16 outubro, 2021


[Seriando um Pouquinho] Falcão e o Soldado Invernal


Sinopse: Na série do Disney+ Falcão e o Soldado Invernal, após receber o manto do Capitão América em Vingadores: Ultimato, Sam Wilson/Falcão (Anthony Mackie) luta para assumir o posto do herói. Ele se junta, então, a Bucky Barnes/Soldado Invernal (Sebastian Stan), embarcando em uma aventura mundial que vai colocar à prova as habilidades dos dois. Entre discussões e entendimentos, acompanhamos uma jornada no desenvolvimento da amizade entre ambos, ao mesmo tentam em que tentam deixar para trás os problemas do passado. Enquanto o Falcão sente a responsabilidade do escudo de Steve Rogers, Bucky tenta lidar com a própria culpa por suas ações enquanto estava sob comando da HIDRA.

Como vocês já sabem, eu sempre assisto o que a Marvel lança, mesmo que demore um pouco, assim, depois de ter assistido WandaVision, chegou o momento de assistir a segunda série do universo Marvel na Disney+: Falcão e o Soldado Invernal.

Assim como fiz com WandaVision, também esperei a série estar completa no streaming para começar a assistir, afinal, o ser impaciente em mim não sabe se um dia voltará a se adaptar aos tempos da TV aberta, quando precisávamos esperar uma semana para assistir um novo episódio das nossas séries.

No último filme do MCU, Vingadores: Ultimato, Steve Rogers (Chris Evans) deu o escudo para Sam Wilson (Anthony Mackie), tornando-o o novo Capitão América, então, a partir daí iniciamos esta série e já surge a primeira pergunta: porque a série se chama Falcão e o Soldado Invernal se Sam recebeu o escuto que o torna o novo Capitão América?

A série inicia aproximadamente seis meses depois que Steve morreu e que todos perderam a figura do Capitão América. O mundo está se adaptando ao retorno das pessoas que desapareceram no Blip cinco anos antes e agora precisam ser realocadas e uma delas é o próprio Sam. A resposta à pergunta surge nos primeiros minutos do primeiro dos seis episódios da série: Sam entrega o escudo do Capitão ao governo, que o expõe no museu Smithsonian e com isso, abre mão das várias implicações que isso lhe traria. Ele renuncia ao manto por sentir que substituir Steve seria uma tarefa impossível, mas abre a lacuna para que o lugar seja assumido por outra pessoa.

Desde que retornou, Sam trabalha para a Força Aérea e paralelo a isso, tenta ajuda a irmã, Sarah Wilson (Adepero Oduyea) a sair da crise financeira que se abateu na família, o que a leva a cogitar a venda do barco de pesca que está na família a anos. Entretanto, mesmo sendo um Vingador, tenha ajudado o mundo inúmeras vezes, isso não o ajuda quando eles precisam de um empréstimo no banco.



Do outro lado desta história, Bucky Barnes (Sebastian Stan) está em terapia para readaptação à vida civil, mas é claro que mais de noventa anos de lutas constantes cobram seu preço, afinal, o único período de calmaria foi quando esteve em recuperação em Wakanda, sendo o Lobo Branco. Entretanto, após ignorar diversas tentativas de contato de Sam, ele o procura quando surge o anúncio do novo Capitão América escolhido pelo governo: John Walker (Wyatt Russell), um soldado condecorado inúmeras vezes por sua atuação em campo de batalha.

A última missão de Sam o levou a trabalhar com Joaquin Torres (Danny Ramirez), que trouxe ao seu conhecimento um grupo chamado Apátridas — liderado por Karli Morgenthau (Erin Kellyman) — que tem se feito atentados desde o retorno das pessoas do Blip. O lema dele é “um mundo, um povo” e levanta o questionamento em relação a maneira como os governos tratam a questão dos refugiados e tantas situações. Entretanto, além disso, haverá um agravante ao descobrirmos que os líderes desse movimento são Super Soldados, o que não deveria existir mais, uma vez que o Soro do Super Soldado foi destruído na Segunda Guerra Mundial. Esse desenrolar nos revela que há um outro Super Soldado de uma época pouco depois de Steve, alguém que Bucky conhece: Isaiah Bradley (Carl Lumbly).

Isaiah é um homem negro, que ficou preso durante anos após servir ao governo e jamais foi dita qualquer palavra sobre os experimentos que fizeram com ele. O que traz aqui outro debate: o papel do negro e como a sociedade o vê. Por que não tornaram Isaiah o novo Capitão América quando achavam que Steve estava morto? Por que ele era negro? Logo após Sam descobrir sobre ele, discutindo com Bucky em uma rua de Baltimore, uma viatura os aborda e a primeira pergunta é se o o negro está importunando o branco... curioso, não? E se Sam não tivesse entregado o escudo e tivesse se tornado realmente o Capitão América, qual seria a reação da população a isso?



Bem, mas com a descoberta que o Soro do Super Soldado foi recriado, ninguém melhor para saber a respeito do que Zemo (Daniel Brühl), que está preso por todas as mortes que causou, inclusive do rei T'Chaka — o que nos traz a presença breve de algumas integrantes das Dora Milaje, entre elas Ayo (Florence Kasumba). Bem, Zemo é um barão de Sokovia e com seu dinheiro e busca para destruir os Super Soldados, conheceu também muitas pessoas do submundo, o que os leva a Madripoor, um lugar que não permite extradição e é quase uma terra de ninguém. É lá que descobrirão que o novo soro foi desenvolvido a pedido do Mercador do Poder, uma pessoa que controla toda a Madripoor, mas que ninguém sabe quem é. É lá também que eles reencontrarão Sharon Carter (Emily VanCamp), que se tornou inimiga do governo lá em Capitão América: Guerra Civil.



A série mostra que a relação de Sam e Bucky não é fácil, o que já tínhamos visto em Capitão América: Guerra Civil, mas ainda assim deixam seus problemas de lado — pessoais e de relacionamento entre ele — para lidar com algo que impactará todo o mundo, afinal, as ações dos Apátridas têm ficado cada vez mais violentas. Porém, esses problemas serão retomados, eles não são simplesmente esquecidos, apenas colocados em modo espera.

Também relembra como o soro aflora o que há na pessoa: enquanto Steve vivia para o bem, HIDRA fez Super Soldados para matar e cometer todo o tipo de crimes, como Bucky e todos os outros que Zemo destruiu.

Outro ponto: John Walker. ODIEI esse “novo Capitão América”. Sempre que o personagem aparecia eu tinha vontade de desligar a TV. Sua imagem prepotente me dava ânsia e eu só queria que a cena com ele acabasse o mais rápido possível. Ao ver como ele surta por causa do que acontece com Lemar Hoskins (Clé Bennett) então era a prova do que eu imaginava desde o início: ele não estava preparado para o que significava ser O CAPITÃO AMÉRICA.




Criada por Malcolm Spellman e dirigida por Kari Skogland, ainda que tenha apenas seis episódios, eu AMEI a série, mas ainda assim acredito que ela foi superficial ao trazer tantos temas passíveis de debate e simplesmente deixá-los de lado, sem dar mais tempo e atenção que mereciam e como parecia que fariam. Mas não há o que falar das interpretações, os atores estão simplesmente maravilhosos e as coreografias são incríveis!

Da forma como a série acabou, espero sinceramente que haja continuação, os pontos levantados aqui merecem uma sequência para serem melhor trabalhados e os acontecimentos nos levam a crer nisso. Sem falar que, assim como WandaVision, traz personagens de volta, apresenta novos e é o início da Fase Quatro do MCU. Vamos esperar para ver quais são os próximos passos da Marvel. O meu será assistir Loki, agora que já está completa no streaming.











Elenco:
Anthony Mackie como Sam Wilson/Falcão
Sebastian Stan como Bucky Barnes/Soldado Invernal 
Joaquim Torres como Danny Ramirez
John Walker como Wyatt Russell
Clé Bennett como Lemar Hoskins
Carl Lumbly como Isaiah Bradley
Emily VanCamp como Sharon Carter
Adepero Oduyea como Sarah Wilson
Erin Kellyman como Karli Morgenthau
Daniel Brühl como Barão Zemo
Florence Kasumba como Ayo
Julia Louis-Dreyfus como Condessa Valentina Allegra de Fontaine
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27 julho, 2021


[Seriando um Pouquinho] WandaVision


Sinopse: Após os eventos de Vingadores: Ultimato (2019), Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany) se esforçam para levar uma vida normal no subúrbio e esconder seus poderes. Mas a dupla de super-heróis logo começa a suspeitar que nem tudo está tão certo assim. Eles se encontram, na verdade, dentro de uma constante sitcom, que vai desde a década de 1950 até os dias de hoje. Conforme o tempo passa, Wanda e Visão perdem o controle da situação, sem saber mais o que é real e o que é ficção. Eles ficam presos em um eterno vai e vem: da Era de Ouro da TV nos EUA, com imagens em preto e branco, ao presente - e vice-versa.

Como uma boa fã do universo Marvel, eu não pude deixar de assinar o Disney+ assim que ele foi lançado no Brasil. Além de concentrar filmes e séries que amo, a promessa do streaming era apresentar novas séries do universo dos heróis que ganharam ainda mais notoriedade desde 2008 com Homem de Ferro, que introduziu essa nova fase do cinema geek.

A primeira série inédita para expansão do MCU foi WandaVision, que estreou dia 15 de janeiro. Diferente da Netflix e Amazon Prime, o Disney+ disponibiliza episódios semanais de suas séries inéditas, o que traz de volta a expectativa pelo próximo episódio que vivíamos quando assistíamos séries nos canais de TV abertos ou fechados. Confesso que eu nunca gostei dessa espera e por isso aguardei até que o último episódio estivesse disponível para assistir a série completa de uma única vez. 

Com nove episódios, encerrando os inéditos em 05 de março, WandaVision inicia com um episódio em preto e branco que intriga os fãs do universo Marvel, afinal, retrata Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany) recém-casados no que aparentemente é uma série dos anos 1950.

Como vimos em Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato, Visão morreu, então, como poderia estar aqui e eles vivendo em uma série dos anos 1950? Mas o final do primeiro episódio nos mostra alguém no presente assistindo a série e no segundo já estamos nos anos 1960, aparecem algumas coisas estranhas, no final, temos cores. 🤔



Mas é no terceiro episódio, nos anos 1970, que mais coisas estranhas acontecem, nos preparando para o episódio quatro “Interrompemos este Programa” onde algumas coisas começarão a ser explicadas. Eu fico impressionada como a Marvel ainda me surpreende com a capacidade de deixar tudo amarrado com todo o universo que criaram. Sei que a essa altura eu já não deveria me surpreender, mas ainda assim acontece. 

Para WandaVision eles trouxeram a capitã Monica Rambeau (Teyonah Parris), que conhecemos em Capitã Marvel como Tenente Encrenca, lembram? Pois é, além disso, eles também falaram sobre o Blip, afinal não dava para não falar sobre ele, concordam? A série ainda resgata dois personagens que conhecemos em outros filmes da franquia, a doutora em Astrofísica Darcy Lewis (Kat Dennings), que conhecemos nos filmes de Thor e o agente do FBI James E. Woo (Randall Park), que conhecemos em Homem-Formiga e Vespa.



Além disso tudo, a série escrita por Jac Schaeffer e dirigida por Matt Shakman ainda nos apresenta uma nova corporação, E.S.P.A.D.A. (Equipe de Supervisão, Pesquisa, Avaliação e Defesa Armada), criada por Maria Rambeau, que aqui será responsável por investigar o desaparecimento de toda uma cidade, a pequena Westview, no estado de Nova Jérsei com uma população de 3.892 pessoas, pessoas essas que, as pessoas de fora da cidade, nem sequer lembram da existência, além de não ser possível mais entrar na cidade. 

Dirigida por Tyler Hayward (Josh Stamberg), a E.S.P.A.D.A. terá um papel importante aqui, pois aos poucos vamos entender que ela está envolvida em muito do que diz respeito aos Vingadores. 

A partir do episódio cinco teremos uma alternância entre o que está acontecendo dentro e fora de Westview, sendo que, a vida de Wanda e Vision continua sendo narrada como sitcoms estadunidenses e pulando as décadas a cada episódio (1980, 1990, 2000). Mas se tem uma constante na narrativa deles é a presença constante da vizinha Agnes (Kathryn Hahn), que, ao contrário dos demais personagens, sempre está presente na vida do casal.



Não sei se vocês já assistiram, se assistiram enquanto os episódios eram lançados ou se deixaram para ver tudo de uma vez como eu, mas digo, se você acompanha o universo Marvel, não pode deixar de assistir a série, que deu início a Fase Quatro da franquia. Quanto mais é explicado nos episódios, mais ficamos intrigados com tudo que é esclarecido, como tudo se encaixa e, ainda que tenha uma ótima conclusão, deixa várias questões que podem ser retomadas em outras séries ou mesmo nos próximos filmes da franquia.

Afinal, quem é a testemunha que levou o agente Woo a Westview? E o que aconteceu com Darcy? Como Wanda ficará depois dessa experiência de superação do luto? O que aconteceu com o Visão Branco?

E o que falar das interpretações? Simplesmente incrível! Elizabeth, Paul e todos os outros foram absolutamente incríveis e é totalmente crível que são os personagens mesmo ali de tanto que percebemos a doação de todos.











Elenco:
Elizabeth Olsen como Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate
Paul Bettany como Visão 
Kathryn Hahn como Agnes
Teyonah Parris como Monica Rambeau
Kat Dennings como Dra. Darcy Lewis
Randall Park como Jimmy Woo
Josh Stamberg como Tyler Hayward
Jett Klyne como Tommy Maximoff
Julian Hilliard como Billy Maximoff
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11 junho, 2021


[Seriando um Pouquinho] Lupin - Parte Um


Sinopse: Assane Diop é o perfeito cavalheiro por fora. Mas há nele um gênio do crime, inspirado nas aventuras do personagem fictício Arsène Lupin. O livro sobre o elegante ladrão fez de Assane o que ele é: um homem com o poder de roubar quase tudo que quiser - e com estilo. Mas Assane tem outro plano. Ele quer vingar seu pai, que acabou inocentemente na prisão vinte e cinco anos atrás e cometeu suicídio. Assane agora está fazendo todo o possível para localizar o culpado, Hubert Pellegrini.

Hoje estreia a parte dois da série Lupin, na Netflix, então, antes tarde do que mais tarde, vamos falar da parte um, hahaha.

Embora a obra do francês Maurice Leblanc esteja em domínio público há anos, eu não conhecia sequer o nome de seu personagem Arsène Lupin, que ficou mais famoso do que o próprio autor. Criado sob encomenda pelo editor da publicação mensal Je sais tout, o personagem era e continua sendo frequentemente mencionado como homólogo do personagem Sherlock Holmes, do inglês sir Arthur Conan Doyle.

Bem, depois de ter assistido os cinco episódios da primeira parte desta série, fiquei curiosa para conhecer Lupin, um homem inteligente e mestre nos disfarces, utilizando anagramas para compor os nomes de seus personagens, eles conseguia roubar praticamente qualquer coisa, em qualquer lugar, e sem levantar suspeitas.

Assane Diop (Omar Sy), o protagonista da série, descobriu o personagem no início da adolescência, tempo depois que ele e o pai deixaram Senegal e fixaram residência na França e tornou-se um fã. Entretanto, de início não percebemos como isso conduzirá sua vida.

Babakar Diop (Fargass Assandé) era motorista da família Pellegrini e, em cenas de flashback, vemos algumas cenas que demonstravam o racismo dos patrões em relação a ele e a Assane, bem como a acusação de ter roubado um colar caríssimo, conhecido como o “colar da rainha”, acusação essa que o levou à prisão e, sendo imigrante e negro não ajudava em nada a sua causa.



Incriminado injustamente e vítima de uma armação, Babakar assinou uma confissão, que o levou ao suicídio, deixando Assane órfão e acreditando por vinte e cinco anos que seu pai era um ladrão. Ao longo dos anos Assane usou Arsène Lupin como um método para os seus golpes, mas agora descobriu uma pista que pode inocentar seu pai, o que ele não acreditava até então ser verdade.

Ao longo dos cinco episódios, que foram nomeados como capítulo 1, capítulo 2, até o 5, temos várias cenas de flashback para mostrar a formação de Assane, como cresceu, como conheceu a ex-mulher, como a relação se desgastou e o porquê, como é a relação com o filho, além de como continua com seu “trabalho”. 



Ainda que eu não conheça muito da série de livros do personagem, a série é muito explícita em relação a isso, até porque, além de Assane, há um policial que também é fã do personagem e começa a ver que o crime que investigam, o roubo do “colar da rainha” tem muito a ver com seu ídolo literário, ainda que mais ninguém acredite nisso. Anagramas dos nomes dos envolvidos sempre formando o nome Arsène Lupin, a forma como o roubo aconteceu e as situações decorrentes. Os livros de Arsène aparecem várias vezes na série, Assane fala explicitamente das referências, como o fato de seu filho, Raoul (que por sinal foi um dos muitos nomes adotados por Lupin), ter nascido em 11 de dezembro, data do aniversário de Maurice Leblanc.

Eu curti muito a série, e devorei rapidamente, afinal, são poucos e curtos episódios, que me deixaram intrigada com Assane e seu carisma, que inicialmente está planejando um golpe, mas vemos sua atenção mudar para uma investigação sobre o que de fato aconteceu vinte e cinco anos atrás: por que seu pai foi incriminado do roubo do “colar da rainha”? Ele foi escolhido aleatoriamente ou estava no lugar errado, na hora errada? O que o espera mais a frente depois de mexer em uma história que envolve pessoas poderosas e influentes? E aquele final? Como já saiu o trailer da parte dois, certamente vocês já sabem que Pellegrini sequestrou Raoul, como Assane salvará o filho das garras de um homem tão poderoso que vem manipulando tantos meios e tantas pessoas a tanto tempo?

Que venha a parte dois!



Elenco:
Omar Sy como Assane Diop
Ludivine Sagnier como Claire 
Etan Simon como Raoul
Hervé Pierre como Hubert Pellegrini
Nicole Garcia como Anne Pellegrini
Clotilde Hesme como Juliette Pellegrini
Antoine Gouy como Benjamin Ferel
Vincent Garanger como Gabriel Dumont
Soufiane Guerrab como Youssef Guedira
Vincent Londez como capitão Romain Laugier
Shirine Boutella como Sofia Belkacem
Anne Benoît como Fabienne Beriot
Adama Niane como Léonard Koné 
Fargass Assandé como Babakar Diop
Mamadou Haidara como Assane Diop jovem
Ludmilla Makowski como Claire jovem
Lea Bonneau como Juliette Pellegrini jovem
Johann Dionnet como Gabriel Dumont mais jovem
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04 maio, 2021


[Seriando um Pouquinho] Fate: A Saga Winx


Sinopse: Fate: A Saga Winx é uma série live-action baseada na popular série animada O Clube das Winx. A série gira em torno de seis fadas populares que devem aprender a controlar seus poderes mágicos frequentando uma escola em um mundo fantástico. Alfea é uma escola situada no Outro Mundo que tem por objetivo formar as fadas e instruí-las na arte da magia que já existe há milhares de anos. Apesar disso, nenhuma fada que esteve em Alfea se parece com Bloom (Abigail Cowen), que foi criada no mundo humano. Bloom é uma fada impulsiva, gentil e perigosa para aqueles ao seu redor. Por dentro, Bloom possui um poder com a capacidade de acabar ou salvar os mundos que fazem parte dela. Para se sobressair, Bloom precisa manter o controle de suas emoções. Sendo apenas um adolescente, as coisas podem ficar complicadas. Jovens fadas estarão à beira de emoções, amor, rivalidades e inimigos que ameaçam suas vidas.


Bem, não é segredo para quem me acompanha aqui no blog que eu adoro desenhos animados. Assisto animações e desenhos e não tenho vergonha de dizer e, se depender de mim, assistirei ainda por muitos anos. Pois bem, um dos desenhos que assisti até recentemente foi O Clube das Winx, que passava no Cartoon Network, e depois foi para o catálogo da Netflix. O desenho das fadinhas, criado por Iginio Straffi, sempre me envolveu; adoro fadas, poderes misteriosos, batalhas, romances, roupas estilosas, amigos inseparáveis. Então, assisti e adorei todas as temporadas, menos a última, que foi criada pela Netflix, em uma tentativa de mesclar Winx e as Três Espiãs Demais, onde as fadas vivem na Terra (novamente), mas agora ninguém sabe que elas são fadas (como se todos já sabiam antes?). Enfim, ao saber que uma série live-action seria criada para os fãs mais velhos do desenho, esperei para ver o que viria. 

Fate: A Saga Winx estreou dia 22 de janeiro deste ano na Netflix e nos trouxe Bloom (Abigail Cowen), uma fada que sempre viveu no mundo humano e, até despertar seus poderes recentemente, nunca imaginou que fadas e seres místicos existissem realmente. Ela está chegando a escola Alfea, uma escola de fadas no Outro Mundo, um lugar onde aprenderá a controlar seus poderes e não machucar mais ninguém, pelo menos não acidentalmente. Ela deverá encontrar Stella (Hannah van der Westhuysen), uma fada que será sua guia e compartilhará, ao lado de outras fadas, a suíte Winx na escola. 

A suíte será compartilhada por Stella, fada da luz e princesa de Solaria, uma segundanista que está com alunas do primeiro ano e parece ter um mistério sobre seu ano anterior na escola; Aisha (Precious Mustapha), fada da água, inteligente e determinada a desenvolver ao máximo suas habilidades intelectuais; Musa (Elisha Applebaum), fada da mente, vive com fones de ouvido para abafar a sobrecarga de sentimentos que as pessoas emanam ao seu redor; Terra (Eliot Salt), fada da terra, obviamente, introvertida, filha do professor Harvey, sempre viveu nos arredores da escola; e Bloom, fada que vivia entre humanos, nunca soube que era uma fada até descobrir que é uma fada do fogo.  

Enquanto as cinco estranhas passam a conviver no mesmo ambiente, aprimorarão sua magia e sofrerão com a ameaça dos Queimados, seres que surgiram anos atrás e todos acreditavam que estavam extintos até então. Paralelo, há os dramas adolescentes: Stella e Sky (Danny Griffin) terminaram no último ano, mas não parece ser definitivo, principalmente por ele mostrar interesse em Bloom; Terra está interessada em Dane (Theo Graham), mas não é notada por ele, e nem por ninguém, ao que lhe parece; Musa, enquanto tenta ficar afastada das pessoas, conhece Sam (Jacob Dudman), irmão de Terra e vê nele seu par ideal. 

Enquanto as garotas vão se aproximando, a diretora Farah Dowling (Eve Best), o professor Harvey (Alex Macqueen), pai de Terra e Sam, e o instrutor dos Especialistas Saul Silva (Rob James-Collier), que têm um passado em comum, inclusive com o pai de Sky, Andreas (Ken Duken), investigarão a presença dos Queimados e a morte do assistente de Farah dentro da escola.  




Embora a série seja baseada no desenho animado, prefiro pensar nela como uma série completamente diferente, afinal as semelhanças são poucas. A diretora Faragonda, tão carismática no desenho, passa longe disso como Farah; Alfea, que era apenas a escola das fadas, agora também é o lar dos Especialistas, que antes treinavam na Fonte Rubra; Musa deixou de ser a fada da música para ser a fada da mente; Flora, a fada da natureza não aparece na série, mas é citada logo no início como prima de Terra; Aisha, que no desenho foi adaptada para Layla no Brasil, teve seu nome mantido como no original e, ainda que seja uma fada da água como no desenho, não foi abordada a sua posição como princesa de Andros; Tecna, a fada da tecnologia é um personagem que não aparece assim como as Trix e todas as bruxas de Torre Nebulosa, a vilã aqui é interpretada por outra fada, Beatrix (Sadie Soverall); O pai de Sky, embora seja mencionado, não é o rei de Eraklyon e a mãe de Stella, a rainha Luna (Kate Fleetwood), está bem longe de sua homônima do desenho animado. 

Com seis episódios sombrios, Fate: A Saga Winx cumpre seu papel de ser para maiores, mas para mim, fã do desenho, não agradou, tanto que não pretendo assistir a próxima temporada que a Netflix já confirmou. Além da história, a escolha dos atores não me agradou assim como a interpretação e olha que a produção foi britânica, ou seja, eles tem o sotaque eu adoro, mas nem isso foi suficiente para me fazer gostar. Tentei relevar o fato de ser inspirado no desenho e focar como algo novo, mas sinceramente não consegui. 





Elenco:
Abigail Cowen como Bloom
Hannah van der Westhuysen como Stella 
Precious Mustapha como Aisha
Eliot Salt como Terra
Elisha Applebaum como Musa
Danny Griffin como Sky
Freddie Thorp como Riven
Eve Best como Farah Dowling
Rob James-Collier como Saul Silva
Alex Macqueen como Professor Harvey
Sadie Soverall como Beatrix
Theo Graham como Dane
Jacob Dudman como Sam
Lesley Sharp como Rosalind
Kate Fleetwood como rainha Luna
Eva Birthistle como Vanessa Peters 
Josh Cowdery como Mike Peters 
Ken Duken como Andreas 
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29 dezembro, 2020


[Seriando um Pouquinho] Bridgerton


Sinopse: Bridgerton apresenta o mundo sensual, luxuoso e competitivo da alta sociedade de Londres do século XIX. Na época, a família Bridgerton, composta por oito irmãos, se esforça para lidar com o mercado de casamentos, os bailes suntuosos de Mayfair e os palácios aristocráticos de Park Lane.
Quase todos os Bridgerton reunidos. Falta apenas Francesca.
Como uma boa amante de romances de época, não pude deixar de ficar empolgada quando soube que a série Os Bridgertons da Julia Quinn seria adaptada pela Netflix. Ela foi uma das primeiras séries do gênero que eu li, e sem dúvida foi uma das responsáveis por me levar a me apaixonar e pelo sucesso dos livros de romance de época no Brasil. 

Com o passar dos meses, fomos apresentados ao elenco, imagens das gravações foram divulgadas e polêmicas surgiram, principalmente com a escolha de atores negros, afinal, a sociedade aristocrática era absolutamente branca. 


Bridgerton chegou dia 25 de dezembro na Netflix e, pelo fato de hoje, quatro dias depois de estrear estar em primeiro lugar no Brasil, me dá a sensação de que, mesmo quem questionou a escolha do elenco, não deixou de conferir a produção. 

Com oito episódios - cada um com aproximadamente uma hora de duração -, a primeira temporada reflete o primeiro livro da série, O Duque e Eu, quando Daphne (Phoebe Dynevor), a primeira filha dos Bridgerton é apresentada a rainha Charlotte (Golda Rosheuvel), ingressando na sociedade e no mercado casamenteiro londrino. 

Lady Violet (Ruth Gemmell) e o visconde Edmund Bridgerton tiveram oito filhos e lhes deram nomes em ordem alfabética. Assim são: Anthony (Jonathan Bailey), Benedict (Luke Thompson), Colin (Luke Newton), Daphne, Eloise (Claudia Jessie), Francesca (Ruby Stokes), Gregory (Will Tilston) e Hyacinth (Florence Hunt). Quando Violet estava grávida de Hyacint, Edmund morreu, deixando o título e a responsabilidade da família para seu primogênito. Mas vemos que não é assim tão simples. 


Logo que ingressa na sociedade, Daphne cai nas graças da rainha, que a declara o diamante da temporada, porém, Anthony, em seu papel de irmão mais velho e responsável pela família, faz o favor de afastar boa parte dos pretendentes que aparecem, a deixando em uma situação muito complicada, pois, como ela diz, e nós sabemos, não é nada fácil ser mulher, e a vida dela sempre girou em torno de se casar e ter uma família e que não deveria esperar muito para alcançar esse objetivo. Ele, por outro lado, pode continuar com sua vida de solteiro por um bom tempo, afinal, se ele não tiver um herdeiro, tem três irmãos que poderão herdar o título, o que não deixaria sua família em uma situação difícil.

Ao mesmo tempo da "estreia" de Daphne, uma presença se torna notável em Londres, o novo duque de Hastings acabou de chegar para assumir o título após a morte do pai. Sendo um duque e jovem, Simon Basset (Regé-Jean Page) é o melhor partido da temporada, mesmo que deixe claro para todos que jamais se casará, e isso não é algo que diga há pouco tempo. 

Seus objetivos não poderiam ser mais diferentes, enquanto ele quer fugir das mães casamenteiras e suas armadilhas, Daphne precisa de muitos pretendentes para, dentre eles, encontrar o amor, para ter um casamento como o que os pais tiveram, um casamento com amor verdadeiro. 

Lady Danbury e Simon Basset, o duque de Hastings

Rainha Charlotte
Assim eles iniciam um plano audacioso, onde fingirão estar apaixonados para alcançar seus objetivos e é claro que é onde toda a confusão tem início, primeiro porque Simon é amigo de Anthony há muitos anos, assim, Anthony conhece muito bem a fama dele e sabe que não há interesse real de Simon se casar com Daphne. 

Em paralelo, surgiu um novo jornal de fofocas escrito por Lady Whistledown, que certamente é um pseudônimo, uma vez que em seu jornal ela dá nome a todos os personagens de suas notícias, diferente dos outros. Logo o jornal ganha notoriedade e toda a sociedade espera ansiosa por suas edições, onde não aparecer pode ser tão ruim quanto aparecer nele. 


Além da busca de Daphne por um casamento, a série trouxe um pouco sobre Anthony, Benedict, Colin e Eloise e também a família Featherington, que tem três filhas ingressando no mercado de casamentos ao mesmo tempo, onde a caçula, Penelope, é a melhor amiga de Eloise e, sinceramente, é a única da família que eu gosto. 

Bem, aqui preciso fazer uma pausa importante, pois é algo que eu realmente não gosto que ocorra em adaptações: Anthony não se parece com o Anthony dos livros. Na série ele é retratado como um homem não satisfeito com o título de visconde e parece sempre disposto a fugir de seus compromissos com a família. Sinto muito, mas se há algo de maravilhoso na família Bridgerton é em como eles se apoiam em suas diferenças. Eles têm divergências como toda família, mas jamais abandonariam uns aos outros, como fica claro pela atitude de Daphne em outra cena. Isso sim me deixou chateada. Quase parecia que ele havia perdido o pai há poucos dias e ainda estava se acostumando com a ideia, o que não é o fato, visto que Hycinth já tem pelo menos uns 8 anos nesta ocasião. 

Eloise Bridgerton e Penelope Featherington. Amizade verdadeira. 
Também senti que Violet e Lady Danbury não ficaram muito próximas dos personagens, visto que elas eram muito mais fortes em suas personalidades, principalmente Lady D, onde houve apenas uma cena que me lembrou a fuga dos garotos Bridgerton em relação à senhora. Além disso, outro ponto que me incomodou foi caracterização. Deixa eu explicar: O fato de Daphne e Penelope estarem quase sempre com o cabelo quase solto, quando sabemos que na época, as moças usavam os cabelos presos depois do debut. E também o fato dos homens estarem sempre de bota, quando, em caso de estarem apenas em ambientes internos, eles usavam as meias altas e sapatos. Melhor não falar da moça entretendo a rainha, se contorcendo e calçando um sapato de salto fino, não é mesmo? Afinal eles só foram criados no século seguinte ao que se passa a história. Um licença poética BEM grande. haha

Bem, em todo caso, eu gostei bastante da história, afinal é uma adaptação e quero crer que na próxima temporada - estou acreditando que haverá - será abordado o segundo livro da série, O Visconde Que Me Amava, livro no qual temos Anthony como protagonista e que haja aí uma aproximação do Anthony dos livros com o Anthony da série. 

Dá uma sacada neste olhar! Minha genteeeee
Simon é absolutamente incrível. O que é Regé-Jean Page como nosso amado duque? Genteee me apaixonei! Ele tem o porte, o olhar, tudo nele exala Simon. E Benedict? Sim, lindo como nos livros e fácil de se apaixonar. Colin, divertido como sempre, mas correu rápido demais para o casamento, fato que está muito longe da realidade, concordam?

Não dá para deixar de falar da trilha sonora, eu amei! As músicas instrumentais estão lindas e disponíveis no Spotify para quem quiser conferir.

Quem aí já conhecia os livros e já assistiu? O que achou?
E para quem não leu e assistiu, qual o veredito? 

Como eu disse, é uma adaptação e mesmo com as mudanças que ocorreram, foi maravilhoso ver na tela uma história que li há alguns anos. 
Para quem ainda não assistiu, vai lá na Netflix conferir, além de tudo, tem umas cenas picantes maravilhosas. hahaha



Elenco:
Phoebe Dynevor como Daphne Bridgerton
Regé-Jean Page como Simon Basset
Julie Andrews como Lady Whistledown
Ruth Gemmell como Lady Violet Bridgerton
Jonathan Bailey como Anthony Bridgerton
Luke Thompson como Benedict Brigerton
Golda Rosheuvel como Rainha Charlotte
Luke Newton como Colin Bridgerton
Adjoa Andoh como Lady Danbury
Ruby Barker como Marina Thompson
Claudia Jessie como Eloise Bridgerton
Polly Walker como Lady Portia Featherington 
Nicola Coughlan como Penelope Featherington 
Harriet Cains como Philippa Featherington 
Will Tilston como Gregory Bridgerton 
Ruby Stokes como Francesca Bridgerton 
Florence Hunt como Hyacinth Bridgerton
Ben Miller como Lorde Featherington
Freddie Stroma como Príncipe Friederich
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