24 novembro, 2021


[Filmes] Viúva Negra

Sinopse: Natasha Romanoff, também conhecida como Viúva Negra, confronta o lado mais sombrio de sua história quando surge uma perigosa conspiração ligada ao seu passado. Perseguida por uma força implacável disposta a tudo para destruí-la, Natasha precisa agora lidar com seu passado como espiã e com as relações que deixou para trás muito antes de se tornar uma Vingadora.

Não sei vocês, mas eu estava ansiosa para assistir Viúva Negra afinal a estreia do filme estava programada para 2020, mas com a pandemia de Covid-19, os planos de todos precisaram ser adiados e alterados. Na dúvida de quando as estreias nos cinemas voltariam ao normal, a Marvel e a Disney adiou, mas, em julho deste ano, lançaram o filme de forma simultânea nos cinemas e no Disney+ (aqui com um custo adicional de R$ 69,90).

Outra razão para minha ansiedade era o fato de que faltava o filme solo dessa personagem tão intrigante e cheia de segredos. Tivemos filmes do Homem de Ferro, Thor, Capitão América, Hulk (ainda que tenham sido outras tentativas, com atores diferentes), mas parecia que Natasha (Scarlett Johansson) seria deixada de lado. E, depois de Vingadores: Ultimato, foi que eu acreditei mesmo que ela não apareceria mais, o que era uma pena.

Bem, mas eu estava enganada (ainda bem). Viúva Negra inicia nos anos 1990, quando Natasha vive em Ohio com a irmã, Yelena (Florence Pugh), e os pais, Melina (Rachel Weisz) e Alexei (David Harbour). Eles não são realmente uma família, a verdade é que Melina Vostokoff é uma Viúva Negra e Alexei Shostakov é o supersoldado soviético Guardião Vermelho. Eles estavam lá com uma missão e, ao cumpri-la, fogem para Cuba onde se encontram com Dreykov (Ray Winstone), que leva as "irmãs" para o treinamento para se tornarem Viúvas Negras, na Sala Vermelha.

O tempo passa e somos levados aos momentos seguintes ao final de Capitão América: Guerra Civil, quando no final Natasha ajuda o Capitão e precisa pagar o preço por violar o Tratado de Sokovia. Em fuga do Secretário de Estado dos Estados Unidos, Ross (William Hurt), ela vai para Noruega, onde pretende ficar escondida e ver o que será de seu futuro, mas sua aparente folga logo chega ao fim ao ser atacada pelo Treinador (Olga Kurylenko) e ver Yelena de volta a sua vida.


Yelena elena é uma das Viúvas Negras sob o comando de Dreykov, o que é uma surpresa para Natasha, que acreditava ter matado Dreykov e libertado todas as Viúvas sob o comando dele quando atacou a Sala Vermelha, em Budapeste (ainda que não deem detalhes do que aconteceu de fato em Budapeste — pelo amor de Deus, façam um curta sobre Budapeste!!!)

Bem, não tão sob o controle, pois na última missão, uma ex-Viúva a liberta do controle mental que ela sofria e, antes de morrer, entrega a Yelena frascos com o composto que pode libertar as outras. Mesmo sem manter contato com Natasha há anos, Yelena envia para ela os frascos com o objetivo de que ela, com os contatos grandões dos Vingadores, possa estudar e libertar todas as Viúvas.

Sem o apoio dos Vingadores, sendo uma fugitiva internacional e ao descobrir que o homem responsável por destruir sua vida e a de muitas garotas continua vivo e praticando crueldade por todo o planeta, Natasha e Yelena se unirão novamente para derrotar Dreykov definitivamente e para isso precisarão da ajuda de alguém que não vêm há anos: Alexei.


Com cenas de ação incríveis, logo a "família" está reunida e alguns fatos do passado vem à tona, o que nos faz entender um pouco da dinâmica daquele "casal" e suas "filhas", como para Yelena, que era muito nova, acreditou durante muito tempo que aquela era sua família, como o treinamento na Sala Vermelha transformou Melina — que passou pelo treinamento na Sala diversas vezes — e como cada um lida de uma maneira — Natasha, Yelena e Melina —, como Alexei se sente depois de ter cumprido todas as suas missões e tudo mais.

Baseado nos quadrinhos de Stan Lee e Don Heck, com roteiro de Eric Pearson, Jac Schaeffer e Ned Benson e dirigido por Cate Shortland, o filme prende a atenção do início ao fim. As cenas de ação são ótimas, as cenas em que descobrimos sobre o passado de Natasha servem para montar o quebra-cabeças que é a personagem, cujas peças foram entregues aos poucos ao longo dos vários filmes do Universo Marvel.


Neste, que é o primeiro filme da Quarta Fase do Universo Marvel, temos finalmente o filme da Viúva Negra, mesmo em um momento em que queremos saber o que virá pela frente, era absolutamente necessário que a personagem tivesse seu próprio filme.

Agora é assistir aos poucos o que já tem disponível no Disney+ (Loki, Lendas e What if…) e ver o que mais a Quarta Fase nos reservará.


Scarlett Johansson como Natasha Romanoff / Viúva Negra
Florence Pugh como Yelena Belova
Rachel Weisz como Melina Vostokoff
David Harbour como Alexei Shostakov / Guardião Vermelho
Ray Winstone como Dreykov
Ever Anderson como Natasha Romanoff jovem
Violet McGraw como Yelena Belova jovem
O. T. Fagbenle como Rick Mason
William Hurt como Thaddeus Ross
Olga Kurylenko como Antonia / Treinador
Michelle Lee como Oksana

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16 outubro, 2021


[Seriando um Pouquinho] Falcão e o Soldado Invernal


Sinopse: Na série do Disney+ Falcão e o Soldado Invernal, após receber o manto do Capitão América em Vingadores: Ultimato, Sam Wilson/Falcão (Anthony Mackie) luta para assumir o posto do herói. Ele se junta, então, a Bucky Barnes/Soldado Invernal (Sebastian Stan), embarcando em uma aventura mundial que vai colocar à prova as habilidades dos dois. Entre discussões e entendimentos, acompanhamos uma jornada no desenvolvimento da amizade entre ambos, ao mesmo tentam em que tentam deixar para trás os problemas do passado. Enquanto o Falcão sente a responsabilidade do escudo de Steve Rogers, Bucky tenta lidar com a própria culpa por suas ações enquanto estava sob comando da HIDRA.

Como vocês já sabem, eu sempre assisto o que a Marvel lança, mesmo que demore um pouco, assim, depois de ter assistido WandaVision, chegou o momento de assistir a segunda série do universo Marvel na Disney+: Falcão e o Soldado Invernal.

Assim como fiz com WandaVision, também esperei a série estar completa no streaming para começar a assistir, afinal, o ser impaciente em mim não sabe se um dia voltará a se adaptar aos tempos da TV aberta, quando precisávamos esperar uma semana para assistir um novo episódio das nossas séries.

No último filme do MCU, Vingadores: Ultimato, Steve Rogers (Chris Evans) deu o escudo para Sam Wilson (Anthony Mackie), tornando-o o novo Capitão América, então, a partir daí iniciamos esta série e já surge a primeira pergunta: porque a série se chama Falcão e o Soldado Invernal se Sam recebeu o escuto que o torna o novo Capitão América?

A série inicia aproximadamente seis meses depois que Steve morreu e que todos perderam a figura do Capitão América. O mundo está se adaptando ao retorno das pessoas que desapareceram no Blip cinco anos antes e agora precisam ser realocadas e uma delas é o próprio Sam. A resposta à pergunta surge nos primeiros minutos do primeiro dos seis episódios da série: Sam entrega o escudo do Capitão ao governo, que o expõe no museu Smithsonian e com isso, abre mão das várias implicações que isso lhe traria. Ele renuncia ao manto por sentir que substituir Steve seria uma tarefa impossível, mas abre a lacuna para que o lugar seja assumido por outra pessoa.

Desde que retornou, Sam trabalha para a Força Aérea e paralelo a isso, tenta ajuda a irmã, Sarah Wilson (Adepero Oduyea) a sair da crise financeira que se abateu na família, o que a leva a cogitar a venda do barco de pesca que está na família a anos. Entretanto, mesmo sendo um Vingador, tenha ajudado o mundo inúmeras vezes, isso não o ajuda quando eles precisam de um empréstimo no banco.



Do outro lado desta história, Bucky Barnes (Sebastian Stan) está em terapia para readaptação à vida civil, mas é claro que mais de noventa anos de lutas constantes cobram seu preço, afinal, o único período de calmaria foi quando esteve em recuperação em Wakanda, sendo o Lobo Branco. Entretanto, após ignorar diversas tentativas de contato de Sam, ele o procura quando surge o anúncio do novo Capitão América escolhido pelo governo: John Walker (Wyatt Russell), um soldado condecorado inúmeras vezes por sua atuação em campo de batalha.

A última missão de Sam o levou a trabalhar com Joaquin Torres (Danny Ramirez), que trouxe ao seu conhecimento um grupo chamado Apátridas — liderado por Karli Morgenthau (Erin Kellyman) — que tem se feito atentados desde o retorno das pessoas do Blip. O lema dele é “um mundo, um povo” e levanta o questionamento em relação a maneira como os governos tratam a questão dos refugiados e tantas situações. Entretanto, além disso, haverá um agravante ao descobrirmos que os líderes desse movimento são Super Soldados, o que não deveria existir mais, uma vez que o Soro do Super Soldado foi destruído na Segunda Guerra Mundial. Esse desenrolar nos revela que há um outro Super Soldado de uma época pouco depois de Steve, alguém que Bucky conhece: Isaiah Bradley (Carl Lumbly).

Isaiah é um homem negro, que ficou preso durante anos após servir ao governo e jamais foi dita qualquer palavra sobre os experimentos que fizeram com ele. O que traz aqui outro debate: o papel do negro e como a sociedade o vê. Por que não tornaram Isaiah o novo Capitão América quando achavam que Steve estava morto? Por que ele era negro? Logo após Sam descobrir sobre ele, discutindo com Bucky em uma rua de Baltimore, uma viatura os aborda e a primeira pergunta é se o o negro está importunando o branco... curioso, não? E se Sam não tivesse entregado o escudo e tivesse se tornado realmente o Capitão América, qual seria a reação da população a isso?



Bem, mas com a descoberta que o Soro do Super Soldado foi recriado, ninguém melhor para saber a respeito do que Zemo (Daniel Brühl), que está preso por todas as mortes que causou, inclusive do rei T'Chaka — o que nos traz a presença breve de algumas integrantes das Dora Milaje, entre elas Ayo (Florence Kasumba). Bem, Zemo é um barão de Sokovia e com seu dinheiro e busca para destruir os Super Soldados, conheceu também muitas pessoas do submundo, o que os leva a Madripoor, um lugar que não permite extradição e é quase uma terra de ninguém. É lá que descobrirão que o novo soro foi desenvolvido a pedido do Mercador do Poder, uma pessoa que controla toda a Madripoor, mas que ninguém sabe quem é. É lá também que eles reencontrarão Sharon Carter (Emily VanCamp), que se tornou inimiga do governo lá em Capitão América: Guerra Civil.



A série mostra que a relação de Sam e Bucky não é fácil, o que já tínhamos visto em Capitão América: Guerra Civil, mas ainda assim deixam seus problemas de lado — pessoais e de relacionamento entre ele — para lidar com algo que impactará todo o mundo, afinal, as ações dos Apátridas têm ficado cada vez mais violentas. Porém, esses problemas serão retomados, eles não são simplesmente esquecidos, apenas colocados em modo espera.

Também relembra como o soro aflora o que há na pessoa: enquanto Steve vivia para o bem, HIDRA fez Super Soldados para matar e cometer todo o tipo de crimes, como Bucky e todos os outros que Zemo destruiu.

Outro ponto: John Walker. ODIEI esse “novo Capitão América”. Sempre que o personagem aparecia eu tinha vontade de desligar a TV. Sua imagem prepotente me dava ânsia e eu só queria que a cena com ele acabasse o mais rápido possível. Ao ver como ele surta por causa do que acontece com Lemar Hoskins (Clé Bennett) então era a prova do que eu imaginava desde o início: ele não estava preparado para o que significava ser O CAPITÃO AMÉRICA.




Criada por Malcolm Spellman e dirigida por Kari Skogland, ainda que tenha apenas seis episódios, eu AMEI a série, mas ainda assim acredito que ela foi superficial ao trazer tantos temas passíveis de debate e simplesmente deixá-los de lado, sem dar mais tempo e atenção que mereciam e como parecia que fariam. Mas não há o que falar das interpretações, os atores estão simplesmente maravilhosos e as coreografias são incríveis!

Da forma como a série acabou, espero sinceramente que haja continuação, os pontos levantados aqui merecem uma sequência para serem melhor trabalhados e os acontecimentos nos levam a crer nisso. Sem falar que, assim como WandaVision, traz personagens de volta, apresenta novos e é o início da Fase Quatro do MCU. Vamos esperar para ver quais são os próximos passos da Marvel. O meu será assistir Loki, agora que já está completa no streaming.











Elenco:
Anthony Mackie como Sam Wilson/Falcão
Sebastian Stan como Bucky Barnes/Soldado Invernal 
Joaquim Torres como Danny Ramirez
John Walker como Wyatt Russell
Clé Bennett como Lemar Hoskins
Carl Lumbly como Isaiah Bradley
Emily VanCamp como Sharon Carter
Adepero Oduyea como Sarah Wilson
Erin Kellyman como Karli Morgenthau
Daniel Brühl como Barão Zemo
Florence Kasumba como Ayo
Julia Louis-Dreyfus como Condessa Valentina Allegra de Fontaine
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27 julho, 2021


[Seriando um Pouquinho] WandaVision


Sinopse: Após os eventos de Vingadores: Ultimato (2019), Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany) se esforçam para levar uma vida normal no subúrbio e esconder seus poderes. Mas a dupla de super-heróis logo começa a suspeitar que nem tudo está tão certo assim. Eles se encontram, na verdade, dentro de uma constante sitcom, que vai desde a década de 1950 até os dias de hoje. Conforme o tempo passa, Wanda e Visão perdem o controle da situação, sem saber mais o que é real e o que é ficção. Eles ficam presos em um eterno vai e vem: da Era de Ouro da TV nos EUA, com imagens em preto e branco, ao presente - e vice-versa.

Como uma boa fã do universo Marvel, eu não pude deixar de assinar o Disney+ assim que ele foi lançado no Brasil. Além de concentrar filmes e séries que amo, a promessa do streaming era apresentar novas séries do universo dos heróis que ganharam ainda mais notoriedade desde 2008 com Homem de Ferro, que introduziu essa nova fase do cinema geek.

A primeira série inédita para expansão do MCU foi WandaVision, que estreou dia 15 de janeiro. Diferente da Netflix e Amazon Prime, o Disney+ disponibiliza episódios semanais de suas séries inéditas, o que traz de volta a expectativa pelo próximo episódio que vivíamos quando assistíamos séries nos canais de TV abertos ou fechados. Confesso que eu nunca gostei dessa espera e por isso aguardei até que o último episódio estivesse disponível para assistir a série completa de uma única vez. 

Com nove episódios, encerrando os inéditos em 05 de março, WandaVision inicia com um episódio em preto e branco que intriga os fãs do universo Marvel, afinal, retrata Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany) recém-casados no que aparentemente é uma série dos anos 1950.

Como vimos em Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato, Visão morreu, então, como poderia estar aqui e eles vivendo em uma série dos anos 1950? Mas o final do primeiro episódio nos mostra alguém no presente assistindo a série e no segundo já estamos nos anos 1960, aparecem algumas coisas estranhas, no final, temos cores. 🤔



Mas é no terceiro episódio, nos anos 1970, que mais coisas estranhas acontecem, nos preparando para o episódio quatro “Interrompemos este Programa” onde algumas coisas começarão a ser explicadas. Eu fico impressionada como a Marvel ainda me surpreende com a capacidade de deixar tudo amarrado com todo o universo que criaram. Sei que a essa altura eu já não deveria me surpreender, mas ainda assim acontece. 

Para WandaVision eles trouxeram a capitã Monica Rambeau (Teyonah Parris), que conhecemos em Capitã Marvel como Tenente Encrenca, lembram? Pois é, além disso, eles também falaram sobre o Blip, afinal não dava para não falar sobre ele, concordam? A série ainda resgata dois personagens que conhecemos em outros filmes da franquia, a doutora em Astrofísica Darcy Lewis (Kat Dennings), que conhecemos nos filmes de Thor e o agente do FBI James E. Woo (Randall Park), que conhecemos em Homem-Formiga e Vespa.



Além disso tudo, a série escrita por Jac Schaeffer e dirigida por Matt Shakman ainda nos apresenta uma nova corporação, E.S.P.A.D.A. (Equipe de Supervisão, Pesquisa, Avaliação e Defesa Armada), criada por Maria Rambeau, que aqui será responsável por investigar o desaparecimento de toda uma cidade, a pequena Westview, no estado de Nova Jérsei com uma população de 3.892 pessoas, pessoas essas que, as pessoas de fora da cidade, nem sequer lembram da existência, além de não ser possível mais entrar na cidade. 

Dirigida por Tyler Hayward (Josh Stamberg), a E.S.P.A.D.A. terá um papel importante aqui, pois aos poucos vamos entender que ela está envolvida em muito do que diz respeito aos Vingadores. 

A partir do episódio cinco teremos uma alternância entre o que está acontecendo dentro e fora de Westview, sendo que, a vida de Wanda e Vision continua sendo narrada como sitcoms estadunidenses e pulando as décadas a cada episódio (1980, 1990, 2000). Mas se tem uma constante na narrativa deles é a presença constante da vizinha Agnes (Kathryn Hahn), que, ao contrário dos demais personagens, sempre está presente na vida do casal.



Não sei se vocês já assistiram, se assistiram enquanto os episódios eram lançados ou se deixaram para ver tudo de uma vez como eu, mas digo, se você acompanha o universo Marvel, não pode deixar de assistir a série, que deu início a Fase Quatro da franquia. Quanto mais é explicado nos episódios, mais ficamos intrigados com tudo que é esclarecido, como tudo se encaixa e, ainda que tenha uma ótima conclusão, deixa várias questões que podem ser retomadas em outras séries ou mesmo nos próximos filmes da franquia.

Afinal, quem é a testemunha que levou o agente Woo a Westview? E o que aconteceu com Darcy? Como Wanda ficará depois dessa experiência de superação do luto? O que aconteceu com o Visão Branco?

E o que falar das interpretações? Simplesmente incrível! Elizabeth, Paul e todos os outros foram absolutamente incríveis e é totalmente crível que são os personagens mesmo ali de tanto que percebemos a doação de todos.











Elenco:
Elizabeth Olsen como Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate
Paul Bettany como Visão 
Kathryn Hahn como Agnes
Teyonah Parris como Monica Rambeau
Kat Dennings como Dra. Darcy Lewis
Randall Park como Jimmy Woo
Josh Stamberg como Tyler Hayward
Jett Klyne como Tommy Maximoff
Julian Hilliard como Billy Maximoff
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21 julho, 2019


[Novidades] San Diego Comic-Con 2019: O Que Rolou


Gente, eu não sei vocês, mas todo ano fico esperando as novidades da San Diego Comic-Con (SDCC), porque a maioria delas são reveladas nesse evento. Óbvio que esse ano não foi diferente e como apresentei evento com alguns amigos no final de semana, não consegui acompanhar tudo, então fui atrás para saber tudo que rolou nos quatro dias de evento (18/07 a 21/07), não vai dar para colocar tudo, mas farei um resumo de algumas coisas, certo?!

Tivemos a divulgação do trailer de It: Capítulo 2, um painel de Exterminador do Futuro: Destino Sombrio com novidades sobre o filme, Tom Cruise aparecendo de surpresa para lançar o primeiro trailer de Top Gun: Maverick - ai meu coração 😍-, o anúncio da sétima e última temporada de Agents of S.H.I.E.L.D. (para mim passou da hora, não consegui assistir nem a primeira 🙄) e parte do elenco de His Dark Materials, nova série da HBO, divulgou o primeiro trailer e detalhes sobre a série. Para quem não sabe, a série é baseada na trilogia Fronteiras do Universo, de Philip Pullman, composta pelos livros A Bússola de Ouro (que teve filme em 2007, A Faca Sutil e A Luneta Âmbar.







Seguindo, em um painel exclusivo, os irmãos Russo responderam várias questões sobre Vingadores: Ultimato, entre elas a pergunta do próprio Robert Downey Jr. sobre a evolução do Tony Stark do primeiro filme solo do personagem até Ultimato, deixando de ser egocêntrico para ser alguém disposto a dar a vida por outras pessoas, revelaram várias curiosidades sobre os bastidores do MCU e ainda falaram sobre seus próximos projetos - Grimjack, G-Force: Defensores do Espaço, 21 Bridges, Cherry e Dhaka. The Walking Dead também trouxe novidades como renovação para a sexta temporada de Fear The Walking Dead, a saída de Danai Gurira após a décima temporada, trailer para o próximo ano e a confirmação de que haverá um longa da série, produzido pela Universal Pictures.



Também teve o muito esperado painel de The Witcher, nova série da Netflix estrelada pelo maravilhoso Henry Cavill como o protagonista Geralt. A série é baseada nos livros da série homônima do autor polonês Andrzej Sapkowski. Também houve a divulgação da renovação para a terceira temporada de Ducktales - Caçadores de Aventura, série transmitida pelo Disney Channel, além da introdução dos personagens Margarida, Pateta e Tico e Teco.

Ainda nesse dia alguns atores da série Game of Thrones se reuniram para discutir os eventos da última temporada, elaborar algumas teorias sobre os personagens e os acontecimentos e tirar sarro da gafe do copo da Starbucks que passou despercebido e foi ao ar em um dos episódios da última temporada.



Sábado foi um dia cheio de novidades. O painel de Arrow trouxe a confirmação da última temporada para 2020 e também serviu como uma prévia do crossover Arrowverse, Crise nas Infinitas Terras, que revelou que o ator Brandon Routh interpretará novamente o Superman (papel que interpretou no cinema em 2006 e eu amei 😍). Bradon atualmente está na série Legends of Tomorrow também da DC, mas manterá esse papel enquanto também interpretará o outro 🤷🏾‍♀.



Star Trek também trouxe novidades na SDCC, revelou imagens inéditas de Star Trek: Discovery, deu detalhes sobre a nova animação, Star Trek: Lower Deck e entregou o primeiro trailer completo de Star Trek: Picard.



A Marvel iniciou seu painel redefinindo o nome das suas Fases 1 a 3: a partir de agora, o MCU até Homem-Aranha: Longe de Casa será chamado de Saga do Infinito. Depois tivemos o anúncio de dez produções para a fase quatro, incluindo filmes e séries, que serão produções do Disney+, que inclusive terão ligações diretas com o cinema, e as datas de lançamento: 1º de maio de 2020 o filme da Viúva Negra, no final de 2020 a série Falcão e Soldado Invernal, 06 de novembro de 2020 o filme Os Eternos, 12 de fevereiro de 2021 o longa Shang-Chi, no início de 2021 a série WandaVision, em 07 de maio de 2021 o segundo filme do Doutor Estranho, que ganhou o título Doctor Strange in the Multiverse of Madness, ainda no primeiro semestre de 2021 teremos a série do Loki, na metade de 2021 a série animada What If...?, no segundo semestre de 2021 a série do Gavião Arqueiro e em 05 de novembro de 2021 o quarto filme de Thor, Thor: Love and Thunder.


Ainda durante o painel da Marvel, foi revelado que um novo filme de Blade, estrelado por Mahershala Ali fará parte da fase cinco e também houve a confirmação de que o estúdio está trabalhando nos filmes de Quarteto Fantástico, Pantera Negra 2, Capitã Marvel 2 e Guardiões da Galáxia 3.  O painel também trouxe a revelação de que Natalie Portman voltará ao MCU como a versão feminina de Thor (não sei como será isso) e que Angelina Jolie, Richard Madden, Kumail Nanjiani, Lauren Ridloff, Brian Tyree Henry, Salma Hayek, Lia McHugh e Don Lee passarão a integrar o universo como personagens em Os Eternos.

Também soubemos que não haverá filme dos Vingadores na fase quatro, foi divulgada uma arte conceitual do filme da Viúva Negra onde ela enfrenta o vila Treinador e foi anunciando que as HQs dos X-Men terão muitas novidades, o que pode refletir em filmes futuros.

Não posso deixar de registrar que, durante o painel o filme Vingadores: Ultimato superou a bilheteria de Avatar, tornando-se a maior bilheteria da história do cinema, com US$ 2.789 bilhões 😱🤑.




Muita coisa? Aqui não tem nem 10% de tudo que vi nas redes sociais sobre o evento, imagina para quem estava lá e pode curtir e conferir tudo isso e muito mais de perto. Sonho que realizarei um dia! 😍
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04 maio, 2019


[Cinema] Vingadores: Ultimato

“Parte da jornada é o fim.”
Tony Stark
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Foram onze anos de preparação, desde o primeiro Homem de Ferro (2008), quando o público se acostumou a ver super heróis nos cinemas. Um projeto que sustentou um estúdio, uniu duas das maiores empresas de entretenimento do mundo e moldou o gosto do público (agora tá todo o mundo mal acostumado com as cenas pós-créditos). Depois de vinte e dois filmes, mais uma fase se encerra no Universo Cinemático da Marvel (MCU) e a gente se prepara pro fim de uma era. E pra chorar mais um pouquinho.

Ultimato começa pouco depois do fim de Guerra Infinita e mostra alguns dos heróis restantes tentando lidar com as consequências do estalo de Thanos. Como viver com o fato de que metade das pessoas que você ama não existem mais? Quando não existem corpos pra serem velados nem estrutura emocional pra lidar com tantas perdas de uma vez? Enquanto algumas pessoas tentam seguir em frente, outras são incapazes de se conformar e essa revolta vai dar origem ao plano pra confrontar Thanos de novo.

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 “Algumas pessoas seguem em frente. Nós, não.” (Steve Rogers) 

[Tem pouca coisa que dá pra contar sobre o enredo sem cair na armadilha do spoiler e, lembrando da histeria coletiva que tomou conta das redes sociais nas últimas semanas (que envolveu desde gente publicando detalhes da trama até o filme ser vazado na internet), é importante lembrar o que é spoiler: detalhes do enredo que estragam a experiência de quem assiste. Material de divulgação e informação que tá no trailer não são spoilers.]

Como o capítulo de encerramento do “crossover mais ambicioso de todos os tempos”, Ultimato tem a responsabilidade de criar um bom conflito, encerrar os arcos de alguns personagens e estabelecer o futuro do MCU. Muita coisa pra um filme só. Com um conflito angustiante, o longa consegue cumprir todas as suas funções. Ele encerra os ciclos de alguns personagens de forma satisfatória, que faz sentido e tem um propósito dentro da trama (apesar de fazer a gente chorar). E quem fica no final é quem segue pra próxima fase, os personagens que vão representar o MCU daqui pra frente, o futuro dos filmes de super heróis.

Apesar das minhas expectativas de alguns personagens aparecerem mais no filme, o conjunto funciona muito bem como filme de ação. Com muitas cenas emocionantes e um encerramento lindíssimo. Possivelmente o melhor filme que poderia ter sido feito para terminar esta fase dos Vingadores e do MCU.

Numa escala de um a cinco Doutores Estranhos que viram o fim e não contaram  spoiler, o quanto eu gostei do filme:

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