capaz de sobreviver outra vez.
P. 78 
Apesar de estar se divorciando e se preparando para sair dos Estados Unidos — afinal seu visto de estudante não seria renovado com o fim da graduação e com o término do casamento —, Elena não poderia deixar Vlad sozinho ou com estranhos em um momento como esse, mesmo que não tenha sido o próprio a ligar e pedir que ela fosse até lá.

Claro que, quando nossos queridos membros do Clube do Livro veem os dois juntos acreditam que é o momento de seu grande amigo reconquistar a mulher que ama, mesmo que ele mesmo não acredite nisso. E é óbvio que eles precisam de um "manual" para essa missão muito específica, então imaginem a surpresa ao descobrirem que Vlad estava escrevendo um romance?! Evidente que a missão do clube se tornou ajudar o gigante a concluir o livro que estava parado há… dois anos!
— Eu sei que é um romance, mas tem que fazer sentido. Beijar agora não seria característico deles.
(…)
Vlad se revirou no banco.
— Por que eu não ia querer isso? Eu gosto de beijar. Eu adoro beijar. Mas ainda não é o momento.
— Por que não?
— Por que Elena não quer que ele a beije! Ela tem deixado isso muito claro.
Colton desviou o olhar da estrada.
— Você quer dizer Anna.
— O quê?
— Você falou Elena.
O calor irrompeu em suas bochechas.
— Não falei, não.
Colton sugou o ar entre os dentes.
— Você meio que falou, sim.
— É óbvio que eu quis dizer Anna.
— Óbvio.
P. 155
Ver Vlad e Elena juntos faz com que nosso coração também se encha de esperança. Quando estão no mesmo ambiente, sempre se comunicam em russo sem sequer perceber que fazem isso. Ambos merecem ser felizes, mas precisam deixar de ser teimosos e acreditar que merecem essa felicidade. Eles têm uma cumplicidade, uma sintonia única. 

Absolutamente Romântico foi, com o perdão do trocadilho, absolutamente romântico e, quando vocês lerem vocês entenderão EXATAMENTE o que eu quero dizer com isso. Claro que Lyssa me deixou com um gostinho de quero-mais e, como o quinto livro da série já foi publicado nos Estados Unidos, acredito que não vai demorar muito para A Very Merry Bromance, livro do Colton Wheeler, chegar por aqui. E, se vocês ainda não sabem — o que eu duvido —, Lyssa comentou em suas redes sociais que irá publicar como 1.5 o livro Cortejando a Condessa, manual que os membros do Clube do Livro leram no livro do Gavin e da Thea, ou seja, é claro que eu já estou aqui de dedos cruzados para que ela publique o de todos os livros, né? Porque eu sou dessas, deu a unha, eu já quero o corpo todo.😂😂
— Eu não quero que você vá embora, Elena. — A voz de Vlad estava embargada, e os olhos marejados. — Quando falei isso ontem à noite, quis dizer que não quero que você vá. Nunca quis. — Ele enxugou a lágrima que escorreu pela bochecha. — Vou aprender a conviver com qualquer que seja sua decisão, mas, se acha que há uma chance de recomeçar
— Cala a boca. — Ela riu meio rouca.
— O q-quê?
Elena se levantou e olhou fixo para ele.
— Cala a boca e me beija.
P. 232

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09 abril, 2023


[Resenha] Presa Com Você - Ali Hazelwood

Ficha Técnica 

Título: Presa Com Você
Título Original: Stuck With You
Autor: Ali Hazelwood
ISBN: 978-65-5565-444-8
Páginas: 136
Ano: 2023
Tradutor: Roberta Clapp
Editora: Arqueiro
Mara, Sadie e Hannah são três grandes amigas e cientistas tentando equilibrar razão e emoção. Embora seus campos de estudo as tenham levado para diferentes partes do mundo, todas elas concordam com uma verdade universal: quando se trata de amor e ciência, os opostos se atraem e algumas misturas podem ser perigosas…
Na segunda história da série Odeio Te Amar, Sadie sabe que todo mundo espera que uma engenheira civil como ela consiga construir pontes. No entanto, ela também entende que variáveis podem mudar e, se uma pessoa fica presa por horas em um pequeno elevador em Nova Iorque com o dinamarquês que partiu seu coração, ela ganha o direito de reduzir a cinzas aquela ponte loira e musculosa. Erik pode se desculpar quanto quiser, mas foram as ações dele que condenaram as estruturas.
Enquanto se esforça para se manter firme diante de Erik e da preocupação que ele demonstra com ela, Sadie se pergunta se esse viking de coração gelado teria mais camadas do que ela imaginava. E se, talvez, até mesmo pontes queimadas podem ser cruzadas…

Resenha


Claro que eu não aguentei e emendei logo a leitura de Presa Com Você para seguir com a série Odeio Te Amar da Ali Hazelwood que a Arqueiro está lançando apenas em e-book e audiolivro — pelo menos por enquanto.

Neste segundo livro vamos conhecer Sadie Granthan, engenheira de vinte e sete anos que vive em Nova Iorque, onde trabalha em uma pequena empresa de engenharia, a GreenFrame, focada em sustentabilidade, proteção do meio ambiente, ciência econômica, recursos renováveis, tudo que a concorrente que aluga várias salas no mesmo edifício não parece se importar. Sadie cresceu e foi desenvolvendo ao longo dos anos várias superstições — mesmo que sua mente analítica e com um doutorado questione isso diariamente — e é assim que ela conhece Erik Nowak, quando ela vai comprar um croissant antes de sua apresentação e não encontra, afinal ele comprou o último.

Vendo a insistência de Sadie em busca de um croissant, Erik decide dar o que comprou para ela e segue seu caminho, mas Sadie vai atrás dele para agradecer, e é quando percebe o quanto ele é alto, e lindo.
Na sorveteria, ele não pediu nada. Porque, diz ele, "não gosto de comer coisas geladas".
— Uau. Talvez essa seja a coisa menos dinamarquesa que já ouvi.
Devo ter tocado em um ponto sensível, porque ele semicerra os olhos.
— Me lembra de nunca apresentar você aos meus irmãos.
— Por quê?
— Eu não ia gostar que vocês se aliassem contra mim.
— Rá! Então pelo visto todo mundo sabe que você é um péssimo dinamarquês.
Posição 40%
Erik é dinamarquês, mas se mudou quando tinha catorze anos. Engenheiro, ele trabalha na ProBld, a empresa que fica no mesmo prédio onde Sadie trabalha, mas, ao contrário dela, ele já havia reparado nela antes — ainda que eles nunca tenham se falado. Entretanto, parece que a sorte dele mudou por causa de um croissant, afinal, aquela mulher que ele admirou por algum tempo nos corredores, aceitou conversar com ele em um banco no parque e depois aceitou jantar com ele. Mas será que essa sorte vai durar?

Assim como os outros livros da Ali, Presa Com Você também é narrado pela protagonista feminina, e podemos ver como Sadie, Hannah e Mara se apoiam incondicionalmente mesmo que estejam distante fisicamente umas das outras, e eu adoro isso. Além disso, foi maravilhoso ver Liam novamente também. Aqui, diferente do livro anterior, a história alterna entre o presente e três semanas antes, quando Sadie e Erik se conhecem, até a história enfim desenrolar como a gente bem gosta. Ai que delícia! Que venha a história de Hannah.
— Sadie, eu sei que você gosta muito desse cara. Sei que, se ele decidir que não te quer mais na vida dele, isso vai te machucar, e que você se sente tentada a recuar preventivamente pra se proteger. Mas, se você não der a ele nem a chance de te escolher, aí, sim, com certeza você vai perdê-lo.
Posição 88%

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04 abril, 2023


[Resenha] Sob o Mesmo Teto - Ali Hazelwood

Ficha Técnica 

Título: Sob o Mesmo Teto
Título Original: Under One Roof
Autor: Ali Hazelwood
ISBN: 978-65-5565-435-6
Páginas: 148
Ano: 2023
Tradutor: Roberta Clapp
Editora: Arqueiro
Mara, Sadie e Hannah são três grandes amigas e cientistas tentando equilibrar razão e emoção. Embora seus campos de estudo as tenham levado para diferentes partes do mundo, todas elas concordam com uma verdade universal: quando se trata de amor e ciência, os opostos se atraem e algumas misturas podem ser perigosas…
Na primeira história da série Odeio Te Amar, a engenheira ambiental Mara acaba de conseguir seu emprego dos sonhos na agência de proteção ambiental americana em Washington. Porém, como nem tudo é perfeito, Helena, sua referência mais próxima de família, além de sua orientadora no doutorado e grande mentora, acaba de falecer.
Para sua surpresa, Mara descobre que ela lhe deixou uma casa de herança. O problema é que Liam, o detestável sobrinho de Helena, já mora lá e também tem direito à propriedade.
Obrigada a compartilhar a casa com um estranho que não respeita regras e ainda por cima trabalha para uma petroleira, Mara esquece que todo ecossistema necessita de equilíbrio e declara guerra.
Ela não quer desistir de algo que é seu por direito e, conforme conhece melhor Liam, com todos aqueles músculos e uma boca irresistível, vai precisar se esforçar para não se entregar ao lado não sustentável da força…

Resenha


Sob o Mesmo Teto é o primeiro livro da série Odeio Te Amar da Ali Hazelwood que a Arqueiro está lançando apenas em e-book e audiolivro — pelo menos por enquanto.

Mara Floyd tem vinte e sete anos e é uma engenheira ambiental brilhante. Após o falecimento de Helena Harding, sua orientadora do doutorado e mentora nos últimos oito anos, ela herdou a metade de uma casa em Washington. A perda de Helena é um baque muito grande na vida de Mara, pois ela a considerava muito mais família do que sua própria família (que realmente não tem muita proximidade com ela), mas também foi com o apoio de Helena que Mara iniciará no novo emprego como cientista na Agência de Proteção Ambiental Americana em Washington, ou seja, ter onde morar e não precisar pagar um aluguel será muito bom — mesmo que ela precise dividir o imóvel com o sobrinho de Helena que aparentemente trabalha para uma empresa de combustíveis fósseis
Saio da cozinha resmungando, um pouco nervosa e absolutamente tomada por sentimentos homicidas, ainda sentindo as palmas das maõs dele pressionando minha pele. Quando ele estiver dormindo… Eu juro que vou matá-lo quando estiver dormindo. Quando ele menos esperar. E depois vou comemorar jogando frascos vazios de creme de café sobre o cadáver dele.
Posição 18%
Liam Harding tem trinta anos e é advogado na FGP Corp e o que ele menos esperava era que a tia deixasse a metade de sua casa no testamento para uma ex-aluna. Ele esperava menos ainda que a mulher não aceitaria vender sua parte. Assim, se inicia uma convivência extremamente difícil entre eles. Literalmente: uma guerra.
Levanto a cabeça. Liam está me encarando com uma  expressão tranquila, como se esperasse pacientemente que eu chegasse a esta exata conclusão: sou melhor que Sean. Porque todo mundo é melhor que Sean, e isso me inclui.
Posição 61%
O livro, que tem menos de cento e cinquenta páginas — assim como A Hipótese do Amor e A Razão do Amor — é todo narrado sob o ponto da protagonista feminina, então a gente perde o outro lado, mas ainda assim é muito bom. Em Sob o Mesmo Teto, o prólogo já nos mostra o presente, quando Mara está com tudo quase pronto para ir embora da casa que divide com Liam, mas em seguida os capítulos nos mostrarão, em ordem decrescente, desde que Mara chegou em sua nova casa seis meses antes até o momento atual, o que torna tudo muito interessante, afinal, a gente já sabe o final, mas queremos saber como chegaremos lá.

Agora é partir para a história de Sadie, afinal, estou supercuriosa.
E é quando ele me gira no meio do escritório, num único e perfeito rodopio de pura felicidade, que eu me dou conta.
De como eu estou incrivelmente, absolutamente apaixonada por este homem.
Posição 78%

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27 março, 2023


[Resenha] De Olho em Você - Amy Lea

Ficha Técnica 

Título: De Olho em Você
Título Original: Set on You
Autor: Amy Lea
ISBN: 978-65-5565-433-2
Páginas: 320
Ano: 2023
Tradutor: Roberta Clapp
Editora: Arqueiro
Crystal Chen é uma influenciadora digital que tem o corpo fora do padrão e construiu a carreira lutando contra os estereótipos do mundo fitness. Após o fim do seu último namoro, ela está sem nenhuma paciência para os homens e seu único refúgio passa a ser a academia — seu templo de autoestima e positividade.
Até que Scott Ritchie se matricula no mesmo lugar. Já no primeiro dia, o bombeiro sarado que exala arrogância — e gostosura — comete um pecado imperdoável: invade o aparelho preferido de Crystal antes que ela termine de usar e conquista sua antipatia imediata.
Dia após dia, enquanto esses inimigos mortais e ultracompetitivos disputam o território da academia, as faíscas de desejo entre eles se multiplicam. Mesmo assim, a última coisa que eles esperam é se encontrar fora de seu campo de batalha diário e constatar que têm mais em comum do que achavam.
Ao descobrir que dentro daquele peito musculoso bate um coração sensível, Crystal decide baixar a guarda. Mas antes de poder vivenciar plenamente essa paixão, ela precisa passar pelo teste de força mais importante de sua vida: enfrentar o preconceito e superar todos os obstáculos para continuar divulgando sua mensagem de amor-próprio.

Resenha


Se em seu romance de estreia Amy Lea já me fez desidratar desse jeito, imagino o que ela me reservará para os próximos livros que escrever da série — que não vi como será em português, mas acredito que, se seguir o inglês, será A Influenciadora.

Crystal Chen tem vinte e sete anos e é personal trainer e influenciadora digital fitness há sete anos. Filha de pai chinês e mãe branca estadunidense, ser birracial era complicado e também ser considerada acima do peso era um adicional às suas inseguranças juvenis. Quando estava na universidade e encontrou o universo fitness, Crystal descobriu que era daquilo que gostava, mesmo que o seu biotipo não permitisse que fosse considerada uma mulher magra. Ela gosta de se exercitar, gosta de se alimentar bem, e o melhor é que, quando ela iniciou seu negócio no Instagram e as parcerias começaram a surgir e render frutos, Crystal percebeu que poderia realmente fazer daquilo a sua carreira. 
— Ele ficou te olhando mais cedo. Tipo, da cabeça aos pés, enquanto a gente estava falando da história do pau.
— Provavelmente planejando me matar.
— Ou te comendo com os olhos.
Se alguém tivesse me sugerido isso anos atrás, eu teria duvidado na hora. Mas atualmente, depois de anos trabalhando meu amor-próprio e minha autoconfiança, não acho a ideia tão absurda.
Página 22
Decidida a levar para outras pessoas o conceito de body positive e amor-próprio, ela sempre faz posts ressaltando a importância de cada um se amar, de aceitar o seu corpo, de não deixar os haters abalarem suas vidas com a negatividade que espalham nas redes.

Mas é no seu ambiente seguro, a academia, que ela encontrará um rival que não esperava: o Ladrão de Rack. 
Passei a vida inteira ouvindo que, em alguma medida, ser introvertida é ser inferior. Que ser extrovertido como meu pai é mais desejável.
(…)
— Digamos que se eu tiver planos pra mais de duas noites consecutivas, talvez passe a semana inteira estressada por causa disso. Ah, e se alguém cancela um programa, eu sinto como se tivesse ganhado na loteria.
Página 131
Crystal estava absolutamente feliz ao ver que seu rack de agachamento favorito estava disponível. Ela poderia fazer sua série ao lado da janela e ainda poderia gravar o treino para postar depois. Que maravilha. Porém, enquanto deixou as coisas no rack e foi pegar água, alguém sem educação se apropriou do "seu" rack. E o pior, fingiu que não a estava vendo; depois agiu como um completo babaca e não cedeu o rack para ela (que tinha chegado primeiro, hein?). Após essa primeira interação — que aconteceu justo no dia que ela encontrou um carinha do Tinder na academia. 🤦🏾‍♀ E claro que, além da "ficada" ter sido daquelas para esquecer, o cara fingiu que não a viu — a relação entre Crystal e o Ladrão de Rack só piorou, parecia que ele atrapalhava seus treinos, aulas e gravações de propósito.

Até o dia em que algo muda na academia… e o Ladrão de Rack some por alguns dias. O problema é que ele reaparece justamente no jantar que a avó dela e Martin estão oferecendo para que as famílias se conheçam, afinal, vovó Flo vai se casar novamente. É assim que ela descobre que o nome do Ladrão de Rack é Scott Ritchie, afinal, o lugar dele está marcado ao lado dela. E descobre que ele chegou atrasado porque ele é bombeiro no Corpo de Bombeiros de Boston, e não é um desocupado como ela imaginava quando o odiava na academia. Ahh, ela também descobriu que ele tem uma namorada, uma patinadora artística que estava em turnê com a Disney.
(…) — Estou interessado, Crys. Mas como você deixou claro que só queria ser minha amiga, não toquei mais no assunto.
— Fora tentar me atrair para um pacto de casamento — lembro.
— Pode acreditar em mim, prefiro sair com você bem antes dos 40. Mas aceito o que vier.
Página 144
Scott tem trinta anos e é o queridinho da família e logo conquistou a família de Crystal também com seu jeito de bom moço, mas ela não se deixará levar pelo rosto bonito e corpo perfeito dele; ele a beijou mesmo tendo uma namorada e o fato de ele ter ido até ela para explicar em seguida que na verdade ele já estava solteiro há algumas semanas, mas que a família não sabia, ou mesmo o fato de ele ser pai de pet e não alguém que odeia animais como ela imaginava contam a favor dele, mas Crystal sabe que, ninguém pula de uma relação para outra e ela decidiu que não terá mais relações casuais e nem será o rebote de ninguém.

Entretanto, a gente pode dizer que Scott é um homem perseverante porque ele acredita na relação deles — e vovó Flo também, e garantirá alguns encontros entre eles. É assim que eles se tornarão amigos, porque ele está determinado a ter o que Crystal estiver disposta a oferecer. Porém, quanto mais tempo passam juntos, mais é evidente que a atração continua lá, mais forte até, então a questão é o quanto Crystal conseguirá resistir, afinal a gente percebe — mesmo sem ter capítulos narrados por Scott — que Scott realmente gosta dela.
— Penso em você o tempo todo. Todos os dias, o dia inteiro. A única coisa que eu quero fazer é estar com você. Mesmo que a gente não esteja fazendo nada.
Página 225
Enquanto a gente espera que o romance aconteça — e quando ele enfim acontece — também temos vislumbres do trabalho de Crystal na internet e na academia, afinal, isso impacta profundamente em suas relações. Em alguns trechos há posts dela e algumas respostas nos comentários, de apoiadores e haters. Infelizmente é um desses posts que desencadeará uma forte reação em Crystal e fará com que ela reavalie suas convicções.

Se eu tinha achado a leitura de Será Que é o Meu Número? intensa, isso nem se compara a maneira como me senti enquanto lia De Olho Em Você. Se ver representada em um livro, ler uma personagem passando ou que tenha passado pelas mesmas inseguranças que você viveu e vive é de uma dureza sem tamanho, gente. Nossa, como foi catártico ler essa história, muitos gatilhos foram disparados e, sim, eu já sabia que havia essa possibilidade, pois a Amy nos alerta logo no início do livro, mas ainda assim não achei que fosse sentir tanto. Marquei tantas passagens enquanto lia a história que é capaz de eu ter marcado o livro todo se for analisar bem, mas é para ler e reler sempre, até internalizar a mensagem: você precisa se amar, mas tudo bem você não se amar o tempo todo.

Se o perfil da Cystal de fato existisse era um que eu precisaria seguir porque ela nos ajuda a lembrar que não precisamos ficar obcecadas com os números na balança para sermos felizes, que não precisamos ser perfeitas, porque nós somos seres humanos.
— Você precisa fazer isso do seu jeito. Redescubra tudo aquilo que ama em você mesma, não só o que a sociedade diz que você deve amar, e alimente isso. A beleza não é uma coisa objetiva, né, por mais que nos digam que sim.
(…)
— Cada pessoa vê a beleza de uma forma diferente, Crystal. E o que é pior, essa mesma sociedade ensinou pra gente quando éramos novinhas que não somos bonitas porque não somos brancas e magras.
Página 292-293
Amy, muito obrigada de verdade. Que leitura incrível. Que resenha difícil de escrever com as lágrimas escorrendo, mas absolutamente maravilhosa e, sabendo que em janeiro o segundo livro da série foi publicado nos Estados Unidos — Exes and O's —, quero logo ler a história de Tara Chen e, em seguida, ler a de Melanir Karlsen, em The Catch.


P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
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