23 fevereiro, 2023


[Resenha] A Herdeira Rebelde - Lucy Vargas

Ficha Técnica 

Título: A Herdeira Rebelde
Autor: Lucy Vargas
ISBN: 978-65-5933-071-3
Páginas: 392
Ano: 2022
Editora: Charme
Lydia deseja independência e liberdade. Ela quer viver.
Depois de testemunhar o sofrimento de seus pais em casamentos abusivos e ver uma grande amiga quase cair nessa armadilha, Lydia decide abraçar a solteirice, algo difícil para a herdeira de um marquês que tem a sociedade esperando que ela escolha um marido. Apesar de sua péssima fama porque, dessa vez, a mal falada é ela.
Lydia Preston: rebelde, sem-modos e uma péssima escolha para qualquer cavalheiro com juízo.
Ethan Crompton é do Grupo de Devon. Juízo não é o seu forte, mas possui um título e uma fortuna para proteger, e tias ocupadas em apresentá-lo a toda moça disponível da sociedade.
O problema: ele se importa apenas com a filha do marquês.
Justamente a encrenqueira que prefere envolvê-lo em problemas e escândalos a casar-se com qualquer um, mesmo sob a pena de gerar consequências irreparáveis para ela e sua família. Até seus leais amigos do Grupo de Devon terão de encarar reviravoltas em suas vidas.
Os instintos de Ethan sempre lhe disseram para não se apaixonar por Lydia Preston, pois ela seria o amor que jamais se concretizaria. Ethan só não imaginava que também seria aquele que o destruiria. As consequências dessa temporada pesarão mais do que qualquer outra, e seus caminhos se perderão sob desilusão, vício, despedidas e escolhas dolorosas.
Retorne a Devon e descubra se haverá um jeito de reuni-los para uma nova chance.

Resenha


A Herdeira Rebelde é o terceiro e e último livro da série Os Preston e o momento mais aguardado, afinal, finalmente chegou o momento da história de lady Lydia Preston.

Ao longo da série nós conhecemos Lydia, nós a vimos crescer e se tornar uma jovem de opiniões formadas e, criada como uma selvagem — como a sociedade londrina considerava os Preston — e se envolveu com um grupo de jovens muito parecidos com ela e logo ficaram conhecidos como o Grupo de Devon. Claro que casamentos aconteceram entre os membros do grupo, mas eles eram basicamente amigos, e Lydia estava decidida a não se casar. Ela queria viver o máximo de experiências possíveis, ainda mais com sua família liberal — mesmo que o beijo que Ethan tenha lhe dado, no rosto, na temporada anterior tenha lhe deixado balançada.
— Seu crápula! Ela é uma dama! — Deeds se colocou na frente de Lydia, protegendo-a tardiamente.
Ethan deu uma risada. Era bastante tarde para isso.
— Você precisa decidir com o que vai se revoltar, Deeds. — Ethan esfregou o queixo, pois até o tabefe saiu torto.
— Não consigo. Vocês não me dão tempo. Eu não tenho um minuto de paz nesse grupo!
P. 156
Ethan Crompton é o conde de Greenwood e há algumas temporadas que suas tias insistem que ele assuma suas responsabilidades: se case e produza um herdeiro. Entretanto, ainda que saiba do seu dever, ele está cada vez mais encantado pela vizinha — mesmo sabendo que não deve se apaixonar por Lydia.

Por mais que a gente já espere muito caos onde Lydia e seus amigos estejam, em sua terceira temporada ela se supera, isso é fato. Nunca vi tanta confusão junta, gente. Certo que o grupo é grande, mas a maior parte dela é causa por Lydia mesmo.

Ainda que eu tenha esperado muito por este livro, não me senti muito conectada com ele: Lydia me pareceu muito imatura em muitas situações em que apenas uma conversa ou simplesmente parar e observar fariam com que mal-entendidos fossem evitados. Gostei dos trechos de Henrik e Caroline, mas para mim atrapalhou a linearidade da história. E o que dizer de Emília "conseguindo" o que queria? Que ódio! No fim, tudo deu certo, mas em muitos momentos eu duvidei que o livro fosse me agradar de maneira geral, mas ainda bem que eu me enganei. Ele só não foi o melhor.
Por algum motivo, Ethan sempre achou que não devia se apaixonar por Lydia Preston, pois ela seria o seu grande amor que não se realizaria. Era ideal. Eram opostos perfeitamente encaixados e, ao mesmo tempo, com inúmeras peças estranhas em constante atrito. Esse tipo de par não foi feito para permanecer junto. Ele devia ter ouvido seus instintos.
P. 226

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
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23 junho, 2019


[Resultado] Sorteio Encontre-me ao Entardecer


Olá meus queridos, como estão?

Vi que vocês participaram bastante do Sorteio Encontre-me ao Entardecer e agradeço imensamente, vocês são demais!!!!!
Agora, vamos saber quem é o sortudo ou sortuda que ganhou esse sorteio? Cruzem os dedos 🤞🏾🤞🏾🤞🏾


a Rafflecopter giveaway
Parabéns Luana!! Você recebeu um e-mail e têm 72 horas para respondê-lo e garantir seus prêmios.

Obrigada à todos pela participação e uma dica para quem participa de sorteios, confere se estão seguindo TODAS as regras, hein?! Até a próxima 😉
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22 junho, 2019


[Resenha] Encontre-me ao Entardecer - Lucy Vargas

Ficha Técnica 

Título: Encontre-me ao Entardecer
Autor: Lucy Vargas
ISBN: 978-85-68056-88-2
Páginas: 324
Ano: 2019
Editora: Charme
Eloisa pensou que tinha tudo: os melhores amigos e o amor de sua vida. Mas foi preciso apenas uma tarde fatídica para desiludir todos e causar uma reviravolta em seus destinos. Nada será como antes. Com tantos laços quebrados e sonhos destruídos, parece impossível lutar. Como segundo filho do duque, Eugene decide trilhar seu próprio caminho, e parte para a guerra contra a vontade do pai. Mas acaba salvando o irmão e retorna com o corpo machucado e a alma despedaçada. Para voltar a andar, terá uma nova batalha para vencer. A última coisa que deseja é se envolver nos dramas da prima de seu melhor amigo, mas isso faz sua vida tomar um novo rumo. Quando se reencontram, Eugene está decidido a trazer de volta a jovem que o salvou da amargura. Porém, Eloisa mudou muito e terá de tomar a decisão mais importante de sua vida.

Resenha


No final do conto Um Amor Para Lady Ruth, da série Os Preston, Lucy mencionou que seu próximo livro seria da Srta. Sem-Modos, uma das integrantes do Grupo de Devon e que esse livro iniciaria uma nova trilogia - Rosa Entre Margaridas - e só depois voltaríamos aos Preston e o tão aguardado livro da Lydia. Então, enquanto esse livro não chega, me diverti bastante com a história de Lady Eloisa Durant.

Eloisa é filha única do barão de Perrin e sempre viveu na propriedade rural da família com o pai e a tia - Rachel - com muita liberdade para andar pelos campos e se encontrar com os amigos - e vizinhos - Georgia Burnett, Christopher Burnett e Thomas Dunn. Os quatro sempre foram inseparáveis e com o tempo a amizade entre Eloisa e Thomas se transformou em um romance e ela tinha certeza de que seu futuro seria casar-se com ele, tornar-se a futura condessa de Brutton e passear pelas terras sem que ninguém pudesse repreendê-los. Faltava apenas Thomas fazer a proposta.

Uma das atividades no campo era a visita aos vizinhos, principalmente quando algum deles estava recuperando a saúde, assim, Eloisa alterna seus encontros com os amigos com as visitas ao seu vizinho, lorde Eugene Harwood, melhor amigo de seu primo Ingram - filho de tia Rachel e futuro barão de Perrin. 

Eugene é o segundo filho do duque de Betancourt e cortou relações com a família quando decidiu ir para a guerra, o que fez com que os dois herdeiros do duque estivem em risco. Com seu retorno debilitado, mal conseguindo andar, e a iminência da morte do irmão, Eugene continuou em sua casa no campo, acompanhado apenas do amigo, Ingram - que também voltou ferido, mas não na mesma proporção - e a governanta da casa. Ou seja, seu humor não estava nos seus melhores dias, com muita dor, tentando se recuperar, mas as visitas de Eloisa eram algo diferente do que ele poderia esperar.

Para Eloisa, tudo corria perfeitamente bem até que, em uma tarde, seu futuro perfeito traçado cuidadosamente desmoronou e ela se viu obrigada a mudar seus planos, querendo ou não.

Dois anos se passam até que Eugene e Eloisa se reencontrem e aí ela já é uma das integrantes do Grupo de Devon e ele o visconde de Hosford, entretanto, parte do que ela foi no passado parece ter ficado lá atrás.
— Bem, eu vim justamente para vê-la. Não sei em que pé isso nos coloca, mas acredito que esteja falando sério. Mas eu queria reencontrá-la porque tinha absoluta certeza de que sua versão adulta seria formidável, e eu não podia passar nem mais um dia sem conhecê-la.
P. 134
Em Londres com a tia e as amigas dela, as Margaridas, como eram conhecidas, Eloisa aproveita ao máximo os bailes que frequenta e a vida na Sociedade, mas, mesmo aos vinte anos, ela não parece estar buscando um casamento e o retorno de Eugene irá abalar parte dessa certeza.
Ele foi até ali por ela, levado por algo que desabrochara em seu coração lá no campo, e não ia deixar isso se enterrar. Era um sentimento que ele nunca sentiu antes e levou muito tempo para reconhecer e mais ainda para aceitar. Já se achou tolo por ser instigado por sentimentos, mas este lhe ajudou a superar algumas barreiras; até pouco tempo, não teria coragem de sequer tentar convencê-la a ter uma vida ao seu lado.
P. 154
Além das história de Eloisa, poderemos ver superficialmente alguns integrantes do Grupo de Devon, e até o conde de Havenford, da série Warrington, apareceu por aqui, mas o que mais me chamou a atenção foram os personagens do núcleo de Eloisa, seus amigos - principalmente os primos Georgia e Christopher -, Ingram, Rachel e suas amigas. Não sei o que Lucy está planejando para essa trilogia, mas eu queria muito um livro do Ingram, da Georgia e do Christopher 😍.
— Você sempre acreditou em mim. Sempre me levou a sério, mais do que todos os outros. Mesmo quando queria me mandar embora ou falava comigo como o comandante do regimento. Assim como sabia que, naquela época, eu era tola e infantil demais para você sequer considerar.
— Assim como eu estava amargo e vazio demais para merecê-la. E mesmo assim você vinha iluminar meus dias. 
P. 218
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18 maio, 2019


[Sorteio] Encontre-me ao Entardecer


Olá meus queridos, como vocês estão??? 

Vocês já viram que a Charme lançou nos últimos dias o novo livro da Lucy Vargas, Encontre-me ao Entardecer, primeiro livro da série Rosa Entre Margaridas? Pois então, antes mesmo de ler, já irei sortear um exemplar para vocês, o que acham? Vamos participar???? 😉


Prêmio:
📖 Livro Encontre-me ao Entardecer

Informações: 
📖 Seguir o blog publicamente;
📖 Deixar um comentário nesse post dizendo que está participando;
📖 Não esqueça de ler o Terms & Conditions que está incluso no Rafflecopter;
📖 Ter endereço de entrega no Brasil;
📖 A promoção vai de 18 de maio à 22 de junho;
📖 Para se inscrever basta inserir suas entradas no formulário Rafflecopter abaixo;
📖 Será apenas um ganhador;
📖 O sorteado terá 3 dias para retornar o e-mail com seus dados, ou um novo sorteio será realizado;
📖 Na opção twittar sobre a promoção, basta clicar no ícone do twitter que uma janela aparecerá com a mensagem que você deve twittar e é só confirmar e depois copiar o link e colar no local indicado;
📖 Usar o tweet about the giveaway apenas 1 vez por dia;
📖 O prêmio será enviado pelo blog em até 60 dias após a confirmação do ganhador.

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Beijos e boa sorte à todos!
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03 fevereiro, 2019


[Resultado] Sorteio Lucy Vargas


Olá meus queridos, como estão?

Vi que vocês participaram bastante do Sorteio Lucy Vargas e agradeço imensamente, vocês são demais!!!!!
Agora, vamos saber quem é o sortudo ou sortuda que ganhou esse sorteio? Cruzem os dedos 🤞🏾🤞🏾🤞🏾


a Rafflecopter giveaway


Parabéns Angela!! Você recebeu um e-mail e têm 72 horas para respondê-lo e garantir seus prêmios.

Obrigada à todos pela participação e uma dica para quem participa de sorteios, confere se estão seguindo TODAS as regras, hein?! Até a próxima 😉
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22 dezembro, 2018


[Sorteio] Lucy Vargas


Olá meus queridos, como vocês estão??? 

Vamos começar o último sorteio de 2018? Então vamos lá participar de um super sorteio com livros autografados da Lucy Vargas, é só participar e torcer 😉


Prêmios:
📖 Livro Um Acordo de Cavalheiros autografado
📖 Livro A Perdição do Barão autografado
📖 Ecobag A Perdição do Barão

Informações: 
📖 Seguir o blog publicamente;
📖 Deixar um comentário nesse post dizendo que está participando;
📖 Não esqueça de ler o Terms & Conditions que está incluso no Rafflecopter;
📖 Ter endereço de entrega no Brasil;
📖 A promoção vai de 22 de dezembro à 30 de janeiro;
📖 Para se inscrever basta inserir suas entradas no formulário Rafflecopter abaixo;
📖 Será apenas um ganhador;
📖 Caso o ganhador mande os dados para o envio do livro errado, o mesmo será sorteado novamente;
📖 O sorteado terá 3 dias para retornar o e-mail com seus dados, ou um novo sorteio será realizado;
📖 Na opção twittar sobre a promoção, basta clicar no ícone do twitter que uma janela aparecerá com a mensagem que você deve twittar e é só confirmar e depois copiar o link e colar no local indicado;
📖 Usar o tweet about the giveaway apenas 1 vez por dia;
📖 O prêmio será enviado pelo blog em até 45 dias após a confirmação do ganhador.

a Rafflecopter giveaway Beijos e boa sorte à todos!
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26 outubro, 2018


[Resenha] A Perdição do Barão - Lucy Vargas

Ficha Técnica 

Título: A Perdição do Barão
Autor: Lucy Vargas
ISBN: 978-85-286-2309-3
Páginas: 378
Ano: 2018
Editora: Bertrand Brasil
A família de Patrick, como muitas da aristocracia inglesa, foi marcada por escândalos amorosos e sofrimentos. Não é à toa que ele acredita estar amaldiçoado pelo “mal do amor”. Quando se apaixona por Hannah, cuja família também esconde segredos, Patrick não consegue confiar nela e muito menos acreditar que um dia seu amor será correspondido. Ele parte decidido a esquecê-la, mas incapaz de conter o amor que sente, ele aceita: Hannah é a sua perdição. Se permitir que fantasmas do passado continuem a assombrá-los, Hannah pode escapar por entre seus dedos, pondo em risco seus votos e seu elo inquebrável. Quanto mais esse elo é capaz de resistir? Até onde Patrick é capaz de ir por sua baronesa?

Resenha


Patrick Bradshaw é o barão de Ederline e sua família tem a sina de ser dada a arroubos apaixonados, e nem sempre pelos seus cônjuges. E é assim que iniciamos A Perdição do Barão, com a certeza de que ele também sofrerá desse mal, com um amor não correspondido.

Patrick se encantou por Hannah Godwin, melhor amiga de sua irmã, Grace, e desde então tinha certeza de que não teria a menor chance com ela, afinal ela estava interessada em outra pessoa, com idade mais próxima da sua e que lhe correspondia o afeto.
A verdade residia em cada palavra que proferi. Ninguém deveria sofrer assim por amor. Eu não queria aquilo. Jamais quis viver daquela forma. Sentia, porém, que fora amaldiçoado pelo mal que corria nas veias da minha família e da de Hannah. O amor. Vivia rodeado de vítimas do mal do amor. Minha família viera contaminada com essa praga. E acabei encontrando outros indivíduos em condição semelhante.
P. 17
Não que ele quisesse ser dramático, mas é algo da própria natureza dele e, durante as páginas que se seguem, vemos que ele luta contra o sentimento e busca seguir em frente, pois sabe da impossibilidade de um futuro feliz para seus anseios. Entretanto, uma sequência de acontecimentos o levará a uma oportunidade que Patrick irá agarrar com unhas e dentes.

Como o sentimento não é recíproco e, diversas outras situações permeiam o início do casamento de Hannah e Patrick, construir um relacionamento não será uma tarefa fácil. A insegurança, imaturidade emocional e falta de diálogo os levam a muitas situações desnecessárias e, por muitas vezes durante o texto, acreditei que esse romance poderia ter um final diferente do que estamos acostumados.

Lucy utiliza muito a passagem de tempo para mostrar a evolução do casal, mas não apenas como casal como também como indivíduos. Entretanto, esse livro é narrado em primeira pessoa, pelo Patrick, então o crescimento de Hannah só é percebido pelo leitor quando o próprio Patrick o percebe. Confesso que há muito tempo não lia um livro com esse tipo de narrativa, o que fez com que eu sentisse muita falta do outro lado dessa história.

Outro ponto é que o Patrick não me conquistou, ou seja, para mim a leitura tornou-se difícil pela personalidade dele. Sua insegurança constante no relacionamento foi frustrante e eu queria dar uns sacolejos nele para ele acordar para a vida. Queria que ele agisse como em outros aspectos de sua vida, como nos negócios, assumindo as rédeas da família perante a omissão do pai com seus deveres como conde, enfim, mas quando o assunto era sentimento, parecia outra pessoa.

Como em outros livros que já li da Lucy, os personagens secundários sempre têm um papel importante na narrativa. Stephen (amigo de Patrick), Grace e tia Becca (tia de Patrick e Grace) são ótimos e outros eu oscilei entre gostar ou não ao longo da história, como Olivia, por exemplo. A duquesa e Esther são dois personagens que não gostei, manipuladoras demais. Mas assim são tantas pessoas, não é mesmo?!

Enfim, uma história sobre como o amor pode ser cultivado e as relações, mesmo quando complicadas, podem ter um final feliz.

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03 outubro, 2018


[Curiosidades] Romances de Época - Autoras Nacionais

Em Agosto eu e algumas amigas apresentamos o Clube do Livro Leitura e o tema foi Chá da Tarde, onde falamos dos nossos amados romances de época. Com isso, surgiu a vontade de compartilhar aqui algumas curiosidades que descobrimos com nossas pesquisas.

Para começar, queria compartilhar com vocês os vídeos da Silvia Spadoni e da Lucy Vargas, falando rapidamente sobre o motivo de escreverem romances de época 😉.






E aí, o que acharam? Querem mais curiosidades dos romances de época? 
Antes de ter mais, deixa eu dizer que O Que Toca do Coração, da Silvia, voltou a ser vendido em e-book e a Lucy está lançando seu novo romance de época pela Bertrand Brasil, A Perdição do Barão e inclusive estará na turnê do Chá de Época Record, que também passará aqui em Salvador 😍.


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09 setembro, 2018


[Resenha] Um Amor Para Lady Ruth - Lucy Vargas

Ficha Técnica 

Título: Um Amor Para Lady Ruth
Autor: Lucy Vargas
ISBN: 978-85-68056-58-5
Páginas: 192
Ano: 2018
Editora: Charme
Há mais do que competição em uma caça ao tesouro. Ruth Wright encontrou o amor e o escândalo em uma tarde. Temendo um casamento por obrigação, ela termina seu envolvimento com Huntley em uma desavença que mudará suas vidas. Graham Courtin, Lorde Huntley, nunca se arrependeu daquele beijo, mas aceitou uma amizade, achando que a vida o libertaria de seus sentimentos por Ruth. Porém, ambos se enganaram e, a cada reencontro, fica mais difícil se afastar. Agora, a única opção de Ruth é se rebelar para se salvar de um destino infeliz. E Graham a guiará pelo caminho da rebeldia, que os levará a mais escândalos e decisões difíceis. Mas essa pode ser a última chance de corrigirem o passado e viverem o amor que guardam um pelo outro.

Resenha


Um Amor Para Lady Ruth é um conto da série Os Preston, e nele Lucy nos envolve em mais uma deliciosa confusão envolvendo o Grupo de Devon, jovens abastados da região com ideais um pouco diferentes do esperado naquela época.


Ruth Wright é uma jovem tímida que, desde a morte da mãe vivia reclusa com o pai, até que esse se casou com uma moça mais jovem e ela decidiu ajudar Ruth a sair mais, frequentar mais bailes e assim ter a chance de encontrar um casamento adequado e feliz, e quem sabe até, com amor.

Inesperadamente Ruth acabou integrando o escandaloso grupo de Devon, jovens da região de Devon, cheios de título, dinheiro e ideais não aceitos pela sociedade da época. Com essa fama de "festeira", Ruth ganhou dos amigos o apelido de Lady Festeira, não sabendo eles que ela apenas aproveita toda e qualquer oportunidade de sair de casa e se a opção é ir aos bailes com sua madrasta, que seja. Entre eles está Graham Courtin, conde de Huntley, conhecido por esses amigos sob o apelido de Lorde Garboso.
— Eu o convidei para dançar.
— Olha, eu sou péssima nessa linguagem de abre, fecha e vira leque, mas isso não parecia chamado para dança — avisou Lydia.
De fato, Lorde Huntley estacara a meio caminho, pendera a cabeça e franzira o cenho como se tivesse visto algo muito suspeito.
P. 09
Graham é conde desde os treze anos e tem sido muito responsável com seu título, mas casar ainda não está em seus planos num futuro próximo, o que preocupa a condessa viúva, sua mãe. Entretanto, divertir-se com os amigos é algo que o alegra bastante e conhecer Lady Ruth lhe traz uma nova perspectiva. Vendo-se muito nos eventos - e fora deles - Ruth e Graham descobrem que gostam muito de estar juntos.

Entretanto, durante uma caça ao tesouro que ocorreu em Uma Dama Imperfeita várias situações "inesperadas" ocorreram, o que já se era de esperar quando tantos jovens imprudentes estão reunidos com poucos adultos para supervisionar 😂😉😂 e uma delas atinge Ruth e Graham. A inexperiência de Ruth a leva a crer que o simples ocorrido a levaria à um casamento por obrigação e não querendo isso para nenhum dos dois, decide afastar-se um pouco de Graham e apenas encontrá-lo quando estão rodeados por muitos dos amigos.
— Eu costumava pensar que era apenas amizade, pois devo ter lhe dito que, no seu casamento, ele foi bastante convincente ao se desculpar pelo que tivemos antes e deixar claro que já podia me oferecer somente amizade. E passou a se comportar com educada reserva perto de mim.
— Convincente só para você, Ruth! — Bertha riu. — Nem Janet acreditou totalmente. E você pediu a ele para serem somente amigos. Naquela época, eu estava junto.
— Juro que foi o que entendi. Aquele dia foi como o fim de algo que não havia continuado da maneira correta.
P. 123
O livro conta com algumas passagens de tempo, que são necessárias para ambos perceberem que sentem falta um do outro e até para um possível noivado acontecer. Só depois é que voltam a se reencontrar, mas fica claro para quem está lendo que Graham está apaixonado por Ruth e ela por ele, embora sua inexperiência faça com que ela crie muita confusão em relação aos seus sentimentos.

Assim como em Uma Dama Imperfeita, em Um Amor Para Lady Ruth a gente vê que a amizade entre os membros do grupo de Devon é verdadeira, eles se ajudam, se apoiam e não deixam que os amigos sejam enganados.
— Você acha que vou conseguir frequentar os eventos sem que me olhem com pena ou com crítica e cochichem quando passo?
Ele puxou as rédeas do seu cavalo castanho e franziu o cenho, tentando compreender como isso a perturbava tanto. Mas não achava que ela devia nada àquelas pessoas. Tinha coisas mais importante para lidar. Os dois.
— Eu acho, meu amor, que já está na hora de pararmos de rodar em volta um do outro. Pense nisso.
P. 117
Mais um romance adorável da Lucy e agora é esperar o livro "Encontre-me ao entardecer", que trará a história da Eloisa, a Srta. Sem-Modos, que será o início da trilogia Rosa Entre Margaridas e só depois teremos o livro da Lydia, o terceiro d'Os Preston😍. Haja coração!

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24 abril, 2018


[Resenha] Um Acordo de Cavalheiros - Lucy Vargas

Ficha Técnica 

Título: Um Acordo de Cavalheiros
Autor: Lucy Vargas
ISBN: 978-85-286-2178-5
Páginas: 350
Ano: 2017
Editora: Bertrand Brasil
Tristan Thorne, o Conde de Wintry, não é um homem para brincadeiras. Com uma vida de segredos, amado e odiado na sociedade, ele não é o parceiro ideal para uma dama. Dorothy Miller não sabe o que há por trás de suas motivações, apenas que ele é bastante intenso. Os jornais dizem que ele bebe demais, joga demais e ama escandalosamente. E até mata. Como uma dama determinada a ser dona do próprio destino como Dorothy Miller acaba em um acordo com um homem como Lorde Wintry? Você teria coragem de guardar um segredo com o maior terror dos salões londrinos? Lembre-se: Nunca faça acordos com ele, pois o conde sempre volta para cobrar.

Resenha


Aqui estou eu lendo mais um romance super divertido da Lucy Vargas, que agora traz o romance de época Um Acordo de Cavalheiros, publicado pela Bertrand Brasil.

Nesse livro conheceremos Dorothy Miller, uma jovem de reputação impecável. Desde que seus pais morreram ela foi viver com seu tio, o visconde de Felton, a esposa e sua prima Cecilia. Enquanto isso, sua irmã mais velha foi morar com uma tia (irmã do visconde). Após o falecimento da viscondessa, Dorothy assumiu muitas tarefas da casa em retribuição à generosidade do tio e assim debutou na sociedade para preparar tudo para o momento em que sua prima faria sua entrada na Sociedade. Agora, aos vinte e seis anos, com a estreia de Cecilia e a doença de seu tio, que pode falecer a qualquer momento, ela sabe que precisa casar a prima o quanto antes, pois certamente a renda que conseguirá, o dote da prima e a renda que esta também terá não serão suficientes para mantê-las no mesmo padrão e Cecilia certamente não conseguiria se adaptar a nova realidade.

Mas, ao contrário do que todos veem, Dorothy também tem seus segredos, que inclusive fizeram com que até agora esteja solteira. Entretanto, seu maior segredo nos é apresentado no primeiro capítulo do livro, quando ela acorda na cama do perigoso, devasso e libertino, Tristan Thorne, o conde de Wintry e logo depois ele lhe propõe algo inesperado: que sejam amantes.
Ambos ficaram surpresos ao descobrir um ao outro e ver que não eram tão ruins quanto pensavam. Dorothy percebeu que lorde Wintry, o suposto terror de qualquer  dama respeitável, apelidado de demoníaco pelos medrosos, não era assim tão terrível. Tristan descobriu que ela não era uma daquelas damas respeitáveis, criaturas aterrorizantes das quais ele corria mais do que assombrações.
P. 13
Tristan Thorne é o filho mais novo de um conde já em idade avançada para a época com uma viúva da nobreza rural. Por conta da relação do pai e sua mãe, após o falecimento deles Tristan foi encaminhado para ser criado por sua tia Joan Thorne, uma mulher que amou demais e passou ao sobrinho ideais de que uma mulher deveria ter direito a ter suas próprias escolhas, sem ser julgada por isso.

Sendo renegado pela família de seu pai, Tristan sempre soube que precisaria se virar sozinho e assim ele hoje trabalha como espião do governo. Ele só não esperava voltar da guerra e descobrir que seu meio-irmão tinha morrido, era o novo conde de Wintry e, ainda assim, continuar sendo um pária para sua família - não que ele se importasse muito com essa parte.
Quando estava com Tristan, ela gostava de sua nova faceta. Podia fingir que era livre e dizer o que tivesse vontade. E tinha seus próprios desejos e necessidades e não precisava se envergonhar disso, na verdade, tinha que se orgulhar de quem era. E especialmente do que vinha descobrindo sobre a mulher que era.
P. 162
Como essa proposta de acordo acontece no início do livro e seu título é Um Acordo de Cavalheiros, é claro que Dot aceita ser amante de Tristan e é uma relação benéfica para os dois e não digo apenas romanticamente falando. Dot ganha muito mais confiança, passa a aceita-se com seu passado, suas vontades e anseios. Por outro lado, Tristan tem a novidade que é ter uma amante que é uma lady. Ambos descobrem como gostam da companhia um do outro e esse acordo, que deverá durar toda a temporada (média de tempo que Tristan costuma manter uma amante) faz com que eles queriam estar juntos cada vez mais.

Enquanto encontra-se furtivamente com Tristan - ambos sabendo que não querem e não irão se casar e por isso aproveitando ao máximo esse caso -, Dot continua sua árdua missão de casar a prima, que se mostrou uma fã dos lordes perigosos e libertinos, não tendo o menor interesse nos homens aceitáveis e previamente selecionados por ela. Tristan também tem seus negócios paralelos e, dessa vez, é um assunto pessoal que o motiva. 
Era uma paixão, do tipo mais passageiro. Queimava incontrolavelmente por um tempo, depois ardia sobre as brasas e então passava com o vento e as chuvas de verão. Antes da próxima temporada já não haveria sinal da fogueira. E se mudasse de ideia agora, ela viveria eternamente nas cinzas. Só de olhar para ele, podia ver que não estava pronto para enfrentar o inverno, quando as portas e janelas se fechariam e viveriam ao redor da luz da lareira, sobrevivendo no calor que emanariam um para o outro. Porém, o arrependimento era tão gelado que nada os aqueceria. E então, ao final do inverno, estariam eternamente separados pelo frio da conveniência que se tornaria sua relação.
P. 191
Lucy une romance e espionagem com diálogos divertidos e inteligentes. O romance é o foco da história, mas as tramas secundárias também são muito bem construídas e de crucial importância no livro. Instigante e emocionante, Um Acordo de Cavalheiros tornou-se mais um dos meus romances de época do coração 😍.
Queria ser a escolha dela, sua vida estava boa enquanto ela estava escolhendo voltar e encontrá-lo. Naquele momento ele não queria saber de sua missão, esperava que aqueles homens sumissem. Ele só a queria de volta.
P. 208
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07 abril, 2017


[Resenha] Cartas do Passado - Lucy Vargas

Ficha Técnica 

Título: Cartas do Passado
Autor: Lucy Vargas
ISBN: 978-14-9377-861-4
Páginas: 351
Ano: 2014
Editora: Independente
Recém–formada, desempregada e com a conta zerada, Luiza recebe uma proposta de emprego em um castelo medieval nos confins da Inglaterra. Sem opção, ela parte de Londres com tudo que tem. O castelo vai virar um hotel e ela vai trabalhar justamente no museu arruinado dos Warrington. Tudo a sua volta grita abandono, até os antigos escritos do último dono do castelo chegarem às suas mãos e lhe contarem outra história. O conde de Havenford foi um homem sofrido e solitário. Assassinado ainda jovem, seu povo foi abandonado e seu castelo destruído. Perdida entre o presente, o passado, a vida do conde e a sua, Luiza vai aprender que a história vai muito além dos livros. Mas antes que o fim seja escrito, ela vai precisar de muita coragem para salvar não apenas a vida do conde e de todos no castelo, mas a sua também. Tenha coragem, desafie os fatos e vista as roupas da lady mais atípica que já pisou em um castelo. Prove que o amor nasce onde menos se espera e entre de cabeça nessa história. As próximas cartas podem ser para você.

Resenha


Eu conheci a escrita da Lucy com o livro O Refúgio do Marquês e adorei então, quis logo ler outros livros também, sendo assim, quando estava na última bienal lá no Rio, aproveitei que ela mora lá e comprei os dois livros da série Warrington, mas acabei deixando para ler depois por conta de outros livros que tinham prazo mais curto para ler. Agora senti o chamado de Cartas do Passado e não resisti, peguei ele para ler. Não deu outra: outro romance de época que virou xodó.

O livro inicia no ano de 2012 nos apresentando Luiza Campbell, uma jovem de vinte e cinco anos, recém-formada em museologia em Oxford, desempregada, que vive uma situação financeira muito complicada em Londres, onde vive sozinha, pois sua mãe e padrasto (única família que tem no momento) estão morando na Austrália. Sem nenhuma perspectiva de melhora, ela aceita um emprego de digitalizadora e restauradora em um castelo em ruínas no norte da Inglaterra.

No castelo ela descobre que o lugar pertencia a família Warrington, mas que a família original se perdeu quando o último conde de Havenford faleceu em 1426 e não deixou herdeiros. Após séculos de má conservação do local, o que já foi um lugar magnífico hoje é uma ruína e restaurá-la para transformar em um museu será um trabalho árduo para uma equipe pequena, mas Luiza consegue pelo menos fazer algumas "amizades" que a ajudarão a não ficar tão sozinha enquanto está lá. Marcel, Afonso e Peggy são ótimos, principalmente Marcel e sua paixão pelo personagem principal desse castelo.

Logo a história de Jordan D. Warrington também envolve Luiza de uma forma que ela se vê trabalhando além do exigido tamanha sua curiosidade em ler as cartas que o conde escrevia e saber mais sobre ele. Mas certamente ela não esperava que, após uma tempestade sua vida seria tão alterada. Ao ler uma das cartas do conde, Luiza a responde despretensiosamente e imaginem a surpresa dela ao ver uma resposta do próprio conde!?
Minha estimada lady,
Com todo respeito, não a conheço o suficiente para lhe enviar minhas anotações pessoais. Em todo caso, agradeço a preocupação. Se me disser de onde enviou esta missiva, posso mandar entregar-lhe algumas frutas como sinal de cortesia.
E eu não cometo o mesmo erro duas vezes.

J.D. Warrington
Pois é, com direito a letra do próprio conde, papel antigo e selo, pensem aí?! Não tem como não pensar que se trata de uma pegadinha, mas a realidade é que não é. E a partir daí eles passam a se corresponder, mesmo com séculos de distância, ainda que o conde não saiba disso.

Quanto mais se correspondem, mais eles se apaixonam um pelo outro. A solidão, a necessidade de ter alguém fala mais alto, mas no caso deles resolver isso era um problema impossível de ser resolvido, Luiza sabia disso.
- Não fique assim, meu bem... Você sabia desde o início. Mesmo assim, deu-lhe todo o conforto que pôde - Marcel tentava consolá-la. Mas quem poderia fazê-lo em uma situação tão adversa. Não era simplesmente a distância, a idade, classe, estado civil... Nenhuma daquelas barreiras em que coragem já resolve o problema. Era simplesmente o impossível que estava entre ele.
P. 64
Mas o destino resolveu dar um empurrãozinho nessa relação e assim, Luiza se viu na Inglaterra em 1423, mas ali era era Elene de Montforth, uma jovem em fuga e que sobreviveu milagrosamente de bandidos e foi resgatada por quem??? Simmmm, Jordan!!!! E quando percebem quem são, Jordan decide que não a deixará mais sair de perto dele, ele precisa que ela fique com ele.

Luiza aparentemente divide o corpo com Elene, mas fica claro que não será fácil adaptar-se à época medieval, sem muitos dos recursos que já fazem parte do nosso cotidiano de uma forma tão intrínseca que certamente já nem percebemos como somos dependentes. Imaginem não ter calcinha, sutiã, uma gilete para se depilar, sabonete, hidratante, não poder usar calças, são tantas coisas que nem dá para ficar aqui pensando muito.

Então, mas como ia dizendo, Luiza e Jordan estão finalmente "juntos", mas paira a incerteza de Luiza sobre sua história, se assim como ela veio de repente ela voltará da mesma forma para 2012 e a gente fica preocupado junto com ela. Entretanto, ela decide viver um dia de cada vez, aproveitar enquanto está com seu conde, com Devan. Sim, o D do nome dele é Devan e é assim que ele pede que ela o chame ❤.

No início eu achei que o livro estava um pouco devagar, mas depois identifiquei a diferença: a Lucy fez os capítulos mais longos em Cartas do Passado, o que me passou a impressão de devagar, mas o livro está longe de passar isso, ele mostra cenas do cotidiano quando são necessárias e quando é preciso também dá saltos no tempo. Ainda tenho que dizer que houve um momento depois da metade do livro que já estava imaginando que sabia qual seria o final do livro e recebi um verdadeiro tapa na cara pela minha audácia, hein Lucy?! kkkkk Adorei o desfecho que deu aos personagens e certamente a melhor coisa que fiz foi comprar As Cartas da Condessa logo, porque eu certamente não irei demorar para lê-lo ;)

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04 fevereiro, 2017


[Resenha] Uma Dama Imperfeita - Lucy Vargas

Ficha Técnica 

Título: Uma Dama Imperfeita
Autor: Lucy Vargas
ISBN: 978-85-68056-35-6
Páginas: 384
Ano: 2016
Editora: Charme
Com seu futuro e sua reputação em risco, Bertha Gale descobre que nem a dama mais perfeita do baile consegue fugir do escândalo quando ele quer tomar seu coração e revirar sua vida, despertando paixão e ruína por onde passa. Determinada a viver o seu primeiro amor, mas com o coração despedaçado, Bertha decidirá entre fugir ou se entregar e sobreviver às consequências. Eric Northon, Lorde Bourne, é um escândalo ambulante. E tem mais problemas do que conta. Último herdeiro dos Northon, ele podia aprontar de tudo na temporada. Desde que se casasse no final. Ele só não podia se encantar pela dama mais perfeitamente imperfeita da cidade. E decidir arrebatá-la. Para sempre. Sem medir esforços ou consequências. Divirta-se com o grupo mais mal falado e cheio de apelidos que Londres já viu. Ninguém sairá impune da inesquecível temporada de 1816.

Resenha


Depois de ter me encantado com os Preston em O Refúgio do Marquês, Lucy me arrebatou mais uma vez com Uma Dama Imperfeita. Depois de termos nos apaixonado pelo selvagem e inapropriado Henrik Preston, o Marquês de Bridington e Caroline Mooren, uma baronesa viúva e falida, era óbvio o quanto se esperava uma sequência dessa estória, afinal, foram tantos personagens incríveis que, certamente era necessário.

Uma Dama Imperfeita inicia dez anos após o desfecho do primeiro livro. Henrik e Caroline vivem um casamento feliz e, além de Lydia, filha do Marquês e adotada por Caroline, eles têm mais dois filhos, Aaron e Nicole. Mas além deles, não podemos esquecer de Bertha Gale, filha de arrendatários das terras do Marquês e que é a melhor e única amiga de Lydia desde que tinham seis anos. Elas cresceram juntas, Bertha foi beneficiada com uma educação privilegiada devido essa amizade e, embora não seja uma lady no nome, certamente é em suas atitudes, a não ser é claro quando está no meio de suas travessuras com Lydia.

Os anos se passaram e os Preston estão em Londres para a primeira temporada de Lydia e claro que Bertha não deixaria sua amiga na mão nessa hora. Assim, ela é a acompanhante de Lydia, ainda que não tenha idade suficiente para ser considerada solteirona, muito menos seja viúva, ela assumiu esse papel para evitar que Lydia arruinasse tudo assim que chegasse à Sociedade.

Logo vemos que Lydia e Bertha se aproximarão de um grupo de jovens de Devon, mesma região de onde elas vieram, e esse grupo causará comoção onde estiver, com seus ideias de amor e romance completamente inadequados para a época. Mas, entre eles, estão os melhores partidos para se casar, entre eles, Lorde Bourne, que já declarou seu interesse em conseguir uma esposa na temporada.
Atualmente, resumia-se apenas ao seu velho e desagradável avô, sua sobrinha e ele. Os pais dela haviam falecido. Seu avô já ultrapassara a expectativa de vida atual há anos. E Eric era jovem, mas era também o único herdeiro do conde de Sheffield.
Havia apenas ele. E Sophia, que era uma criança e não podia herdar o título nem a propriedade.
Então, o que um jovem nobre, solteiro, único herdeiro, com a corda no pescoço e em posse de uma grande fortuna fazia? Procurava uma esposa.
P. 21
Eric Northon é um maravilhoso exemplar masculino da época: visconde de Bourne (sendo que passará a conde de Sheffield), jovem, bonito, rico, inteligente, bem humorado... hummm pensando bem, acho que é um ótimo exemplar para a época atual também, concordam? kkk. Mas voltando, desde a morte da irmã e do cunhado, três anos atrás, Eric cuida de sua sobrinha como uma filha, mas agora a pressão do seu avô está mais intensa, vendo os anos passar e Eric não lhe dar herdeiros para o condado. Assim, Eric foi em busca de uma esposa, mas ele tinha pelo menos que se encantar pela dama, não dava para simplesmente casar com qualquer uma, afinal, ele acreditava que casamento era algo para sempre e não tolerava a ideia de traição, de nenhuma das partes, sua experiência com isso era péssima.

Porém, ele não acreditava ser possível se apaixonar na temporada, muito menos por uma dama tão complicada. Ele tinha justamente que se apaixonar pela acompanhante de Lady Preston? Pois é, naquela época isso sequer era imaginado, o máximo que era "permitido" entre pessoas de posições tão diferentes era que Bertha se tornasse amante de Eric e isso ela não iria fazer e tão pouco ele queria. Sendo assim, a temporada foi uma verdadeira batalha, onde Eric precisava fazer com que Bertha acreditasse em seu amor.
Com os mais belos olhos castanhos que passaram a assombrá-lo dia e noite. Com toda a graciosidade que ele achava só existir nas damas dos livros. E misturava uma sedutora timidez à teimosa e insolência de uma forma que o fazia sorrir e querer beijá-la. E abraçá-la novamente. Sem dúvida, sentir o toque macio e o gosto dos seus lábios outra vez. Repetidamente. O tempo todo.
P. 142
E quando digo batalha podem ter certeza de que foi intenso, confusão por cima de confusão, principalmente quando os Preston estavam envolvidos, porque vou falar uma coisa, parece que a confusão procura por eles. E por falar em Preston, eles seguem com a fama de imprevisíveis e selvagens e com os filhos não é diferente, todos têm a mesma tendência à confusão e envolver-se em problemas. Claro que problema atrai mais problema, ou seja, os amigos de Lydia e Bertha não fogem à regra, mas eles são incríveis, divertidos, leais, maravilhosos. Deles às crianças, todos são personagens que não queremos dar tchau. A pequena Sophia então, nem vou dizer nada além do quote abaixo.
- Encontrar uma esposa não é como os encontros arranjados que você monta com seus bonecos - ele respondeu, sem abrir os olhos.
- Mas você me disse que estava dançando com várias damas encantadoras. Damas encantadoras devem ser esposas encantadoras, não é? - ela continuava, em sua lógica infantil.
- Não, Sophia, não são. Até a dama mais perfeita do mundo só será uma esposa encantadora se estivermos encantados um pelo outro.
- Você sabe ser encantador, não é? Acho que não está encantando muito - ela opinou. Desde que entendera o significado, havia cismado com a palavra "encantador" e seus derivados. E, pelo jeito, achava que era a chave para o problema dele.
(...)
- Pelo amor de Deus, Sophia. Vá dormir. - Eric tornou a deitar a cabeça.
A menina ficou um tempo olhando-o e então sentiu suas mãos segurando seu antebraço.
- A moça especial não o quer? E agora? Onde encontraremos outra? Tem mais bailes? Mas por que ela não o quer? Você é o mais bonito da cidade. Do país! Todas deviam se casar com você!
P. 196-197
Certamente já estou ansiosa pelo próximo livro da série Os Preston, espero que não demore muito e que seja da Lydia!!!

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12 setembro, 2015


[Conhecendo o Autor] Lucy Vargas


Oi gente, eu sou a Lucy Vargas, escrevo romances de época e contemporâneos. Vim falar um pouco sobre o que tenho feito como autora até o momento e de como comecei nessa vida. Eu sou autora da série Ward, série Warrington e meu livro mais recente é O Refúgio do Marquês.

Como diz minha bio, eu comecei a escrever bem nova e foi bem por acaso. Sempre fui ótima em criar histórias, tanto contando como escrevendo. E então lá pelos 10 anos, minha mãe cometeu o pecado de me deixar ver uma novela. Imagina só! Eu comecei a acompanhar fielmente e odiava o que eles estavam fazendo com a história. Então, comecei a ir pro meu quarto, pegar um dos meus cadernos e reescrever a história.

Era muito romance, intriga, malvadeza e essas coisas de novela. Você pode imaginar que algo assim recriado por uma criança ficou uma loucura! Mas eu foquei mais no romance do casal principal.


Dali em diante, eu continuei com esse negócio de escrever histórias em cadernos. Se alguém checasse, ia perceber que eu era a maior consumidora de caderno do bairro. E na adolescência, comecei a dar esses cadernos para amigas lerem. Elas acompanhavam como um seriado. Era como ter meu próprio Wattpad em cadernos. Eu escrevia um pouco e elas tomavam o caderno para ler, brigavam e tudo. Chegou a um ponto em que eu era chantageada e “comprada” para continuar escrevendo. Elas me prometiam doces, cola na prova de matemática (porque eu sempre fui péssima), chocolate e outras ameaças dignas de adolescentes para eu escrever mais e mais.

E eu abri um site e comecei a pôr essas histórias lá. E daí comecei a pensar: Como farei várias pessoas lerem minhas histórias? Não tinha Facebook, Twitter e outras fontes de MKT pra eu usar e eu nem saberia. Comecei o site com uns catorze anos. E daí veio a ideia: Fanfics! Sim, fanfics estavam bombando na época. Então comecei a escrevê-las e colocar no meu site. E transformar as histórias dos cadernos em ffs também. E alcancei cem mil visitas no meu site. Pra época, isso era tipo: WOW!

Só que fui amadurecendo e o tempo foi diminuindo cada vez mais, assim como minha escrita foi mudando. E eu não queria mais transformar minhas histórias em fanfics, eu tinha que mudar meus personagens para isso. E comecei a escrever livros que eu trocava o nome dos personagens e botava no site. Mas chegou a época do vestibular e eu fechei o site. Eu sempre soube desde nova que queria ser jornalista, assim como sabia que amava escrever.

Foi uma época bem difícil pra mim, porque deixei a escrita de lado e foquei muito em faculdade e em trabalhar na minha área. E fiquei muito infeliz com isso. Por um longo tempo, achei que tinha errado nas duas escolhas, tanto o jornalismo como a escrita que tinha virado só um hobby esporádico, porque eu vivia exausta e triste. Eu terminei a faculdade e fiquei num trabalho exaustivo, até que foi acontecendo um bando de coisas na minha vida. Em certo ponto, eu resolvi dar um basta e peguei metade da minha vida e falei: Vou ter duas profissões, escritora e jornalista. Isso foi final de 2012.

Foi quando passei a dedicar metade da minha vida para a escrita. Agora, seriamente e não só como um hobby, eu queria investir em me tornar uma escritora profissional, por isso eu encaro a escrita como uma das minhas profissões. O apoio da minha mãe foi muito importante, ela era a única que sabia o quanto eu fiquei infeliz. Tomei coragem de pôr a cara no sol, comecei a pesquisar sobre autopublicação e terminei de escrever Cartas do Passado. E lancei Segunda Chance Para Amar, um romance especial de Natal para “testar” esse negócio de publicar na Amazon e outras plataformas. Só depois disso lancei Cartas do Passado.

Fiquei surpresa com a quantidade de pessoas que leram o livro e ele entrou para os mais vendidos da Amazon. Depois, pesquisei mais e mais para melhorar a performance dos livros com os leitores. E eu estava feliz novamente, estava escrevendo e dedicando boa parte da minha vida a algo que me deixava realizada.

E foi quando comecei a trilogia Ward. Aí que foi uma loucura. Eu fiquei foi chocada com os acontecimentos seguintes. Lancei Quando Eu Olhar Pra Você e ele foi a mais vendido da Amazon, Itunes e Kobo. Depois, veio o Quando Eu Te Encontrar e na pré-venda ele já era o livro mais vendido do Itunes BR. E então o pessoal do Google Play (a Play Store do Android) me “informou” que eu estava vendendo muito e eles queriam que eu colocasse os livros lá!

Gargalhadas nervosas! Hahahahahahahahahahahaha

E então os 2 livros da série Ward entraram lá e tomaram o topo do Google Play e ficaram por semanas como #1 e #2 da Play Store. E eles nunca mais deixaram os 50 mais vendidos. Depois eu lancei As Cartas da Condessa, que também teve uma performance de vendas muito boa, melhor do que eu esperava. Mas a cobrança pelo último livro da Trilogia Ward estava muito grande e eu já estava super nervosa com isso.


E então veio o Quando Eu Te Beijar, fechando a trilogia e se igualando aos livros anteriores dos Ward. Eu continuava chocada, acho que até hoje nem acredito no que aconteceu. Não paro de agradecer a todos os leitores que fizeram isso e abraçaram os meus livros. Por causa deles, eu fiz alguns exemplares impressos dos livros, para responder a demanda do pessoal que pedia muito. Cartas do Passado, esgotou 2 edições. Foi muito legal, foram tiragens pequenas e os leitores mais uma vez me surpreenderam ao adquirirem os livros. 

No final de 2014, a editora Charme me convidou para lançar com eles o seu primeiro romance de época. Eu tinha o livro O Refúgio do Marquês já pronto e enviei para elas que adoraram o marquês selvagem e ficaram com ele. Agora ele está à venda na Saraiva e já esgotou lá duas vezes, o que também foi o máximo. Eu até brinco que não sei onde a Saraiva está “enfiando” tanto marquês, gente!

Não tenho a menor dúvida de que vou continuar escrevendo os romances que tanto adoro, criando personagens que encantem, com tramas interessantes e bem feitas. Porque é o que eu gosto de ler e me esforço para dar o mesmo aos leitores.

Já tenho alguns lançamentos para saírem em breve. E quero muito agradecer por todo apoio de amigas e de todo mundo que adquiriu meus livros e me mostrou que valeu a pena mudar um lado da minha vida e arriscar tudo para perseguir o que eu amo fazer que é escrever. E me permitiram investir nessa profissão. Eu sempre digo: arrisque. Pode ser a melhor decisão da sua vida! E sim, pode dar errado e você terá que recomeçar ou parar e traçar outra trajetória, mas não desista. E não se arrependa. Ainda mais por algo que te faz feliz e que você almeja mais que do que tudo. Eu continuo arriscando, vamos ver o que mais vem por aí.

Um agradecimento e beijo especial para a Layane e o pessoal aqui do blog por me convidar para essa coluna super interessante! Espero que continuem, adoro ler um pouco sobre a trajetória dos autores.

Bjuuxx

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

Curtiram conhecer um pouco mais a Lucy? Pois eu também amei e adorei encontrá-la pessoalmente aqui na Bienal, já leram a resenha de O Refúgio do Marquês? Se ainda não, passem lá para conferir e eu logo logo lerei os outros livros dela, porque fiquei super curiosa e já garanti mais dois livros dela aqui mesmo, kkkk  para conhecer as estórias criadas ;)

 

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05 agosto, 2015


[Resenha] O Refúgio do Marquês - Lucy Vargas

Ficha Técnica

Título: O Refúgio do Marquês
Autor: Lucy Vargas
ISBN: 978-85-68056-13-4
Páginas: 310
Ano: 2015
Editora: Charme
16Henrik e Caroline não poderiam ser mais diferentes. Ele, o Marquês de Bridington, é um homem selvagem e inapropriado, que vive há anos no campo, fugindo dos fantasmas do seu passado obscuro e repleto de segredos. Ela, Caroline Mooren, a Baronesa de Clarington, é uma jovem destemida, com um passado doloroso, que recebe a missão de reformar a mansão e talvez o marquês, ao menos é o que a marquesa viúva espera. Ele é um caso perdido. Ela é uma mulher com um futuro incerto. Mas juntos, eles se completam e acendem a chama da paixão, que ambos acreditavam estar completamente extinguida, trazendo à tona segredos e temores que ambos escondem. Se reerguer sob o peso do passado será uma batalha que ultrapassará os limites do refúgio que o marquês pensa ter construído, mas será que o amor é capaz de ultrapassar tantas barreiras e vencer, ou eles perderão tudo outra vez?

Resenha


Então lindos, já faz tempo que tenho vontade de ler os livros da Lucy Vargas. Minha amiga Elimar, do Alquimia de Romances sempre fala dela e me deixava super curiosa e quando soube que ela publicaria um romance de época pela Editora Charme fiquei super empolgada. Tanto que, assim que liberaram, eu pedi o meu. E digo: QUE LEITURA MARAVILHOSA!!!!

Henrik Preston, o Marquês de Bridington, vive refugiado em sua propriedade do interior, Bright Hall, há cinco anos com sua esposa e filha. Sua mãe, a marquesa viúva, não aguenta mais ver o estado em que a propriedade está desde que seu filho se mudou para lá. Afinal, o lorde não se preocupa com o estado da casa, seu funcionamento e com a marquesa adoentada, sem exercer suas funções de dona da casa, tudo está jogado à própria sorte.

Decidida a reverter a situação, Hilde, a marquesa viúva, decide trazer Caroline Mooren, a Baronesa de Clarington, para se hospedar na casa do filho e, sob o disfarce de convidada da família, iniciar e gerir uma grande reforma na propriedade, e quem sabe até no marquês.

Embora tenha apenas 26 anos, Caroline já é viúva, mas não pensem que ela lamenta por isso não. Ela não gostava do inútil do marido, para ela, foi uma liberdade bem vinda, mas infelizmente, ele não deixou nem o título para ela, uma vez que não tinham herdeiros, ele passou para um primo. Como se não bastasse isso, ela também ficou pobre. O convite da marquesa viúva chegou no momento ideal para tirá-la dessa situação, um trabalho e um teto seguro para viver.

Logo que Caroline chega à Bright Hall as coisas começam a mudar. Após contratar os funcionários de que a propriedade necessitaria para funcionar perfeitamente e ser reformada, percebemos que a mudança não é apenas física, na estrutura, mas também no ambiente da casa. Com a chegada dela também, passamos a conhecer mais o enigma que é o marquês, que não queria de modo algum uma convidada vivendo em sua casa.
- Eu não tenho o que lhe dizer. Meu passado é uma caixa amaldiçoada que eu não consigo trancar, mas tampouco quero abrir.
P. 160
Ao mesmo tempo que passamos a conhecer as excentricidades do marquês, seu jeito rebelde de se vestir, de se portar perante outras pessoas, também conhecemos o marido, com um grande fardo nas costas, o segredo de seu passado, assim como o pai amoroso que é com a pequena Lydia.
Ele sorriu e empurrou a cadeira para atrás, passou o braço em volta da filha e beijou sua testa. Ela apoiou as mãos nas coxas dele e subiu para o seu colo. Henrik ajeitou-a, enquanto aproveitava o fato de ela ainda ser o seu bebê, não sabia o que faria quando ela chegasse à idade daquelas mocinhas sentadas à mesa, quando tudo giraria em torno de bailes e achar um marido.
P. 140
Outro fato que percebemos ao conhecer mais os personagens é que, apenas alguém com a determinação de Caroline conseguiria enfrentar a resistência do marquês. Afinal ele está resignado de que não merece ser feliz, mas deve cuidar da esposa e da filha, que deve viver para ver sua filha crescer e se tornar uma mulher.

Amei a maneira como a Lucy construiu a história, a evolução natural do relacionamento, afinal os dois tinham seus segredos do passado que influenciavam muito seu presente.
- Acredite em mim, Caroline. Não é sempre assim. Vai haver alguém em sua vida, não importa se será o homem com quem se casará ou apenas por quem estiver interessada no momento. É você quem decide isso e ninguém mais pode obrigá-la. Mas você vai descobrir que não é desagradável nem degradante estar com quem deseja.
P. 179
Mas não foram apenas os protagonistas que me conquistaram nesse livro, a Lucy soube construir os personagens secundários de maneira singular e espero sinceramente que ela escreva sobre eles. A marquesa viúva, a Lydia, Bertha (amiga de Lydia), o mordomo e a governanta sem dúvida merecem ter suas estórias contadas.
Ela já o libertara dos grilhões de um segredo que a carregaria para o túmulo, já o fizera redescobrir que seu coração não era uma caixa vazia, fizera-o reviver sentimentos que ele deixara dormentes e lhe mostrara que ainda podia desejar, pois seu corpo não estava morto como sua mente preferia fazê-lo acreditar por tanto tempo.
P. 241
Ah, detalhe lindo, o que é o último capítulo, dez anos no futuro?? Mais um motivo para termos mais livros, hein Lucy??

Alguém dúvida da recomendação? AMEI!!!!!!!!

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