12 setembro, 2023


[Resenha] Teoricamente Princesa - Alyssa Cole

Ficha Técnica 

Título: Teoricamente Princesa
Título Original: A Princess in Theory
Autor: Alyssa Cole
ISBN: 978-65-5535-109-5
Páginas: 304
Ano: 2020
Tradutor: Fernanda Cosenza
Editora: Planeta do Brasil (Selo Essência)
Dividida entre a pós-graduação e os vários empregos, Naledi Smith não tem tempo para contos de fadas… Ou paciência para os e-mails constantes alegando que ela está noiva de um príncipe africano. Certo. Ok. Excluir! Filha adotiva, ela aprendeu que as únicas coisas em que pode confiar são ela mesma e o método científico, e um e-mail idiota não a convencerá do contrário.
O príncipe Thabiso é o único herdeiro do trono de Tesolo, concentrando as expectativas de seus pais e seu povo. Seu casamento está no topo da lista de prioridades do reino. Sempre obediente, ele localiza sua noiva desaparecida. Quando Naledi confunde o príncipe com um plebeu qualquer, Thabiso não resiste à chance de experimentar a vida — e o amor — sem o peso de sua coroa.
A química entre eles é instantânea e irresistível, e a amizade sedutora rapidamente se transforma em noites apaixonadas. Mas quando a verdade é revelada, uma suposta princesa pode se tornar uma princesa para sempre?

Resenha


Naledi Smith mora em Nova Iorque e, órfã há muitos anos, está calejada de todos os golpes da cidade. Ou seja, receber um e-mail de alguém afirmando ser de um reino africano e que ela é a prometida de um príncipe não vai convencê-la a passar nenhuma informação. É por isso que há meses ela simplesmente ignora todos os e-mails desse tal remetente Likotsi que ainda não percebeu que ela não é um bom alvo.

Desde os treze anos, Ledi se divide entre os estudos e o trabalho, quando ela decidiu que queria ser cientista, uma epidemiologista. Como não foi adotada, Ledi saiu do sistema do governo e ficou por conta própria e o pior, ela não tinha qualquer parente, não lembrava de nada do seu passado e, com seu histórico, não conseguia confiar nas pessoas. No entanto, a vida dela está para mudar. Radicalmente.

A verdade é que Naledi Smith é Naledi Ajoua e os pais fugiram com ela do Reino de Tesolo quando ela era uma criança, mas já era a prometida e noiva do príncipe Thabiso Moshoeshoe. Ninguém sabe o motivo da fuga, mas o caso é que, logo depois da fuga, os pais de Naledi faleceram e ela não se lembra disso. O problema é que em Tesolo as pessoas acreditam que os Ajoua vivem muito bem em qualquer que seja o país que estejam e pouco se importam com eles.

E, contra o que todos esperavam, durante muitos anos o pequeno Thabiso acreditou que sua princesa voltaria para ele. Mas é claro que as responsabilidades do trono vieram, ele se tornou o solteirão mais cobiçado da África, porém, com a ajuda de sua fiel assistente — e amiga — Naledi pode retornar à sua vida, mesmo que não seja como ele esperava.
— Na verdade, vou corrigir o que eu disse. Todo mundo que alguma coisa de você, mas, às vezes, existe uma pessoa para quem você quer dar alguma coisa. Às vezes, o fato de se doar a essa pessoa torna você melhor. E aí não parece tão ruim o que você tem que dar para todos os outros.
P. 122
Thabiso é extremamente dedicado às obrigações e estava decidido a "jogar na cara" de Naledi a falta de responsabilidade dela e dos pais ao fugirem da obrigação, mas ao conhecê-la, ele fica completamente encantado e, quanto mais ele passa um tempo com ela, mais ele quer entender essa mulher que não conhece a própria história, seu passado, que não sabe quem ele é. E o principal: ele quer que ela goste dele pelo homem que ele é, não o príncipe.

Mas, e quando a verdade vier à tona? Thabiso não pensou nas consequências de se deixar levar pela oportunidade de alguém conhecer o homem e não o príncipe, afinal, Ledi não lida bem com quebra de confiança e isso pode ser o fim do que poderia ter sido um grande conto de fadas.

Bem, esse é o primeiro livro que leio da Alyssa e adorei a escrita dela, inclusive tenho outros na lista (os de época), espero ter a oportunidade de ler em breve.🤎


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28 novembro, 2022


[Resenha] Disputa Irresistível - Vi Keeland

Ficha Técnica 

Título: Disputa Irresistível
Título Original: We Shouldn't
Autor: Vi Keeland
ISBN: 978-65-553-5009-8
Páginas: 304
Ano: 2020
Tradutor: Débora Isidoro
Editora: Planeta do Brasil (Selo Essência)
Bennett Fox entrou na minha vida em uma manhã infernal de segunda-feira.
Eu estava atrasada para o primeiro dia em meu novo emprego: um trabalho pelo qual eu teria que batalhar, por causa de uma inesperada fusão.
Enquanto carregava meus pertences para o meu novo escritório, recebi uma intimação para comparecer ao estacionamento. A policial de trânsito tinha multado uma longa fila de carros — exceto pelo Audi estacionado na minha frente, que por acaso era da mesma marca e modelo do meu. Irritada, decidi presenteá-lo com minha multa. Provavelmente o dono pagaria sem nem se questionar. Porém, acidentalmente, quebrei o limpador de para-brisa enquanto deslizava o bilhete para a janela do carro.
As coisas só começaram a melhorar quando encontrei um homem lindo no elevador. Tivemos um desses breves momentos que só acontecem nos filmes. Você sabe do que eu estou falando… Seu corpo se acende, fogos de artifício explodem e o ar ao seu redor crepita com eletricidade. Talvez o novo trabalho não fosse tão ruim assim.
Ou pelo menos foi o que eu pensei, até eu entrar no escritório do meu novo chefe e conhecer meu concorrente. O homem do elevador era agora meu inimigo. Seu olhar não tinha sido por causa de qualquer atração mútua. Foi porque ele me viu vandalizar seu carro. E agora ele não podia esperar para aniquilar sua rival.

Resenha


Gente, só quando eu comecei a escrever essa resenha foi que eu percebi que faz dois anos que li o último livro escrito apenas pela Vi Keeland, estou tão acostumada a ver livros dela com a Penelope Ward

Annalise O'Neil tem vinte e cinco anos e é diretora criativa de uma agência de publicidade Wren que acabou de fundir com a Foster Burnet e agora todas as horas excessivas de trabalho dos últimos anos para chegar a posição em que está podem estar em perigo. Mesmo que a união entre as duas empresas tenha sido baseada no acordo de que as pessoas não seriam demitidas, o fato é que o cargo dela era ocupado por outra pessoa na outra agência. Como isso seria resolvido? Como se não bastasse o estresse das mudanças no trabalho, no último Dia dos Namorados, Andrew, seu namorado de oito anos, resolveu que eles precisavam de um tempo no relacionamento — é mole que ele escolheu justo essa data para dizer uma coisa dessa? Cretino!

Vamos melhorar um pouco as coisas? No primeiro dia de integração dos dois escritórios, Anna levou uma multa, quebrou o limpador de para-brisa do carro de alguém e descobriu que o cara que ela achou que tinha olhado com interesse para ela no elevador era na verdade seu concorrente.
Sou protetor por natureza, só isso. E, embora a mulher tenha progredido na empresa até conquistar uma posição equivalente à minha, ela evidentemente não sabia merda nenhuma sobre os homens.
Posição 45%
Bennett Fox tem trinta e um anos e é diretor criativo na agência de publicidade Foster Burnett, que agora é Foster, Burnett e Wren, e sem dúvida não sabe como ficará seu emprego, mas, no primeiro dia em que os dois escritórios finalmente estão juntos ele descobrirá que seu emprego depende de vencer uma concorrência contra Annalise, a quem ele acabou de conhecer (e descobriu que quebrou seu limpador de para-brisa sabe-se lá por qual motivo). Assim, Bennett e Annalise deverão criar campanhas para três contas que serão avaliadas pelo conselho da empresa, quem ganhar duas delas, ficará no escritório da empresa em São Francisco e o que perder continuará no cargo, mas em Dallas, no Texas, algo que nenhum dos dois quer.

Ambos têm uma vida estabelecida em São Francisco, mas Bennett tem uma razão que certamente ficaria muito complicada com uma mudança de estado (sim, isso me deixou muito tendenciosa, mas vamos em frente). Logo, eles farão de tudo para ganhar essa disputa, porém, é claro desde o início que eles têm uma química muito forte entre si — mesmo disputando o mesmo cargo e havendo a política contra relacionamentos amorosos entre colegas na empresa. O caso é que Bennett não é um cara de relacionamentos (ele nunca passou um Dia dos Namorados tendo uma namorada porque ele realmente nunca teve uma) enquanto Anna, como a gente viu, passou os últimos oito anos em um relacionamento firme (ainda que tenha sido péssimo).

Ainda assim, enquanto os capítulos passam e, alternando entre Bennett e Anna, a gente vai conhecendo um pouco mais da história dos dois (e do que levou Bennett a não ter relacionamentos) e vai torcendo para que os dois encontrem o meio-termo para si e fiquem juntos, afinal isso é um romance e é tudo que a gente quer mesmo.

Adorei como a Vi conduziu a história e como construiu os personagens. Sem dúvida Bennett e Annalise são maravilhosos juntos e o que dizer da melhor amiga dela, Madison? Ótima, assim como a mãe de Anna, que quer porque quer encontrar um par para a filha — e viu em Bennett o cara perfeito para isso. Divertidíssima! 
— Você não merece ser magoada de novo, e eu não mereço ter amor. — Fiquei arrasada quando ele disse isso. Ele merecia muita coisa boa na vida.
Bennett fechou os olhos e se controlou para continuar.
— Mas cansei de me preocupar com o que eu mereço ou você merece, porque sou egoísta o bastante para não dar a mínima para o fato de não te merecer, e vou me esforçar muito todos os dias para me tornar o homem que você merece. — Ele sorriu e deslizou um dedo por meu rosto. — Te amo. — A voz dele tremeu. — Te amo muito, Annalise.
Posição 93%

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27 julho, 2022


[Resenha] Querido Vizinho - Penelope Ward

Ficha Técnica 

Título: Querido Vizinho
Título Original: Neighbor Dearest
Autor: Penelope Ward
ISBN: 978-85-422-1370-6
Páginas: 304
Ano: 2018
Tradutor: Débora Isidoro
Editora: Essência
Depois de tomar um pé na bunda, a última coisa que eu precisava era me tornar vizinha de alguém que me lembrasse do meu ex-namorado, Elec. Damien era uma versão mais sexy do meu ex. O vizinho que eu chamei de “artista irritado” também tinha dois cachorros enormes que me mantinham acordada com seus latidos. Ele não queria nada comigo. Ou era o que eu pensava até que uma noite eu ouvi risadas vindo através de um aparente buraco na parede do meu quarto. Damien estava ouvindo todas as minhas sessões de telefone com o meu terapeuta.
O artista sexy agora conhecia todos os meus segredos mais profundos e inseguranças. Nós começamos a conversar. Ele me deu dicas para superar meu rompimento. Tornou-se um bom amigo, mas deixou claro que não poderia ser nada mais. O problema era que eu estava me apaixonando por ele. E por mais que ele me afastasse, eu sabia que ele sentia algo por mim… porque seu batimento cardíaco não mentia. Eu pensei que meu coração havia sido destruído por Elec, mas estava vivo e batendo mais forte do que nunca por Damien. Eu só esperava que ele não o destruísse para sempre.

Resenha


Chelsea Jameson tem vinte e cinco anos e recentemente se mudou do apartamento onde até pouco tempo vivia com o homem que acreditava que a amava, que a pediria em casamento. Porém, a rasteira veio rápida e de maneira inesperada, então, tentando se recuperar, o primeiro passo era sair do ambiente onde viveram juntos.
— (…) O problema é que você está deixando os erros dele refletirem em você. Você não fez nada de errado, só foi uma namorada amorosa. Ele não te merecia.
Posição 13%
A área onde Chelsea mora agora é rodeada de artistas e bem mais perto do Centro da Juventude, onde ela trabalha como diretora de artes, o único problema é que seu vizinho — lindo, mas a quem ela chama de Artista Nervosinho porque já o viu interagindo com alguns vizinhos — tem dois cachorros que não a deixam dormir. Além disso, ela descobriu que ele estava escutando suas sessões de terapia por telefone, ou seja, o cara sabe demais sobre ela. Como se isso não fosse constrangedor o suficiente, ao procurar o síndico para reclamar dos cães, ela descobriu que ele era o dono do prédio.

Damien H. Hennessey tem vinte e seis anos e, após ter trabalhado um tempo no Vale do Silício e ter desenvolvido um programa com um amigo e vendido por um bom dinheiro, ele decidiu que queria viver a vida. Por isso investiu comprando o edifício e alugando-o e pode fazer suas pinturas de spray. Entretanto, a presença de Chelsea em seu prédio é perturbadora para suas certezas.
— Só sei que não posso ser o que alguém como você precisa em um namorado, em um parceiro. Não é que não vamos nos divertir ou que não vai ser ótimo no começo. Eu não sou bom para você a longo prazo, não sou para casar. E as razões são muito complexas para falar delas agora, basta dizer que não têm nada a ver com você e tudo a ver comigo. Eu não posso, em sã consciência, começar alguma coisa com uma garota como você.
— Uma garota como eu…
— Sim. Você não é o tipo de garota que um cara leva para casa para dar uma rapidinha. Você é a garota que ele mantém.
Posição 19%
Depois do “estranhamento” inicial, Chelsea e Damien se tornam amigos, mas é evidente que Chelsea sente-se atraída por Damien, porém, ele logo deixa claro que não pode ser mais do que amigo dela. Embora aceite a condição — afinal já se apegou aos três Ds, Damien e os cães Dudley e Drewfus — há sinais confusos vindos de Damien e como não temos capítulos narrados por ele, não dá para entender se ele de fato está interessado nela e, se está, o que o impede de avançar para um relacionamento.

Enquanto os capítulos passam, nós — assim como Chelsea — torcemos para entender o que há no passado de Damien e queremos que eles fiquem juntos, pois, se amigos já são tão bom juntos, imaginem como casal?

Quando enfim descobrimos o segredo de Damien, entendemos o motivo para ele ter agido com Chelsea daquela maneira e, ainda assim, seguimos torcendo para que eles superem todas as barreiras do caminho.

O casal é lindo e a história é ótima, eu só senti falta mesmo de capítulos do Damien, pois, como vocês sabem, eu gosto de ler os dois lados da história.
— (…) Mas agora as coisas são diferentes. Não consigo mais aceitar isso. Agora só quero viver. Minha vontade de viver é mais forte que meu medo da morte… por sua causa. Você é a razão para eu querer tanto viver.
Posição 71%

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08 dezembro, 2020


[Resenha] Aprendendo a Seduzir - Patricia Cabot

Ficha Técnica 

Título: Aprendendo a Seduzir
Título Original: Educating Caroline
Autor: Patricia Cabot
ISBN: 978-85-7665-509-1
Páginas: 368
Ano: 2010
Tradutor: Olga Cafalcchio
Editora: Planeta do Brasil (Selo Essência)
Durante um baile, Lady Caroline Linford abre a porta de um dos cômodos e flagra seu noivo, o marquês de Winchilsea, nos braços de outra mulher.
Para a sociedade vitoriana do século XIX, tais escapulidas masculinas eram normais, e cancelar o casamento seria impensável. O jeito, decide a jovem, é aprender a ser, ao mesmo tempo, a esposa e a amante, para que o marquês nunca mais tenha de procurar outra mulher fora do lar. Por isso, resolve tomar lições - teóricas, claro - sobre a arte do amor com o melhor dos professores: Braden Granville, o mais notório libertino de Londres.
Logo nas primeiras aulas começam a voar faíscas e as barreiras entre professor e aluna caem.
Escrito por Meg Cabot, sob seu pseudônimo, esse romance vai mostrar que o amor escolhe seus próprios caminhos, sempre imprevisíveis.

Resenha


Não sei vocês, mas eu fico maravilhada quando engato uma série de livros deliciosos, é como se a vida dissesse: vai minha filha, vai dar tudo certo. E que isso continue. 

Neste livro, a incrível Meg Cabot, sob o pseudônimo Patricia Cabot, nos apresenta Lady Caroline Linford, uma jovem de 21 anos que está às vésperas do seu casamento com o marquês de Winchilsea, um partido cobiçado no mercado casamenteiro. O pai de Caroline foi o primeiro conde de Bartlett, título concedido pela rainha quando ele instalou no palácio uma rede de encanamentos que permitiu que Sua Majestade tivesse água quente a qualquer momento e rapidamente. Sendo de uma família de título muito recente, foi uma surpresa agradável quando o marquês, amigo de seu irmão mais novo, Thomas, e de uma família de título antigo, pediu a jovem Caroline em casamento, logo ela, uma jovem tão tímida e quieta que não despertava muito interesse por onde passava. Claro que ter uma grande fortuna é um diferencial, ainda mais quando a maioria das famílias detentoras de títulos antigos estão praticamente falidas, como é o caso de Hurst Slater, o décimo marquês de Winchilsea. 

Caroline apenas não imaginava que o deslumbramento com seu noivo acabaria em um baile, quando, por acaso, o descobriu em uma sala privada, nos braços de outra mulher, uma mulher que, ainda por cima, estava noiva. Como cancelar o casamento quando sua mãe lhe diz que é comum na Sociedade que os homens casados tenham amantes? Como cancelar o casamento quando ela sente-se em dívida com Hurst por ter salvado a vida de Tommy alguns meses atrás quando ele foi baleado em Oxford? Não. Não há maneira de cancelar o casamento. Mas ela precisa tomar alguma atitude e o certo é: Caroline precisa aprender a seduzir para conquistar seu futuro marido, pois é certo que, com isso, ele abandonará a amante. Porém, quem poderia dar aulas de sedução para uma dama?  

Braden Granville tem 30 anos e é um empresário bem-sucedido. Ao contrário do que é aceitável na Sociedade londrina do século XIX, onde é apreciado apenas o dinheiro provindo de heranças ou de rendimentos seguros, Braden, que sempre viveu em Seven Dials (região onde vivia a maior parte da população pobre londrina) enriqueceu no mercado de armas, onde seus produtos ficaram conhecidos por serem mais seguras que as outras já existentes. Assim, sendo tão rico que não pode mais viver em Seven Dials, mas sem o berço que Mayfair tanto preza, ele vive em um novo bairro, convive com pessoas que não aceitam sua origem, mas isso pode mudar por conta de seu noivado com Lady Jacquelyn Seldon, filha do duque de Childes. Acontece que, faltando pouco mais de um mês para o casamento, Braden tem certeza que sua noiva o está traindo e ele precisa de provas para terminar o noivado, pois sequer passa pela cabeça dele fazer qualquer tipo de acordo com ela, dando-lhe ainda mais do seu dinheiro suado. 

Além de ser conhecido por ser absurdamente rico, Braden também tem fama de ser um sedutor. Ainda que não tenha um rosto tão atraente, como as damas apreciam no marquês de Winchilsea, certamente ele tem seu talento. Por isso, ninguém melhor que o Lothario de Londres para lhe dar aulas de sedução, na teoria, é claro. Braden ganhou esse apelido por conta de um personagem do livro The Fair Penitent (O Penitente Justo, em tradução livre), de Nicholas Rowe, que seduzia e enganava as mulheres.  

Óbvio que ele não foi a primeira escolha de Caroline. Seu primeiro alvo foi seu irmão, mas como ele não lhe disse nada do que ela precisava para conquistar um homem e ela certamente não poderia falar com Hurst, uma vez que o objetivo era conquistá-lo, abordar Braden Graville era lógico, principalmente porque Caroline tinha algo a oferecer: seu testemunho da quebra de compromisso de Lady Jacquelyn, que garantia a vitória a ele no julgamento. 
Oh, com pôde ter feito uma coisa tão estúpida como se apaixonar por Braden Granville? Porque a despeito do que ela dissera a Emily — que ele não era aquele grande sedutor que todo mundo pensava que era, mas de fato um homem muito bom, atencioso, que pelo menos tentara dizer não a ela quando o havia procurado pela primeira vez com aquele plano ridículo — não havia como não saber que ele era um Lonthario, na verdade "o" Lothario. O Lothario de Londres.
P. 211
A doce Caroline, avessa a armas e violência não poderia ser mais diferente do impetuoso Braden, acostumado a conseguir as coisas com muito trabalho e dedicação. E certamente, a proposta de Lady Caroline o pegou de surpresa, afinal, quando poderia imaginar que uma dama da Sociedade o procuraria para aprender a seduzir e com aulas estritamente teóricas? Braden não esperava por uma proposta desse tipo, muito menos esperava que uma jovem, que inicialmente tinha uma aparência comum, passasse a despertar nele sentimentos que ele nunca imaginou que viria a sentir, mas Caroline tem as características que ele mais admira nas pessoas: lealdade e determinação, o que pode ser visto em sua amizade com Lady Emily Stanhope, integrante do movimento pelo sufrágio feminino, que, com suas constantes manifestações levou seu pai a se negar a pagar suas fianças para ser libertada da prisão (cargo que agora é de Caroline) e também pode ser visto na maneira como ela é apaixonada por cavalos, amor que herdou do pai e, assim como ele, briga com vários condutores nas ruas de Londres quando vê algum deles sendo maltratado. O que acaba com ela comprando o animal e o enviando para a casa de campo da família de Emily. Qual dama de Londres faria coisas deste tipo?

Eu simplesmente fiquei encantada com a história, com os personagens, com o suspense que foi criado desde o início e que nos persegue enquanto o romance é desenvolvido. Claro que também há momentos em que dá vontade de bater a cabeça de certos personagens na parede para ver se pegam no tranco, para perceberem o que está diante de seus olhos ou para não cometerem os mesmos erros, mas é preciso lembrar a época em que a história se passa e que muitas das situações eram absolutamente comuns. 
Como, ele imaginava, acontecera isso? Que o Lothario de Londres estivesse sentado à sua escrivaninha, sofrendo pela única mulher em Londres que ele não podia ter? Quantas mulheres, ele se perguntava, haviam sentido por ele o mesmo que ele sentia agora? Ele não sabia. Não sabia o que era aquilo. Agora entendia as longas cartas implorando que ele mudasse de ideia. Agora ele entendia as ameaças, as lágrimas.
O amor doía.
O que doía mais que tudo era que ele sabia que, embora muitas vezes tivesse dito a si mesmo que era melhor ele ir embora — que se ela não podia confiar nele agora, ela jamais poderia —, isso não era verdade. Não era melhor ficar sem ela. Ele precisava dela. Precisava de sua bondade, sua franqueza, seu humor, suam humanidade. Maldição! Precisava senti-la perto dele, sentir seu calor, seu perfume… 
P. 349-350
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13 novembro, 2020


[Resenha] A Rosa do Inverno - Patricia Cabot


Ficha Técnica 

Título: A Rosa do Inverno
Título Original: Where roses grow wild
Autor: Patricia Cabot 
ISBN: 978-85-7665-365-3
Páginas: 426
Ano: 2008
Tradutor: Cecília Gouvêia Dourado
Editora: Planeta do Brasil (Selo Essência)
Acostumado a conseguir qualquer mulher, lorde Edward Rawlings enlouquece com a sensualidade de Pegeen, que estava longe de ser a tia solteirona que ele havia imaginado. Mas Pegeen não está disposta a fazer mais concessões além de mudar-se, pelo bem de seu sobrinho, para a mansão dos Rawlings na Inglaterra. No entanto, ao chegar lá, ela logo percebe o risco que corre. Sempre movida pela razão, Pegeen sente que dessa vez seu coração está tomando as rédeas. Ela pode resistir ao dinheiro e ao status, mas conseguirá resistir a Edward?
A Rosa do Inverno é um romance leve, com boa dose de romantismo, forte aroma de sensualidade e uma pitada de suspense. Fala de paixão arrebatadora e indevida, de destino e escolha. Mas, sobretudo, é uma história que acende o debate sobre a condição feminina, o papel, os desejos, os temores da mulher. Ao confrontar o instinto de se entregar a um homem e a decisão de manter a independência, a Patricia Cabot faz do livro um espelho dos dilemas femininos.

Resenha


Sob o pseudônimo de Patricia Cabot, Meg Cabot nos apresenta este romance delicioso de ler, com personagens intrigantes, cativantes e uma história que nos envolve do início ao fim. 

Lorde Edward Rawlings é o segundo filho do falecido duque de Rawlings, mas o único vivo. Entretanto, ele não é o novo duque, isso porque descobriu que seu irmão John teve um filho e, ainda que o pai tenha banido John e sua família do seu convívio assim que ele se casou que a filha do vigário de uma pequena aldeia próxima da Escócia, o homem reintegrou o neto ao testamento em seu leito de morte. Assim, há um ano Edward incumbiu seu administrador, Sir Arthur Herbert, de encontrar seu sobrinho para poder continuar com sua vida de libertinagem e sem qualquer responsabilidade por nada. Aos 30 anos, sequer passa pela cabeça de Edward mudar sua rotina de caçadas, noites com suas amantes e muita bebida. Ou seja, ele precisa encontrar seu sobrinho de qualquer maneira. Edward só não imaginava que existia uma tia solteirona e liberal criando seu sobrinho e que o garoto não iria a lugar algum sem ela e a tia não tinha nenhum motivo para sair da pequena vila de Applesby. 

Inconformado com o fracasso de seu administrador, Edward vai pessoalmente ao vilarejo para trazer o sobrinho e a tia ao Solar Rawlings. Porém, ao chegar, ele descobre que a tal tia solteirona na verdade tem apenas 20 anos e, na mesma proporção em que é linda, tem uma língua afiada e o hostiliza abertamente. 

Pegeen MacDougal sempre viveu em Applesby e sempre foi muito presente na comunidade. Sendo a caçula do vigário, era até esperado que ela agisse desta forma, mas ela o fazia porque sentia que era o certo e seu pai, ao contrário de muitos, sempre lhe instruiu e tinha um pensamento liberal, o que fez com que Pegeen seguisse pelo mesmo caminho, mas desde a morte repentina do pai no último ano ela precisou cuidar de Jeremy sozinha e depender da caridade dos paroquianos para ter um lugar para morar e sobreviver. Mas tudo isso estava para mudar. 

Pegeen nunca imaginou que a família do pai de Jeremy fosse algum dia aparecer, ainda mais depois de o garoto já estar com 10 anos. Mas apareceu. Depois de escorraçar Sir Arthur, Pegeen acreditou que tinha resolvido o problema, entretanto, fez com que lorde Edward em pessoa aparecesse em seu pequeno chalé. Decidido a manter sua rotina de sempre conseguir o que quer, Edward logo descobriu como convencê-la a ir com Jeremy para Yorkshire. 
De início, tentara descartar os beijos trocados na cozinha da casa dela, mas, quanto mais pensava naquilo, mais percebia que Pegeen MacDougal era uma jovem realmente muito perigosa. Não porque ela beijasse de uma forma que nenhuma das amantes de Edward o havia beijado, como se realmente pusesse tudo no ato. Não, Pegeen MacDougal era perigosa porque beijava daquele jeito e não era a esposa ou amante de ninguém.
O que significa que ela era livre demais e podia se apaixonar… Ou, o que era pior, ela era livre e ele podia se apaixonar.
P. 122
Pensando no bem-estar de Jeremy, Pegeen reconsidera e a dupla parte com o lorde para Londres e, em seguida, para Yorkshire. Sendo o novo duque de Rawlings, Pegeen espera que, convivendo com pessoas educadas, Jeremy deixe de ser tão brigão e de criar tantos problemas como fazia em Applesby, mas, sendo uma criança cheia de energia, ele só ganhou novas áreas e novas pessoas com quem brigar, principalmente os garotos dos estábulos. Claro que a preocupação de Pegeen com o sobrinho não desapareceu, ela apenas não precisaria mais descobrir como faria para colocar comida na mesa e comprar roupas e sapatos para ele, mas o restante se mantinha. Entretanto, além disso, ela precisava ficar atenta ao tio do garoto, pois lorde Edward está atraído por ela e, por mais que tenham feito um acordo de que se ele tentasse qualquer coisa com ela, ela iria embora do solar e levaria Jeremy com ela, Edward nunca aprendeu a desistir de nada. 

Enquanto vive debaixo do mesmo teto que Edward, Pegeen descobre que tudo que sempre pensou da aristocracia pode ser ainda pior, pois os amigos dele são absurdamente libertinos e, para uma moça jovem, que sempre viveu em uma aldeia pequena e afastada, era demais imaginar que aquilo poderia existir. Pegeen também conhece o Edward que não é mostrado para todo mundo e se deixa levar por seus encantos, ainda que acredite que jamais poderiam ter qualquer tipo de envolvimento. Será mesmo?
Pegeen sorriu-lhe e, por um momento, fitou os olhos de Edward, aqueles olhos cinza-prateados que ela inicialmente achou frios e depois percebeu serem apenas cautelosos, como os de um falcão. Teve a oportunidade de vislumbrar Edward Rawlings como ele realmente era. Não o malandro temerário ou o sedutor destruidor de corações que fingia ser, mas o Edward Rawlings de que a sra. Praehurst falava, que tinha carregado um cão ferido do campo de caça para casa, que tratava a sua criadagem com tanta bondade. O Edward Rawlings que prometera um cavalo para um menino e depois cumprira fielmente a promessa.
P. 197-198
Além dos protagonistas, alguns personagens se destacam como Alistair Cartwright e Anne Herbert. Alistair é o melhor e único amigo de verdade de Edward e praticamente vive no solar com o amigo e Anne é a filha mais velha de Sir Arthur, que se torna uma grande amiga de Pegeen. A governanta, a sra. Praehurst também é ótima, com sua sinceridade e acolhida imediata de Pegeen. Como sempre temos alguns personagens horríveis, mas necessários à trama, mas que não deixam de ser péssimos, não é mesmo Lady Arabella Ashbury? (Podem ler o nome dela com bastante desdém.) 

Amei também ver o relacionamento de Edward e Jeremy, como eles logo se entenderam, como Jeremy praticamente passou a idolatrar o tio, vendo nele uma figura masculina forte, o que faltou ao garoto, pois, ainda que tenha sido criado também com o avô, o homem vivia mais para o trabalho do que para ele.  
"Acho que você sabe muito bem o que quero dizer", disse Edward, com mais um daqueles seus sorrisos diabólicos. "Apesar de todos os seus protestos de mocinha virtuosa, você me quer, Pegeen, tanto quanto eu quero você."
P. 205
Eu adorei a história que Cabot criou, adorei a complexidade de seus protagonistas e suas motivações para chegarem ao ponto em que estão, para terem feito o que fizeram no passado, enfim, realmente devorei este livro de tão incrível que ele é. Espero que tenham a oportunidade de lê-lo, mas como ele foi lançado a alguns anos, certamente muitos de vocês já leram, não é mesmo? Se esse é o caso, por favor, me contem nos comentários o que acharam.

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20 abril, 2020


[Resenha] Cretino Abusado - Penelope Ward & Vi Keeland

Ficha Técnica 

Título: Cretino Abusado
Título Original: Cocky Bastard
Autor: Penelope Ward & Vi Keeland
ISBN: 978-85-422-1144-3
Páginas: 272
Ano: 2017
Tradutor: Andréia Barboza
Editora: Essência
Após ser traída pelo ex-namorado – chefe da firma de advocacia em que trabalhava – Aubrey decide que precisa de um recomeço. Deixa tudo para trás e aceita um emprego em uma startup na Califórnia, Estados Unidos, e parte em uma viagem de carro que mudará toda a sua vida. Em uma parada na estrada, Aubrey conhece Chance, um homem atraente que viajava de moto. Com o corpo perfeito e sotaque australiano, o ex-jogador de futebol era bem convencido e arrogante. Quando sua moto quebra, Chance precisa da ajuda de Aubrey. Ele promete levá-la em segurança até seu destino em troca de uma carona, e os dois decidem seguir viagem juntos. Aubrey está traumatizada após seu último relacionamento, mas sente uma atração incontrolável por aquele cretino abusado. Apesar da ligação cada vez mais forte entre os dois, Chance guarda um segredo que poderá separá-los para sempre.

Resenha


Depois de ler o segundo, o terceiro e o quarto livro da série Cocky Bastard, finalmente consegui ler o livro que iniciou a série. Como não são histórias sequenciadas, nem com personagens que interagem entre si, consegui passear entre as leituras sem nenhum spoiler.

Aubrey Bloom é uma jovem advogada de patentes que, após descobrir a traição do namorado - que era sócio no mesmo escritório que ela -, resolveu que precisava mudar completamente de ares. Por isso deixou Chicago rumo a pequena cidade de Temecula, na Califórnia, com tudo o que tinha dentro do carro. Durante a viagem, ao passar por Nebraska, ela acaba "esbarrando" em Chance Bateman.

Chance também está a caminho da Califórnia, pois mora em Hermosa Beach, e sua parada em Nebraska seria rápida se a sua Harley não tivesse parado de funcionar de repente e precisasse de uma peça que não seria fácil de encontrar. Assim, ele se vê de carona com Aubrey, que aceitou oferecer uma carona para ele em troca dele trocar o pneu do seu carro - algo que ela não fazia a menor ideia de como fazer.

Em uma viagem de oito dias os dois vão se conhecendo, mas, por mais que Aubrey perceba que está gostando cada vez mais de Chance, ele deixa claro que sente-se atraído por ela, mas que não pode lhe dar nenhuma esperança de um relacionamento no futuro.
A única coisa que parecia certa era: ao final desta viagem, eu ia acabar machucada.
P. 65
A primeira parte do livro é narrado em primeira pessoa pela Aubrey, então não sabemos o que se passa na cabeça de Chance e ela termina de uma maneira que nos deixa atordoados. Da mesma maneira inicia a segunda parte, mas agora narrada pelo Chance, dois anos depois.

Chance retorna à vida de Aubrey e está decidido a reconquistá-la, mas essa não será uma tarefa simples, pela maneira como as coisas terminaram dois anos antes e porque ela agora tem um namorado. 
— Eu te amo, Aubrey. Você não consegue enxergar isso? Estou perdidamente apaixonado por você. Te amo mais do que tudo neste mundo. Quando olho em seus olhos, não vejo só você, vejo meus filhos. (...) Vejo meu futuro inteiro. Sem você, não vejo nada. Nada.
P. 220
A aproximação vivida por Chance e Aubrey durante os dias em que viajaram juntos rumo a Califórnia foi intensa e essa é a justificativa da força da relação entre eles, mas esse foi um casal que não me convenceu muito. Amei o Chance e seu sotaque australiano, sua beleza e impetuosidade, mas Aubrey deixou a desejar para mim. Não sei se foi o fato desse ter sido o primeiro livro que a Penelope e Vi escreveeram para a série, mas os outros casais foram muito melhores e foi difícil para mim não compará-los.

Vamos ver como será o quinto livro da série, Amante Britânico, que saiu recentemente pela Charme.

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18 abril, 2020


[Resenha] O Chefão - Vi Keeland

Ficha Técnica 

Título: O Chefão
Título Original: Bossman
Autor: Vi Keeland
ISBN: 978-85-422-1264-8
Páginas: 304
Ano: 2018
Tradutor: Andreia Barboza
Editora: Essência
Na primeira vez que vi Chase Parker não causei exatamente uma boa impressão. Eu estava escondida no banheiro de um restaurante, mandando mensagem de áudio para minha melhor amiga me salvar de um encontro horrível. Ele ouviu, disse que eu era uma canalha e começou a me oferecer conselhos não solicitados de namoro. Eu disse a ele que cuidasse de sua própria vida e voltei para meu encontro miserável. Ao passar pela minha mesa ele sorriu e eu assisti seu traseiro sexy e arrogante voltar para seu jantar. Não pude evitar trocar olhares com o idiota condescendente do outro lado do restaurante. Quando o deslumbrante desconhecido e sua acompanhante apareceram de repente em nossa mesa, pensei que ele iria me denunciar. Mas, ao invés disso, ele fingiu que nos conhecíamos e se juntou a nós – contando histórias elaboradas e embaraçosas sobre nossa suposta infância. E, sem que eu me desse conta, meu encontro tedioso se tornou extremamente excitante. Depois que nos separamos, não consegui parar de pensar naquele estranho que jamais veria novamente. Afinal, quais eram as chances de encontrá-lo de novo em uma cidade com oito milhões de pessoas?

Resenha


Reese Annesley tem 28 anos, mora em Nova Iorque e ama trabalhar na área de marketing, mas o fato de ter se envolvido com um colega de trabalho a levou a pedir demissão assim que ele foi promovido a chefe dela - mesmo que não entendesse praticamente nada do setor.

Além da bagunça que está sua vida profissional por causa do erro de uma noite de bebedeira, a vida amorosa de Reese não está muito bem também. É assim que no início do livro ela conhece Chase Parker no corredor do banheiro de um restaurante onde está tendo um péssimo encontro com um cara que só fala da mãe dele. #NinguémMerece

Chase ouve a súplica que Reese faz a amiga, Jules, para que ligue para ela, salvando-a desse terrível encontro. Como Jules não dá sinal de vida, Chase vê ali a oportunidade de se aproximar dela, ainda que ele também esteja em um encontro e que Reese não tenha pedido a sua ajuda.
— Dê uma chance. Talvez eu seja aquele que não vai decepcionar você.
P. 305
O encontro casual ocorre novamente semanas depois - ainda que seja inacreditável em uma cidade do tamanho de Nova Iorque - e, conversando, Chase pega o número do telefone de Reese para intermediar o contato dela com uma pessoa que poderá ajudá-la a encontrar um novo emprego. É assim que Reese acaba trabalhando na Parker Industries - mesmo que Chase não quisesse que isso acontecesse.

Chase é CEO da empresa, que fundou quando concluiu a universidade. Enquanto estudava, criou uma cera de depilação que foi o carro-chefe para seu ingresso no mundo dos negócios. A empresa de cosméticos é um sucesso, mas a vida pessoal de Chase se resume a casos rápidos e superficiais, até que ele conhece Reese e sua intenção é que dure mais do que os outros. Por isso, tê-la trabalhando para ele não era o ideal, uma vez que a política da empresa proíbe relacionamentos amorosos entre os funcionários.

Mesmo assim, uma vez que Reese é contratada, ele não desistirá tão facilmente dela, mesmo quando descobre que a razão para ela ter saído do último emprego foi o envolvimento com um colega de trabalho.
— Depois dos erros idiotas que cometi no passado, é claro que a ideia de um relacionamento com alguém no trabalho me assusta. Mas acho que realmente me deu medo foi sentir algo forte o suficiente para estar disposta a assumir um risco proposital. — Sorri. — Tendo a ser avessa ao risco, caso você não tenha notado.
P. 365
Sabem aquele ditado "água mole em pedra dura tanto bate até que fura"? Pois é, Chase é insistente e não é fácil para Reese resistir. A química entre eles é intensa. Mas, sendo um livro da Vi, sabemos que o casal sempre sofre um pouco depois de se entender e, normalmente, é algo intenso. Não foi diferente em O Chefão. Tanto o passado de Chase como o de Reese deixaram marcas profundas que refletem ainda no dia a dia deles. E quando a gente acha que já sabe tudo sobre o passado deles, mais descobertas são reveladas e nos deixam ainda mais impactados.
— Isso não é ter pânico. Pânico é quando você deixa o medo controlar sua vida, impedindo que você faça as coisas. Quando você tem medo, mas encara as situações e segue vivendo, isso é ser corajoso.
P. 159
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02 fevereiro, 2020


[Resenha] Pode Beijar a Noiva - Patricia Cabot

Ficha Técnica 

Título: Pode Beijar a Noiva
Título Original: Kiss the Bride
Autor: Patricia Cabot
ISBN: 978-85-7665-617-3
Páginas: 238
Ano: 2011
Tradutor: Sulamita Pen
Editora: Planeta (Selo Essência)
Apenas um homem poderia propor a ela casamento... Emma Van Court, dama de uma família londrina, jamais esperava ficar viúva e sem vintém na aldeia escocesa de Faires. E quando uma fortuna lhe foi prometida, se ela tornasse a se casar, a bela professora deparou-se com um mosaico de homens solteiros lutando por suas atenções, desde o pastor local até um detestável barão. Um doce beijo selaria aquele amor... James Marbury, conde de Denham, era moderno e sofisticado... e totalmente desacostumado às estradas lamacentas e aos telhados de palha de Faires, para onde viera depois de saber do falecimento de seu primo Stuart. E sem demora ficou exasperado ao descobrir que seu amor louco e intenso pela viúva Emma continuava tão forte quanto antes. Diante de tantos homens solteiros que a cortejavam, James encontrou uma única solução: oferecer-se como marido temporário para Emma... mesmo que secretamente ele desejasse fazer seus votos durarem para sempre.

Resenha


Nesse livro, que é o segundo que leio da Meg Cabot sob o pseudônimo Patricia Cabot, Emma Van Court  é uma jovem de 18 anos que, após ficar órfã, foi criada por seus tios. Com isso, cresceu com a prima, Penelope Van Court e vizinha da família Marbury, e os jovens primos James Marbury - conde de Denham - e Stuart Chesterton.

Enquanto crescia, Emma se encantou pelo espírito benevolente de Stuart, que, graças ao primo, estudou para entrar para se tornar clérigo e ajudar o próximo, algo que Emma também ansiava por fazer em sua vida, mesmo não tendo uma renda própria. Mas sua amizade com James acabou quando ela lhe informou o plano de fugir com Stuart para casarem-se e morar na Escócia, onde toda a ajuda seria necessária.

Agora, um ano depois dos jovens terem fugido, Emma continua vivendo na afastada aldeia de Faires, na Escócia e está viúva. Além disso, a sorte a abandonou há algum tempo e não dá sinais de retornar. Emma está sozinha, vivendo na cabana - única coisa que Stuart lhe deixou - e com um mínimo salário de professora, regrando cada centavo para sobreviver, receberá a visita inesperada do conde de Denham.
Aquela seria finalmente sua oportunidade de provar a Emma que não era mais o homem egoísta de coração duro de antes. Emma mudara tudo no dia em que fugira para casar-se com Stuart. Ela lhe ensinara que todo dinheiro do mundo não podia comprar o que ele realmente queria e não era capaz de impedir o que ele mais temia que ocorresse.
P. 140
James foi a Faires assim que soube da morte do primo, ainda que na última vez que se viram tenham se desentendido. O fato de Emma ter avisado da morte de Stuart apenas seis meses depois do acontecido por conta do surto de tifo que acometeu a pequena aldeia, James foi buscar o corpo do primo para descansar com os parentes, mas não imaginava que Emma ainda estava morando lá.

Mas é claro que Emma não voltaria para Londres, onde seus tios haviam sido contra o casamento dela com Stuart e romperam os laços. Além disso, Emma não abandonaria seus alunos em Faires, ainda que não fosse uma professora formada, ajudava como podia após o professor ter morrido no surto da doença. James só não sabia disso e do segredo que ela guarda para não sair de Faires.
— Emma, quando um homem que nunca teve nada negado em sua vida encara subitamente o fato que não pode ter o que mais deseja dirá quase tudo para tentar convencer-se de que jamais desejou aquilo. Mas acredite no que eu digo, Emma, não me lembro de uma época em que eu não desejasse que você fosse minha.
P. 233
James e Emma continuam brigando como cão e gato e fica claro para quem está lendo que James é apaixonado por Emma há muito tempo, enquanto ela só tinha olhos para Stuart. Entretanto, sinceramente foi um casal que não me conquistou, a história foi confusa em muitas partes e eu me vi simplesmente lendo por ler em alguns trechos e porque eu dificilmente deixo um livro antes de dar a ele uma chance de chegar ao final. Bem, mas ainda tenho aqui outros livros dela para tirar essa impressão, não é mesmo?!

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28 abril, 2019


[Resenha] Metido de Terno e Gravata - Vi Keeland & Penelope Ward

Ficha Técnica 

Título: Metido de Terno e Gravata
Título Original: Stuck-Up Suit
Autor: Vi Keeland & Penelope Ward
ISBN: B07K8P8N57
Páginas: 334
Ano: 2018
Tradutor: Débora Isidoro
Editora: Essência
Tudo começou como uma manhã qualquer no trem, até eu ficar completamente hipnotizada pelo cara sentado do outro lado do corredor. Ele gritava com alguém em seu telefone como se fosse o dono do mundo. Quem o engomadinho metido pensava que era? Deus? Na verdade, ele parecia um deus. Quando sua estação chegou, ele se levantou bruscamente e saiu, deixando cair o telefone no caminho. Talvez eu o tenha achado. Talvez eu tenha passado por todas as suas fotos e ligado para alguns dos números. Talvez eu tenha ficado com o telefone do homem misterioso por dias – até finalmente criar coragem para devolvê-lo. Quando cheguei a seu escritório chique, ele se recusou a me ver. Então, deixei o telefone na mesa vazia do lado de fora da sala do arrogante idiota. Eu talvez tenha deixado salva uma foto íntima. Eu não esperava que ele respondesse. E não esperava que nossas trocas de mensagens fossem quentes como o inferno. Eu não esperava me apaixonar por ele – muito menos antes de nos conhecermos de verdade. Nós dois não poderíamos ser mais diferentes, mas você sabe o que dizem sobre os opostos. Todas as coisas boas acabam um dia, certo? Mas nosso final era impossível de prever...

Resenha


Que eu adoro os livros da Vi Keeland muitos de vocês já sabem, não é mesmo? Mas ainda não tinha lido nada dela em parceria com a Penelope Ward e também não conhecia a escrita dela, mas com a Vi, topei conhecer essa história, que pelo que eu tinha ouvido falar, era o meu tipo de história e não deu outra, curti bastante.

Soraya Venedetta é uma jovem irreverente, com as pontas dos cabelos sempre coloridos (para representar seu humor), tatuagens e piercings, ela trabalha para uma colunista de conselhos amorosos que quase sempre dá péssimos conselhos. Sua rotina inclui a ida de trem ao trabalho e, num certo dia, depois de fugir de um vagão por causa de um sujeito inconveniente, ela vê alguém que nunca tinha visto no trem. O cara parecia destoar completamente dos outros passageiros, todo imponente em seu terno provavelmente feito sob medida, bradando com quem quer que fosse ao telefone. E lindo! Claro que ele chamou a atenção de Soraya, mesmo que não fizesse o tipo que ela normalmente namorava (os hipsters).

No dia seguinte o cara está lá novamente, mas, ao desembarcar, o celular cai e Soraya percebe quando vai sair também e resolve devolvê-lo. Ela só não imaginava que essa simples tarefa seria tão complicada. Depois de descobrir o nome do dono do celular e onde ele trabalha baseada em duas ligações que fez, ao chegar na empresa ela conclui que Graham J. Morgan é um verdadeiro babaca.
— Enfim, acho que essa garota é um toque de despertar para você, uma lição sobre nem sempre termos o controle de tudo. Siga o fluxo. Deixe as coisas acontecerem por conta própria. Desista do controle. Mais importante, porém, pelo amor de Deus, não seja um babaca.
Posição 23%
Graham nem sai da sala para recebê-la e saber porque Soraya está ali, por isso ela entrega para a secretária o celular com duas fotos sem rosto e seu número gravado com um mensagem desaforada. A curiosidade fará com que ele a procure, querendo saber quem é essa mulher de sangue quente e língua afiadíssima, mas Soraya não cairá em sua conversa tão fácil. Mas não faz doce demais também. 😂😂😂

Graham é CEO e construiu sua empresa com muito trabalho e vive para isso. Fora o trabalho, sua dedicação é a sua avó, a única família que tem e, com o passar dos capítulos, entenderemos bem porque ele vive apenas para isso.
— Você me apavora, Soraya.
— É recíproco.
— Mas é justamente por isso que sei.
— Sabe o quê?
— Que isso pode ser de verdade.
De verdade.
— Preciso aprender a parar de me preocupar com o amanhã e viver o hoje — sussurrei.
Posição 37%
Como a narrativa é dividida entre Soraya e Graham, podemos conhecer bem os dois personagens e perceber como Soraya é uma boa mudança na vida dele, como ele muda no trabalho, como passa a relaxar em mais momentos e a realmente confiar em outra pessoa novamente. 

Embora o livro tenha mais de 300 páginas, a leitura é tão divertida e tranquila que li rapidamente sem nem perceber que estava chegando ao fim. Quando mais conhecia os personagens, mais me sentia envolvida na história, mais queria conhecer o passado de Graham, se ele conseguiria confiar novamente, queria que Soraya também superasse o seu trauma do passado, que parece a perseguir agora que as coisas estavam indo bem.
Eu tinha impressão de que meu corpo se contorcia por dentro. E me perguntava se era isso que acontecia quando se ama alguém de verdade, se é possível sentir fisicamente o medo do outro. Seu medo era meu. Sua dor era minha. A vida dele agora estava misturada à minha. Não tinha declarado a ele que o amava, mas enquanto estava ali sentada sentindo que toda minha vida dependia dos próximos minutos, cheguei à conclusão de que isso era amor de verdade.
Posição 59%
Ainda que o livro seja classificado como erótico, e de fato ele tem umas boas cenas de sexo, eu discordo dessa classificação que rotula e muitas vezes afasta alguns leitores, que deixam de aproveitar uma ótima história. Como os outros livros da Vi que li e que também foram rotulados dessa maneira, a história, ainda que divertida, traz uma base muito forte na narrativa e eu fiquei muito feliz com a forma que as autoras conduziram os personagens até o final e quero ler os outros livros dessa série Cocky Bastard, afinal esse é o segundo da série.
— (...) Acho que não estaria preparado para isso sem você. O homem que eu era há alguns anos não é o mesmo que sou agora. Eu estava destruído.
Posição 62%
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30 dezembro, 2011


[Resenha] O Canalha – Carly Phillips

o canalha
Ficha técnica
Título: O Canalha
Título Original: The Heartbreaker
Autor: Carly Phillips
ISBN: 978-85-7665-680-7
Páginas: 288
Ano: 2011
Tradutor: Cecília Dourado
Editora: Planeta do Brasil (Essência)
Sinopse
Os irmãos Chandler são os homens mais sensuais e cobiçados da pequena cidade de Yorkshire Falls. Chase, o mais velho deles, é solteiro – convicto – e sonha em alavancar sua carreira como jornalista. Em uma viagem a Washington para realizar uma grande matéria, ele se envolve com Sloane Carlisle, uma linda jovem, mas que guarda um segredo que pode colocar os dois em perigo. De repente, o cara que sempre desconsiderou a possibilidade de um casamento, percebe que está se apaixonando. Será que o canalha mais cobiçado da cidade vai se transformar no marido mais sexy do mundo?!
Resenha
Enfim, depois de muito tempo de espera, consegui ler o último livro da trilogia dos irmãos Chandlers. Sequência de O Solteirão (sobre o irmão caçula, o correspondente internacional Roman Chandler) e O Bom Partido (sobre o irmão do meio, o policial Rick Chandler), O Canalha nos apresenta melhor o mais velho dos irmãos, o editor da Yorkshire Falls Gazette, Chase Chandler. OMG, pra mim ele é o melhor dos irmãos (tenho uma queda pelos irmãos mais velhos sempre, kkkk).

"Os sonhos dele não incluíam uma esposa e família. Seus irmãos mais novos, por mais que os amasse, já tinham lhe dado trabalho. Ele não precisava de filhos. Desde que completou 18 anos e seu pai faleceu, Chase teve de ser o pai e o exemplo dos irmãos. Ele havia assumido o cargo de diretor do Yorkshire Falls Gazette e ajudado sua mãe a criar os irmãos - dois trabalhos que nunca o deixaram aborrecido. Chase não era de ficar se queixando do passado. E agora, com 37 anos, ele estava livre para viver sua vida e realizar os sonhos que tinha abandonado. A começar por essa viagem à Washington." Página 6
Chase desembarca em Washington disposto a fazer a matéria da sua vida, que lhe daria a repercussão que sua carreira precisava. No entanto, ele acha mais do que isso na capital dos Estados Unidos. Sloane Carlisle, entra em sua vida como algo passageiro, de apenas uma noite e nada mais, no entanto…

"Ninguém havia provocado um desejo tão avassalador e imediato nela. E também nenhum outro homem havia olhado para ele como se não cansasse de fazê-lo. Chase tinha esse jeito de olhar para ela." Página 25
Sloane é filha de um senador que está lançando sua candidatura a vice-presidência, senador esse alvo da matéria de Chase. Coincidências a parte, Sloane acaba indo para Yorkshire Falls e dessa forma acaba se encontrando novamente com Chase. Na pequena cidade ao norte do Estado de Nova Iorque Sloane se vê arrebatada pelas diferenças gritantes entre o modo de viver dos seus habitantes, em seu conhecimento da vida particular de todos os seus moradores e vai ficando cada vez mais próxima do destruidor de corações, o último Chandler solteiro, Chase!!
Em Yorkishire Falls Sloane tem uma missão à cumprir, e Chase a ajuda nisso, embora ela relute bastante em aceitá-la. A missão é segredo (se eu contar não tem graça!), mas os poucos dias em que Sloane convive com Chase, sua família, e os agradáveis habitantes da cidadezinha, a fazem repensar suas decisões, mas para Chase...
"...Juntando suas últimas forças, ela se afastou como se o homem que estva naquele quarto não significasse nada para ela. Sloane não tinha escolha. Ela tinha de aceitar que, a não ser que ele resolvesse seu conflito interno, ela estava sozinha. Era uma situação que ela já se acostumara havia algum tempo. Mas que lhe parecia muito mais solitária depois que ela tinha conhecido Chase..." Página 186
Eu amei o livro, assim como amei os dois primeiros. Os Chandlers me cativaram com suas atitudes desde o início, sua dedicação à família, à responsabilidade, e sempre preferi Chase por ter sido ele quem terminou de criar os irmãos, sendo o exemplo e o pai, ou seja, ou dois irmãos mais novos aprenderam a ser assim por causa dele.

Na minha opinião o único incomodo no livro é o fato das falas serem destacadas através de aspas, vi em uma resenha, que explica que nos livros em inglês é assim, mas no Brasil usamos travessão, e essa diferença causa estranhamento ao leitor. Outra coisa que não concordei foi a capa, onde eles seguiram o padrão da capa do livro em inglês, que no caso fugiu das outras duas do Brasil, perdendo assim o padrão. Eu esperava ver Chase na capa como vi Roman e Rick nos outros dois...sem falar no título nada a ver, Chase não é "o canalha" e sim "o destruidor de corações", o título faria muito mais sentido, afinal é o termo que todos usam durante o livro como descrição dele!!

Resumindo, os pontos negativos não diminuíram em nada o meu amor por ele!!!!
5 Claves
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24 abril, 2011


[Resenha] O Bom Partido - Carly Philips

Título: O Bom Partido
Título original: The Playboy
ISBN: 9788576654988
Ano: 2010
Autora: Carly Phillips
Tradutor: Pedro Barros 
Sinopse
"Segunda parte da trilogia iniciada com O solteirão, o livro conta os encontros e desencontros amorosos do policial Rick Chandler.
Não há uma única mulher em Yorkshire Falls que resista ao lendário charme dos irmãos Chandler. Até então, o policial Rick Chandler conseguira esquivar-se dos ataques casamenteiros de toda a população feminina da cidade. Mas será que ele resistirá ao chamado de uma noiva em fuga?
Em O Bom Partido, Carly Philips, autora de O solteirão, mistura romantismo e humor em uma história de encontros e desencontros."

Caramba, acho que bati meu recorde em ler rapidamente um livro, devorei esse em quase 13 horas (contando as horas em que dormi), tudo bem que o livro é curto, tem apenas 288 páginas, mas nada faz você um livro rápido senão a história, o enredo e como ele lhe aprisiona. E é isso que a Carly faz com a gente. O Bom Partido, sequência do livro O Solteirão, é tão envolvente quanto o primeiro. Os envolventes e charmosos irmãos Chandlers mais uma vez nos mostram como queríamos fazer parte da vida deles...ai ai!!!

Enfim, dessa vez a história gira em torno do irmão do meio, nosso querido e amado policial Rick Chandler. Rick está cansado das investidas da mãe em lhe arranjar uma esposa, e a maioria das mulheres da pequena Yorkshire Falls não lhe dão uma trégua nesse assunto, estão decididas a amarrar um Chandler e dar netinhos à adorável e manipuladora Raina Chandler, que sofre de problemas no coração.

Capa do livro em inglês
Após receber um chamado para atender à um pedido de resgate a um carro quebrado na estrada, Rick conhece uma noiva muito interessante, a impulsiva Kendall Sutton. Após afirmar que jamais se casaria, Rick tem a ideia de que ela seria a namorada fictícia ideal para afastar a legião de mulheres que o atacam diariamente, afinal casar-se novamente não está nos planos dele, não depois de sua traumática separação de Jillian e seu bebê. Como um favor em troca dos serviços de Rick na reforma da casa da tia, Kendall aceita o desafio, mas com o tempo mais as coisas se complicam.Kendall foi criada em mudança constante pelo fato de seus pais viverem viajando, então para ela criar raízes em algum lugar é algo impossível. No entanto, devido à sua aproximação de Rick e a chegada de sua irmã caçula que também sente falta dessa estabilidade Kendall se vê forçada a encarar os fatos de outra maneira. Mas será que ela irá conseguir superar seus medos? Só lendo para saber certo??? Agora, você ficou muito curiosa para ler esse livro? Tem um brinde, se quiser ler o primeiro capítulo desse livro e ficar com água na boca, basta clicar aqui e divirta-se!!!!!

Fica então restando apenas um livro para completar essa trilogia maravilhosa sobre os Chandler, o livro em que traz como personagem central, nosso amado irmão mais velho, Chase Chandler, o misterioso jornalista, fechado em seu próprio mundo.
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23 fevereiro, 2011


[Resenha] O Solteirão - Carly Philips


Título: O Solteirão
Título original: The Bachelot
ISBN: 9788576653820
Ano: 2008
Autora: Carly Phillips
Tradutora: Lilia Rizzo

Comecei a ler o livro, pois foi indicado como leitura do mês no Clube do Livro Salvador desse mês, que tem como tema, livros Chick lit. Enfim, agradeço muito às meninas que indicaram o livro, pois eu amei o livro, simplesmente maravilhosa, uma leitura surpreendente!

Sinopse

"Raina Chandler não sabe mais o que fazer para que os filhos se casem e lhe dêem netos. Eles são os três homens mais cobiçados da cidade, e talvez por isso eles não levem nenhuma a sério. Suspeitando que esteja prestes a ter um infarto, Raina corre ao hospital e descobre que tudo não passou de uma indigestão. Mas o diagnóstico é confidencial, e seus filhos não lhe negariam um último pedido se acreditassem que ela está gravemente doente. Os irmãos decidem lançar o destino à sorte. É neste momento que o caçula, Roman, reencontra Charlotte Bronson, seu primeiro amor. Mas quando se revêem, ambos sentem que, mesmo depois de 10 anos, a história entre eles está mal resolvida. Mas será que tão mal resolvida a ponto de fazer com que Roman queira se comprometer pelo resto de seus dias? Ou será que Charlotte teria de ceder e casar-se mesmo sabendo que o marido passará mais tempo fora do que dentro de casa?!"

Resenha 

Um livro envolvente, cativante, sedutor. Essa é a minha definição de "O Solteirão". Carly Phillips nos traz nesse livro o início da trilogia dos irmão Chandler, três irmãos lindos, sedutores, e solteirões convíctos. O primeiro livro da trilogia nos traz o sedutor caçula da família, Roman Chandler. Um brilhante correspondente internacional, galante, que não tem pouso certo. Por conta do problema de saúde da mãe Roman volta para casa em Yorkshire Falls e se vê forçado a mudar o rumo da sua vida, ele precisa achar uma esposa e dar netinhos à sua mãe. A volta pra casa leva Roman a encontrar seu primeiro e único amor verdadeiro, Charlotte Bronson. Os dois não se vêem há 10 anos e o relacionamento que não foi bem finalizado reacende neles a antiga paixão. 
Capa do livro em inglês

Charlotte, que tem problemas familiares e vê Roman como uma "extensão" do pai (viajante sem rumo, sem pouso, disposto a ir embora de Yorkshire Falls na primeira oportunidade) leva Roman a reavaliar suas prioridades na vida. 

É claro, que para mim, senti alguns defeitos de continuidade ao longo do livro, em que fica confuso entender o que está acontecendo, mas nada que atrapalhe o todo. 

Sem falar é claro que um livro onde podemos nos deliciar com três irmãos solteiros, lindos, inteligentes, sexy é extremamente maravilhoso, e de brinde ainda temos as cenas mui picantes (CARAMBA!!!!!!!). Com certeza vale muito a pena ler esse livro e sua sequência (que pretendo ler em breve) O Bom Partido (protagonizado pelo irmão do meio, o policial Rick Chandler) e o último (ainda sem tradução no Brasil) The Heartbreaker (protagonizado pelo irmão mais velho, o editor da Yorkshire Falls Gazette, Chase Chandler).
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