16 dezembro, 2017


[Conhecendo o Autor] A. J. Ventura


Escrever sobre mim como pessoa é difícil. Escrever sobre mim como escritora, é bem mais. Estou atendendo ao pedido carinhoso da Layane para me apresentar por aqui, mas tenho um pouco de medo de falhar na tarefa. Assim como fazer uma sinopse, falar sobre mim me deixa aflita, mas vou tentar. 


Sempre li muito e desde muito cedo. Como o acesso aos livros era restrito, lia e relia os mesmos livros várias vezes, mas nunca deixei de ler. Já na adolescência, fui apresentada aos romances de banca pela minha irmã. Aí minha vida mudou. Foram anos desse tipo de leitura até que outros interesses me afastassem dos romances.

Por causa da faculdade e pela dificuldade de encontrar romances de banca que me prendessem, passei para biografias, suspenses e mistérios. Li muita coisa de Agatha Christie, Sydney Sheldon, Tom Clancy e John Grisham. Troquei de faculdade e vieram os clássicos brasileiros, americanos e ingleses e muito tempo até que eu voltasse a ler por prazer.

A compra de um tablet anos depois me trouxe de volta aos livros por diversão e os romances foram os primeiros livros que baixei. Voltei a ler vorazmente e como não tinha kindle, nesse período li só autoras internacionais. Sandra Marton, Mara Jacobs, Evelyn Adams, Melanie Shawn, R.L. Mathewson e Amy Adams foram as principais. O que essas autoras têm em comum? Escrevem livros leves com final feliz. Meu tipo de livro favorito. Não é maneira de falar. Leio para me divertir e gosto de coisas que façam com que me sinta bem ao final. Nem me venha com livors que façam chorar. Só leio se não fizer ideia do que se trata e mesmo que goste muito, não lerei novamente. Podem me julgar.

Quando finalmente baixei o aplicativo do kindle, vi a quantidade de autoras nacionais e percebi que podia ser um caminho pra mim, que tinha escrito muitas coias desde a adolescência, mas achava que publicar um livro era um sonho distante. Levou algum tempo e muita coragem para que eu decidisse que tinha uma história para contar e sabia como fazê-lo. “Maior que Tudo” surgiu para mim quase completo e todo o processo de colocá-lo no papel, criar uma capa, revisar e publicar na Amazon, levou dois meses e meio. Tenho certeza de que isso nunca acontecerá novamente. Foi o meio que o universo encontrou de me convencer de que era fácil. Eu acreditei.

O livro conta a história de Anna, uma brasileira que mora e trabalha em NY como professora de Português para estrangeiros. Ela conhece Joel, um advogado misterioso que propõe um relacionamento sem compromisso. Inexperiente e ingênua, Anna aceita, achando que pode sair desse relacionamento sem se machucar, mas é claro que está enganada. Acima do peso, Anna é uma pessoa incrível e minha intenção ao retratá-la assim, foi a de dar representatividade a uma parcela enorme do meu público que não se vê representada pelas mocinhas com corpo de modelo que povoam os Romances. Anna é uma pessoa real, que tem dúvidas, inseguranças e problemas como qualquer uma de nós.

Mais de oito meses se passaram até que a sequência “Mais forte que tudo” ficasse pronto. Bem mais profissional, contratei uma beta e revisora que me mostrou que não adianta ter uma história pra contar e saber como. Você precisa de feedback e em algum momento pode ser necessário mudar sua história. Às vezes só um pouquinho. Às vezes muito.

Em “Mais forte que tudo”, acompanhamos a história de Pat, a melhor amiga de Anna e oposta a ela em tudo. Determinada, segura e por vezes, arrogante, Pat é uma feminista convicta de que não precisa de um homem ao seu lado para ser feliz, até que encontra Jeff, disposto a provar a ela que pode não ser o que ela quer, mas é o que ela precisa.

Enfim, mais profissional e mais confiante, decidi deixar a série de lado por um tempo e me dedicar a algo diferente. Foi assim que surgiu “A Lista de Sam”. Um Stand Alone sensual, mas com protagonistas mais jovens, ainda na faculdade e moradores do alojamento da UFRJ, onde eu tive o prazer de morar.

“A Lista de Sam” é um romance leve, mas bem sensual. Isso porque a lista, criada pelas amigas de Sam como brincadeira, contém itens que elas consideram imprescindíveis que a amiga experimente antes do fim da faculdade. Todos eles relacionados a sexo. Recém-saída de um relacionamento, Sam leva a lista na brincadeira, até que o irmão de uma das amigas acha a lista e diz a ela que está disposto a marcar os itens com ela.

Depois de concluída a “lista”, foi a hora de voltar para Nova York, ou melhor, para a série In Love in NY e “Melhor que Tudo” saiu mais de um ano depois. Não foi só o mais demorado. É o mais longo e mais difícil livro que escrevi. Mas tecnicamente, posso dizer que se trata do melhor. E isso não foi um trocadilho com o nome do livro.

Dani foi aluna de Pat e Anna no curso e se aproximou das duas por acaso. Agora ela se tornou funcionária delas e está focada em estabelecer um curso de Inglês gratuito para imigrantes com dificuldades com o idioma. Seu vizinho, o arquiteto Ed é irmão de Joel e ainda leva a vida que o irmão deixou para trás. Sem interesse em compromisso, se envolve com várias mulheres sem se apegar a nenhuma. Com a convivência com Dani, eles ficam amigos. Ela sabe que não podem ser mais que isso porque seu objetivo é se casar e ter uma família, coisas que Ed não está disposto a ter. Como sempre, o destino tem outros planos.

Sobre a publicação, demorou um pouco e foi feito de forma independente o que, embora seja mais trabalhoso em todos os sentidos, dá uma satisfação incrível. Às vezes é estranho folhear o livro e pensar que todas aquelas palavras fui eu que escrevi, mas ao mesmo tempo é uma sensação de realização surreal. Sei que emocionalmente não é a mesma coisa, mas no meu caso, sei que é o mais próximo que chegarei de ter um filho, então fico satisfeita com meus filhos literários, que só me dão alegrias.

Minha relação com os leitores é tão próxima quanto eles querem. Sempre respondo emails e mensagens. Adoro ler feedback dos meus livros. De verdade. Mesmo nos casos em que a pessoa não gostou tanto assim (Infelizmente acontece), eu gosto de ouvir as críticas. Sou pouco ativa nas redes sociais e isso é algo que pretendo mudar, mas me emociona de verdade o contato com quem leu minhas obras. Se eu puder dar um conselho nessa vida aos leitores em geral é esse: Se gostou de um livro, tente falar com o autor, às vezes tudo que se precisa é de um incentivo e o que vem do leitor em forma de reconhecimento é o melhor e mais efetivo deles.

Nesse momento, trabalho num projeto completamente novo que tem previsão de ser lançado em 2018, além de trabalhar no último livro da série. Estou ansiosa para poder apresentar as novidades a todos e espero que estejam ansiosos também!

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ 

Curtiram conhecer um pouco a Anna? Pois é, assim que Elimar me falou que tinha uma autora nacional que escrevia chick-lit fiquei doida para conhecer e saber como seria a história que ela tinha escrito e eu adorei, kkk


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24 novembro, 2017


[Resenha] Maior que Tudo - A. J. Ventura

Ficha Técnica 

Título: Maior que Tudo
Autor: A. J. Ventura
ISBN: 978-15-2205-774-1
Páginas: 297
Ano: 2017
Editora: Independente
Aos 26 anos, brasileira e morando em Nova York, a sonhadora e romântica professora Anna já desistiu do príncipe encantado. Apaixonada por musicais da Broadway, vive através do teatro as emoções que acha que nunca terá na vida real. Sem se sentir atraente fisicamente, passa os dias entre o teatro e os alunos, sem nunca ter experimentado uma verdadeira paixão. Tudo muda ao conhecer o misterioso Joel. De uma beleza estonteante e com a sensualidade à flor da pele, ele tem o poder de tirar Anna da concha e mostrar que além de tudo o que tem para aprender, ela pode ter mais a ensinar do que imagina. Conhecer um homem como Joel, muda a forma como Anna encara a vida, os homens e a si mesma. Ele não oferecia nada além de prazer, mas seria possível que ele visse além da aparência física e se interessasse de verdade por ela? Ela sabia que era difícil acreditar nele, mas como questionar se ele era tão honesto ao afirmar que não poderia lhe oferecer nada além de prazer e cupcakes? Devia aceitar o que ele oferecia embora achasse que não era suficiente? Devia pular do precipício que era o relacionamento meramente sexual que ele propunha? Anna queria responder a essas perguntas de forma honesta e tomar uma decisão consciente, mas bastava que Joel a tocasse para que tivesse todas as suas respostas, físicas e mentais, a seu favor.... Estava perdida.

Resenha


Adoro conhecer novos escritores e quando escrevem livros dos gêneros que eu adoro é ainda melhor. Quando Elimar me falou que a Anna escrevia chick-lit, corri para garantir meu exemplar do primeiro livro da série In Love in NY que ela escreveu e publicou de forma independente.

Nesse livro conheceremos Anna Severini, uma jovem brasileira de vinte e seis anos, professora que foi viver sua vida em Nova Iorque com a melhor amiga Pat. Lá elas dividem a profissão - como professoras em um curso de línguas -, o apartamento e a vida, com seus altos e baixos. Pat é muito extrovertida e adora uma balada e está sempre com um namorado. Anna por outro lado, embora também seja muito extrovertida, gosta mesmo é de um bom espetáculo na Broadway e não é de ter muitos relacionamentos amorosos e grande parte disso deve-se ao fato dela achar que nenhum homem interessante se interessaria por ela, uma gordinha sem graça - definições dela. Mas foi em um desses espetáculos que ela conheceu Joel.
Não que tivesse algum tipo de sentimento de oportunidade perdida, afinal, um homem como ele nunca olharia para uma mulher como ela, mas sem dúvida aquele velho sentimento de que as coisas nunca aconteciam para ela, voltou. Óbvio que um homem daqueles nunca olharia para ela com intenção de fazer qualquer coisa que não fosse uma pergunta impessoal ou pedir informação. Estava acostumada com o sentimento, mas ele sempre vinha acompanhado de uma pontadinha de dor.
P. 05
Ao que parecia aquele seria um encontro único, mas o destino deu um empurrãozinho e Anna acabou perdendo o celular no teatro e quem achou foi Joel, que investigando, descobriu onde era o trabalho da dona do celular e foi até lá no dia seguinte. E cá estamos nós no segundo encontro deles. #ValeuDestino

Joel Williams tem trinta e dois anos, advogado bem sucedido está claramente interessado em Anna, mas a mulher não se dá muita conta disso, mas os dois ficam só conversando por vários dias por telefone, até que Anna decide que ela é quem precisa tomar qualquer atitude em direção à Joel, pois ele está respeitando o tempo dela. O caso é que, com poucos relacionamentos em sua vida, Anna é virgem e morre de medo de que Joel descubra e perca o pouco interesse que ela acha que ele tem nela. #BobinhaSabeDeNada
— Você que gosta tanto da Broadway devia se lembrar de Hairspray. Você tem a chance de ser a gordinha bacana que pega o cara mais lindo e popular.Anna ficou surpresa que Pat fizesse tal comparação, mas gostou da lembrança. Talvez ela fosse mesmo a Tracy Turnblad e Joel fosse seu Link Larkin.
P. 20
A tentativa da primeira vez de Anna é hilária e digo isso porque o livro é narrado em terceira pessoa, mas tem muito da visão da Anna, então até seus pensamentos estão expressos no livro e confesso que são uma das melhores partes.
— Olha pra mim. Quero ver você. Não fique muda. Fala comigo. Quero ouvir essa sua voz sexy me dizendo do que gosta.Minha voz? Sexy? Onde? Meu Deus, tudo que eu mais abomino. Jamais me sentiria à vontade falando durante o sexo. Eu vou estar tão concentrada tentando não fazer a coisa errada que não vou conseguir fazer mais nada ao mesmo tempo. Quanto mais falar!
P. 30
Joel mesmo estando bastante interessado em Anna, deixa claro desde o início que não pode dar a ela um relacionamento completo, mas como ela está muito interessada nele, acaba aceitando o que ele pode lhe dar, mesmo sabendo que lá na frente, isso será pouco para ela, e que certamente acabará sofrendo com isso.

O tempo passa entre eles e o mistério que rodeia Joel intriga Anna cada vez mais, vez ou outra a levando a acreditar que um dos motivos para ele não assumi-la é o fato dela ser gorda. Para que vocês possam entender a Anna um pouco melhor, ela não é obcecada com o corpo, ela gosta de como é, se aceita para a família e com os amigos, principalmente com Pat, mas quando o assunto é relacionamento amoroso, tudo tem uma nova conotação, tudo ganha uma nova proporção na mente dela e digo para vocês, eu a entendo completamente e sei bem como é isso...
— (...) Sinto que julgam a gente e que pensam algo como: "O que essa gordinha fez para conseguir um homem lindo desse?"(...)
— (...) O fato é que os homens olham pra mim e pensam: "Nossa, o que esse otário fez para estar com essa mulher linda?"P. 267
O livro trata não somente de romance, como bullying, autoestima e amizade. Anna e Pat são inseparáveis e a amizade das duas é linda, cheia de cumplicidade e amor e, claro, que já quero o livro da Pat, porque ela também merece seu final feliz!!!

Amazon
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