23 novembro, 2019


[Resenha] A Tumba do Tirano - Rick Riordan

Ficha Técnica 

Título: A Tumba do Tirano
Título Original: The tyrant's tomb
Autor: Rick Riordan
ISBN: 978-85-510-0534-7
Páginas: 368
Ano: 2019
Tradutor: Regiane Winarski e Giu Alonso
Editora: Intrínseca
Os tempos estão difíceis para ex-deidades que quase destruíram a humanidade, foram expulsas do Olimpo, perderam os poderes divinos e, de quebra, conquistaram a antipatia de imperadores sanguinários. Apolo, o deus mais glorioso e belo que já existiu, agora é Lester Papadopoulos, um adolescente desajeitado de 16 anos que, para reconquistar seu lugar, precisa libertar cinco oráculos que estão na mais completa escuridão.
Não é de hoje que Apolo tem passado por poucas e boas em sua temporada terrena. Nos três livros já publicados da série As Provações de Apolo, vimos o ex-deus enfrentar terríveis inimigos: um psicopata piromaníaco, um crush das antigas com sede de vingança e até um dos imperadores mais temidos da Antiguidade. Como se isso já não fosse o bastante, ele só pôde contar com sua inteligência e sagacidade humanas (bem reduzidas, como é de se esperar), já que seus poderes foram extintos por tempo indeterminado. A sorte é que nessa jornada ele teve a ajuda de amigos valiosos, como Percy Jackson, Leo Valdez e Meg McCaffrey.
Em A tumba do tirano, sua mais nova aventura, Apolo precisa correr até o Acampamento Júpiter, lar dos semideuses romanos, para ajudá-los a se defenderem da fúria do Triunvirato de imperadores, que fará de tudo para destruí-los. É hora de unir forças com Hazel, Reyna, Frank, Tyson, Ella e muitos outros nessa batalha que promete ser a mais difícil e dramática de suas vidas. Infelizmente, a chance de eles saírem vivos reside na tumba de um dos tiranos romanos mais odiados e ardilosos da história, conhecido pela soberba e pela crueldade. Se alguém achou que seria fácil voltar ao Olimpo, achou errado, é claro.

Resenha


Depois de mais de um ano, finalmente chegou a hora de ler A Tumba do Tirano, quarto livro da série As Provações de Apolo e aqui mora o problema de demorar tanto para ler a sequência de um livro, nem me lembrava que O Labirinto de Fogo tinha terminado dessa forma. 😱

Lester e Meg estão a caminho do Acampamento Júpiter com duas missões bastante complicas: uma delas é muito desagradável - que não posso contar porque é spoiler dos grandes -, a outra é com o objetivo de alertar o acampamento da invasão que Calígula e Cômodo estão planejando com o apoio de um antigo rei romano, um tirano conhecido por sua crueldade e também para encontrar os livros sibilinos e desvendar mais uma parte da profecia.

Como a gente sabe, Nero ficou em Nova Iorque e permanecerá desse jeito aqui, tanto que ele mal é citado. O foco é em Apolo e Meg que precisam descobrir quem é o tirano e onde fica essa tumba que faz parte da profecia maior, que o levará de volta ao Olimpo.

Na busca para encontrar a tumba do tirano, Apolo e Meg farão novos amigos no Acampamento Júpiter que mostrarão sua importância no decorrer da história. Nessa jornada também vamos descobrindo mais sobre o passado de Apolo e, como já vimos nos livros anteriores que ele tem evoluído como pessoa, ele fica abalado em lembrar de tudo que já fez e com o fato dos seus amigos terem conhecimento dessas histórias.
Eu prometi a você que me lembraria de como era ser humano. Mas por que a vergonha humana tinha que doer tanto? Por que não havia um botão de desligar?
P. 116
Quanto mais capítulos eu lia, mais percebia o quanto Apolo amadureceu ao longo desses quatro livros da série, muito mais do que os seus quatro mil anos de vida imortal e eu fiquei muito feliz em ler uma história assim: com ele assumindo os erros que cometeu ao longo dos milênios, assumindo os sentimentos pelas pessoas que lhe são próximas e também externalizando-os. Eu amei 😍.

Sendo uma série com uma longa jornada e muitas batalhas, diversas perdas são sentidas ao longo dos livros, mas senti muito mais intensamente em A Tumba do Tirano, alguns personagens nos cativam profundamente e nos despedir deles não é fácil.
Era triste dizer, mas nos meus mais de quatro mil anos, as vezes em que me senti mais em casa foram nos meses anteriores: no Acampamento Meio-Sangue, dividindo o chalé com meus filhos semideuses; na Estação Intermediária com Emma, Jo, Georgina, Leo e Calipso, todos nós sentados em volta da mesa de jantar cortando os legumes da horta para o jantar; na Cisterna de Palm Springs com Meg, Grover, Mellie, o treinador Hedge e uma variedade de dríades e cactos; e agora, no Acampamento Júpiter, onde os romanos tensos e abalados, apesar dos muitos problemas, apesar de eu levar infelicidade e desastre aonde quer que fosse, me receberam com respeito, um quarto no sótão do café e uns lençóis lindos para vestir.
P. 147-148
Quando cheguei ao final do livro, como já é comum quando leio os livros do Rick Riordan, fiquei querendo logo o próximo, para saber como ele prosseguirá essa história e ainda mais agora que será o último da série, mas a gente já sabe que precisaremos aguardar pelo menos mais um ano pela frente. Não sei o que o Rick nos reserva, mas eu sinceramente vi Apolo evoluir tanto como pessoa que não queria que ele voltasse a ser um deus, eu não sei se ele conseguiria manter a promessa de não se esquecer de como é ser um mortal, mesmo que ele queira.

Evento de lançamento do livro na Saraiva do Pátio Paulista
Ainda sobre esse livro, ele foi o responsável pelo primeiro evento que mediei aqui em São Paulo em parceria com a querida Rô do Livrólogos e Marina e Maíra do canal Monte Olimpo e foi uma experiência nova estar em outro estado mediando 😍. Obrigada pela parceria mais uma vez, meninas!

E aí, quem já leu o livro ou algum dos livros do Rick? O que acham de conhecer mais sobre as mitologias e ainda se divertir bastante com uma ficção?

Aproveitem e participem do sorteio que está acontecendo aqui no blog e concorram a um exemplar de A Tumba do Tirano.

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P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob 😉
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13 agosto, 2018


[Resenha] O Labirinto de Fogo - Rick Riordan

Ficha Técnica 

Título: O Labirinto de Fogo
Título Original: The Burning Maze
Autor: Rick Riordan
ISBN: 978-85-510-0331-2
Páginas: 368
Ano: 2018
Tradutor: Regiane Winarski
Editora: Intrínseca
Apolo, o deus mais glorioso e belo que já existiu, causou a ira de Zeus e foi expulso do Olimpo. Ele foi parar na terra, mais precisamente em uma caçamba de lixo em Nova Iorque. Agora, ele é Lester Papadopoulos, um mortal desajeitado e sem poderes divinos. Para reconquistar seu lugar ao lado do todo-poderoso, Apolo terá que libertar cinco oráculos desaparecidos. Com a ajuda de alguns amigos semideuses, como Percy Jackson, Leo Valdez e a desbocada Meg McCaffrey, Apolo conseguiu sobreviver às duas primeiras provações de sua temporada terrena. Agora, ele vai ter que enfrentar mais um componente do triunvirato do mal formado por antigos imperadores romanos e deve descer até o Labirinto de Dédalo para impedir que o terceiro imperador destrua o próximo oráculo da lista.

Resenha


Seguindo com o terceiro livro da série As Provações de Apolo do Rick Riordan, encontramos Apolo, ainda como Lester Papadopoulos, Meg e Grover no Labirinto de Dédalo, onde precisam descobrir o que está causando tantos estragos na Califórnia e libertar o oráculo Herófila de sua prisão.

O Labirinto de Fogo começa pouco depois do final de A Profecia das Sombras e nele nosso grupo descobrirá quem é o terceiro imperador romano que compõe a terrível Triunvirato S.A. e a quantidade de estragos que essa corporação tem causado por onde passa. Além disso, Apolo, Meg e Grover acharão um lugar muito especial para a história e nós teremos a oportunidade de reencontrar alguns personagens que adoramos: Jason, Piper e o treinador Hedge.

Nesse livro conheceremos um pouco mais sobre o passado de Meg, o que nos ajudará a compreendê-la um pouco melhor, e quando descobrimos isso, aliado às profecias que têm e a missão de salvar mais um dos oráculos, tudo começa a se encaixar nesse grande quebra-cabeça.
Os deuses não costumam sentir a dor da perda de um grifo, de algumas dríades ou mesmo de um ecossistema inteiro. Ah, eu não tenho nada a ver com isso, pensaríamos.
Mas, quanto mais tempo eu passava naquele corpo mortal, mais me abalava com até mesmo a menor das perdas.
P. 50
Nesse livro, assim como os demais dessa e de outras séries do Rick, encontramos muita aventura, ação, humor e demonstrações de amizade. Com uma narrativa focada em Apolo, O Labirinto de Fogo não deixa a desejar nesse quesito.

Além disso, algo que eu já havia percebido em A Profecia das Sombras se mostrou mais forte nesse livro: Apolo começa a perceber com mais clareza a vida de um mortal, se importando com os que estão ao seu lado nessa missão, tendo atitudes que ele nunca consideraria ter em sua vida como deus, e, por mais estranho que possa parecer, falando cada vez menos em voltar a ser um deus olimpiano.
— Eu tenho observado que vocês, humanos, são muito mais que a sua história. Vocês podem escolher o quanto de seus antepassados querem incorporar em suas identidades, podem superar as expectativas da família e da sociedade. O que você não pode, nem nunca deve fazer, é tentar se tornar uma pessoa diferente de quem é...
P. 228
O Labirinto de Fogo é incrível e, além de tudo que já estamos acostumados, há muitos novos ingredientes e que nos deixarão refletindo muito sobre suas escolhas, pois, ainda que façam sentido, nos abalam da mesma forma.
Nunca em minha longa vida eu tive uma cicatriz. Queria considerá-la uma espécie de medalha de honra, mas temia que sempre que olhasse para ela, eu me lembrasse da pior noite da minha vida.
P. 278
Sem dúvida mais um livro que adorei do Rick e já quero muito saber como ele continuará essa série e como Apolo irá se virar nas próximas missões e se conseguirá (e se ainda irá querer) ser novamente um olimpiano. Só nos resta esperar pelos próximos livros.
O poder deixa as pessoas boas incomodadas, em vez de satisfeitas e orgulhosas. É por isso que é raro ver pessoas boas no poder.
P. 337
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14 agosto, 2017


[Resenha] O Duelo dos Imortais - Colleen Houck

Ficha Técnica 

Título: O Duelo dos Imortais
Título Original: Reignited
Autor: Colleen Hock
ISBN: 978-85-8041-721-0
Páginas: 111
Ano: 2017
Tradutor: Ana Ban
Editora: Arqueiro
Quem são os deuses que regem os caminhos e descaminhos de Amon e Lily, os corajosos heróis da série Deuses do Egito? Por que esses deuses tramam conquistas e vinganças, envolvendo a humanidade em suas maquinações? E por que deixam nos ombros de alguns jovens mortais a responsabilidade pela salvação do mundo? Antes que Lily e Amon se encontrassem, antes mesmo que o caos dominasse o cosmos e os deuses precisassem de três irmãos corajosos para combater o mal, muita coisa já estava em jogo. Em O duelo dos imortais, vamos conhecer a história dos quatro irmãos que assistiam, com seus poderes especiais, o grande Amon-Rá no governo da Terra: Osíris, o generoso deus da agricultura, que ajuda os mortais a crescer e prosperar em seu ambiente natural. Ísis, a linda deusa da criação, que promove a saúde e o bem-estar. Néftis, a doce vidente, que mantém o equilíbrio entre os seres vivos e o universo. E por último Seth, o mais jovem, que cresceu desprovido de poderes e desprezado por todos. Quando, finalmente, os poderes de Seth se manifestam, que efeito sobre a humanidade terá a perigosa mistura de uma infância marcada pela rejeição, uma intensa paixão não correspondida e o incrível poder de desfazer coisas, pessoas... e até deuses? Romance, traição e vingança são os fios que tecem esta trama surpreendente, cujos personagens imortais despertam em nós os mais profundos sentimentos.

Resenha

Como já disse em minhas resenhas, a série “Deuses do Egito” da Colleen Houck não vai caminhando muito bem; recheada de problemas desde os personagens fracos até a narrativa capenga, a autora cria uma saga fraca, apesar do vasto e criativo universo que permeia esses livros. 

Porém, ao decidir escrever o conto “O Duelo dos Imortais”, um precursor de “O Despertar do Príncipe” e “O Coração da Esfinge”, Houck abandona seus personagens principais, Lily e Amon, para focar simplesmente nos deuses egípcios, escolha que acabou provando que dessa empreitada ainda pode sair uma obra aceitável. 

– Não estou apaixonada por um mortal – disse Ísis.
Ele deixou a cabeça pender para o lado e buscou esclarecer:
– Então ele é imortal?
– É. Mas é complicado.
P. 19

Basicamente iremos acompanhar uma nova história de amor, em um patamar diferenciado, pois se trata de um romance de deuses. Ísis, a deusa da criação, está apaixonada por um outro deus, Osíris, porém as regras de Amon-Rá, o mais alto dos deuses egípcios e responsável por reger a Terra, é bem clara: os deuses não podem relacionar entre sí.

Para apimentar ainda mais o romance, e complicá-lo também, entra em cena Seth, o mais jovem dos deuses e com um novo poder altamente destrutivo. Seth deseja Íris mais do que tudo no mundo, e não admite que ela esteja apaixonado por outro, estando disposto a destruir tudo e todos para tê-la em sua posse (desse jeitinho machista mesmo).

Mas como driblar as ordens de Amon-Rá? Forçar o amor de Ísis garantirá que ela escolha Seth ao invés de Osíris? E como esse triângulo amorosos afetará o futuro do mundo, incluindo o trágico romance de Amon e Lily?

Enquanto ele se afligia com essas coisas, Ísis se ergueu de onde estava sentada e se aproximou dele. Nos olhos dela, ele enxergava a eternidade do cosmos, o nascimento das estrelas, o movimento das nebulosas. Eles o transfixavam, lançavam um feitiço sobre ele, e ele se sentiu embriagado pelo luar refletido neles. Mas isso não importava. Ele precisava dizer a ela o que tinha a intenção de dizer.
P. 44

“O Duelo dos Imortais” é uma versão romantizada de um compêndio de histórias clássicas da mitologia egípcia, e talvez por isso, apesar das mudanças, consegue agradar. Ainda que tenhamos cinco deuses principais no conto, a narrativa foca principalmente em Ísis, acompanhando-a e introduzindo o leitor ao seu universo pessoal.

Com apenas 111 páginas, todo o enredo se desenvolve muito rápido, e em maioria das partes, Colleen consegue manter uma boa estrutura narrativa. Apesar de ser um conto, há espaço de sobra para além do romance, como ação e aventura, com algumas pitadas de surpresas e traições, na tentativa de surpreender o leitor.

Ele tinha visto a doença do amor em outras pessoas, mas não a compreendera, não plenamente. Agora reconhecia a condição em si mesmo. Ísis era uma flor intoxicante e ele era uma abelha indefesa, hipnotizada por ela. Agora que ele a tinha experimentado, estava marcado. Cheio do pólen doce dela. Se o peso daquilo o arrastasse para baixo até que ele se afogasse nos braços dela, então consideraria sua vida bem vivida.
P. 67

A capa de “O Duelo dos Imortais” mantém a beleza dos livros da Colleen publicados pela Arqueiro, trazendo mais uma vez o detalhe metalizado e o leve relevo no título e no nome da autora. Infelizmente, provavelmente culpa desse papel especial e do pequeno número de páginas, as orelhas do livro ficam levanto, sendo impossível de deixar o livro 100% fechado.

Mesmo que esta não seja uma leitura excepcional, Colleen acerta pela primeira vez na série “Deuses do Egito”. Utilizando bem os elementos da mitologia egípcia, a autora consegue criar uma ótima atmosfera, que difere totalmente da confusão dos volumes anteriores. O final do conto poderia ter sido melhor trabalhado, e talvez rolado uma conexão com a história de Lily e Amon no epílogo, mas não estamos podendo reclamar, né? Já houve um avanço, e ele foi agradável. 


Cultura | Fnac | Saraiva | Livraria da Folha
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05 julho, 2017


[Resenha] Mitologia Nórdica - Neil Gaiman

Ficha Técnica 

Título: Mitologia Nórdica
Título Original: Norse Mythology
Autor: Neil Gaiman
ISBN: 978-85-510-0128-8
Páginas: 288
Ano: 2017
Tradutor: Edmundo Barreiros
Editora: Intrínseca
Neil Gaiman tem sido inspirado pela mitologia antiga na criação dos reinos fantásticos de sua ficção. Agora ele volta sua atenção para a fonte, apresentando uma versão bravura das grandes histórias do norte. Na mitologia nórdica, Gaiman permanece fiel aos mitos ao prever o maior panteão dos deuses nórdicos: Odin, o mais alto dos altos, sábios, ousados ​​e astutos; Thor, filho de Odin, incrivelmente forte, mas não o mais sábio dos deuses; E Loki-filho de um irmão de sangue gigante para Odin e um malandro e insuperável manipulador. Gaiman modela essas histórias primitivas em um arco romântico que começa com a gênese dos nove mundos lendários e mergulha nas façanhas de deidades, anões e gigantes. Uma vez, quando o martelo de Thor é roubado, Thor deve disfarçar-se como uma mulher - difícil com sua barba e enorme apetite - para roubá-lo de volta. Mais pungente é o conto em que o sangue de Kvasir - o mais sagaz dos deuses - se transforma em um hidromel que infunde bebedores com poesia. O trabalho culmina em Ragnarok, o crepúsculo dos deuses e o renascimento de um novo tempo e de pessoas. Através da prosa hábil e espirituosa de Gaiman surgem esses deuses com suas naturezas ferozmente competitivas, sua susceptibilidade a ser enganados e enganar os outros e sua tendência a deixar a paixão inflamar suas ações, fazendo com que esses mitos há muito tempo respirem uma vida pungente novamente.

Resenha


Assim como fez com “João e Maria”, Neil Gaiman revisita famosos contos, agora os nórdicos, e com sua escrita e visão os dá uma nova roupagem, tentando ao máximo se manter fiel aos mais de 900 anos destas histórias.

Focando nas aventuras dos principais deuses Odin, Thor e Loki, Gaiman enriquece esses contos ao visitar amplamente as lendas nórdicas, abordando os nove mundos que o compõe, incluindo assim os diversos tipos de habitantes dessas regiões, como os gigantes, os anões e as criaturas mágicas.
E agora você sabe: foi assim que os deuses ganharam seus maiores tesouros. Foi por causa de Loki. Até o martelo de Thor foi culpa de Loki. Com ele, era assim: havia ressentimento até mesmo junto à maior gratidão, e havia gratidão mesmo no momento em que ele era mais odiado.
P. 65 
“Mitologia Nórdica” é muito bem escrito e seus contos são amplamente viciantes, para alguém que não conhecia muito sobre essas histórias, digo que essa leitura foi apaixonante. Gaiman, ainda por cima, consegue dar uma boa sequência às histórias, que apesar de serem contos curtos, no geral acabam tendo interação entre si.

Além da atratividade literária, o livro ainda conta com uma excelente edição em capa dura e um glossário ao final com os termos nórdicos, entre eles alguns já conhecidos como Asgard, Midgard, Mjölnir e Ragnarök, nomenclaturas bastantes utilizadas nas histórias em quadrinhos de Thor da Marvel.
– Vamos para casa – disse Loki. E completou: – Foi tudo muito bem-feito. Ilusões brilhantemente aplicadas. Acho que todos nós aprendemos uma lição hoje.
P. 173 
“Mitologia Nórdica” é uma excelente leitura, que agradará bastante os fãs de fantasia, e também aqueles que se interessam pelo folclore de outras culturas. O envolvimento de Neil Gaiman com essas histórias, só é mais um ótimo fator para conferir estes excelentes 15 contos. Eu gostei bastante, e acredito que muitos de vocês vão curtir também.
– Espero que você saiba o que está fazendo.
– Claro que sei – retrucou Thor.
Mas não sabia. Estava só fazendo o que lhe dava vontade. Isso era o que Thor fazia melhor.
P. 214
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02 junho, 2017


[Resenha] A Profecia das Sombras - Rick Riordan

Ficha Técnica 

Título: A Profecia das Sombras
Título Original: The Dark Prophecy
Autor: Rick Riordan
ISBN: 978-85-510-0171-5
Páginas: 336
Ano: 2017
Tradutor: Regiane Winarski
Editora: Intrínseca
Não basta ter perdido os poderes divinos e ter sido enviado para a terra na forma de um adolescente espinhento, rechonchudo e desajeitado. Não basta ter sido humilhado e ter virado servo de uma semideusa maltrapilha e desbocada. Nããão. Para voltar ao Olimpo, Apolo terá que passar por algumas provações. A primeira já foi: livrar o oráculo do Bosque de Dodona das garras de Nero, um dos membros do triunvirato do mal que planeja destruir todos os oráculos existentes para controlar o futuro. Em sua mais nova missão, o ex-deus do Sol, da música, da poesia e da paquera precisa localizar e libertar o próximo oráculo da lista: uma caverna assustadora que pode ajudar Apolo a recuperar sua divindade — isso se não matá-lo ou deixá-lo completamente louco. Para piorar ainda mais a história, entra em cena um imperador romano fascinado por espetáculos cruéis e sanguinários, um vilão que até Nero teme e que Apolo conhece muito bem. Bem demais. Nessa nova aventura eletrizante, hilária e recheada de péssimos haicais, o ex-imortal contará com a ajuda de Leo Valdez e de alguns aliados inesperados — alguns velhos conhecidos, outros nem tanto, mas todos com a mesma certeza: é impossível não amar Apolo.

Resenha


Estamos de volta com a série As Provações de Apolo do querido Rick Riordan. Eu adoro os livros do Rick, seja mitologia grega, romana, egípcia ou nórdica e essa série tem um protagonista delicioso. Pela terceira vez em seus quatro mil anos de existência Apolo foi castigado por Zeus, sendo transformado novamente em mortal, mas dessa vez, como Lester Papadopoulos, Apolo não tem mais sua bela aparência e nenhum poder divino. Além de tudo, vimos em O Oráculo Oculto que ele precisa servir à semideusa Meg McCaffrey, filha da deusa Deméter e cumprir uma longa jornada para talvez retornar ao seu lugar no Olimpo. Depois de ter libertado o oráculo do Bosque de Dodona do domínio de Nero, cabe a ele agora libertar o Oráculo das Sombras de um outro imperador do triunvirato, autointitulado Novo Hércules.

Saindo do Acampamento Meio-Sangue em Nova Iorque e seguindo viagem voando no dragão Festus com seus companheiros de jornada Leo Valdez e Calipso, após seis semanas Apolo finalmente percebe que chegaram ao lugar que procuram, Indianápolis, o lugar onde encontrará o oráculo e seguir com a profecia. Tudo na cidade é estranho logo de cara: Festus se mostra bastante inquieto e a Névoa é muito densa, o que é indício de que há muito a ser escondido dos olhos mortais na cidade.

Assim que chegam são recebidos pelos blemmyae, seres muito estranhos que não tem cabeça e levam as regras da educação muito a sério. Mas seguem ordens como ninguém e isso leva a um embate assim que chegam à cidade - óbvio que não seria fácil.

Após essa recepção nada agradável, Apolo, Leo e Calipso encontram novos aliados na Estação Intermediária, um local criado pela deusa Bristomártis e que serve de apoio muitas vezes para as Caçadoras de Ártemis e que no momento é o lar de Hemiteia e Josephine, duas ex-Caçadoras que vivem juntas e por isso perderam sua imortalidade. Emmie e Jo serão de grande ajuda para os viajantes, afinal interpretar uma profecia corretamente já não é uma tarefa fácil, imagina com o pouco repertório de Apolo, agora que lembra-se de pouquíssimas coisas de todos os seus quatro mil anos?!
- Cobras? Sério?
- Ah, sim - falei. - Há um motivo para o símbolo da medicina ser uma cobra enrolada em um bastão. O veneno foi um dos primeiros remédios.
P. 33
Além da profecia, Apolo também deseja reencontrar Meg, que na última vez que se viram, o deixou em uma situação muito complicada. Porém, ele não esperava que ainda houvesse mais missões dentro dessa jornada para libertar o Oráculo de Trofônio, mas ele precisaria libertar os grifos de Emmie e Jo, além de encontrar a filha adotiva delas, a pequena Georgina, que, após procurar o oráculo tempos atrás, praticamente enlouqueceu por não ter usado o Trono da Memória para extrair a profecia dela.

Apolo, Leo e Calipso formam um grupo bem estranho, mas após seis semanas juntos a gente consegue perceber que as alfinetadas são de pessoas que se querem bem, que gostam um do outro embora não assumam, principalmente Apolo, uma vez que o livro é narrado em primeira pessoa. Quando Apolo reencontra Meg mesmo, ele fica realmente feliz em reencontrá-la, pois até então estava muito preocupado com o que poderia ter acontecido com ela.
Com um estalo metálico e uma explosão de fagulhas, a espada de Litierses parou no meio de um X dourado: as lâminas cruzadas de Meg McCaffrey.
Talvez eu tenha chorado um pouco. Nunca tinha ficado tão feliz de ver alguém, e isso inclui Jacinto na vez que ele  usou aquele smoking incrível no nosso encontro, então dá para ver que estou falando sério.
P. 123
As poucas memórias que Apolo tem de seu longo passado também o fazem refletir, como o dia em que deu a imortalidade para Hemiteia, o dia que seu filho Trofônio lhe pediu ajuda e ele o ignorou, quando ele descobriu que o imperador que estava em Indianápolis era ninguém menos que Cômodo, alguém importante também em seu passado.

A verdade é que Apolo está percebendo uma nova realidade nessa nova jornada como mortal, sem nenhum poder e com os companheiros que tem encontrado no caminho ele tem aprendido muito sobre as pessoas e o principal, sobre si mesmo.
- Aula de piano? Agora?
- Não agora, panaca. Mas em algum momento. Você pode me ensinar?
Que ideia apavorante! Eu gostaria de acreditar que já tinha alcançado certo status na minha carreira de deus da música para não precisar dar aulas de piano a principiantes. Se bem que Meg me pediu para lhe ensinar, não ordenou. Detectei algo de hesitante e esperançoso na voz dela, um broto verde novinho de chia surgindo.
P. 240
Mais uma vez Rick nos apresenta um livro repleto de ação, aventura, mitologia e amizade. Os personagens são muito bem apresentados e até aqueles que aparecem pouco como Litierses e Jamie mostram que existe muito mais sobre eles a ser revelado. E falando em Jamie, Rick aproveita a deixa para falar sobre outras divindades, ainda que superficialmente.
- Você quer dizer de outros deuses.
- Isso. Ele mencionou os iorubás, mas admito que sei bem pouco sobre eles.
- Como isso é possível? Outros panteões de deuses, lado a lado?
Dei de ombros. A imaginação limitada dos mortais costumava me surpreender, como se o mundo só pudesse ser uma coisa ou outra. Às vezes, os humanos pareciam tão presos ao modo de pensar quanto aos corpos mortais.
P. 319 
Muita coisa ainda está para acontecer em As Provações de Apolo, afinal a nova profecia é nada menos que um soneto shakespeariano completo, ou seja, quatro estrofes de más notícias e agora Apolo e Meg precisarão ir em busca de um novo oráculo e salvá-lo do triunvirato.

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13 dezembro, 2016


[Resenha] O Martelo de Thor - Rick Riordan

Ficha Técnica 

Título: O Martelo de Thor
Título Original: The Hammer of Thor
Autor: Rick Riordan
ISBN: 978-85-510-0070-0
Páginas: 400
Ano: 2016
Tradutor: Regiane Winarski
Editora: Intrínseca
Em A Espada do Verão, primeiro livro da série, os leitores são apresentados a Magnus Chase, um herói boa-pinta que é a cara do astro de rock Kurt Cobain. Morador de rua, sua vida muda completamente quando ele é morto por um gigante do fogo. Por sorte, na mitologia nórdica os heróis mortos vão parar em Valhala, o paraíso pós-vida dos guerreiros vikings. Lá, Magnus descobre que é filho de Frey, o deus do verão, da fertilidade e da medicina. Desde então, seis semanas se passaram, e nesse meio-tempo o garoto começou a se acostumar ao dia a dia no Hotel Valhala. Quer dizer, pelo menos o máximo que um ex-morador de rua e ex-mortal poderia se acostumar. Magnus não é tão popular quanto os filhos dos deuses da guerra, como Thor e Tyr, mas fez bons amigos e está treinando para o dia do Juízo Final com os soldados de Odin — tudo segue na mais completa paz sanguinolenta do mundo viking. Mas Magnus deveria imaginar que não seria assim por muito tempo. O martelo de Thor ainda está desaparecido. E os inimigos do deus do trovão farão de tudo para aproveitar esse momento de fraqueza e invadir o mundo humano.

Resenha


Estamos de volta ao Hotel Valhala, onde encontraremos o einherjar Magnus Chase, filho do deus nórdico Frey, o deus do verão, da fertilidade e da medicina, só por esse motivo Magnus não é muito famoso no hotel, afinal seu pai não é nenhum deus da guerra ou algo do tipo, mas ainda assim parece que tudo cai em cima dele. 

Bem, O Martelo de Thor inicia pouco tempo depois de A Espada do Verão, mas não tivemos muitas mudanças, o que podemos acrescentar aqui é que Magnus tem tentado entender um pouco mais da mitologia nórdica agora que descobriu que faz parte de sua vida e tem treinado muito, afinal, é necessário que o exército de einherjar de Odin esteja preparado para o Ragnarök. 

Porém, ao ser chamado pela valquíria Samirah, que lhe levou ao pós-vida nórdico, ele percebeu que as coisas podem ter piorado um pouquinho nas últimas semanas. Se deu conta de que a loja de seu amigo anão Blitz está fechada e que tem muitos dias que ele não o vê e nem o elfo Hearth. Além disso, Samirah traz a informação de que eles precisam encontrar Mjölnir, o martelo de Thor que já estava desaparecido desde o início da série, mas agora é crucial encontrá-lo, pois os gigantes estão começando a perceber que talvez o deus protetor de Midgard não esteja de posse de sua arma mais poderosa e que é um momento oportuno para invadir esse mundo. 

Claro que como já conhecemos da estórias de Rick Riordan, o trabalho fica todo a cargo dos semideuses, einherjar e afins, porque os deuses mesmo não ligam muito para o que está acontecendo no mundo ou são inúteis mesmo, kkkk
Odin era imprevisível. Quando aparecia, ficava mais interessado em dar palestras motivacionais com apresentações de PowerPoint do que em lutar. Eu nem conhecia Tyr, o deus da coragem e do combate. Quanto a Frey... meu pai era o deus do verão e da fertilidade. Se você queria que flores desabrochassem, plantações vingassem ou um corte de papel fosse curado, ele era o deus ideal. Afastar as hordas de Jötunheim? Talvez não.
P. 30-31
Loki está manipulando um grande plano que envolve o casamento de Samirah com o gigante da terra Thrym e o resgate de uma nova espada, a Skofnung e claro Mjölnir. Para essa nova missão Magnus e Samirah irão contar com o apoio de Blitz, Hearth e da mais nova einherjar de Valhala, Alex Fierro, um argr, filha de Loki assim como Samirah. Argr é uma pessoa de gênero fluido, assim como o próprio Loki, que em momentos é homem e em outros é mulher. Mas irei me referir a Alex aqui no feminino, que é o gênero mais constante dela.
- Olha alguns preferem a neutralidade - disse Alex. - São pessoas não binárias ou de espectro neutro, sei lá. Se elas não querem identificação de gênero na fala, é isso que devem fazer. Mas, no meu caso, eu não quero usar os mesmos pronomes o tempo todo, porque eu não sou assim. Eu mudo muito. Essa é a questão. Quando sou ela, eu sou ela. Quando sou ele, eu sou ele. Não sou elx. Entendeu?
- Se eu disser que não, você vai me bater?
- Não.
- Então não, não entendi muito bem.
Ela deu de ombros.
- Você não precisa entender. Só, sabe, respeitar.
P. 238
Assim como em A Espada do Verão conhecemos mais sobre o passado de Blitzen quando passamos por Nídavellir, em O Martelo de Thor teremos a oportunidade de conhecer um pouco mais de Hearthstone quando passamos por Álfaheim e digo para vocês, odiei o pai dele com todas as minhas forças, incrível como ele consegue ser cruel com Hearth, que é tão gentil com todos que estão ao seu redor. Mas o pior é saber que certamente iremos revê-lo em O Navio dos Mortos, o último livro dessa trilogia, pois Hearth ainda tem assuntos a resolver com o pai.

Não dá para deixar de fora Jacques, a espada do verão, companheira de Magnus, que tem vontade própria em momentos inusitados, os companheiros do décimo nono andar do Hotel Valhala, Mallory Keen, T.J.(Thomas Jefferson Jr.) e Mestiço Gunderson que aparecem menos em O Martelo de Thor, mas não deixam de ter importância nessa missão, dando o apoio de que Magnus precisará. Também preciso falar que a presença de Amir, noivo de Sam, no livro dá um toque muito especial (adoro ele ❤) e Randolph, tio de Magnus, mais uma vez terá um papel importante nessa missão.

O livro tem muita ação, conheceremos mais deuses como Heimdall (mais conhecido como o deus das selfies e o inventor de pau de selfie), Sif (esposa de Thor) e Vidar (deus da vingança) e o meu deus preferido até o momento, o que parecia ser um pouco mais sensato em suas atitudes, pena que só apareceu no final :(
O problema dos deuses é que não dá para simplesmente estapeá-los quando eles agem como idiotas.
Eles só vão revidar com outro tapa e matar você.
P. 368
Eu gostei muito de O Martelo de Thor, mas mesmo com tantas cenas de ação, senti que a estória se amarrou um pouco, só senti deslanchar mesmo depois da metade do livro. E a cena final nos promete talvez um crossover, pois Magnus foi atrás da prima, Annabeth, para pedir conselhos sobre a próxima etapa da sua missão para evitar o Ragnarök, que pode contar com a presença de Percy Jackson (aqui torcendo). Além disso, estou curiosa pelo último livro também porque estou super shippando Magnus e Alex, será?

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12 julho, 2016


[Resenha] O Oráculo Oculto - Rick Riordan

Ficha Técnica

Título: O Oráculo Oculto  
Título Original: The Hidden Oracle 
Autor: Rick Riordan  
ISBN: 978-85-8057-928-4 
Páginas: 320  
Ano: 2016
Tradutor: Regiane Winarski 
Editora: Intrínseca  
44Como você pune um deus imortal? Transformando-o em humano, claro! Depois de despertar a fúria de Zeus por causa da guerra com Gaia, Apolo é expulso do Olimpo e vai parar na Terra, mais precisamente em uma caçamba de lixo em um beco sujo de Nova York. Fraco e desorientado, ele agora é Lester Papadopoulos, um adolescente mortal com cabelo encaracolado, espinhas e sem abdome tanquinho. Sem seus poderes, a divindade de quatro mil anos terá que descobrir como sobreviver no mundo moderno e o que fazer para cair novamente nas graças de Zeus. O problema é que isso não vai ser tão fácil. Apolo tem inimigos para todos os gostos: deuses, monstros e até mortais. Com a ajuda de Meg McCaffrey, uma semideusa sem-teto e maltrapilha, e Percy Jackson, ele chega ao Acampamento Meio-Sangue em busca de ajuda, mas acaba se deparando com ainda mais problemas. Vários semideuses estão desaparecidos e o Oráculo de Delfos, a fonte de profecias, está na mais completa escuridão. Agora, o ex-deus terá que solucionar esses mistérios, recuperar o oráculo e, mais importante, voltar a ser o imortal belo e gracioso que todos amam.

Resenha


Eu amo quando os autores me proporcionam voltar a uma série que eu adoro. Recentemente a Cassandra Clare fez isso com Dama da Meia-Noite e agora o Rick Riordan nos trouxe a chance de retornar ao Acampamento Meio-Sangue e sua mitologia grega (que vocês já sabem que eu amo).

SELO_BLOGSPARCEIROS_2016O Oráculo Oculto começa seis meses após o fim da guerra com Gaia, final da série Os Heróis do Olimpo, que uniu mitologia grega e romana e inicia uma nova série, As Provações de Apolo, que óbvio, tem o deus Apolo como protagonista. Como vocês viram na sinopse, Apolo enfureceu Zeus durante a guerra, e como punição, o pai o expulsou do Olimpo e o que é pior, como um mortal adolescente chamado Lester Papadopoulos.

Essa não é a primeira vez que Apolo é transformado em um mortal pelo pai, na verdade essa é a terceira vez, porém, ao contrário das outras vezes, agora ele não possui nenhum de seus poderes e sua memória está uma confusão completa, afinal, o cérebro humano não consegue suportar memórias de mais de quatro mil anos, não é verdade?!

Apolo literalmente caiu do céu direto em uma caçamba de lixo em Nova Iorque. Sabendo apenas que era o deus Apolo e que estava sendo castigado pelo pai por causa da guerra de Gaia, porém, o que aconteceu nos seis meses que separam o final da guerra e sua queda no lixo são uma incógnita. A única certeza que tem é de precisará passar por provações servindo à algum semideus até que Zeus se dê por satisfeito e restitua sua imortalidade e poderes. Assim, ele se viu ligado a uma jovem semideusa, que aparentemente mora na rua, Meg McCaffrey.
Eu me senti ridículo, claro. Apolo, o deus da profecia, das pragas, da arqueria, da cura, da música e de várias outras coisas de que não conseguia me lembrar no momento, pedindo ajuda a uma pivetinha de roupa colorida. Mas eu não tinha mais ninguém. Se aquela criança decidisse levar meu dinheiro e me chutar para as ruas cruéis do inverno, acho que não poderia impedi-la.
P. 20
Como teria que "prestar serviços" à um semideus, o mínimo que Apolo esperava era poder servir à Percy Jackson, um semideus famoso e que mora na mesma cidade onde ele foi "jogado", isso não poderia ser por acaso, mas por ironia do próprio Zeus teria que obedecer às ordens de uma garota sem nenhuma importância.

Ver Apolo como mortal é simplesmente hilário, afinal, mesmo os olimpianos sendo absurdamente sem noção, Apolo é o mais egocêntrico na minha opinião. A noção que ele tem de prioridades é ridícula. Quando acha o documento com seu nome de mortal, ele só percebe que não é mais o espécime masculino mais lindo, seu rosto está repleto de espinhas e o pior, não tem mais sua barriga tanquinho, é mole? Outros estariam preocupados em quanto tempo demoraria seu castigo, como resgatar sua imortalidade, mas tudo isso para ele vem em segundo plano.
Meu coração se aqueceu ao ver que meus filhos tinham as prioridades certas: habilidade, imagem, visualizações no YouTube. Digam o que quiserem sobre os deuses serem pais ausentes; nossos filhos herdam muitas das melhores características da nossa personalidade.
P. 79
Embora Apolo só consiga olhar para o próprio umbigo, não literalmente é claro, afinal está muito indignado por perder seu tanquinho, muitas outras coisas têm acontecido. Desde a guerra com Gaia o Oráculo de Delfos parou de funcionar e nos últimos meses as comunicações têm se tornado cada vez mais complicadas, sejam elas mágicas ou comuns, os semideuses do Acampamento Meio-Sangue não têm conseguido contato com o Acampamento Júpiter nem com os semideuses que estão fora, estudando, muito menos sátiros. Por ser inverno, poucos deles estão no acampamento, mas desaparecimentos têm preocupado à todos.
- Creio que nossa prioridade agora é dirigir todos os recursos do acampamento para me ajudar a recuperar meu estado divino. Depois, eu posso ajudar vocês com essas outras questões.
Quíron coçou a barba.
- Mas e se os problemas estiverem interligados, meu amigo? E se o único jeito de você voltar ao Olimpo for recuperar o Oráculo de Delfos, libertando assim o poder da profecia? E se Delfos for a chave de tudo?
P. 93
Três filhos de Apolo estão no acampamento quando ele chega e é incrível como Austin e Kayla são parecidos com ele, enquanto Will destoa um pouco mais, sendo muito mais centrado, talvez por ter herdado o poder da cura e não a habilidade com arco ou com a música. Além disso, conhecer um pouco mais de Apolo é ótimo, sem o filtro da imortalidade, ele deixa transparecer muito mais como Lester Papadopoulos e é possível perceber que, lá no fundo, nem tudo é piada para ele, algumas questões prendem sua atenção. Uma dessas é a relação dele com a jovem Meg, afinal, estão ligados por encantamento divino, mas quanto mais eles seguem em sua missão lado a lado, mais conhecemos sobre os dois.

Adorei conhecer mais Will, que para mim apareceu pouco em Os Heróis do Olimpo, e agora está namorando com Nico di Angelo, duas pessoas tão diferentes e ao mesmo tempo um casal maravilhoso.
- Ei, só estou constatando o óbvio. Se este for Apolo e ele morrer, estamos todos encrencados.
Will se virou para mim.
- Peço desculpas pelo meu namorado.
- Você pode não... - pediu Nico, revirando os olhos.
- Você prefere pessoa especial? - perguntou Will. - Alma gêmea.
- Alma geniosa, no seu caso - resmungou Nico.
P. 83
Um livro incrível, digno do tio Rick. Já quero mais e mais e espero que a Intrínseca mantenha o ritmo e continue publicando os livros aqui no Brasil ao mesmo tempo em que são lançados nos Estados Unidos, porque As Provações de Apolo promete muito. Se você ainda não conhece os livros, pode iniciar a série, mas alguns personagens e situações citados ao longo do texto podem te deixar um pouco perdido, claro que mais uma vez tem um guia para entender o livro nas últimas páginas do livro, mas não é o mesmo que ter lido as outras séries ;)   


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29 janeiro, 2016


[Resenha] A Irmandade Perdida - Anne Fortier

Ficha Técnica

Título: A Irmandade Perdida
Título Original: Lost Sisterhood
Autor: Anne Fortier
ISBN: 978-85-8041-452-3
Páginas: 528
Ano: 2015
Tradutor: Fernanda Abreu
Editora: Arqueiro
16Diana Morgan é professora da renomada Universidade de Oxford. Especialista em mitologia grega, tem verdadeira obsessão pelo assunto desde a infância, quando sua excêntrica avó alegou ser uma amazona – e desapareceu sem deixar vestígios. No mundo acadêmico, a fixação de Diana pelas amazonas é motivo de piada, porém ela acaba recebendo uma oferta irrecusável de uma misteriosa instituição. Financiada pela Fundação Skolsky, a pesquisadora viaja para o norte da África, onde conhece Nick Barrán, um homem enigmático que a guia até um templo recém-encontrado, encoberto há 3 mil anos pela areia do deserto. Com a ajuda de um caderno deixado pela avó, Diana começa a decifrar as estranhas inscrições registradas no templo e logo encontra o nome de Mirina, a primeira rainha amazona. Na Idade do Bronze, ela atravessou o Mediterrâneo em uma tentativa heroica de libertar suas irmãs, sequestradas por piratas gregos. Seguindo os rastros dessas guerreiras, Diana e Nick se lançam em uma jornada em busca da verdade por trás do mito – algo capaz de mudar suas vidas, mas também de despertar a ganância de colecionadores de arte dispostos a tudo para pôr as mãos no lendário Tesouro das Amazonas. Entrelaçando passado e presente e percorrendo Inglaterra, Argélia, Grécia e as ruínas de Troia, A irmandade perdida é uma aventura apaixonante sobre duas mulheres separadas por milênios, mas com uma luta em comum: manter vivas as amazonas e preservar seu legado para a humanidade.

Resenha


Não é segredo para quem nos acompanha aqui no blog que eu amo mitologia: grega, romana, egípcia, nórdica, enfim, qualquer uma. Desde a época que estudava eram assuntos que eu mais gostava, então quando encontro livros que têm esse tema, sempre se tornam alvo do meu desejo de leitura.

A Irmandade Perdida é o primeiro livro que leio da Anne Fortier, mesmo sabendo que seu outro romance, Julieta, foi um sucesso sem tamanho por aqui, ele não despertou meu interesse como esse.

Arqueiro_parceria522Aos vinte e oito anos, Diana Morgan é uma jovem filóloga que leciona na renomada Universidade de Oxford, ainda que interinamente em substituição ao professor Larkin, que havia sido convidado a passar um ano em Yale. Desde criança Diana desenvolveu uma fixação no assunto Amazonas graças a convivência intensa e breve com sua avó paterna, que acreditava fazer parte da sociedade secreta de mulheres guerreiras. Porém, agora acadêmica, esse assunto é considerado motivo de piada entre seus pares. Os únicos que não menosprezam tanto esse assunto são sua orientadora Katherine Kent e o encantador lorde James Moselane, por quem Diana nutre uma paixão desde a infância.

Mas certo dia, após sair de uma aula, Diana é abordada por um homem que afirma ser da Fundação Skolsky, John Ludwig e que a convida para trabalhar em uma das escavações patrocinadas pela fundação, com o objetivo de ser a primeira a ter a chance de decifrar a linguagem das amazonas.
- Isso que está nas suas mãos é um alfabeto amazônico ainda não decifrado, e entenda o seguinte: nós estamos dando à senhora a oportunidade de ser a primeira especialista a tentar.
Pág. 16
Ainda que tenha todo o mistério por trás da proposta, o fato de ficar uma semana afastada, voltada exclusivamente para algo que verdadeiramente ama, motiva Diana a mandar a prudência e a razão para escanteio, afinal, quando haverá outra oportunidade como essa?

Paralelo a essa estória, narrada em primeira pessoa pela própria Diana, somos transportados à Idade do Bronze Tardia (em uma narrativa em terceira pessoa), no norte da África, onde conhecemos a jovem Mirina e sua irmã Lilli que, ao retornarem de uma caçada, descobrem que uma praga acometeu sua pequena aldeia e que não têm mais família, nem são bem-vindas pela maioria dos habitantes que restaram, pois alegam que o mal que estão sofrendo é consequência das "bruxarias" que a mãe delas fazia. Assim, elas iniciam uma dura jornada rumo à cidade "grande", próxima ao litoral, onde está o Templo da Deusa da Lua, o único lugar que sabiam que encontrariam abrigo devido a tudo que a mãe lhe havia dito ao longo dos anos. Mas ao longo do caminho as irmãs ficaram muito doentes e quase morreram e nesse ínterim Lilli ficou cega, tornando ainda mais crucial a necessidade de chegar ao templo da deusa. Mas quando finalmente chegam ao local, nada é como as irmãs imaginavam, e as provações continuam.

Enquanto Diana segue nos dias atuais sua jornada em busca das Amazonas, auxiliada por sua melhora amiga Rebecca, que é arqueóloga e seguida de perto por Nick Barrán, os capítulos de Mirina e Lilli nos mostram o início dessa sociedade matriarcal, envolvendo vários personagens já conhecidos da mitologia grega como Páris, Menelau, Helena, rei Príamo, Hércules entre outros mitos que já conhecemos.
- Nós somos as amazonas - repetiu ela com mais firmeza, enquanto os homens olhavam boquiabertos e incrédulos para a ave morta. - Somos as matadoras de animais e de homens. Somos selvagens e habitamos lugares igualmente selvagens. A liberdade corre em nosso sangue e a morte sussurra na ponta de nossas flechas. Nada tememos; é o medo que foge de nós. Quem tentar nos impedir sentirá nossa fúria.
Pág. 410
A narrativa de Anne é incrível, simplesmente não queremos parar a leitura de forma alguma. Quando o capítulo acaba já somos arremessados para outra época com situações tão turbulentas quanto as que deixamos na página anterior. E ela ainda colocou um pouco de romance nas duas estórias, mas que são consequências de toda a situação e não o foco principal, esse não divide o mérito, são as amazonas, sua fundação e a redescoberta por Diana.
(...) As pessoas tentam catalogar você em um ponto do mapa e pintar você de certa cor para simplificar as coisas. Só que o mundo está longe de ser simples, e seres humanos inteligentes não gostam de ser catalogados e pintados pela mão de ninguém, seja ele deus, padre ou político.
Pág. 232
Empolgante, envolvente, repleto de ação e aventura. Adore ter escolhido esse livro para encerrar o ano de 2015. Maravilhoso!!!

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08 novembro, 2015


[Resenha] A Espada do Verão - Rick Riordan

Ficha Técnica

Título: A Espada do Verão
Título Original: The Sword of Summer
Autor: Rick Riordan
ISBN: 978-85-8057-795-2
Páginas: 448
Ano: 2015
Tradutor: Regiane Winarski
Editora: Intrínseca
17Às vezes é necessário morrer para começar uma nova vida... A vida de Magnus Chase nunca foi fácil. Desde a morte da mãe em um acidente misterioso, ele tem vivido nas ruas de Boston, lutando para sobreviver e ficar fora das vistas de policiais e assistentes sociais. Até que um dia ele reencontra tio Randolph - um homem que ele mal conhece e de quem a mãe o mandara manter distância. Randolph é perigoso, mas revela um segredo improvável: Magnus é filho de um deus nórdico. As lendas vikings são reais. Os deuses de Asgard estão se preparando para a guerra. Trolls, gigantes e outros monstros horripilantes estão se unindo para o Ragnarök, o Juízo Final. Para impedir o fim do mundo Magnus deve ir em uma importante jornada até encontrar uma poderosa arma perdida há mais de mil anos. A espada do verão é o primeiro livro de Magnus Chase e os deuses de Asgard, a nova trilogia de Rick Riordan, agora sobre mitologia nórdica.

Resenha


Ai gente, estava tão ansiosa por essa nova série do Tio Rick... Adoro a forma leve e divertida como ele fala de mitologia. Depois de uma série sobre mitologia grega, uma sobre mitologia egípcia e uma mesclando as mitologias grega e romana, dizer que eu estava empolgada é pouco, pois nas outras séries pelo menos eu conhecia um pouco da história, mas confesso que não conheço absolutamente nada de mitologia nórdica, a não ser alguns nomes conhecidos apenas dos filmes, kkkk.

SELO BLOGA Espada do Verão é o primeiro livro da série Magnus Chase e os Deuses de Asgard e, como diz o título da série, o protagonista é Magnus Chase, um adolescente que vive nas ruas de Boston. Há dois anos um incêndio no prédio onde morava com a mãe mudou completamente a vida dele: após fugir como a mãe mandou, ele descobriu que ela morreu e que estava sendo procurado para dar esclarecimentos à polícia e como não tinha aproximação com os tios, ele estava sozinho no mundo, ou seja, ainda tinha assistentes sociais à sua procura também.
Só para deixar claro, Magnus quer dizer grandioso. Minha mãe me deu esse nome porque nossa família descendia de reis suecos ou algo do tipo, um bilhão de anos antes. Além disso, ela falou que eu era a coisa mais incrível que já lhe aconteceu. Eu sei. Um, dois, três: Ownnnnn. Era um nome irritante. As pessoas costumavam escrever Mangus, que rima com Angus. Eu sempre corrigia. Não, é Magnus, que rima com húmus... E então, só ficavam olhando para mim sem entender nada.
Pág. 64

Morando na rua há dois anos, Magnus se vira como pode, pega roupas nos bazares, aproveita restos de comida e outras necessidades nos lixos de Boston, enfim, mas procurar o tio abastado não passa muito pela sua cabeça, afinal a mãe sempre o alertou para ficar afastado do tio Randolph desde que se desentenderam em uma festa de natal dez anos antes. Mas ele não vive tão sozinho, ele meio que tem dois amigos que estão sempre presentes: Hearth e Blitz.

O livro começa no dia do aniversário de dezesseis anos de Magnus, um dia crucial para o seu destino. Nesse dia ele acaba reencontrando o tio (não que ele queira muito isso) e descobrindo que o pai é na verdade um deus nórdico e que ele tem a missão de encontrar um artefato mágico que pertencia a ele, e que faz parte de uma profecia.
- Mitos nada mais são do que histórias sobre verdades que esquecemos.
Pág. 32
Mas como diz a sinopse "às vezes é necessário morrer para começar uma nova vida" e acho que Magnus leva isso muito a sério (kkk). Incrível como ele consegue descobrir quem era o pai, achar a espada dele, perder a espada, descobrir que seus amigos mendigos na verdade são um anão e um elfo e morrer em apenas alguns minutos e tudo isso nas primeiras páginas. Daí você imagina, se as primeiras páginas são tão intensas, o que Rick reservará para os outros capítulos? Pode apostar que monotonia não haverá em A Espada do Verão.

Quando desperta, Magnus descobre que está em Valhala, um hotel para os bravos, que morreram de forma heroica e foram escolhidos pelas valquírias para servir no exército de Odin no Ragnarök, o Juízo Final da mitologia nórdica. 
Do outro lado, duas poltronas reclináveis em frente à lareira acesa e uma parede de livros.
Sim, eu gosto de ler. Sou estranho. Mesmo depois de largar a escola, passei bastante tempo na Biblioteca Pública de Boston, aprendendo coisas aleatórias só para passar o tempo em um lugar quente e seguro. Durante dois anos, senti falta da minha velha coleção de livros. Nunca achei que teria outra.
Pág. 65-66
A missão de Magnus é treinar diariamente para estar preparado quando chegar o Ragnarök, mas é claro que nada seria tão simples. A missão dele continua a mesma, achar (de novo) a espada do verão e atrasar o dia do Juízo Final. 
- Sim, mas isso foi escolha dos deuses, não minha. A questão do destino, Magnus, é a seguinte: mesmo que não possamos mudar o cenário, nossas escolhas podem alterar os detalhes. É assim que nos rebelamos contra o destino, como deixamos nossa marca.
Pág. 123
Os personagens construídos pelo Rick Riordan são muito bem  elaborados e eu adorei vários deles. O anão Blitz e sua habilidade para moda, o elfo Hearth com sua magia e muito carinho que tem em seu coração, a corajosa valquíria Samirah, além dos amigos que Magnus faz no Valhala: Mestiço Gunderson, Mallory Keen, X e Thomas Jefferson Jr. Claro que não posso deixar de falar do próprio Magnus, que é ainda mais divertido do que Percy (sorry querido, ainda gosto muito de você!), com seu sarcasmo, sua ironia, a forma com que lidou com as informações nada plausíveis que recebeu sobre sua origem. 

Também não dá para deixar de falar da ligação que Tio Rick faz com suas outras séries: ele cita Jason Grace, Percy Jackson e, é claro, o que todos já sabemos, o fato de Magnus ser primo de Annabeth Chase. Ela aparece nesse livro e pelo desenrolar da narrativa já sabemos que é provável que ela volte (quem sabe até o Cabeça de Alga também apareça?)
A espada não respondeu (dã), mas imaginei que estivesse zumbindo em um tom mais interrogativo, como: Tipo o quê?
- Sei lá. Alguma coisa que caiba no bolso e seja inofensiva. Uma caneta, talvez?
A espada pulsou, quase como se estivesse rindo. Imaginei-a dizendo: Uma caneta que vira uma espada. É a coisa mais idiota que já ouvi.
Pág. 221
Agora é esperar por O Martelo de Thor e descobrir o que nosso querido tio nos reservará nas próximas páginas!!!!

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