16 outubro, 2021


[Seriando um Pouquinho] Falcão e o Soldado Invernal


Sinopse: Na série do Disney+ Falcão e o Soldado Invernal, após receber o manto do Capitão América em Vingadores: Ultimato, Sam Wilson/Falcão (Anthony Mackie) luta para assumir o posto do herói. Ele se junta, então, a Bucky Barnes/Soldado Invernal (Sebastian Stan), embarcando em uma aventura mundial que vai colocar à prova as habilidades dos dois. Entre discussões e entendimentos, acompanhamos uma jornada no desenvolvimento da amizade entre ambos, ao mesmo tentam em que tentam deixar para trás os problemas do passado. Enquanto o Falcão sente a responsabilidade do escudo de Steve Rogers, Bucky tenta lidar com a própria culpa por suas ações enquanto estava sob comando da HIDRA.

Como vocês já sabem, eu sempre assisto o que a Marvel lança, mesmo que demore um pouco, assim, depois de ter assistido WandaVision, chegou o momento de assistir a segunda série do universo Marvel na Disney+: Falcão e o Soldado Invernal.

Assim como fiz com WandaVision, também esperei a série estar completa no streaming para começar a assistir, afinal, o ser impaciente em mim não sabe se um dia voltará a se adaptar aos tempos da TV aberta, quando precisávamos esperar uma semana para assistir um novo episódio das nossas séries.

No último filme do MCU, Vingadores: Ultimato, Steve Rogers (Chris Evans) deu o escudo para Sam Wilson (Anthony Mackie), tornando-o o novo Capitão América, então, a partir daí iniciamos esta série e já surge a primeira pergunta: porque a série se chama Falcão e o Soldado Invernal se Sam recebeu o escuto que o torna o novo Capitão América?

A série inicia aproximadamente seis meses depois que Steve morreu e que todos perderam a figura do Capitão América. O mundo está se adaptando ao retorno das pessoas que desapareceram no Blip cinco anos antes e agora precisam ser realocadas e uma delas é o próprio Sam. A resposta à pergunta surge nos primeiros minutos do primeiro dos seis episódios da série: Sam entrega o escudo do Capitão ao governo, que o expõe no museu Smithsonian e com isso, abre mão das várias implicações que isso lhe traria. Ele renuncia ao manto por sentir que substituir Steve seria uma tarefa impossível, mas abre a lacuna para que o lugar seja assumido por outra pessoa.

Desde que retornou, Sam trabalha para a Força Aérea e paralelo a isso, tenta ajuda a irmã, Sarah Wilson (Adepero Oduyea) a sair da crise financeira que se abateu na família, o que a leva a cogitar a venda do barco de pesca que está na família a anos. Entretanto, mesmo sendo um Vingador, tenha ajudado o mundo inúmeras vezes, isso não o ajuda quando eles precisam de um empréstimo no banco.



Do outro lado desta história, Bucky Barnes (Sebastian Stan) está em terapia para readaptação à vida civil, mas é claro que mais de noventa anos de lutas constantes cobram seu preço, afinal, o único período de calmaria foi quando esteve em recuperação em Wakanda, sendo o Lobo Branco. Entretanto, após ignorar diversas tentativas de contato de Sam, ele o procura quando surge o anúncio do novo Capitão América escolhido pelo governo: John Walker (Wyatt Russell), um soldado condecorado inúmeras vezes por sua atuação em campo de batalha.

A última missão de Sam o levou a trabalhar com Joaquin Torres (Danny Ramirez), que trouxe ao seu conhecimento um grupo chamado Apátridas — liderado por Karli Morgenthau (Erin Kellyman) — que tem se feito atentados desde o retorno das pessoas do Blip. O lema dele é “um mundo, um povo” e levanta o questionamento em relação a maneira como os governos tratam a questão dos refugiados e tantas situações. Entretanto, além disso, haverá um agravante ao descobrirmos que os líderes desse movimento são Super Soldados, o que não deveria existir mais, uma vez que o Soro do Super Soldado foi destruído na Segunda Guerra Mundial. Esse desenrolar nos revela que há um outro Super Soldado de uma época pouco depois de Steve, alguém que Bucky conhece: Isaiah Bradley (Carl Lumbly).

Isaiah é um homem negro, que ficou preso durante anos após servir ao governo e jamais foi dita qualquer palavra sobre os experimentos que fizeram com ele. O que traz aqui outro debate: o papel do negro e como a sociedade o vê. Por que não tornaram Isaiah o novo Capitão América quando achavam que Steve estava morto? Por que ele era negro? Logo após Sam descobrir sobre ele, discutindo com Bucky em uma rua de Baltimore, uma viatura os aborda e a primeira pergunta é se o o negro está importunando o branco... curioso, não? E se Sam não tivesse entregado o escudo e tivesse se tornado realmente o Capitão América, qual seria a reação da população a isso?



Bem, mas com a descoberta que o Soro do Super Soldado foi recriado, ninguém melhor para saber a respeito do que Zemo (Daniel Brühl), que está preso por todas as mortes que causou, inclusive do rei T'Chaka — o que nos traz a presença breve de algumas integrantes das Dora Milaje, entre elas Ayo (Florence Kasumba). Bem, Zemo é um barão de Sokovia e com seu dinheiro e busca para destruir os Super Soldados, conheceu também muitas pessoas do submundo, o que os leva a Madripoor, um lugar que não permite extradição e é quase uma terra de ninguém. É lá que descobrirão que o novo soro foi desenvolvido a pedido do Mercador do Poder, uma pessoa que controla toda a Madripoor, mas que ninguém sabe quem é. É lá também que eles reencontrarão Sharon Carter (Emily VanCamp), que se tornou inimiga do governo lá em Capitão América: Guerra Civil.



A série mostra que a relação de Sam e Bucky não é fácil, o que já tínhamos visto em Capitão América: Guerra Civil, mas ainda assim deixam seus problemas de lado — pessoais e de relacionamento entre ele — para lidar com algo que impactará todo o mundo, afinal, as ações dos Apátridas têm ficado cada vez mais violentas. Porém, esses problemas serão retomados, eles não são simplesmente esquecidos, apenas colocados em modo espera.

Também relembra como o soro aflora o que há na pessoa: enquanto Steve vivia para o bem, HIDRA fez Super Soldados para matar e cometer todo o tipo de crimes, como Bucky e todos os outros que Zemo destruiu.

Outro ponto: John Walker. ODIEI esse “novo Capitão América”. Sempre que o personagem aparecia eu tinha vontade de desligar a TV. Sua imagem prepotente me dava ânsia e eu só queria que a cena com ele acabasse o mais rápido possível. Ao ver como ele surta por causa do que acontece com Lemar Hoskins (Clé Bennett) então era a prova do que eu imaginava desde o início: ele não estava preparado para o que significava ser O CAPITÃO AMÉRICA.




Criada por Malcolm Spellman e dirigida por Kari Skogland, ainda que tenha apenas seis episódios, eu AMEI a série, mas ainda assim acredito que ela foi superficial ao trazer tantos temas passíveis de debate e simplesmente deixá-los de lado, sem dar mais tempo e atenção que mereciam e como parecia que fariam. Mas não há o que falar das interpretações, os atores estão simplesmente maravilhosos e as coreografias são incríveis!

Da forma como a série acabou, espero sinceramente que haja continuação, os pontos levantados aqui merecem uma sequência para serem melhor trabalhados e os acontecimentos nos levam a crer nisso. Sem falar que, assim como WandaVision, traz personagens de volta, apresenta novos e é o início da Fase Quatro do MCU. Vamos esperar para ver quais são os próximos passos da Marvel. O meu será assistir Loki, agora que já está completa no streaming.











Elenco:
Anthony Mackie como Sam Wilson/Falcão
Sebastian Stan como Bucky Barnes/Soldado Invernal 
Joaquim Torres como Danny Ramirez
John Walker como Wyatt Russell
Clé Bennett como Lemar Hoskins
Carl Lumbly como Isaiah Bradley
Emily VanCamp como Sharon Carter
Adepero Oduyea como Sarah Wilson
Erin Kellyman como Karli Morgenthau
Daniel Brühl como Barão Zemo
Florence Kasumba como Ayo
Julia Louis-Dreyfus como Condessa Valentina Allegra de Fontaine
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27 julho, 2021


[Seriando um Pouquinho] WandaVision


Sinopse: Após os eventos de Vingadores: Ultimato (2019), Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany) se esforçam para levar uma vida normal no subúrbio e esconder seus poderes. Mas a dupla de super-heróis logo começa a suspeitar que nem tudo está tão certo assim. Eles se encontram, na verdade, dentro de uma constante sitcom, que vai desde a década de 1950 até os dias de hoje. Conforme o tempo passa, Wanda e Visão perdem o controle da situação, sem saber mais o que é real e o que é ficção. Eles ficam presos em um eterno vai e vem: da Era de Ouro da TV nos EUA, com imagens em preto e branco, ao presente - e vice-versa.

Como uma boa fã do universo Marvel, eu não pude deixar de assinar o Disney+ assim que ele foi lançado no Brasil. Além de concentrar filmes e séries que amo, a promessa do streaming era apresentar novas séries do universo dos heróis que ganharam ainda mais notoriedade desde 2008 com Homem de Ferro, que introduziu essa nova fase do cinema geek.

A primeira série inédita para expansão do MCU foi WandaVision, que estreou dia 15 de janeiro. Diferente da Netflix e Amazon Prime, o Disney+ disponibiliza episódios semanais de suas séries inéditas, o que traz de volta a expectativa pelo próximo episódio que vivíamos quando assistíamos séries nos canais de TV abertos ou fechados. Confesso que eu nunca gostei dessa espera e por isso aguardei até que o último episódio estivesse disponível para assistir a série completa de uma única vez. 

Com nove episódios, encerrando os inéditos em 05 de março, WandaVision inicia com um episódio em preto e branco que intriga os fãs do universo Marvel, afinal, retrata Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany) recém-casados no que aparentemente é uma série dos anos 1950.

Como vimos em Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato, Visão morreu, então, como poderia estar aqui e eles vivendo em uma série dos anos 1950? Mas o final do primeiro episódio nos mostra alguém no presente assistindo a série e no segundo já estamos nos anos 1960, aparecem algumas coisas estranhas, no final, temos cores. 🤔



Mas é no terceiro episódio, nos anos 1970, que mais coisas estranhas acontecem, nos preparando para o episódio quatro “Interrompemos este Programa” onde algumas coisas começarão a ser explicadas. Eu fico impressionada como a Marvel ainda me surpreende com a capacidade de deixar tudo amarrado com todo o universo que criaram. Sei que a essa altura eu já não deveria me surpreender, mas ainda assim acontece. 

Para WandaVision eles trouxeram a capitã Monica Rambeau (Teyonah Parris), que conhecemos em Capitã Marvel como Tenente Encrenca, lembram? Pois é, além disso, eles também falaram sobre o Blip, afinal não dava para não falar sobre ele, concordam? A série ainda resgata dois personagens que conhecemos em outros filmes da franquia, a doutora em Astrofísica Darcy Lewis (Kat Dennings), que conhecemos nos filmes de Thor e o agente do FBI James E. Woo (Randall Park), que conhecemos em Homem-Formiga e Vespa.



Além disso tudo, a série escrita por Jac Schaeffer e dirigida por Matt Shakman ainda nos apresenta uma nova corporação, E.S.P.A.D.A. (Equipe de Supervisão, Pesquisa, Avaliação e Defesa Armada), criada por Maria Rambeau, que aqui será responsável por investigar o desaparecimento de toda uma cidade, a pequena Westview, no estado de Nova Jérsei com uma população de 3.892 pessoas, pessoas essas que, as pessoas de fora da cidade, nem sequer lembram da existência, além de não ser possível mais entrar na cidade. 

Dirigida por Tyler Hayward (Josh Stamberg), a E.S.P.A.D.A. terá um papel importante aqui, pois aos poucos vamos entender que ela está envolvida em muito do que diz respeito aos Vingadores. 

A partir do episódio cinco teremos uma alternância entre o que está acontecendo dentro e fora de Westview, sendo que, a vida de Wanda e Vision continua sendo narrada como sitcoms estadunidenses e pulando as décadas a cada episódio (1980, 1990, 2000). Mas se tem uma constante na narrativa deles é a presença constante da vizinha Agnes (Kathryn Hahn), que, ao contrário dos demais personagens, sempre está presente na vida do casal.



Não sei se vocês já assistiram, se assistiram enquanto os episódios eram lançados ou se deixaram para ver tudo de uma vez como eu, mas digo, se você acompanha o universo Marvel, não pode deixar de assistir a série, que deu início a Fase Quatro da franquia. Quanto mais é explicado nos episódios, mais ficamos intrigados com tudo que é esclarecido, como tudo se encaixa e, ainda que tenha uma ótima conclusão, deixa várias questões que podem ser retomadas em outras séries ou mesmo nos próximos filmes da franquia.

Afinal, quem é a testemunha que levou o agente Woo a Westview? E o que aconteceu com Darcy? Como Wanda ficará depois dessa experiência de superação do luto? O que aconteceu com o Visão Branco?

E o que falar das interpretações? Simplesmente incrível! Elizabeth, Paul e todos os outros foram absolutamente incríveis e é totalmente crível que são os personagens mesmo ali de tanto que percebemos a doação de todos.











Elenco:
Elizabeth Olsen como Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate
Paul Bettany como Visão 
Kathryn Hahn como Agnes
Teyonah Parris como Monica Rambeau
Kat Dennings como Dra. Darcy Lewis
Randall Park como Jimmy Woo
Josh Stamberg como Tyler Hayward
Jett Klyne como Tommy Maximoff
Julian Hilliard como Billy Maximoff
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29 dezembro, 2020


[Seriando um Pouquinho] Bridgerton


Sinopse: Bridgerton apresenta o mundo sensual, luxuoso e competitivo da alta sociedade de Londres do século XIX. Na época, a família Bridgerton, composta por oito irmãos, se esforça para lidar com o mercado de casamentos, os bailes suntuosos de Mayfair e os palácios aristocráticos de Park Lane.
Quase todos os Bridgerton reunidos. Falta apenas Francesca.
Como uma boa amante de romances de época, não pude deixar de ficar empolgada quando soube que a série Os Bridgertons da Julia Quinn seria adaptada pela Netflix. Ela foi uma das primeiras séries do gênero que eu li, e sem dúvida foi uma das responsáveis por me levar a me apaixonar e pelo sucesso dos livros de romance de época no Brasil. 

Com o passar dos meses, fomos apresentados ao elenco, imagens das gravações foram divulgadas e polêmicas surgiram, principalmente com a escolha de atores negros, afinal, a sociedade aristocrática era absolutamente branca. 


Bridgerton chegou dia 25 de dezembro na Netflix e, pelo fato de hoje, quatro dias depois de estrear estar em primeiro lugar no Brasil, me dá a sensação de que, mesmo quem questionou a escolha do elenco, não deixou de conferir a produção. 

Com oito episódios - cada um com aproximadamente uma hora de duração -, a primeira temporada reflete o primeiro livro da série, O Duque e Eu, quando Daphne (Phoebe Dynevor), a primeira filha dos Bridgerton é apresentada a rainha Charlotte (Golda Rosheuvel), ingressando na sociedade e no mercado casamenteiro londrino. 

Lady Violet (Ruth Gemmell) e o visconde Edmund Bridgerton tiveram oito filhos e lhes deram nomes em ordem alfabética. Assim são: Anthony (Jonathan Bailey), Benedict (Luke Thompson), Colin (Luke Newton), Daphne, Eloise (Claudia Jessie), Francesca (Ruby Stokes), Gregory (Will Tilston) e Hyacinth (Florence Hunt). Quando Violet estava grávida de Hyacint, Edmund morreu, deixando o título e a responsabilidade da família para seu primogênito. Mas vemos que não é assim tão simples. 


Logo que ingressa na sociedade, Daphne cai nas graças da rainha, que a declara o diamante da temporada, porém, Anthony, em seu papel de irmão mais velho e responsável pela família, faz o favor de afastar boa parte dos pretendentes que aparecem, a deixando em uma situação muito complicada, pois, como ela diz, e nós sabemos, não é nada fácil ser mulher, e a vida dela sempre girou em torno de se casar e ter uma família e que não deveria esperar muito para alcançar esse objetivo. Ele, por outro lado, pode continuar com sua vida de solteiro por um bom tempo, afinal, se ele não tiver um herdeiro, tem três irmãos que poderão herdar o título, o que não deixaria sua família em uma situação difícil.

Ao mesmo tempo da "estreia" de Daphne, uma presença se torna notável em Londres, o novo duque de Hastings acabou de chegar para assumir o título após a morte do pai. Sendo um duque e jovem, Simon Basset (Regé-Jean Page) é o melhor partido da temporada, mesmo que deixe claro para todos que jamais se casará, e isso não é algo que diga há pouco tempo. 

Seus objetivos não poderiam ser mais diferentes, enquanto ele quer fugir das mães casamenteiras e suas armadilhas, Daphne precisa de muitos pretendentes para, dentre eles, encontrar o amor, para ter um casamento como o que os pais tiveram, um casamento com amor verdadeiro. 

Lady Danbury e Simon Basset, o duque de Hastings

Rainha Charlotte
Assim eles iniciam um plano audacioso, onde fingirão estar apaixonados para alcançar seus objetivos e é claro que é onde toda a confusão tem início, primeiro porque Simon é amigo de Anthony há muitos anos, assim, Anthony conhece muito bem a fama dele e sabe que não há interesse real de Simon se casar com Daphne. 

Em paralelo, surgiu um novo jornal de fofocas escrito por Lady Whistledown, que certamente é um pseudônimo, uma vez que em seu jornal ela dá nome a todos os personagens de suas notícias, diferente dos outros. Logo o jornal ganha notoriedade e toda a sociedade espera ansiosa por suas edições, onde não aparecer pode ser tão ruim quanto aparecer nele. 


Além da busca de Daphne por um casamento, a série trouxe um pouco sobre Anthony, Benedict, Colin e Eloise e também a família Featherington, que tem três filhas ingressando no mercado de casamentos ao mesmo tempo, onde a caçula, Penelope, é a melhor amiga de Eloise e, sinceramente, é a única da família que eu gosto. 

Bem, aqui preciso fazer uma pausa importante, pois é algo que eu realmente não gosto que ocorra em adaptações: Anthony não se parece com o Anthony dos livros. Na série ele é retratado como um homem não satisfeito com o título de visconde e parece sempre disposto a fugir de seus compromissos com a família. Sinto muito, mas se há algo de maravilhoso na família Bridgerton é em como eles se apoiam em suas diferenças. Eles têm divergências como toda família, mas jamais abandonariam uns aos outros, como fica claro pela atitude de Daphne em outra cena. Isso sim me deixou chateada. Quase parecia que ele havia perdido o pai há poucos dias e ainda estava se acostumando com a ideia, o que não é o fato, visto que Hycinth já tem pelo menos uns 8 anos nesta ocasião. 

Eloise Bridgerton e Penelope Featherington. Amizade verdadeira. 
Também senti que Violet e Lady Danbury não ficaram muito próximas dos personagens, visto que elas eram muito mais fortes em suas personalidades, principalmente Lady D, onde houve apenas uma cena que me lembrou a fuga dos garotos Bridgerton em relação à senhora. Além disso, outro ponto que me incomodou foi caracterização. Deixa eu explicar: O fato de Daphne e Penelope estarem quase sempre com o cabelo quase solto, quando sabemos que na época, as moças usavam os cabelos presos depois do debut. E também o fato dos homens estarem sempre de bota, quando, em caso de estarem apenas em ambientes internos, eles usavam as meias altas e sapatos. Melhor não falar da moça entretendo a rainha, se contorcendo e calçando um sapato de salto fino, não é mesmo? Afinal eles só foram criados no século seguinte ao que se passa a história. Um licença poética BEM grande. haha

Bem, em todo caso, eu gostei bastante da história, afinal é uma adaptação e quero crer que na próxima temporada - estou acreditando que haverá - será abordado o segundo livro da série, O Visconde Que Me Amava, livro no qual temos Anthony como protagonista e que haja aí uma aproximação do Anthony dos livros com o Anthony da série. 

Dá uma sacada neste olhar! Minha genteeeee
Simon é absolutamente incrível. O que é Regé-Jean Page como nosso amado duque? Genteee me apaixonei! Ele tem o porte, o olhar, tudo nele exala Simon. E Benedict? Sim, lindo como nos livros e fácil de se apaixonar. Colin, divertido como sempre, mas correu rápido demais para o casamento, fato que está muito longe da realidade, concordam?

Não dá para deixar de falar da trilha sonora, eu amei! As músicas instrumentais estão lindas e disponíveis no Spotify para quem quiser conferir.

Quem aí já conhecia os livros e já assistiu? O que achou?
E para quem não leu e assistiu, qual o veredito? 

Como eu disse, é uma adaptação e mesmo com as mudanças que ocorreram, foi maravilhoso ver na tela uma história que li há alguns anos. 
Para quem ainda não assistiu, vai lá na Netflix conferir, além de tudo, tem umas cenas picantes maravilhosas. hahaha



Elenco:
Phoebe Dynevor como Daphne Bridgerton
Regé-Jean Page como Simon Basset
Julie Andrews como Lady Whistledown
Ruth Gemmell como Lady Violet Bridgerton
Jonathan Bailey como Anthony Bridgerton
Luke Thompson como Benedict Brigerton
Golda Rosheuvel como Rainha Charlotte
Luke Newton como Colin Bridgerton
Adjoa Andoh como Lady Danbury
Ruby Barker como Marina Thompson
Claudia Jessie como Eloise Bridgerton
Polly Walker como Lady Portia Featherington 
Nicola Coughlan como Penelope Featherington 
Harriet Cains como Philippa Featherington 
Will Tilston como Gregory Bridgerton 
Ruby Stokes como Francesca Bridgerton 
Florence Hunt como Hyacinth Bridgerton
Ben Miller como Lorde Featherington
Freddie Stroma como Príncipe Friederich
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14 dezembro, 2020


[Filmes] Pode Guardar um Segredo?

Não sei vocês, mas eu estava ansiosa para a chegada da adaptação do livro O Segredo de Emma Corrigan aqui no Brasil. E desde o dia 03 de dezembro ele está disponível na Amazon Prime Video.

Soubemos que o lançamento dele seria no fim do ano passado, assim, sabendo que ele deveria chegar ao Brasil em 2020, essa foi a minha primeira leitura de 2020 a releitura de um livro que adoro. 

Sendo uma adaptação, algumas alterações já eram esperadas, começando pelo fato da história não se passar na Inglaterra - como todas as histórias da Sophie Kinsella - e sim nos Estados Unidos. Menos mal, afinal, se a história se passasse mesmo na Inglaterra precisariam ter escolhido atores britânicos. 

A essência do livro se mantém e a principal parte também: a fatídica cena do avião em turbulência onde Emma (Alexandra Daddario) conta todos os seus segredos ao passageiro que está sentado ao seu lado na viagem, e que ela não fazia ideia de que era o dono da empresa onde ela trabalha, Jack Harper (Tyler Hoechlin).

O filme segue com o receio de Emma de que seria demitida ao descobrir que seu chefe conhece todos os seus segredos - de segredos que envolvem o trabalho aos seus segredos mais íntimos. Além disso, tem a questão do seu relacionamento amoroso com Connor que não vai tão bem e a presença constante de Jack faz com que ela duvide ainda mais de tudo que sente. 

O filme alterou alguns personagens no trabalho de Emma que para mim não fizeram diferença no enredo e deixou de mostrar o relacionamento dela com a família, o que confesso que para mim foi bom, pois eram cenas que me angustiavam pela maneira como os pais de Emma a viam e como ela se enxergava diante dos pais, da prima e do cunhado. 

Não sei se foi intencional, mas percebi que as alterações dos personagens deu diversidade ao elenco: uma mulher negra como líder do departamento, o amigo confidente e as colegas de quarto, onde uma é asiática e a outra indiana (não lembro da descrição delas no livro). 

A essência do livro O Segredo de Emma Corrigan se mantém no filme e isso é o que eu espero quando vejo adaptações; não havendo mudanças drásticas, mudanças de características psicológicas dos personagens para mim, está valendo. Assim, se você gostou do livro, se joga; se ainda não leu, mas quer assistir um filme leve e divertido, se joga também

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02 outubro, 2020


[Filmes] Enola Holmes

Todo o mundo adora um bom mistério vitoriano, né? É o tipo de história que tem o potencial para cativar muita gente mas que pode parecer muito datada, por se passar numa sociedade muito diferente da nossa. Mas com um bom roteiro, uma trama passada no século XIX pode ser bem atual e relevante. E Enola Holmes é muito atual, ao mesmo tempo em que se mantém apropriada para a época.

Heleninha, me adota

Aqui a gente acompanha Enola Holmes, irmã mais nova de Sherlock e Mycroft, investigando o desaparecimento da mãe (Helena Bonham-Carter), quando se depara com outro mistério para resolver, ao mesmo tempo em que precisa fugir dos irmãos que querem que ela vá para uma escola extremamente rígida. Perseguições, lutas e muita investigação.


Entre a tirania de Mycroft (Sam Claflin) e a passividade de Sherlock (Henry Cavill), Enola precisa encontrar seu lugar dentro da família e em uma sociedade à beira da mudança.


É importante ter uma protagonista como Enola: uma adolescente interpretada por uma atriz também adolescente (não uma adulta, como em muitos filmes), que não só é habilidosa como tem momentos de vulnerabilidade. Uma personagem em quem uma geração inteira de meninas pode se inspirar. E Millie Bobby Brown é a atriz perfeita para a personagem: carismática (como o Henry Cavill não cansa de dizer em entrevistas), talentosa e cheia de vontade de fazer a diferença, ela também é produtora do filme. Millie transmite toda a energia da personagem, jovem e brilhante, e seu abandono nos momentos mais dramáticos. Provando mais uma vez que tem uma carreira brilhante pela frente (mas a gente já sabia disso desde Stranger Things, né?).


Helena Bonham-Carter está mais uma vez no papel de mulher incomum, que ela interpreta tão bem. Uma mãe fora dos padrões que só poderia ter criado filhos tão fora dos padrões como Sherlock e Enola. E eu nunca achei que o Sam Claflin (nosso crush Finnick de Jogos Vorazes) podia ser tão irritante, mas a versão dele do Mycroft dá nos nervos. E o Louis Partridge é um fofinho como Lorde Tewksbury.


Eu preciso de um parágrafo inteiro pra enaltecer o Henry Cavill como Sherlock Holmes. O detetive inteligentíssimo dessa vez se mostra mais interessado em pessoas, mais educado que outras versões (sim, Benedict, eu estou olhando para você). Esse Sherlock mais empático ajuda a consolidar a ideia de que só porque alguém é um gênio, não quer dizer que a pessoa precisa ser fria e mal educada. Claro que o cabelo cacheado e a roupa de época não atrapalham em nada e essa já é a minha segunda versão favorita do personagem (só perde para o Basil de O ratinho detetive).


pensa num crush (não me espanta a internet inteira estar caidinha por ele)

As cenas de ação são muito bem feitas e as lutas são bem coreografadas. É interessante também que tanta atenção tenha sido dada à continuidade. Quando os personagens lutam, suas roupas ficam sujas, os cabelos bagunçam, fica visível que eles foram afetados pela ação. Parece um detalhe besta mas muitos filmes esquecem disso e parecem mais inverossímeis.


Mas nem só de aventura vive o filme, também tem uma crítica social muito relevante na história. Em vez de simplesmente fingir que era tudo lindo e perfeito na Inglaterra vitoriana, o filme toca em tópicos sensíveis e importantíssimos como racismo e machismo. Tem uma cena maravilhosa em que uma personagem negra diz para Sherlock que ele não se interessa por política porque não tem interesse em mudar um sistema que o favorece.


Enola Holmes é um dos melhores filmes já lançados pela Netflix e pode inspirar uma geração inteira de meninas. Divertido, cheio de aventura e mistério e baseado numa série de livros, então eu espero que realmente tenha continuação.


Numa escala de uma a cinco mocinhas vitorianas nada indefesas, o quanto eu gostei do filme:


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