21 maio, 2019


[Conhecendo o Autor] Laís Rodrigues


Olá, queridos leitores do fofíssimo blog "De Tudo um Pouquinho"!
Meu nome é Laís Rodrigues e sou fã da minha querida conterrânea Layane que, apesar da minha falta de resposta durante meses, foi perseverante e não desistiu de mim! Obrigada demais pelo convite, Lay!


Sou leitora voraz desde criancinha e uma autora que jamais tinha pensado em escrever até começar a rascunhar as primeiras páginas de um romance. Meus livros publicados, Primeiras Impressões e Do Outro Lado do Oceano, são releituras dos clássicos Orgulho & Preconceito e Northanger Abbey, da minha autora favorita, Jane Austen.

A lógica da escrita é muito parecida com aquela da leitura. Assim como quando lemos, nós escrevemos porque amamos. Quem tem aquela relação de amor platônico com um livro sabe do que eu estou falando.

Sofremos junto com os personagens, ficamos com ódio dos vilões, nos apaixonamos pelos mocinhos, torcemos pela heroína. Cada um interpreta a história que lê de forma particular, cada personagem nos toca individualmente, de um jeito diferente. E é a mesma coisa quando escrevemos.


Cada vez que crio um personagem, uma história, uma cena, algo dentro de mim muda. Eu crio romances que me tocam, personagens que eu amo ou detesto, e cenas que me fazem gargalhar ou sofrer.

Acho que essa é uma das grandes mágicas de escrever: não é só criar, é também ser tocado por aquilo que você criou, se deixar guiar pelos personagens que você imaginou, ser tomado por emoções da história que saiu da sua cabeça.

Quem quiser conhecer meus livros, é só visitar o site da minha editora, a Pedrazul. Seguem os links:  Primeiras Impressões e Do Outro Lado do Oceano (por enquanto, apenas o e-book está disponível, porque a versão impressa está esgotada)

E, quem quiser me mandar mensagem, é só escrever pelo Insta: @laisrodriguesauthor. Adoro falar de livros, séries e outras nerdices 😊

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ 

Curtiram conhecer um pouco a Laís? Pois é, eu já li Primeiras Impressões e já garanti meu Do Outro Lado do Oceano e em breve teremos resenha aqui também.


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20 abril, 2019


[Conhecendo o Autor] Lucy Berhends


Oi, meus amores!!! Sou a baiana Lucy Berhends, autora de romances voltados ao público adulto, dentre eles Um CEO para chamar de meu, Apollo: Quando o amor está em jogo e Apollo: Quando o amor vence o jogo (série Jogadores de futebol), todos publicados pela Qualis Editora. Também sou autora de Eros: Quando a paixão entra em campo e Nicholas: Quando a atração muda as regras do jogo, ambos disponíveis em e-book na Amazon e com previsão de serem publicados pela Qualis nas próximas Bienais.

Minha caminhada - sem volta - neste mundo literário começou pela compulsão de ler incansavelmente e me questionar como seria colocar no papel as tantas ideias de enredo que eu tinha para os personagens enquanto fazia cada uma das minhas leituras. Por que não criar os meus próprios personagens? Por que não dar vida a eles?

Pensando nisso, comecei a rabiscar as primeiras linhas de um livro com o título Destinada a você: O acordo, que se tornou o primeiro de uma série composta por 4 livros (série Destinados), disponível apenas em e-book na Amazon – todas as tiragens de livro físico da série se esgotaram.

Postei esse primeiro livro no Wattpad, a princípio, em seguida na Amazon e, sem criar grandes expectativas, comecei a receber respostas positivas, críticas e todo tipo de interação que contribuiu para amadurecer o meu processo de escrita. A partir daí ninguém me seguraria (haha).

Ao escrever Um CEO para chamar de meu, que ficou 9 dias como o e-book mais vendido da Amazon e teve quase 1 milhão de leituras no Wattpad em menos de 1 mês, ganhei mais notoriedade e a oportunidade de publicá-lo em formato físico pela Qualis Editora. A sensação é de paraíso, gente! É realmente a materialização de um sonho.

Sigo por este percurso literário há 4 anos, com mais alguns livros publicados como um conto no livro Divas (meu primeiro chick-lit), também publicado pela Qualis, e no livro Por toda a minha vida – lindíssimoooo! Segura o lencinho -, escritos por Danilo Barbosa, Janaina Rico, L.M. Gomes e por essa pessoa que vos fala (risos), publicado pela Editora Rico.

Atualmente publiquei em e-book o primeiro livro da duologia Desejo Incontrolável e estou escrevendo o segundo, Paixão Incontrolável, os quais contam a belíssima – e quente - história de Rocco e Júlia.

As dicas que dou para quem está iniciando é que estude bastante: tudo o que envolve a sua história, estude a Língua Portuguesa, a ambientação, e cresça sempre com as críticas e elogios que certamente virão.

Sucesso para todos nós e gratidão ao blog De Tudo um Pouquinho pela oportunidade de falar um pouco sobre mim e meus livros.
  
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ 

Curtiram conhecer um pouco a Lucy? Pois é, eu já garanti meus livros do Apollo e pretendo ler em breve. Aliás, tenho que dizer que conheci a Lucy em São Paulo, em 2016 e pensem na surpresa quando descobri que ela era minha vizinha? Sim, morávamos no mesmo bairro, malhávamos na mesma academia e nunca tínhamos nos visto.😱 Agora é bem comum nos encontrarmos. 😂😂😂


 

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15 agosto, 2018


[Conhecendo o Autor] Chirlei Wandekoken


Olá, leitores! Querem saber um pouco sobre mim e meus livros? Acho que eu já nasci escrevendo. Não me recordo de nenhum dia em que uma boa história não tenha passado por minha fértil imaginação rs. Mas tudo começou porque minha mãe me apresentou aos livros. Creio que ela lia para mim quando eu ainda estava em seu ventre. Na verdade, sou a irmã do meio de cinco e, enquanto minha mãe me aguardava, ela lia para as duas mais velhas. Bem, foi isso que ela me contou. O resultado, desde muito pequenina eu já amava os livros e sempre inventava histórias. Morávamos num sitio e eu escrevia as peças de teatro e colocava todas as minhas irmãs para representá-las para um “grande” público: nossa mãe, nossa avó paterna e alguma visita que acabava participando do “espetáculo”.

Quando adolescente, fui apresentada à obra A Moreninha, de Joaquim José de Macedo. Apaixonei-me pelo herói e decidi que seria médica. Fiz cursinho pré-vestibular e por dois ou três anos prestei exame para duas faculdades de Medicina do ES (na época só existiam duas). Não passei e fiquei muito triste. Mas não sabia eu que a Providência conhecia meu destino.

O jornalismo veio depois. Uma carreira como assessora de imprensa e mais tarde como editora. Sempre tive veia empreendedora. Desde pequena eu a possuía, quando catava o resto dos cafés que os empregados de meu pai deixavam para trás nos cafezais e os vendia, às vezes para meu próprio pai kkk e tio. Essa inquietude continuou, montei algumas empresas ao longo da minha vida e acabei formando uma editora. Eu já escrevia e até já tinha sido publicada por uma pequena editora (não paguei um centavo). Mas como não fiquei satisfeita com o tratamento dado ao meu primeiro livro, decidi que eu mesma faria isso.

A Pedrazul (não dá para desassociar a minha carreira da editora), nasceu de um desejo intenso de ler os clássicos ingleses, por quem eu sou completamente apaixonada). Eu até tentava lê-los em inglês, mas não rolava. Com a Pedrazul, foi inevitável eu não publicar os meus próprios livros.

Escrever para mim é uma necessidade quase visceral. As histórias nascem prontas em minha mente. É como se os personagens quisessem ganhar vida através de mim. É uma coisa muito louca. Lembro-me, especialmente de um livro, Força & Ternura. Eu sonhava com a história e enquanto eu não sentei e a coloquei no papel não tive paz.

Mas é uma inquietação gostosa. Meus personagens são tão reais para mim quanto os integrantes de minha família. Tenho o estranho hábito de conversar com eles, muitas vezes numa mesa redonda rs. Sim, sou meio louca. Coloco um objeto à minha frente, algo que remeta a cada um deles, e os conto sobre meus projetos, problemas, e peço suas opiniões. É incrível como isso dá certo! Tente você mesma com pessoas, reais ou não, e verá que é muito mais vantajoso do que sair por aí publicando suas dores nas redes sociais, onde só terá pena e críticas.

Qual livro dos meus 12 que eu mais amo? Ah, esqueci de dizer que escrevo numa velocidade incrível. Isso o jornalismo me deu. Quando escrevemos, o nosso inconsciente entra em ação. Às vezes me assusto com alguma coisa que eu escrevi, pode ser um vocabulário que não uso no meu cotidiano, ou mesmo uma frase bastante profunda. Mas o conhecimento veio da leitura, de uma vida engajada com livros, com a psicologia (teve uma época que me voltei para essa área para compreender a mim e as pessoas). Bem, tenho muito amor pelo meu primeiro livro: O Vento de Piedade. Reli-o recentemente para uma segunda edição e chorei de soluçar. Meu marido chegou no sítio (vou para um sítio nas montanhas para escrever) e se deparou comigo de olhos inchados rs. Esse livro é muito emocionante. Também amo Por Trás da Escuridão, pois achei a minha sacada incrível (hehehe) em retratar um lugar que eu estive e me apaixonei, cheio de casarões imperiais, com uma mulher cega e amarga, um amor impossível, essas coisas. Amo amores impossíveis. Esse mote é recorrente em meus livros, pois sou movida a desafios e amores fáceis, facilmente vão embora. Os difíceis, perduram por uma vida!

Também amo Força & Ternura, A Estrangeira e Paixão de Recomeço. Este último foi o livro que eu mais me desgastei para escrever. Embora A Estrangeira tenha sido o que mais me demandou pesquisa, em Paixão de Recomeço eu tive que construir um amor onde não havia nada, sequer uma semente de paixão, e ser crível.

Finalizando: quem sou eu? Estou em cada página de meus livros, pois cada personagem tem um pouquinho de mim: a obstinação de Leonora, a inquietação de Ana Solevade, a coragem de Corina, a paixão de Eliza, a ternura de Rose... Na escrita tiramos a essência e o conhecimento de nós mesmos. Também há animais em quase todos os meus escritos e todos eles existiram, ou existem. É um registro eterno de uma doce criatura que passou por minha vida. Também amo o nome Eduardo. Mas antes que me perguntem, nunca amei nenhum Eduardo, nem levei toco de um. Apenas amo o nome.
  
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Curtiram conhecer um pouco a Chirlei? Pois é, assim que Elimar me falou dela fiquei empolgadíssima para conhecê-la e ler seus livros.



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03 abril, 2018


[Conhecendo o Autor] Chiara Ciodarot


Não me recordo quando foi que quis ser escritora, porém existem provas: os livros da biblioteca da minha mãe. Eu os rabiscava e dizia que eu os havia escrito – nesta época, eu não sabia nem ler e nem escrever. Alguns anos depois, eu ganhava concursos de frases na escola – as frases mais bem elaboradas eram premiadas com bombons. Ainda, dentro desse universo infantil, ia para a casa das minhas primas brincar e só queria saber de ficar lendo os livros delas, pois eram bem mais divertidos e bonitos do que os que eu havia herdado de um primo mais velho – sim, naquela época, herdávamos livros, pois eram caros.

Foi um pulo para começar a escrever peças de teatro na escola, quando a turma de atores mirins reclamava faltar texto – era uma escola pequena, cuja biblioteca era bem simples e a Internet, na época, era discada e cobrada na conta de telefone. Mudei de escola e conheci a poesia. Daí em diante, cercava-me de professores de Português, Literatura, escrevi o meu primeiro romance – um suspense intitulado Amor Perigoso. Escrevia poemas, contos, peças, fanfics. Tudo ao meu redor era inspirador e, para não perder estas informações, comecei a anotá-las em cadernos a serem consultados.

Minha primeira publicação veio através de uma professora de Português, que era filha de editor. Ela dizia ver em mim uma escritora – mesmo que tirasse nota baixa em sua matéria e fizesse interpretações de texto mirabolantes que a preocupavam. Foi ela quem me mostrou um recorte de jornal em que anunciavam um prêmio literário para autores iniciantes. Inscrevi o conto João e o Pé de Jamelão e, em 2000, tive a minha primeira publicação na antologia Escritores do Brasil 2000, da editora Litteris. Com aquele livro em mãos, decidi: ia ser escritora.

Mas, como toda profissão, me frustrei ao saber que eu não era nenhum gênio e que teria que ralar muito para chegar onde eu queria. Como em 2001 não havia cursos de Escrita Criativa, passei para o vestibular de Jornalismo. Aprendi muito mas, faltando dois semestres para concluir o curso, larguei e fui para Letras. Sentia a necessidade da ficção, de discutir personagens, temas, debater a construção narrativa. Eu tinha saudade das aulas de Literatura. Daí em diante, foi Mestrado e Doutorado em Literatura, publicações em antologias, jornais literários. Contudo, o meu livro ainda não havia saído. Eu não me sentia escritora sem ter um livro só meu.

Um dia, já com 20 anos, fui apresentada a um editor. Ele falava maravilhas do livro que tinha escrito, que eu era isso, que eu era aquilo, e, no final, me apresentou um valor para que publicasse com ele. Era uma pequena fortuna e isso me arrasou. Disse que não poderia, pois não tinha dinheiro, e que, se ele tinha achado tão bom o meu livro, ele é quem deveria investir. O homem não reagiu bem. Alegou que eu nunca seria publicada, que eu nunca seria uma escritora.

Comecei a escrever compulsivamente. Foi quando conheci o Marcio Vassallo, escritor já consagrado. Ele leu o meu manuscrito e fez as devidas críticas. Por fim, antes de irmos, minha mãe fez a pergunta: “Mas ela tem talento?” “Sim, sua filha é uma escritora.”, havia sido a sua resposta.

Manuscritos - primeiros romances
Que difícil! Publicar, para mim, parecia impossível. Achava que poderia ser a minha falta de talento – demorei a acreditar que tinha algum. Eu não entendia o mercado, eu não entendia as editoras. Na minha cabeça era matemática simples: você escreve um livro legal, a editora gosta e publicam. Simples! Não, nem um pouco simples, como vim a saber mais tarde. Por sorte, tinha professores na faculdade que iam me estimulando, apontando erros, me dizendo no que precisava melhorar e eu ia atrás do meu aprimoramento. Sempre muito focada na escrita, fui aprendendo aos trancos e barrancos como funcionava o mercado, errando e acertando, dando um passo de cada vez até que resolvi chutar o balde: vou pagar uma publicação. Tomei esta decisão após um longo aprendizado que durou 3 anos e me fez passar por algumas recusas fundamentais.

Meu romance Noites Pretas e Brancas havia sido finalista do Prêmio SESC de Literatura, em 2011, e eu tinha certeza que era livro para uma grande editora. Um amigo levou o livro para uma amiga editora. De vez em quando eu conversava com ela, que me dizia que eu tinha pareceres a meu favor e que tinha gostado do livro, mas que, como eu era desconhecida, a chance de ser publicada por uma grande editora era quase impossível. Aguardei um longo ano, até que soube que a editora foi embora e o editor que ficou em seu lugar recusou o meu livro. Fiquei arrasada, chorei muito, mas não deixei que isso me parasse. Eu iria adiante. De novo. Tentei outros caminhos, novos percursos, e todos davam no mesmo lugar: recusas, e-mails nunca respondidos. Resolvi, então, pagar pela minha publicação. Peguei o meu finalista do SESC e mandei para uma editora portuguesa que, em uma semana, me passou os valores. Essa publicação ia ter que ser na marra.

Publiquei e o livro ficou lindo, mas precisava de uma ajuda, alguém que fizesse o marketing – não consigo vender nem picolé na praia. Conheci a Giovanna Zago, que me ajudou e quis publicar, pela sua editora, outro livro meu: Teatro de Vampiro. Assim, saiu o meu segundo romance, e no mesmo ano! Com dois livros publicados na mão, faltava uma coisa: público. Quem iria querer me ler? Pouco depois, num evento de romances de época conheci a Elimar Souza. Ela me deu várias dicas e me apresentou a pessoas que foram fundamentais para o meu aprendizado e as coisas foram se dando até chegarem na Coleção O Clube dos Devassos e em A Baronesa Descalça.

A autopublicação tornou-se muito importante, pois ela me permitiu conhecer os leitores, saber o que querem, saber se posso oferecer o desejado, saber quem eu sou como escritora. Possa afirmar que este aprendizado junto aos leitores foi um dos mais importantes nesses mais de 20 anos de tentativas. 

Ainda não cheguei onde quero – e posso – chegar, mas continuo trilhando o meu caminho, com o apoio dos que sempre apareceram no meu caminho: familiares, amigos, profissionais e leitores. E dar uma dica para quem quer escrever: tenha certeza de ser o que você quer, pois vai penar muito, levar muita porta na cara, muito “não”, muita crítica, mas não vai poder desistir, pois tudo depende apenas de você, da sua paciência, da sua perseverança e, claro, da sua criatividade. A minha trajetória pode não ser a ideal – certamente não é, pois tem mais erros do que acertos – mas pode ser um aprendizado para você que quer ser escritor. Espero que os meus erros sejam os seus acertos, e que você alcance o seu sucesso como eu sei que alcançarei o meu.

Me encontre: FacebookSiteAmazon

  
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Curtiram conhecer um pouco a Chiara? Pois é, assim que Elimar me falou que tinha uma autora nacional que tinha escrito um romance de época que eu certamente gostaria, não perdi a oportunidade, kkkk


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16 dezembro, 2017


[Conhecendo o Autor] A. J. Ventura


Escrever sobre mim como pessoa é difícil. Escrever sobre mim como escritora, é bem mais. Estou atendendo ao pedido carinhoso da Layane para me apresentar por aqui, mas tenho um pouco de medo de falhar na tarefa. Assim como fazer uma sinopse, falar sobre mim me deixa aflita, mas vou tentar. 


Sempre li muito e desde muito cedo. Como o acesso aos livros era restrito, lia e relia os mesmos livros várias vezes, mas nunca deixei de ler. Já na adolescência, fui apresentada aos romances de banca pela minha irmã. Aí minha vida mudou. Foram anos desse tipo de leitura até que outros interesses me afastassem dos romances.

Por causa da faculdade e pela dificuldade de encontrar romances de banca que me prendessem, passei para biografias, suspenses e mistérios. Li muita coisa de Agatha Christie, Sydney Sheldon, Tom Clancy e John Grisham. Troquei de faculdade e vieram os clássicos brasileiros, americanos e ingleses e muito tempo até que eu voltasse a ler por prazer.

A compra de um tablet anos depois me trouxe de volta aos livros por diversão e os romances foram os primeiros livros que baixei. Voltei a ler vorazmente e como não tinha kindle, nesse período li só autoras internacionais. Sandra Marton, Mara Jacobs, Evelyn Adams, Melanie Shawn, R.L. Mathewson e Amy Adams foram as principais. O que essas autoras têm em comum? Escrevem livros leves com final feliz. Meu tipo de livro favorito. Não é maneira de falar. Leio para me divertir e gosto de coisas que façam com que me sinta bem ao final. Nem me venha com livors que façam chorar. Só leio se não fizer ideia do que se trata e mesmo que goste muito, não lerei novamente. Podem me julgar.

Quando finalmente baixei o aplicativo do kindle, vi a quantidade de autoras nacionais e percebi que podia ser um caminho pra mim, que tinha escrito muitas coias desde a adolescência, mas achava que publicar um livro era um sonho distante. Levou algum tempo e muita coragem para que eu decidisse que tinha uma história para contar e sabia como fazê-lo. “Maior que Tudo” surgiu para mim quase completo e todo o processo de colocá-lo no papel, criar uma capa, revisar e publicar na Amazon, levou dois meses e meio. Tenho certeza de que isso nunca acontecerá novamente. Foi o meio que o universo encontrou de me convencer de que era fácil. Eu acreditei.

O livro conta a história de Anna, uma brasileira que mora e trabalha em NY como professora de Português para estrangeiros. Ela conhece Joel, um advogado misterioso que propõe um relacionamento sem compromisso. Inexperiente e ingênua, Anna aceita, achando que pode sair desse relacionamento sem se machucar, mas é claro que está enganada. Acima do peso, Anna é uma pessoa incrível e minha intenção ao retratá-la assim, foi a de dar representatividade a uma parcela enorme do meu público que não se vê representada pelas mocinhas com corpo de modelo que povoam os Romances. Anna é uma pessoa real, que tem dúvidas, inseguranças e problemas como qualquer uma de nós.

Mais de oito meses se passaram até que a sequência “Mais forte que tudo” ficasse pronto. Bem mais profissional, contratei uma beta e revisora que me mostrou que não adianta ter uma história pra contar e saber como. Você precisa de feedback e em algum momento pode ser necessário mudar sua história. Às vezes só um pouquinho. Às vezes muito.

Em “Mais forte que tudo”, acompanhamos a história de Pat, a melhor amiga de Anna e oposta a ela em tudo. Determinada, segura e por vezes, arrogante, Pat é uma feminista convicta de que não precisa de um homem ao seu lado para ser feliz, até que encontra Jeff, disposto a provar a ela que pode não ser o que ela quer, mas é o que ela precisa.

Enfim, mais profissional e mais confiante, decidi deixar a série de lado por um tempo e me dedicar a algo diferente. Foi assim que surgiu “A Lista de Sam”. Um Stand Alone sensual, mas com protagonistas mais jovens, ainda na faculdade e moradores do alojamento da UFRJ, onde eu tive o prazer de morar.

“A Lista de Sam” é um romance leve, mas bem sensual. Isso porque a lista, criada pelas amigas de Sam como brincadeira, contém itens que elas consideram imprescindíveis que a amiga experimente antes do fim da faculdade. Todos eles relacionados a sexo. Recém-saída de um relacionamento, Sam leva a lista na brincadeira, até que o irmão de uma das amigas acha a lista e diz a ela que está disposto a marcar os itens com ela.

Depois de concluída a “lista”, foi a hora de voltar para Nova York, ou melhor, para a série In Love in NY e “Melhor que Tudo” saiu mais de um ano depois. Não foi só o mais demorado. É o mais longo e mais difícil livro que escrevi. Mas tecnicamente, posso dizer que se trata do melhor. E isso não foi um trocadilho com o nome do livro.

Dani foi aluna de Pat e Anna no curso e se aproximou das duas por acaso. Agora ela se tornou funcionária delas e está focada em estabelecer um curso de Inglês gratuito para imigrantes com dificuldades com o idioma. Seu vizinho, o arquiteto Ed é irmão de Joel e ainda leva a vida que o irmão deixou para trás. Sem interesse em compromisso, se envolve com várias mulheres sem se apegar a nenhuma. Com a convivência com Dani, eles ficam amigos. Ela sabe que não podem ser mais que isso porque seu objetivo é se casar e ter uma família, coisas que Ed não está disposto a ter. Como sempre, o destino tem outros planos.

Sobre a publicação, demorou um pouco e foi feito de forma independente o que, embora seja mais trabalhoso em todos os sentidos, dá uma satisfação incrível. Às vezes é estranho folhear o livro e pensar que todas aquelas palavras fui eu que escrevi, mas ao mesmo tempo é uma sensação de realização surreal. Sei que emocionalmente não é a mesma coisa, mas no meu caso, sei que é o mais próximo que chegarei de ter um filho, então fico satisfeita com meus filhos literários, que só me dão alegrias.

Minha relação com os leitores é tão próxima quanto eles querem. Sempre respondo emails e mensagens. Adoro ler feedback dos meus livros. De verdade. Mesmo nos casos em que a pessoa não gostou tanto assim (Infelizmente acontece), eu gosto de ouvir as críticas. Sou pouco ativa nas redes sociais e isso é algo que pretendo mudar, mas me emociona de verdade o contato com quem leu minhas obras. Se eu puder dar um conselho nessa vida aos leitores em geral é esse: Se gostou de um livro, tente falar com o autor, às vezes tudo que se precisa é de um incentivo e o que vem do leitor em forma de reconhecimento é o melhor e mais efetivo deles.

Nesse momento, trabalho num projeto completamente novo que tem previsão de ser lançado em 2018, além de trabalhar no último livro da série. Estou ansiosa para poder apresentar as novidades a todos e espero que estejam ansiosos também!

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ 

Curtiram conhecer um pouco a Anna? Pois é, assim que Elimar me falou que tinha uma autora nacional que escrevia chick-lit fiquei doida para conhecer e saber como seria a história que ela tinha escrito e eu adorei, kkk


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06 novembro, 2017


[Conhecendo o Autor] Clara de Assis


Layane, que delícia ter recebido o convite para participar da coluna em seu blog! É um prazer enorme poder contar um pouquinho da minha história para os seus leitores, muito obrigada!

Como muitos já perceberam, denunciada pelo sotaque chiado, nasci no Rio de Janeiro, em uma família que sempre amou os livros, reuniões familiares semanais, risadas escandalosas e música ao vivo. Uma combinação um tanto inusitada, mas de fato isso funcionou para a formação da minha identidade como autora e leitora. E funcionou tão bem que aos cinco anos eu já tinha lido Senhora, de José de Alencar — e não devo ter entendido muita coisa, pois tornei a ler umas oito vezes ao longo da vida, mas okay, das últimas vezes foi mais por estar apaixonada por Fernando. — Florian, Encantado, e aquele esquisito da Ariel, nunca tiveram a menor graça para mim. Eu acho fofo quem curte príncipes e tal, mas depois de passar pelo canalha do Fernando, nada mais nesse mundo importa. Ele me estragou para todos os outros homens, literários, claro. E acho que nasceu daí minha predileção por mocinhas determinadas e pela redenção dos cretinos.

Sempre escrevi textos pequenos, geralmente a partir da observação da minha família, que são todos loucos. Aos dez anos eu resolvi que preencheria um caderno enorme com um livro de época, e assim o fiz, escrevi meu primeiro livro aos dez anos e espero nunca, jamais mostrar aquilo para ninguém! 

Poderia dizer que não sabia o que estava fazendo ao me aventurar nas páginas em branco, felizmente isso seria uma mentira, sempre estive cercada por livros, pesquisas, textos, minha família adora escrever, acho que puxei isso deles. A parte não tão feliz, pelo menos para eles, é que nada do que eu escrevia, prestava — para eles, o sentido de prestar e não prestar, tem a ver com uma única palavra: edificante. Nossa, eu ouvi tanto essa palavra enquanto criança que ela grudou na minha mente... Será por isso que eu estudei Edificações? Agora fiquei com isso na cabeça. — Embora meus familiares não achassem a menor graça nas minhas crônicas e séries cheias de reviravoltas e diálogos cotidianos, meus amigos sempre deram muitas risadas e demonstravam interesse pelo que eu levava para o colégio, encadernado depois de ter datilografado na minha amada máquina de escrever. Saudades, máquina.

Meus pais insistiram para que eu focasse em algo mais “aceitável de se escrever”, como o romance policial. Eu li um monte deles, eu os amo também. E li muitos livros de guerra e holocausto. A sensação ruim e sufocante que ficava no peito não me fazia bem. Sou uma garota que gosta dos momentos felizes. E eu acho que se você abandonar o bom humor, você se torna uma pessoa chata; insípida, na melhor das hipóteses; e amarga, na pior delas.

Enquanto eu crescia, segui minhas formações, voltada para a área de exatas. Isso não tem lá muita importância, na verdade. O que importou, realmente, foi contar para todos que eu iria publicar um livro de comédia romântica. Pensaram que eu estivesse brincando, ainda mais quando quiseram saber por qual editora e eu respondi que seria independente. Foi muito importante, nesse momento, contar com o apoio do meu marido, que atestou minha sanidade. Ah, e dos meus filhos também, que ficaram quietinhos para a mamãe trabalhar e compreenderam que eu ia demorar a me juntar a eles no jogo de bola.

Pois é, Aluga-se um Noivo foi o primeiro livro que publiquei, independente, em e-book e físico, em 2014. Desde então, a vida me fez concentrar em outras prioridades. Eu não estava buscando um lar para o Théo, e honestamente havia declinado de alguns convites, pois eu sei que é uma profissão que exige muito, ser escritor é se doar quase que 100% e o seu tempo não é mais seu, nem seus pensamentos, nada.

Aluga-se um Noivo tem toda uma história por trás da história. Uma leitora, enquanto eu publicava o livro em uma plataforma, o Nyah! resolveu “me ajudar” a escrever o final, porque segundo ela, eu estava demorando demais para postar, a pessoinha então criou um arquivo digital com um final dela (isso, você não leu errado, ela escreveu por mim) e estava tão satisfeita com o que tinha feito que resolveu também dizer que era eu (novamente, você não leu errado, ela se passava por mim) e saiu por aí distribuindo pdf falsificado, eu nem sei que nomenclatura eu dou a isso, nem em quantos artigos penais ela incidiu. Obviamente que isso não deu certo, para ela, é claro. Afinal, eu havia registrado o livro original e tudo mais...

Tudo isso me obrigou a me posicionar e eu escolhi ser autora. É o que eu amo fazer, sempre amei.

Uma coisa muito boa que aconteceu depois de toda essa loucura, foi a nova casa que o Théo, Deby e Carol, receberam, que é a Editora Charme. É a melhor casa que o Noivo poderia ter. Estou muito feliz por poder fazer parte dessa família. Aluga-se um Noivo faz parte de uma trilogia sobre os Di Piazzi, é o primeiro livro da série, seguido pelo Enzo e o Pietro. O lançamento de Aluga-se um Noivo, pela Editora Charme, na Bienal, foi um divisor de águas, foi um momento muito especial. Algumas pessoas perguntam se o livro mudou muito desde a publicação independente, o enredo é o mesmo — não matei ninguém novo... brincadeira —, mas o livro recebeu uma nova revisão e algumas alterações foram feitas, sim.

Durante esse tempo, já escrevi “Dragão de Jade”, “Esfinge” e estou tentando terminar “Quimera”, são thrillers de espionagem, da série Dragão de Jade, e estão na Amazon, assim como o romance com fantasia “Faz Amor Comigo?”. Recentemente publiquei, também pela Amazon, a comédia romântica “Tal Mãe. Tal Filha” e tenho recebido um feedback incrível dessas obras!

Eu trato meus leitores como meus amigos, eu prefiro assim, sou uma pessoa acessível e comunicativa. E a receptividade dos leitores é maravilhosa, é muito bom ter um feedback sincero, eu adoro esse contato, as pessoas me procuram e ficam curiosas sobre o que é real e o que é ficção no enredo de Aluga-se um Noivo, já que a maioria sabe que a Carol é baseada em uma mulher de carne e osso — mais osso do que carne —, que me emprestou não apenas sua descrição física como também sua personalidade espontânea e divertida, Carol é minha amiga da vida toda e eu sempre achei que ela daria um personagem incrível, e não é que eu estava certa?!

Durante a Bienal do Rio, nas sessões de autógrafo, ouvi muitas pessoas e fiquei encantada que eu tenha feito, de alguma forma, parte de suas vidas com minhas histórias e tenha podido levar um pouco de carinho e risada para elas.

Acho que é isso...

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ 

Curtiram conhecer um pouco a Clarinha? Pois é, assim que cheguei na Bienal eu corri para encontrá-la e garantir um Théo Casas Bahia para mim, kkkkkk, estava com essa cara de felicidade e ainda nem tinha lido o livro #SabeDeNadaInocente kkkkk


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15 agosto, 2017


[Conhecendo o Autor] Bibi Santos


Olá! Eu sou a Bibiane Santos, conhecida como Bibi Santos, escritora de Reencontrando o Passado, A Força do Amor, A Força do Desejo, Sempre te amei e outros. Layane me convidou a participar desta coluna e foi uma grata surpresa para mim depois de ver todas as autoras que por aqui passaram. Estou me sentindo! Obrigada pelo carinho, Lay.

Bem, nunca pensei que iria virar escritora, sempre quis ser rica e morar em Paris, bem básico por assim dizer, mas sempre fui aquela que escrevia o roteiro das peças da escola, as poesias nos trabalhos em grupo, quem desenvolvia as ideias dos textos. Confesso que amava, e sempre fui requisitada para isso naquela época.

Acho que a resposta sempre esteve ali e eu nunca percebi ou olhei direito nas entrelinhas, porque eu criava histórias para contar à noite com as irmãs. Essa ideia de contar histórias veio da minha avó, que sempre foi boa em inventar histórias e contar para nós. Minha mãe também gostava de contar as histórias de princesas (como dona Branca, minha referência) e moleques astutos. Eu viajava e adorava aqueles momentos de sentar e ouvi-la.

Fui crescendo e criando as minhas próprias histórias, mas só na minha cabeça, pois não tinha coragem de contar para ninguém que "um dia conheceria um príncipe - e ele teve todas as cores e personalidades que vocês podem imaginar". Mesmo porque tenho discalculia e disfunção de escrita, sofria muito com isso, principalmente na infância (é difícil explicar que não conseguia ver erros gramaticais ou não conseguia fazer uma conta básica como as outras crianças). Hoje convivo bem com isso e não me sinto pior que ninguém, tem muita gente que não quer saber do problema, quer mostrar que sabe mais e pronto.

Tenho várias betas amigas e profissionais para fazer correção dos meus livros e meu sonho de escrever continua vivo, tudo tem solução, não podemos deixar nada nos abater, perdi amigos no caminho e pessoas que achavam que isso me pararia, pois quem tem esses problemas jamais se tornaria escritor (F* eles).

Conheci os livros por meio do Paulo Coelho, viajei em todos seus livros, adorava sua forma de escrever, em seguida conheci minha diva Nora Roberts, e aí foi uma verdadeira explosão de viagens literárias, deixava de viajar, ir a festas ou até mesmo namorar para ler.

Venho de uma família de não leitores, meu vício por livros foi visto como excentricidade ou vontade de aparecer, ou de ser melhor que os demais. Minha mãe chegou ao ponto de ameaçar colocar fogo neles, pois dizia que não estavam me fazendo bem, por viver isolada.

Passei a conhecer o carteiro e ansiar por sua chegada, conheci as meninas do grupo Adoro Romance do Orkut, eram dicas maravilhosas de livros, tínhamos leitoras de todo mundo, fomos a luta por nossos direitos de sermos vistas e respeitadas como leitoras, pois existia enorme preconceito com as pessoas que liam romance ( mal-amadas era apenas um dos adjetivos).

Resolvi escrever o livro O Mundo de Alice, fiz em segredo, mas não fui a frente, na realidade não achava que conseguiria finalizar, Alice era muito parecida comigo, engavetei o projeto e apenas em 2015 que resolvi tirá-la da gaveta, meu ex-marido dizia: por que você não escreve? Achava que deveria tentar, meu filho concordou e fui finalizar O Mundo de Alice, mas a historia de Isabel me veio em meio ao trânsito caótico de Salvador, e não me abandonava, queria sair de mim como se me tomasse. Parei a pobre da Alice (que até hoje não reescrevi, prometo que um dia faço isso) e fui escrever A Força do Desejo, e depois disso não parei mais.

Tentei diversas vezes escrever livros hot, amo ler livro hot, mas não consigo levar meus livros para esse lado, sempre enveredo pelas tretas da vida, quando um autor diz: o personagem se escreve, acredite, ele não está mentido.

Nunca me achei escritora ou que iria viver disto, hoje é meu maior sonho. Todo o carinho das leitoras, os parabéns e aceitação do que escrevo me deixa consciente de que o caminho é árduo, mas é esse meu verdadeiro caminho e desistir não é uma opção.

Saí de uma menina sonhadora, para uma mulher consciente de que sonhos dependem de nós para tornarem-se realidade e você pode ser o que quiser, e os livros nos proporcionam algumas de nossas melhores viagens, só leitores entendem isso.

E uma coisa é certa, enquanto houver leitores, continuarei contando minhas histórias.

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ 

Curtiram conhecer um pouco mais a Bibi? Ela é uma amiga querida e quando me falou que estava escrevendo um livro e fiquei super empolgada e já li dois de seus livros que vocês podem ver as resenhas aqui no blog e tenho acompanhado um conto que ela vem postando em seu grupo no Facebook. Para quem quiser conhecer, basta clicar no link.
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15 julho, 2017


[Conhecendo o Autor] Silvia Spadoni


Olá amigos, meu nome é Silvia Spadoni e, assim como muitos de vocês, sou apaixonada por livros e pelos momentos mágicos que eles nos fazem viver.

Ainda criança, enquanto meus outros três irmãos corriam pelo quintal, eu preferia estar envolvida em alguma aventura fantástica descrita nas páginas de um deles. Cresci descobrindo o mundo através de suas páginas, por anos e anos viajei a reinos desconhecidos, conheci príncipes e princesas, cavaleiros, dragões, feiticeiros, fui ao sítio do Pica Pau Amarelo, desvendei mistérios e assassinatos e conheci a história de outros povos e de outras nações.

A literatura é mágica, acho que todos nós sabemos disso, não é?

Mas a vida real existia ao lado da imaginária e eu investi em outros sonhos. Formei-me advogada, casei, tive três filhos (conseguia tempo para ler quando as crianças eram pequenas, mas foi um sufoco) trabalhei muito, viajei...

Um dia eu acordei aposentada, os filhos formados e fora do ninho, a vida organizada, com tempo sobrando! Foi nesse momento que criei coragem, dei asas à escritora que existe dentro de cada leitor e deixei-a voar. E aqui estou, feliz pelo carinho com que vocês me acolheram.

Escrever é uma alegria, um prazer que eu espero transmitir aos leitores através dos meus livros. Gosto de contar histórias românticas e comecei com a trilogia Amores que trata exatamente sobre amores improváveis que se tornam possíveis porque os sentimentos se sobrepõem às diferenças sociais e culturais. Em minha opinião os livros têm que trazer felicidade e conhecimento às nossas vidas, despertar o que há de melhor em nós. Ao fechar um deles, após ler a última frase, devemos ter brilho no olhar e um sorriso satisfeito nos lábios.

Ainda tenho um longo caminho para percorrer e muito a aprender e melhorar! E conto com o carinho e as críticas dos leitores para isso. Podem ter certeza, sou grata por elas e sempre as levo muito a sério!

Por isso muito obrigada a cada um de vocês e, em especial, a Layane que me fez esse convite tão gentil e deu-me a oportunidade de falar um pouquinho sobre mim. Espero que continuem a ler meus livros e a sorrir com minhas histórias.

Um beijo a todos com muito carinho
Silvia Spadoni

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ 

Curtiram conhecer um pouco mais a Silvia? Eu li recentemente Um Amor Conquistado, que é o primeiro livro da trilogia Amores e em breve lerei o segundo e trarei a resenha aqui para vocês, certo?!
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17 junho, 2017


[Conhecendo o Autor] Thati Machado


Oi gente, tudo bom? Meu nome é Thati Machado... Tenho 26 anos, alguns (vários) livros publicados e um monte de histórias ainda não contadas. Sempre fui muito inventiva e dinâmica e demorei alguns anos para encontrar o que realmente queria fazer da vida. Tentei ser publicitária e depois atriz, mas felizmente acabei parando no universo da escrita. Publiquei meu primeiro livro em 2014, mas essa coia de criar histórias começou quando eu tinha apenas 12 anos. Eu escrevia fanfics na internet, mas nunca pensei que isso poderia ser mais que um hobbie. Que bom que eu estava enganada, né?

Eu tenho vários livros publicados de forma independente: Ponte de Cristal (esse está esgotado no momento, mas espero compartilhá-lo com vocês muito em breve), Com Outros Olhos, Doze por Doze, Contando estrelas, Blogueiras.com e vários contos e histórias menores, como Cartas de Natal, Você Nunca Está Sozinho, Impermeável, entre outros.

Sou muito fã das plataformas digitais e foi em uma delas, mais especificamente no Wattpad, que conquistei muitos leitores e fiz muitos amigos. Poder Extra G foi minha primeira história por lá e depois de ter mais de um milhão de leituras, virou livrinho de papel, publicado pela Astral Cultural. Inclusive, você pode encontrá-lo nas melhores livrarias físicas e on-line do país. Ah, e foi também por causa do wattpad que fui convidada para participar da antologia Mundos Paralelos, que reúne os 10 escritores fenômenos do Wattpad Brasil em um único livro de ficção científica. Bacana, né? 


Singular é um livro (independente) da série Poder Extra G e ainda não tem uma casinha editorial. Mas a partir da próxima semana, voltará a ser republicado no Wattpad. Vocês estão mais do que convidados a acompanhar

Eu ainda tenho muitos sonhos para realizar e histórias para escrever. Esse lance de ser escritora não é fácil, mas vale a pena (e muito).

Obrigada pelo convite, Lay. 

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ 

Curtiram conhecer um pouco mais a Thati? Eu li recentemente Poder Extra G e estou ansiosa para ler mais
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06 maio, 2017


[Conhecendo o Autor] Desirée Gusson


Oi, sou a Desirée Gusson, autora de Terra de Noite e Fogo, lembra de mim? A Layane me convidou para contar um pouquinho sobre o meu eu escritora, agora que você já conhece a leitora (a louca dos dois mil livros). Então agora vou falar como encontrei o que quero fazer para o resto da vida...

Cupcakes!!

Não, mentira! Quero dizer, isso também, eu amo cozinhar, mas não coloco num bolo nem metade da dedicação e carinho que vai num livro.


Como eu descobri que queria ser escritora? Bem, como você descobre sua vocação? Dificilmente recebemos uma carta (de coruja ou só pelos correios mesmo) que nos diga o que devemos fazer da nossa vida. Nem teste vocacional é 100%, ele te dá umas ideias, coisas que teoricamente combinam com você, nada mais. Sério, meus testes vocacionais foram de medicina, passando por audiovisual até o serviço militar. Acredite, eu pensei seriamente em todas essas opções.

Mas sempre teve aquele coisinha, aquela mania de escrever que não saía de mim. Pensando bem no assunto isso tudo deve ter começado na infância, quando eu fazia questão de inventar histórias para todos os personagens das minhas brincadeiras (todo mundo, das Pollys aos bichos de massinha, tinha um passado mirabolante e bem detalhado). Um pouco mais tarde veio o que hoje chamamos de fanfic, na época isso não existia ainda. Escrevi um enredo alternativo pra um filme que jamais nomearei porque eu achava que ele precisava de uma menina no meio. As quatorze páginas estão orgulhosamente guardadas a sete chaves e não verão a luz do dia nem sob tortura!

Logo então, mais ou menos 10 anos atrás, Terra de Noite e Fogo começou a tomar forma. A mania de escrever teve altos e baixos, anos de gaveta, meses de revisão e muito frio na barriga antes de resolver publicar e mostrar ao mundo tudo aquilo que morava na minha cabeça.

Só que eu ainda não sabia. Numa verdadeira montanha russa eu fechei um contrato, passei por escolha de capa e a revisão de alguém que não precisava me dizer que tudo estava lindo. Vi idéias pra diagramação e até compartilhei um esboço de mapa bem tosco com o ilustrador. Pra uma chorona achei mesmo que estava indo super bem, aguentei tudo com uma cara de paisagem, não dei chilique na Bienal nem desmaiei quando peguei meu livro nas mãos pela primeira vez.

Então uma semana depois do lançamento, depois que a poeira baixou, minha mãe (aliás, só pra constar, minha mãe demorou um pouquinho pra aceitar a mania de escrever da filha, mas quando aceitou virou minha maior torcedora) chega em casa do trabalho com uma notícia incrível. A filha de 12 aninhos de uma colega que tinha comprado o livro tinha gostado tanto dele, e de saber que era de uma escritora brasileira que morava tão pertinho, que ela decidiu que ia escrever o próprio livro. E pronto, eu CHOREI com aquilo, de soluçar tudo o que eu não tinha chorado antes. Porque eu nunca tinha sentido uma sensação tão boa quanto a de saber que algo que eu fiz tinha inspirado outra pessoa, uma pessoinha ainda por cima!

Acho que a partir disso a história já é conhecida. Quando você faz o que gosta, o que te enche de amor e te completa, você sabe que é aquilo! E vai querer fazer aquilo pro resto da vida! 


♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ 

Curtiram conhecer um pouco mais a Desirée? Que incrível deve ser essa sensação de inspirar as pessoas, não é mesmo?
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28 março, 2017


[Conhecendo o Autor] Diana Scarpine


Olá, leitores e leitoras do Blog De Tudo Um Pouquinho! Sou Diana Scarpine e estou aqui para contar um pouco da minha história para vocês!

Comecei a me interessar pela escrita aos doze anos de idade. Eu adorava as aulas de redação do colégio e não me sentia representada pelas histórias que lia na época; mas achava que, para ser um(a) escritor(a), era necessário viver grandes aventuras (coisa de criança) e minha vida era comum (ainda é, rsrs). Um ano depois, assisti a um filme antigo (já era antigo na época) chamado “Adorável Sedutora” (“Her Alibi”) que conta a história de um escritor atrapalhado que está passando por um bloqueio criativo. Percebi então que os(as) escritores(as) são pessoas comuns com imaginação fértil e que eu também poderia ser uma escritora.

Foi assim que, aos treze anos de idade, comecei a escrever minhas histórias com personagens com deficiência e a me sentir, de certa forma, representada por elas. Mas, à medida que eu crescia e estudava, comecei a perceber que não bastava apenas me sentir representada, era necessário algo mais. Não era suficiente apenas trazer um personagem com deficiência para o centro da narrativa, torná-lo o personagem principal, era preciso também tocar em questões mais complexas e que a sociedade finge não ver como o preconceito, o autopreconceito, a acessibilidade, dentre outras. Era preciso também desnudar os sentimentos dos personagens, tornar a história mais real, instigar a reflexão do leitor. Neste sentido, para mim, a literatura não é só entretenimento, é também uma forma de militância, de trazer questões relevantes à tona. Para isso, apoio-me nas pesquisas que fiz na minha graduação em Ciências Biológicas e nas que tenho feito ao longo da minha trajetória na pós-graduação (atualmente curso doutorado, onde me dedico ao estudo da deficiência e da Tecnologia Assistiva).

O mercado literário brasileiro não é fácil para os autores nacionais, embora eu acredite que esteja melhorando lenta e gradativamente. Foi por causa desse cenário não muito animador que nunca tinha pensado em publicar minhas histórias até 2011 quando meu marido leu “Entrelace: Caminhos que se Cruzam ao Acaso” e me incentivou a publicar. A primeira edição de Entrelace está esgotada, mas a 2ª edição dele pode ser encontrada em e-book na Amazon por um precinho bem camarada.

Depois de Entrelace, comecei a escrever Uma Chance para Recomeçar, mas tive um bloqueio criativo imenso no meio da história (quase o deletei inteiro). Foi bom não tê-la apagado, pois o bloqueio me fez repensar várias coisas na narrativa, que deixou ser de um romance “água com açúcar” para se tornar um romance mais realista que, assim como Entrelace, instiga o leitor a refletir sobre várias questões que permeiam não apenas a vida das pessoas com deficiência, mas a de todas as pessoas. Assim, surgiu a série Hábeis (mas os livros podem ser lidos independentemente).

Atualmente, estou trabalhando em um novo livro nem tão novo assim (rsrs). Na realidade, estou reescrevendo uma história que escrevi em 2000, mas ainda não tem data para ser publicada e, como estou alterando muita coisa, o nome do livro também será alterado.

Quem quiser saber mais e ficar a par das novidades é só curtir a fanpage Uma Chance para Recomeçar & Entrelace: Caminhos que se Cruzam ao Acaso e seguir o Blog Diana Scarpine Romances. Quero agradecer a Layane pelo carinho e pela oportunidade de participar do quadro Conhecendo o Autor do Blog De Tudo Um Pouquinho.

Abraços carinhosos,
Diana Scarpine. 

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ 

Curtiram conhecer um pouco mais a Diana? Eu sinceramente curti muito a leitura do livro dela e conhecer um pouco mais sobre seu trabalho ;)
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10 dezembro, 2016


[Conhecendo o Autor] Samanta Holtz


Olá, queridos! Meu nome é Samanta Holtz, sou autora de romances e hoje estou aqui a convite da linda Layane para contar a vocês como foi o caminho entre meu sonho de ser escritora, que começou lá na infância, até o dia em que tudo se tornou realidade. E hoje, mesmo ciente de que ainda há tanto a ser vencido e conquistado, posso dizer que sou muito mais realizada do que eu poderia imaginar... graças a vocês, amados leitores! Calma, já vou explicar... ;)

Quando eu tinha sete anos de idade, tomei uma decisão: “quando eu crescer, quero ser redatora do Mauricio de Sousa”. Era uma decisão tão firme dentro de mim que eu já comecei a “treinar” fazendo meus próprios gibis! Reunia uma pilha de folhas sulfite, grampeava no meio, dobrava e criava historinhas. Minha mãe tem várias delas guardadas em uma caixa de sapatos! (rs) Era engraçado que eu não tinha nenhum exemplo ou incentivo fora uma vontade enorme, dentro de mim, de criar aqueles gibis. Acho que era o primeiro sinal que meu coração me dava de que meu destino era contar histórias...

Eu acredito muito nisso: que cada um de nós nasce com um dom, uma missão a cumprir. Claro, o livre arbítrio existe e é com base nele que a gente decide se vai ou não responder ao chamado interior e trabalhar aquele dom para torná-lo melhor a cada dia (pois nascer com uma aptidão não anula a necessidade de desenvolvê-la). Para mim, escrever e contar histórias foi algo que brotou naturalmente, sem seguir o exemplo de ninguém próximo. Era uma paixão, quase uma necessidade. E, quando minha família percebeu isso, eles me incentivaram muito a desenvolver esse dom. O primeiro resultado foi um concurso de redação da minha cidade (Porto Feliz – SP), do qual participei aos 9 anos de idade e conquistei o primeiro lugar. Na escola, minhas redações eram bastante elogiadas, e eu lotava cadernos e mais cadernos com reflexões, poesias e pequenos contos. Até que, aos 14 anos, abri um velho caderno nas páginas finais e comecei a escrever o que, até então, seria um conto. Levava o caderno comigo para todos os lados, escrevia sem parar e percebi que, quanto mais eu escrevia, mais os personagens e a trama tomavam forma dentro de mim. Novas ideias, novas conexões, novas cenas... de repente, as ideias se tornaram grandes demais para aquelas páginas, e o caderno acabou muito antes da história ter chegado ao fim. Então, decidi: passaria tudo para o computador!


O desafio era que, em casa, éramos em 3 irmãs e tínhamos um único computador. Então, dividíamos dias e horários para que cada uma pudesse usar e navegar na internet (que era discada, naquele tempo! Rs). Para mim, além dos dias e horários que eram meus, acabavam sobrando as madrugadas, e eu passei várias delas escrevendo loucamente em nosso PC, para chegar à escola na manhã seguinte com olheiras fundas, mas um grande sorriso de satisfação. Foi mais de um ano nesse ritmo de escrita e estudos e, quando escrevi a palavra “FIM” na última página, eu me dei conta de que não havia escrito um conto... eu havia criado um livro!

Esse primeiro livro concluído foi “Renascer de um Outono”. Eu imprimi algumas cópias simples em uma gráfica da cidade e entreguei para alguns familiares lerem. Até que criei coragem para entregar à minha professora de português da época, a Ernides Martelini, que me devolveu o livro com um recado que tenho guardado até hoje:


Foi a partir desse bilhete que eu pensei: “caramba... talvez eu possa mesmo tentar isso. Ser escritora...”. Receber a aprovação de alguém como a Ernides significou o mundo, e criei coragem para tentar a publicação em várias editoras. Foi um festival de “nãos” (risos), mas isso não me impediu de continuar escrevendo e, dez anos depois de começar aquela primeira história no final de um caderno velho, consegui meu primeiro contrato de publicação para “O pássaro”, meu terceiro livro escrito.

“Renascer de um outono” acabou sendo minha terceira publicação, logo após “Quero ser Beth Levitt”, e até hoje sou grata por cada “não” que recebi na adolescência. A história realmente não estava pronta para ser publicada, e graças a Deus eu tive a chance de relê-la com mais maturidade para melhorar o texto e fazer as alterações necessárias para que chegasse às mãos do público da maneira mais linda, como meus leitores a merecem! E, hoje, entre tantas vitórias, comemoro a minha contratação na Editora Sextante, onde tive meu quarto romance publicado recentemente, “Quando o amor bater à sua porta”!

 

 

Sei que ainda terei muitos novos motivos para comemorar e, hoje, com tudo o que já foi alcançado, posso ver que a verdadeira realização do meu sonho não está somente em ver meus livros nas livrarias do país... o momento em que me sinto verdadeiramente completa é quando recebo o amor e carinho de cada um de vocês, meus leitores, que me permitem saber quanto minhas histórias tocaram seus corações, e me dão, assim, a certeza de que estou no caminho certo, usando minhas palavras para o bem. Obrigada por fazerem parte da minha história! Vamos seguir em frente juntos :)

Layane, obrigada pela oportunidade de dividir minha história com os leitores do seu blog! ❤

Com muito amor,
Sam :*

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ 

Curtiram conhecer um pouco mais a Sam? Fofa, não é mesmo? Tive o prazer de conhecê-la na Bienal de São Paulo e fiquei encantada com a simpatia e generosidade
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