10 setembro, 2021


[Dos Livros para as Telas] Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre


Bem, depois de ter assistido Para Todos os Garotos que já Amei e Para Todos os Garotos: P.S. Ainda Amo Você, estava esperançosa de que a Netflix seria tão boa quanto na adaptação do terceiro e último livro, Agora e Para Sempre, Lara Jean. E não é que eu estava certa?

No início do filme Lara Jean (Lana Condor), Kitty (Anna Cathcart) e Margot (Janel Parrish) estão com Dan (John Corbett) e Trina (Sarayu Blue) em uma viagem a Seul, capital da Coreia do Sul, país de origem da família materna das garotas. Lá elas aproveitam as férias para curtirem um tempo juntas, o que é difícil de acontecer desde que Margot foi cursar universidade na Escócia. Entre os muitos passeios elas visitam a Seul Tower, onde a mãe colocou o tradicional cadeado quando conheceu o então namorado, Dan. Mas o que eu mais gostei foi visita a um café todo em estilo de desenho 2D, que dá a impressão de que a pessoa está sobre uma folha de papel (muito estilo do clipe Take On Me, do a-ha). O café realmente existe em Seul; o Greem Café, foi inaugurado em 2017 e, não sei vocês, mas eu fiquei muito curiosa para visitar. Sem dúvida vale umas fotos MARAVILHOSAS!

Foto: Divulgação/Netflix

Foto: Reprodução GPS Lifetime

Foto: Reprodução Cine pop


Bem, mas depois de um mês de férias está na hora de voltar para a realidade e o último ano na Adler e com ele, Lara Jean vive a expectativa de receber as tão esperadas cartas de aprovação das universidades; mas ela espera ansiosamente uma: a aceitação em Stanford, universidade onde Peter (Noah Centineo) estudará com a bolsa que conseguiu no Lacrosse. 

Claro que conhecendo LJ como nós conhecemos, sabemos que ela já tem tudo programado em sua mente para os dias dos dois na universidade, mas a espera é desesperadora para ela. 


De volta ao colégio, o casal está pleno em seu relacionamento, tentando achar uma música de casal, uma vez que não tiveram seu meet-cute, mas claro que nem tudo sairá como eles haviam planejado: LJ não passou para Stanford. 

Enquanto Lara Jean surta por causa disso (como manteriam um relacionamento a distância?) e precisa conta para Peter, ainda teremos a viagem dos formandos para Nova Iorque e o baile de formatura. 




A viagem é maravilhosa e, já tendo recebido a carta de aprovação de Berkeley, LJ nem sequer cogitava a ideia de estudar na Universidade de Nova Iorque, mas, será que se ela tivesse recebido uma carta de lá ela não gostaria de estudar em um local onde o campus ficasse em Manhattan? No meio da cidade?

Durante a viagem fica visível como as amizades são importantes, como o relacionamento de Peter e Lara Jean é forte e eles querem estar juntos. Também poderemos até ver Gen (Emilija Baranac) e Chris (Madeleine Arthur) juntas sem tentar se matar completamente. 


Além de toda essa movimentação, ainda teremos casamento, desentendimentos, reconciliações; ingredientes necessários para um bom filme de romance. Eu assisti o filme no dia da estreia e, desde então, não sei dizer quantas vezes já assisti novamente. Amo ver Peter e LJ juntos; amo como ele a chama de Covey, amo a maneira como descobrem as coisas juntos, como ela é apaixonada por tudo que faz, como se dedica. Confesso que já imaginava ficar órfã assim como fiquei quando terminei de ler os livros, mas, ao saber que a Netflix fará uma série derivada (focada na Kitty), espero muito mesmo que os atores sejam os mesmos e que a essência não seja perdida. 

Dessa vez o roteiro foi adaptado pela Katie Lovejoy, mas a  Jenny Han continuou integrando a equipe de produção e a direção foi novamente do Michael Fimognari. Como eu já mencionei antes, amei mais este filme e repito que acredito que a união da Jenny durante toda produção e a escolha dos atores foi crucial para o sucesso da adaptação e me deixou muito feliz, afinal, sempre fico com os dois pés atrás quando vou assistir adaptações literárias. 

Sinceramente, para mim essa é uma das mais bem-sucedidas adaptações literárias, amei os atores, como os livros foram respeitados e como tudo ficou perfeito. 







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03 abril, 2021


[Dos Livros Para as Telas] Para Todos os Garotos: P.S. Ainda Amo Você


Bem, depois de ter assistido Para Todos os Garotos que já Amei, estava ansiosa para ver como a Netflix adaptaria a continuação desta história, P.S.: Ainda Amo Você

Depois da confusão causada por Kitty (Anna Cathcart) ao enviar as cartas de Lara Jean (Lana Condor), quando chegamos ao fim de Para Todos os Garotos que já Amei Lara Jean e Peter Kavinsky (Noah Centineo) estão finalmente namorando de verdade, mas ainda falta o retorno de uma carta, a carta escrita para John Ambrose McClaren (Jordan Fisher). Aliás, se vocês se lembram, o primeiro filme termina desta forma, com John chegando na porta de Lara Jean com flores nas mãos. 

Para Todos os Garotos: P.S. Ainda Amo Você começa com o casal tendo seu primeiro encontro como casal de verdade, o primeiro encontro de Lara Jean e eu amei isso, vendo eles seguindo, mas desta vez sem mentiras para si mesmos ou para os outros. Será?

Entretanto, agora que Lara Jean entendeu seus sentimentos me relação a Josh (que, por sinal, não aparece aqui), o retorno de John Ambrose causa um estremecimento na relação deles: Lara Jean está insegura em relação ao que sente por eles e Peter obviamente está com ciúmes de seu amigo de infância. 



Além do desenvolvimento do romance entre Lara Jean e Peter e o retorno de John Ambrose, também entenderemos um pouco mais sobre a amizade deles na infância, incluindo Chris (Madeleine Arthur), Trevor (Ross Butler) e Gen (Emilija Baranac); como chegaram ao ponto de serem apenas conhecidos (pelo menos a maioria entre si). 

Também vivemos um pouco mais com Lara Jean e sua família, vemos seu pai se interessar pela vizinha e como a possibilidade desse relacionamento pode mudar a vida de todos.  



Mais uma vez contando com o roteiro de Sofia Alvarez e Jenny Han integrando a equipe de produção, com a direção de Michael Fimognari, P.S. Ainda Amo Você conseguiu manter o encanto que Para Todos os Garotos que já Amei me proporcionou. Mais uma vez acredito que a união da Jenny durante toda produção e a escolha dos atores foi crucial para o sucesso da adaptação e me deixou muito feliz, afinal, sempre fico com os dois pés atrás quando vou assistir adaptações literárias. 

Ah, preciso dizer também que fiquei muito feliz com a mudança de ator para interpretar John Ambrose, nada contra o ator que aparece rapidamente no primeiro filme, mas Jordan é a cara do John, se é que vocês me entendem…

John Ambrose no primeiro filme

John Ambrose no segundo filme

Sinceramente, para mim essa é uma das mais bem-sucedidas adaptações literárias, amei os atores, como os livros foram respeitados e como tudo ficou perfeito. 




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19 maio, 2020


[Resenha] Romântica de Plantão - Vanessa Bosso

Ficha Técnica 

Título: Romântica de Plantão
Autor: Vanessa Bosso
ASIN: B07HB8TW16
Páginas: 316
Ano: 2018
Editora: Independente
Luana é uma leitora compulsiva e uma romântica de plantão inveterada, destas que se apaixonam por homens de papel. A enfermeira doida vive fantasiando com os mocinhos dos seus livros preferidos e realmente acredita que poderá encontrar o homem dos seus sonhos literários na vida real. Sua melhor amiga e enfermeira Júlia, que curte bad boys sarados e não gosta nada desta história de homens de papel, vive dizendo que Luana precisa de terapia com urgência, que suas ilusões amorosas já ultrapassaram todos os limites aceitáveis. No meio desta loucura toda, algo fora de esquadro acontece. Um dos homens de papel surge na vida real e, para ferrar com tudo, um médico estilo bad boy sarado resolve se avizinhar, gerando um caos romântico para lá de divertido. O quadrado amoroso está armado e, agora, o universo está gargalhando horrores da tremenda confusão que as duas amigas se meteram. Prepare-se para a diversão.

Resenha


Eu não sei vocês, mas eu sou completamente apaixonada por livros que me deixem feliz, animada, suspirando e, procurando minha próxima leitura, li a sinopse de Romântica de Plantão eu disse "é esse" e não deu outra, Vanessa Bosso nunca me decepciona. Acham que foi à toa que li em um dia? Claro que não, né?

Luana é a mais velha de três irmãs e é enfermeira, para completa frustração do pai, que queria que todas as filhas seguissem a mesma carreira dele. Ela até tentou, mas após fracassar nas provas três vezes, percebeu que isso era o destino lhe dizendo que seria melhor profissional em outra área. E ela está muito bem, obrigada! Foi na escola de enfermagem que ela conheceu sua melhor amiga, Júlia, e agora elas trabalham juntas no mesmo hospital e no mesmo setor.

Luana é uma leitora compulsiva (oi?) e uma romântica, que se apaixona pelos personagens fictícios (oi, querida?). Assim, ela vive com a cabeça nos romances que ama e, desde que terminou seu último relacionamento há dois anos, manteve-se distante dos homens reais, que são absurdamente complicados. Ahhh, mas isso está para mudar.
Eu acho que não estou me permitindo viver intensamente com medo do que possa acontecer. Isso não é viver, é sobreviver.
Posição 11%
Malcom Ramone é o novo médico traumatologista do hospital e Júlia, assim como quase todas as mulheres do local, está caindinha pelo cara. E não é para menos, a descrição dele é do próprio Adonis e, sabendo do interesse de sua amiga, é claro que Luana nem olhará para ele. Ela só não tinha ideia de que ele dificultaria tanto esse trabalho.

Quase ao mesmo tempo, chega um paciente no hospital que tem o mesmo nome do protagonista do mais recente romance favorito de Luana, Dom Villa Lobos. Não é um nome comum, não é mesmo? Mas ela tendo se apaixonado pelo personagem, não poderia perder a chance de saber um pouco mais sobre esse paciente e descobrir o que ele e seu crush têm em comum. Mas, enquanto um certo médico não sai do encalço dela, Dom mostra interesse em Júlia. Olha aí, um quadrado amoroso. Hahahahaha, fazia tempo que eu não via um.
— Acho que nós somos duas paspalhas iludidas e sem noção. — Ela pondera.
Posição 52%
Enquanto a história se desenrola, a gente entende o porquê de Luana ter desistido da medicina, dos homens da vida real e fica mais fácil compreendê-la - até onde dá, porque a mulher é doidinha, viu, hahaha.

A relação de amizade dela e Júlia é genuína e, ao mesmo tempo que oferece suporte uma para a outra, elas também dão aquela sacudida quando é necessário, quando precisam enxergar o que está bem debaixo do nariz e não querem perceber.
Esta será a missão da minha vida, me manter bem e feliz com aquilo que eu sou, com o que posso ser e com o que quero me tornar.
Posição 54%
Eu amei demais essa história, suspirei, gargalhei e chorei, como um delicioso chick-lit deve me deixar: leve.
O amor existe de verdade e, para eclodir, deve começar primeiro dentro de você.
Posição 99%
Compre na Amazon

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
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24 fevereiro, 2020


[Dos Livros Para as Telas] O Segredo de Emma Corrigan


Eu li O Segredo de Emma Corrigan em 2011, quando entrei para o Clube do Livro que tinha lá em Salvador. O primeiro evento era para falarmos sobre chick-lits e era um gênero que eu nem conhecia, pelo menos não de nome. São as deliciosas comédias românticas que eu tanto adoro. O livro foi minha primeira experiência com a escrita da Sophie Kinsella e depois desse, só foram muitos romances lindos.Inclusive, quando a conheci em 2015 na Bienal do Rio, foi só amor! 😍 Esse é tanto meu livro favorito, que foi nele que pedi para a Sophie colocar meu nome.😍


Mas voltando, nesse livro a Sophie nos apresenta a jovem Emma Corrigan, que está em mais uma tentativa de carreira, depois de alguns fracassos. Claro que ela precisou mentir um pouquinho no currículo, mas nada demais (pelo menos na cabeça dela). Como assistente de marketing na Corporação Panther, ela teve sua primeira chance de representar a empresa em uma reunião em Glasgow e era muito simples, ela só precisava ir, pois o acordo já estava fechado, mas é claro que não seria tão simples, não é mesmo? Além de não ter sido tão simples, na volta para casa, o avião onde ela estava (Detalhe: Emma tem medo de voar de avião) passou por diversas turbulências e, em desespero, contou todos os seus segredos para o estranho que estava ao seu lado.

Emma só não imaginava que encontraria novamente o homem do avião. Muito menos que ele seria Jack Harper, um dos fundadores da empresa onde trabalha. Menos ainda que ele faria uma visita a filial de Londres e, com a sua sorte, é claro que ele a reconheceu e lembrava de cada detalhe constrangedor que ela soltou em seu surto no avião.

A carreira de Emma não está deslanchando como ela imaginou que aconteceria, sua promoção parece distante, seu relacionamento com Connor parece longe do ideal - ainda que ele seja muito carinhoso e atencioso, parece que falta algo -, o relacionamento com os pais também não é dos melhores, mas isso acontece desde que sua prima Kerry foi morar com sua família. Resumindo: não está sendo fácil!

Enquanto está em Londres, visitando a empresa, Jack parece balançar as certezas de Emma, afinal, ela lhe contou seus segredos e essas certezas não parecem assim tão certas.



Quando eu soube que o livro seria adaptado para o cinema, corri para reler e me diverti muito novamente, relembrando a loucura que é a vida de Emma e como Jack mexe com seu mundo. O filme teve o roteiro adaptado por Peter Hutchings, foi dirigido pela Elise Duran e estreou nos Estados Unidos em outubro do ano passado. Entretanto, não sei quando chegará ao Brasil. 

Os protagonistas dessa história são interpretados pela Alexandra Daddario e Tyler Hoechlin e, pelo trailer, parecem combinar nos papéis. Quanto aos outros personagens, só assistindo para saber, não é mesmo? E torcer para que não tenham alterado demais a história na adaptação. 

Espero que o filme chegue logo ao Brasil, eu como uma boa fã, aguardo ansiosamente. Alguém mais aí esperando também?





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22 fevereiro, 2020


[Cinema] Jojo Rabbit



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Além de ser uma forma de diversão, o humor é uma poderosa ferramenta de questionamento. Piadas moldam a percepção que as pessoas têm de normalidade e do que é aceitável. O que funciona como gancho da piada geralmente é aquilo que se considera estranho, incomum ou até mesmo "anormal". Na tentativa de questionar o status quo, alguns humoristas se voltam para os detentores do poder e transformam tiranos e poderosos em ridículos. Uma estratégia que funcionou muito bem para Charles Chaplin em O Grande Ditador (1940) e volta a funcionar em Jojo Rabbit; com maestria, diga-se de passagem.

É importante lembrar que fazer piada com Hitler e transformá-lo em uma caricatura não é uma forma de diminuir o sofrimento causado aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Nada no mundo vai apagar os horrores do holocausto. Por isso mesmo as piadas são direcionadas à figura de Hitler, o rosto do nazismo, e com isso ridicularizam não só o ditador e seus seguidores como quaisquer outros que sigam regimes parecidos.

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O Hitler de Jojo Rabbit é o amigo imaginário do protagonista, portanto, a versão idealizada que uma criança tem do líder. Jojo é um garotinho que faz parte da juventude hitlerista e que sonha em lutar na guerra. Na sua imaginação, Hitler corre pela floresta, janta unicórnios e dá conselhos. A caracterização é uma piada à parte: o representante de um governo tirânico e racista é interpretado pelo próprio diretor, um judeu polinésio. Taika Waititi tem a pele escura e o histórico religioso que deixariam Hitler espumando de raiva (igual naquela cena de A queda).



Depois de um acidente no acampamento da juventude hitlerista, Jojo descobre um segredo em sua própria casa e começa a questionar seus ideais, assim como os conselhos de seu amigo imaginário. Tinha tudo para ser uma história bem clichê e talvez fosse, do ponto de vista de um soldado adulto ou com um roteiro mais sério. Mas Jojo Rabbit é uma comédia dramática e, em sua primeira metade, se permite transformar cada pequena ação na vida do protagonista em uma forma de caçoar dos nazistas. Este é o primeiro grande mérito do filme, seu humor que parece não ter limites.

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Seu segundo grande mérito é a capacidade de abrir mão do riso nas cenas em que ele não cabe. Os momentos mais dramáticos, lá pela segunda metade, são entregues de forma sutil, mostrando e dizendo apenas o necessário. Enquanto a comédia é exagerada e até pastelão em alguns momentos, o drama é gentil apesar de sofrido. Essa transição é delicada e poderia ter falhado, se não fosse a direção primorosa.

Se eu tivesse que escolher um terceiro grande mérito, seria o de dar tempo para seus personagens se desenvolverem. Não só os protagonistas mas até aqueles coadjuvantes que parecem estar ali só para serem engraçadinhos. Todos os personagens têm a oportunidade de concluir um arco até o fim do filme, além de serem interpretados por atores excelentes. Todas as atuações são perfeitas, desde Roman Griffin Davis (Jojo) até Scarlett Johansson (Rosie), passando pelo próprio Taika Waititi (Adolf) e Sam Rockwell (brilhante como o capitão Klenzendorf).

O detalhe que amarra tudo isso de forma divertida é a direção de arte. Como vemos a Alemanha pelos olhos de Jojo, tudo é colorido, ao contrário do padrão de cores usado em filmes de guerra. Aqui as cores são fortes e alegres, como em um livro infantil ilustrado. A trilha sonora também se encaixa perfeitamente, com versões em alemão para músicas dos Beatles e do David Bowie, formando um retrato alegre de um país em guerra.

Jojo Rabbit é a prova de que é possível fazer humor de qualidade sobre temas sérios, sem transformar a história em piadas grosseiras ou ser ofensivo de forma gratuita. Prova de que Taika Waititi tem talento de sobra (não que eu duvidasse) e que ainda existem formas de inovar ao contar histórias sobre a Segunda Guerra.

Numa escala de um a cinco taika waititis dormindo no trabalho, o quanto eu gostei do filme:

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16 dezembro, 2019


[Cinema] Uma Segunda Chance para Amar


Todo o mundo tem um filme de natal favorito. Aquele que esquenta o coração com um calorzinho gostoso, que faz a gente acreditar em Papai Noel e duendes, que faz a gente chorar. Alguns a gente assiste todo ano, outros fizeram parte da nossa infância. E a cada ano mais filmes surgem pra fazer parte dessa tradição. Todo dezembro, os cinemas e as plataformas de streaming são inundados de histórias de natal, cada uma delas com um toque especial.


Uma segunda chance para amar é uma história especial. Uma moça filha de imigrantes, que teve um problema de saúde grave, e agora leva a vida de forma desleixada. Kate poderia ser qualquer pessoa da nossa geração: jovem, com um emprego pouco emocionante, uma relação complicada com a família, vida pessoal bagunçada e problemas emocionais não resolvidos. Ela leva a vida um dia de cada vez, empurrando seus problemas com a barriga e não está nem um pouco interessada em romance. Quando Tom aparece, ela se esforça ao máximo pra não se envolver, mas sejamos sinceros, quem consegue resistir ao charme do Henry Golding?

O que poderia ser apenas uma comédia romântica de natal bobinha é uma história sobre se encontrar, sobre identidade e traumas e como a gente lida com tudo isso. Por trás do romance fofinho embrulhado em papel de presente tem uma crítica social extremamente relevante pro ano que está acabando. A crítica ao Brexit pode não ser óbvia pra maioria dos brasileiros mas as referências a xenofobia não estão tão distantes da gente. A expectativa que se coloca sobre pessoas que passaram ou ainda passam por problemas de saúde graves é injusta, e muitas vezes essas pessoas não tem o acolhimento que elas precisam. Espera-se que elas encaram tudo com bom humor e um sorriso no rosto quando elas não só precisam de apoio como tem direito de chorar e ficar tristes e achar tudo horrível.

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Não foi à toa que Emilia Clarke foi escolhida para interpretar Kate. A atriz teve dois aneurismas durante as gravações das primeiras temporadas de Game of Thrones; um deles rompeu, levando a um AVC, e o outro precisou ser removido por cirurgia. Apesar de não ter tido sequelas, todo o processo foi muito doloroso, física e emocionalmente, o que transparece durante o filme. Claro que ela é uma atriz muito talentosa e que consegue equilibrar muito bem os aspectos cômicos e dramáticos da personagem, que parece ter sido escrita pra ela.

Também não é a primeira vez que Emma Thompson canta em língua estrangeira para uma filha, já que em 2012 ela interpretou a mãe da Merida em Valente e cantou uma música linda em gaélico. Outra atriz que mostra seus talentos no filme é Michelle Yeoh, que interpreta Noel, a dona da loja. A atriz, tão acostumada ao papel de mulher séria e brava (como foi em Podres de ricos e Star Trek: Discovery, por exemplo), mostra um lado gentil e cômico que a gente não tinha visto ainda.

O grande defeito do filme é não incluir mais músicas do George Michael, já que o longa foi anunciado como inspirado nas músicas dele mas só duas parecem ter importância na trama. Apesar disso, o filme é muito fofo e com uma revelação surpreendente mais pro final. Um excelente filme de natal e uma comédia romântica dramática linda.

Numa escala de um a cinco dos meus filmes de natal favoritos, o quanto eu gostei deste:

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(Esqueceram de mim, Simplesmente amor, A origem dos guardiões, Duro de matar, O estranho mundo de Jack)
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16 setembro, 2019


[Cinema] Yesterday


Yesterday é um filme feito pra quem é fã dos Beatles. O que não quer dizer que ele não funciona pra quem não é (incluindo esta que vos fala).

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Jack Malik é um músico fracassado que trabalha num supermercado e não consegue emplacar a carreira de jeito nenhum, a despeito das tentativas de sua amiga e empresária Ellie. Depois de uma pane elétrica mundial, ele sofre um acidente e acorda em uma realidade em que tudo parece igual, exceto que ninguém lembra dos Beatles. Quando descobre que a banda nunca existiu ele decide gravar as músicas que se lembra. Jack então vira um fenômeno mundial, apesar de ser atormentado pela mentira que conta pra todos, inclusive Ellie.

O filme é uma espécie de Across the universe mais divertido, com várias referências a músicas dos Beatles mas sem se basear em nenhuma delas especificamente. É um longa muito mais leve, com muitos momentos cômicos e cenas emocionantes. Parte do mérito é do elenco, que conta com Himesh Patel sendo uma grata surpresa. No seu primeiro grande filme, o ator tem a responsabilidade de ser a voz dos Beatles no filme e surpreende por seu talento musical. Se Jack parece involuntariamente cômico, e graças à performance de Patel. Lily James continua sendo a mocinha fofa e gentil e sua Ellie não escapa do tipo de personagem que ela geralmente interpreta. Os destaques do elenco vão para Kate McKinnon, hilária como a empresária grosseira e sem coração; e Sanjeev Bhaskar, pai do protagonista e que é divertido por ser tão desatento.

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As músicas são usadas pra conectar os momentos da história e se encaixam muito bem no roteiro, apesar de uma música do Ed Sheeran estar meio jogada no meio do filme e parecer completamente deslocada (eu ainda não entendi o que o Ed Sheeran tá fazendo nesse filme). Patel canta versões de várias músicas famosas dos Beatles com respeito e talento inegáveis. Ele de fato parece um fã que admira o trabalho da banda e tenta fazer o melhor cover que consegue.
Com certeza um filme que vai passar na Sessão da Tarde daqui a alguns anos, Yesterday é uma homenagem a uma das maiores bandas da história da música. Com um roteiro feito sem reverência mas com muito respeito e admiração, uma história de fácil identificação, boas atuações e trilha sonora que dá vontade de cantar junto.

Numa escala de um a cinco filmes baseados em bandas/músicos reais, o quanto eu gostei do filme: (velvet goldmine, across the universe, the runnaways, rocketman, the dirt)

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Sinopse: Após sofrer um acidente, um cantor-compositor (Himesh Patel) acorda numa estranha realidade, onde ele é a única pessoa que lembra dos Beatles. Com as músicas de seus ídolos, o protagonista se torna um sucesso gigante, mas a fama tem seu preço.












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18 julho, 2019


No Escurinho do Cinema #305


E aí pessoal, tudo bem??
Vamos conhecer os filmes dessa semana? Chegou a hora de saber como será esse novo filme d'O Rei Leão estão curiosos como eu?

O Rei Leão
Direção: Jon Favreau
Elenco: Ícaro Silva, Donald Glover, Beyoncé Knowles-Carter
Gênero: Aventura, Animação
Duração: 1h58min
Nacionalidade: EUA
Sinopse: Simba (Donald Glover) é um jovem leão cujo destino é se tornar o rei da selva. Entretanto, uma armadilha elaborada por seu tio Scar (Chiwetel Ejiofor) faz com que Mufasa (James Earl Jones), o atual rei, morra ao tentar salvar o filhote. Consumido pela culpa, Simba deixa o reino rumo a um local distante, onde encontra amigos que o ensinam a mais uma vez ter prazer pela vida.


O Bar Luva Dourada
Direção: Fatih Akın
Elenco:Jonas Dassler, Margarete Tiesel, Hark Bohm
Gênero: Drama, Suspense
Duração: 1h50min
Nacionalidade: Alemanha
Sinopse: Na década de 70, os habitantes da cidade de Hamburgo sofrem quando os jornais começam a noticiar o desaparecimento sucessivo de vários cidadãos seguindo um padrão específico. Começa então uma das mais complexas investigações de assassinatos em série que o local já havia presenciado até o momento.



Jornada da Vida
Direção: Philippe Godeau
Elenco:Lionel Louis Basse, Omar Sy, Fatoumata Diawara
Gênero: Drama, Comédia
Duração: 1h44min
Nacionalidades: França, Senegal
Sinopse: Um ator francês (Omar Sy) de descendência senegalesa faz uma viagem à África para promover o seu livro. No local, descobre que um de seus maiores fãs é Yao, um garotinho que efetuou uma longa viagem sozinho para vê-lo. Comovido com a história do menino, decide acompanhá-lo de volta à sua casa, e no percurso, confronta-se às suas próprias raízes.



E então, pretendem assistir algum?
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