Olá, leitores! Querem saber um pouco sobre mim e meus livros? Acho que eu já nasci escrevendo. Não me recordo de nenhum dia em que uma boa história não tenha passado por minha fértil imaginação rs. Mas tudo começou porque minha mãe me apresentou aos livros. Creio que ela lia para mim quando eu ainda estava em seu ventre. Na verdade, sou a irmã do meio de cinco e, enquanto minha mãe me aguardava, ela lia para as duas mais velhas. Bem, foi isso que ela me contou. O resultado, desde muito pequenina eu já amava os livros e sempre inventava histórias. Morávamos num sitio e eu escrevia as peças de teatro e colocava todas as minhas irmãs para representá-las para um “grande” público: nossa mãe, nossa avó paterna e alguma visita que acabava participando do “espetáculo”.
Quando adolescente, fui apresentada à obra A Moreninha, de Joaquim José de Macedo. Apaixonei-me pelo herói e decidi que seria médica. Fiz cursinho pré-vestibular e por dois ou três anos prestei exame para duas faculdades de Medicina do ES (na época só existiam duas). Não passei e fiquei muito triste. Mas não sabia eu que a Providência conhecia meu destino.
O jornalismo veio depois. Uma carreira como assessora de imprensa e mais tarde como editora. Sempre tive veia empreendedora. Desde pequena eu a possuía, quando catava o resto dos cafés que os empregados de meu pai deixavam para trás nos cafezais e os vendia, às vezes para meu próprio pai kkk e tio. Essa inquietude continuou, montei algumas empresas ao longo da minha vida e acabei formando uma editora. Eu já escrevia e até já tinha sido publicada por uma pequena editora (não paguei um centavo). Mas como não fiquei satisfeita com o tratamento dado ao meu primeiro livro, decidi que eu mesma faria isso.
A Pedrazul (não dá para desassociar a minha carreira da editora), nasceu de um desejo intenso de ler os clássicos ingleses, por quem eu sou completamente apaixonada). Eu até tentava lê-los em inglês, mas não rolava. Com a Pedrazul, foi inevitável eu não publicar os meus próprios livros.
Escrever para mim é uma necessidade quase visceral. As histórias nascem prontas em minha mente. É como se os personagens quisessem ganhar vida através de mim. É uma coisa muito louca. Lembro-me, especialmente de um livro, Força & Ternura. Eu sonhava com a história e enquanto eu não sentei e a coloquei no papel não tive paz.
Mas é uma inquietação gostosa. Meus personagens são tão reais para mim quanto os integrantes de minha família. Tenho o estranho hábito de conversar com eles, muitas vezes numa mesa redonda rs. Sim, sou meio louca. Coloco um objeto à minha frente, algo que remeta a cada um deles, e os conto sobre meus projetos, problemas, e peço suas opiniões. É incrível como isso dá certo! Tente você mesma com pessoas, reais ou não, e verá que é muito mais vantajoso do que sair por aí publicando suas dores nas redes sociais, onde só terá pena e críticas.
Qual livro dos meus 12 que eu mais amo? Ah, esqueci de dizer que escrevo numa velocidade incrível. Isso o jornalismo me deu. Quando escrevemos, o nosso inconsciente entra em ação. Às vezes me assusto com alguma coisa que eu escrevi, pode ser um vocabulário que não uso no meu cotidiano, ou mesmo uma frase bastante profunda. Mas o conhecimento veio da leitura, de uma vida engajada com livros, com a psicologia (teve uma época que me voltei para essa área para compreender a mim e as pessoas). Bem, tenho muito amor pelo meu primeiro livro: O Vento de Piedade. Reli-o recentemente para uma segunda edição e chorei de soluçar. Meu marido chegou no sítio (vou para um sítio nas montanhas para escrever) e se deparou comigo de olhos inchados rs. Esse livro é muito emocionante. Também amo Por Trás da Escuridão, pois achei a minha sacada incrível (hehehe) em retratar um lugar que eu estive e me apaixonei, cheio de casarões imperiais, com uma mulher cega e amarga, um amor impossível, essas coisas. Amo amores impossíveis. Esse mote é recorrente em meus livros, pois sou movida a desafios e amores fáceis, facilmente vão embora. Os difíceis, perduram por uma vida!
Também amo Força & Ternura, A Estrangeira e Paixão de Recomeço. Este último foi o livro que eu mais me desgastei para escrever. Embora A Estrangeira tenha sido o que mais me demandou pesquisa, em Paixão de Recomeço eu tive que construir um amor onde não havia nada, sequer uma semente de paixão, e ser crível.
Finalizando: quem sou eu? Estou em cada página de meus livros, pois cada personagem tem um pouquinho de mim: a obstinação de Leonora, a inquietação de Ana Solevade, a coragem de Corina, a paixão de Eliza, a ternura de Rose... Na escrita tiramos a essência e o conhecimento de nós mesmos. Também há animais em quase todos os meus escritos e todos eles existiram, ou existem. É um registro eterno de uma doce criatura que passou por minha vida. Também amo o nome Eduardo. Mas antes que me perguntem, nunca amei nenhum Eduardo, nem levei toco de um. Apenas amo o nome.
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ Quando adolescente, fui apresentada à obra A Moreninha, de Joaquim José de Macedo. Apaixonei-me pelo herói e decidi que seria médica. Fiz cursinho pré-vestibular e por dois ou três anos prestei exame para duas faculdades de Medicina do ES (na época só existiam duas). Não passei e fiquei muito triste. Mas não sabia eu que a Providência conhecia meu destino.
A Pedrazul (não dá para desassociar a minha carreira da editora), nasceu de um desejo intenso de ler os clássicos ingleses, por quem eu sou completamente apaixonada). Eu até tentava lê-los em inglês, mas não rolava. Com a Pedrazul, foi inevitável eu não publicar os meus próprios livros.
Escrever para mim é uma necessidade quase visceral. As histórias nascem prontas em minha mente. É como se os personagens quisessem ganhar vida através de mim. É uma coisa muito louca. Lembro-me, especialmente de um livro, Força & Ternura. Eu sonhava com a história e enquanto eu não sentei e a coloquei no papel não tive paz.
Mas é uma inquietação gostosa. Meus personagens são tão reais para mim quanto os integrantes de minha família. Tenho o estranho hábito de conversar com eles, muitas vezes numa mesa redonda rs. Sim, sou meio louca. Coloco um objeto à minha frente, algo que remeta a cada um deles, e os conto sobre meus projetos, problemas, e peço suas opiniões. É incrível como isso dá certo! Tente você mesma com pessoas, reais ou não, e verá que é muito mais vantajoso do que sair por aí publicando suas dores nas redes sociais, onde só terá pena e críticas.
Qual livro dos meus 12 que eu mais amo? Ah, esqueci de dizer que escrevo numa velocidade incrível. Isso o jornalismo me deu. Quando escrevemos, o nosso inconsciente entra em ação. Às vezes me assusto com alguma coisa que eu escrevi, pode ser um vocabulário que não uso no meu cotidiano, ou mesmo uma frase bastante profunda. Mas o conhecimento veio da leitura, de uma vida engajada com livros, com a psicologia (teve uma época que me voltei para essa área para compreender a mim e as pessoas). Bem, tenho muito amor pelo meu primeiro livro: O Vento de Piedade. Reli-o recentemente para uma segunda edição e chorei de soluçar. Meu marido chegou no sítio (vou para um sítio nas montanhas para escrever) e se deparou comigo de olhos inchados rs. Esse livro é muito emocionante. Também amo Por Trás da Escuridão, pois achei a minha sacada incrível (hehehe) em retratar um lugar que eu estive e me apaixonei, cheio de casarões imperiais, com uma mulher cega e amarga, um amor impossível, essas coisas. Amo amores impossíveis. Esse mote é recorrente em meus livros, pois sou movida a desafios e amores fáceis, facilmente vão embora. Os difíceis, perduram por uma vida!
Também amo Força & Ternura, A Estrangeira e Paixão de Recomeço. Este último foi o livro que eu mais me desgastei para escrever. Embora A Estrangeira tenha sido o que mais me demandou pesquisa, em Paixão de Recomeço eu tive que construir um amor onde não havia nada, sequer uma semente de paixão, e ser crível.
Finalizando: quem sou eu? Estou em cada página de meus livros, pois cada personagem tem um pouquinho de mim: a obstinação de Leonora, a inquietação de Ana Solevade, a coragem de Corina, a paixão de Eliza, a ternura de Rose... Na escrita tiramos a essência e o conhecimento de nós mesmos. Também há animais em quase todos os meus escritos e todos eles existiram, ou existem. É um registro eterno de uma doce criatura que passou por minha vida. Também amo o nome Eduardo. Mas antes que me perguntem, nunca amei nenhum Eduardo, nem levei toco de um. Apenas amo o nome.
Curtiram conhecer um pouco a Chirlei? Pois é, assim que Elimar me falou dela fiquei empolgadíssima para conhecê-la e ler seus livros.




















