07 janeiro, 2018


[Resenha] Crônicas de Morrighan: A Origem do Amor - Mary E. Pearson

Ficha Técnica

Título: Crônicas de Morrighan: A Origem do Amor
Título Original: Morrighan: A Remnant Chronicles Novella
Autor: Mary E. Pearson
ISBN: 978-85-9454-058-4
Páginas: 126
Ano: 2017
Tradutor: Ana Death Duarte
Editora: DarkSide® Books
Crônicas de Morrighan: A Origem do Amor
Quando o primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio chegou ao Brasil, os leitores souberam na hora que era amor à primeira vista. A jornada de Lia — repleta de aventura, fantasia, poder e romance — fez com que os darklovers se entregassem de corpo e alma a um universo deslumbrante criado pela premiada escritora Mary E. Pearson. Mas antes que fronteiras tivessem sido traçadas, antes que tratados fossem assinados e batalhas fossem travadas novamente, antes que os grandes reinos dos Remanescentes tivessem até mesmo nascido, uma menina chamada Morrighan e sua família lutavam para sobreviver em meio à guerra. Com uma narrativa apaixonante e poética, Mary E. Pearson transpõe as barreiras culturais em nome do amor e traz respostas e ternura a todos que estavam com saudades das belas crônicas. Publicada apenas em formato digital no exterior, a DarkSide Books presenteia seus leitores com uma edição única no mundo inteiro: Crônicas de Morringhan chega às livrarias em outubro com a amada capa dura e ainda traz uma apresentação exclusiva da autora para os fãs brasileiros que transformaram a série em um sucesso. Se você ainda não conhece a trilogia das Crônicas de Amor e Ódio, esse prelúdio é um primeiro beijo inesquecível, mas se você já entregou seu coração, Crônicas de Morringhan é um mergulho ainda mais profundo no universo criado com tanto carinho e inspiração por Mary E. Pearson.

Resenha


Uma história anterior a Trilogia Crônicas de Amor e Ódio. Crônicas de Morrighan: A Origem do Amor ganhou uma edição física e capa dura aqui no Brasil e nos conta a breve história de uma menina chamada Morrighan. Os acontecimentos são anteriores a tudo que se desenvolve na trilogia, mas no primeiro livro Lia comenta sobre a história de Morrighan.

A Trilogia Crônicas de Amor e Ódio, que todos os livros ganharam resenha aqui no DTuP, não foi exatamente tudo aquilo que esperava, mas não se trata de livros ruins. A expectativa era muito alta, as capas belíssimas e tudo que era divulgado sobre os livros prometiam demais. Não foram leituras tão fáceis e por isso tive um certo receio antes de pegar as Crônicas de Morrighan. Diferente de seus antecessores, a leitura flui, é rápida, mas não apresenta grandes reviravoltas. É um livro que precede a trilogia e a sua proposta é exatamente essa, mostrar um cenário com outras personagens, com outras motivações.

Morrighan é uma menina que vive em uma tribo nômade e todos eles tem muito pouco para sobreviver. Tudo escasso, não tem a possibilidade de ficarem em um lugar por causa dos saqueadores, os abutres, e os laços afetivos são praticamente mínimos. É como se fosse um luxo conseguir ter alguém em um cenário tão conturbado. Morrighan tem um dom e é destemida, dá para perceber que não é muito fácil dobrar ou mudar a opinião da personagem e gostei disso. A Trilogia já nos mostra personagens femininas fortes, apesar de alguns momentos reforçar estereótipos.  A jovem acaba se apaixonando por um abutre, os famosos ladrões que acabam e roubam grupos que já tem tão pouco.

Jafir é um abutre mas é diferente de todos do seu clã. Ele aprendeu que tomar a força o que não é seu era o certo a se fazer. Jafir foi apresentado apenas a este mundo cruel e sem moral, portanto, o comportamento dele é "errado" mas justificável por ele não ter conhecido nada diferente. Até que pro um acaso do destino ele encontra Morrighan e tudo se transforma. Morrighan mostra a Jafir que as coisas podem ser diferentes e que ele nunca foi anormal por não se encaixar nos padrões de seu clã desequilibrado. A jovem é um verdadeiro sopro de esperança e felicidade para ele, a chance dele ser quem realmente é.

A história é curta, contada em 126 páginas e não existe um final feliz, nem triste. O final é praticamente o que pode se esperar da história posterior, no caso a história que se passa na Trilogia. Crônicas de Morrighan: A Origem do Amor pode ser lida tranquilamente antes, para quem não iniciou a trilogia, mas é interessante fazer a ligação do que Lia disse sobre Morrighan lendo esse conto após a leitura da trilogia. Recomendado aos leitores de Crônicas de Amor e ódio!
Eu ganhei vida com ele, permitindo-me acreditar, por mais brevemente que fosse, que era esse meu mundo também, que nossos sonhos estavam apenas depois da próxima colina, ou na próxima, e que tínhamos asas para nos levar até lá.
P. 65
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27 maio, 2017


[Resenha] The Beauty of Darkness - Mary E. Pearson

Ficha Técnica

Título: The Beauty of Darkness
Título Original: The Beauty of Darkness
Autor: Mary E. Pearson
ISBN: 978-85-9454-027-0
Páginas: 569
Ano: 2017
Tradutor: Ana Death Duarte
Editora: DarkSide® Books
The Beauty of Darkness
A trilogia Crônicas de Amor e Ódio chega ao fim de maneira arrasadora. A história de Lia inspirou muitos leitores a embarcarem em uma jornada extraordinária repleta de ação, romance, mistérios e autoconhecimento, em um universo deslumbrante criado pela premiada escritora Mary E. Pearson, onde o poder feminino é a força motriz capaz de mudar e fazer toda a diferença no novo mundo em construção. Lia sobreviveu a Venda, mas não foi a única. Um grande mal pretende destruir o reino de Morrighan, e somente ela pode impedi-lo. Com a guerra no horizonte, Lia não tem escolha a não ser assumir seu papel de Primeira Filha, como uma verdadeira guerreira — e líder.  Enquanto luta para chegar a Morrighan a tempo de salvar seu povo, ela precisa cuidar do seu coração e seus sentimentos conflituosos em relação a Rafe e as suspeitas contra Kaden, que a tem perseguido. Nesta conclusão de tirar o fôlego, os traidores devem ser aniquilados, sacrifícios precisam ser feitos e conflitos que pareciam insolúveis terão que ser superados enquanto o futuro de todos os reinos está por um fio e nas mãos dessa determinada e inigualável mulher.

Resenha

E chegamos ao livro que conclui a trilogia Crônicas de Amor e Ódio. A trilogia narra a história de Lia, a Primeira Filha da Casa Real do reino de Morringhan. Em The Kiss of Deception, a jovem Lia decide que não vai aceitar o casamento arranjado para selar a paz entre os reinos e foge com sua Pauline. Já em The Heart of Betrayal, Lia está nas mãos de um Komizar que pretende dominar a todos. E o início de The Beauty of Darkness é justamente a fuga de Lia e Rafe de Venda.

A protagonista não pode mais fugir de sua responsabilidade de se tornar uma líder para seu povo. Assim que consegue se livrar do Komizar, Lia está aflita para chegar em Morringhan e avisar que eles correm grande perigo. Já Rafe quer proteger tanto Lia que começa a se comportar como um homem controlador. Ele sabe muito bem o que quer, mas não dá espaço para Lia expressar o que realmente deseja.

Felizmente, Lia está decidida sobre o que deve fazer e o que é correto a se fazer. Além de se tornar a Primeira Filha, Lia precisa conviver com o turbilhão de pensamentos sobre Rafe e Kaden. Kaden que nesse terceiro livro parece mais um adereço da jovem protagonista. Nem parece o destemido assassino de Venda. Enquanto Rafe quer voltar ao seu reino e confundir mais a cabeça de Lia.

A trilogia Crônicas de Amor e Ódio tem um final satisfatório e que pode causar surpresa devido ao desenvolvimento da história nos livros anteriores. Em minha opinião, a história de Mary E. Pearson oscila em diversos momentos. Comentei nas resenhas do primeiro e segundo livros da quebra e ao mesmo tempo reforço de estereótipos e no último livro isso reaparece. A magia que deveria ser explicada, já que Lia tem um dom "sobrenatural" não é bem desenvolvida. Mas, dentro do que eu esperava em relação a trilogia, o final conseguiu me agradar. Crônicas de Amor e Ódio não foi uma trilogia tão fácil de se conectar por causa de seus excessos e os altos e baixos durante a narrativa. Apesar disso, vale dar uma chance a trilogia.
Senti uma pontada na garganta. Uma névoa brumosa enchia o olhar dele. "Estou aqui agora, pai." Ergui a mão dele junto à minha bochecha. "Tudo vai ficar bem. Eu juro." p.360
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17 dezembro, 2016


[Resenha] The Heart of Betrayal - Mary E. Pearson

Ficha Técnica

Título: The Heart of Betrayal
Título Original: The Heart of Betrayal
Autor: Mary E. Pearson
ISBN: 978-85-945-4011-9
Páginas: 395
Ano: 2016
Tradutor: Ana Death Duarte
Editora: DarkSide® Books
The Heart of Betrayal
Em The Heart of Betrayal — Crônicas de Amor e Ódio v.2, Lia e Rafe estão presos no reino barbárico de Venda e têm poucas chances de escapar. Desesperado para salvar a vida da princesa, Kaden revelou ao Vendan Komizar que Lia tem um dom poderoso, fazendo crescer o interesse do Komizar por ela. Enquanto isso, as linhas de amor e ódio vão se definindo. Todos mentiram. Rafe, Kaden e Lia esconderam segredos, mas a bondade ainda habita o coração até dos personagens mais sombrios. E os Vendans, que Lia sempre pensou serem selvagens, desconstroem os preconceitos da princesa, que agora cria uma aliança inesperada com eles. Lutando com sua alta educação, seu dom e sua percepção sobre si mesma, Lia precisa fazer escolhas poderosas que vão afetar profundamente sua família... e seu próprio destino. 

Resenha

E a continuação de The Kiss of Deception chegou muito rápido para os leitores brasileiros. The Heart of Betrayal chega no mesmo ano que o primeiro volume da trilogia. Um ponto positivo para os leitores que estavam com a história "fresca" e conseguiriam fazer as relações e lembrar de detalhes do primeiro livro. 

O ritmo de The Heart of Betrayal é mais lento que o primeiro volume. A autora optou por se demorar em algumas explicações sobre Venda - tinha coisas necessárias e outras nem tanto - e em determinados momentos tonou a sua narrativa enfadonha. Lia continua destemida e por vezes impulsiva e agora prisioneira de um reino que ela desconhece por completo. 

A Primeira Filha da Casa Real está em apuros na mão de um terrível Komizar e depende de Kaden e Rafe para se manter em segurança. Como disse anteriormente, Lia continua uma personagem feminina forte, ainda que reforce alguns estereótipos em relação a sua condição feminina. Havia pontuado isso em The Kiss of Deception porque foi algo que me incomodou. Torna-se incoerente dentro do contexto que a personagem se encontra. Lia tem uma postura que nos levar a crer que ela é muito forte por conta de sua importância para o rumo dos reinos, entretanto, nesse segundo livro se não fosse por Kaden - principalmente ele - não teria a possibilidade de realizar grandes feitos. 

E nós caímos no mesmo problema de The Kiss of Deception, que apesar de sua narrativa mais dinâmica, apresentou falhas durante a história. As personagens apareceram de uma maneira desigual - vou colocar assim - e não corresponderam as minhas expectativas. O amor exacerbado de Kaden por Lia foi difícil de acompanhar. Esses momentos de declarações intensas e que faziam o ritmo da leitura se perder foram bem difíceis. Rafe não tem muito destaque nessa continuação e Pauline... Os capítulos dela foram uma grande interrogação para mim. O Komizar não era tão assustador quanto ele deveria parecer.

Achei The Heart Betrayal um pouco melhor que o livro anterior da trilogia, mas faltou coerência durante a narrativa. Tudo bem que Lia é uma personagem forte e que ela já demonstrou ser capaz de grandes coisas por causa do seu dom, mas ela tem apenas 17 anos contra uma figura que deveria aterrorizá-la e ele só se mostra ser chato e não um vilão capaz amedrontar a protagonista. A ideia das Crônicas de Amor e Ódio é muito boa, mas Mary E. Pearson peca pelo excesso de informações que não são necessárias para o desenvolvimento da história. Os mistérios que cercam as personagens principais, se mantem como o grande trunfo da trilogia. A curiosidade para descobrir os segredos de Lia, Kaden e Rafe fez com que continuasse a leitura. E agora é esperar o desfecho da trilogia e torcer para que a autora consiga amarrar sua história.
Ele olhou para mim com ares de suspeita. "Você é uma moça estranha, Lia. Astuta e calculista, é o que me diz Malich, e dada a jogos, o que eu admiro. Mas não admiro a mentira." Nossos olhares contemplativos estavam travados um no outro, e os olhos pretos dele tentavam ler todas as linhas da minha face. "Não me decepcione." Ele sacudiu as rédeas e seguiu em frente. p. 201

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02 julho, 2016


[Resenha] The Kiss of Deception - Mary E. Pearson

Ficha Técnica

Título: The Kiss of Deception
Título Original: The Kiss of Deception
Autor: Mary E. Pearson
ISBN: 978-85-66636- 86-4
Páginas: 409
Ano: 2016
Tradutor: Ana Death Duarte
Editora: DarkSide® Books
The Kiss of DeceptionTudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? 


Resenha


Um livro repleto de escolhas. The Kiss of Deception, de Mary E. Pearson e publicado pela DarkSide Books no Brasil, é o primeiro livro de Crônicas de Amor e Ódio. A história se inicia com um ritual de uma princesa sendo preparada para o seu casamento. Lia, como gosta de ser chamada, mas que comumente é a Primeira Filha da Casa Real do reino de Morrighan, é escolhida para um sacrifício. Existem três reinos em desarmonia, para começar um acordo de paz, o pai de Lia - que reina em Morrighan - oferece sua filha de 17 anos ao príncipe de Dalbrek. O terceiro reino, que se chama Venda, não deseja que essa paz seja selada e não vai medir esforços para isso.

Lia, Primeira Filha da Casa Real, é uma jovem de 17 anos diferente das outras de seu reino. Não costuma gostar das regras impostas devido a sua condição de princesa e definitivamente não suporta seu nome tão longo e por isso adora o apelido que lhe fora dado. Os reinos acreditam que ela tem um dom sendo que a própria, no início, não consegue perceber tão claramente isso. As atitudes de Lia desagradam os seus pais, eles acreditam que a princesa é questionadora demais para alguém de sua idade. Lia é em alguns momentos um tanto impulsiva e arrogante. Tomada por um desejo de liberdade, a garota decidi fugir de seu reino com sua amiga Pauline e com isso acaba com a tentativa de casamento arranjado para trazer a paz aos reinos.

Impossibilitado de viver com a curiosidade de saber quem é Lia, o príncipe de Dalbrek vai atrás da jovem só para saber quem é a jovem que desafiou a sua família e os reinos. O príncipe, antes de conhecer a garota, já demonstrava uma certa admiração pela decisão tomada por Lia que não se sujeitou aos "deveres" de seu reino. No fundo ele desejava ter a mesma coragem que ela e por conta de um bilhete enviado por Lia, o também jovem príncipe decidi ir atrás da garota sem a pretensão de resgatá-la e sim conhecê-la. 

Entretanto, o terceiro reino em desarmonia envia um rapaz treinado e com a missão de matar Lia. O assassino recebe avisos claros de executar a princesa e se possível fazer parecer que foi obra do reino de Dalbrek. Esse rapaz treinado imaginava que Lia seria mais uma princesa distraída e que isso contribuiria para a garota ser uma presa fácil. O que ele encontra é justamente o contrário, a jovem tem a sagacidade necessária para se manter longe dos perigos - pelo menos os perigos iniciais - e consegue chegar a um pequeno vilarejo com Pauline, sua amiga e dama de companhia. 

O livro quebra alguns estereótipos, mas em determinados momentos reforça outros e cai no clichê do triângulo amoroso. É verdade que se trata de um triângulo incomum, já que os dois rapazes não tinham pretensão alguma de se envolver com a princesa desertora, mas se formos analisar o príncipe era o seu futuro marido e um possível envolvimento com seu algoz não seria tão inovador. O que transforma The Kiss of Deception em uma história envolvente são os mistérios que cercam as personagens principais. Capítulos alternados, grande parte narrado por Lia, mas conta com os pontos de vista do príncipe, do assassino e também de Pauline. E algo interessante é a estratégia da autora em deixar os leitores "no escuro" sobre quem é o príncipe e quem é o assassino. Durante o livro eles são chamados assim. É um livro que se alongou e acabou perdendo um pouco o ritmo, mas é um bom livro e trata-se do primeiro. Espero que a continuação consiga minimizar alguns "desconfortos" da leitura do primeiro livro e que responda grande parte ou pelo menos parte das brechas da obra anterior.
Ergui o queixo, ficando mais alta. "Sim, eu de fato sirvo bem ao Reino, exatamente como deveria fazê-lo, Vossa Majestade. Afinal de contas, sou um soldado do seu exército.
P. 23
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