04 maio, 2019


[Cinema] Vingadores: Ultimato

“Parte da jornada é o fim.”
Tony Stark
Resultado de imagem para avengers endgame

Foram onze anos de preparação, desde o primeiro Homem de Ferro (2008), quando o público se acostumou a ver super heróis nos cinemas. Um projeto que sustentou um estúdio, uniu duas das maiores empresas de entretenimento do mundo e moldou o gosto do público (agora tá todo o mundo mal acostumado com as cenas pós-créditos). Depois de vinte e dois filmes, mais uma fase se encerra no Universo Cinemático da Marvel (MCU) e a gente se prepara pro fim de uma era. E pra chorar mais um pouquinho.

Ultimato começa pouco depois do fim de Guerra Infinita e mostra alguns dos heróis restantes tentando lidar com as consequências do estalo de Thanos. Como viver com o fato de que metade das pessoas que você ama não existem mais? Quando não existem corpos pra serem velados nem estrutura emocional pra lidar com tantas perdas de uma vez? Enquanto algumas pessoas tentam seguir em frente, outras são incapazes de se conformar e essa revolta vai dar origem ao plano pra confrontar Thanos de novo.

Resultado de imagem para avengers endgame
 “Algumas pessoas seguem em frente. Nós, não.” (Steve Rogers) 

[Tem pouca coisa que dá pra contar sobre o enredo sem cair na armadilha do spoiler e, lembrando da histeria coletiva que tomou conta das redes sociais nas últimas semanas (que envolveu desde gente publicando detalhes da trama até o filme ser vazado na internet), é importante lembrar o que é spoiler: detalhes do enredo que estragam a experiência de quem assiste. Material de divulgação e informação que tá no trailer não são spoilers.]

Como o capítulo de encerramento do “crossover mais ambicioso de todos os tempos”, Ultimato tem a responsabilidade de criar um bom conflito, encerrar os arcos de alguns personagens e estabelecer o futuro do MCU. Muita coisa pra um filme só. Com um conflito angustiante, o longa consegue cumprir todas as suas funções. Ele encerra os ciclos de alguns personagens de forma satisfatória, que faz sentido e tem um propósito dentro da trama (apesar de fazer a gente chorar). E quem fica no final é quem segue pra próxima fase, os personagens que vão representar o MCU daqui pra frente, o futuro dos filmes de super heróis.

Apesar das minhas expectativas de alguns personagens aparecerem mais no filme, o conjunto funciona muito bem como filme de ação. Com muitas cenas emocionantes e um encerramento lindíssimo. Possivelmente o melhor filme que poderia ter sido feito para terminar esta fase dos Vingadores e do MCU.

Numa escala de um a cinco Doutores Estranhos que viram o fim e não contaram  spoiler, o quanto eu gostei do filme:

Imagem relacionadaImagem relacionadaImagem relacionadaImagem relacionadaImagem relacionada
Comentários
1
Compartilhe

19 julho, 2017


[Cinema] Homem-Aranha: De Volta ao Lar


Eu fui uma das primeiras pessoas a torcer o nariz pra nova adaptação do Homem-Aranha. E fui uma das primeiras a morder a língua também.
minha cara quando anunciaram outro filme do Homem-Aranha
Depois de assistir De Volta ao Lar, eu fiquei até com pena do Andrew Garfield. Ele é o Homem-Aranha que ninguém quis, pediu ou gostou e tem os piores filmes com os piores vilões. Tadinho. E esse filme só faz com que ele seja mais desnecessário ainda.

Mas depois de errar a mão em três filmes (Homem-Aranha 3, O Espetacular Homem-Aranha e O Espetacular Homem-Aranha 2), a Sony acertou em cheio com um filme bem diferente do esperado. Aqui a história não perde tempo contando a origem do personagem (que, convenhamos, todo o mundo já conhece) ou dando muita explicação sobre seus poderes. O foco é em como a Guerra Civil afetou Peter Parker e como é ser um super herói adolescente.
seu amigão da vizinhança
De Volta ao Lar não é uma história de origem. A gente não vai ver o tio Ben morrer outra vez (que nem os pais do Batman em todo santo filme) e, por mais que a gente saiba que “com grandes poderes vem grandes responsabilidades”, ele não fica assombrando o Peter através de flashbacks. Os diálogos tem algumas referências bem pequenas ao que aconteceu. Não repetir essa história foi uma decisão sábia, que torna este filme uma continuação de Guerra Civil e não um reboot da franquia do Homem-Aranha (até porque ninguém aguenta mais reboots do Homem-Aranha, né?).

Outro acerto do filme foi escalar atores diversos para os papéis secundários. Apesar da escalação do Michael Keaton ser um easter egg maravilhoso, o triunfo aqui está nos adolescentes. O colégio em que Peter estuda parece ser de fato uma escola comum no Queens, repleta de alunos comuns. Ao invés das caras padronizadas tão comuns em seriados e filmes de high school, vemos personagens de etnias e tipos físicos diferentes, representando bem a diversidade de uma cidade como Nova Iorque.
olha a referência passando na sua timeline
A única falha foi justamente na caracterização da tia May. A tia sempre foi um Benjamin Button dos quadrinhos: já nasceu velha, de cabelo branco e fala calma, a personificação da velhinha fofa; e, apesar disso, vem sendo interpretada por atrizes cada vez mais jovens no cinema. Mas esse rejuvenescimento físico não veio acompanhado de uma mudança na personagem. Eu entenderia se ela fosse mais jovem porque é mais ativa, como na cena deletada que a Marisa Tomei explicou. Mas isso não acontece. Ela só é mais jovem porque é a tia “gostosa” que recebe cantada do garçom.

Mas nem todas as mudanças são negativas. Saem Mary Jane e Gwen Stacy (cuja única finalidade é ser jogada na geladeira) e entram Liz e Michelle, duas garotas com personalidades mais elaboradas. Michelle é maravilhosa, com seu ar blasé, um monte de sarcasmo e cara de quem acordou e saiu. Apesar da Liz ser muito legal, é bom ver uma personagem feminina menos enfeitada e com mais cara de adolescente comum. Mas, com tantas personagens ótimas e tanto potencial, vocês não conseguiram fazer o filme passar no teste de Bechdel? Sério??
(E o Ned é exatamente como eu seria se meu melhor amigo fosse um super herói
O Abutre foi uma surpresa excelente. Um vilão que pouca gente conhece, que é uma ameaça para a sociedade mas não uma ameaça tão grande que exija a presença dos Vingadores. O que ele faz é errado e ele sabe disso, mas suas justificativas são compreensíveis. Eu quero muito vem como o negócio dele vai repercutir no Universo Cinemático.

Minha parte favorita do filme é que essa história não é um prelúdio para os outros filmes da Marvel, mas uma história particular de um dos heróis mais queridos dos quadrinhos. Peter sempre foi um dos personagens mais carismáticos e um herói com quem as pessoas se identificavam. E Tom Holland surpreende como a melhor versão do personagem até agora. Ele realmente parece um adolescente otimista e sua atuação no filme é fantástica (eu quase chorei na cena dos escombros).

Como é de praxe, algumas cenas de ação tem muitos cortes e acabam ficando um pouco confusas. Mas os efeitos visuais e a trilha sonora são sensacionais. De Volta ao Lar é uma excelente história sobre um adolescente que, por acaso, é um super herói.

Numa escala de um a cinco aracnídeos famosos, o quanto eu gostei do filme:


                                         Laracna. Aragogue, Escorpião Rei, Anansi e Lolth

P.S.: O filme tem duas cenas pós-créditos
Comentários
7
Compartilhe
 
imagem-logo
De Tudo um Pouquinho - Copyright © 2016 - Todos os direitos reservados.
Layout e Programação HR Criações