22 dezembro, 2023


[Resenha] Amor, Teoricamente - Ali Hazelwood

Ficha Técnica 

Título: Amor, Teoricamente
Título Original: Love, Theoretically
Autor: Ali Hazelwood
ISBN: 978-65-5565-525-4
Páginas: 368
Ano: 2023
Tradutor: Roberta Clapp
Editora: Arqueiro
Elsie Hannaway é uma física teórica que passou anos de sua vida moldando diferentes versões de si mesma. Em alguns dias, ela trabalha como professora adjunta, na esperança de conseguir um emprego melhor. Em outros, compensa seu ridículo salário oferecendo serviços de namorada de mentira, aproveitando sua habilidade de se adaptar exatamente ao que os outros querem dela.
Apesar das dificuldades, ela consegue equilibrar bem seu cuidadoso “Elsie-verso”… até que ele começa a desabar. E o culpado é Jack Smith, o irritante e atraente irmão mais velho de seu cliente favorito, que acaba se revelando um importante físico experimental e um possível obstáculo para o emprego dos sonhos de Elsie.
Ela está pronta para uma guerra declarada de sabotagens acadêmicas, mas não está nem um pouco preparada para aqueles olhares demorados e penetrantes. E logo ela percebe que não precisa fingir ser outra pessoa quando está com Jack.
Será que ser atraída pela órbita de um cientista vai enfim fazê-la colocar em prática suas mais secretas teorias sobre o amor?

Resenha


Eu estou cada vez mais apaixonada pelos livros da Ali Hazelwood e seus personagens das áreas STEM (acrônimo em inglês para "science, technology, engineering and mathematics"). Para mim, o único pecado dela é não me dar o ponto de vista do outro lado da história, mas ela me cativa tanto, tanto, tanto, que quando eu vejo... já acabei o livro.

Elsie Hannaway tem vinte e sete anos e há dez meses terminou o doutorado em física teórica na Universidade Northeastern, uma universidade top. Mas é claro que ela não imaginava estar na situação atual: ganhando um salário ridículo como professora adjunta — e isso porque ela se divide em três universidades de segunda classe —, recebendo e-mails absurdos de alunos que sequer fazem questão de disfarçar que se interessam pelas suas aulas e saindo com homens que precisam de namoradas de mentira. Sim, namoradas de mentira. 
— Eu sei que você me odeia desde o momento em que a gente se conheceu — disparo.
Ele morde a parte interna da bochecha.
— Ah, é?
— Aham. E quer saber de uma coisa? Não importa se você me odiou logo à primeira vista porque eu te odeio muito antes de a gente se conhecer. Eu te odiei na primeira vez que ouvi seu nome. Eu odiei você aos 12 anos, quando li o que você fez com a Scientific American. Eu te odeio mais, e há mais tempo, e por motivos melhores do que você me odeia.
P. 63
Morar em Boston não é barato e, depois de ter dividido o apartamento com J.J. e precisar desesperadamente de outro lugar para morar, Elsie se viu morando com Ceci, uma linguista que está terminando o doutorado em Harvard, e seu ouriço — mais conhecido como Ouriça. A grana delas é tão curta que, chegou o momento que elas entraram no Faux, um aplicativo que arranja namoradas de mentira para os caras que precisam fingir que têm uma. Para Elsie era moleza, afinal, fingir ser outra pessoa foi algo que ela fez a vida inteira. Ela tem até uma técnica: APE (avalie, planeje, encene). No entanto, ela e Ceci já estão nisso há quatro anos e, embora o Faux tenha uma política de encontros únicos, ela abriu uma exceção para seu melhor cliente: Greg Smith, de quem ela realmente gosta. O único problema é a família dele — mais especificamente o irmão mais velho, Jack, que ela não consegue ler de maneira alguma.

Mas talvez os dias de Faux estejam contados, porque surgiu uma vaga para o Departamento de Física do MIT. Essa pode ser a chance de Elsie de mudar de vida: de ter dinheiro para ter uma alimentação decente, de ter um plano de saúde para cuidar da diabetes tipo 1, para não estar o tempo todo cansada de dar aulas que não gosta mais, para se concentrar no que realmente gosta que é fazer pesquisas e escrever artigos.
— Eu? — Ele inclina a cabeça. — Abertamente odeio teóricos? Eu colaboro regularmente com eles. Respeito o trabalho deles. Admiro vários.
— Me diz um.
— Você. — Ele me captura com seu olhar idiota e observador. — Você é muito impressionante, Elsie.
Meu estômago revira, mesmo sabendo que ele está mentindo. Eu só… não esperava essa mentira tão específica. 
— Duvido que você saiba alguma coisa sobre o meu trabalho.
— Eu li cada palavra que você escreveu.
P. 94
Para chegar lá, no entanto, ela precisará derrotar o outro candidato. E também precisará enfrentar alguém que ela não esperava: Jack Smith.

Jamais passou pela cabeça de Elsie que Jack Smith e Jonathan Smith-Turner, o físico experimentalista de maior renome no meio fossem a mesma pessoa. Afinal, na cabeça dela Jack era professor de educação física, com corpo torneado — totalmente diferente de Greg —, cabelos louros e olhos heterocromáticos (destoando completamente dos outros Smiths). 

Jack sempre prestou atenção em Elsie quando a encontrava nas reuniões de família que Greg a levava e, embora achasse estranho o fato de ela parecer analisar e se adaptar a cada pessoa com quem conversava, ela protegia Greg de todos a sua volta, o que ele também fazia. Por isso, ele não sabia se gostava do irmão estar com ela ou não. Além disso, havia o fato de que ele estava cada dia mais intrigado com ela, cada vez mais fascinado e curioso. Mas, descobrir que Elsie não era bibliotecária e sim uma física e estava se candidatando a um cargo onde ele trabalhava era demais. Principalmente porque Greg estava fora da cidade e afastado de qualquer contato, ou seja, Jack teria que esperar até ele voltar para contar ao irmão que a namorada dele era uma mentirosa!
— É mais fácil assim, né?
— O quê?
— Nunca mostrar a ninguém quem você realmente é. —  Ele me observa com calma. Paciência. (…) — Assim, se alguma coisa der errado, se alguém te rejeitar, não vai ter sido por sua causa, certo? Quando somos nós mesmos, ficamos expostos. Vulneráveis. Mas quando a gente não se abre… Perder é sempre doloroso, mas saber que você não deu o seu melhor torna a situação suportável.
P. 146-147
Acharam pouco? Vamos colocar mais lenha na fogueira: há quinze anos, sim, Jack tinha apenas dezessete anos na época, Jack escreveu um artigo que foi publicado na Anais da Física Teórica, uma revista de prestigio na área e o Dr. Christophe Laurendeau era o editor na ocasião. Isso criou uma rixa sem tamanho entre os físicos teóricos e os físicos experimentalistas e, principalmente, depois desse artigo, as verbas, vagas de emprego foram caindo gradativamente para os físicos teóricos. Como Jack nunca se pronunciou publicamente sobre o assunto, e ele é um físico experimentalista que atacou a física teórica no artigo, não havia dúvida para quem estava de fora sobre qual era a opinião dele, correto? Pois então.

Agora, aos trinta e dois anos, chefe do Instituto de Física do MIT, esse artigo voltará a assombrá-lo, pois, Elsie nunca o esqueceu. Para piorar, o Dr. Laurendeau foi o orientador dela no doutorado e ela se sente grata a ele por sua carreira e por seus empregos — mesmo que ela não goste e que ele NUNCA acerte o nome dela. Ele se tornou seu mentor.
— Está bem, então. Sinceridade. — Ele inclina meu rosto para trás, os lábios roçando na minha orelha. — Eu quero você, Elsie. O tempo todo. Eu penso em você. A. Porra. Do. Tempo. Todo. Estou distraído. Estou indo mal no trabalho. E meu primeiro instinto, na primeira vez que te vi, foi sair correndo. Porque eu sabia que, se isso começasse, nunca mais ia parar. E é exatamente assim. Não existe nenhum universo onde eu desista de você. Quero estar com você, em você, a cada segundo, todo santo dia. Eu penso… eu sonho com coisas malucas. Quero que se case comigo amanhã pra poder entrar no meu plano de saúde. Quero passar semanas trancado no quarto com você. Quero ir no mercado e comprar as coisas que você gosta. Quero parecer tranquilo, como se estivesse atraído por você e não completamente obcecado, mas não é o que está acontecendo. Não mesmo. E eu preciso que você mantenha a gente sob controle. Preciso que você mantenha a gente na linha, porque eu não sei onde a gente vai dar… mas já cheguei lá. Eu já cheguei lá.
P. 352
Se ele realmente estiver interessado nela, eles precisarão enfrentar alguns obstáculos pelo caminho. Mas se tem uma coisa que é importante dizer que é a influência deles é benéfica na vida um do outro mesmo que eles se conheçam a pouco tempo. Porém eu torci muito mesmo para que eles conseguissem enfrentar os muitos traumas, as barreiras que foram criando ao longo dos anos para se proteger e chegassem juntos a mesma página para encontrar a merecida felicidade, porque realmente eles mereciam.

Claro que já quero mais, quero ler Xeque-mate e saber o que a próxima história me reserva.


P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉

Comentários
0
Compartilhe

12 maio, 2023


[Resenha] Abaixo de Zero - Ali Hazelwood

Ficha Técnica 

Título: Abaixo de Zero
Título Original: Below Zero
Autor: Ali Hazelwood
ISBN: 978-65-5565-458-5
Páginas: 148
Ano: 2023
Tradutor: Roberta Clapp
Editora: Arqueiro
As temperaturas congelantes do Ártico vão mostrar para estes dois cientistas rivais como a química entre eles é quente.
Mara, Sadie e Hannah são três grandes amigas e cientistas tentando equilibrar razão e emoção. Embora seus campos de estudo as tenham levado para diferentes partes do mundo, todas elas concordam com uma verdade universal: quando se trata de amor e ciência, os opostos se atraem e algumas misturas podem ser perigosas…
Na terceira história da série Odeio Te Amar, Hannah tem um mau pressentimento. Engenheira da NASA, ela não só está machucada e perdida em uma remota estação de pesquisa no Ártico, como o único ser humano disposto a realizar a perigosa missão de resgatá-la é justamente aquele que ela não queria ver nem pintado de ouro.
Ian tem desempenhado muitos papéis na vida de Hannah: o de vilão que tentou vetar sua expedição e arruinar sua carreira, o de protagonista dos seus sonhos mais ardentes... mas como herói ele jamais havia atuado.
Então por que ele está arriscando a própria vida para chegar até ela? E por que a presença dele parece tão perigosa para o coração de Hannah quanto a tempestade de neve que se aproxima? Talvez seu pressentimento não esteja tão errado afinal de contas…

Resenha


Finalizando a série Odeio Te Amar, Abaixo de Zero traz a história da misteriosa Hannah Arroyo, a mais reservada das três amigas.

Hannah tem vinte e sete anos e é doutora em engenharia aeroespacial e há um ano conseguiu seu emprego dos sonhos na NASA. É por isso que a história começa com ela no remoto arquipélago de Svalbard, na Noruega, local onde a NASA tem uma base para testes de equipamentos que serão enviados para Marte. O problema é que ela está sozinha, congelando e a pessoa que aparece é a última que ela gostaria de encontrar: Ian Floyd
Ele ri. O ruído é baixo, quente, quase me deixa arrepiada. Levo um segundo para me recompor.
Entendi — em algum ponto da nossa caminhada até aqui, provavelmente quando ele não hesitou em fazer cara feia para intimidar o segurança e me deixar entrar apesar de eu não ter crachá — o motivo pelo qual eu não consigo ter uma opinião formada sobre Ian. Ele é, em síntese, uma mistura nunca antes
experimentada de fofo e esmagadoramente masculino.
Posição 24%
Ian tem trinta anos e é primo (ou sabe-se lá o quê) de Mara e é chefe de engenharia na NASA há alguns anos — sim, ele é uma daquelas pessoas que se formam cedo na escola e na faculdade e logo começam a trabalhar. Aos dezoito, ele já fazia parte da equipe da NASA que enviou o rover Curiosity para Marte. Bem, mas Ian e Mara se conheceram há cinco anos, no final do primeiro semestre do doutorado de Hannah, quando a professora doutora Helena Harding exigiu que todos os alunos fizessem uma entrevista com alguém que tivesse o emprego que eles gostariam de ter ao terminar o doutorado e Mara se lembrou desse primo do lado da família que ela não tem contato e, depois de muita dificuldade, conseguiu o contato dele, afinal, ele trabalha no Laboratório de Propulsão a Jato, o sonho de Hannah.

Ian e Hannah têm uma superquímica juntos, mas, diferente de Ian, Hannah não é uma mulher que se considera tão inteligente. Até ela descobri a paixão pelo espaço e com o que realmente queria trabalhar ela mal tolerava ir à escola, suas notas eram péssimas, o histórico de suspensão então, nem se fala, mas ela correu atrás do objetivo quando descobriu o que queria. A questão é que ela não acredita que as pessoas gostam de estar com ela por muito tempo. Até ela conhecer Mara e Sadie, ela não tinha amigos e mesmo assim foram as duas que se aproximaram dela mesmo com toda sua resistência, logo, ela também não namora, ela apenas tem casos, algo que Ian não está acostumado e é por isso que eles se distanciam ali e só se encontram novamente quando ela começa a trabalhar na NASA.
Ah, meu Deus. O Ian que namorar? Ele nem mora aqui.
— Então você está dizendo… — Coço as têmporas, meu prazer pós-orgasmo se esvaindo rapidamente. — Está dizendo que não está interessado em transar?
Ele fecha os olhos de um modo que realmente não parece um não. Definitivamente não parece falta de interesse. Mas o que ele diz é:
— Eu gosto de você.
Dou risada.
— Percebi.
— É… incomum. Pra mim. Gostar tanto de alguém.
Posição 39%
Nas poucas páginas, vemos que Hannah precisa lidar com a confiança em suas relações pessoais, desmistificar a ideia de que, quanto mais as pessoas a conhecerem, irão se afastar, porque, do lado de cá, mesmo tendo apenas o ponto de vista dela, está mais do que evidente que Ian está caidinho por ela desde as primeiras páginas, ele só precisa de uma oportunidade. E até mesmo as amigas não tem acesso mesmo a ela, Hannah não consegue se abrir com elas, ela não consegue acreditar que elas se interessariam pela sua vida, pelos seus problemas.

Eu amei os três livros da série e para mim o único problema é que eles são muito curtos. Inicialmente eles seriam publicados apenas em e-book e audiolivro, mas no dia 11 de abril a Arqueiro publicou a versão impressa, Odeio Te Amar, com as três histórias juntas e um capítulo especial com o ponto de vista de Liam, Erik e Ian.


P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
0
Compartilhe

09 abril, 2023


[Resenha] Presa Com Você - Ali Hazelwood

Ficha Técnica 

Título: Presa Com Você
Título Original: Stuck With You
Autor: Ali Hazelwood
ISBN: 978-65-5565-444-8
Páginas: 136
Ano: 2023
Tradutor: Roberta Clapp
Editora: Arqueiro
Mara, Sadie e Hannah são três grandes amigas e cientistas tentando equilibrar razão e emoção. Embora seus campos de estudo as tenham levado para diferentes partes do mundo, todas elas concordam com uma verdade universal: quando se trata de amor e ciência, os opostos se atraem e algumas misturas podem ser perigosas…
Na segunda história da série Odeio Te Amar, Sadie sabe que todo mundo espera que uma engenheira civil como ela consiga construir pontes. No entanto, ela também entende que variáveis podem mudar e, se uma pessoa fica presa por horas em um pequeno elevador em Nova Iorque com o dinamarquês que partiu seu coração, ela ganha o direito de reduzir a cinzas aquela ponte loira e musculosa. Erik pode se desculpar quanto quiser, mas foram as ações dele que condenaram as estruturas.
Enquanto se esforça para se manter firme diante de Erik e da preocupação que ele demonstra com ela, Sadie se pergunta se esse viking de coração gelado teria mais camadas do que ela imaginava. E se, talvez, até mesmo pontes queimadas podem ser cruzadas…

Resenha


Claro que eu não aguentei e emendei logo a leitura de Presa Com Você para seguir com a série Odeio Te Amar da Ali Hazelwood que a Arqueiro está lançando apenas em e-book e audiolivro — pelo menos por enquanto.

Neste segundo livro vamos conhecer Sadie Granthan, engenheira de vinte e sete anos que vive em Nova Iorque, onde trabalha em uma pequena empresa de engenharia, a GreenFrame, focada em sustentabilidade, proteção do meio ambiente, ciência econômica, recursos renováveis, tudo que a concorrente que aluga várias salas no mesmo edifício não parece se importar. Sadie cresceu e foi desenvolvendo ao longo dos anos várias superstições — mesmo que sua mente analítica e com um doutorado questione isso diariamente — e é assim que ela conhece Erik Nowak, quando ela vai comprar um croissant antes de sua apresentação e não encontra, afinal ele comprou o último.

Vendo a insistência de Sadie em busca de um croissant, Erik decide dar o que comprou para ela e segue seu caminho, mas Sadie vai atrás dele para agradecer, e é quando percebe o quanto ele é alto, e lindo.
Na sorveteria, ele não pediu nada. Porque, diz ele, "não gosto de comer coisas geladas".
— Uau. Talvez essa seja a coisa menos dinamarquesa que já ouvi.
Devo ter tocado em um ponto sensível, porque ele semicerra os olhos.
— Me lembra de nunca apresentar você aos meus irmãos.
— Por quê?
— Eu não ia gostar que vocês se aliassem contra mim.
— Rá! Então pelo visto todo mundo sabe que você é um péssimo dinamarquês.
Posição 40%
Erik é dinamarquês, mas se mudou quando tinha catorze anos. Engenheiro, ele trabalha na ProBld, a empresa que fica no mesmo prédio onde Sadie trabalha, mas, ao contrário dela, ele já havia reparado nela antes — ainda que eles nunca tenham se falado. Entretanto, parece que a sorte dele mudou por causa de um croissant, afinal, aquela mulher que ele admirou por algum tempo nos corredores, aceitou conversar com ele em um banco no parque e depois aceitou jantar com ele. Mas será que essa sorte vai durar?

Assim como os outros livros da Ali, Presa Com Você também é narrado pela protagonista feminina, e podemos ver como Sadie, Hannah e Mara se apoiam incondicionalmente mesmo que estejam distante fisicamente umas das outras, e eu adoro isso. Além disso, foi maravilhoso ver Liam novamente também. Aqui, diferente do livro anterior, a história alterna entre o presente e três semanas antes, quando Sadie e Erik se conhecem, até a história enfim desenrolar como a gente bem gosta. Ai que delícia! Que venha a história de Hannah.
— Sadie, eu sei que você gosta muito desse cara. Sei que, se ele decidir que não te quer mais na vida dele, isso vai te machucar, e que você se sente tentada a recuar preventivamente pra se proteger. Mas, se você não der a ele nem a chance de te escolher, aí, sim, com certeza você vai perdê-lo.
Posição 88%

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
0
Compartilhe

04 abril, 2023


[Resenha] Sob o Mesmo Teto - Ali Hazelwood

Ficha Técnica 

Título: Sob o Mesmo Teto
Título Original: Under One Roof
Autor: Ali Hazelwood
ISBN: 978-65-5565-435-6
Páginas: 148
Ano: 2023
Tradutor: Roberta Clapp
Editora: Arqueiro
Mara, Sadie e Hannah são três grandes amigas e cientistas tentando equilibrar razão e emoção. Embora seus campos de estudo as tenham levado para diferentes partes do mundo, todas elas concordam com uma verdade universal: quando se trata de amor e ciência, os opostos se atraem e algumas misturas podem ser perigosas…
Na primeira história da série Odeio Te Amar, a engenheira ambiental Mara acaba de conseguir seu emprego dos sonhos na agência de proteção ambiental americana em Washington. Porém, como nem tudo é perfeito, Helena, sua referência mais próxima de família, além de sua orientadora no doutorado e grande mentora, acaba de falecer.
Para sua surpresa, Mara descobre que ela lhe deixou uma casa de herança. O problema é que Liam, o detestável sobrinho de Helena, já mora lá e também tem direito à propriedade.
Obrigada a compartilhar a casa com um estranho que não respeita regras e ainda por cima trabalha para uma petroleira, Mara esquece que todo ecossistema necessita de equilíbrio e declara guerra.
Ela não quer desistir de algo que é seu por direito e, conforme conhece melhor Liam, com todos aqueles músculos e uma boca irresistível, vai precisar se esforçar para não se entregar ao lado não sustentável da força…

Resenha


Sob o Mesmo Teto é o primeiro livro da série Odeio Te Amar da Ali Hazelwood que a Arqueiro está lançando apenas em e-book e audiolivro — pelo menos por enquanto.

Mara Floyd tem vinte e sete anos e é uma engenheira ambiental brilhante. Após o falecimento de Helena Harding, sua orientadora do doutorado e mentora nos últimos oito anos, ela herdou a metade de uma casa em Washington. A perda de Helena é um baque muito grande na vida de Mara, pois ela a considerava muito mais família do que sua própria família (que realmente não tem muita proximidade com ela), mas também foi com o apoio de Helena que Mara iniciará no novo emprego como cientista na Agência de Proteção Ambiental Americana em Washington, ou seja, ter onde morar e não precisar pagar um aluguel será muito bom — mesmo que ela precise dividir o imóvel com o sobrinho de Helena que aparentemente trabalha para uma empresa de combustíveis fósseis
Saio da cozinha resmungando, um pouco nervosa e absolutamente tomada por sentimentos homicidas, ainda sentindo as palmas das maõs dele pressionando minha pele. Quando ele estiver dormindo… Eu juro que vou matá-lo quando estiver dormindo. Quando ele menos esperar. E depois vou comemorar jogando frascos vazios de creme de café sobre o cadáver dele.
Posição 18%
Liam Harding tem trinta anos e é advogado na FGP Corp e o que ele menos esperava era que a tia deixasse a metade de sua casa no testamento para uma ex-aluna. Ele esperava menos ainda que a mulher não aceitaria vender sua parte. Assim, se inicia uma convivência extremamente difícil entre eles. Literalmente: uma guerra.
Levanto a cabeça. Liam está me encarando com uma  expressão tranquila, como se esperasse pacientemente que eu chegasse a esta exata conclusão: sou melhor que Sean. Porque todo mundo é melhor que Sean, e isso me inclui.
Posição 61%
O livro, que tem menos de cento e cinquenta páginas — assim como A Hipótese do Amor e A Razão do Amor — é todo narrado sob o ponto da protagonista feminina, então a gente perde o outro lado, mas ainda assim é muito bom. Em Sob o Mesmo Teto, o prólogo já nos mostra o presente, quando Mara está com tudo quase pronto para ir embora da casa que divide com Liam, mas em seguida os capítulos nos mostrarão, em ordem decrescente, desde que Mara chegou em sua nova casa seis meses antes até o momento atual, o que torna tudo muito interessante, afinal, a gente já sabe o final, mas queremos saber como chegaremos lá.

Agora é partir para a história de Sadie, afinal, estou supercuriosa.
E é quando ele me gira no meio do escritório, num único e perfeito rodopio de pura felicidade, que eu me dou conta.
De como eu estou incrivelmente, absolutamente apaixonada por este homem.
Posição 78%

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
0
Compartilhe

05 janeiro, 2023


[Resenha] A Razão do Amor - Ali Hazelwood

Ficha Técnica 

Título: A Razão do Amor
Título Original: Love on the Brain
Autor: Ali Hazelwood
ISBN: 978-65-5565-399-1
Páginas: 336
Ano: 2022
Tradutor: Raquel Zampil
Editora: Arqueiro
A carreira de Bee Königswasser está indo de mal a pior. Quando surge um processo seletivo para liderar um projeto de neuroengenharia da NASA, ela se faz a pergunta que sempre guiou sua vida: o que Marie Curie faria? Participaria, é claro. Depois de conquistar a vaga, Bee descobre que precisará trabalhar com Levi Ward — um desafio que a mãe da física moderna nunca precisou enfrentar.
Tudo bem, Levi é alto e lindo, com olhos verdes incríveis. E, aparentemente, está sempre pronto para salvá-la quando ela mais precisa. Mas ele também deixou bastante claro o que pensa de Bee quando os dois estavam no doutorado: rivais trabalham melhor quando estão cada um em sua própria galáxia, muito, muito distantes.
Quando o projeto começa a ficar conturbado, Bee não sabe se é seu córtex cerebral lhe pregando peças, mas pode jurar que Levi está apoiando suas decisões, endossando suas ideias… e devorando-a com aqueles olhos. Só de pensar nas possibilidades, ela já fica com os neurônios em polvorosa.
Quando chega a hora de se decidir e arriscar seu coração, só há uma pergunta que realmente importa: o que Bee Königswasser fará?

Resenha


Estava ansiosa para ler mais um livro da Ali Hazelwood e que delicia foi, minha gente. Assim como em A Hipótese do Amor, em A Razão do Amor ela nos presenteia com personagens que nos cativam logo nas primeiras páginas e que a gente não consegue largar até chegar ao fim.

A neurocientista Bee Königswasser, tem vinte e oito anos e trabalha nos Institutos Nacionais de Saúde, não que ela esteja muito feliz, pois seu trabalho parece estagnado e o chefe é péssimo, mas sua sorte está para mudar: ela acabou de ser escolhida para liderar um projeto no Centro Espacial da NASA.

Entretanto, a notícia boa veio acompanhada de uma nem tão boa assim: ela vai dividir a liderança do projeto com o engenheiro Levi Ward, seu arqui-inimigo da pós-graduação, alguém que ela estava muito feliz por não ver há seis anos. Porém, uma oportunidade como essa não aparece todos os dias, por isso, ela precisaria enfrentar isso de frente, afinal, a estimativa era de três meses de trabalho, ela com certeza daria conta da situação de maneira madura e profissional.

Será?
— … apego evitativo. Você é patologicamente independente e não deixa outras pessoas se aproximarem por medo de que elas acabem te abandonando. Você criou uma muralha e tem pavor de qualquer coisa que pareça af…
P. 20
Quando Bee entrou na pós-graduação, Levi já era uma estrela no laboratório de Sam e aparentemente ele se dava bem com todo mundo, menos com ela — e todos tinham percebido isso —, mas ela tinha Tim, seu noivo, e Annie, sua melhor amiga. Porém, dois anos atrás, tudo desmoronou: de casamento marcado, ela descobriu que Tim e Annie a estavam traindo, e com isso ela concluiu a pós-graduação, mas decidiu não seguir para Vanderbilt com os dois, como eram os planos anteriormente, afinal, como ela poderia? 

Ao chegar em Houston, Bee percebe que Levi está ainda mais bonito do que antes e que ele ainda não suporta estar no mesmo ambiente que ela. Ela também descobre que, como engenheiro-chefe na Nasa aos trinta e dois anos, a carreira dele está estabilizada, o que significa que se algo der errado com esse projeto, apenas ela sairá perdendo.

E parece que alguém não quer que esse projeto aconteça…
— Querer e não ter às vezes fica insuportável. Muito rápido. — Ele umedece os lábios. — Eu não sabia o que dizer, de qualquer forma. Você precisa entender que cresci em um ambiente em que ninguém fala de sentimentos. Eu ficava totalmente sem palavras perto de você… o que, aparentemente, levou você e todo mundo a pensar que eu te desprezava. Eu… eu não fazia ideia. Te devo um pedido de desculpas por isso.
P. 206
Mas uma coisa é certa: Levi e Bee estão comprometidos para que o projeto seja um sucesso. Enquanto isso, ela vai descobrir que tem muito mais em comum com Levi do que gostaria de admitir. E mais, será que ele realmente sempre a odiou, ou tudo não passou de um mal-entendido?

Como a narrativa é toda sob o ponto de vista da Bee, a gente sabe o que ela sabe — o que é bem pouco —, mas lendo do lado de cá, e como boas fãs de um romance, percebemos sinais que ela não vê, até porque podemos somar aí o medo que ela tem de se envolver, afinal, seu último relacionamento — que durou mais de sete anos — foi um fiasco e, ao terminar, ela descobriu que foi cheio de mentiras do início ao fim e ela é órfã. Os pais morreram quando ela e a irmã gêmea eram crianças e depois disso elas passaram de parente em parente, sempre se mudando, sem ter qualquer estabilidade e durante a última década a irmã continuou pulando de país em país, enquanto ela sempre buscou por um porto seguro.

Mesmo assim a gente continua torcendo para que ela supere o medo e para que Levi não desista deles, afinal, eles merecem ser felizes. Juntos de preferência.

Sério, gente, amei o livro do início ao fim. Como não entender os medos de Bee? Como não rir do seu sistema parassimpático inútil que vive fazendo com que ela desmaie? Como não adorar a luta dela para que as mulheres sejam reconhecidas na área das ciências? Como não amar o modo como Levi a ama? Como não amar a forma como ela o defende diante da família dele? É tudo absurdamente maravilhoso do início ao fim. Só queria mesmo capítulos para conhecer mais Levi, aí, gente, meu coração ia se desmanchar de vez, isso é certo.
— Então toma sinceridade: estou apaixonado por você. Mas isso não é novidade. Não pra mim, e não pra você, acho. Não se você for sincera consigo mesma… E você diz que é, certo?
Meus olhos se arregalam. Ele continua, implacável, sem piedade. Levi Ward: uma força da natureza. Me tirando o fôlego.
— Eis mais uma coisa sincera: você está apaixonada por mim também.
— Levi. — Balanço a cabeça, o pânico subindo pelo meu corpo. — Eu…
— Mas você está com medo. Está morrendo de medo, e eu não te culpo. (…)
Não sei como ele consegue parecer tão furioso, tão calmo e tão compadecido ao mesmo tempo.
— Eu entendo — continua ele. — Posso ser paciente. Eu tentei, vou tentar ser paciente. Mas eu preciso… de alguma coisa. Preciso que entenda que não se trata de um livro que você está escrevendo. Nós não somos… não somos dois personagens que você pode manter separados porque é um desfecho literário melhor. São nossas vidas, Bee.
P. 296-297

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
0
Compartilhe

05 setembro, 2022


[Resenha] A Hipótese do Amor - Ali Hazelwood

Ficha Técnica 

Título: A Hipótese do Amor
Título Original: The Love Hypothesis
Autor: Ali Hazelwood
ISBN: 978-65-5565-330-4
Páginas: 336
Ano: 2022
Tradutor: Thaís Britto
Editora: Arqueiro
Quando um namoro de mentira entre cientistas encontra a irresistível força da atração, todas as teorias cuidadosamente calculadas sobre o amor são postas à prova.
Com personagens cativantes e diálogos afiados, este livro engraçado, sexy e inteligente se tornou uma das grandes sensações do TikTok.
Olive Smith, aluna do doutorado em Biologia da Universidade Stanford, acredita na ciência — não em algo incontrolável como o amor.
Depois de sair algumas vezes com Jeremy, ela percebe que sua melhor amiga gosta dele e decide juntá-los. Para mostrar que está feliz com essa escolha, Olive precisa ser convincente: afinal, cientistas exigem provas.
Sem muitas opções, ela resolve inventar um namoro de mentira e, num momento de pânico, beija o primeiro homem que vê pela frente.
O problema é que esse homem é Adam Carlsen, um jovem professor de prestígio — conhecido por levar os alunos às lágrimas. Por isso, Olive fica chocada quando o tirano dos laboratórios concorda em levar adiante a farsa e fingir ser seu namorado.
De repente, seu pequeno experimento parece perigosamente próximo da combustão e aquela pequena possibilidade científica, que era apenas uma hipótese sobre o amor, transforma-se em algo totalmente inesperado.

Resenha


Estava ansiosa para ler esse livro que é o queridinho das redes sociais e fui conquistada pelos personagens e pela escrita da Ali.

Olive Smith tem vinte e seis anos e é uma aluna do doutorado em Biologia na Universidade Stanford e depois de dois anos de curso, as coisas continuam difíceis financeiramente com o pouco dinheiro que ganha e sua vida amorosa então, nem se fala. Depois de ter sido convencida por seu colega de apartamento Malcolm a sair com Jeremy e perceber que não daria certo — mas que sua amiga estava interessada nele — Olive inventa um namoro de mentira para convencer Anh de que está feliz e, assim, ela pode ficar com Jeremy sem culpa. O único problema é que Anh a segue em seu falso encontro e Olive se vê em uma situação sem saída, na qual precisa beijar o primeiro cara que aparecer… e ele foi ninguém menos que o doutor Adam Carlsen, o jovem professor de trinta e quatro anos, e também o mais insuportável do departamento.
Havia algo especial no jeito com que ele falava. Talvez fosse um sotaque, talvez apenas uma característica de sua voz. Olive não sabia bem o que era, mas havia algo ali, no jeito como pronunciava seu nome. Preciso. Cuidadoso. Profundo. Diferente de todas as outras pessoas. Familiar… ainda que fosse impossível.
P. 54
Embora Adam nunca tenha estado em uma de suas bancas, Olive conhecia a fama do professor de levar a maioria dos alunos às lágrimas, e à fúria, e ele com certeza não deixaria aquele beijo não consentido passar assim. Sem dúvida Olive estava em apuros. Ou seja, nem Anh acreditaria no namoro de mentira e ainda seria acusada de assédio, no mínimo. Então, imaginem a surpresa quando Adam aceitou entrar na onda e fingir um namoro com uma aluna de doutorado que ele provavelmente nunca tinha visto na vida?

Mas vocês provavelmente estão pensando: não seria mais fácil ficar com alguém de verdade? Talvez para outras pessoas. Olive tinha uma grande dificuldade em interagir com outras pessoas, sua vida se resume ao laboratório e aos dois amigos, por isso inventar um namoro era o melhor dos mundos e, enquanto ela precisava que Anh fosse feliz, Adam precisava mostrar ao reitor e aos líderes da universidade que ele não pretendia ir embora tão cedo e que, dessa forma, poderiam liberar os fundos para suas pesquisas — que estavam congelados —, e claro que ele também não tinha tempo nem intenção de procurar uma namorada de verdade. Jura, querido?
— Olha, quando eu não tiver mais nenhum amigo e todo mundo me odiar por causa desse namoro de mentira, vou ficar completamente solitária e você vai ter que sair comigo todos os dias. Vou te perturbar o tempo inteiro. Acha mesmo que vale a pena passar por isso só por ser maldoso com todos os alunos do programa?
— Com certeza.
Ela suspirou novamente, dessa vez sorrindo, e deitou a cabeça no ombro dele.
P. 140-141
Olive e Adam têm um acordo de se encontrar por dez minutos uma vez por semana na Starbucks da universidade para que todos os vejam e esses encontros acabam se tornando esperados por Olive por descobrir que gosta de conversar com Adam, gosta do tempo que passa com ele; e o que é pior — na opinião dela, é claro — ela passa a achá-lo atraente, o que ela dificilmente percebe nos homens. O único que, embora ela não saiba como ele é fisicamente, ainda pensa de vez em quando é o Cara do Banheiro que conheceu no dia de sua entrevista dois anos atrás e que foi fundamental em um momento que ela estava duvidando de si mesma e de sua escolha profissional.

Ainda que o livro seja todo narrado pelo ponto de vista da Olive, para quem está lendo fica muito óbvio que Adam está interessado nela, mas Olive não consegue perceber isso. Entretanto, eu consigo entendê-la perfeitamente. Só queria que ela visse isso logo e também ligasse os pontos sobre quem ele é realmente. Além disso, o livro também aborda muito sobre o meio acadêmico, e Adam apoia muito Olive, os amigos também estão ali uns pelos outros, porém também mostrou o lado negativo que existe nele.

Como disse no início, me encantei com a história e fiquei apaixonada pelo Adam e pela Olive, duas mentes pragmáticas que encontram o amor e merecem o felizes para sempre com certeza!
— (…) Não foi convidada pra dar uma palestra porque as pessoas acham que é minha namorada. Isso não existe, já que os resumos da SDB são escolhidos às cegas. Eu sei porque já estive na seleção em anos anteriores. E o trabalho que você apresentou é importante, minucioso e brilhante. — Ele respirou fundo. — Gostaria que você se visse da forma que eu vejo.
P. 241

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
0
Compartilhe
 
imagem-logo
De Tudo um Pouquinho - Copyright © 2016 - Todos os direitos reservados.
Layout e Programação HR Criações