11 maio, 2020


[Opinando] Retomadas de séries literárias



Recentemente duas séries que aparentemente tinham sido encerradas anos atrás - mesmo com todas as súpicas dos fãs por uma continuação - voltaram à vida. Primeiro foi a série Jogos Vorazes, da Suzanne Collins, que divulgou a publicação do quarto livro - A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes -, que inclusive já será lançado no Brasil em 19 de junho pela Rocco, mesma editora que publicou os outros títulos da série.

Mais recentemente ainda, a autora Stephanie Meyer divulgou que publicará o quinto livro da série Crepúsculo, Midnight Sun, algo que foi esperado e pedido por fãs no auge da série - até sabíamos que este era o título do livro em questão -, inclusive eu ansiava por isso na ocasião, pois queria muito um livro que retratasse o ponto de vista de Edward Cullen - no livro eu super fui #TeamEdward, mas nos filmes não tinha a menor condição, lá sou #TeamJacob mesmo.

Ainda não se sabe nada sobre o livro no Brasil, se a Intrínseca mesmo publicará, qual será o título, menos ainda data, mas lá fora ele já será publicado em agosto.

Então agora, onze anos depois de ter concluído a leitura da série Crepúsculo e seis anos da finalização da leitura de Jogos Vorazes, eis que surgem estes novos livros e como me sinto? Não sei, talvez enganada, por ter esperado tanto por eles no auge, quando estava envolvida com as histórias. Mas agora, que tanto tempo passou? Que eu mudei como pessoa e como leitora. Sinceramente não sei o que esperar destes livros.


Vocês leitores de séries, como se sentem em relação à isso? Não sei se o meu sentimento se deve ao fato de terem sido séries que eu li, mas que não são minha paixão, porque se fosse uma sequência de Harry Potter de maneira alguma eu estaria questionando a demora da publicação - inclusive J.K., querida, pode escrever histórias complementares, porque o que não falta é assunto para ser abordado no meio de tudo aquilo.

Mas sim, me contem, como se sentem com essas retomadas de séries finalizadas?
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22 novembro, 2014


[Cinema] Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1


Após tanta espera “A Esperança – Parte 1” chegou aos cinemas brasileiros na quarta-feira (19/11). O lançamento – como Em Chamas – foi antecipado para nós fãs brasileiros, além do feito de maior estreia em nosso país, com mais de 1300 salas exibindo o penúltimo filme da garota em chamas.

O longa já começa com uma Katniss (Jennifer Lawrence) diferente do que conhecemos nos dois primeiros filmes. Visivelmente abalada, transtornada e traumatizada pelos horrores das duas arenas. Katniss, o símbolo da revolução, quem irá emprestar a sua voz para a rebelião, está completamente destroçada. E sempre acompanhada pela pérola que Peeta a presenteou, como um lembrete de que não deve medir esforços para resgatar o rapaz. A atuação de J-Law sempre impecável e arrebatadora, mas a grande surpresa foi Josh Hutcherson que interpreta o nosso querido Peeta.

Josh em Jogos Vorazes teve uma aparição um tanto apagada e não conseguiu ser o Peeta dos livros. Não foi culpa do ator, já que a adaptação cinematográfica do primeiro filme sufocou a personagem Peeta, dando um destaque absurdo a personagem Katniss, Já na adaptação seguinte – Em Chamas – o ator teve mais espaço e conseguiu demonstrar que poderia ser sim o nosso Peeta. Mas foi em A Esperança – Parte 1 que Hutcherson mostrou que a sua escolha para dar vida a Peeta não foi em vão. Nas poucas cenas em que aparece, Josh dá um show de atuação. Parece que estamos lendo o livro de Suzanne Collins.

A ação foi substituída por um discurso político e revolucionário. Mostrando, assim como o livro, como esse discurso precisa ser instruído pelos mecanismos da propaganda, um fator tão importante quanto os combates. Era necessário transformar Katniss também no símbolo da propaganda da rebelião. Assim como Snow transformou/manipulou Peeta para ser o símbolo da propaganda do ditador.
Houve alguns acréscimos no filme, como o que aconteceu a personagem Effie (Elizabeth Banks). Liam Hemsworth (Gale) ganhou mais destaque – apesar de ter sentido falta das discussões entre Gale e Katniss que são tão presentes nos livros. Sam Clafin mostrou um Finnick também abalado, mas não tão presente na adaptação. Philip Seymour Hoffman aparece de forma primorosa apoiando Julianne Moore (Alma Coin, presidente do Distrito 13). Além de Donald Sutherland com a sua atuação sempre impactante.

Só saberemos de fato se o filme foi ótimo e tão marcante quanto Em Chamas, com a sua parte 2. Por enquanto, podemos afirmar que adaptação cinematográfica de A Esperança – Parte 1 vale muito a pena e deve ser assistida. 
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24 novembro, 2013


[Cinema] Jogos Vorazes: Em Chamas


Um dos filmes mais aguardados e esperados em 2013, chegou aos cinemas brasileiros em 15 de novembro. Uma semana antes do lançamento mundial. O que rendeu muito xingamentos, principalmente das norte-americanas mais “educadas”, no twitter, instagram e em outras redes sociais. Que feio! A gente sempre recebe os filmes até meses depois e não vai para lugar nenhum xingar o coleguinha. Este post do blog feito por mim, Auri, e por Tácio.

Comparecemos a estreia, um tanto barulhenta (além do normal) e saímos bem felizes, contentes e aliviados (por que não?!) com o resultado de Em Chamas. Entendam: eu (Auri) gostei de Jogos Vorazes, mas achei que o diretor não conseguiu passar a essência do livro para o filme. O filme ficou bobo, em muitos momentos. Não tiro a razão, de quem não leu, ao falar que era um filme de “um monte de criança se matando”. Pareceu isso! E para quem leu não, porque nós já tínhamos conhecimento da trilogia. E fora os cortes – ou a falta de corte – como a perna de Peeta.


Ainda bem que no filme seguinte foi tudo diferente! Francis Lawrence eu quero te dar um abraço bem apertado por razões de você fez uma das melhores adaptações que já assisti! E gente, Em Chamas é o meu (Auri)  livro preferido da Trilogia. Assisti a esse filme três vezes e com certeza irei assistir mais vezes.

Um detalhe que não passou despercebido por nós: a câmera não estava incomodando, não estava em turbulência constante. A mudança de diretor talvez seja a maior conquista de Em Chamas. Diferente de Gary Ross, Francis Lawrence sabe criar uma atmosfera melhor, dirigindo um filme que flui, uma câmera que não incomoda e com maestria consegue trazer o melhor dos atores, e do próprio roteiro, à tona.

As atuações estão melhores. E dá para perceber que nenhum personagem foi subjugado por outro. Não sei se vocês perceberam no primeiro filme, mas Peeta foi tão apagado da história que deu a entender que ele nem era tão importante. Isso me chateou muito! Porque Peeta é importante. Quem acaba sofrendo tudo para proteger alguém, é o coitado do Peeta. E em Jogos Vorazes ele foi tão negligenciado que me deu vontade de jogar tudo para o alto e sair da sala do cinema.

Jennifer Lawrence pode ter ganho o Oscar de melhor atriz este ano, porém a Katniss de Em Chamas está mais ‘Katniss’ do que nunca, fazendo com que a atuação de Lawrence definitivamente alcance um patamar muito além daquele demonstrado em “O Lado Bom da Vida”. A cada vez que Jennifer dava um grito, meus olhos brilhavam (Tácio). Não é atoa que ela levou um Oscar por fazer um barraco dentro de uma lanchonete.


Josh Hutcherson finalmente encontrou o tom do seu personagem, dando a Peeta uma força até então não vista pelos telespectadores. Pode-se dizer que os roteiristas finalmente perceberam a necessidade de Peeta na história e sua importância para a sobrevivência dele e de Katniss nos jogos. Josh entendeu o recado dado pelos chefões e soube entrar no personagem muito bem.

A melhor coisa de “Jogos Vorazes: Em Chamas” possui nome e sobrenome: Elizabeth Banks. Effie pode aparecer em pouquíssimos minutos na telona, porém Banks consegue entreter com sua atuação, tanto com seu lado cômico como no seu lado mais drámatico. A cena da colheita definitivamente é uma das melhores, consegui sentir a dor nos olhos desta mulher.


Boa atuação dos novos tributos, em especial para Jena Malone e Sam Claflin. E como não ficar apaixonada por Jena Malone? Representou meu Distrito 7 com muita força e raiva! Foi uma Johanna que superou todas as minhas expectativas. Estou ansiosa para Mockingjay (A Esperança) parte um e a parte dois. Boatos já correm pela internet, que essas duas partes serão exibidas antes no Brasil. Inclusive deram a data para Mockingjay parte um: 14 de novembro. Repetindo: são boatos! Não podemos confirmar se de fato isso vai se concretizar. Mas eu espero que sim HAHAHA Sam, que foi muito criticado quando escalado para fazer Finnick, mostrou em sua atuação que não há outro Finnick que não seja ele. A excelente, e importante, adição de Philip Seymour Hoffman no papel de Plutarch Heavensbee. Willow Shields, que antes tarde do que nunca, mostrou que sabe atuar bem. Sabemos que Prim é muito importante para os próximos filmes, então acredito que ela já esteja preparada para o que está por vir. Donald Sutherland (Presidente Snow) e Stanley Tucci (Caesar Flickerman) tão bons como nunca.


Ainda estou confuso, e extremamente descontente, com a tentativa dos roteiristas em transformar Katniss, Peeta e Gale em um triângulo amoroso. Ok, todo mundo que leu os livros sabe que rola um sentimento de Gale e Peeta por Katniss, porém transformar Katniss em uma carente, extremamente necessitada de beijos é demais. Fico muito triste em saber que querem transformar uma história tão forte e repleta de carga política em mais um romance teen onde os fãs vão ficar torcendo com que a mocinha tem que terminar no final. Katniss é uma lutadora, ela não se importa com ninguém além dela e de sua família. Os roteiristas, e os fãs também, já deveriam saber disso.

Os efeitos especiais de “Jogos Vorazes: Em Chamas” não são os melhores do cinema contemporâneo, porém comparados aos do primeiro filme, eles são a melhor coisa do mundo. Finalmente consegui enxergar uma Capital decente, repleta de luxo, de cores, de tecnologia e de poder. Os cenários estão grandiosos, pomposos, elaborados… A arena então, está impecável. Durante o filme não tive como não me lembrar de cenas/efeitos de “Harry Potter” e de “Star Wars”. Que continuem investindo nesta área nos próximos filmes, pois com certeza são de extrema importância para transformar a atmosfera criada por Suzanne Collins em algo real.



Pontos muito importantes:

 A finalização de Em Chamas que consegue fazer um link muito bom para o próximo filme. Estamos ansiosos pela continuação.
 A fidelidade das falas retiradas do livro. Foi tudo tão bem colocado e tão bem executado que precisamos bater palmas para os roteiristas e atores.
 A emoção no filme, muito bem esquematizada e utilizada nos momentos certos. Em “Jogos Vorazes” basicamente só teve a cena de Rue com um tom mais emotivo, porém em “Em Chamas” a emoção corre do começo ao fim. Como não ficar emocionado (a) com a cena de Katniss e Peeta no Distrito 11? Foi de partir o coração, além da revolta que sentimos ao lembrar de toda a barbaridade feita pelo Presidente Snow. Mags então, sofremos.


Fotos retiradas da página no Facebook Jogos Vorazes - O Filme . 

Quem já assistiu, pode nos contar a sua opinião nos comentários e quem ainda não assitiu pode nos falar o que espera desse filme!

em-chamas-poster
Lançamento: 15 de novembro de 2013
Título Original: The Hunger Games: Catching Fire
Dirigido por Francis Lawrence
Com: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Elizabeth Banks, Liam Hemsworth
Gênero: Ação, Aventura
Distribuidor: Paris Filmes

Auri e Tácio
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04 abril, 2013


[Resenha] Em Chamas - Suzanne Collins


Ficha Técnica

Título: Em Chamas
Título Original: Catching Fire
Autor: Suzanne Collins
ISBN: 978-85-7980-064-1
Páginas: 413
Ano: 2011
Tradutor: Alexandre D’Elia
Editora: Rocco

em-chamasDepois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem. Aqui e ali, distúrbios e agitações dão sinais de que uma revolta é iminente. Katniss e Peeta, representantes do paupérrimo Distrito 12, não apenas venceram os Jogos, mas ridicularizaram o governo e conseguiram fazer todos - incluindo o próprio Peeta - acreditarem que são um casal apaixonado. A confusão na cabeça de Katniss não é menor do que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescentes vitoriosos - transformados em verdadeiros ídolos nacionais - podem ter na população. Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle, mesmo que isso signifique forçá-los a lutar novamente


Resenha

E somos capturados mais uma vez pela história da garota em chamas. Após a brutalidade da arena, Katniss e Peeta voltam para o Distrito 12 como os vitoriosos da 74ª edição dos Jogos Vorazes. Um fato inédito, já que deveria ter apenas um vitorioso. O último ato de Katniss na arena custa a sua liberdade – que antes já era limitada – e a sua paz. O presidente Snow enxerga na garota, até então inofensiva, o estopim para uma rebelião dos Distritos contra a Capital.
– Estou com um problema senhorita Everdeen – diz o presidente Snow – Um problema que começou no momento em que você pegou aquelas amoras envenenadas na arena.
Pág. 27

– Eu sei. Vou me empenhar. Vou convencer todo mundo nos Distritos de que não estava desafiando a Capital, de que estava loucamente apaixonada.
Pág. 36

Katniss vive, após a arena, em um verdadeiro campo minado. Ela não pode se livrar das câmeras, dos deveres de uma vitoriosa, portanto, deve permanecer dentro do personagem criado para conquistar os admiradores da Capital. Peeta a ajuda nisso, já que sempre foi mais carismático que a jovem. Em meio a toda essa exposição e falta de liberdade, Katniss ainda tem que lidar com a declaração de amor de Gale e o sempre existente e paciente – devemos ressaltar – amor de Peeta. Ser a romântica não é e nunca foi a característica forte da protagonista, que em minha opinião só amou verdadeiramente uma pessoa.

jogos-vorazes3Então o “casal” desafortunado, deve viajar pelos Distritos em uma Turnê da Vitória. A Capital ultrapassa os limites da desumanidade, quando você imagina que nada pode piorar, eles te provam o contrário. Obriga os vitoriosos dos Jogos, a visitar cada Distrito, de cada tributo que eles foram forçados a derrotar. Além de discursar em seu próprio Distrito. E o leitor pensa, quase até satisfeito, que se Peeta e Katniss já foram para a arena, não poderia voltar. Pois é não poderiam, mas voltam! O “querido” presidente Snow deu um jeito de colocá-los novamente em uma arena.

O que ocorre é que a cada 25 anos acontece uma edição especial dos Jogos, o chamado Massacre Quartenário (no caso o terceiro). Onde o presidente retira um papel da urna, que determina como será a edição de “luxo”. Na teoria, esses papéis “temáticos” teriam sido escritos após a destruição do Distrito 13. Mas foi muito conveniente o papel sorteado ter como ordem que um vitorioso e uma vitoriosa do seu respectivo Distrito, voltassem à arena, justamente quando Katniss é considerada uma rebelde.
Então entendo o que significa. Pelo menos para mim o Distrito 12 tem apenas três vitoriosos vivos para serem escolhidos. Dois do sexo masculino. Uma do sexo feminino... Vou voltar para a arena.
Pág. 187
Diferente da 74ª Edição, onde Katniss só teve dois aliados, ela acaba por se juntar a um grupo significativo de tributos vitoriosos, até que a hora do “cada um por si” chegue. A protagonista tenta de todas as formas manter Peeta vivo e seguro, já que na primeira arena foi a mais beneficiada.
Você estava morto! Seu coração parou! – disparo, antes de avaliar se isso era realmente uma boa ideia. Ponho a mão na boca porque estou começando a emitir aqueles horrorosos ruídos de quem está engasgado. O que ocorre sempre que estou soluçando.
Pág. 298
Em Chamas, é o meu preferido da trilogia. O aparecimento de personagens como Finnick, deram um tom ainda mais especial a história. Collins é brilhante em suas alegorias para fazer com que seus leitores reflitam sobre o sistema vigente. Ela criou um universo baseado nas cenas de reality show e cenas dos horrores da guerra no Iraque, que eram transmitidos ao vivo e ao mesmo tempo. Além de se utilizar do mito de Teseu e gladiadores romanos. Não foi uma história feita ao acaso, sem propósito. Toda boa distopia busca um propósito.

Mais uma vez não contei detalhes cruciais. Deixarei que vocês que ainda não leram, tenham os momentos de surpresa, espanto, agonia e felicidade, lendo o segundo livro da Trilogia Jogos Vorazes. Livro mais do que recomendado!




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Auri Vilas-Bôas
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25 março, 2013


[Resenha] Jogos Vorazes - Suzanne Collins


Ficha Técnica


Título: Jogos Vorazes
Título Original: The Hunger Games
Autor: Suzanne Collins
ISBN: 978-85-7980-024-5
Páginas: 397
Ano: 2010
Tradutor: Alexandre D’Elia
Editora: Rocco
jogos-vorazesApós o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte! Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?

Resenha


E vocês me questionam: Agora Auristela? Depois do lançamento dos três livros, do lançamento do primeiro filme (que inclusive no dia 23 de março fará um ano), você fez a resenha? Pois é meus caros leitores, depois desses fatores, eu decidi fazer a resenha. Recebi um incentivo de Lay e Tácio. E também o mais importante: tentar através da minha resenha fazer com quem ainda não leu, se interesse em ler! Sim, eu sou fã dessa trilogia e digo sem medo que é uma das melhores distopias atuais. Uma trilogia que bebeu da fonte de 1984 e tem a maravilhosa Suzanne Collins como autora, não tem como ser ruim! Depois dessa breve explicação, vamos à resenha.

Após uma nova ordem social, surge Panem. A antiga América do Norte se transforma nessa nova nação que é comandada, de forma rígida, pela Capital. A Capital utiliza-se do medo, da vida de jovens, da fome, para manter os seus comandados sob seu poder. Resistência e revolução são palavras que não podem nem passar pela cabeça de um residente de qualquer um dos doze Distritos em que Panem foi dividida. Para isso, foi criado os Jogos Vorazes. Um reality show onde jovens entre 12 e 18 anos, devem lutar e matar para assim conseguirem voltar para a sua casa.

O título Jogos Vorazes é justamente a referência ao reality show mais sangrento e desumano que se pode imaginar. Vinte e quatro crianças e adolescentes tendo que matar e lutar umas com as outras, para conseguir – não só voltar para a casa – mas uma condição melhor do que se vivia antes dos Jogos. Panem é uma nação destruída, pobre e sem esperança.
Tudo seria perfeito se hoje fosse realmente um feriado, se esse dia de folga significasse poder vagar pelas montanhas com Gale em busca de caça para a ceia. Em vez disso, nós teremos de estar em pé na praça às duas da tarde esperando os nomes serem anunciados.
Pág. 15
Conhecemos e passamos a entender toda a repressão vivida pelos Distritos, em especial o Distrito 12, através de Katniss Everdeen. O livro é em primeira pessoa, então é como estivéssemos na mente de Katniss, enxergando o cenário da mesma forma que ela percebe. Aos 16 anos é a provedora de sua casa, cuidando não somente da irmã mais nova chamada Prim como também de sua mãe, que após uma perda significativa, acabou as deixando (não fisicamente, mas psicologicamente). O único lugar onde a protagonista sente-se verdadeiramente feliz é a Floresta da Costura, com seu melhor amigo Gale.

Dois jovens de cada Distrito são sorteados para protagonizarem um verdadeiro banho de sangue, filmado para toda Panem assistir e inclusive aplaudido de pé pelos cidadãos excêntricos da Capital. E nesse sorteio macabro, Prim é sorteada. A irmã de 12 anos de Katniss, que a princípio não teria a menor chance de ser escolhida, teve seu nome anunciado. Porém Katniss toma o seu lugar, prevendo que sua irmã seria massacrada nos Jogos.
Effie Trinket cruza novamente o palco, alisa o papelzinho e lê o nome com uma voz alta e clara. E não sou eu. É Primrose Everdeen.
Pág. 27
Katniss e mais um apaixonante Peeta, são os escolhidos para a carnificina televisionada pela Capital. E através de Haymitch, o mentor, são instruídos que devem vender a imagem de um casal apaixonado, que tiveram a infeliz coincidência de estarem juntos nos Jogos. Percebam o quanto Collins, de forma brilhante, abusa da questão da imagem. Katniss e Peeta nada mais são que produtos a serem comercializados pela Capital. E para você vender um produto, deve deixá-lo desejável, fazer uma boa propaganda daquilo. Humanos tratados com simples mercadorias, onde não podem ser chamados de cidadãos devido as condições em que sobrevivem. Suas vidas tratadas como um nada.

Então são jogados em uma arena e “que a sorte esteja sempre a seu favor”. Os Carreiristas com uma aura maligna querendo destruir Katniss, não só pelo fato de que ela é uma oponente, mas também porque ela e Peeta se destacaram, conseguiram vender uma boa imagem para a Capital. O lema de cada tributo deveria ser “agrade, pois isso pode salvar a sua vida”. E eu não to exagerando. A partir disso, os capítulos na arena são os mais eletrizantes, angustiantes e densos. O leitor é apresentado a uma realidade duríssima, ao drama tanto físico quanto psicológico de Katniss. Imagina só, você com 16 anos e sofrer tudo o que essa adolescente passou. É melhor nem sonhar.
Pelas circunstâncias em que me encontro, aposto que não importa que tipo de ninho de vespa é esse. Estou ferida e presa em uma armadilha. A escuridão me concedeu uma breve trégua, mas, quando o sol nascer, os Carreiristas já terão formulado algum plano para me matar.
Pág. 202
Como não ter raiva do Presidente Snow depois de tanta selvageria? Impossível! O homem é simplesmente uma máquina de matança e já que os jovens não são seus parentes, para que mantê-los vivos não é mesmo? Só que apareceu uma tal de Katniss, que mesmo sem intenção e com pavor de retaliação, vai trazer esperança para os sobreviventes de Panem. Tentei dar uma breve noção a vocês do que é o universo Jogos Vorazes. Sem soltar spoilers.

A obra de Collins, como a maioria das distopias, é uma alusão ao comportamento da sociedade atual. É um intenso questionamento dos valores, tanto sociais quanto políticos e comportamento de cada indivíduo dentro dela. Jogos Vorazes não é “um monte de gente se matando” como eu já tive que escutar muita gente – que nem leu a sinopse – falando, é muito mais que isso. É uma crítica dura a esse sistema que só suga e destrói tantas pessoas. Que te trata como marionete e você aceita (e isso acontece sem que nós percebamos). Suzanne Collins criou uma história para ler, reler e re-reler! E principalmente para se refletir.




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Auri Vilas-Bôas

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