22 setembro, 2021


[Resenha] Um Beijo de Inverno na Livraria dos Corações Solitários - Annie Darling

Ficha Técnica 

Título: Um Beijo de Inverno no Corações Solitários
Título Original: A Winter Kiss on Rochester Mews
Autor: Annie Darling
ISBN: 978-85-7686-825-5
Páginas: 350
Ano: 2020
Tradutor: Cecília Camargo Bartalotti
Editora: Verus
O Natal é a ocasião perfeita para espalhar amor e alegria… Porém, na livraria Felizes para Sempre, um improvável casal luta para encontrar o espírito natalino.
Mattie, uma confeiteira brilhante, detesta a comemoração desde que teve o coração partido na véspera de um Natal. A única coisa que ela odeia mais que essa data é o insuportável Tom, que a irrita desde que ela começou a administrar o salão de chá ao lado da livraria.
Mas, após uma coincidência, os dois passam a conhecer detalhes da vida um do outro que sequer imaginavam, o que faz com que alguns pontos de vista se alterem.
Assim, quando Mattie e Tom são deixados no comando nos frenéticos dias antes do Natal, mesmo estando no inverno, as coisas certamente vão esquentar.
Será que uma livraria cheia de romances, com uma rena em tamanho real e uma barraca de beijos, pode convencer dois ranzinzas a se apaixonar pelo Natal… e, quem sabe, um pelo outro?

Resenha


Chegou o momento de voltar para a Felizes para Sempre, nossa amada livraria especializada em romances, e conhecer o final desta série que nos encantou desde o início. Vimos Posy, Verity e Nina encontrarem os seus respectivos “felizes para sempre”, então nada mais justo do que o misterioso Tom Greer também entrar o dele, concordam? Até porque eu sou curiosa ao extremo (vocês já sabem que sou escorpiana com ascendente em câncer e o FBI corre nas veias 😂😂).

Porém, antes de começar a falar, preciso sinalizar aqui os dois únicos pontos negativos que encontrei no livro, ao contrário dos outros três, este não foi protagonizado por um funcionário da livraria; acredito que por ser um homem a autora quis dar o protagonismo a uma mulher, como nos livros desta série, assim como a autora manteve a narrativa em primeira pessoa e trazendo apenas um lado da história, o que deixa Tom como um mistério para os leitores por muitos capítulos.

Há um ano e meio Matilda Smith administra o salão de chá anexo à livraria Felizes Para Sempre, lugar que ela considera um território neutro, um país independente da livraria, mas a verdade é que a parceria é muito mais intrínseca do que ela admite. Assim, às vésperas do Natal, ela foi convocada às pressas por Posy para definição das estratégias de fim de ano, mesmo odiando o Natal a exatos dois anos, desde que seu relacionamento evaporou poucos dias antes do feriado preferido dela.

Por causa desse relacionamento, ela deixou Paris, onde fez o curso de culinária dos sonhos, e retornou para Londres para lamber as feridas e se reerguer, mas as feridas ainda não haviam cicatrizado, ela ainda odiava o Natal, ainda não tinha trazido cores para o guarda-roupa e definitivamente não estava preparada para abrir o coração novamente.

Entretanto, a reunião para definição das estratégias de Natal trará uma boa notícia: um dos quartos no apartamento em cima da loja ficará vago e é sua chance de ter a possibilidade de economizar duas horas de trajeto, às vezes mais, a depender do trânsito. Ela só não esperava que Tom tivesse a mesma ideia.
Tom era como uma receita que não dava certo. Mas, do mesmo modo que havia feito trinta e três tentativas até aperfeiçoar seus bownies para corações partidos (finalmente achando o ponto exato ao acrescentar algumas nozes-pecã trituradas para aumentar a serotonina), Mattie não descansaria até que Tom não fosse mais um mistério.
P. 94
A relação entre Mattie e Tom era longe de ser a ideal. Ainda que trabalhassem tão perto, eles mal se falavam e Mattie vinha nutrindo um rancor profundo por Tom por causa de sua presença diária para pegar o café gratuito que ela fornecia para quem trouxesse sua caneca e comprasse algo, mas, além de nunca comprar nada, ele sempre estava com um panini que comprava todos os dias em uma padaria na mesma rua, bem oleoso e completamente diferente de seus salgados e doces frescos.

Acontece que, quis o destino que os dois conseguissem se mudar para o apartamento e a relação se torna cada vez mais conturbada entre eles, mas, enquanto sabemos que boa parte da maneira como Mattie encara a vida atualmente se deva a maneira como seu último relacionamento terminou, não compreendemos Tom de maneira alguma. Ele parece sempre carrancudo, misterioso e com algum comentário sarcástico na ponta da língua, mas temos vislumbres de alguém que se importa com seus colegas de trabalho, com seus amigos, mas parece não ser muito bom em interações sociais.
— Isso mesmo, o Tom é ótimo — acrescentou Veriry, entrando na defesa dele. — Você já mora com ele há duas semanas, então com certeza já pôde ver que, atrás da fachada séria e nerd, o Tom é um fofo.
— Ele é como um gato que finge ser antissocial, mas, na verdade, fica todo dengoso quando a gente o afaga — concordou Posy.
P. 156
Porém, Tom e Mattie encontram algo em comum: ambos odeiam o Natal e essa é a única trégua entre eles e em alguns poucos momentos eles até se toleram consideravelmente bem e enquanto os capítulos passavam, eu torcia para que eles abaixassem a guarda e Mattie conseguisse descobrir mais sobre Tom apenas para que eu pudesse conhecer os segredos dele. Quer dizer, nem eram segredos, na verdade ele só achava muito importante manter sua vida pessoal e profissional separadas, ao contrário de suas colegas de trabalho.

Em Um Beijo de Inverno na Livraria dos Corações Solitários continuamos contando com a presença dos protagonistas dos livros anteriores, afinal todos continuam trabalhando na livraria, e também de outros personagens, como Sam e Sophie e ainda teremos novos que somarão a essa turma. Além disso, enquanto o Natal se aproxima, as coisas ficam cada vez mais caóticas na livraria e no salão de chá com o movimento das pessoas que deixam as compras de fim de ano para a última hora, Tom e Mattie vão se conhecendo mais e mais; nós os conhecemos mais e mais e esperamos em qual momento os dois darão o braço a torcer e se entregarão a felicidade, mas esse é um caminho longo para os dois. Tanto que, quando cheguei à última página, tudo que eu imaginava era: quero mais!

Romântico e fofo assim como os outros livros, esta série foi um verdadeiro afago no coração, trazendo personagens apaixonados por livros, apaixonados por romances, que trabalham com o que amam e eu só suspirei do início ao fim esperando que a realidade pudesse ser um pouquinho como a ficção.

Enquanto isso não acontece, a gente mergulha de cabeça nos romances mesmo sem dó nem piedade! 😍😍😍 



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22 julho, 2021


[Resenha] 1984 - George Orwell

Ficha Técnica 

Título: 1984
Título Original: Nineteen Eighty-Four
Autor: George Orwell
ISBN: 978-65-86490-16-9
Páginas: 256
Ano: 2021
Tradutor: Antônio Xerxenesky
Ilustrações: Rafael Coutinho
Editora: Antofágica
Em uma sociedade em constante estado de guerra contra outros países e contra os inimigos do sistema, cada cidadão deve viver sob a permanente vigilância das teletelas. Qualquer sinal de comportamento ou pensamento desviante da ideologia do Grande Irmão é severamente punido pela Polícia do Pensar.
Funcionário do Ministério da Verdade responsável por reescrever notícias e registros históricos, Winston Smith atua alterando o passado e, assim, o presente. Treinado para obedecer e calar, ele começa, no entanto, a questionar essa realidade. Seus atos de rebeldia contra o sistema, como ousar manter um caderno subversivo, parecem mínimos, até que ele se depara com a oportunidade de fazer algo maior e colocar sua vida em risco por uma sonhada mudança.
Publicado originalmente em 1949, este clássico de George Orwell é uma obra fundamental sobre opressão e totalitarismo e possibilita inúmeros paralelos com o momento que vivemos, 70 anos depois. A nova edição da Antofágica, além de contar com tradução de Antônio Xerxenesky, ilustrações de Rafael Coutinho e apresentação de Gregório Duvivier, também traz textos extras de Luiz Eduardo Soares, especialista em segurança pública, Débora Reis Tavares, estudiosa de Orwell, Ignácio Loyola Brandão, um dos principais autores contemporâneos e membro da Academia Brasileira de Letras e do jornalista Eduardo Bueno, criador do canal Buenas Ideias no Youtube.

Resenha


Há anos me perguntava sobre o fascínio que a obra 1984 despertava nos leitores. Eu conhecia a história superficialmente, mas até ler de fato não temos uma verdadeira noção do quanto esse livro nos impacta (se você leu e não parou diversas vezes para refletir ou se não te incomodou de alguma forma, me desculpe, mas leia novamente). 

Winston Smith, nosso protagonista,  vive em Londres, no país chamado Campo Aéreo Um, que antes da guerra era conhecido como Inglaterra. Ele tem trinta e nove anos, trabalha no Ministério da Verdade e acredita que está no ano de 1984. Bem, digo que ele acredita porque desde a guerra não é possível ter certeza de muitas coisas a respeito do passado e do presente. Então, como saber se realmente tem trinta e nove anos e se de fato está no ano de 1984?
A história parou. Nada existe além de um presente sem fim, no qual o Partido sempre tem razão.
Posição 45%
Após a Segunda Guerra, o Grande Irmão e o Partido surgiram e três grandes potências passaram a dominar o mundo: Oceania, Letásia e Eurásia. Desde então essas potências estão em constante guerra pelo poder supremo. Winston vive na Oceania, e seu trabalho no Miniver consiste em alterar os dados do passado de acordo com a orientação do Partido, alterações essas para garantir que o Partido nunca estivesse errado.

Os funcionários do Partido são constantemente vigiados pelas teletelas, que jamais são desligadas. É por meio delas que o Partido vigia a maior parte da população: o que fazem, quando fazem, suas expressões faciais. Assim, essas pessoas aprenderam a não expressar qualquer tipo de reação externamente. O que nos leva a pensar que o Partido controla tudo, menos os pensamentos. Mas será mesmo?
(…) o motivo mais importante para o reajuste do passado é a necessidade de proteger a infalibilidade do Partido.
Posição 63%
Ainda que o regime vivido na Oceania, o Ingsoc, tenha instituído o duplipensar, onde era possível manter dois pensamentos contrários e aceitá-los sem qualquer questionamento, e tantas outras regras, Winston ainda conseguia se lembrar do passado, do tempo antes do Partido assumir, antes da Novilíngua ser criada, antes das pessoas que eram inteligentes demais serem vaporizadas. Mesmo que ele fosse uma criança. Na verdade Winston consegue se lembrar de situações que o faz questionar se ele realmente viveu a situação ou se foi alucinação, afinal, será que outras pessoas também se lembram que há alguns anos a Oceania não estava em guerra contra a Letásia e sim contra a Eurásia, agora sua aliada? Ou que as condições de vida pioraram e não melhoraram como é anunciado? Ou que as produções de alimentos e outros itens não eram tão incríveis assim e tantas outras mudanças?
Os dois objetivos do Partido são conquistar toda a superfície da Terra e extinguir de uma vez por todas a possibilidade de pensamento independente.
Posição 57%
Ao longo da narrativa, Winston demonstra uma constante vontade de se rebelar contra as imposições do Partido de pequenas maneiras, como escrever um diário, comprar itens do passado no bairro dos proletas, classe essa que é a base da sociedade e não é vigiada constantemente. Ele também acredita que a base de uma revolução está justamente nessa classe, pela quantidade de pessoas que estão nela, mas ao mesmo tempo acredita na existência da Irmandade, uma organização secreta criada por Emmanuel Goldstein, o inimigo maior do Estado.

Entretanto, ainda que acredite nisso, Winston não é uma pessoa de atitudes grandiosas; ele se rebela, mas não revoluciona, não incita pessoas a se unirem em prol de uma mudança significativa; sua rebeldia apenas o beneficia por um curto período.
Se você quer uma imagem do futuro, imagine uma bota pisando em um rosto humano… para sempre.
Posição 79%
A distopia escrita por Orwell em 1948 (olha aí a inversão dos dois último números e temos o ano da história) é assombrosamente similar com tudo que vivemos nos últimos anos e principalmente com os dias atuais e, se o leitor tiver alguma dificuldade em perceber isso (duvido que não perceba), nesta edição da Antofágica há textos complementares no início e no fim do livro que nos ajudam na reflexão das similaridades: falta de privacidade, os dois minutos de ódio e a semana do ódio que podemos facilmente relacionar a atual prática do cancelamento, telas por todos os lados vigiando, manipulação dos fatos e informações para o benefício político, a criação de uma nova língua que encurta o vocabulário a cada ano — ao contrário do que normalmente acontece —, retirando palavras e tornando impossível expressar-se contra o Partido e tudo que ele representa e tantas outras coisas.
A mutabilidade do passado é a doutrina central do Ingsoc.
Posição 63%
Demorei bastante lendo esse livro, pois constantemente meus pensamentos vagavam, analisando como um livro escrito há tanto tempo podia ser tão real atualmente. Mas a base disso é o fato de que, de 1948 até os dias atuais, a base da sociedade não mudou. Ou seja, nós temos uma classe proletária na base da sociedade, que suporta toda o restante e as poucas mudanças que ocorrem na pirâmide se dá nas classes intermediárias, subindo ou descendo. Porém, quem está no super topo da pirâmide (o Grande Irmão), permanece.

Terminei a leitura há dois dias, já discuti sobre ela no Clube de Leitura, mas a história ainda fervilha dentro de mim. Ocasionalmente percebo que estou ali pensando nas similaridades com a atualidade, com o desgoverno (aplicando aqui a Novilíngua) que temos, com as fake news surgindo a todo momento nas redes sociais. Tenho certeza que esse livro ainda vai me fazer refletir bastante e sei que fará o mesmo com quem se permitir essa leitura.

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12 março, 2021


[Resenha] Damas de Honra - Jane Costello

Ficha Técnica 

Título: Damas de Honra
Título Original: Bridesmaids
Autor: Jane Costello
ISBN: 978-85-01-09188-8
Páginas: 432
Ano: 2012
Tradutor: Ryta Vinagre
Editora: Record
Quando Evie Hart aceita ser dama de honra de sua melhor amiga, ela percebe que isso é o mais perto que conseguirá chegar do altar. Até hoje, aos 27 anos, Evie nunca viveu um grande amor.
E, por ironia do destino, todos a seu redor, inclusive sua própria mãe, estão com os dias de solteiro contados. Ela treme só de pensar nos inúmeros casamentos que tem pela frente! Mas sua fobia de relacionamentos pode ter cura. Um convidado especial, que está sempre presente nas cerimônias, é capaz de fazer com que ela queira ser um pouco mais do que dama de honra. 


Resenha


Depois de ter lido Quase Casados e Corra, Abby, Corra!, chick-lits da Jane Costello publicados aqui no Brasil, fui atrás do que faltava na minha lista. Damas de Honra apresenta a inglesa Evie Hart, repórter de vinte e sete anos que nunca se apaixonou. Para muitos pode ser estranho, mas poderia ser a história da minha vida. ¯\_(ツ)_/¯ 😂 Bem, mas não é o caso, então vamos lá!

A história começa com Evie e suas amigas sendo dama de honra de uma amiga do grupo, Grace, amiga essa que já tem dois filhos e vivia com o homem que será o seu marido nas próximas horas. No altar ela percebe que com certeza é o mais próximo de um casamento que ela chegará, porque ela não consegue ter relacionamentos longos, apenas algumas semanas são suficientes para que ela procure uma rota de fuga que pode ser acionada por qualquer vestígio de compromisso duradouro, mas a verdade é que, por mais que ela saiba que faz isso, ela não gosta do seu modus operandi.  

Agora ela tem uma sequência de casamentos em que será madrinha duas de suas melhores amiga e o da própria mãe, o que, se formos analisar minuciosamente, deve mexer bastante com a cabeça de uma pessoa, certo? Por mais que Evie seja absolutamente diferente da mãe. Mas eis que, já no primeiro casamento Evie conhece um homem que, embora tenha ido a cerimônia acompanhado, despertou seu interesse. 
De repente me ocorre que tenho duas opções. Uma, posso jogar limpo. Posso dizer a Jack que, na verdade, eu sou a pessoa mais desesperadamente disfuncional que ele pode ter conhecido quando se trata de relacionamentos. Nunca me apaixonei. Nunca fiquei com ninguém por mais de três meses. Nunca cheguei perto de ter uma desilusão amorosa.
Ou eu posso inventar.
P. 217
Jack Williamson esteve no casamento de Grace como acompanhante de Valentina, o que fez com que ele perdesse todo o crédito que Evie tenha dado a ele quando o viu pela primeira vez, mas, ao conversar e perceber o quanto ele é diferente da maioria dos homens com quem Valentina se relaciona. Ele é muito inteligente, formado em história pela Oxford e é diretor executivo da ONG Future for Africa. Simmm, isso só a deixou mais interessada. E ao que pareceu, o interesse foi recíproco. 

Ao contrário de Evie, Jack é uma pessoa de relacionamentos longos, mas tendo saído recentemente de um que durou dois anos, tudo que ele não procura é por um novo, mas conhecer Evie pode mudar seu objetivo. 
— Está tudo bem com você? — eu pergunto, percebendo de pronto a pergunta ridícula que fiz. Não foi ele que teve uma briga, e perdeu, com um objeto de uma sex shop. 
— Está, tudo legal — diz ele. 
— Hum, Jack, arrã — eu digo. — Obviamente, não era meu. 
— O que não era seu? — diz ele. 
— Aquele… Aquele… objeto — sussurro. 
— Quer dizer o vibrador? — diz ele 
— Era de Georgia! — apresso-me a dizer. — Ela achou que tinha me dado as algemas, entendeu, e… 
— Algemas? — repete ele. 
Ah, meu pai. 
P. 156 
Com muitos desencontros, afinal a narrativa é completamente feita sob o ponto de vista da Evie, e seguindo os preparativos e as cerimônias de casamento, vamos conhecendo Evie e um pouco de suas amigas, Grace, Charlotte e Valentina e como elas são diferentes, mas também formam um grande time além de perceber que nem sempre conhecemos as pessoas como realmente acreditamos. E claro, também há a coleção de ex-namorados de Evie, que parecem estar em todos os lugares e sempre prontos para lhe causar uma situação constrangedora. 

Com personagens muito próximos da realidade, a relação de amor e ódio é muito intensa em muitas situações, mas a diversão também é garantida, as situações em que Evie se mete são impressionantes e quando achamos que ela não já encontrou o máximo de problemas possível, lá vem um novo. 
Não é só porque não enjoo dele. E sim porque meu coração salta quando vê a nécessaire que ele agora mantém no meu banheiro. Quando acordo numa manhã de domingo e ele sugere passarmos o dia juntos — de novo —, mal consigo me conter. E quando ele me telefona no trabalho e diz que está louco para me ver à noite, é o ponto alto do meu dia.
P. 318

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04 dezembro, 2020


[Resenha] Corra, Abby, Corra! - Jane Costello


Ficha Técnica 

Título: Corra, Abby, Corra!
Título Original: Girl on the run
Autor: Jane Costello
ISBN: 978-85-01-09731-6
Páginas: 420
Ano: 2015
Tradutor: Ryta Vinagre
Editora: Record
Abby nunca foi de se preocupar com hábitos saudáveis. Aos 28 anos, ela acaba de fundar a própria empresa de web design, e sua rotina parece consumir todo o seu tempo. Ela não tem a menor ideia de quando foi a última vez que deu um beijo apaixonado. E o pior: mal tem tempo para comer, malhar então… nem pensar. Mas quando sua melhor amiga a convida para participar de um clube de corrida, a jovem empresária encontra uma motivação: Oliver, charmoso e bem-sucedido médico que parece estar interessado em suas investidas. Seu primeiro dia de corrida, entretanto, não acaba como imaginou e ela jura que nunca mais vai correr. Até o dia em que sua assistente Heidi revela ser portadora de esclerose múltipla. A partir daí, Abby vê nas corridas uma forma de arrecadar fundos para a pesquisa da cura para a esclerose. Só que ela precisa de muito fôlego para gerenciar a empresa, lidar com sua operadora de seguro para arcar com o prejuízo de um motoqueiro que ela atropelou por acidente, e ainda conquistar o Dr. Sexy. Mas o que Abby não imagina é que pode estar correndo atrás do homem errado…

Resenha


Depois de ter lido este ano o meu primeiro livro da Jane Costello, chegou a hora de apreciar o segundo, Corra, Abby, Corra! que me indicaram em um dos muitos clubes do livro que participei. Além de ser chick-lit (não precisa de muito para me convencer a ler) o título traz um assunto que sempre chamou minha atenção. Mas chegaremos nesse ponto mais para frente.

Abigail Rogers tem 28 anos, mora em Liverpool e há dois anos criou sua empresa de web designer, ou seja, há dois anos sua vida, que já era corrida, se tornou ainda mais, afinal, é necessário estar sempre em busca de novos negócios para que as contas fechem no azul. Tempo para família? Não existe. Tempo para sair e paquerar? Não existe. Tempo para fazer as refeições corretamente e com alimentos balanceados? Nem no sonho. Assim, Abby vive mais no carro do que no escritório ou em casa, também é no carro onde ela faz grande parte de suas refeições, que basicamente se resumem a hambúrgueres, batatas fritas e refrigerantes.  É em uma dessas muitas correrias, a caminho de uma reunião com um possível cliente que Abby atropela um motociclista (lindo de morrer!) em pleno estacionamento, enquanto manobrava para estacionar, comia e recitava sua apresentação. Resumindo: mais uma vez precisaria acionar o seguro, o que certamente levaria a um aumento na próxima renovação da apólice. Para sorte dos dois, não ocorreu nada grave com eles, apenas com a moto. 
Vamos lá, Abby. Só há uma coisa a fazer. Precisa fazer RCP.
ISSO!
Só que não sei fazer ressuscitação cardiopulmonar.
Decido tentar assim mesmo e me esforço para me lembrar de cada fiapo de informação de primeiros socorros que tenho.
(…)
Enfim, tomo uma golfada de ar, fecho os olhos… E colo meus lábios nos dele.
Naquele exato momento percebo que cometi um erro — eu devia ter fechado o nariz dele — e noto outra coisa. Os lábios dele não parecem os de alguém que está inconsciente. E certamente não está morto.
Levo um segundo para entender o porquê — e, quando entendo o que está acontecendo, tenho o maior choque da minha vida. Os lábios dele estão se mexendo. Estão… Ah, meu Deus, estamos nos beijando!
P. 14
Sabendo da agenda cheia de Abby, sua melhor amiga, Jess, decide tentar encontrar o cara certo para a amiga. Foi dessa forma que Abby saiu para jantar com alguns colegas de trabalho de Adam, marido de Jess, e agora está indo jantar na casa da amiga para conhecer Oliver, um médico que faz parte do mesmo clube de corrida que Jess participa. 

As amigas são muito diferentes nesse aspecto; enquanto Jess adora correr, e o faz a anos, Abby é completamente avessa a exercícios físicos, alimentação saudável e para ela é inconcebível as pessoas correm porque gostam (confesso que eu também pensava assim, mas cada vez me convenço mais disso, entretanto, não me vejo fazendo isso ainda, me falta iniciativa…).

A questão é que Oliver é lindo e Abby logo se interessa por ele, mas como ele se mostra muito tímido e a convida para ir a um dos encontros do clube, ela decide ir pelo menos uma vez. Afinal, vai que!? Ao chegar lá Abby acaba tendo outra surpresa: o motociclista que ela atropelou, Tom Bronte, também faz parte do clube. 
Quinze minutos depois, estou tentando não ofegar dramaticamente como se estivesse a segundos da morte, mas parece que meus pulmões foram mergulhados em petróleo e incendiados com um lança-chamas.
P. 54
Claro que, sem qualquer preparo físico, Abby odeia sua primeira experiência com uma corrida, mas tendo a motivação de conquistar o médico gato, por que não insistir? Ela só precisaria ignorar as brincadeiras sem graça de Tom. Mas Abby terá mais um motivo para se exercitar: ao descobrir que Heidi, a primeira de suas funcionárias, foi diagnosticada com esclerose múltipla e que a doença não tem cura, ela decide que participará de uma meia maratona para arrecadar fundos para a pesquisa da doença. 

Se Abby já não tinha tempo, depois dessa decisão tem menos ainda, afinal precisa treinar, fazer as refeições corretamente, conseguir clientes para manter a empresa e ainda precisa visitar possíveis apoiadores para a causa. 

Com o passar das semanas Abby vai ganhando condicionamento físico; sua relação com Tom melhora consideravelmente dado o início que tiveram; mas ela não percebe grandes avanços com Oliver.

Corra, Abby, Corra! é um chick-lit delicioso e tem de tudo: o drama da doença de Heidi, amigos incríveis, romance (seja Abby tentando conquistar Oliver, seja Prya e suas tentativas de entrar em um relacionamento sério, seja Jess e Adam e seu casamento de mais de dez anos anos, sejam os pais de Abby que, ainda que estejam separados há mais de dezesseis anos, não parece ter tido um encerramento claro para uma das partes), um personagem incrível que seria um ótimo namorado para nossa protagonista se ele mesmo não tivesse uma namorada e a superação de seus limites, afinal, o que é Abby correr se não superar os obstáculos que colocou para si mesma?! Quem sabe um dia eu não consigo seguir esse exemplo e explore esse desejo que tenho também?!


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04 novembro, 2020


[Resenha] Te Devo Uma - Sophie Kinsella

Ficha Técnica 

Título: Te Devo Uma
Título Original: I owe you one
Autor: Sophie Kinsella
ISBN: 978-85-01-11701-4
Páginas: 420
Ano: 2019
Tradutor: Natalie Gerhardt
Editora: Record
Uma história de amor, empoderamento e de um simples favor que faz tudo mudar para sempre.
Fixie Farr não consegue deixar nada pra lá. Se encontra alguma coisa fora do lugar, quer logo ajeitar, se um amigo está em dificuldade, já começa a pensar em como pode ajudar… Ela sente necessidade de arrumar tudo. Tudo!
Então, quando um estranho em um café lhe pede que fique de olho em seu laptop por um instante, ela não só se compromete a tomar conta do computador como acaba salvando-o de um grande desastre. Sebastian, muito tocado com o gesto de Fixie, não sabe como lhe agradecer, então pega um protetor de copo e o entrega a ela depois de escrever nele: “Te devo uma”. Fixie acha a atitude muito fofa, mas duvida que voltará a vê-lo.
Até o dia em que um antigo crush da época da escola volta para sua vida e Fixie precisa ajudá-lo. Ela então recorre a Seb, mas as coisas não dão muito certo. Agora é ela quem fica lhe devendo um enorme favor, e isso gera uma troca de favores infinita que obriga Fixie a enfrentar um passado que cheio de mágoas para abraçar o futuro que ela de fato merece.

Resenha


Neste romance, Sophie Kinsella traz a protagonista Fawn Farr, uma jovem de 27 anos que tem uma mania: ela consegue deixar nada para lá; precisa consertar todos os erros que vê pela frente. Por isso, desde criança seu apelido é Fixie, e é assim que ela se apresenta: Fixie Farr.

A família de Fixie tem uma loja de utilidades (eu sou viciada nesse tipo de loja — socorro!) no bairro de Acton, em Londres, mesmo bairro onde moram. Quer dizer, onde ela mora com a mãe. Fixie e a mãe trabalham integralmente na loja desde a morte do pai, enquanto isso, seus irmãos, Jake e Nicole, mal passam por lá. Jake é um empresário bem-sucedido e faz questão de ostentar isso: roupas e acessórios caros, almoços em restaurantes chiques com clientes em potencial, um apartamento em um bairro melhor localizado. Nicole sempre foi linda, mas sua carreira como modelo não passou do primeiro trabalho. Casada com Drew, ela voltou a morar com a mãe quando ele foi convocado para trabalhar por um ano em Abu Dhabi e ela não iria, afinal estava iniciando seu negócio, com aulas de yoga.

Fixie e os irmãos não poderiam ser mais diferentes. Eles sempre fizeram sucesso na escola e era comum ela ouvir "Jake é mesmo seu irmão?" ou "você é mesmo irmã da Nicole?" e até hoje isso se reflete no comportamento dela diante deles. Além disso, ela abriu o Bufê Farr e faliu em pouco tempo, o que a levou a pegar um empréstimo com a mãe, algo que ainda não conseguiu pagar. Fixie sente-se o fracasso da família e, por mais que tenha ideias para a loja, não consegue expressá-las nas reuniões de família, intimidada pela presença de Jake e Nicole.

Certo dia, quando estava no Café Allegro, ela estava lá, tomando seu café e ouvindo a conversa de um homem na mesa da frente quando ele, percebendo a atenção dela, lhe pediu que olhasse seu computador enquanto ele atendia uma ligação do lado de fora. Como o lugar está em reforma, foi por pouco que o teto não caiu em cima do laptop e assim que voltou, Sebastian percebeu que a jovem havia salvado seu trabalho. E foi assim que Sebastian Marlowe ficou devendo uma à Fixie. Não que ela fosse cobrar, é claro, ele certamente estava apenas sendo educado.

Fixie sempre foi apaixonada por Ryan Chalker, melhor amigo de Jake. Desde o colégio, Ryan era popular, conquistador e rico. Ele perdeu a família quando era bem jovem e, com isso, herdou um bom dinheiro. Quando estava na faculdade, abadonou o curso e se mudou para Hollywood, onde passou a trabalhar como produtor na indústria cinematográfica, indo à Inglaterra ocasionalmente visitar os poucos familiares que ainda tinha e a família Farr. Acontece que, na última visita, Ryan e Fixie finalmente ficaram juntos, mas quando ele voltou para Los Angeles ela percebeu que nada seria diferente; eles não ficariam juntos.

Porém, um ano depois da última visita, depois de um ano sem qualquer contato, Ryan está de volta à Londres: falido, disposto a ficar de vez na cidade e ficar com Fixie. Assim, quando ela percebe que sua chance de manter um relacionamento com Ryan é ele ter um emprego fixo — algo que não está fácil devido a pouca experiência e o temperamento dele — ela acaba se deixando escapar que é possível conseguir uma entrevista em uma empresa de investimento, a empresa de Sebastian.

Ainda que seja contra seus princípios, Fixie vai até Sebastian pedir em nome de Ryan. E assim começa o toma lá, dá cá entre ela e Sebastian, em uma troca de favores que não parece ter fim. Claro que nós também percebemos que existe uma química entre eles, mas como Sebastian namora com Briony e Fixie só tem olhos para Ryan, que finalmente está com ela, eles não veem, ou não querem ver isso acontecendo. 
— Tem um problema nisso! — Balanço o pedaço de papelão. — O amor não é uma negociação! Não é o que você pode fazer pelo outro. — Olho para ele desejando desesperadamente que Seb me entenda. — O amor salda todas as dívidas.
P. 336
Bem, uma série de situações acontece e Fixie se vê sem a mãe para comandar a loja e, sem ela, Fixie e os irmãos precisam se entender para não levar a empresa a falência. Enquanto tenta lidar com o medo de expor suas opiniões e o complexo de inferioridade, ela ainda terá que lidar com a verdadeira face de Ryan e precisará a aprender a confiar em si mesma, algo em que Sebastian ajudará bastante.

Te Devo Uma é aquele tipo de livro que nem parece que tem 420 páginas de tanto que a história te prende. Enquanto lia sob a perspectiva da Fixie me dava um nervoso ver como ela ficava impotente diante do comportamento agressivo dos irmãos, da clara falsidade de Ryan e acredito que me incomodou tanto porque me vi no lugar dela em muitas situações, o que torna tudo mais intenso. Mas o maravilhoso dos livros é, no fim, você ver o personagem superar as barreiras e descobrir sua força.

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07 setembro, 2019


[Resenha] Loucamente Apaixonada na Livraria dos Corações Solitários - Annie Darling

Ficha Técnica 

Título: Loucamente Apaixonada na Livraria dos Corações Solitários
Título Original: Crazy in love at the lonely hearts bookshop
Autor: Annie Darling
ISBN: 978-85-7686-770-8
Páginas: 322
Ano: 2019
Tradutor: Cecília Camargo Bartalotti
Editora: Verus
Novo romance da série A Livraria dos Corações Solitários, sobre a vida dos funcionários da livraria que por uma razão ou outra desistiram do amor e, ainda assim, o encontram quando menos esperam. Cheia de tatuagens e com o cabelo cor-de-rosa, a dublê de pinup Nina adora bad boys — quanto mais cara de mau, melhor. Apesar dos receios de seus amigos, ela acredita firmemente que o amor verdadeiro só tem uma forma: selvagem, intenso e pontuado por brigas tempestuosas — como na história de Heathcliff e Cathy, o casal angustiado de O Morro dos Ventos Uivantes. E ela não vai se contentar com nada menos que isso. Mas anos de encontros marcados por aplicativo não trouxeram nada além de caras esquisitos e paqueras banais, e Nina não está nem um pouco mais perto de encontrar o amor. Quando um homem de seu passado entra na livraria, Nina sabe que não tem nada a temer: o garoto mais nerd da escola se tornou um analista de negócios tedioso que combina o terno com a gravata, sem chance de fazer seu coração bater mais rápido. O que só mostra quão pouco Nina sabe sobre bad boys, analistas de negócios e o próprio coração.. Este é mais um romance delicioso da série A Livraria dos Corações Solitários, sobre a vida dos funcionários da livraria, um “alegre bando de desajustados”, que por uma razão ou outra desistiram do amor e, ainda assim, o encontram quando menos esperam.

Resenha


Chegou a hora de voltar para A Livraria dos Corações Solitários e reencontrar personagens tão queridos e divertidos. Depois de ter lido sobre a Posy e a Very encontrarem seus amores nos dois primeiros livros dessa série, está na hora de Nina ter a sua chance.

Nina O'Kelly tem quase trinta anos e continua na busca do seu verdadeiro amor que, segundo ela, deve ser selvagem, intenso e pontuado por brigas tempestuosas e tudo isso porque é apaixonada pelo romance O Morro dos Ventos Uivantes e pelo amor entre Heathcliff e Cathy. Para isso, ela sai bastante com os amigos para os pubs e marca diversos encontros com caras que conhece pelo app de relacionamento.

Desde que saiu da casa dos pais, Nina vive a busca por encontrar seu amor e a si mesma, antes de tudo. Movida pela busca de viver intensamente, ela saiu do emprego no salão de beleza da tia - próximo de casa -, saiu da casa dos pais, agora tem muitas tatuagens literárias pelo corpo, se veste em um autêntico estilo pinup, bem vintage mesmo e seu cabelo está sempre com uma cor diferente.
—  Na verdade, O Morro dos Ventos Uivantes tem sido minha inspiração nesses últimos dez anos da minha vida. Foi por isso que saí da Hair (and Nails) By Mandy e de Worcester Park, por isso que faço a maior parte das coisas que faço.
—  Por quê? —  Noah perguntou.
— Paixão. Cathy e Heathcliff eram governados por suas paixões. Eles não se contentavam com o que era seguro ou medíocre.
P. 131
Mas é trabalhando na Felizes Para Sempre que ela reencontrará alguém do seu passado, Noah Harewood, um cara completamente diferente do seu tipo de homem: certinho, atencioso, inteligente. Um verdadeiro amor. Na verdade, Nina demora de lembrar de onde conhece Noah e ele não faz a mínima ideia de que no passado eles estudaram na mesma escola, mas ele fica encantado com o jeito dela e a convida para um encontro, que ela aceita apenas por uma questão de princípios: não se recusa um convite para um encontro. Mas, quanto mais tempo eles passam no trabalho e saindo juntos, mais Nina percebe que, mesmo ele não sendo o tipo de homem que procura, Noah se infiltrou aos poucos em sua vida de uma forma que ela não vê mais prazer em marcar diversos encontros aleatórios, sair e paquerar outros homens e sente até mesmo a falta dele no trabalho, mesmo ele estando lá para analisar o trabalho dela e de seus colegas.

Além do romance, que torcemos para que dê certo, também temos a oportunidade de conhecer a família de Nina e, sinceramente, entendo perfeitamente a razão dela ter saído de casa e voltar o mínimo de vezes possível, principalmente pela relação que ela tem com a mãe, que sempre tem comentários que deixariam qualquer um para baixo.

Também há o outro lado da relação de amizade entre os funcionários da Felizes Para Sempre, Posy e seu marido Sebastian, Very que continua firme no namoro com Johnny e o mistério que Tom ainda é para todas elas — inclusive, estou ansiosa pelo livro dele, porque esse suspense está me matando de curiosidade.
Ela o conhecia havia pouco mais de um mês, mas não era o bastante. Ela sabia com uma rara certeza que Noah era o tipo de homem com quem ela poderia estar por um ano, dez anos, uma vida inteira, e ele ainda encontraria novas maneiras de surpreendê-la, de fazê-la rir, de fazê-la se sentir segura.
P. 268
Como o livro é narrado na perspectiva de Nina, não dá para saber muito sobre Noah, apenas o que ela sabe dele e quando eles estão juntos em cena, conversando, mas tenho que dizer uma coisa: Noah é o meu tipo de cara: inteligente, certinho, atencioso, amoroso. Estou apaixonada! 😍😍😍 

Assim como os dois primeiros livros da série, esse livro é um amorzinho e nos faz suspirar do início ao fim e quando chega ao final deixa aquele gostinho de quero mais.

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P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob 😉
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22 junho, 2018


[Resenha] Amor Verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários - Annie Darling

Ficha Técnica 

Título: Amor Verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários
Título Original: True Love at the Lonely Hearts Bookshop
Autor: Annie Darling
ISBN: 978-85-7686-676-3
Páginas: 336
Ano: 2018
Tradutor: Cecília Camargo Bartalotti
Editora: Verus
Este é mais um romance delicioso da série A Livraria dos Corações Solitários, sobre a vida dos funcionários da livraria, um “alegre bando de desajustados”, que por uma razão ou outra desistiram do amor e, ainda assim, o encontram quando menos esperam. É uma verdade universalmente conhecida que uma mulher solteira, em posse de um bom emprego, quatro irmãs mandonas e um gato carente, deve estar em busca do seu verdadeiro amor. Será? Verity Love — fã de carteirinha de Jane Austen e uma introvertida em um mundo de extrovertidos — está perfeitamente feliz sozinha, muito obrigada. E seu namorado fictício, Peter Hardy, é muito útil para ajudá-la a escapar de eventos sociais indesejados. Mas, quando um mal-entendido a obriga a apresentar um total estranho como namorado para suas amigas, a vida de Verity de repente se torna muito mais complicada. Uma namorada fictícia também pode ser bem útil para Johnny. Indo contra todos os instintos de Verity, ela se deixa convencer a fazer uma parceria com ele para um único verão recheado de casamentos, aniversários e festas no jardim, com apenas uma promessa: não se apaixonarem um pelo outro. Mas isso não tem nem chance de acontecer, pois Verity jurou nunca mais ter um namorado, e o coração de Johnny já tem dona...

Resenha


Depois de ter lido A Pequena Livraria dos Corações Solitários e me apaixonado pela história de Posy Morland e Sebastian Thorndyke, chegou a hora de conhecer a história de Verity Love.

Em Amor Verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários, conhecendo Very, a gente descobre que, em seu primeiro, único e desastrado namoro, as coisas não terminaram de maneira muito agradável e desde então decidiu que será mais feliz sozinha. Entretanto, a pressão constante de sua família e amigos fez com que ela criasse um namorado fictício, Peter Hardy, oceanógrafo, que vivia viajando e não precisava apresentá-lo à ninguém. O caso é que, esse personagem que deveria ter permanecido em sua vida durante as festas, acabou se estendendo por alguns meses e a cobrança para que ele fosse apresentado estava cada vez maior e Very sabia que precisava acabar com aquela história de uma vez. Porém, inesperadamente ela conhece Johnny True e embarca em uma aventura ainda maior.

Very acaba conhecendo Johnny quando estava fugindo de Posy e Nina, que a seguiram e queriam descobrir quem era Peter de qualquer jeito e assim, ela sentou na primeira mesa com um homem solteiro no seu restaurante favorito.
Verity fechou os olhos e desejou que o fato de não poder ver Nina e Posy significasse que elas também não poderiam vê-la. Infelizmente, a vida nunca era tão generosa.
— Por favor - ela choramingou. — Eu te peço. Só deixe rolar. Por favor.
— Deixar rolar o quê? — ele perguntou, mas era tarde demais. Verity sentiu mãos pousarem em seus ombros e o forte perfume de rosas de que Nina gostava.
— Very! Não vai nos apresentar?
P. 14

A verdade é que Very gosta de estar sozinha, ela não se sente bem interagindo com muitas pessoas e por esse motivo ela permanece no escritório na livraria. E convenhamos, logo no início, com a perseguição de Nina e Posy eu já me senti sufocada também, imagina ela, que cresceu em uma casa pequena com os pais e as quatro irmãs. Very é filha de um vigário do interior e suas irmãs são absolutamente enxeridas, sério mesmo, todas elas tem nomes de virtudes, mas não refletem nenhuma delas: Constante (Constância), Mercy (Misericórdia), Patience (Paciência), Charity (Caridade) e Verity (Verdade).

Very não é de mudar sua rotina, nem de fazer novos amigos, mas ao conhecer Johnny ela acaba contando como se meteu nessa enrascada chamada Peter Hardy e Johnny lhe propõe que sejam namorados de mentira, para frequentarem as festas de verão, afinal, com um par, eles deixarão de ser insistentemente cobrados para estar em um relacionamento.
De alguma forma, enquanto ela estivera ocupada precisando ficar sozinha e inventando namorados imaginários, todas as pessoas que ela conhecia haviam formado casais. Todos haviam se tornado unidades de dois. Verity era a única solteira presente. Na verdade, a única solteira que ela conhecia.
P. 123
Enquanto Very tem certeza de que não quer viver um novo relacionamento, que não foi feita para isso, Johnny está apaixonado por alguém que não pode ter em sua vida e a cada nova festa que eles compareciam como "amigos que estão se conhecendo", mais a gente compreende a história de Johnny e confesso que fiquei frustrada por ver alguém tão legal se iludir com um amor que não iria para lugar nenhum e, principalmente, porque a mulher por quem ele é apaixonado não vale nada.

Gostando cada vez mais de Johnny, Very está decidida a aproveitar o tempo que têm juntos nesse verão para ajudá-lo a superar esse amor impossível e para isso ela contará com orientações de seu livro favorito: Orgulho e Preconceito. São tantas as situações em que ela busca ajuda nas páginas do livro que ele é praticamente um personagem nessa história. Assim como Johnny, eu nunca li o livro da Jane Austen, mas já o comprei para remediar essa situação e saber do que tanto Very e outras pessoas falam.
— Eu nunca tive ninguém em quem confiar até você aparecer na minha vida. Você parece me entender de um jeito que nem eu me entendo.
P. 238
A relação entre Johnny e Very é de muita cumplicidade e amizade e vê-los baixar a guarda para outras pessoas, outras experiências é maravilhoso, tanto que, quando percebem, o amor aconteceu.

Enquanto li as páginas de Amor Verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários eu me identifiquei em muitos aspectos com Very e acredito que isso me deixou ainda mais apaixonada pelo livro, como se trouxesse mensagens para a minha vida. Valeu, Annie!

LINDO! Agora é esperar pelo próximo livro da Annie e voltar a nos deliciar com a história da Nina.

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08 maio, 2018


[Resenha] A Pequena Livraria dos Corações Solitários - Annie Darling

Ficha Técnica 

Título: A Pequena Livraria dos Corações Solitários
Título Original: The Little Bookshop of Lonely Hearts
Autor: Annie Darling
ISBN: 978-85-7686-588-9
Páginas: 308
Ano: 2017
Tradutor: Cecília Camargo Bartalotti
Editora: Verus
Era uma vez uma pequena livraria em Londres, onde Posy Morland passou a vida perdida entre as páginas de seus romances favoritos. Assim, quando Lavinia, a excêntrica dona da Bookends, morre e deixa a loja para Posy, ela se vê obrigada a colocar os livros de lado e encarar o mundo real. Porque Posy não herdou apenas um negócio quase falido, mas também a atenção indesejada do neto de Lavinia, Sebastian, conhecido como o homem mais grosseiro de Londres. Posy tem um plano astucioso e seis meses para transformar a Bookends na livraria dos seus sonhos — isso se Sebastian deixá-la em paz para trabalhar. Enquanto Posy e os amigos lutam para salvar sua amada livraria, ela se envolve em uma batalha com Sebastian, com quem começou a ter fantasias um tanto ardentes. Resta saber se, como as heroínas de seus romances favoritos, Posy vai conseguir o seu “felizes para sempre”. O primeiro livro da série A Livraria dos Corações Solitários!

Resenha


Pensem num livro fofo e romântico… Pois é esse. A Pequena Livraria dos Corações Solitários é o primeiro livro da Annie Darling que eu leio e já me apaixonei 😍.

Annie nos apresenta a jovem Posy Morland, uma inglesa que sempre viveu rodeada de livros. Seu pai trabalhava na Bookends e sua mãe na cafeteria ao lado. Cresceu com muitos livros, muitas história. Há sete anos um acidente de carro deixou ela e o irmão mais novo, Sam, órfãos e desde então Posy passou a ser a adulta, a responsável legal de Sam. Graças ao apoio de Lavinia, a dona da Bookends, Posy passou a ter um emprego na livraria e ela e o irmão têm um teto, um pequeno apartamento em cima da livraria.

Entretanto, a vida veio lhe dar uma nova rasteira. Lavinia morreu e, além de perder uma grande amiga, um exemplo e uma avó honorária, ainda existe a incerteza do que acontecerá com ela e Sam, afinal, é certo que por mais que Mariana e Sebastian (filha e neto de Lavinia) gostem deles, não deixarão que eles continuem morando de favor no apartamento ou pensem em manter a livraria aberta, uma vez que não tem gerado praticamente nenhum dinheiro, certamente mantinha-se funcionando devido ao dinheiro de Lavinia. Mas aí é que está, em testamento Lavinia deixou a Bookends para Posy e uma condição de que ela tem dois anos para fazê-la voltar a ter lucros, se não, a livraria passará para as mãos de Sebastian.
Porque você, minha querida, mais que qualquer outra pessoa, sabe que lugar mágico uma livraria pode ser, e sabe que todos precisam de um pouco de magia na vida.
P. 22
Posy se apaixonou por Sebastian Thorndyke assim que o conheceu, quando tinha apenas três anos e ele era um garoto atrevido e mimado de oito. Seguia-o por todos os lados na livraria, mas esse amor acabou quando ela estava com dez anos e ele a trancou em um porão e negou saber onde ela estava até que a mãe de Posy ameaçou chamar a polícia. Desde então são arqui-inimigos, mal se toleram e quando se encontram são ofensas por cima de ofensas, mas como ele quase não ia à Bookends, tudo corria bem. Mas agora as coisas mudaram, com a morte de Lavinia, enquanto Posy herdou a livraria, Sebastian herdou todo o restante da vila Rochester Mews e toda hora aparece na livraria para lhe atormentar a mente.
Portanto era de fato muito fácil detestar Sebastian, mas também muito, muito fácil apreciar sua beleza.
P. 12
Posy é uma apaixonada por romances, principalmente os que se passam no período da Regência (nossos amados romances de época) e, mesmo com tudo que tem acontecido em sua vida, ela se vê escrevendo um romance desse gênero e é a protagonista nele, tendo como par ninguém menos que Sebastian. Mas o que é pior para ela, é que não consegue deixar de escrever, de pensar em Sebastian dessa maneira, o que lhe traz o questionamento: será que voltou a sentir algo por Sebastian depois de tantos anos? Sebastian, filho único, mimado por todos ao seu redor, que não sabe ouvir um não ou uma opinião contrária a sua. Será? E os romances também serão a resposta para a mudança que precisará fazer na Bookends para que ela sobreviva.
— Como eu estava dizendo antes de ser tão grosseiramente interrompida: em vez de tentar fazer tudo, competir com as grandes livrarias, o que é uma tarefa impossível, a Bookends vai se especializar em um único gênero. Encontre seu nicho ou entregue os pontos. — Posy fez uma pausa para efeito dramático.. e porque quase não podia acreditar no que ia dizer em seguida. — Nós vamos nos tornar a única livraria na Grã-Bretanha, talvez no mundo, especializada em literatura romântica.
P. 52
São muitas mudanças na vida de Posy e ela precisará encontrar sua força para liderar e reerguer a Bookends. Precisará assumir as rédeas de sua vida, ser independente, se encontrar novamente, afinal, desde a morte dos pais ela se tornou muito mais introspectiva, focada apenas em cuidar de Sam, deixou sua própria vida em espera. 
— Mas a Bookends é mais do que apenas uma loja que vende livros. É a experiência e o conhecimento que podemos oferecer. Nós não vendemos livros como se eles fossem latas de feijão ou barras de sabonete. Nós amamos livros, e isso reflete no modo como os vendemos.
P. 51
A Pequena Livraria dos Corações Solitários é um romance delicioso, lindo. Adorei cada linha e cada página. Nada como ler um livro onde a protagonista ama ler os mesmos livros que você, que trabalha em uma livraria, que luta para que esse amor pelos livros sobreviva, que busca também o seu final feliz. Tão incrível que li rapidamente e estou ansiosa para ler o segundo da série. 
Mas ela também sabia que a ascensão dos e-readers e a recessão não haviam matada a palavra impressa. As pessoas ainda adoravam ler. Ainda adoravam se perder em um mundo criado em papel e tinta. Ainda compravam livros e, com o tipo certo de plano e paixão, elas os comprariam na Bookends.
P. 48
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06 outubro, 2014


[Resenha] Uma Proposta Irrecusável - Jill Mansell


Ficha Técnica

Título: Uma Proposta Irrecusável
Título Original: An offer you can't refuse
Autor: Jill Mansell
ISBN: 978-85-63219-27-5
Páginas: 408
Ano: 2011
Tradutor: Maria da Graça Figueiró da Silva Toledo
Editora: Novo Conceito
41Lola não tem intenção nenhuma de aceitar a proposta de romper com seu namorado Dougie, pela quantia de £ 10,000, oferecida pela mãe dele. Então, ela descobre um segredo que a faz pensar outra vez. Dougie provavelmente teria terminado com ela, a longo prazo, e dessa forma ela pode ajudar uma das pessoas que ela mais ama no mundo. Dez anos mais tarde, porém, quando Lola encontra Dougie de novo, seus sentimentos por ele são tão fortes como nunca. Mas ela partiu o coração de Dougie - e ele está prestes a descobrir que ela foi paga para fazê-lo. Bem, Lola é muito atraente e muito persuasiva. Será que ela irá conseguir reconquistá-lo desta vez ...

Resenha

Esse é o segundo romance da Jill que eu leio e, assim como Dizem por aí... também se passa na Inglaterra e tem uma protagonista divertida.

Selo-Parceiros-Novo-Conceito42222322O livro começa dez anos no passado, quando, então com 17 anos, Lola namora com Dougie. Mas a mãe do rapaz não aceita que uma garota sem eira nem beira namore o seu filho precioso e com a vida toda pela frente, inciando a faculdade de Direito. Por isso, ela oferece à Lola £ 10.000 (dez mil Libras) para sumir da vida do filho sem que ele saiba de nada. Claro que ela não tem a intenção de aceitar essa proposta inconveniente, mas ao descobrir um segredo que pode afetar em muito sua família, talvez seja necessário repensar algumas coisas.

Então, já deu para entender que Lola aceitou a proposta né?! Pois então, depois disso ela foge para Marjoca onde vive por sete anos, até que volta à Londres para se restabelecer. É nesse ponto que descobri algo em comum com a Lola, ela ama livros!!!!
Não havia nada melhor do que o delicioso aroma de um livro novo, tocar as capas e folhear um livro cujas páginas nunca tinham, possivelmente, sido tocadas antes.
Pág. 25 
Mas então, de volta à Londres, Lola está trabalhando como gerente em uma livraria e vê sua vida alterada quando, numa noite, voltando para casa ela ajuda uma vítima de assalto no meio da rua. Ao ajudar essa senhora ela não sabia que traria para sua vida novamente todo um passado que ela não queria de fato ter deixado para trás, pois a mulher que ela ajudou era ninguém menos que sua ex-sogra, Adele, mãe de Dougie. E mais, essa descoberta se dá repentinamente e ao mesmo tempo ela reencontra Dougie, que também descobre o real motivo dela tê-lo abandonado.

A partir daí vemos uma Lola determinada a reconquistar o amor da sua vida, mas é claro que Dougie não quer vê-la nem pintada de ouro.
- Porque eu sei que você está mentindo. Eu lembro de cada detalhe, de cada minuto, de cada vez que estivemos juntos.E ainda lembrarei quando tiver 90 anos. Porque aquilo foi a coisa mais importante do mundo para mim. Tudo. E eu sei que você lembra de tudo também
Pág. 180
Agora, tem outros personagens nessa história de que gostei mais do que os protagonistas, Gabe, o vizinho lindo e melhor amigo de Lola é um amor, adoro sua sinceridade e excesso de zelo pela limpeza, não me importo, assim como adorei a espontaneidade de Sally, irmã mais velha de Dougie, e seu total descontrole de arrumação. Essa dupla é simplesmente hilária e rouba a cena toda vez que aparecem e faz com que fiquemos torcendo para que essa dupla improvável fique junta. Inclusive, para mim, houveram momentos que torci tanto para Gabe e Sally que até me esquecia de Lola e Dougie.

O livro é delicioso de ler, com humor, romance e muitas confusões a Jill nos leva nessa história divertida!

Um beijão à todos e até a próxima!!!!
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24 agosto, 2014


[Resenha] Desde o Primeiro Instante - Mhairi McFarlane


Ficha Técnica

Título: Desde o Primeiro Instante
Título Original: You had me at hello
Autor: Mhairi McFarlane
ISBN: 978-85-8163-420-3
Páginas: 464
Ano: 2014
Tradutor: Carolina Caires Coelho
Editora: Novo Conceito
54Rachel acabou de romper um noivado e está decidindo o que vai fazer da vida. Quando ela se encontra casualmente com Ben, um amigo dos tempos da faculdade, seu coração balança. Na época não rolou, mas agora ele parece tão mais interessante... O problema é que Ben está casado, “fora do mercado”, como se costuma dizer. Ok, hora de partir para outra. Rachel não é nenhuma mocinha ingênua, dessas que se deixam levar pela emoção. O fato de Ben ser lindo, educado, engraçado, nobre e fiel não é suficiente para tirar Rachel do seu eixo. Claro que não. Na verdade, ele é O Companheiro Perfeito. Pena que seja tão fiel! Apaixonar-se pelo melhor amigo é o sentimento mais gostoso do mundo, mas também é assustador.

Resenha

Ai gente, que livro delicioso! Amei demais ter lido ele, afinal a experiência foi incrível! Como não gostar de um bom e clichê romance?!

Selo-Parceiros-Novo-Conceito42222322Rachel é uma jornalista com uma carreira estável e vive com o noivo uma relação que ao todo já dura 13 anos e estão nos preparativos do casamento que, enfim, acontecerá. Mas em umas das diversas discussões sobre os detalhes, Rachel resolve colocar um ponto final nessa história. Mas daí você se pergunta: Por que? Na verdade, ao que parece, Rachel está mais no relacionamento porque é confortável e certo e Rhys também, mas ninguém admite que algumas diferenças entre eles são muito significativas. Mas Rachel não é o tipo de mulher que chega para as amigas e expõe esse tipo de informações sobre o seu relacionamento, de forma que, quando ela anuncia o fim do noivado todos ficam chocados.
- Estar com a pessoa errada é mais solitário do que estar sozinha. Ou é tão solitário quanto, mas de um jeito diferente, pode apostar.
Pág. 240
Agora novamente solteira, aos 31 anos, quando imaginou que sua vida toda já estaria nos trilhos, Rachel tem que se acostumar a essa realidade, procurar um novo lugar para morar e reorganizar sua vida. E é justamente nesse período de transição que ela reencontra Ben, seu melhor amigo da época da faculdade que ela não via a dez anos.

Ben é aquele amigo maravilhoso, que está ali em todos os momentos, que faz rir nas horas certas, que simplesmente está ao lado quando se precisa de um ombro amigo, carinhoso e lindo. Mas aí a gente se pergunta, se a amizade era tão maravilhosa, como ficar separados por dez anos sem nenhum contato? O que importa no momento é que Ben agora é um homem casado e um advogado de carreira estável que voltou a morar em Manchester depois de convencer sua esposa a morar no norte.

O reencontro com Ben justamente nesse momento, faz com que a história passe a ter mais flashbacks de Rachel se lembrando dos anos em que estudaram justos na universidade e a gente se pergunte como ela não largou Rhys naquela época e ficou com o Ben, porque, pelo amor de Deus, estava na cara que o menino era completamente apaixonado por ela. Mas agora é tarde. Ben está casado e, pelo pouco que o conhecemos, ele não trairá sua esposa, mas ainda assim, não tem como não alimentar uma esperança de que algo aconteça quando a gente percebe o quanto ele mexe com os sentimentos de Rachel.

Claro que o livro não fala apenas do relacionamento de Rachel tanto com Rhys como sua amizade com Ben na época da faculdade e agora, retomando quase de onde pararam, mas também de suas amizades, que em sua maioria também são dos tempos da faculdade, das pessoas com quem trabalha. Ou seja, são muitos sentimentos envolvidos, confiança, frustrações, crescimento. Ao passo em que a gente aqui também vive um turbilhão de emoções durante a história, por vezes felizes, outras angustiados, irritados e confesso que já nas últimas páginas estava muito triste mesmo com a situação em tudo estava.
(...) achava que tudo se encaixaria. Mas mudei minha maneira de pensar. Se você não faz nada, nada acontece. A vida envolve decisões. Você as toma ou elas são tomadas por alguém, mas não é possível evitá-las.
Pág. 277
Sem dúvida, uma leitura com muita emoção e linda! Leiam e tenho que certeza de que irão amar também!!!!
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