02 janeiro, 2021


[Resenha] Um Menino Chamado Natal - Matt Haig


Ficha Técnica 

Título: Um Menino Chamado Natal
Título Original: A Boy Called Christmas
Autor: Matt Haig
Ilustrações: Chris Mould
ISBN: 978-65-5500-589-9
Páginas: 240
Ano: 2020
Tradutor: Débora Isidoro
Editora: Ciranda Cultural
Nikolas, de onze anos, apelidado de Natal, recebeu apenas um brinquedo na vida, mas ele é um garoto feliz, porque o ganhou de seus pais, que o amam. Certo dia seu pai desaparece e Nikolas precisa viajar para o Polo Norte para salvá-lo. Ao longo do caminho, o menino vive grandes aventuras e descobre um mundo novo em uma aldeia de elfos. Porém essas criaturinhas têm seus próprios problemas: o espírito natalino e a boa vontade estão em baixa, e Nikolas pode ser a única pessoa capaz de consertar as coisas… Um Menino Chamado Natal é um novo e atrevido clássico de Natal do aclamado autor Matt Haig e do ilustrador Chris Mould.

Resenha


Livro lindinho de Natal para aquecer o coração? Sim, temos! Eu não sou dessas que espera o Natal para ler e assistir filmes do gênero, se eu estou com vontade, vou lá e leio ou assisto, com streaming então… nem sei dizer para vocês quantas vezes assisti O Grinch esse ano, a versão do Jim Carey e a animação, Operação Presente, O Expresso Polar, Klaus e claro que assisti todos os outros que estrearam recentemente. 

Em Um Menino Chamado Natal vamos conhecer Nikolas, um garoto de 11 anos que mora na Finlândia com seu pai, Joel, o lenhador. Depois que a mãe morreu na floresta, o pai é toda a família que Nikolas, bem, na verdade ele tem uma tia também, Carlotta, irmã mais velha de seu pai, mas ele não gosta nem um pouco dela, então vamos contar que a família se resume ao pai, certo? Eles vivem em uma casa de um único cômodo, as refeições são sempre escassas, mas, mesmo com toda dificuldade, Nikolas tenta ser feliz. Ele é um garoto que acredita e aí está a beleza: acreditar. Assim como acredita em duendes, trolls e pixies, Nikolas também acredita na felicidade verdadeira. 
— Para ver alguma coisa, você tem que acreditar nela. Acreditar de verdade. Essa é a primeira regra do duende. Você não pode ver alguma coisa em que não acredita. Agora faça um esforço e tente enxergar o que estava procurando.
P. 90
Nikolas nasceu no dia de Natal e por isso seu pai o apelidou de "Natal" — Joel tinha o costume de dar apelidos às pessoas, sua esposa era "Pão Doce" —, mas desde que a esposa faleceu Joel deixou de chamá-lo assim. Por quê? Não sabemos, mas é algo que faz falta a Nikolas: o sorriso da mãe, as brincadeiras do pai. Ainda assim, Nikolas amava o pai e viver com ele, sair com ele e colher frutas e cogumelos enquanto o pai cortava árvores, amava os únicos presentes que já havia ganhado: um trenó com seu apelido entalhado, que sempre ficava do lado de fora, por causa da falta de espaço na casa, e seu boneco que a mãe entalhou em um nabo velho. Amava ainda o momento antes de ir dormir, quando seu pai lhe contava uma história, mesmo que ele sempre pedisse a mesma história. 

Porém, as coisas saíram mais dos trilhos no dia que eles receberam a visita de um caçador com uma oferta: ir em uma expedição ao Extremo Norte em busca de provas de que a Vila dos Duendes existe e ganhar a recompensa que o rei está oferecendo. Joel vê aí uma grande oportunidade para ganhar dinheiro suficiente para melhorar a vida deles. Mas é claro que ele não permitiria que Nikolas fosse com ele, afinal, muitas pessoas já foram ao Extremo Norte, mas não há notícias de quem tenha voltado de lá. Assim, resta a Nikolas ficar em casa com tia Carlotta enquanto o pai não volta, uma viagem que deve durar pelo menos três meses. 
Então ele soube que as coisas terríveis, mesmo as mais terríveis, não podiam fazer o mundo parar de girar. A vida continuava. E ele prometeu a si mesmo que, quando ficasse mais velho, tentaria ser como a mãe. Colorido, feliz, bom e cheio de alegria.
Era assim que a manteria viva.
P. 135
Viver com tia Carlotta não é fácil. A mulher o coloca para dormir do lado de fora, o pouco de frutas e cogumelos que consegue colher dá apenas para Nikolas fazer uma refeição para a tia e ele come pouquíssimas na floresta, enfim, ele aguenta até o dia em que a tia diz que o pai não voltará, assim como todos os outros tolos que já foram ao Extremo Norte, afinal, já tem mais de três meses que ele viajou. Nikolas decide então ir atrás do pai. E aí a aventura começa. 

Nikolas e seu único amigo, o rato Miika, partem rumo ao Norte, no frio congelante da Finlândia, sem bagagem, apenas com a roupa do corpo e se alimentando do que consegue colher no caminho. O que o mantém firme é o desejo de encontrar o pai. E no caminho ele encontra uma rena, que batiza de Blitzen, que se torna sua amiga também e o ajudará na difícil jornada. 
— (…) O mundo inteiro, ou o mundo de onde eu vim, o mundo dos humanos, é cheio de coisas más. Tem sofrimento, ganância, tristeza, fome e maldade por todos os lados. Tem muitas, muitas crianças que nunca ganham presentes e que têm sorte quando comem mais que umas colheradas de sopa de cogumelo no jantar. Elas não têm brinquedos para brincar e vão dormir com fome. Crianças que não têm pais. Crianças que têm que morar com uma pessoa horrível como minha tia Carlotta. Em um mundo como esse, é muito fácil seu mau. Então, quando alguém é bom ou generoso, isso já é mágica. Dá esperança às pessoas. E esperança é a coisa mais maravilhosa que existe.
P. 126-127
A jornada de Nikolas, sua chegada a Vila dos Duendes e tudo o que descobre nesse período confirma muito do que ele sempre acreditou, mas também põe em prova muitas outras coisas e caberá a ele se manter firme no que acredita. Essa é minha parte favorita do livro, mas não posso dar spoilers aqui, porque o maravilhoso é fazer a jornada com ele, crescer, aprender, descobrir. 

O objetivo de Matt neste livro é nos apresentar a história de Pai Natal, como ele ganhou esse nome, como se tornou o que hoje conhecemos como Papai Noel, ou seja, o final a gente já conhece, por isso o durante é o que faz toda a diferença. Ele nos leva de uma maneira tão simples, que, quando nos damos conta, estamos no meio do século XIX com Nikolas, Miika, Blitzen, Pequena Noosh, Pai Topo e todos os outros personagens.
E, onde havia magia, sempre havia um jeito.
E desta vez ele soube que o encontraria. Passou a noite inteira acordado pensando nisso, depois parou de pensar e começou a acreditar nisso. Acreditava tão completamente que já era real. Era inútil tentar pensar em um jeito, porque era impossível. E o único jeito de realizar o impossível não era pela lógica ou pelo pensamento sensato. Não. Era acreditando que podia ser feito. Acreditar era o método. Você pode parar o tempo, expandir chaminés, até viajar o mundo em uma só noite, com a magia e a fé dentro de você.
P. 228
Se você ama histórias de Natal, garanto que não dá para perder a história de Nikolas e o principal, vale levar para a vida o que Pai Topo nos diz:
— (…) Uma impossibilidade é só uma possibilidade que você ainda não entendeu.
P. 89

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04 julho, 2020


[Resenha] Diário de um Nerd: Supernerd - Philip Osbourne

Ficha Técnica 

Título: Diário de um Nerd: Supernerd
Título Original: Diary of a nerd: now super nerd
Autor: Philip Osbourne
ISBN: 978-65-5500-213-3
Páginas: 160
Ano: 2020
Tradutor: Fabio Teixeira
Editora: Ciranda Cultural
Phil, o Nerd, nunca pensou que um dia se tornaria um super-herói de verdade. Quando um terrível vilão sequestra os roteiristas das séries de TV, Phil é o único que pode resgatá-los. Agora, o Supernerd precisa arriscar sua vida para salvar o futuro, de suas séries preferidas.








Resenha


Depois das aventuras vividas em Diário de um Nerd e Diário de um Nerd: Aventuras em Hollywood, chegou a hora de conhecer a terceira e última história de Phil, o Nerd.

Bem, depois de perder uma disputa de esgrima, nosso querido nerd recebe novamente a visita do seu "mentor" Darth Vader, pois é, que agora trouxe a notícia de que os roteiristas das séries de TV foram sequestrados pelo louco Mark Truss, presidente da Ilha Sem-Fim e tudo porque ele não conseguiu ver o final de uma série que estava assistindo por conta do cancelamento da temporada, é mole?

Depois de criar coragem e contar essa história maluca para os amigos, Phil contará com o apoio da The Ping Pong Theory, para se tornar um super-herói, ir até a ilha e salvar os roteiristas. Mas, aí vem o primeiro problema: onde fica a Ilha Sem-Fim? E segundo: como criar um superpoder? Depois, como chegar até onde os roteiristas estão presos?

Com muita loucura - que me rendeu altos risos - Phil consegue chegar ao local, mas derrotar o vilão não será nem um pouco comum. Claro que sempre há a presença de Ellen, George, Nicholas e Grande Mata-crânio para encontrar as melhores soluções para os problemas.

Não dá para esquecer que, em meio a essa confusão, Phil ainda precisa lidar com o fato de gostar da Grande Mata-crânio e o fato de que precisa dizer isso para ela, mas não é nada fácil para um adolescente de 14 anos.

Neste livro ficou ainda mais evidente o traço da amizade como base da história e Phil compartilhou ao longo do diário muitos outros pontos da cultura nerd, de heróis, filmes, séries de TV e tantos outros temas, mas uma coisa que gostei bastante foi o fato de abordar que não é necessário ter superpoderes como os heróis das HQs e filmes para ser um super-herói, todos podemos ser heróis no dia a dia, lutando pelo bem de todos.
— Então você acha que existem super-heróis neste mundo...
— Sim, acredito que eles existam, e dá para saber quem eles são, pois lutam e vencem sem usar violência.
— É quase o que nós, nerds, fazemos... Nós usamos o cérebro em vez de armas!
P. 141
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08 junho, 2020


[Resenha] Diário de um Nerd: Aventuras em Hollywood - Philip Osbourne

Ficha Técnica 

Título: Diário de um Nerd: Aventuras em Hollywood
Título Original: Diary of a nerd: The thousand lights of Hollywood
Autor: Philip Osbourne
ISBN: 978-85-380-9167-7
Páginas: 160
Ano: 2019
Tradutor: Fabio Teixeira
Editora: Ciranda Cultural
Phil, o Nerd, se prepara com seus amigos para viajar para Hollywood, onde vai conhecer os estúdios de clássicos do cinema e participar de um programa de talentos da TV. Mas seu novo professor, que odeia nerds, está disposto a acabar com a fama de nerd de Phil. Será que ele conseguirá vencer o programa de talentos e convencer o professor de que os nerds são legais?






Resenha


Querendo saber qual seria a próxima aventura de Phil, o Nerd, não poderia deixar de ler Diário de um Nerd: Aventuras em Hollywood, afinal, o título e a sinopse deixam claro que nosso nerd querido iria à Hollywood, o que me deu a certeza de que ele visitaria os estúdio onde grandes produções foram gravadas. E não me decepcionei.

Depois da aventura de Diário de um Nerd, onde Phil teve de conciliar uma vida dupla como nerd que participaria com seus amigos de mais uma Olimpíada de matemática e como esportista, uma vez que começou a praticar esgrima, chegou a hora de uma aventura ainda maior.

Agora que a Grande Mata-crânio faz parte da The Ping Pong Theory, a equipe nerd está ainda mais forte e este é o motivo para Ellen ter inscrito a equipe no programa de TV America Loves Talent, e, agora que foram aceitos como competidores, eles deverão ir à Hollywood para participar do programa.

Lá, eles enfrentarão os Vingadores Malvados, uma equipe liderada pelo seu novo professor de matemática, o professor Gray, que simplesmente odeia todos os nerds, mas antes disso, Phil, seus amigos e seus pais irão aproveitar a estadia em Hollywood para conhecer os estúdios mais famosos. Confesso que era o que eu mais estava esperando - já falei isso antes, né? rsrs - e fiquei imaginando se eu tivesse a oportunidade de estar nestes estúdios, qual seria a minha reação... ver o Delorean, o Gizmo, os cenários de Divergente, Jogos Vorazes, Star Wars, Star Trek e, principalmente, de Harry Potter? Gente, realmente seria incrível!!!!!
Seguimos o Jason e o Kevin, então, de repente, nos vimos em HOGWARTS, a escola de magia e bruxaria onde se passa a maior parte da história de HARRY POTTER. Naquele momento, percebemos que aquele era o dia mais INCRÍVEL da nossa vida!
P. 103
Mas voltando a competição, o professor Gray se mostrará um grande adversário para Phil, pois ele não joga limpo, mas a The Ping Pong Theory precisará ficar unida mais uma vez para alcançar o sucesso, claro que liderados pela pequena e doce Ellen, que de doce não tem nada hahahaha. A garotinha de 09 anos, irmã mais nova de Phil e líder o grupo tem uma mente estratégica de dar inveja a qualquer um.

O livro é muito rápido de ser lido, pois, intercalando com o texto, há várias ilustrações, que ajudam a contextualizar a história contada. Além disso, há um site com algumas atividades que podem servir de complemento para quem quiser ainda mais deste universo. Agora é ler a próxima aventura de Phil e seus amigos.

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25 maio, 2020


[Resenha] Guerras Bruxônicas - Sibéal Pounder

Ficha Técnica 

Título: Guerras Bruxônicas
Título Original: Witch Wars
Autor: Sibéal Pounder
Ilustrador: Laura Ellen Anderson
ISBN: 978-85-380-8761-8
Páginas: 272
Ano: 2019
Tradutor: Monique D'Orazio
Editora: Ciranda Cultural
Existe um mundo especial habitado por bruxas, e ele fica bem debaixo dos canos da sua pia! Tiga Rúbia Mamelux não sabia nada sobre esse mundo, até o dia em que uma fada fabulosa lhe diz que ela é uma bruxa e a leva para competir nas Guerras Bruxônicas, uma competição que decidirá quem será a próxima a governar o País da Pia. Será que Tiga se sairá bem competindo com outras bruxas?






Resenha


Para dar uma aliviada no clima atual, resolvi que estava na hora de pegar alguns livros que estavam aqui sem ser lidos. Foi assim que comecei o infantojuvenil Guerras Bruxônicas, que inicia a série Puxa, que bruxa!, que está aqui há algum tempo esperando sua vez de ser lido.

Tiga Rúbia Mamelux é uma garota de 9 anos que vive com a senhorita Estriga em uma casa muito sem graça. Elas não se suportam e na verdade TIga não sabe porque a mulher "cuida" dela, sendo que elas não têm nenhum parentesco. Tudo que sabe é que, quando era um bebê, alguém a colocou no galpão da casa da senhorita Estriga e desde então ela vive lá, sempre tendo água de queijo como refeição e tentando ao máximo se esconder no galpão, para ficar fora do caminho da velha megera.

É em um desses momentos de fuga que ela conhece Fran, a Fada Fabulosa, que subiu os canos com uma missão: levar Tiga para o País da Pia para competir nas Guerras Bruxônicas. É mole?! Pois então, é assim que Tiga dedscobre que é uma bruxa e que alguém a indicou para competir em um torneio que pode transformá-la na bruxa mais poderosa de todo o País da Pia.

Como não achar que caiu no sono e esse é o sonho mais estranho que existe? Como acreditar que arrumando as letras de seu nome existe "uma bruxa legítima"? Como acreditar que debaixo dos canos da pia existe um país completo onde as bruxas e fadas existem? E que fadas são seres pequeninos? Mas ao que tudo indica, TIga não está sonhando, as fadas realmente existem, ela é uma bruxa, existem muitas outras e tudo no País da Pia é uma variação de preto, branco e cinza, os chapéus das bruxas não são pontudos e elas não são sujas nem desarrumadas como ela sempre acreditou. Mas o pior é: ela precisará vencer uma competição que começará no dia seguinte se quiser permanecer neste lugar mágico, sendo que não sabe absolutamente como fazer isso.

Mas, ainda que essa seja uma competição, enquanto está na Cidade Glamourosa, Tiga se torna amiga de Peggy Porqui e Fluffanora Infusão, duas pessoas bem diferentes logo de cara, isso porque, enquanto Peggy vive nas Docas, uma área mais humilde do País da Pia, Fluffanora mora no Pico Perolado, o completo extremo e é filha da melhor estilista do país, a senhora Infusão. Juntas, elas irão causar bastante durante a competição, enquanto Tiga conhece vários lugares e pessoas diferentes.
— (...) A cada nove anos, nove bruxas, todas com 9 anos de idade, são escolhidas para competir nas Guerras Bruxônicas. A vencedora, uma de vocês, será a próxima Melhor Bruxa, aquela que governará todo o País da Pia.
(...)
— Por que escolher uma menina de 9 anos? — perguntou Tiga. — Lá em cima dos canos ninguém nunca permitiria que alguém de 9 anos ditasse as regras.
Fran subiu no ar e pousou no ombro de Tiga.
— As crianças de 9 anos, minha cara, enxergam o mundo de uma forma incrível e maravilhosa. E elas são bem pequenas. Quanto menor for a pessoa, melhor ela é, quase certeza.
P. 55-57
Guerras Bruxônicas é super divertido e vem para mostrar as bruxas de uma maneira totalmente diferente do que estamos acostumados, inclusive, a ideia de um país embaixo dos canos foi o que atraiu minha atenção em primeiro lugar. Imaginem tem um país completo debaixo dos canos da pia? E a explicação das cores do país serem apenas preto, branco e cinza? Hilária. Além da explicação sobre o motivo de conhecermos as bruxas de outra maneira aqui em cima. Quanta criatividade! Curiosa para saber o que Tiga e suas amigas aprontarão nos próximos livros.

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07 maio, 2020


[Resenha] Diário de um Nerd - Philip Osbourne

Ficha Técnica 

Título: Diário de um Nerd
Título Original: Diary of a nerd
Autor: Philip Osbourne
ISBN: 978-85-380-9166-0
Páginas: 160
Ano: 2019
Tradutor: Fabio Teixeira
Editora: Ciranda Cultural
Phil, o Nerd, é um garoto de 12 anos muito inteligente que adora estar com os amigos. Ele e sua turma precisam se preparar para competir nas Olímpiadas de Matemática e Ciências. Mas, para tentar conquistar a garota dos seus sonhos, Phil começa a viver uma vida secreta de campeão esportista. Em meio a todas as mentiras, será que Phil conseguirá conciliar as duas realidades?






Resenha


Sabe quando você está precisando de uma leitura despretensiosa? Foi o que encontrei no infantojuvenil Diário de um Nerd, do Philip Osbourne. Ao longo de 160 páginas o autor do diário - Phil Dick ou Phil, o nerd - nos leva em uma divertida história sobre amizade e autoconhecimento.

Phil tem 12 anos e como vários adolescentes, está em fase de descobertas, mas se tem uma coisa que ele tem certeza é de que ele é um nerd; e com muito orgulho. Por isso, enquanto ele conversa com o diário, em diversos momentos ele faz pausas para explicar as referências que cita, como personagens, séries de TV, filmes, HQs, livros, músicas. É um verdadeiro tributo aos nerds.
Eu queria saber mais sobre o que significava nerd e descobri que "geek e nerd são duas palavras anglo-saxônicas que denotam alguém ávido por novas tecnologias, videogames, internet, smartphones...". Mas ser nerd é mais que isso. Você precisa saber que, depois dos anos 1990, nerd virou sinônimo de gente tecnicamente preparada.
P. 07
Entretanto, embora tenha muito orgulho de ser nerd e dos seus amigos que também são, chega uma hora que cansa de ser zoado no colégio, não é mesmo? Pois então, some a isso que Phil tem um crush por uma menina da escola que nem olha para os nerds. Entendeu? Aí vem confusão, porque, quando uma mentira começa, outras sempre são criadas para sustentá-la.
Eles também vão tirar sarro de nós por causa dos nossos trajes espaciais de Star Trek e Call of Duty. Eu adorei os uniformes e adoro ciências, física e matemática, mas insultos não vão me fazer parecer popular nem descolado, muito menos para a Lauren.
P. 71-72
O livro é muito rápido de ser lido, pois, intercalando com o texto, há várias ilustrações, que ajudam a contextualizar a história contada. Além disso, há um site com algumas atividades que podem servir de complemento para quem quiser ainda mais desse universo, sem falar que também há outros livros da série.

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22 abril, 2020


[Resenha] Diário de Aventuras da Ellie: Uma Viagem Fora de Série - Ruth McNally Barshaw

Ficha Técnica 

Título: Diário de Aventuras da Ellie: Uma Viagem Fora de Série
Título Original: The Ellie McDoodle diaries: have pen, will travel
Autor: Ruth McNally Barshaw
ISBN: 978-85-380-5528-0
Páginas: 176
Ano: 2014
Tradutor: Ciranda Cultural
Editora: Ciranda Cultural
Quando os pais da Ellie vão viajar, ela é obrigada a acampar com sua tia, seu tio, seus primos e seu irmãozinho Ben-Ben. Ela sabe lidar com pernilongos e reconhecer plantas venenosas, mas dividir uma cabana com seus parentes irritantes? De jeito nenhum! Entre as regras duras de sua tia e as brincadeiras sem graça de seu primo Eric, Ellie precisa de seu diário para sobreviver a essas férias em família!






Resenha


Depois de uma ressaca literária homérica, nada melhor do que um livro leve e despreocupado, não é mesmo? Por isso escolhi ler finalmente o infantojuvenil Diário de Aventuras da Ellie: Uma Viagem Fora de Série, que inicia a série Diário de Aventuras da Ellie e que já está aqui há algum tempo esperando sua vez de ser lido.

Eleonor Rabisco, mais conhecida como Ellie é uma garota de 11 anos muito observadora que adora desenhar. Quando seus pais precisam viajar às pressas por conta de um falecimento na família, ela se vê obrigada a passar uma semana com o irmão mais novo - de 3 anos - na casa dos tios e primos que ela simplesmente não suporta. O que ela queria mesmo é ser mais velha, assim como seus irmãos Lisa e Josh, que ficariam sozinhos em casa.
Por que eu tenho este diário ilustrado
1. Para espionar. Não, para OBSERVAR as coisas. Só quero observar a vida ao meu redor. Como na aula de Ciências!
2. Para lembrar de coisas importantes.
3. Para provar que tenho uma família de malucos.
4. É o único jeito de manter minha sanidade.
P. 11
Como se não bastasse ter que ficar com os tios e os primos, eles ainda iriam acampar (algo que Ellie adora), mas não ficariam em cabanas como ela está acostumada e tudo parece irritar a garota, cada palavra dos tios e olhar dos primos.

Porém, com o passar das horas e dos dias, Ellie tenta se divertir mesmo assim e ela começa a perceber que em alguns momentos até que seus familiares não são tão ruins assim, que dá para aguentar um tempo com eles.

Com a narrativa de um diário escrito em tempo real e muitas ilustrações, afinal não seria  típico de Ellie e não desenhar para expressar melhor a sensação, ela percebe algumas coisas como: não julgar as pessoas nem as coisas pelas aparências nem se isolar.
Depois de voltar do lago, a gente foi pro parquinho.
Essa parte me assustou: eles foram brincar de pega-pega! Eu fiquei só anotando no meu diário.
[...]
Foi uma surpresa mesmo. Não sabia que eles também brincavam juntos. Normalmente, a única coisa que faziam juntos era brigar. Ou aprisionar e matar sapos.
P. 83-84
O livro é bem divertido e uma lição para a garotada, então, se tiverem filhos e/ou sobrinhos nessa faixa etária, acredito ser uma boa dica de leitura.

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04 abril, 2020


[Resenha] A Dama de Espadas - Alexandre Pushkin

Ficha Técnica 

Título: A Dama de Espadas
Título Original: Pikóvaia Dama
Autor: Alexandre Pushkin
ISBN: 978-85-943-1873-2
Páginas: 80
Ano: 2019
Tradutor: Irineu Perpetuo
Editora: Ciranda Cultural (Selo Principis)
Em uma roda de amigos em volta de uma mesa de baralho, a história da condessa *** e do seu misterioso segredo para vencer no jogo de cartas vem à tona e desperta a curiosidade do ambicioso Hermann. Ele então põe em prática seu plano para descobrir o mistério, mas mal pode imaginar com o que vai se deparar.








Resenha


Já faz algum tempo que pretendo entrar no mundo dos livros clássicos, mas para mim não é nada fácil. Acredito que o tempo da escola criou uma resistência em mim que perpetua até hoje. Por isso, quando recebi o convite para participar de um clube do livro no trabalho, onde o objetivo é ler principalmente os clássicos, topei na hora. Esse é o empurrão que eu precisava.

Para iniciar, o desafio foi ler A Dama de Espadas, do poeta russo Alexandre Pushkin, um livro curto, de contos, mas confesso, sequer havia ouvido falar no poeta, e olha que pelo que eu li, ele é bem importante para a literatura russa.

Ambientada em São Petesburgo, iniciamos a história após uma partida de jogo de cartas entre amigos, onde os jovens estão desfrutando da companhia juntos e das perdas e ganhos de cada um. Entre os personagens, está o dono da casa, Narúmov (que é militar, cavaleiro da guarda), Súrin (que sempre perde nos jogos, mas ainda assim, sempre tenta a sorte), Hermann (descendente de alemães russificados, que nunca joga, mas está sempre presente) e Paul Tómski, que traz à tona uma curiosidade: por que sua avó nunca foi ao jogo deles para apostar?

Claro que a pergunta desperta a curiosidade de todos, afinal, que razão uma condessa de 87 anos teria para ir à uma mesa de jogos apostar com os jovens?
— O quê? — disse Narúmov. — Você tem uma avó que adivinha três cartas na sequência, e até agora não extraiu essa cabalística dela?
P. 18
Contando rapidamente aos amigos o motivo de seu questionamento, a curiosidade se instala principalmente em Hermann, que sempre ficou ali no canto, observando enquanto os outros jogavam e nos deixa com a pulga atrás da orelha sobre quais são suas reais intenções em estar sempre presente nesses jogos, e não jogar. Seria ele um jogador de alma, mas tímido em arriscar o pouco que tinha para o essencial, sem a certeza de que ganharia? Então se descobrisse o segredo da condessa, poderia ele ficar tranquilo na vida?

Enquanto as páginas passam, mas a gente fica intrigado com os passos de Hermann. Também é possível conhecer o outro lado da história, com personagens que estão ao lado da condessa, que,  pelo pouco que conheci, não gostei, pois mostrou como ela era egoísta, mimada e avarenta - pobre da Lizavieta Ivánovna, sua pupila, que precisava conviver constantemente com a mulher.

Como escrevi inicialmente, não tenho costume de ler esse tipo de narrativa, então me peguei questionando porque inicialmente é citado o nome da condessa e nos demais capítulos do livro ela aparece sempre como condessa ***, assim como em outras situações o asterisco é usado quando já sabemos de quem se trata, como na casa de quem estavam jogando cartas. Não sei dizer como me sinto tendo terminado esse livro; diferente do que estou acostumada, a história é intrigante, mas talvez o fato de ser um conto, seja pouco para o que poderia ter sido. Fiquei querendo mais detalhes sobre os personagens e sabia que não os teria em tão poucas páginas.

Independente, adorei me aventurar e certamente vocês verão outras resenhas de clássicos por aqui em breve, pois pretendo seguir com esse desafio. Quem sabe não descubro "novos" autores para gostar, não é mesmo?

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14 março, 2020


[Resenha] Nunca Diga Abraços Para um Gringo - Gavin Roy

Ficha Técnica 

Título: Nunca Diga Abraços Para um Gringo
Autor: Gavin Roy
ISBN: 978-65-5500-000-9
Páginas: 168
Ano: 2020
Tradutor: Juliano Timbó Martins
Editora: Ciranda Cultural
Neste livro bilíngue em inglês e português, Gavin Roy conta sua trajetória de doutorando em Ciências Atmosféricas a criador do SmallAdvantages, canal do YouTube em que ele ensina inglês americano com alma brasileira para mais de 1,7 milhão de inscritos. Em capítulos curtos e dinâmicos, Gavin, que aprendeu português sozinho e chegou à fluência nesse idioma, dá dicas de como brasileiros podem conseguir o mesmo com o inglês.





Resenha


Quem me conhece sabe que sou apaixonada pela língua inglesa e, por isso, venho estudando há algum tempo. Fiz curso, aulas particulares, assisto vídeos, leio textos - embora ainda não tenha conseguido ler um livro - mas esse não é um caminho fácil. Tanto que há mais de um ano mal tenho estudado qualquer coisa. 

Então, eis que me deparei com esse livro e foi uma surpresa quando percebi que alguns dos conselhos do Gavin eram de fato o que eu estava precisando. Nunca Diga Abraços Para um Gringo é um livro bilíngue e foi escrito pelo Gavin Roy, criador do canal SmallAdvantages. Ao longo dos 19 capítulos, Gavin relata sua jornada enquanto estudante de português brasileiro, como criou o canal, dicas para quem está aprendendo inglês, outras que podem ser aplicadas em qualquer aprendizado além de particularidades culturais que se descobre quando mergulha-se no estudo de uma língua.
Aprender uma língua significa aprender uma cultura. As duas coisas são quase impossíveis de separar e, de fato, nem deveriam ser separadas
P. 29
Já nos primeiros capítulos percebi o que aconteceu para que eu não seguisse em frente com meus estudos da língua inglesa. Ainda que eu seja apaixonada pela língua e deseje muito aprendê-la, me vi presa em uma rut, como o Gavin chama, que em inglês é quando você se vê preso em um cenário repetitivo, no qual você se sente preso. Pois bem, depois de estudar bastante, percebi que não estava mais evoluindo no aprendizado, o que me fez diminuir minha carga de estudos e, é claro, só piorou a situação. Até que cheguei no momento atual: nem sei se ainda sei algo! A dica do Gavin é: mude tudo! E assim, voltei a assisitir vídeos, ouvir podcasts e irei retornar às aulas de conversão. Vamos lá!

Como mencionei antes, Gavin dá dicas culturais que vivenciou ao longo dos anos enquanto estudava. Algumas eu sabia e outras nem fazia ideia, além de que, simples gestos podem ser mal interpretados a depender do país em que se está. Uma delas é a que nomeia o livro: nunca diga "abraços" para um estadunidense, afinal, isso não é nem um pouco comum para eles, assim como o fato de se abraçar em si também não é - difícil até de imaginar, mas eu sou baiana e nós geralmente damos abraços e beijamos as pessoas nas duas bochechas e ao chegar em São Paulo já percebi a diferença: menos abraços e beijos e nem saí do país hahahaha.
O orgulho é difícil de desaprender, e, sabendo que você está prestes a experimentar uma longa série de falhas, é incrívelmente difícil preparar-se para isso.
Não tem como evitar: você ficará nervoso durante a sua primeira conversa. Você provavelmente ficará nervoso durante a segunda, a décima terceira e a quadragésima conversa também. Porém, como uma poça no deserto, o seu nervosismo, com o tempo, será dissipado e desaparecerá. Certamente, o pedágio mais difícil de pagar será o primeiro, e a conversa mais desgastante será a primeira.
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Além disso, Gavin também aborda curiosidades de seu canal, dicas para melhorar a retenção do público e afins, mas como a timidez ainda não me permite gravar vídeos como vários amigos já me perguntaram quando irei começar, deixarei essas dicas para os outros, certo?!

Aprender uma nova língua não é uma tarefa rápida e fácil, exige dedicação e tempo. O fato de Nunca Diga Abraços Para um Gringo ser bilíngue nos ajuda, afinal, podemos ler as páginas ímpares e ter acesso ao conteúdo em português e podemos nos desafiar lendo as páginas pares em inglês e digo, consegui entender muita coisa no texto original, uhuuuu.

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P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob e, para baixar um capítulo do livro, clique aqui😉

Ah, Gavin estará no Brasil na próxima semana divulgando o livro, então, aproveitem a oportunidade de encontrá-lo. 😉

 


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