16 fevereiro, 2023


[Resenha] O Amor Não Tem Nome - Lauren Kate

Ficha Técnica 

Título: O Amor Não Tem Nome
Título Original: By Any Other Name
Autor: Lauren Kate
ISBN: 978-65-5587-622-2
Páginas: 252
Ano: 2022
Tradutor: Juliana Romeiro
Editora: Record
A editora Lanie recebe a missão de ajudar sua maior autora, cuja identidade é um mistério, a superar um bloqueio criativo. Mas um segredo arrebatador pode atrapalhar seus planos. De Lauren Kate, autora da série Fallen, O amor não tem nome é um romance sobre amor, livros e autodescoberta.
Lanie Bloom está arrasando. Ela tem uma carreira promissora como editora de livros e está noiva de um cara que atende todas as noventa e nove características cuidadosamente selecionadas de sua lista do homem perfeito. Um dia sua chefe resolve deixar o cargo e ela recebe a proposta mais importante da sua vida: trabalhar com Noa Callaway, autora de renome internacional e sua maior inspiração no amor e na vida. Mas, para conseguir a promoção com a qual sempre sonhou, Lanie precisa ajudar Noa a superar um bloqueio criativo. E há uma razão pela qual ninguém nunca viu nem falou pessoalmente com a misteriosa Noa Callaway, um segredo que fará Lanie questionar todas as suas escolhas e convicções. Quando a jovem editora se dá conta de que tem em mãos uma informação que pode abalar o mercado editorial, ela terá de decidir entre o emprego dos sonhos e a verdade.

Resenha


Elaine Bloom perdeu a mãe quando era criança e, vindo de uma família de médicos, ela resolveu que seguiria a mesma carreira. Porém, quando estava na faculdade estudando para os cursos preparatórios de medicina, sua colega de quarto a apresentou ao livro Noventa e Nove Coisas Que Vou Amar em Você, da autora Noa Callaway, e ela simplesmente se apaixonou pela história, pela escrita da autora e pela mensagem — que se assemelhava muito ao que a mãe havia lhe dito no leito de morte: que ela vivesse um grande amor, um amor de verdade. O problema era: como Lanie faria isso se a mãe morreu quando ela era criança? Quem a ensinaria a amar? Noa Callaway foi a resposta. Naquele primeiro livro estava tudo explicado, e nos demais foram mais e mais lições para isso. 

Assim, formada, Lanie decidiu que queria trabalhar em uma editora e, se fosse na editora que publicasse sua autora preferida, melhor ainda. Entretanto, isso não parecia uma tarefa simples. Ainda assim, com uma pitada de sorte e estar no lugar certo e na hora certa, ela conseguiu uma chance e, sete anos depois, ela continua trabalhando na Peony Press e publicando os livros da Noa. E o melhor é que como sua chefe, Alix, é a diretora editorial, ela lida com a parte complicada do trabalho, e ela lida com a parte menos burocrática. Lanie até se considera amiga de Noa de tantos e-mails que trocam. Claro que ninguém conhece Noa Callaway a não ser sua chefe e a dona da editora, porém, isso está para mudar.

Lanie está substituindo Alix durante a licença maternidade. No entanto, Alix decidiu não retornar e agora Lanie foi promovida provisoriamente, contanto que ela consiga que Noa entregue o próximo livro — o que pela primeira vez está atrasado, atrasado em quatro meses. Mas, gente, justo na vez de ela ser promovida? Está difícil!
Quero que as pessoas esperem muito de mim — e não se decepcionem comigo —, mas isso não está totalmente sob o meu controle. Gosto de pensar que para aceitar quem uma pessoa é, você tem que descobrir quem ela é. E isso pode levar uma vida.
Posição 58%
Bem, pelo menos a vida pessoal de Lanie parece ir bem. Ela está noiva de Ryan Bosch, um jovem assessor de um político em Washington que almeja se tornar presidente dos Estados Unidos. Eles se veem uma vez por semana quando um ou outro viaja para o outro estado — uma vez que ela mora em Nova Iorque. Lanie está fascinada, afinal Ryan preenche completamente sua lista de noventa e nove coisas que ela preencheu no livro de Noa sete anos atrás. Isso não pode ser uma coincidência. Porém, marcar a data do casamento não parece ser uma atividade simples para os dois. Será que há algo que eles não querem ver?

Enquanto tenta "arrancar" o próximo livro de Noa, uma pessoa parece sempre aparecer onde ela está: Noah Ross. Noah estava no lançamento do livro de Noa, destoando das muitas mulheres que estavam lá naquela noite. Ele estava lá quando ela foi finalmente conhecer sua ídola. Ele estava lá quando ela só queria encher a cara com os melhores amigos.
— Se confiar no amor fosse uma fonte de energia, você poderia abastecer um pequeno planeta.
Posição 58%
A carreira de Lanie depende de este livro sair e ser um sucesso. O emprego de muitas pessoas depende disso. Mas parece que, ao mesmo tempo em que ela precisa focar no trabalho, sua vida pessoal perfeita está entrando em colapso. Porém, talvez seja a oportunidade de olhar para si e descobrir coisas que nem sequer imaginava.
E agora… sei o que preciso fazer assim que meus pés tocarem o chão. Preciso dizer a Noah. Ele é o homem que eu amo de verdade, do fundo do coração.
Posição 98%

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
0
Compartilhe

10 junho, 2022


[Resenha] As Garras do Desejo - Elizabeth Hoyt


Ficha Técnica 

Título: As Garras do Desejo
Título Original: The Beguile a Beast
Autor: Elizabeth Hoyt
ISBN: 978-65-5587-120-3
Páginas: 335
Ano: 2020
Tradutor: Caroline Simmer
Editora: Record
Poderá a fera machucada confiar seus desejos mais secretos a uma bela mulher com um passado turbulento e viver uma grande paixão?
A vida de Sir Alistair Munroe, era viajar exaustivamente para estudar, catalogar e publicar livros sobre a fauna e a flora. Porém, ele precisou lutar pela sua sobrevivência como soldado na guerra entre franceses e britânicos em suas colônias na América. Depois de retornar com muitas cicatrizes físicas e emocionais, o recluso naturalista se esconde em seu castelo na Escócia. No entanto, quando uma bela e misteriosa mulher bate à sua porta, os sentimentos que tanto reprimia vêm à tona novamente.
Famosa por sua beleza, Helen Fitzwilliam viveu os últimos anos desfrutando do luxo da alta sociedade. Disposta a fugir dos erros do passado, aceita trabalhar em um castelo como governanta em troca de abrigo. Helen está determinada a começar uma nova vida e não vai deixar que nada a afaste de seu propósito.
Alistair logo descobre que Helen é muito mais que uma mulher bonita. Corajosa e sensual, ela não se deixa intimidar pela hostilidade dele nem pelas cicatrizes em sua pele, e fica intrigada com a ferocidade do misterioso homem. Mas, quando Alistair começa a acreditar no amor verdadeiro, o passado secreto de Helen ameaça separá-los. Agora, os dois precisam lutar pela única coisa que nunca acreditaram que encontrariam: um final feliz.

Resenha


Seguindo — depois de bastante tempo — com a série A Lenda dos Quatro Soldados, As Garras do Desejo traz Helen Fitzwilliam, que nós conhecemos em O Sabor do Pecado e sabemos que era a amante do duque de Lister, ou melhor, uma das amantes dele.

Durante catorze anos Helen viveu um relacionamento pela metade, mas no início, aos dezessete anos, ela acreditava estar apaixonada, mas agora, com dois filhos, ela tinha certeza de que isso não era verdade e que ela precisava sumir e levar Abigail e Jamie para o mais longe possível, pois, ainda que Lister jamais tenha amado os filhos, ou mesmo ela, ele os tratava como posses, e não admitia perder nada. Foi por isso que, com a ajuda da viscondessa de Vale, ela se viu atravessando a Inglaterra rumo ao ermo castelo Greaves para ser a nova governanta de Sir Alistair Munroe.

Nós também conhecemos Alistair brevemente em O Sabor do Pecado, então dá para imaginar que essa ideia da viscondessa está longe de dar certo (e como eu havia mencionado antes também). Assim como Samuel e Jasper, Alistair estava no vigésimo oitavo regimento durante do ataque de Spinner's Falls, não que ele fosse um militar. Ele é um naturalista e estava coletando informações para seu primeiro livro e, nada mais seguro do que acompanhar os regimentos de Sua Majestade. Ele só não esperava ser capturado, torturado e voltar vivo e desfigurado para casa: um lado do rosto queimado, sem um olho, dois dedos faltando na mão direita.

Agora, mais de sete anos depois de ter voltado das colônias, ele vivia recluso em seu castelo por causa da reação das pessoas à sua aparência, sempre com gritos, histeria, cochichos e até desmaios. Nem criados ele tinha. Imagine ter uma governanta — que ainda por cima era bonita — e duas crianças, sendo que uma delas reagiu como todos ao vê-lo, gritou? Não, ele certamente não precisava de uma governanta. Ele podia muito bem continuar vivendo ali sozinho com Lady Grey, sua lebréu escocesa e seus estudos. Nem mesmo Sophia, sua irmã e única família, o via com frequência.
— Venha, menina.
Alistair se inclinou e, com cuidado, a pegou no colo, pressionando-a contra o peito. Sob suas mãos, sentia o coração de Lady Grey batendo, as pernas trêmulas. Ela era pesada, mas ele a manteve em seus braços enquanto subia até a torre. Ao chegar, ajoelhou-se e a acomodou em seu lugar favorito, no tapete diante da lareira acesa.
— Não precisa ficar com vergonha — sussurrou ele enquanto acariciava as orelhas dela. — Você é uma menina corajosa. É, sim, e, se precisar de ajuda para subir as escadas, estarei aqui para isso.
Posição 17%
Helen não podia se dar por vencida. Sir Alistair não parecia querê-la ali, mas era evidente que o castelo precisava de uma governanta, mas ela logo descobre que não há qualquer criado lá e, tendo vivido por anos em uma casa mantida pelo duque, ela precisaria se virar se quisesse mostrar que era necessária naquele lugar, ou ela precisaria pensar em outro lugar para fugir e levar os filhos.

Entretanto, ainda que diga que está bem em viver como vive, a verdade é que a chegada repentina de Helen, Abigail e Jamie mexe com a rotina de Alistair de uma maneira positiva. Logo ela contrata criados para limpar o castelo e tudo está diferente, mas ele sabe que em breve ela se cansará de passar aquele tempo ali — seja por qual motivo for — e irá embora, assim, ele não deve se apegar a algo que não pode ter.
— (…) Muitas pessoas acham que coragem se trata de um único ato de bravura no campo de batalha, algo feito sem qualquer prudência, sem qualquer consideração sobre as consequências. Um ato que acaba em um segundo ou um minuto, no máximo dois. O que meu irmão fez, o que faz até hoje, é viver com esse fardo há anos. Ele sabe que passará a vida inteira assim. E segue em frente. — A mulher se recostou na poltrona, os olhos ainda focados em Helen. — Para mim, isso é coragem de verdade.
Posição 43%
 Helen aprendeu a viver com seu passado, ela sabe que não pode voltar para Londres, onde todos sabem que ela é, ou foi a amante do duque de Lister e sabe que não tem o poder de mudar isso. Assim, só lhe resta erguer a cabeça e seguir em frente. Ainda que ao chegar na Escócia tenha usado outro sobrenome, é certo que Lister ainda deve estar procurando por ela e ele os encontrar, bem, ela pensará nisso quando o momento chegar, mas enquanto isso, o castelo Greaves é seguro o suficiente para seus filhos e isso é o bastante para ela. Além disso, a cada dia ela vê Abigail e Jamie mais felizes naquelas terras e ao lado do homem taciturno que também tem roubado seus pensamentos.
— Não sou um homem sofisticado e vivo no interior, então você teria que se contentar com flores silvestres. Violetas e papoulas no começo da primavera. Margaridas no outono. Rosas-mosquetas e cardos no verão. E, no fim da primavera, eu traria as campânulas que crescem nas colinas da região. Azuis, campânulas azuis, do mesmo tom dos seus olhos.
E foi então que Helen sentiu: algo se soltando, se libertando. Seu coração se livrou das amarras e saiu correndo, fugindo do seu alcance, do seu controle. Completamente livre, seguindo na direção daquele homem complexo, irritante e tão fascinante. Meu Deus, não.
Posição 66%
Na verdade, ainda que Helen fosse mantida como amante do duque, eles não estavam mais juntos há anos, o duque a mantinha apenas como posse realmente, então, Helen se vê finalmente sendo desejada por quem ela é e não apenas por seu corpo ou por inveja e isso para ela é completamente novo. Para Alistair, acostumado com as pessoas virando o rosto ao vê-lo, também é difícil acreditar que aquela mulher o deseja, mas nós que estamos do lado cá, lendo os capítulos e conhecemos os pensamentos dos dois sabemos que eles são o que o outro precisa. Porém, assim como Helen aprendeu a viver com seu passado, Alistair precisa aprender a viver com o dele.

Assim como nos livros anteriores, no início dos capítulos há trechos de uma fábula que faz parte de um livro que a babá de Emeline deixou para ela e que Melisande traduzisse antes de ir para os Estados Unidos. Aqui a fábula é do Contador de Verdades.
O amor que sentia por Alistair era completamente diferente. Ela conhecia seus defeitos, seu temperamento ruim e seu cinismo, mas também admirava suas melhores partes. Seu amor pela natureza, a docilidade que escondia da maioria das pessoas, sua lealdade inabalável.
Ela já viu seu pior e seu melhor lado, além de todas as partes complicadas entre esses dois extremos. Até sabia que havia coisas que ele ainda não havia contado, coisas que desejava ter tempo para descobrir. Ela sabia disso, e o amava apesar de tudo, ou talvez por causa de tudo. 
Posição 94%
Bem, eu adorei rever Jasper, ainda que tenha sido muito rápido e estou curiosa sobre o que realmente aconteceu em Spinner's Falls e espero descobrir isso no próximo livro, que acredito que é o último da série, O Fogo da Perdição. Também adorei ver Alistair e Lady Grey (ainda que meu coração tenha praticamente se partido ao meio em determinada cena) e vê-lo deixando outras pessoas entrarem em seu convívio foi incrível.

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
0
Compartilhe

13 abril, 2021


[Resenha] O Sabor do Pecado - Elizabeth Hoyt

Ficha Técnica 

Título: O Sabor do Pecado
Título Original: To Seduce a Sinner
Autor: Elizabeth Hoyt
ISBN: 978-85-01-11394-8
Páginas: 364
Ano: 2019
Tradutor: Silvia Caldiron Rezende
Editora: Record
Tudo que Jasper Renshaw precisa é se casar e gerar um herdeiro para o título de visconde de Vale. Ele espera encontrar uma dama bonita capaz de cumprir esse papel e, então, voltar para a vida de libertinagem que sempre levou ― uma vida que mantém afastadas as lembranças de um passado que ainda o assombra. No entanto, a sorte que Jasper tem para encontrar amantes não parece ajudar o visconde a mantê-las ao seu lado. Depois de ser abandonado pela segunda noiva em seis meses, ele recebe uma proposta irrecusável: Melisande Fleming se oferece para ser a futura viscondessa de Vale. Aos vinte e oito anos e ainda morando com o irmão, Melisande busca a independência que só um casamento pode lhe proporcionar. Ou, pelo menos, é o que ela conta a Lorde Vale. Mas a dama tem um segredo: há anos, ama Jasper e está disposta a viver um casamento sem amor só para ficar ao lado dele. Afinal, ela já amou uma vez, há muito tempo, mas teve o coração partido e não pretende passar por isso novamente. Mas, para seu desespero, Jasper logo se vê atraído por ela ― recatada durante o dia, sedutora à noite ― e garante que vai descobrir seus segredos. Os dois têm um passado que querem esconder, mas nenhum deles está disposto a revelar esses mistérios um para o outro. Quando começam um jogo de sedução, porém, os segredos que tanto queriam guardar vêm à tona, ameaçando separá-los.

Resenha


Depois do primeiro livro da série A Lenda dos Quatro Soldados, O Gosto da Tentação, em O Sabor do Pecado, conheceremos outro sobrevivente do massacre de Spinner's Falls. 

Jasper Renshaw, serviu no exército como capitão no vigésimo oitavo regimento por sete anos. Também há sete retornou à Inglaterra e agora é o novo visconde de Vale. Como parte de suas obrigações como visconde, Jasper precisa de um herdeiro para que o título se mantenha na família, mas encontrar uma esposa não tem sido fácil — mesmo com sua fama de ótimo amante. Sua primeira tentativa foi casar-se com Emeline, que mais estava para uma irmã do que esposa para ele, mas como sabemos, ela casou com Samuel. A segunda tentativa está indo por água abaixo nas primeiras páginas de O Sabor do Pecado, quando sua noiva, no momento do casamento, lhe pede que a deixe ir pois está apaixonada por um pároco. Assim, enquanto está na sacristia, após ter sido abandonado pela bela senhorita Mary Templeton, a amiga de Emeline — uma dama tão sem graça que ele sequer lembra o nome dela — o aborda e o pede em casamento. 

Melisande Fleming tem vinte e oito anos e está cansada de viver de favor na casa do irmão. Entretanto, este não é o único motivo para invadir a sacristia, fechar a porta, ficar sozinha com Jasper Renshaw e pedi-lo em casamento. Desde que foi apresentada a ele, e ele a ignorou completamente, Melisande é apaixonada por Jasper, mas não foi neste momento em que se apaixonou, afinal, ele nem prestou atenção nela, mas sim por ela vê-lo depois consolando um amigo (longe do baile, dos olhos de todos e claro que ela não deveria estar lá escondida observando).  
Melisande amava Jasper Renshaw havia seis longos anos. Fora logo após o retorno dele à Inglaterra que ela o conhecera em uma festa. É claro que Jasper nem a notara.
Posição 9%
Depois de dois casamentos frustrados, porque não aceitar um casamento fácil? Jasper sabe que a jovem é amiga de Emeline, ela é de uma família respeitável, aparentemente deve estar desesperada para casar por causa da idade e não vê muitas perspectivas em seu futuro… além disso, isso irá lhe poupar meses de idas a bailes, conhecer outras jovens, cortejá-las e, no fim, pode não dar certo, como foi com Mary. Realmente, o melhor seria casar e quanto antes, melhor. Assim, um mês depois da última tentativa frustrada de casamento, Jasper estava casado com Melisande. 

Depois de ter acompanhado a vida amorosa de Jasper à distância por seis anos — e sofrido com isso —, Melisande viu na desistência de Mary sua oportunidade de casar com o homem que amava, afinal, que mal poderia fazer? O não ela já tinha, não é mesmo? Mas, agora que ele aceitou e ela se tornou a viscondessa de Vale, precisa esconder o amor que sente e se aproveitar apenas da paixão, do que poderia ter no leito conjugal que imaginava de tanto que já tinha ouvido falar em sua fama como ótimo amante. Mas, como esconder esse sentimento? 
Foi difícil conter o sorriso malicioso. Quem diria que cortejar a própria esposa pudesse ser tão excitante?
Posição 36%
Assim como Melisande tinha o plano de esconder o amor que sentia por Jasper, ele tinha um plano de se casar, ter um ou dois filhos e ir em busca de uma amante, mas, viver com sua esposa tem se mostrado uma grande descoberta: ela parece mais perceptiva do que ele imaginava, seu desejo de conhecê-lo, de entendê-lo mesmo quando ele parece focado apenas em descobrir quem foi o traidor que levou ao massacre em Spinner's Falls. 

Enquanto tenta conhecer sua esposa, Jasper mostra mais de si mesmo, ainda que não fosse essa a intenção. O casal se descobre aos poucos e, para nós que conhecemos a verdade do coração de Melisande e sabemos dos segredos de Jasper, desejamos desesperadamente que eles se encontrem no caminho. 
O que fez exigia inteligência, paciência e muita compaixão. Compaixão por um cão que o mordera nessa mesma manhã. Se já não o amasse, teria se apaixonado nesse momento. 
Posição 45%
Como eu havia mencionado na resenha de O Gosto da Tentação, Jasper é um personagem que nos conquista imediatamente e essa é uma característica que Melisande mostra e que ele parece não perceber, como as pessoas querem estar perto dele, com sua alegria de viver. Eu amei ele. Melisande, que nos é apresentada como uma solteirona, está longe disso, e quando vamos conhecendo sua história, desejamos que ela finalmente encontre a felicidade e a paz, de preferência ao lado de Jasper, que também merece tudo isso. 

Assim como o primeiro livro, neste uma nova fábula inicia todos os capítulos, aqui é a de Jack, o risonho, e agora já sabemos que as fábulas são parte do livro de Emeline (uma lembrança da babá prussiana que ela teve quando criança), que pediu a Melisande que traduzisse pouco antes de se mudar para a América. 
Não a deixaria mudar de ideia. O amor de Melisande era um bálsamo, um alívio para suas cicatrizes, e ele o guardaria pelo resto da vida. 
Posição 88%
Bem, agora quero muito ler o próximo livro da série, As Garras do Desejo, pois já fomos apresentados aos protagonistas desta história aqui, e com certeza causará muito burburinho. Consigo imaginar o encontro desses dois (afinal dá para ter uma ideia em O Sabor do Pecado), mas não consigo pensar em como isso funcionará. Bem, só lendo para descobrir, não é mesmo?
— Quando conheci você, eu era um idiota. Sempre fui. Eu só via o exterior de latão que você usava para se esconder. Eu era muito fútil, muito parvo, muito tolo para enxergar além e ver a sua verdadeira beleza, minha querida esposa. 
Jasper ergueu os lindos olhos azul-turquesa, e ela via que emanavam adoração.
— Quero que entenda que agora eu vejo você de verdade. 
Posição 94%

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
2
Compartilhe

12 março, 2021


[Resenha] Damas de Honra - Jane Costello

Ficha Técnica 

Título: Damas de Honra
Título Original: Bridesmaids
Autor: Jane Costello
ISBN: 978-85-01-09188-8
Páginas: 432
Ano: 2012
Tradutor: Ryta Vinagre
Editora: Record
Quando Evie Hart aceita ser dama de honra de sua melhor amiga, ela percebe que isso é o mais perto que conseguirá chegar do altar. Até hoje, aos 27 anos, Evie nunca viveu um grande amor.
E, por ironia do destino, todos a seu redor, inclusive sua própria mãe, estão com os dias de solteiro contados. Ela treme só de pensar nos inúmeros casamentos que tem pela frente! Mas sua fobia de relacionamentos pode ter cura. Um convidado especial, que está sempre presente nas cerimônias, é capaz de fazer com que ela queira ser um pouco mais do que dama de honra. 


Resenha


Depois de ter lido Quase Casados e Corra, Abby, Corra!, chick-lits da Jane Costello publicados aqui no Brasil, fui atrás do que faltava na minha lista. Damas de Honra apresenta a inglesa Evie Hart, repórter de vinte e sete anos que nunca se apaixonou. Para muitos pode ser estranho, mas poderia ser a história da minha vida. ¯\_(ツ)_/¯ 😂 Bem, mas não é o caso, então vamos lá!

A história começa com Evie e suas amigas sendo dama de honra de uma amiga do grupo, Grace, amiga essa que já tem dois filhos e vivia com o homem que será o seu marido nas próximas horas. No altar ela percebe que com certeza é o mais próximo de um casamento que ela chegará, porque ela não consegue ter relacionamentos longos, apenas algumas semanas são suficientes para que ela procure uma rota de fuga que pode ser acionada por qualquer vestígio de compromisso duradouro, mas a verdade é que, por mais que ela saiba que faz isso, ela não gosta do seu modus operandi.  

Agora ela tem uma sequência de casamentos em que será madrinha duas de suas melhores amiga e o da própria mãe, o que, se formos analisar minuciosamente, deve mexer bastante com a cabeça de uma pessoa, certo? Por mais que Evie seja absolutamente diferente da mãe. Mas eis que, já no primeiro casamento Evie conhece um homem que, embora tenha ido a cerimônia acompanhado, despertou seu interesse. 
De repente me ocorre que tenho duas opções. Uma, posso jogar limpo. Posso dizer a Jack que, na verdade, eu sou a pessoa mais desesperadamente disfuncional que ele pode ter conhecido quando se trata de relacionamentos. Nunca me apaixonei. Nunca fiquei com ninguém por mais de três meses. Nunca cheguei perto de ter uma desilusão amorosa.
Ou eu posso inventar.
P. 217
Jack Williamson esteve no casamento de Grace como acompanhante de Valentina, o que fez com que ele perdesse todo o crédito que Evie tenha dado a ele quando o viu pela primeira vez, mas, ao conversar e perceber o quanto ele é diferente da maioria dos homens com quem Valentina se relaciona. Ele é muito inteligente, formado em história pela Oxford e é diretor executivo da ONG Future for Africa. Simmm, isso só a deixou mais interessada. E ao que pareceu, o interesse foi recíproco. 

Ao contrário de Evie, Jack é uma pessoa de relacionamentos longos, mas tendo saído recentemente de um que durou dois anos, tudo que ele não procura é por um novo, mas conhecer Evie pode mudar seu objetivo. 
— Está tudo bem com você? — eu pergunto, percebendo de pronto a pergunta ridícula que fiz. Não foi ele que teve uma briga, e perdeu, com um objeto de uma sex shop. 
— Está, tudo legal — diz ele. 
— Hum, Jack, arrã — eu digo. — Obviamente, não era meu. 
— O que não era seu? — diz ele. 
— Aquele… Aquele… objeto — sussurro. 
— Quer dizer o vibrador? — diz ele 
— Era de Georgia! — apresso-me a dizer. — Ela achou que tinha me dado as algemas, entendeu, e… 
— Algemas? — repete ele. 
Ah, meu pai. 
P. 156 
Com muitos desencontros, afinal a narrativa é completamente feita sob o ponto de vista da Evie, e seguindo os preparativos e as cerimônias de casamento, vamos conhecendo Evie e um pouco de suas amigas, Grace, Charlotte e Valentina e como elas são diferentes, mas também formam um grande time além de perceber que nem sempre conhecemos as pessoas como realmente acreditamos. E claro, também há a coleção de ex-namorados de Evie, que parecem estar em todos os lugares e sempre prontos para lhe causar uma situação constrangedora. 

Com personagens muito próximos da realidade, a relação de amor e ódio é muito intensa em muitas situações, mas a diversão também é garantida, as situações em que Evie se mete são impressionantes e quando achamos que ela não já encontrou o máximo de problemas possível, lá vem um novo. 
Não é só porque não enjoo dele. E sim porque meu coração salta quando vê a nécessaire que ele agora mantém no meu banheiro. Quando acordo numa manhã de domingo e ele sugere passarmos o dia juntos — de novo —, mal consigo me conter. E quando ele me telefona no trabalho e diz que está louco para me ver à noite, é o ponto alto do meu dia.
P. 318

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
0
Compartilhe

10 janeiro, 2021


[Resenha] Um Amor Escandaloso - Patricia Cabot

Ficha Técnica 

Título: Um Amor Escandaloso
Título Original: A little scandal
Autor: Patricia Cabot
ISBN: 978-85-01-08843-7
Páginas: 378
Ano: 2015
Tradutor: Eliane Fraga
Editora: Record
Quando a bela Kate Mayhew é contratada como dama de companhia de Isabel, filha de Burke Traherne, o marquês de Wingate se vê numa situação complicada. Por um lado, tem consciência de que a Srta. Mayhew é exatamente o que a jovem precisa, mas, ao admiti-la em sua casa, o marquês é obrigado a controlar a atração que sente pela moça. O grande inconveniente é que o cargo que ela ocupa a impede de se tornar uma de suas amantes. E Burke vive sobre o juramento de nunca mais se casar, depois de ter flagrado a ex-esposa num ato de traição.
Já a Srta. Mayhew não consegue parar de pensar em um homem pelo qual jurou nunca se apaixonar, e esconde um escândalo do passado. Ousará a bela moça lutar contra seus desejos e os fantasmas que parecem persegui-la? O homem que frequenta seus sonhos mais despudorados e o que habita seus piores pesadelos aproxima-se cada vez mais, e ela não sabe por quanto tempo mais conseguirá suportar. 

Resenha


Em mais um romance de Meg, sob o pseudônimo Patricia Cabot, me diverti do início ao fim. Burke Traherne, o marquês de Wingate, nunca imaginou que viveria momentos tão turbulentos durante a primeira temporada de sua filha em Londres. É bem verdade que Isabel nunca foi uma criança muito calma e silenciosa, mas era de imaginar que agora, com dezessete anos, ela fosse um pouco mais contida. Entretanto, isso estava longe de acontecer. As damas de companhia não duravam no trabalho e agora que acreditava estar apaixonada por um jovem sem renda e completamente endividado, Burke precisa ser ainda mais cuidadoso com os eventos aos quais Isabel terá permissão de participar. 

Deixar o sossego de Wingate Abbey para passar uma temporada na Park Lane não foi algo simples e a relação entre pai e filha está pior a cada dia. Como se isso fosse possível, piorou no dia em que, ao carregar Isabel para a carruagem, literalmente a obrigando a participar de um evento (onde ela poderia encontrar um marido decente, o que certamente não ocorreria no baile que ela desejava ir no lugar — onde o objeto de sua paixão estaria) foi interpelado por uma jovem, muito baixa e magra, o ameaçando com uma sombrinha para que soltasse a jovem. Claro que a jovem não sabia que ali estavam pai e filha, mas, após o mal-entendido ser resolvido, puderam seguir seu caminho. O problema é que, além de ter sido abordado de forma tão afrontosa na porta de casa, Isabel passou a semana falando em como a senhorita Mayhew era adorável e sim, ela poderia ser uma dama de companhia maravilhosa, em vez de trabalhar como governanta na casa de seus vizinhos, os Sledge, cuidando dos quatro filhos do casal.

Embora tivesse apenas trinta e sete anos, Burke estava se sentindo absurdamente cansado do trabalho que Isabel lhe dava. Realmente, era pedir demais um pouco de silêncio e paz? Mas se para isso ele precisasse roubar a criada dos seus vizinhos, ele o faria. 

Há sete anos a vida de Katherine Mayhew mudou drasticamente. Seu pai era um importante banqueiro e, por isso, a família vivia em Mayfair. Mas um golpe do destino fez com que a vida da família se complicasse até que um incêndio na casa matou os pais de Kate. Até hoje muitos se perguntam como ela sobreviveu e, embora tenha havido investigação, a sociedade prontamente acusou o pai de Kate de suicídio e de assassinato, por considerarem que ele, não aguentando a pressão a que estava sendo submetido, causou o incêndio que matou ele e sua esposa. Sozinha e abandonada por quem ela acreditava serem seus amigos, Kate se viu obrigada a procurar um emprego e por isso, nos últimos anos passou a trabalhar como governanta, mas sempre em casas de novos ricos, pessoas com dinheiro, mas sem os contatos da sociedade, o que lhe permitia se manter afastada daqueles que lhe viraram as costas quando mais precisou. Agora, com 23 anos, sua única ligação com essa antiga vida é Freddy, ou melhor, Frederick Bishop, o conde de Palmer, seu melhor e único amigo, amigo esse que cresceu com ela, na casa vizinha. 

Freddy insiste em querer se casar com Kate; e ela rejeita o pedido todas as vezes apenas pelo fato de não amá-lo mais do que como um irmão e, claro, pelo fato de que a mãe dele a odeia por causa da história de sua família, que ela considera causa da morte prematura de seu esposo. Seria mais fácil do que trabalhar? Talvez, mas Kate não cogita essa ideia. 

Entretanto, a aparente tranquilidade na vida de Kate muda quando ela recebe a visita do marquês de Wingate na casa de seus patrões com uma proposta de emprego, e mais, oferecendo um salário seis vezes maior do que o atual. O problema é que Kate sabe que, aceitando esse trabalho, voltará a frequentar os círculos de seu passado, mas dessa vez como criada e não como convidada. Mas trezentas libras por ano certamente farão com que ela aguente mais essa provação. 

Com o início do trabalho de Kate, Burke logo percebe as mudanças em Isabel: roupas, cabelo e no comportamento, ainda que as mudanças nessa área sejam mais lentas. Mas o que Burke também percebe é que a jovem dama de companhia o atrai bastante e ele não pode se envolver com uma criada, isso jamais poderia acontecer. 

Burke se casou muito jovem com a única filha do duque de Wallace. Ele era completamente apaixonado por Elisabeth, até que, quando Isabel tinha apenas 1 ano, ele pegou sua esposa traindo-o com um poeta irlandês em um baile na casa deles. Depois de pedir o divórcio, o que foi um escândalo, Burke jurou jamais casar-se novamente, e a partir de então ficou cada vez mais conhecido por seu temperamento e seus acessos de violência. 

A presença de Kate na casa dos Traherne mexe muito com Burke; ainda que ele não entenda o que está acontecendo, todos na casa percebem que ele está apaixonado por Kate, pois a evita durante todo o dia em casa, mas à noite, comparece ao evento em que ela e Isabel estão, quando ele nem gosta desses eventos, motivo pelo qual ele contratou uma dama de companhia, para não precisar levar a filha ele mesmo. 
Como ela podia gostar de um homem assim? Como ela, Kate Mayhew, cheia de bom senso, podia sentir afeto por um homem como Burke Traherne, tão desprovido de moral? Qual era o problema com ela? O que estava pensando?
P. 154
Burke e Kate foram vítimas das fofocas da sociedade, mas ao contrário de Kate, que conhece a fofoca em torno de Burke, ele sequer imagina o que houve com ela. A única parte de seu passado que conhece é a morte dos pais dela em um incêndio, o que é apenas uma parte do problema. 

Quanto mais o tempo passa, mais ficamos intrigados com a relação deles e, eu particularmente fiquei impressionada com a franqueza de Isabel e pela sua percepção em relação, como ela o conhece, ainda que não demonstre muito isso. 
— (…) Mas papai, e lhe asseguro, do fundo do meu coração, a Srta. Mayhew voltará. Ela precisa voltar.
Burke fitou a filha com curiosidade.
— Por quê?
— Porque se o amor que ela tem pelo senhor for pelo menos uma fração do meu, não conseguirá permanecer longe.
P. 259
Amei mais esta história. Incrível do início ao fim. 

Compre na Amazon

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
4
Compartilhe

04 dezembro, 2020


[Resenha] Corra, Abby, Corra! - Jane Costello


Ficha Técnica 

Título: Corra, Abby, Corra!
Título Original: Girl on the run
Autor: Jane Costello
ISBN: 978-85-01-09731-6
Páginas: 420
Ano: 2015
Tradutor: Ryta Vinagre
Editora: Record
Abby nunca foi de se preocupar com hábitos saudáveis. Aos 28 anos, ela acaba de fundar a própria empresa de web design, e sua rotina parece consumir todo o seu tempo. Ela não tem a menor ideia de quando foi a última vez que deu um beijo apaixonado. E o pior: mal tem tempo para comer, malhar então… nem pensar. Mas quando sua melhor amiga a convida para participar de um clube de corrida, a jovem empresária encontra uma motivação: Oliver, charmoso e bem-sucedido médico que parece estar interessado em suas investidas. Seu primeiro dia de corrida, entretanto, não acaba como imaginou e ela jura que nunca mais vai correr. Até o dia em que sua assistente Heidi revela ser portadora de esclerose múltipla. A partir daí, Abby vê nas corridas uma forma de arrecadar fundos para a pesquisa da cura para a esclerose. Só que ela precisa de muito fôlego para gerenciar a empresa, lidar com sua operadora de seguro para arcar com o prejuízo de um motoqueiro que ela atropelou por acidente, e ainda conquistar o Dr. Sexy. Mas o que Abby não imagina é que pode estar correndo atrás do homem errado…

Resenha


Depois de ter lido este ano o meu primeiro livro da Jane Costello, chegou a hora de apreciar o segundo, Corra, Abby, Corra! que me indicaram em um dos muitos clubes do livro que participei. Além de ser chick-lit (não precisa de muito para me convencer a ler) o título traz um assunto que sempre chamou minha atenção. Mas chegaremos nesse ponto mais para frente.

Abigail Rogers tem 28 anos, mora em Liverpool e há dois anos criou sua empresa de web designer, ou seja, há dois anos sua vida, que já era corrida, se tornou ainda mais, afinal, é necessário estar sempre em busca de novos negócios para que as contas fechem no azul. Tempo para família? Não existe. Tempo para sair e paquerar? Não existe. Tempo para fazer as refeições corretamente e com alimentos balanceados? Nem no sonho. Assim, Abby vive mais no carro do que no escritório ou em casa, também é no carro onde ela faz grande parte de suas refeições, que basicamente se resumem a hambúrgueres, batatas fritas e refrigerantes.  É em uma dessas muitas correrias, a caminho de uma reunião com um possível cliente que Abby atropela um motociclista (lindo de morrer!) em pleno estacionamento, enquanto manobrava para estacionar, comia e recitava sua apresentação. Resumindo: mais uma vez precisaria acionar o seguro, o que certamente levaria a um aumento na próxima renovação da apólice. Para sorte dos dois, não ocorreu nada grave com eles, apenas com a moto. 
Vamos lá, Abby. Só há uma coisa a fazer. Precisa fazer RCP.
ISSO!
Só que não sei fazer ressuscitação cardiopulmonar.
Decido tentar assim mesmo e me esforço para me lembrar de cada fiapo de informação de primeiros socorros que tenho.
(…)
Enfim, tomo uma golfada de ar, fecho os olhos… E colo meus lábios nos dele.
Naquele exato momento percebo que cometi um erro — eu devia ter fechado o nariz dele — e noto outra coisa. Os lábios dele não parecem os de alguém que está inconsciente. E certamente não está morto.
Levo um segundo para entender o porquê — e, quando entendo o que está acontecendo, tenho o maior choque da minha vida. Os lábios dele estão se mexendo. Estão… Ah, meu Deus, estamos nos beijando!
P. 14
Sabendo da agenda cheia de Abby, sua melhor amiga, Jess, decide tentar encontrar o cara certo para a amiga. Foi dessa forma que Abby saiu para jantar com alguns colegas de trabalho de Adam, marido de Jess, e agora está indo jantar na casa da amiga para conhecer Oliver, um médico que faz parte do mesmo clube de corrida que Jess participa. 

As amigas são muito diferentes nesse aspecto; enquanto Jess adora correr, e o faz a anos, Abby é completamente avessa a exercícios físicos, alimentação saudável e para ela é inconcebível as pessoas correm porque gostam (confesso que eu também pensava assim, mas cada vez me convenço mais disso, entretanto, não me vejo fazendo isso ainda, me falta iniciativa…).

A questão é que Oliver é lindo e Abby logo se interessa por ele, mas como ele se mostra muito tímido e a convida para ir a um dos encontros do clube, ela decide ir pelo menos uma vez. Afinal, vai que!? Ao chegar lá Abby acaba tendo outra surpresa: o motociclista que ela atropelou, Tom Bronte, também faz parte do clube. 
Quinze minutos depois, estou tentando não ofegar dramaticamente como se estivesse a segundos da morte, mas parece que meus pulmões foram mergulhados em petróleo e incendiados com um lança-chamas.
P. 54
Claro que, sem qualquer preparo físico, Abby odeia sua primeira experiência com uma corrida, mas tendo a motivação de conquistar o médico gato, por que não insistir? Ela só precisaria ignorar as brincadeiras sem graça de Tom. Mas Abby terá mais um motivo para se exercitar: ao descobrir que Heidi, a primeira de suas funcionárias, foi diagnosticada com esclerose múltipla e que a doença não tem cura, ela decide que participará de uma meia maratona para arrecadar fundos para a pesquisa da doença. 

Se Abby já não tinha tempo, depois dessa decisão tem menos ainda, afinal precisa treinar, fazer as refeições corretamente, conseguir clientes para manter a empresa e ainda precisa visitar possíveis apoiadores para a causa. 

Com o passar das semanas Abby vai ganhando condicionamento físico; sua relação com Tom melhora consideravelmente dado o início que tiveram; mas ela não percebe grandes avanços com Oliver.

Corra, Abby, Corra! é um chick-lit delicioso e tem de tudo: o drama da doença de Heidi, amigos incríveis, romance (seja Abby tentando conquistar Oliver, seja Prya e suas tentativas de entrar em um relacionamento sério, seja Jess e Adam e seu casamento de mais de dez anos anos, sejam os pais de Abby que, ainda que estejam separados há mais de dezesseis anos, não parece ter tido um encerramento claro para uma das partes), um personagem incrível que seria um ótimo namorado para nossa protagonista se ele mesmo não tivesse uma namorada e a superação de seus limites, afinal, o que é Abby correr se não superar os obstáculos que colocou para si mesma?! Quem sabe um dia eu não consigo seguir esse exemplo e explore esse desejo que tenho também?!


P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉 
Comentários
2
Compartilhe

04 novembro, 2020


[Resenha] Te Devo Uma - Sophie Kinsella

Ficha Técnica 

Título: Te Devo Uma
Título Original: I owe you one
Autor: Sophie Kinsella
ISBN: 978-85-01-11701-4
Páginas: 420
Ano: 2019
Tradutor: Natalie Gerhardt
Editora: Record
Uma história de amor, empoderamento e de um simples favor que faz tudo mudar para sempre.
Fixie Farr não consegue deixar nada pra lá. Se encontra alguma coisa fora do lugar, quer logo ajeitar, se um amigo está em dificuldade, já começa a pensar em como pode ajudar… Ela sente necessidade de arrumar tudo. Tudo!
Então, quando um estranho em um café lhe pede que fique de olho em seu laptop por um instante, ela não só se compromete a tomar conta do computador como acaba salvando-o de um grande desastre. Sebastian, muito tocado com o gesto de Fixie, não sabe como lhe agradecer, então pega um protetor de copo e o entrega a ela depois de escrever nele: “Te devo uma”. Fixie acha a atitude muito fofa, mas duvida que voltará a vê-lo.
Até o dia em que um antigo crush da época da escola volta para sua vida e Fixie precisa ajudá-lo. Ela então recorre a Seb, mas as coisas não dão muito certo. Agora é ela quem fica lhe devendo um enorme favor, e isso gera uma troca de favores infinita que obriga Fixie a enfrentar um passado que cheio de mágoas para abraçar o futuro que ela de fato merece.

Resenha


Neste romance, Sophie Kinsella traz a protagonista Fawn Farr, uma jovem de 27 anos que tem uma mania: ela consegue deixar nada para lá; precisa consertar todos os erros que vê pela frente. Por isso, desde criança seu apelido é Fixie, e é assim que ela se apresenta: Fixie Farr.

A família de Fixie tem uma loja de utilidades (eu sou viciada nesse tipo de loja — socorro!) no bairro de Acton, em Londres, mesmo bairro onde moram. Quer dizer, onde ela mora com a mãe. Fixie e a mãe trabalham integralmente na loja desde a morte do pai, enquanto isso, seus irmãos, Jake e Nicole, mal passam por lá. Jake é um empresário bem-sucedido e faz questão de ostentar isso: roupas e acessórios caros, almoços em restaurantes chiques com clientes em potencial, um apartamento em um bairro melhor localizado. Nicole sempre foi linda, mas sua carreira como modelo não passou do primeiro trabalho. Casada com Drew, ela voltou a morar com a mãe quando ele foi convocado para trabalhar por um ano em Abu Dhabi e ela não iria, afinal estava iniciando seu negócio, com aulas de yoga.

Fixie e os irmãos não poderiam ser mais diferentes. Eles sempre fizeram sucesso na escola e era comum ela ouvir "Jake é mesmo seu irmão?" ou "você é mesmo irmã da Nicole?" e até hoje isso se reflete no comportamento dela diante deles. Além disso, ela abriu o Bufê Farr e faliu em pouco tempo, o que a levou a pegar um empréstimo com a mãe, algo que ainda não conseguiu pagar. Fixie sente-se o fracasso da família e, por mais que tenha ideias para a loja, não consegue expressá-las nas reuniões de família, intimidada pela presença de Jake e Nicole.

Certo dia, quando estava no Café Allegro, ela estava lá, tomando seu café e ouvindo a conversa de um homem na mesa da frente quando ele, percebendo a atenção dela, lhe pediu que olhasse seu computador enquanto ele atendia uma ligação do lado de fora. Como o lugar está em reforma, foi por pouco que o teto não caiu em cima do laptop e assim que voltou, Sebastian percebeu que a jovem havia salvado seu trabalho. E foi assim que Sebastian Marlowe ficou devendo uma à Fixie. Não que ela fosse cobrar, é claro, ele certamente estava apenas sendo educado.

Fixie sempre foi apaixonada por Ryan Chalker, melhor amigo de Jake. Desde o colégio, Ryan era popular, conquistador e rico. Ele perdeu a família quando era bem jovem e, com isso, herdou um bom dinheiro. Quando estava na faculdade, abadonou o curso e se mudou para Hollywood, onde passou a trabalhar como produtor na indústria cinematográfica, indo à Inglaterra ocasionalmente visitar os poucos familiares que ainda tinha e a família Farr. Acontece que, na última visita, Ryan e Fixie finalmente ficaram juntos, mas quando ele voltou para Los Angeles ela percebeu que nada seria diferente; eles não ficariam juntos.

Porém, um ano depois da última visita, depois de um ano sem qualquer contato, Ryan está de volta à Londres: falido, disposto a ficar de vez na cidade e ficar com Fixie. Assim, quando ela percebe que sua chance de manter um relacionamento com Ryan é ele ter um emprego fixo — algo que não está fácil devido a pouca experiência e o temperamento dele — ela acaba se deixando escapar que é possível conseguir uma entrevista em uma empresa de investimento, a empresa de Sebastian.

Ainda que seja contra seus princípios, Fixie vai até Sebastian pedir em nome de Ryan. E assim começa o toma lá, dá cá entre ela e Sebastian, em uma troca de favores que não parece ter fim. Claro que nós também percebemos que existe uma química entre eles, mas como Sebastian namora com Briony e Fixie só tem olhos para Ryan, que finalmente está com ela, eles não veem, ou não querem ver isso acontecendo. 
— Tem um problema nisso! — Balanço o pedaço de papelão. — O amor não é uma negociação! Não é o que você pode fazer pelo outro. — Olho para ele desejando desesperadamente que Seb me entenda. — O amor salda todas as dívidas.
P. 336
Bem, uma série de situações acontece e Fixie se vê sem a mãe para comandar a loja e, sem ela, Fixie e os irmãos precisam se entender para não levar a empresa a falência. Enquanto tenta lidar com o medo de expor suas opiniões e o complexo de inferioridade, ela ainda terá que lidar com a verdadeira face de Ryan e precisará a aprender a confiar em si mesma, algo em que Sebastian ajudará bastante.

Te Devo Uma é aquele tipo de livro que nem parece que tem 420 páginas de tanto que a história te prende. Enquanto lia sob a perspectiva da Fixie me dava um nervoso ver como ela ficava impotente diante do comportamento agressivo dos irmãos, da clara falsidade de Ryan e acredito que me incomodou tanto porque me vi no lugar dela em muitas situações, o que torna tudo mais intenso. Mas o maravilhoso dos livros é, no fim, você ver o personagem superar as barreiras e descobrir sua força.

Compre na Amazon

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
0
Compartilhe

25 setembro, 2020


[Resenha] Samantha Sweet, Executiva do Lar - Sophie Kinsella


Ficha Técnica 

Título: Samantha Sweet, Executiva do Lar
Título Original: The Undomestic Goddess
Autor: Sophie Kinsella
ISBN: 978-85-01-07674-8
Páginas: 514
Ano: 2009
Tradutor: Ivanir Alves Calado
Editora: Record
Meu nome é Samantha, tenho 29 anos. Nunca assei um pão na vida. Não sei pregar botão. O que sei é reestruturar um contrato financeiro e economizar 30 milhões de libras para meu cliente.
Samantha Sweet é uma advogada poderosa em Londres. Trabalha dia e noite, não tem vida social e só se preocupa em ser aceita como a nova sócia do escritório. Ela está acostumada a trabalhar sob pressão, sentindo a adrenalina correr pelas veias. Até que um dia... comete uma grande mancada. Um erro tão gigantesco que pode destruir sua carreira. Samantha desmorona, foge do escritório, entra no primeiro trem que vê e vai parar no meio do nada. Ao pedir informação em uma linda mansão, é confundida com uma candidata a doméstica e lhe oferecem o emprego. Os patrões não fazem ideia de que contrataram uma advogada formada em Cambridge, com QI de 158, e que não tem a menor noção de como ligar um forno! O caos se instala quando Samantha luta com a máquina de lavar... a tábua de passar roupa... e tenta fazer cordon bleu para o jantar... Mas talvez não seja tão incapaz como doméstica quanto imagina. Talvez, com alguma ajuda, ela possa até fingir. Será que seus patrões descobrirão que sua empregada é de fato uma advogada de alto nível? Será que a antiga vida de Samantha irá alcançá-la? E, mesmo se isso acontecer, será que ela vai querer de volta? A história de uma mulher que precisa diminuir o ritmo. Encontrar-se. Apaixonar-se. E descobrir para que serve um ferro de passar.

Resenha


Ler os livros da Sophie Kinsella é garantia de relaxar e era exatamente isso que eu estava precisando esta semana; por isso não tive dúvidas e peguei este livro que já estava há algum tempo aqui esperando o momento ideal para ser lido.

Quando li a sinopse de Samantha Sweet, Executiva do Lar confesso que me intrigou e fiquei me perguntando como seria essa história e simplesmente amei. Samantha vem de uma família de pessoas que trabalham muito e vivem no extremo. Sua mãe é advogada nos tribunais superiores, abriu a própria empresa, ganhou o prêmio Mulheres do Direito; Daniel, o irmão mais velho, é diretor de investimentos e muito prestigiado no centro financeiro de Londres; o outro irmão, Peter, teve um colapso de tanto trabalhar e agora mora na França, ensina inglês e tem uma secretária eletrônica; e o pai mora na África do Sul desde que ela tinha 3 anos, por isso não é alguém que ela veja muito — na verdade, ela mal vê os dois que moram em Londres. Para a família é tão surreal não estar se matando de trabalhar que mal sabemos sobre Peter e no que ele trabalhava antes do tal colapso...
(...) — Enquanto diz as palavras, seus olhos parecem se cravar mais profundamente nos meus.
Ou então só estão embriagados depois de uma noite sem dormir. Nunca fui boa em ler os sinais.
Deveria ter tirado diploma nisso, em vez de em direito. Seria muito mais útil. Bacharel (com Honras) em Saber Quando os Homens Estão a Fim da Gente e Quando Só Estão Sendo Amigáveis.
P. 33
Samantha é advogada de direito bancário em um dos melhores escritórios de advocacia de Londres e seu objetivo é tornar-se sócia. Para isso, trabalha constantemente, sem noites, sem fins de semana, sua casa é uma zona, assim como sua vida pessoal — que não existe. Não há tempo para descobrir um leiteiro que entregue no seu apartamento; não há tempo para descobrir como seu forno funciona, mas isso é o de menos, porque ela não cozinha absolutamente nada. Mas certamente todo esse esforço será recompensado quando ela conseguir a sociedade, e falta pouco para isso.

Samantha só não esperava descobrir que havia cometido um erro gigantesco. Ela não erra, muito menos um erro de principiante como aquele, que custaria cinquenta milhões de libras. Completamente desnorteada com a situação, Samantha se vê em um trem sem saber sequer o destino dele e acaba em Cotswolds, muito, muito distante da agitação de Londres. Ainda desorientada, pede ajuda em uma casa e é confundida com uma das candidatas a empregada doméstica, logo ela que não sabe nada de casa.
— Sem dúvida! — digo agarrando-me com alívio a essa desculpa. — Claro! Estou muito mais acostumada a trabalhar com uma... uma... Nimbus 2000.
Tris me olha surpresa.
— Essa não é a vassoura do Harry Potter?
Porra.
Eu sabia que tinha ouvido em algum lugar.
— É. É — digo finlmente, com o rosto em chamas. — E também uma conhecida marca de tábua de passar roupa. Na verdade acho que o nome da vassoura foi dado... ah... por causa da tábua de passar.
P. 179
Por mais louco que possa parecer, Samantha resolve ficar ali, ainda que seja por pouco tempo, até que as coisas em Londres se acalmem, é claro. Contando com uma super ajuda secreta, Samantha começará a aprender a cozinhar, passar roupa, limpar a casa e tudo mais que precisa ser feito e que não acaba nunca — sério, você mal termina uma parte e já tem lá alguma coisa a ser feita. 

Os dias vão passando e Samantha vai desacelerando. Vendo as coisas ao seu redor, não se importando com o celular; o BlackBerry que ficou no escritório nem é mais lembrado; as cobranças da mãe ficaram para trás. Mesmo com todas as excentricidades de seus patrões, dá para perceber que eles realmente gostam de Samantha, mesmo que não saibam que tudo que ela disse como referência é mentira. Outro ponto positivo foi conhecer o outro funcionário da casa, Nathaniel, o jardineiro. Na verdade, ele é a única pessoa que sabe que ela não entende nada de cuidar de uma casa e por isso a mãe dele está ajudando Samantha a aprender tudo que precisa. Mas não é só isso, né gente? Hahahaha
Fantástico. Fantástico mesmo. Bastou uma olhada no seu corpo e estou com uma paixonite completa.
Honestamente eu achava que era uma pessoa um pouco mais profunda do que isso.
P. 222
Samantha é outra pessoa em Cotswolds: braços torneados das atividades que têm feito, bronzeada, relaxada. Mas sabem como é, né? Quando a gente está se afastando, lá vem o passado e dizer que ainda há coisas não resolvidas que precisam ser encaradas de frente. Fugir não é a solução adequada e por isso Samantha precisará resolver de uma vez por todas a confusão que ficou em Londres.
Se aprendi uma coisa com tudo que  me aconteceu, é que não existe essa coisa de maior erro da existência. Não existe essa coisa de arruinar a vida. Por acaso a vida é uma coisa muito resistente.
P. 424
Compre na Amazon

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉 
Comentários
0
Compartilhe

27 maio, 2020


[Resenha] Quase Casados - Jane Costello

Ficha Técnica 

Título: Quase Casados
Título Original: The Nearly-Weds
Autor: Jane Costello
ISBN: 978-85-01-09196-3
Páginas: 414
Ano: 2014
Tradutor: Ryta Vinagre
Editora: Record
Para Zoe Moore, o dia de seu casamento foi o mais marcante de sua vida. Ou melhor, o dia em que deveria ter se casado, mas em vez disso, foi largada no altar após sete anos de namoro. Arrasada e disposta a se recuperar, ela decide se mudar de Liverpool para os Estados Unidos e trabalhar como babá. Ao chegar em Boston, ela se depara com a esperta Ruby, prestes a completar 6 anos, o adorável Samuel, que acaba de fazer 3, e o pai deles, Ryan Miller. Seu novo chefe, além de fazer uma bagunça sem precedentes e de ter um mau humor imbatível, é incrivelmente bonito. Depois de um começo um tanto decepcionante, Zoe e Ryan começam a se entender, mas ela está prestes a descobrir que recomeços podem ser mais difíceis do que esperava.

Resenha


Sabe aquele livro que está lá na sua estante há muito tempo e por alguma razão do destino você vai sempre deixando ele para depois? Pois, a ordem das minhas leituras tem muito a ver com o momento que estou vivendo e como me sinto quando toco no livro ou vejo sua capa no Kindle. Me lembro que alguém me indicou esse livro em um dos muitos encontros do Clube do Livro e eu consegui ele numa troca no Skoob em 2017 e percebam que só agora chegou o momento de eu conhecer a escrita da Jane Costello e tenho que concordar com a Cosmopolitan: "Se você é fã de Sophie Kinsella, vai amar Jane Costello."

Zoe Moore tem 28 anos e sempre viveu em Liverpool, um lugar que ama por sua dualidade de ser uma grande cidade, mas, em alguns momentos se parece uma cidade do interior. Ela tinha um emprego que amava e se casaria com seu namorado, cujo relacionamento já durava sete anos. Entretanto, tudo desandou no momento em que ela chegou na igreja e descobriu que Jason não apareceria.

Depois de chafurdar na lama por meses sem ter ao menos um contato com Jason que lhe explicasse o que tinha acontecido, Zoe decide que é o momento de mudar sua vida; não dá mais para ficar na mesma cidade que ele, onde a todo momento encontra alguém que quer conversar com ela sobre o não casamento, inclusive sua mãe. Assim, iniciamos o livro, com Zoe em um avião a caminho dos Estados Unidos, onde irá trabalhar de babá na casa de uma família com muitos recursos e que inclusive a levará nas próximas férias da família nas Bermudas.
Não foi fácil. Precisei de cada grama de força de vontade que tinha para marcar a passagem aérea para Nova York e dizer a mim mesma que eu precisava aceitar que nunca mais o veria. Que eu precisava construir uma nova vida sem ele.
P. 117 
Mas a vida daria sossego para Zoe? Ainda não. Ao chegar ao Estados Unidos ela viu uma mensagem da agência onde estava cadastrada e descobriu que não iria mais trabalhar para a família de Michigan, mas para a Sra. R. Miller, em Hope Falls, próximo de Boston. Esqueça férias nas Bermudas e próprio SUV. Olá família com a mãe solteira que precisará de toda a ajuda possível.

Mas tenho que dizer que a viagem não foi simples e Zoe tem mais um contratempo com sua roupa quase na chegada em Boston e não dá tempo de fazer um milagre. Some a isso o fato de que, não é uma mulher que está segurando a placa com seu nome e sim um homem com duas crianças, que certamente são as crianças que ela cuidará, Ruby e Samuel. Sim. Não é Sra. R. Miller. É Sr. Ryan Miller.

Ryan é viúvo há quase três anos (quase a idade do caçula) e desde a morte de Amy as coisas pioraram consideravelmente. Ele não dá atenção à casa, aos filhos e parece tratar todos com arrogância, o que deixa Zoe perplexa, até porque a realidade que ela estava esperando era de trabalhar em uma casa apenas cuidando das crianças, afinal a família tinha várias empregadas; ali, ela teria que cuidar de tudo, pois ao que parecia a última empregada também não havia aguentado o gênio mau humorado do patrão, assim como a babá. Sem falar que a primeira impressão foi péssima: ser deixada na porta de casa com as crianças e as malas em pelo sábado? Sem ao menos conversar sobre os detalhes do emprego, folgas, atividades, particularidades das crianças.

Sim, tendo que lidar com o pé na bunda que levou e a falta de contato por mais de seis meses, ela precisaria enfrentar esse patrão que não parecia querer uma empregada e sim uma escrava. Pelo menos a conexão com as crianças foi imediata, o que ajudou a atenuar o problema e, quando Zoe soube que ao invés de divorciado, Ryan era viúvo, ela se apegou ainda mais em ajudar as crianças.

Díficil, mas aos poucos Zoe colocou ordem na casa e parecia que Ryan também melhorava com o tempo, mas ainda havia uma outra questão: embora tivesse certeza absoluta de que anda amava Jason - por mais que não devesse - Zoe estava definitivamente atraída por Ryan. Claro que ela sabia que isso era unilateral e não poderia acontecer - nem iria, pois ele era absurdamente lindo e ela vivia se queixando dos quase oito quilos que engordara no período pós-chute na bunda.
Enquanto Ryan me serve outra taça de vinho, ocorre-me o quanto estou gostando de conversar com ele. Ele é muito mais do que um corpo sarado e um par de olhos cintilantes, quando quer. É adorável. É divertido. Tirando a beleza, ele é um dos homens mais carismáticos que já conheci. Me pergunto por que ele não pode ser assim o tempo todo, mas me contenho. Talvez seja bom que não seja assim. Só Deus sabe como eu me comportaria se fosse.
Então me ocorre outra coisa. Eu não pensei em Jason a noite toda.
P. 199
O período de Zoe em Hope Falls a ajuda a se reencontrar e a pensar em outras coisas que não ligar para Jason insistentemente até ele lhe dar uma explicação para o que houve. E tudo isso graças a Ryan, Ruby, Samuel e suas novas amigas, também babás inglesas da mesma agência.

Quase Casados é um livro divertido bem ao estilo chick-lit. Zoe paga alguns micos homéricos que nos faz gargalhar com toda vontade, mas também comete alguns erros que vou te contar, viu, queria voar no livro e dar na cara dela para aprender e deixar de ser burra, mas enfim, não dá para acertar sempre, não é mesmo?

Uma boa pedida, principalmente neste período em que precisamos de todos os risos possíveis, concordam?

Compre na Amazon

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
4
Compartilhe

21 maio, 2020


[Resenha] O Príncipe Serpente - Elizabeth Hoyt

Ficha Técnica 

Título: O Príncipe Serpente
Título Original: The Leopard Prince
Autor: Elizabeth Hoyt
ISBN: 978-85-01-10982-8
Páginas: 364
Ano: 2017
Tradutor: Ana Resende e Carolina Simmer
Editora: Record
Quando o diabo encontra um anjo...
Lucy Craddock-Hayes está satisfeita com a vida tranquila no interior. Até o dia em que tropeça num homem inconsciente — um homem inconsciente e nu — e perde para sempre sua inocência. Ele pode levar ao paraíso...
O visconde Simon Iddesleigh apanhou de seus inimigos até quase morrer. Agora ele está determinado a se vingar. Mas quando Lucy cuida dele para restaurar sua saúde, a sinceridade da jovem surpreende sua sensibilidade calejada — e desperta um desejo que ameaça consumir os dois.
Ou ao inferno.
Encantada com a inteligência perspicaz de Simon, com seus modos urbanos e até com seus sapatos de solado vermelho, Lucy rapidamente se apaixona por ele. Embora sua honra o mantenha longe dela, a vingança envia os agressores de Simon à sua porta. Enquanto o visconde entra em guerra contra seus inimigos, Lucy luta pela própria alma, usando a única arma que tem — seu amor...

Resenha


Finalmente chegou a hora de concluir essa trilogia, demorei, mas consegui, hahaha. Eu li O Príncipe Corvo e O Príncipe Leopardo em sequência e acabei esperando mais de um ano para ler O Príncipe Serpente, e estava sentindo falta desses amigos inusitados, membros da Sociedade Agrária. Depois de Edward de Raaf, o conde de Swartingham e Harry Pye, um administrador, terem encontrado o caminho do amor, agora é a hora do visconde Simon Iddesleigh.

A srta. Lucinda Craddock-Hayes tem 24 anos e vive com o pai na pacata Maiden Hill, em Kent. Sua família basicamente se resume a ele, uma vez que seu irmão mais novo seguiu os passos do pai e está na Marinha Britânica. Os dias dela são preenchidos com visitas ao moradores do vilarejo, caridade, cuidar da casa da família e desenhar. Ah, e a três anos ela é cortejada pelo melhor partido do vilarejo, o jovem vigário, o sr. Eustace Penweeble. Mas a rotina pacata de Lucy é completamente alterada quando ela encontra um homem nu caído na estrada praticamente morto e o leva para casa.

Simon Iddesleigh levava uma vida de indulgência até dois anos atrás, quando seu irmão mais velho, Ethan, morreu em um duelo e deixou para ele o título e sua família aos seus cuidados. Aos 30 anos, Simon nunca tinha imaginado que um dia seria visconde, muito menos que seu irmão morreria em um duelo, ainda mais quando ele estava passeando na Itália. Mas agora ele está em uma missão: vingar a morte de Ethan. É assim que ele acaba jogado na estrada de Maiden Hill. Seus inimigos acreditavam que ele estava morto, mas lhe fizeram um favor; lhe apresentaram a um anjo.
Se ficasse mais tempo ali, só seria mais tentado a seduzir esta donzela,e, como ele vinha demonstrando a vida toda, não era capaz de resistir à tentação. Diabos! Às vezes, ele corria na direção dela. Mas não dessa vez. Não com essa mulher. Ele a observava agora, com as sobrancelhas franzidas enquanto Lucy manobrava a pequena carruagem em direção à cidade. Um cacho de cabelo escuro tinha se soltado e acariciava sua bochecha como a mão de um amante. Com essa mulher, se cedesse à tentação, ele iria destruir algo bom e verdadeiro. Algo que ele nunca havia encontrado em parte alguma dessa terra infeliz.
P. 103
Simon e Lucy não poderiam ser mais diferentes um do outro; enquanto ele é apaixonado pela vida na cidade, ela nunca sequer saiu de Maiden Hill e está muito bem com isso; enquanto ela vive tentando ajudar outras pessoas, fazendo caridade, Simon está focado em sua missão - encontrar e matar os assassinos do seu irmão - e corromper um anjo. Então fica a pergunta: Esse casal dará certo?

A história mostra que eles tentarão, mas não será fácil e a chave para mim desse romance é que ele mostra - principalmente para Lucy - que a vida não é sempre um conto de fadas, que as pessoas não são perfeitas, elas cometem erros e que um relacionamento é feito de altos e baixos.

Além dos protagonistas, adorei conhecer a cunhada e a sobrinha de Simon, Rosalind e Theodora. Theodora então é incrível com sua perspicácia e paixão pelo tio. Também não dá para deixar de falar que adorei rever Edward e Harry.

Finalizando a Trilogia dos Príncipes, não sei se foi o fato de ter esperado tanto para ler esse livro, mas foi o que mais me arrastei na leitura, algo que não acontece muito e fiquei triste com esse sentimento, mas, no fim, curti bastante a história de Simon e Lucy.

Compre na Amazon

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
0
Compartilhe

12 abril, 2019


[Resenha] O Gosto da Tentação - Elizabeth Hoyt

Ficha Técnica 

Título: O Gosto da Tentação
Título Original: To Taste Temptation
Autor: Elizabeth Hoyt
ISBN: 978-85-01-11378-8
Páginas: 378
Ano: 2018
Tradutor: Silvia Caldiron Rezende
Editora: Record
Lady Emeline Gordon é um exemplo de sofisticação entre a elite da sociedade londrina, uma mulher sempre elegante e extremamente educada. Por isso, ela é a dama perfeita para acompanhar Rebecca, a irmã mais nova de um bem-sucedido homem de negócios de Boston e ex-soldado das colônias. Samuel Hartley pode até ser um homem bem-afortunado, mas seus modos são tão selvagens quanto os confins das colônias onde foi criado. Afinal, quem usaria mocassins em um baile de gala? Sua arrogância e seu desprezo pelo decoro deixam Emeline furiosa, ainda que, no fundo, ela ache aquela ousadia atraente. No entanto, apesar da aparência rebelde, o ex-soldado é assombrado por uma tragédia: o massacre do 28º regimento, no qual centenas de seus companheiros morreram ― inclusive o irmão de Emeline, Reynaud. E é por esse motivo que Samuel está em Londres: para obter respostas, e não para se apaixonar. Mas isso não significa, porém, que seja fácil para ele controlar o próprio coração. Para Emeline, se afastar daquele homem também não é uma tarefa fácil, principalmente quando descobre que ele está tentando desvendar o mistério por trás da morte de seu irmão. À medida que os dois passam cada vez mais tempo juntos, se render àquela paixão se torna impossível. Mas Emeline não pode se comprometer com o forasteiro... por vários motivos. Só que algumas coisas estão além do controle de uma dama...

Resenha


O Gosto da Tentação é o primeiro livro da série A Lenda dos Quatro Soldados da Elizabeth Hoyt que, assim como a Trilogia dos Príncipes, está sendo publicada pela Editora Record.

O prólogo desse livro nos apresenta a lenda dos quatro soldados, mas deixa claro que começará contando a história do soldado Coração de Ferro e é dessa maneira que inicia cada capítulo, apresentando a fábula antes da história propriamente dita.
Coração de Ferro ganhou esse nome devido a um fato muito estranho. Apesar de seus membros, sua face e, de fato, todo o restante de seu corpo serem exatamente iguais aos dos demais homens criados por Deus, esse não era o caso de seu coração. Ele era feito de ferro e batia em seu peito, forte, resoluto e inabalável...
- Coração de Ferro
P. 11
Samuel Hartley foi criado em uma cabana no meio da floresta em Boston, aprendendo com o pai a caçar e a sobreviver do que a natureza dispunha. Anos depois se tornou soldado, lutou na guerra e agora é um empresário bem-sucedido na cidade. Explicitamente por causa de negócios, ele vai para Londres e sua irmã Rebecca o acompanha nessa viagem. O que Rebecca e ninguém mais sabe é que Samuel tem certeza de que o seu regimento foi traído na guerra, o que provocou a morte de quase todos os soldados e sua viagem é também para seguir com essa investigação.

Samuel chama atenção por onde passa. O fato de ser da colônia, ter um jeito diferente de se portar diante dos outros e usar mocassins e perneiras causa estranhamento e curiosidade, o que lhe rende alguns convites e permite que ele conheça sua vizinha, lady Emeline Gordon, uma viúva que é exemplo de sofisticação e elegância e atua como acompanhante de algumas jovens, que é o que Samuel busca para Rebecca – e para sua investigação.
Ele mantinha os braços cruzados, um ombro escorado na parede, e parecia estar interessado no que via. Como se as pessoas ali fossem as exóticas, não ele.
P. 13
A curiosidade de Emeline também é aguçada pelo estranho vizinho, mas ser abordada por ele para ser dama de companhia de sua irmã está longe do que ela imaginava, mas o fato do ex-soldado ter servido no mesmo regimento e ter sobrevivido ao massacre em que seu irmão morreu foi a razão para ela aceitar essa proposta – ainda que Rebecca não seja o tipo de jovem que ela costuma aceitar sob sua tutela.

Emiline é filha e irmã de condes, ou seja, foi criada dentro de uma família tradicional, mas agora se vê em uma situação que nunca imaginou: senhora de sua família. Primeiro Reynaud (o irmão) morreu na guerra, deixando o título para um primo; em seguida seu marido faleceu; e pouco tempo depois o pai. Agora ela cuida do filho e da tia e de seu patrimônio.

A aproximação por causa de Rebecca permite que Samuel e Emeline convivam mais e a atração entre eles fica cada vez mais evidente para eles, mas para ela é impossível sequer cogitar ter qualquer envolvimento com ele por causa da diferença social entre eles e pelo fato dela estar noiva de Jasper Renshaw, o visconde Vale, que também esteve na guerra, no mesmo regimento que Samuel e Reynaud.
Ele jamais se adaptaria à sociedade inglesa, e, na verdade, nem queria. Aquela era a vida que Emeline levava. Casas bonitas, conhaque francês legítimo, bailes que acabavam muito depois da meia-noite. O oceano que separava o mundo dela do seu - tanto metafórica quanto fisicamente - era imenso. Sam sabia de tudo isso, já pensara a respeito inúmeras vezes.
E não fazia diferença.
P. 272-273
Ao contrário de muitos romances de época que já li, esse traz uma protagonista viúva, ou seja, sem aquela inocência que estamos acostumadas, das protagonistas virginais. Samuel também difere bastante como personagem: ele foi criado na floresta, estudou em um internato, depois foi para a guerra, vive em Boston – onde é um empresário respeitado – e mesmo estando em outro país, onde sua cultura e dinheiro não são tão bem vistos, não abaixa a cabeça. Também adorei Rebecca e espero que ela seja protagonista em um dos livros, o fato dela querer um relacionamento com o irmão, de entendê-lo é lindo e mostra como a diferença entre eles é grande, mas nem por isso ela desiste dele. Jasper é um amor, meio destrambelhado – é verdade – mas não tem como não gostar dele e será o protagonista no próximo livro, O Sabor do Pecado. Ahh e O’Hare também 😍, quero livro dele também, um personagem secundário que apareceu pouquíssimo, mas agregou muito em suas cenas.
Não fazia sentido desejar uma mulher que não o queria. Em Boston, Sam era uma pessoa respeitada, um líder da área comercial graças aos negócios do tio e à fortuna que ele havia acumulado desde que herdara tudo.
(...)
E, agora, sentia um desejo idiota e desesperado por uma mulher que jamais poderia ser sua. Uma mulher que queria um homem civilizado. Por que ela? Por que aquela aristocrata afetada que nem gostava dele?
P. 133
Eu gostei bastante da história que a Elizabeth desenvolveu em O Gosto da Tentação e espero que os próximos livros não demorem a ser publicados, afinal, além das histórias, teremos o restante da fábula dos quatro soldados.

Compre na Amazon

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob 😉
Comentários
3
Compartilhe
 
imagem-logo
De Tudo um Pouquinho - Copyright © 2016 - Todos os direitos reservados.
Layout e Programação HR Criações