15 junho, 2019


[Entrevista] Vinícius Grossos



Em 2016 entrevistamos Vinícius Grossos alguns meses após o lançamento de “O Garoto Quase Atropelado”, seu segundo livro, sendo o primeiro pela Faro Editorial. Quatro anos depois, aqui estamos de novo com uma nova entrevista, desta vez para descobrirmos um pouco mais da sua nova obra “Feitos de Sol” que chega às livrarias em Julho e que já se encontra em pré-venda na Saraiva, com exemplares autografados. 
"Faça sua lista de filmes para alugar no fim de semana, prepare as músicas para gravar na sua mixtape e faça uma viagem no tempo diretamente para 1999. Feitos de Sol é nostálgico, recheado de cultura pop, e tem aquele sabor de primeiro amor que a gente sente, independentemente da época. Final da década de 90... Cícero é um nerd de quinze anos, fã de quadrinhos e que acredita que o mundo vai acabar na virada de 1999, por causa do bug do milênio — quando os computadores de todo o planeta iriam se descontrolar por não terem sido programados para entender a mudança das datas. Hoje pode parecer loucura, mas muita gente acreditou nesse risco. E ele não estava sozinho. Na busca pela última edição da revista do seu herói favorito, ele conhece Vicente, um garoto de família religiosa com quem ele logo se identifica. Vicente também acredita no fim do mundo, mas por outro motivo: o Apocalipse. Com suas diferenças, crenças e afinidades, Cícero e Vicente vão juntos desbravar um mundo além do que conheciam e, no caminho, descobrir mais sobre si mesmos. Dois jovens com histórias de vida cheias de adversidades e reviravoltas, numa época em que tudo era ainda mais complicado... É quando aparece, sem avisar, o amor..."
Agora que vocês já conhecem a capa e sinopse de "Feitos de Sol", confiram a exclusiva entrevista com o autor Vinícius Grossos:
De Tudo Um Pouquinho: “Feitos de Sol” é o seu primeiro livro desde “O Garoto Quase Atropelado” escrito somente por você. Por que optou por este intervalo e qual foi o impacto dele na sua forma de escrever?
Vinícius Grossos: Esse intervalo foi consequência de me abrir para projetos em parceria. Os convites para “1+1: A Matemática do Amor” e “O Verão em que Tudo Mudou” chegaram em sequência, e eu senti que devia abraçá-los, porque eram condizentes com tudo o que eu estava construindo e faziam sentido para mim.
Depois disso, me mudei para São Paulo, passei por certas dificuldades emocionais que me colocaram num limbo psicológico que afetou totalmente meu ritmo de escrita.
Quando eu literalmente encontrei o sol, escrevi o livro novo em pouco menos de dois meses.
DTuP: No próximo mês de Julho será o lançamento de “Feitos de Sol”. Nos fale um pouco mais deste projeto.
VG: É um livro muito especial pra mim. Tem uma carga pessoal fortíssima, fala sobre a vivência de muitos jovens ainda hoje (por mais que se passe nos anos 90), e além de cultura nerd, tem o amor como motivador - o tipo de história que eu amo!
Nele, temos dois protagonistas, com histórias de vida diferentes, motivações diferentes, mas que são ligados por gostos em comum.
Gosto de pensar que a vida é um pouco disso: vários estranhos conectados por motivos afins!
DTuP: Você nasceu em meados da década de 90. Por qual motivo decidiu ambientar a história do livro em 1999?
VG: Por causa de um motivo em específico. O livro tem uma passagem de tempo, mas meus personagens têm 15 anos quando a história acontece de fato. Quando eu tinha meus seis anos, em 99', eu tinha a vivência religiosa como um mote muito forte. E, por muito tempo, morria de medo de perder todos que eu amava, porque o mundo iria acabar. Seria o grande retorno de Jesus!
Esse medo foi o motivador para escrever o livro e, imaginando eu com meus 15 anos, vivendo essa realidade, acho que seria terrivelmente "porra louca" - assim como Cícero e Vicente.
DTuP: Quando criança você queria trabalhar com quadrinhos, e os leitores mais atentos podem perceber que seus livros sempre trazem referências à este universo. Desta vez os quadrinhos serão de extrema importância para sua obra. Quais referências deste tipo de literatura você gosta de utilizar em seus trabalhos?
VG: Odeio os termos de alta e baixa cultura. Para mim, cultura é cultura e ponto. Então, dessa vez, eu mesclo e brinco com os grandes clássicos dos HQs e as revistinhas de banca, que a gente encontra facilmente. Os meninos são igual a mim: sem preconceito cultural.

DTuP: Em “Feitos de Sol” você vai falar pela primeira vez sobre religião. Se considera uma pessoa religiosa? Tal abordagem virá de uma relação pessoal sua com a mesma?
VG: Não religioso, propriamente dito. Mas muito espiritualizado, sim. Me sinto afim com praticamente todas as religiões e segmentos.
Mas, neste livro em especial, vou abordar como a espiritualidade, quando usada de um jeito errado, pode destruir uma vida. Porque, de certa forma, quase destruiu a minha.
Todas as religiões, praticamente, tem como base o amor. Algumas só se esquecem disso... hahaha
DTuP: Sua interação com os leitores pelas redes sociais é bastante forte. O quão importantes são estas ferramentas no auxílio da propagação de seu nome e de seus livros em pleno 2019?
VG: A conexão que eu tenho com meus leitores é um dos maiores presentes que a literatura trouxe para a minha vida. A maior função das minhas redes sociais é única e exclusivamente poder me conectar diretamente com eles. Quem é meu leitor, sabe, eu respondo todo mundo, gosto de conversar, de conhecê-los, de saber o que eles gostam ou não gostam. Mais do que autor, acho que eles me veem como amigo, e isso é maravilhoso!
DTuP: A crise no mercado editorial é conhecida por todos nós. Lá em 2016 você me disse que em 10 anos “gostaria de viver exclusivamente de livros”. A situação atual do mercado já lhe afetou diretamente? Ainda acha que é possível viver somente deste meio?
VG: Me afetou completamente... Não posso abrir muito o jogo, vai que eu sou processado! Mas eu tento encarar esse momento sombrio da melhor maneira possível. Eu não vou parar.
Enquanto tiver uma pessoa no mundo querendo me ler, aqui estarei eu.
DTuP: Você é uma pessoa musical e faz sempre questão de incluir músicas em seus livros e até mesmo criar playlists para eles. Podemos esperar mais músicas em “Feitos de Sol? Se sim, como será a importância delas nesta narrativa em especial?
VG: Totalmente sim! Mas músicas dos anos 90, é claro.
A música tem dois caminhos distintos na narrativa. Uma, é como quem já leu meus livros conhece. Elas estão ali, no pano de fundo, servindo como uma construção da narrativa e do ambiente.
Mas há uma playlist que... Hum... Ela é de extrema importância pro livro. E há uma mensagem escondida nela. Vamos ver se a galera descobre!

DTuP: Se o mundo fosse acabar na virada do ano, assim como na premissa de “Feitos de Sol”, o que você gostaria de ver ou fazer antes de morrer e por qual motivo?
VG: Acho que eu iria me recolher com a minha família e as pessoas que eu amo. Acho que gostaria de passar o fim do mundo em paz. Talvez no mar...
DTuP: Está claro pela sinopse que “Feitos de Sol” tratará de um romance entre dois jovens rapazes. Sendo o Brasil uma nação extremamente homofóbica, que tipo de mensagem você quer passar para os seus leitores, principalmente em um momento tão obscuro de nosso país?
VG: Eu já trabalhava com esse tipo de narrativa antes do país mergulhar num local onde máscaras caíram... E, agora, mais que nunca, quero que os meus livros cheguem ainda a mais pessoas. Seja um amigo no meio de uma ignorância que cega e mata. Somos fortes e estamos juntos.
DTuP: Sua escrita é muito visual e suas personagens muito ricas e verossímeis. Tem vontade de vê-las tomarem vida em alguma produção de audiovisual? Se acharia capaz em transformar seus livros em roteiros?
VG: Yaaaas. É um sonho, viu? Quem sabe em breve...
Na minha vida, os grandes sonhos chegam quando eu menos espero.
Torce por mim!
E sim, acho que adoraria ver minhas personagens na tela do cinema, e contribuir com isso, no roteiro, seria um presente (para mim e para os leitores).
DTuP: Nesses últimos quatro anos qual foi a melhor coisa que o mundo literário lhe proporcionou?
VG: Eu poderia falar que andei de avião pela primeira vez por causa dos livros, ou todos os lugares que conheci, mas, definitivamente, quando eu estou mal, triste, é o amor que recebo dos leitores que me ergue de novo. Então é o amor, a conexão que nasce e se alimenta através das minhas narrativas.

DTuP: Quando você veio em Salvador, durante a sessão de bate-papo, um garotinho pediu dicas para escrever, pois ele queria ser que nem você. Como se sente sabendo que consegue ajudar a dar uma voz aos jovens? Quais dicas você poderia oferecer para estes aspirantes a escritores?
VG: É uma honra. Mesmo. Mas tento a todo momento trazer para os novos leitores que a linha entre a publicação ou não é muito pequena. Apesar de exigir muito trabalho, e muito mesmo, eles não devem se rebaixar por ainda não serem publicados.
Tenho um mantra que gosto de usar até hoje. O Não nunca vai me parar. Ele geralmente me dá mais combustível pra correr atrás do que eu quero com ainda mais garra.
DTuP: Para finalizar, onde você quer que “Feitos de Sol” te leve? Quais objetivos você tem com este trabalho e que tipo de marca quer deixar com ele?
VG: Meu objetivo ao escrevê-lo, inicialmente, era me curar de um amor que me deixou destroçado. Depois ele foi se transformando em algo maior, e hoje acho que ele não é mais meu. Ele é de cada um que for ler e vai se conectar de amplas maneiras com o livro.
Eu estou apenas de coração aberto, com a certeza que fiz o meu melhor, e entreguei amor ao mundo. Você pode me dar o seu amor de volta?
_________

E aí? Vocês já leram algum livro de Grossos? Gostaram da entrevista? Estão ansiosos para "Feitos de Sol"? Lembro então que o livro já se encontra em pré-venda na Saraiva, e seu lançamento está marcado para  dia 16 de Julho.
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03 setembro, 2018


[Entrevista] Lauren Blakely


Hei, guys, tudo bem?

Então, vocês sabem que agosto foi um mês movimentado para nós leitores, não é mesmo? Com a bienal, vários autores internacionais passaram pelo Brasil e não apenas visitaram o evento como fizeram tour por alguns estados.

Uma dessas visitas foi da Lauren Blakely, autora da série Big Rock, que está sendo publicada pela Faro Editorial. A Lauren foi super solícita e estava na cara que estava adorando nossa reação como fãs, afinal, nós brasileiros, somos únicos, não é mesmo?!

Então, a Lauren nos concedeu essa entrevista assim que voltou para casa e gravou um vídeo com suas respostas.

Aproveitem as legendas em inglês ou português, frutos de uma árdua tarefa de transcrever (colocando as aulas de inglês em prática e ainda contei com a ajuda das minhas amigas e professoras, Flávia e Tamy 😉, obrigada meninas 😍)



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31 março, 2017


[Entrevista] Verônica Góes


Bom dia meus amores, tudo bem?

Hoje teremos uma entrevista muito charmosa para vocês! A Editora Verônica Góes, responsável pelas publicações da Editora Charme, vai bater um papo esperto com a gente, falando sobre o livro “Roleta Russa”, novo romance da escritora Gisele Souza.

Fã de romances sensuais, Verônica transformou o seu hobby em trabalho, e é responsável, juntamente com Andrea Santos, sua sócia, por vários romances de sucesso no mercado nacional: Aline Sant’Ana (da série De Janeiro a Janeiro e Viajando com Rockstars), Lucy Vargas (com a série de época Os Preston), Patrícia Rossi (com o arrebatador Zane), Paola Scott (Da série Provocante) e Cissa Padro (do romance Simplesmente Você). E muito em breve teremos os romances de Clara de Assis e Alissa Nayer nas livrarias, nos deixando mais e mais apaixonadas.

A novidade de hoje fica por conta da escritora Gisele Souza. O romance “Roleta Russa” está saindo do forno, e já está deixando as leitoras de cabelo em pé de tanta ansiedade. A sinopse deixou as leitoras muito curiosas, ainda mais depois que Gisele disse que seria o romance mais diferente que ela já escreveu em sua carreira. Para deixar as coisas mais interessantes, resolvemos perguntar para a pessoa que trabalhou o romance o que podemos esperar desse novo trabalho. Com a palavra, Verônica Goês:
Verônica, primeiro a gente gostaria de agradecer por você ter encontrado um tempinho para essa entrevista. Nossa primeira pergunta tem a ver com o desafio de ser a dona de uma Editora que se dedica a publicar livros para o público feminino adulto. Quais desafios você tem encontrado ao longo da curta existência da Editora Charme? 
Verônica Góes: Todos os dias encontramos desafios, mas eles são superados com muito amor, desenvoltura e profissionalismo. Aprendo diariamente coisas novas, mas o mercado vai ficando claro. Acredito que se tiver que responder a essa pergunta corretamente, diria que o maior desafio é superar a si mesmo. Buscamos sempre inovar, superar o que já fizemos e, particularmente, é isso o que me move.
Como foi que você conheceu o trabalho de Gisele Souza? Foi amor à primeira vista? 
VG: Conhecemos através de Inspiração. E sim, claro! Amamos desde o primeiro instante. Depois, apareceu Pecaminoso, roubando nossos corações. Blake quis vir primeiro e deixamos ele vir. Foi um sucesso e nós, claro, ficamos perdidamente encantadas pelo CEO charmoso que a Gisele criou.
Como a Editora Charme já publicou livros da Gisele, qual o diferencial desse livro comparando aos outros já publicados por vocês? 
VG: Esse livro tem uma magia e um toque especial. Cada livro que a Gisele escreve, sempre traz o jeitinho pessoal dela. No entanto, Roleta Russa vai profundamente em um âmbito diferente do que ela está habituada a escrever. Creio que os leitores vão se surpreender! É muito profundo e tem um tempero diferente dos outros romances da autora.
O que mais chamou a sua atenção na história? 
VG: Com certeza foi o enredo. É diferenciado, principalmente por não termos nenhum livro no nosso catálogo com essa temática. Queremos atingir todos os gostos femininos e sempre colocamos em nossa estante livros que sabemos que as leitoras irão se apaixonar. Enzo vai arrebatar corações, da mesma forma que fez comigo e com toda a equipe da Charme.
Como foi e, está sendo o processo editorial com Roleta Russa? Vocês sentiram que seria necessário pensar “fora da caixa”, por ser um livro que fala sobre a Máfia Italiana? (Capa, diagramação, revisão, copidesque e marketing) 
VG: Com certeza. Pensamos em uma capa mais sombria e estamos trabalhando na diagramação da forma mais justa ao que o romance pede. Todo o processo editorial está sendo trabalhado de maneira especial. Pensamos que esse será um romance que irá surpreender a todos, dessa forma, estamos trabalhando no suspense da trama durante o marketing, permitindo que o leitor se choque a cada acontecimento narrado. Afinal, não queremos estragar a surpresa.
Qual a expectativa da Editora para a série da Família Gazzoni, em especial o primeiro livro da série? 
VG: Esperamos que seja muito querido pelas leitoras e leitores da mesma forma que é por nós. Amamos nossos livros e fazemos o possível para a magia chegar até a casa do leitor. Temos certeza que será um romance que trará muitos suspiros, momentos de tensão e paixão. Os personagens são marcantes e inesquecíveis, deixando o enredo ainda mais apimentado.
Enzo Gazzoni é um personagem bem diferente dos outros criados por Gisele. Qual sua opinião sobre ele? As leitoras brasileiras vão se apaixonar logo de cara ou será preciso dar uma chance para que possamos conhece-lo melhor? 
VG: Acredito que é impossível não se apaixonar por Enzo. Toda a equipe está suspirando por ele. É um personagem sombrio em seus segredos, mas muito determinado a conquistar seus objetivos. A mocinha da trama também é muito forte e a Gisele tem essa característica de deixar seus personagens bem marcantes. As meninas certamente vão se encantar por Enzo, porque ele é irresistível demais para o nosso próprio bem.
No ponto de vista da editora o que os leitores podem esperar desse romance? 
VG: Um romance único e diferente do que temos na Charme. Podem esperar surpresas e uma tensão importante ao final do enredo. Sabemos que a Gisele deixou os capítulos bem ligados e isso dá aquela vontade de pegar o livro e não soltar nunca mais. Podem preparar o coração, porque o Enzo vai levá-lo embora!
Deixe um recado aos leitores. 
VG: Agradeço de coração todo o carinho de vocês. A Editora Charme tem os leitores mais doces e fiéis que possa existir. Falo em nome de toda a equipe que vocês são especiais e, como leitoras também, pensamos sempre no bem-estar e diversão de vocês acima de qualquer coisa. Obrigada por acompanharem nossos lançamentos e estou torcendo para se apaixonar por Enzo assim nós o amamos. Até a próxima, pessoal!

Lembrando que o livro “Roleta Russa” está em Pré-venda no site da Editora Charme. Quem comprar diretamente por lá, vai ter o livro autografado, além de ganhar a chance de concorrer a um kit exclusivo do livro.

Lançamento oficial 28 de abril.
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27 agosto, 2016


[Entrevista] Roxane Norris


Olá meus queridos, tudo bem?!

Já faz algum tempo que não tínhamos uma entrevista aqui no blog, mas vamos resolver isso não é mesmo? A Lia Cristo, do blog Doces Letras entrevistou a Roxane Norris, que lança amanhã seu livro O Misterioso Conde de Rothesay pela Editora Qualis e nos conta um pouco sobre ela e sua obras ;)
Roxane Norris desde pequena se envolveu com os clássicos do romance mundial como Alexandre Dumas, Louise May Alcott e Jane Austen, e o brasileiro José de Alencar. Arquiteta por formação, encontrou sua felicidade na escrita. Possui cinco livros publicados, sendo Immortales seu primeiro romance, seguido por Youkai e a trilogia Volkodlák.


Confiram os seus livros já publicados, ou sendo postados na plataforma Wattpad.


Doces Letras: Roxane Norris, por ela mesma!
Roxane Noris: Sou a pior pessoa para falar de mim kkkkkkkk Mas, vamos tentar: Sou mega ansiosa, perfeccionista, amiga, tímida, organizada, sonhadora, cabeça dura, prestativa... Bem humorada, positiva. Tá bom né? kkkkkkkkk
DL: Qual o seu primeiro contato, com o universo literário?
RN: Através do meu primeiro livro publicado, Immortales, quando estive na Bienal de São Paulo em 2012. Um momento inesquecível, porque de cara, ele foi lançado num evento desse porte. E como qualquer autor, no início de carreira, sempre achamos que já passamos pela parte mais trabalhosa, e de quebra, em grande estilo né? Mas não é verdade. O trabalho apenas começou, e a Bienal é um sonho, mas não é tudo.
DL: Tem mais algum escritor em sua família?
RN: Tenho um irmão e uma sobrinha que já escreveram contos para coletâneas da Andross, mas, de fato, não tomaram isso como carreira.
DL: Você tem requisitos obrigatórios para escrever? Tipo alimentos, bebidas, local da casa, manias...
RN: Gosto de ouvir música. Geralmente associo uma em especial a um personagem, e em cenas muito intensas, ela toca direto. Chego a repeti-la várias vezes, pela questão do clima que ela me conduz.
DL: Você tem um livro favorito entre os que você escreveu?
RN: Haha... Não. Costumo dizer que Immortales é meu xodó por ser o primeiro. O que me fez entrar nesse mundo, conhecer esse meu lado e conquistar amigos e leitores. Todavia, hoje, com 8 livros escritos e dois em andamento, eu posso afirmar que cada um é especial. Embora, eu seja obrigada a dizer que a sequência do Conde de Rothesay está deliciosa.
DL: Quem é o seu personagem literário favorito?
RN: Edmund Danté, de O Conde de Monte Cristo; e como mulher, Jô March, de Little Women. São intensos e muito bem escritos.
DL: Quantos livros você está trabalhando no momento?
RN: Em dois, um no wattpad, e o último da trilogia das Irmãs Reims, O Sedutor Marquês de Winter.
DL: Você poderia nos adiantar qual será o seu próximo livro a ser lançado e se ele já tem data de lançamento?
RN: Estou entre o Duque e Immortales 2. Mas acredito que o Duque venha mais rápido.
DL: Em sua opinião, o que foi mais difícil, escrever este livro (O Misterioso Conde de Rothesay), ou conseguir que ele fosse publicado?
RN: Certamente publicar, principalmente por uma editora que acredita no seu trabalho. E eu realmente tive muito apoio da Qualis, em tudo. Então é um trabalho lindo e em conjunto que estamos trazendo para o público, com um imenso respeito por ele, por saber o quanto são apaixonados, como eu, por esse gênero.
DL: Qual a sua expectativa em relação ao seu livro?
RN: Eu prefiro não ter expectativas. Acredito que o trabalho como um todo está lindo. Concluir esse livro foi um desafio em muitos sentidos, não só pela completa mudança de público, como pela dedicação aos detalhes, à pesquisa. Minha maior expectativa é o reconhecimento.
DL – Cite aqui três dicas para quem está começando agora:
RN: Nunca desista, persistência é tudo. Tenha determinação, explore a si mesmo, busque o melhor de si. E, mais que tudo, saiba ser humilde. Escrever é o primeiro passo de uma longa jornada.
Agora um bate/rebate...
  • Uma cor – Azul, certamente azul
  • Um autor – Xiii, aí vou acabar com amizades! Melhor citar um estrangeiro: Alexandre Dumas.
  • Uma viagem – França, ainda vou fazê-la.
  • Uma data. Por que? — Não me prendo a datas, pode ser fase? A de ser mãe.
  • Uma frase – Escrever é o primeiro passo de uma longa jornada.
DL: Para finalizar, deixe uma mensagem para os leitores do blog:
RN: Eu quero agradecer a cada um, a cada parceiro, a cada amigo, que esteve ao meu lado nessa caminhada. Lia, você foi uma das primeiras a acreditar nos meus sonhos, em mim, e sempre será especial. Eu só posso me sentir honrada por estar aqui. Muitos beijos!



Bjus




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Agradeço à Lia por ter dividido essa entrevista conosco e à Roxane por nos falar um pouco sobre seus livros e fiquem ligados aqui no blog, porque amanhã tem resenha do livro O Misterioso Conde de Rothesay.
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05 abril, 2016


[Entrevista] Vinícius Grossos


Ganhador de três categorias do primeiro Prêmio DTuP de Literatura, Vinícius Grossos arranjou um tempo para responder umas perguntinhas para o De Tudo um Pouquinho.

Bastante solícito, Grossos respondeu todas perguntas - e foram muitas -, dissecando desde como sua paixão pela literatura começou, passando pelos seus próximos trabalhos e até como se vê profissionalmente daqui há dez anos.
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Mostrando-se tão carismático quanto suas personagens e tão maduro e consciente sobre o mercado literário nacional, apesar de ter somente 22 anos, Vinícius sem dúvidas é um grande achado para a literatura, e sem dúvidas promete nos entregar surpreendentes obras pelos anos que virão, assim como fez com o elogiado “O Garoto Quase Atropelado”.

Confira agora a entrevista:
De Tudo um Pouquinho: Como surgiu sua paixão pela escrita? 
Vinícius Grossos: É engraçado comentar isso porque eu sempre fui uma criança muito ligada à leitura. Desde pequeno, eu preferia receber gibis do que brinquedos ou coisas do tipo. Com uns oito, nove anos, eu já dizia para todos que queria trabalhar com histórias em quadrinhos. Mas, na verdade, eu era um péssimo desenhista. O que eu gostava mesmo era de criar histórias. Com essa percepção, aos dezessete anos, comecei a escrever e não parei mais.
DTuP: Que autores e livros lhe inspiraram quando mais jovem, e quais lhe inspiram atualmente? 
VG: Eu amo a J.K. Rowling, mas gosto mais ainda de autores que conseguem transformar a rotina em algo interessante. É algo que eu busco para os meus textos. Mas para citar apenas um, acho que eu diria “O Apanhador no Campo de Centeio”. Ele foi o primeiro livro que eu me atentei que era possível escrever para adolescentes de uma forma profunda e poética.
DTuP: Seu primeiro livro escrito foi “Quatro Caminhos”, este que nunca foi publicado. Pode falar um pouco de seu conteúdo, e talvez nos dizer se um dia pretende lançá-­lo? 
VG: “Quatro Caminhos” seria uma quadrilogia com mais um spin-off já em mente. Eu escrevi até o terceiro da série. “Quatro Caminhos” é um Young Adult, que basicamente narra, principalmente, o cotidiano de quatro adolescentes que tem suas vidas entrelaçadas de uma forma muito curiosa. “Quatro Caminhos” é um xodó para mim. E eu pretendo sim publicá-lo... Mas no futuro. Ainda quero trabalhar bastante o texto, até deixa-lo satisfatório.
DTuP: Como é o seu processo de escrita?! 
VG: Meu processo na verdade não tem nada de interessante. É bem insano, na verdade. Eu sou uma pessoa organizada, mas na hora de criar, não consigo seguir um roteiro. Não consigo mesmo. Eu já tentei, e simplesmente odiei cada linha do que criei. Então me rendi. Hoje em dia, quando tenho uma ideia, uma premissa, se eu sentir que vale a pena, eu simplesmente sento e escrevo. As personagens ganham vida. A história se desenvolve. E quando percebo, já tenho um livro escrito.
DTuP: Definitivamente assinar com a Faro Editorial foi um divisor de águas em sua carreira. Qual foi a maior diferença entre publicar “Sereia Negra” e “O Garoto Quase Atropelado” em relação a editora? 
VG: Sim. Foi sim. Eu sempre quis estar numa editora que me levasse para uma Bienal, que colocasse meus livros nas livrarias. Eu não pedia muito... E isso não aconteceu com “Sereia Negra”. Acho que nunca vou esquecer do dia em que fui à uma livraria e encontrei meu livro lá, exposto, na área dos Mais Vendidos. Foi insano. Foi ver, de forma concreta, algo que eu sonhei e desejei por muito tempo.
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DTuP: Percebi que você sempre publica fotos que seus leitores lhe mandam dos seus livros nas livrarias. Qual é a sensação de ver seu livro à venda? E como foi ver “O Garoto Quase Atropelado” tantas vezes esgotado na Saraiva Online? 
VG: Então, é como se uma etapa que eu busquei muito estivesse concluída. Publicar um livro é só o começo, ainda mais quando o autor começa de baixo, com uma editora mais independente. Quando o autor tem que correr atrás de estar em feirinhas, ir conquistando um a um seus leitores. É um trabalho árduo demais. As pessoas veem um autor tendo fila na Bienal ou algo do tipo, e imaginam que é tudo um conto de fadas, que aconteceu da noite pro dia. Não. Não mesmo. Isso tudo é resultado de muito trabalho. Então sempre quando vejo fotos dos meus livros em livrarias, é sentir que cada gotinha de suor, cada dor de cansaço que senti, valeram a pena. E quanto às vendas, inegável dizer que fico muito feliz. Se o livro está esgotando, é porque está havendo procura: as pessoas têm lido, gostado e recomendado. Meu sonho é viver de literatura no Brasil. Sei que para isso, tenho um caminho bem longo a percorrer. Então, cada vez que sei que o livro esgotou mais uma vez, é como estar um passo mais perto desse sonho.
DTuP: Fica claro que “O Garoto Quase Atropelado” é um livro bastante íntimo. É difícil colocar tanta intimidade em uma obra, sabendo que milhares de pessoas irão lê­-lo? 
VG: Na verdade eu nem percebo o quanto de mim um livro tem até vê-lo pronto. Meu processo criativo é assim; há uma junção do que é ficção, do que é biográfico, do que vi acontecer com pessoas próximas. No final, acabo não sabendo dissociar de forma muito exata o que é real ou não.
DTuP: Pode falar um pouco da metodologia utilizada em “1+1: A Matemática do Amor”, obra que você escreveu com o Augusto Alvarenga? Como é escrever a quatro mãos? 
VG: Bem, é uma experiência interessante. Eu e o Augusto aprendemos demais um com o outro. Para fazer o livro ganhar vida, nós dois tivemos que abrir mão de muitas coisas que pensamos e queríamos para o livro. Mas no final, o resultado agradou a ambos. Então, em “1+1” temos dois protagonistas. Basicamente eu narro um, o Augusto outro, e o livro acontece com capítulos intercalados.
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DTuP: Seus livros são cheios de referências musicais. Qual a importância da música no seu processo criativo? 
VG: Eu sempre estou ouvindo música. Sempre. Então isso acaba refletindo quando estou criando. Acho que no livro em si, a música traz uma real aproximação personagem-leitor. É legal saber que tal personagem está ouvindo aquela música que você gosta num momento parecido com o que você viveu. Agora para mim, como autor, a música faz com que eu me situe no clima do livro. Por exemplo, se estou escrevendo uma cena feliz, as músicas que eu escolho me ambientam melhor em tal situação.
DTuP: Muitos blogs lhe elegeram o autor revelação de 2015. Esse reconhecimento de alguma forma lhe pressiona ao escrever seus próximos trabalhos? 
VG: Eu até hoje fico realmente chocado e muito muito feliz com tudo isso. Mas eu não diria que me pressiona. Eu diria que me incentiva. Sei que para algumas pessoas, nada do que eu escrever vai ser melhor que “O Garoto Quase Atropelado”. Para outras, “1+1” vai ser o favorito. Vai ser sempre assim. Então o que tento fazer é pegar esse apoio como um incentivo para sempre melhorar.
DTuP: Como autor iniciante, qual foi a crítica mais difícil de se ouvir? 
VG: Eu acho que críticas são SEMPRE bem-vindas, quando fundamentadas. Uma vez uma menina insinuou que eu plagiei outro livro. Doeu. Mas eu preferi seguir, fazendo o meu trabalho, e respeitei a opinião dela. No fim, peguei o que era produtivo daquela crítica, e o resto deixei de fora do meu coração.
DTuP: Por outro lado, você já está construindo um grupo de leitores fiéis. Como eles lhe afetam? Saber que há fãs ávidos por seus futuros trabalhos lhe assusta? 
VG: Eu não diria que assusta. Mas me excita. Dá vontade de contar todas as novidades, meus planos, o que eu imagino e etc... Ainda bem que eu sou controlado e mantenho segredo! Mas sim, eles me afetam muito. Em muitos momentos, eu estava com vários problemas acontecendo, e uma mensagem de um leitor tornava meu dia melhor. Então eles me tocam, mas dessa maneira mais pura e feliz. 
DTuP: Para você, qual o principal motivo das pessoas curtirem e se identificarem tanto com seus livros? 
VG: Acho que simplesmente pela sinceridade ao qual apresento minhas personagens. Eles não são perfeitos, nem tentam ser. São personagens cheios de traumas, dores, e não tenho medo de lhes expor. De dissecar isso. De enfrentar esses demônios.
DTuP: Além de “1+1: A Matemática do Amor”, que será lançada ainda este ano, você recentemente postou em suas redes sociais que está trabalhando em um novo livro. Pode falar um pouquinho sobre ele? 
VG: Este livro segue a linha de “O Garoto Quase Atropelado” e “1+1”, ou seja, é um novo jovem-adulto. Eu não quero contar muita coisa para não estragar a experiência de ninguém, mas digamos que neste livro, mesmo que tenha sua carga dramática, a relação dos personagens principais é o que norteia a história.
DTuP: Profissionalmente, onde você se vê daqui há 10 anos? 
VG: Vivendo exclusivamente de livros.
DTuP: Se você pudesse ter escrito um livro que já foi publicado por outra pessoa, qual livro seria? Por que? 
VG: “Eu Sou o Mensageiro”, do Markus Zusak. Este livro me toca e mexe comigo de diferentes maneiras. Eu acho incrível e sublime, com uma narrativa incomum, própria.
DTuP: Já imaginou alguma de suas obras como filme?! Como você acha que seria essa experiência? 
VG: Sim! Hahaha Sempre imagino. Algumas vezes vejo algumas fotos no Instagram de pessoas que parecem com as personagens... Salvo tudo! Acho que “O Garoto Quase Atropelado” daria muito certo numa adaptação, enquanto “Sereia Negra” seria belo ver nascer como animação. Porém, a concretização de qualquer projeto meu seria um passo fantástico; seria incrível ver o que sonhei e planejei na minha cabeça, ganhando as telas. Quem sabe um dia...
DTuP: Após várias campanhas e e-­mails enviados à editora, você e o Victor Bonini finalmente farão uma tarde de autógrafos em Salvador. Além de comer muita cocada, o que você espera dessa visita? 
VG: De verdade, meu coração está transbordando de gratidão. Muita gratidão mesmo. Ir para Salvador por causa da demanda do pessoal é algo que, sei lá, eu nunca imaginei acontecendo comigo, de uma forma tão rápida. De forma geral, espero um público muito caloroso, cheio de braços abertos para receber os meus abraços e o meu carinho!
DTuP: Para terminarmos, pode enviar uma mensagem para seus leitores do blog, e talvez convidar aqueles que ainda não conhecem o seu trabalho, a conhecê­-lo? 
VG: Ei pessoal do Blog DTuP. Muito obrigado pelo convite, mesmo! É bom ter um espaço para me expressar e ser completamente sincero. Tácio, valeu pelas perguntas! Adorei responde-las. E para os leitores do blog, eu sei que o dinheiro tá curto, e que é muito legal ler aquele livro que vai virar filme e todo mundo está comentando sobre. Mas dê uma chance aos nacionais. Dê uma chance para algum livro de autor brasileiro te conquistar. Certamente algum vai te tocar. Beijos!

Então é isso. Obrigado ao Vinícius pelo tempo e paciência em responder todas as perguntas. Lembrando para quem é de Salvador e região, que nesse fim de semana, dia 9 de Abril, terá um Clube do Livro especial na Saraiva do Shopping da Bahia às 15h com a presença do Vinícius e do Victor Bonini, autor de “Colega de Quarto”.
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18 novembro, 2015


[Entrevista] Pamela Redmond Satran


Conquistando novos fãs, tanto através da televisão quanto através dos livros, “Younger” se prova uma obra gostosa, que com seu jeitinho descompromissado e bem humorado, consegue tratar de assuntos bem importantes e atuais.


Tivemos a oportunidade de entrevistar a autora da obra, Pamela Redmon Satran. Super solícita, a escritora respondeu todas nossas perguntas, estas que abordam tanto o livro que foi recentemente publicado pelo Grupo Editorial Record, quanto seus outros projetos e também a adaptação de Younger para a TV.

Fica notável como Satran adora trabalhar com temáticas femininas, e que abordam principalmente a questão da idade. É curioso também descobrir que a ideia para escrever seu bestseller Younger, de certa forma, veio do Brasil.

Confira, e se puder, deixe um comentário dizendo o que achou da Pamela e do seu trabalho!

De Tudo um Pouquinho: Como surgiu sua paixão pela escrita? 
Pamela Redmon Satran: Acho que minha paixão pela escrita começou como uma paixão de contar histórias. Quando eu era pequena, eu fazia peças que eu escrevia com uma amiga – ela interpretava todas as partes de menino, e eu interpretava todas as partes de menina, ela fazia os cenários e eu criava os figurinos. Já como adulta, isso se transformou em escrever histórias e romances, o que você pode fazer sem a ajuda de outras pessoas.

DTuP: Como surgiu a ideia para escrever “Younger”
PRS: Eu tive a ideia de escrever “Younger” depois de ler um artigo na Vogue sobre cirurgias plásticas extremas no Brasil. Eu imaginei uma mulher rica-mas-infeliz em seus 40 anos, que decide se reinventar através de uma cirurgia para aparentar 20 e poucos anos para poder recomeçar sua vida. Mas eu não respeitava essa mulher necessariamente! Então eu pensei que talvez a reinvenção poderia acontecer através de mágica. Então uma amiga romanscita, Christina Baker Kline, autora do sucesso “O Trem dos Orfãos”, sugeriu que talvez minha heroína poderia somente fingir. O que foi a solução perfeita.

DTuP: Como mulher, você teve os mesmos problemas de Alice para conciliar a vida de mãe e a vida profissional? 
PRS: Eu acho que qualquer mulher que esteja tentando criar uma criança e ter uma carreira encontra problemas, mas diferentemente de Alice eu nunca parei de trabalhar completamente. Mas, eu tive muitas amigas que, como Alice, decidiram tirar um tempo de suas carreiras para criar seus filhos e que depois tentaram regressar após muitos anos e acharam o processo muito difícil.

DTuP: Em “Younger” é possível notar a força feminina. Você se considera feminista? 
PRS: Eu sou absolutamente uma feminista! Eu quis explorar o problema do poder feminino, idade, e as escolhas de pontos de vista de diferentes mulheres tentando diferentes opções. Alice é uma mulher que se afastou completamente de sua carreira para se tornar mãe, enquanto sua amiga Maggie vai na direção oposta, focando em sua carreira e não tendo filhos. E então, quando estão na faixa dos 40, ambas querem ter o que não tiveram quando tinham 20 e 30 anos. Lindsay, por outro lado, é uma mulher ambiciosa em seus 20 e poucos anos que acredita que diferentemente da geração mais velha de mulheres, ela poderá ter tudo ao mesmo tempo. Enquanto Teri, a chefe de Alice, que também está em seus 40 e poucos anos e que realmente tem tudo isto, no sentido de ter filhos e um grande emprego – acaba ficando louca no processo! A mensagem: não há resposta fácil para as mulheres. 

DTuP: Vamos falar da série. Como foi receber o convite de Darren Star para transformar o livro em um programa de TV? 
PRS: Eu recebi o convite de Darren através do meu agente dizendo que ele queria tentar fazer uma série, mas quando o piloto foi realmente encomendado, eu acabei descobrindo sobre ao ler o jornal! Isso foi exatamente há dois anos atrás e eu estava na casa de uma amiga no campo finalizando outro romance. Meu agente estava viajando e o agente de Hollywood tinha acabado de se casar, então ninguém me contou!

DTuP: A série atingiu suas perspectivas como autora? Se pudesse mudar algo na adaptação, o que mudaria? 
PRS: É uma oportunidade incrível para o meu trabalho poder encontrar uma público maior. Eu não mudaria nada! Eu estou extasiada com os atores, o cenário, as roupas, os enredos e como eles refletem o que eu escrevi, e também como eles empurram meus personagens para um novo nível. 

DTuP: Notei que a maior diferença entre o livro e a série são os nomes das personagens. Alice vira Liza e Lindsay vira Kelsey. Porquê desta mudança? 
PRS: Eu realmente não sei!

DTuP: Tanto Debi Mazar quanto Hilary Duff já se aventuraram no mundo literário. O que você acha de atrizes que escrevem? Já conferiu os livros delas? 
PRS: Eu sou uma grande fã de ambas atrizes e amo os seus livros. Eu acho que é louvável quando qualquer mulher se desafia profissionalmente tentando fazer algo novo. No momento, eu estou tentando escrever um roteiro de série de TV, e eu espero que o mundo seja acolhedor comigo também, assim como foi com elas. 

DTuP: Você está ajudando os escritores da série com ideias para a segunda temporada? O que um autor pode fazer após ele(a) vender os direitos de seu livro para um canal de TV para conseguir preservar o seu trabalho? 
PRS: Para a maioria dos autores, e eu estou me incluindo, você vende os direitos de sua história e de seus personagens e não tem mais poder sobre eles. Eu fui convida para o set de filmagens e para a sala de redação e também para a festa de lançamento, sem contar que eu conheci o Darren, a estilista Patricia Field, os escritores, o elenco, mas além desses encontros que se resumem basicamente a interação social, eu não tenho envolvimento na série.

DTuP: Em “Younger” você fala bastante de literatura clássica. Quais são seus autores preferidos e os clássicos que lhe marcaram? 
PRS: Ótima pergunta! Meu livro favorito de todos os tempos é “Jane Eyre” e eu também amo “O Morro dos Ventos Uivantes” – eu sou mais uma garota Bronte do que Austen. Eu também amo “Middlemarch” de George Eliot, “David Copperfield” de Charles Dickens e qualquer coisa escrita por Edith Wharton.

DTuP: Atualmente você está trabalhando em algum novo livro? Poderia nos falar um pouco sobre ele? 
PRS: Sim! Eu estou trabalhando em um romance que é sobre uma editora de moda há muito tempo aposentada que inadvertidamente se torna exemplo de descolada para os jovens. Ele explora alguns temas de “Younger”, incluindo idade e envelhecimento e identidades femininas dentro de seus locais de trabalho. O livro também inclui importantes relacionamentos entre pessoas mais velhas e mais novas.

DTuP: Infelizmente, somente dois de seus livros foram publicados no Brasil, “Younger” e “As 30 Coisas que Toda Mulher de 30 Deve Ter e Saber”. Se pudesse escolher outro título seu já lançado para ser publicado no Brasil, qual seria e por quê? 
PRS: Um dos meus livros favoritos é um livro de humor não ficcional “How Not to Act Old” que seria um ótimo companheiro para “Younger”. É baseado em meu blog de mesmo nome: http://hownottoactold.com
 Eu também talvez escolha meu romance mais recente, “Possibility of You”, que é a história de três mulheres em três momentos importantes da História enfrentando os problemas da maternidade. Foi publicado com meu nome de solteira, pois é mais sério e complexo do que meus outros trabalhos. No meu site você pode encontrar mais sobre o livro: http://pamelaredmond.com/

DTuP: Para finalizar, diga aos nossos leitores porque eles deveriam ler “Younger”
PRS: Idade, maternidade e ambição profissional pode ser algo relacionado à todas as mulheres da modernidade, independente das suas escolhas pessoais, eu acredito que “Younger” é um jeito de observar esses importantes temas de uma maneira despreocupada e divertida. É uma leitura rápida e leve que abre a porta para importante conversas com amigos, mães, filhas, etc.



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04 julho, 2015


[Entrevista] Julie Farrell


Olá lindos, tudo bem?

No início do ano eu li o livro Ruby in the Dust: O amor numa xícara de chá e me encantei com a escrita da Julie Farrell e a estória criada no livro.

Conversando com ela no Facebook, surgiu a oportunidade de fazermos uma entrevista, onde poderemos conhecer um pouco mais dela e de seu trabalho, vamos lá?

De Tudo um Pouquinho: Como foi sua relação com a literatura quando mais jovem?
Julie Ferrell: Eu sempre gostei de ler, e eu sempre tive uma imaginação muito ativa. Eu costumava gostar de inventar histórias quando criança.
DTuP: Quem são seus personagens literários e autores favoritos?
JF: Eu amo autores de romances contemporâneos, mas eu também adoro o autor britânico Terry Pratchett que morreu recentemente. Sua série Discworld é divertida, agradável e filosófica.
DTuP: Quando e como você descobriu sua vocação para ser escritora?
JF: Cerca de dez anos atrás eu comecei a escrever as histórias na minha cabeça. Um amigo sugeriu que eu tentasse publicá-las, mas nada aconteceu com agentes ou editores, então eu decidi auto-publicar em Outubro de 2013.
DTuP: Como é o seu processo de escrita?
JF: Eu começo fazendo muitas notas, então eu desenvolvo essas notas em capítulos, então eu adiciono os toques finais. É como preparar uma torta – você precisa começar com o bolo, depois você coloca a cobertura e por último a cereja no topo.
DTuP: Você normalmente se inspira em algo para escrever seus livros ou a ideia simplesmente surge?
JF: Eu gosto de passar o tempo deixando minha imaginação simplesmente fluir, como assistir um filme dentro de minha mente.
DTuP: Como foi escrever Ruby in the Dust?
JF: Eu queria criar uma maneira de utilizar toda a sabedoria que eu aprendi nos anos anteriores de filosofia budista e de outras fontes. Alex e Nicky pareciam felizes para mim ao usá-los para fazerem isso!
DTuP: Você comentou no vídeo que mandou para os fãs brasileiros, que sofria de Síndrome do Pânico, como foi para você superar a doença?
JF: Foi um trabalho difícil, porque eu tive que me colocar em situações que me deixavam muito desconfortável, e eu tinha que ficar nelas até me sentir mais confortável. Mas é uma grande analogia para saber como fazer as coisas na vida. Não há atalhos - se você quer alcançar um objetivo, você precisa passar por todos os processos para chegar lá. E então você se sente incrível! Mas, é claro, as coisas nem sempre funcionam como nós esperamos, então você tem que continuar se esforçando para alcançar os seus objetivos.



DTuP: Além de Ruby in the Dust, você tem outros livros publicados na Amazon, todos de maneira independente, mas aqui no Brasil apenas Ruby in the Dust foi publicado, poderia apresentar aos brasileiros seus outros livros? Qual o lançamento mais recente?
JF: Eu tenho duas outras séries. A série The London Loves, que é sobre um casal hetero chamado Sam e Verlaine, e seus amigos gays Scott e Paul. Eu também tenho a série Billionaire Tycoon, que é sobre uma família de irmãos chamados os Quinlans. Esses são os que eu estou atualmente escrevendo.
DTuP: Você costuma basear algum personagem dos seus livros com pessoas que você conhece/conheceu?
JF: Não intencionalmente, mas provavelmente existem fios de pessoas em todos os meus personagens. Especialmente de mim mesma!
DTuP: Existe alguma negociação para que seus outros livros sejam publicados no Brasil?
JF: Eu tenho contrato com a Editora Charme no Brasil, e eles vão publicar a série The London Loves nos próximos anos.
DTuP: Qual a sensação de ter seu livro publicado em outra língua, para pessoas de culturas diferentes? 
JF: É uma honra. Quando eu olhei para a tradução para Ruby in the Dust, eu me senti como se eu tivesse realmente conseguido! Essas foram as minhas palavras, mas em outro idioma, o que foi muito legal!
DTuP: Como é seu contato com os seus leitores? Eles te influenciam de alguma forma?
JF: Eu sou tão sortuda de ter conhecido pessoas incríveis desde que eu comecei a auto-publicar. As mensagens que eu recebo dos leitores que dizem que gostaram do meu trabalho faz tudo valer a pena, então eles definitivamente continuam me fazendo escrever. As vezes é doloroso receber resenhas negativas, mas elas me ajudam a me tornar uma autora melhor, então não tem problema algum.
DTuP: O que você diria para quem está pensando em ler Ruby in the Dust?
JF: Eu espero que vocês gostem e tirem algo positivo da jornada.
DTuP: Para finalizar, você gostaria de mandar uma mensagem para os leitores brasileiros?
JF: Obrigada pelo suporte e carinho de todos. A recepção calorosa de vocês me faz sentir despretenciosa e inspirada. ABRAÇOS!

Espero que tenham curtido conhecer mais a Julie e agora é esperar a Editora Charme lançar a série The London Loves para nos deliciarmos ;)
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07 março, 2015


[Entrevista] M.S. Fayes


Como vocês já devem ter visto, essa semana a M.S. Fayes lançou o segundo livro da Trilogia da Lei. O primeiro livro foi lançado pela Editora Charme, mas essa sequência está sendo publicada de forma independente.

Vocês já conheceram um pouco mais da Martinha na coluna Conhecendo o Autor, agora vamos nos aprofundar um pouco mais!



Confiram o bate-papo que a Lud, do Evey Little Book teve com ela:
Evey Little Book: Quem são suas inspirações? 
M.S. Fayes: Bem, eu tenho minhas divas absolutas que serviram de inspiração para o meu estilo de escrita. Não que eu esteja pretendendo me igualar, mas foram estas autoras que criaram um conceito de romance na minha cabeça. Nora Roberts sempre. Amo os romances dela. Alguns melhores que outros, outros nem tanto. Judith McNaught, simplesmente maravilhosa na arte de criar roteiros e personagens inesquecíveis. Linda Howard, Sandra Brown, com seus romances policiais e intensos. Essas são as que sempre me vem à cabeça quando penso de onde surgiu a fonte de inspiração.
ELB: Por que usar um pseudônimo? 
MSF: Puxa...essa do pseudônimo eu já respondi várias vezes e adoro explicar a razão. Eu queria algo misterioso. Um nome que pudesse estar na estante de uma livraria e alguém falar: "oh...uau...MS Fayes...que sobrenome diferente..." . E pensei...poxa...se J.K. Rowling, C.S Lewis, J.R. Tolkien, e tantos outros podem ter pseudônimos com suas iniciais, porque eu também não posso? Daí surgiu: M de Marta, S. de Sousa e Fayes do mix de Fagundes e Lopes. O Y no meio foi só pra dar um charme. Outra explicação plausível, porém meio louca. Eu tinha acabado de ler um romance da Sandra Brown, onde a locutora de uma rádio atendia pelo pseudônimo xis e ninguém conhecia a verdadeira dona da voz. Achei o máximo. Falei p editor do Tapete Vermelho e ele vetou a ideia. Droga...jogou água no meu castelinho de areia. Mas enfim, só nos Estados Unidos que uma coisa assim poderia funcionar bem né?! Por exemplo, o tanto de tempo que levou para que as pessoas descobrissem que Sylvain Reynard era um homem? Achei isso o máximo.
ELB: Alguns falam que o livro é erótico. Você considera sua trilogia como Erótico? 
MSF: Não considero de jeito nenhum. Inclusive quando a galera se refere a ele assim eu até estranho. E o que já aconteceu com muitas blogueiras e leitores do Absoluto, por exemplo, foi que realmente pensaram que era um livro erótico, quando na verdade não é. São românticos, sensuais em algumas partes, florzinhas e clichês se você considerar que falam de uma história de amor com final feliz. Tive leitores que se recusaram a ler inicialmente achando que fossem eróticos. Quando leram, perceberam que na verdade são mais românticos. Eu me considero uma noviça ao escrever cenas eróticas. Eu prefiro muito mais o lírico, implícito e poético do que o gráfico, escrachado e sem sentido. Leio romance erótico? Sim. Já li vários. Mas não são os meus habitués. Chega uma hora que a gente cansa de um determinado estilo, certo?
ELB: Por que a mudança de editora para publicação independente? 
MSF: Meramente por uma questão contratual. A Editora Charme continua com os direitos do Absoluto, vem fazendo um trabalho maravilhoso e cuidando super bem do meu "filho" (Cada livro é um filho no mundo). Mas eu realmente resolvi que não tinha mais cacife para uma publicação compartilhada, onde eu entro com o investimento junto. E daí, para que o livro não ficasse encalhado, largado às traças e quem quisesse lê-lo, acabasse ficando a ver navios, resolvi eu mesma investir numa tiragem mínima, mas sem vínculo contratual, salvo comigo mesma. Apenas isso. Infelizmente o livro não se manteve na editora do primeiro, mas eu quis honrar o compromisso de que tenho um contrato com elas, logo, preferi não apresentar as duas obras finais, a nenhuma outra editora, para evitar conflitos e etc. Para não ficar largado no canto, resolvi jogar o Irresistível na praça e ver o que vai ser dele.
ELB: O que você diria para quem está pensando em ler Irresistível? O que os leitores podem esperar? 
MSF: Hunmmm...Acho que os leitores podem esperar situações um pouco mais intensas e impulsivas do que no livro 1. A área que escolhi para a Fay é a criminal, tanto que o par romântico é um promotor fodástico. Logo...o livro acabou seguindo um pouco a vybe dos personagens...huuuuu...espere e verás...quer dizer...lerás. Hehehe Um livro romântico, engraçado, um pouco mais hot que o primeiro e mais intenso. Sei lá. Provavelmente vai ter quem goste da Fay, ou quem não goste. Muitos gostaram dela no livro 1, então espero que a ânsia em ler sua história seja satisfeita plenamente.
ELB: Qual sua parte favorita ao escrever Irresistível? 
MSF: Os diálogos entre o Alex e a Fay entre os lençóis. Adoro a parte em que eles tentam mostrar que já se conhecem bem. Amei a cena ### onde aconteceu #### e acabou culminando no ###. O # se for revelado é spoiler. Hahahahaha
ELB: Quais são suas expectativas com relação a Irresistível? 
MSF: Eu espero que o Irresistível agrade tanto aos leitores quanto agradou a mim quando o escrevi. Foi o livro que mais me diverti escrevendo. Tanto que é o mais longo. Espero que esteja a contento, que as expectativas de quem estava louco para ler não se frustrem, e que os personagens ganhem um espacinho no coração dos leitores.
ELB: O terceiro livro será sobre quem? E já temos previsão? 
MSF: O terceiro livro é sobre a Lana, com certeza. Então pra quem gosta de livros onde a mocinha está gravidinha, pode ser que fique feliz neste. Acho inclusive, que é o mais fofo de todos os três. Só acho... Eu não tenho certeza se todo mundo já captou e detectou o mocinho do livro três... Previsão? Não sei. Vai depender do Irresistível mostrar seu potencial em conquistar os leitores. O importante é que o mais difícil já está resolvido. O livro três está prontinho da Silva.
ELB: Mande um recado para as leitoras. 
MSF: Oi Leitoras...então...espero que vocês possam dar cada vez mais chance aos livros nacionais, que vocês possam passar a ter orgulho das autoras que temos no Brasil ( estou tentando me incluir no grupo...abafa o caso), que vocês leiam meus livros e que curtam os personagens com carinho. Apreciem sem moderação alguma e se for ler, não dirija. Quero dizer...não dirija lendo...pode ser perigoso. Hahahahaha
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11 fevereiro, 2015


[Entrevista] J.L. Mac


Como já falei aqui antes, essa semana a Editora Charme está promovendo uma semana para divulgação do livro Destrua-me, escrito pela  J.L. Mac. Vocês com certeza a essa altura já estão participando da promoção e já devem ter visto alguns dos quotes do livro em nossas redes sociais.

Hoje iremos conferir uma rápida entrevista feita pela Editora Charme com a J.L. Mac.


Confiram o bate-papo:
Editora Charme: Em que você se inspirou para escrever Destrua-me? 
J.L. Mac: Eu estava no trânsito, saindo do shopping, quando um outro motorista provocou um acidente bem à minha frente. Isso me fez pensar nos personagens e na história de Destrua-me.
EC: Josephine é uma personagem muito inspiradora. Apesar de tudo o que aconteceu em sua vida, ela não desistiu. De onde vem essa força de Jo? E o que você mais gosta nesta personagem? 
JLM: Acho que muitos dos pontos positivos da Jo são baseados em como as mulheres, em geral, gostariam de ser vistas. Eu queria que ela fosse retratada da forma que todas as mulheres gostariam de ser retratadas. Queremos ser fortes, destemidas e dispostas a fazer o que precisamos, mas ao mesmo tempo queremos ser amadas, desejadas e ser necessária à alguém tanto quanto queremos que o outro necessite de nós.
EC: E Damon? Ele é uma contradição. Dominante e tão frágil ao mesmo tempo... É impossível não se apaixonar. Como foi criar um personagem com características tão extremas? 
JLM: Na verdade, foi muito fácil escrever Damon. De um modo geral, acho que os homens são fortes, mas ao mesmo tempo bastante frágeis, o que os torna muito mais cativantes. Damon esconde seu lado frágil, mas uma vez que o leitor tem a oportunidade de enxergar o que está debaixo de suas camadas, é impossível não amá-lo. Eu adorei contar a sua história.
EC: O que os leitores podem esperar em Destrua-me? 
JLM: Os leitores podem esperar sentirem muitas emoções ao ler Destrua-me. Eu, realmente, me emocionei muito ao escrevê-lo.
EC: Vamos falar um pouco sobre você? Conte-nos um pouquinho a respeito de você e seu processo de escrita. 
JLM: Eu não tenho muito a contar. Sou uma dona de casa de 28 anos, tenho uma vida comum, com três lindos filhos e um marido incrível, o que faz com que escrever romances seja algo muito fácil para mim. Gosto de ler, cozinhar e passar tempo com a minha família. Como eu trabalho em casa, o meu processo de escrita, muitas vezes, é um pouco disperso, já que escrevo quando posso. Às vezes, eu uso meu celular para anotar algumas coisas para não esquecer. Ouço músicas para me inspirar. Assim que uma ideia para um livro surge na minha cabeça, eu rapidamente escrevo um breve resumo, para que possa construir a história a partir daí. E eu começo a escrever todos os meus livros num caderno. É bem divertido reler minhas anotações originais de cada história, além de ver nomes, locais e outros detalhes alterados antes da publicação.


E então pessoal, curtiram conhecer um pouco mais a JL? Então continuem acompanhando nossas redes sociais para conhecer mais sobre o lançamento!

Até a próxima!!!
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17 setembro, 2014


[Entrevista] John Corey Whaley


Recentemente foi publicado aqui no blog a resenha do livro “Quando Tudo Volta”, do iniciante John Corey Whaley, que com apenas 30 anos já arrecada diversos prêmios, devido ao seu livro de estréia.

john-corey-whaley2.jpg


Bastante ocupado com a divulgação de seu novo trabalho, “NOGGIN”, Whaley arranjou um tempinho em sua agenda para responder as perguntas feitas pelo De Tudo um Pouquinho. Fiquei muito feliz, pois amei bastante sua obra e não vejo a hora de ver suas futuras histórias nas prateleiras do Brasil. Esse moço é talentoso e muito simpático, merece todo o reconhecimento do mundo. Confira o bate-papo:
De Tudo Um Pouquinho: “Quando Tudo Volta” é o seu primeiro livro. Foi surpreendente ver o reconhecimento do mesmo, principalmente pela parte dos críticos? 
John Corey Whaley: Foi definitivamente surpreendente para mim que o meu primeiro livro publicado (e o primeiro romance que eu já tinha terminado) recebeu tanta atenção, especialmente por parte dos críticos e colaboradores. Ainda estou sem acreditar que esta é a minha vida.
DTuP: Claramente “Quando Tudo Volta” é um livro bem pessoal. Como foi compartilhar suas experiências de vida na construção do livro? 
JCW: Na maior parte, a personalidade do personagem principal é o elemento autobiográfico do romance. Nenhum dos eventos na história aconteceu na minha vida real. No entanto, é estranho que tantos leitores tiveram um vislumbre de como eu penso.
DTuP: Seu livro é muito rico em metáforas, porque decidiu utilizá-las? 
JCW: Eu gosto quando a história conta várias histórias diferentes ao mesmo tempo, então eu queria que o livro fosse em camadas, do jeito que ele é.
DTuP: No livro, o personagem Cullen ama criar títulos para livros. Por acaso, esses títulos de alguma forma são títulos, que você ao crescer, imaginou para seus próprios livros? 
JCW: Na verdade, a maioria deles são títulos que eu havia coletado quando estava no colegial e na universidade, pouco antes de eu escrever o livro.
DTuP: Após receber diversos prêmios, inclusive o Michael. L Printz Award, você se sente pressionado ao escrever seus próximos trabalhos? 
JCW: Eu já escrevi e publiquei “NOGGIN”, meu segundo romance, e eu estou muito orgulhoso dele. Mas, foi muito difícil escrever um livro depois de “Quando Tudo Volta”, já que ele recebeu tanta atenção. Agora, trabalhando no meu terceiro, ainda sinto um pouco desta pressão.
DTuP: Você recentemente publicou seu mais novo livro “NOGGIN”. Pode falar um pouco sobre ele? 
JCW: “NOGGIN” é muito diferente de “Quando Tudo Volta”. É uma comédia-romance sobre um adolescente que, pelo fato dele estar morrendo, decide ter sua cabeça congelada em nitrogênio, acordando cinco anos mais tarde anexado ao corpo de outro adolescente. Assim, ele tem que tentar encaixar de volta as peças do quebra-cabeça da sua vida. É uma história que parece absurda, mas é baseada na realidade que eu acho que os leitores possam se relacionar.
DTuP: Você tem planos de vender os direitos de “Quando Tudo Volta” para o cinema ou televisão? Se sim, imagina alguém específico para dar vida aos seus personagens? 
JCW: Eu ainda não vendi os direitos para filme ou TV de “Quando Tudo Volta”, mas isso é algo que eu espero que aconteça no futuro.
DTuP: Você é bastante jovem, mas percebe-se que sua paixão pela literatura lhe acompanha há muito tempo. Que autores e livros você leu ao crescer? 
JCW: Eu era um grande fã de Kurt Vonnegut, Jr.. Eu também adorava JD Salinger, Stephen Chbosky e Harper Lee.
DTuP: Para finalizar, quer mandar alguma mensagem para os leitores brasileiros, e talvez dizer à eles porque eles devem ler o seu livro? 
JCW: Estou muito feliz de ser publicado no Brasil! Eu só quero falar que espero que os meus pequenos livros estranhos possam encontrar seu caminho para o coração dos leitores, e que eles digam algo à todos vocês. Obrigado pela leitura!
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11 maio, 2014


[Entrevista] Mark Lawrence


Essa semana a DarkSide lança o segundo volume da Trilogia dos Espinhos. Após “Prince of Thorns”, é a vez de acompanharmos a jornada do príncipe Jorg em “King of Thorns”. Para comemorar este lançamento mais do que especial, nós do De Tudo um Pouquinho tivemos a oportunidade de fazer uma entrevista exclusiva com o autor dos livros, Mark Lawrence.

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Mark foi super simpático, e falou um pouco sobre seus livros, vida pessoal, novos trabalhos e até deu uma dica de uma notícia que pode dar um novo rumo ao universo criado por ele. Então, vamos conferir como foi essa entrevista, e esperamos realmente que vocês gostem dela.
De Tudo um Pouquinho: Como foi sua relação com a literatura quando mais jovem, e quando você percebeu que queria ser um autor?
Mark Lawrence: Eu sempre amei a fantasia. Minha mãe leu para mim “O Senhor dos Anéis” quando eu tinha sete anos. Eu chorei quando [Spoiler] Gandalf morreu [/ Spoiler]. Eu li um monte de livros de fantasia enquanto eu crescia. Eu nunca tive qualquer ambição de ser um autor. Eu escrevi o meu primeiro conto aos trinta anos e daí migrei para a escrita de livros, mas eu não esperava que eles fossem publicados - eu só gostava de escrever. Se alguém não tivesse me convencido a enviar um e-mail para um agente literário (e eles tiveram que ser muito persistentes), então eu nunca teria feito isso.
DTuP: “Prince of Thorns” é um belo exemplo da literatura fantástica e épica. Qual foi a inspiração para escrevê-lo?
ML: A inspiração para o personagem foi o clássico romance de Anthony Burgess de 1962, “Laranja Mecânica”, que apresenta um jovem violento, mas inteligente e charmoso, e que é totalmente amoral. A história apenas foi surgindo do nada enquanto eu estava escrevendo.
DTuP: Em breve “King of Thorns” será lançado aqui no Brasil. O que os leitores podem esperar nesta sequência das aventuras de Jorg?
ML: “King of Thorns” é um livro mais longo e que eu descrevi antes como uma aposta na inteligência dos leitores. Até agora, essa aposta valeu a pena. Vemos Jorg crescendo e enfrentando problemas mais complexos, embora ele ainda encontre soluções violentas. O enredo é complexo e não-linear, movendo-se entre dois períodos de tempo, mas essa abordagem parece manter todos felizes.
DTuP: O personagem principal da sua série é um jovem menino muito bem escrito e que possui as mais diversas emoções dentro de si. De alguma forma seus sentimentos e memórias foram incorporados nele?
ML: Essa é uma pergunta complexa. Eu não sou nada como Jorg. Mas é verdade que ao escrever os livros, especialmente “Prince of Thorns”, eu tive um lugar para colocar algumas emoções decorrentes do nascimento de minha filha, que foram inúteis para mim ao lidar com suas deficiências muito severas.
DTuP: Por que decidiu escrever três livros? Como foi este processo?
ML: Escrevi “Prince of Thorns” em inúmeras pequenas partes ao longo de vários anos. Eu escrevia um capítulo em um fim de semana, postava em um grupo de escrita, e talvez ficava sem escrever outro capítulo por três ou cinco semanas. Eu escrevi porque eu gostava da sensação. Eu não tinha planos de tentar publicá-lo. Eu não acho que esta era uma opção realista. Escrevi “King of Thorns” e “Emperor of Thorns” depois de vender os direitos de publicação de “Prince of Thorns”. Escrevi dois livros no espaço de um único ano. Isso nunca me pareceu uma tarefa, mesmo que eu só pudesse escrevê-los à noite, quando eu não estava no meu trabalho ou cuidando da minha criança com deficiência.
DTuP: Você vai lançar em breve um novo livro intitulado “Prince of Fools”. Pode falar um pouco sobre esse trabalho?
ML: “Prince of Fools” se passa no Império Destruído, ao mesmo tempo que a história de Jorg acontece. O protagonista é um mulherengo covarde que vive mentindo e enganando as pessoas. É o mesmo mundo sangrento, mas visto através dos olhos de Jalan Kendeth, que acaba acrescentando um pouco de humor. Estou gostando muito de escrever os livros e acabei de começar o terceiro e último volume da trilogia.
DTuP: Você tem planos de vender os direitos de “Prince of Thorns” para o cinema ou televisão? Se sim, imagina alguém específico para dar vida aos seus personagens?
ML: Venda de direitos do livro para a televisão não é algo que você planeja. Você tem que ter a sorte de ter as pessoas certas entrando em contato com você. Vou no entanto anunciar algo sobre isso em alguns dias - por isso, provavelmente, antes desta entrevista ser publicada. Pelo fato de Jorg ser tão jovem, ele precisaria de um jovem ator, mas teria que ser um grande ator para representar sua complexidade e paixão da forma correta. Eu não sei de ninguém adequado, mas espero que ele exista em algum lugar por aí!
DTuP: Para finalizar, você poderia mandar um recado para os brasileiros, e talvez dizer à eles o por que de terem que conferir o seu trabalho?
ML: Eu fico incrivelmente impressionado com a reação dos leitores no Brasil. Eu não acho que qualquer outro país, incluindo o Reino Unido e os EUA - onde os livros já venderam centenas de milhares -, tenha sido tão entusiástico, positivo e acolhedor. Eu acho que o Brasil é um lugar que gera grande imaginação! Nunca tento vender o meu trabalho. Eu espero que as pessoas que lêem os livros irão fazer isso por mim. Você se sairia melhor se confiasse no que eles dizem.

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