05 junho, 2022


[Resenha] A Pequena Ilha da Escócia - Jenny Colgan

Ficha Técnica 

Título: A Pequena Ilha da Escócia
Título Original: The Summer Seaside Kitchen
Autor: Jenny Colgan
ISBN: 978-65-5565-280-2
Páginas: 336
Ano: 2022
Tradutor: Dandara Morena
Editora: Arqueiro
Flora MacKenzie tem certeza de que ter fugido de Mure, a pacata ilha escocesa onde cresceu, para a cidade grande foi uma escolha certeira.
Afinal, em Mure todo mundo a conhece desde que ela se entende por gente, e ninguém a deixaria esquecer o passado. Em Londres, ela pode ser anônima, ambiciosa e se entregar à paixão sem futuro pelo seu chefe bonitão, o advogado Joel.
Mas quando um novo cliente do escritório exige a presença de Flora em Mure, ela é obrigada a conviver de novo com seus irmãos (todos fortes, rústicos e aparentemente incapazes de executar tarefas domésticas básicas) e seu pai.
Nessa volta forçada às raízes, Flora descobre um amor pela culinária que dá um novo sentido à sua vida. Logo fica claro que, para escrever sua história do jeito que quer, ela terá que aprender a perdoar os erros que já cometeu.

Resenha


Jenny Colgan está de volta e agora seu romance nos apresenta Flora MacKenzie, uma jovem de vinte e seis anos que nasceu e cresceu na remota ilha de Mure, na Escócia (uma ilha fictícia). Flora tem três irmãos mais velhos, Innes, Fintan e Hamish, mas ela parecia ser a única que não queria passar o restante da vida ali, onde não via um futuro para si a não ser casar e ter uma vida como a da mãe: casada e vivendo presa a uma cozinha.

A última vez que Flora esteve em Mure foi três anos atrás, quando a família descobriu que a mãe estava doente e, no dia seguinte ela faleceu. Após o funeral, uma grande discussão entre ela, os irmãos e o pai fez com que ela fugisse de lá sem olhar para trás e, desde então, o contato é o mínimo possível entre eles. Vivendo em Londres, ela pode ser apenas mais uma na multidão e não há pressão para que ela seja algo que ela tem certeza que não é. O problema é que a vida não muito glamourosa em Londres trabalhando como assistente jurídica terá um breve intervalo quando um novo cliente exige o apoio dela para uma missão que a obrigará a voltar para casa.
Se você pudesse parar e perguntar como ela se sente nesse momento, é provável que a resposta fosse: "Cansada", pois é assim que as pessoas se sentem em Londres. Elas estão cansadas ou exaustas ou completamente frenéticas o tempo todo, porque… Bem, ninguém sabe por quê. Isso parece ser a regra, junto com andar rápido, fazer filas do lado de fora de restaurantes e nunca, nunca ir ao Madame Tussauds.
P. 15
Mesmo estando afastada de Mure, é claro que Flora sabe quem é Colton Rogers, o homem que comprou uma propriedade na região, mas que ninguém nunca viu ou sabe o que ele pretende fazer por lá. Ou seja, sua missão com certeza não será fácil se envolver convencer os habitantes da ilha a aceitarem o que quer que ele queira, afinal, ela também não é muito bem-vista pelos ilhéus desde sua fuga. Por outro lado, seria bom se afastar de Londres por um tempo, poderia ficar longe do seu chefe, o advogado Joel Binder, por quem tem uma paixonite não correspondida e sem cabimento, pois todos sabem que o homem é arrogante, mal-educado e não considera ninguém, sem falar que nunca dirigiu uma palavra a ela a não ser quando é estritamente necessário e, até Colton exigir que ela fosse a encarregada da missão (apenas por ela ser de Mure) ele sequer sabia que ela estava na empresa.

Enquanto está em Mure tentando entender qual será seu trabalho, Flora volta a viver com o pai e os irmãos e veremos quanta mágoa ficou guardada nos últimos três anos, mas também veremos que o tempo faz com que as pessoas amadureçam e vejam as coisas de maneira diferente.
Flora o encarou. Ele era tão firme. Joel era alto, mas tinha uma silhueta graciosa, esbelta. Ela resmungou consigo mesma. Quando pararia de comparar todo homem do universo com aquele cara irritante? Quando superaria sua paixonite e começaria a viver no mundo real?
P. 143
Esperar não é uma das qualidades de Joel, muito menos perder um novo cliente em potencial. Um bilionário? Sem chance! É por isso que ele vai para Mure saber o motivo da demora da resolução, mas essa viagem mudará completamente a vida dele, que, embora tenhamos pouquíssimos e curtos capítulos sob sua perspectiva, faz com que a gente entenda porque ele é um advogado taciturno de trinta e cinco anos vivendo sozinho em Londres.

A Ilha de Mure provoca uma transformação em todos, não apenas nos personagens que moram na ilha, como nos visitantes, mas também em nós, leitores (se nos permitirmos). Flora tinha uma ideia de que não queria ser como a mãe, de que ela vivia presa na ilha, mas ao retornar, mais velha, ela vê a vida da genitora por uma nova perspectiva e isso faz com que ela compreenda suas escolhas. Retornar também faz com que ela se reconecte com o pai e os irmãos, principalmente Fintan, que percebi que é o irmão mais próximo dela e pareceu ser o que mais sofreu (com a ausência da mãe e da irmã) e também com a sobrinha, a pequena Agot.
Só que ela não se encaixava na vida  dele. Não tinha jeito. Ela não sabia ainda, mas seu lugar era na ilha. Comunicando-se alegremente com aquela baleia, cozinhando algo maravilhoso ou implicando com os irmãos. Seu rosto, tão pálido e atormentado em Londres, ficava totalmente diferente lá. E, mesmo que Flora achasse que seria feliz na cidade, Joel conseguia ver que, no fundo, isso não aconteceria.
P. 272
Mais uma vez Jenny nos encantou com um romance, e recheado de comidas aparentemente deliciosas (que ela deixou algumas receitas no final do livro para quem quiser se aventurar). A coleção Romances de Hoje segue me fascinando.


P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
2
Compartilhe

04 agosto, 2021


[Resenha] Um Novo Capítulo para o Amor - Jenny Colgan

Ficha Técnica 

Título: Um Novo Capítulo para o Amor
Título Original: The bookshop on the shore
Autor: Jenny Colgan
ISBN: 978-65-5565-138-6
Páginas: 400
Ano: 2021
Tradutor: Thalita Uba
Editora: Arqueiro
Zoe é uma mãe solteira que corta um verdadeiro dobrado para sustentar a si mesma e a seu filhinho de quatro anos, Hari. Quando o valor do aluguel de seu apartamento em Londres se torna exorbitante, Zoe fica sem saber o que fazer.
Então, a tia do menino sugere que ela se mude para a Escócia para ajudar a gerenciar uma pequena livraria. Sair de uma cidade em que se sente tão solitária para morar num vilarejo acolhedor nas Terras Altas pode ser a mudança de que Zoe e Hari tanto precisam.
No entanto, ao descobrir que seu novo chefe, o temperamental livreiro Ramsay Urquart, é um poço de hostilidade, e que os filhos dele são mais do que malcriados, Zoe se pergunta se tomou a decisão certa.
Só que o pequeno Hari encontrou seu primeiro amigo de verdade. Além disso, ninguém resiste à beleza do lago Ness brilhando ao sol de verão. Sem falar que é em lugares assim que os sonhos começam.

Resenha


Quem aí lembra da Pequena Livraria dos Sonhos? Pois bem, Nina e Surinder estão de volta, mas esta não é a história delas, e sim de Zoe O'Connell, uma jovem mãe de vinte e oito anos que vive em uma quitinete absurdamente pequena e xexelenta em Londres com seu filho, o pequeno Hari, de quatro anos. 

Zoe se apaixonou por Jaz Mehta rapidamente, mas, ainda que o relacionamento tenha gerado Hari, Jaz nunca os apresentou à sua família, o que leva Zoe a acreditar que parte disso é porque ela não é indiana como a família dele. Para mim, o único motivo é a irresponsabilidade do rapaz, que sempre foi mimado pela família. Jaz não ajuda Zoe com absolutamente nada: ela se vira para conseguir pagar o aluguel, cuidar do filho, trabalhar em uma creche e levar o pequeno em incansáveis consultas médicas uma vez que, aos quatro anos, o garoto ainda não pronuncie nem uma palavra sequer. Entretanto, ao voltar frustrada de mais uma consulta, Zoe descobre que o aluguel será reajustado e não há a menor condição de conseguir arcar com a despesa e este é o momento em que ela precisa colocar Jaz contra a parede; Jaz, que viveu na mesma casa que eles por poucas semanas, deixou o emprego porque não conseguia se manter em uma rotina de trabalho em um escritório e queria ser um DJ famoso e, por isso, vivia viajando e gastando o dinheiro que não tinha enquanto ela precisava comprar roupas em brechós e economizar cada centavo na compra de alimentos para o filho deles.

É assim, sem saber como ajudar o filho — e Zoe por consequência —, que Jaz conta para a irmã que tem um filho. Sabem quem é a irmã dele? Surinder. Que, aliás, está sendo pressionada por Nina a ir para a Escócia para assumir o lugar dela na van enquanto ela estiver se recuperando do parto, o que deve acontecer nos próximos meses.

Surinder será a ponte desta história. Desta maneira, Zoe se vê pegando as poucas coisas que tem e mudando-se para a longínqua e pequena Kirrinfiel, para trabalhar como au pair de uma família que aparentemente desperta a curiosidade da comunidade, e para trabalhar na van de Nina.
Era um conceito bem estranho — que você pudesse se tornar amiga de uma pessoa simplesmente ao analisar suas estantes de livros —, mas, mesmo assim, Zoe acreditava nisso piamente.
P. 93
Zoe é tão apaixonada por livros quanto Nina, então a ideia de ela assumir o volante enquanto Nina estivesse afastada era perfeita, fora o fato de que Nina tem ciúmes de seu precioso negócio e não quer nenhuma mudança. Além disso, elas mal terão tempo para treinarem juntas, e Zoe terá que se virar sozinha. Outro desafio será com os jovens de The Beeches, afinal, ela descobriu que é a “Babá Sete” e que as crianças (Shackleton, doze anos, Mary, nove, e Patrick, cinco) não esperam que ela demore na casa, assim como suas antecessoras. Os três vivem no casarão com a governanta, Sra. MacGlone, o jardineiro e o pai, Ramsay Urquart, um temperamental livreiro que quando está em casa fica trancado na biblioteca e não dá tanta atenção aos filhos.
— (…) A casa foi construída ao redor da biblioteca. Esta parte da construção é bem mais antiga. Do século XVII, acho. Tudo que é tipo de livro foi contrabandeado para cá durante a reforma; era longe demais para os homens do rei fiscalizarem. Acabou ficando conhecida como um refúgio seguro. É daí que vem o nome da propriedade, The Beeches.
(…)
— (…) A palavra “book”, “livro”, vem da palavra “beech”. Era da madeira das faias que os livros, originalmente, eram feitos. As pessoas sabiam que podiam esconder seus livros aqui.
P. 249
A clientela de Nina não é nada fácil de ser agradada e Zoe terá que se virar para vender alguns livros, mas sem dúvida, seu maior desafio está em casa, afinal lidar com três crianças hostis, expulsas da escola, com tempo de sobra para aprontar, uma governanta que mal a tolera dentro de casa e um patrão que não colabora, vou dizer, dureza, enquanto se adapta e espera que seu filho fique bem e que a mudança de ambiente finalmente faça com que ele comece a falar.

Mas se tem uma coisa que os anos difíceis que passou em Londres lhe ensinaram foi a ser perseverante. Quando sua mãe, sua única família, se mudou para Espanha, quando Jaz sumiu de casa, quando se viu enxugando as despesas para as contas serem pagas, quando se viu espremida em uma quitinete praticamente sem espaço para ela e Hari, ela aprendeu que chorar não resolveria seus problemas, ela precisava seguir em frente. Sem dúvida isso a preparou para enfrentar os difíceis clientes e a ajudou a procurar uma alternativa, assim como lidar com as crianças de famílias ricas que ficavam na creche em que trabalhava lhe proporcionaram a experiência necessária para lidar com a situação que encontrou na Escócia.
(Aliás, como autora desta obra e uma pessoa que sempre se automedicou com livros, não posso confirmar ou negar com legitimidade se essa maneira de lidar com a “vida real” é a melhor de todas. Na verdade, como leitora — todos os escritores são meros leitores, no fim das contas —, não sei ao certo se acredito nessa “vida real”. Sei que é uma traição imensa dizer isso, mas, poxa, os livros não são — vou falar baixinho — bem melhores que a vida real? Nos livros, os vilões são aniquilados ou derrotados ou mandados para a prisão. Na vida real, são seu chefe ou o presidente. Nos livros, você sabe o que aconteceu. Na vida real, às vezes você nunca fica sabendo. Nem se sabe ao certo se Amelia Earhart foi encontrada. Então os livros são o que há de melhor, na minha opinião, ou, como diz o velho ditado: qualquer coisa que te faça dormir bem à noite — livros também. Livros fazem você dormir bem à noite.)
P. 220
Ver Hari desabrochar, convivendo com outras crianças, ver Shackleton aprender que existe vida fora do videogame e do celular, Patrick descobrir em Hari o amigo perfeito para ele, que fala pelos cotovelos, e Mary, a mais difícil dos três, começar a demonstrar que pode existir mais do que uma criança birrenta naquele pequeno corpo.

Capítulo a capítulo, Jenny nos envolve em uma história apaixonante, de pessoas apaixonadas por livros, de pessoas com problemas reais, de superação, de recomeço. Há drama, suspense, muito trabalho, um pouco de romance e muito de vida, tudo dosado de maneira a nos deixar presos até o fim do livro.

Só digo para Jenny: por favor, escreva mais histórias, pleaseeeeeeeee.

Compre na Amazon

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
0
Compartilhe

09 julho, 2021


[Resultado] Sorteio Um Novo Capítulo para o Amor


Olá meus queridos, como estão?

Vi que vocês participaram bastante do Sorteio Um Novo Capítulo para o Amor e agradeço imensamente, vocês são demais!!Tenho certeza de que todo mundo aí curti um bom romance e as histórias da Jenny são certeza de que iremos nos encantar, não é mesmo?
Agora, vamos saber quem é o sortudo ou a sortuda que ganhou esse sorteio? Cruzem os dedos 🤞🏾🤞🏾🤞🏾


Parabéns Elizete Siva!! Você recebeu um e-mail e têm 72 horas para respondê-lo e garantir seu prêmio.

Obrigada à todos pela participação e uma dica para quem participa de sorteios, confere se estão seguindo TODAS as regras, hein?! 

Enquanto isso, fiquem seguros, fiquem em casa e, se chegou na sua faixa etária, se vacinem! Continuamos em quarentena! 😉
Comentários
1
Compartilhe

12 junho, 2021


[Sorteio] Um Novo Capítulo para o Amor


Olá meus queridos, como vocês estão???  

Alguém além de mim sentiu falta de sorteios por aqui? Pois vamos acabar com essa seca com um romance contemporâneo, lançamento da Editora Arqueiro. Um Novo Capítulo para o Amor, da Jenny Colgan, é um romance da coleção Romances de Hoje. O meu chegou essa semana e está na minha lista de próximas leituras. 

Vocês também querem ler? Então vem participar do sorteio!😉


Prêmio:
📖 Livro Um Novo Capítulo para o Amor

Informações: 
📖 Seguir o blog publicamente;
📖 Deixar um comentário nesse post dizendo que está participando;
📖 Não esqueça de ler o Terms & Conditions que está incluso no Rafflecopter;
📖 Ter endereço de entrega no Brasil;
📖 A promoção vai de 12 de junho até 03 de julho;
📖 Para se inscrever basta inserir suas entradas no formulário Rafflecopter abaixo;
📖 Será apenas um ganhador;
📖 O sorteado terá 3 dias para retornar o e-mail com seus dados, ou um novo sorteio será realizado;
📖 O prêmio será enviado pela editora Intrínseca em até 60 dias após a confirmação do ganhador.
📖 Este sorteio é de caráter recreativo/cultural, pois não está vinculado à compra e/ou aquisição de produtos e serviços e a participação é gratuita conforte item II do artigo 3 da lei 5.768 de 20/12/1971 e dispensa autorização do Ministério da Fazenda e da Justiça.

a Rafflecopter giveaway

Beijos e boa sorte à todos!
Comentários
11
Compartilhe

29 agosto, 2020


[Resenha] A Adorável Loja de Chocolates de Paris - Jenny Colgan

Ficha Técnica 

Título: A Adorável Loja de Chocolates de Paris
Título Original: The Loveliest Chocolate Shop in Paris
Autor: Jenny Colgan
ISBN: 978-85-306-0169-0
Páginas: 343
Ano: 2020
Tradutor: Alessandra Esteche
Editora: Arqueiro
A adorável loja de chocolates de Paris contém receitas de dar água na boca. Sim, é verdade que Anna Trent é supervisora numa fábrica de chocolate. Mas isso não quer dizer que ela saiba fazer chocolate. Por isso, quando um acidente muda sua vida e Anna tem a chance de ir trabalhar numa tradicional loja em Paris, ela tem certeza de que vão descobrir que é uma fraude. Afinal, existe uma diferença muito grande entre o chocolate industrial da sua cidade natal, no norte da Inglaterra, e as criações feitas à mão, com ingredientes da melhor procedência, pelo grande chocolatier Thierry Girard. Mas com um pouco de sorte, muita paciência e a ajuda dos novos amigos, o exuberante Sami e o galanteador Frédéric, Anna vai descobrir mais sobre o verdadeiro chocolate – e sobre si mesma – do que jamais sonhou. Cheio de lições de esperança, engraçado e irresistivelmente viciante, A adorável loja de chocolates de Paris é um romance delicioso que nos lembra que sempre vale a pena lutar pelas coisas mais doces da vida.

Resenha


Terceiro livro da Jenny Colgan publicado pela Arqueiro, A Adorável Loja de Chocolates de Paris também faz parte da coleção Romances de Hoje, onde a editora tem nos agraciados com vários romances contemporâneos no bom estilo chick-lit.

Anna Trent tem 30 anos e trabalha como supervisora na Brader's Family Chocolates, na pequena cidade de Kidinsborough, na Inglaterra. Mas, ao contrário do que muitos imaginam, não é um trabalho glamuroso e, depois de sofrer um acidente na fábrica, ela se vê sem emprego e sem muitas perspectivas de emprego na cidade.

Coincidentemente, enquanto se recupera do acidente, Anna reencontra no hospital sua antiga professora de francês, Claire Shawcourt e, para ocuparem o tempo lá, Anna voltou a estudar com Claire. Com isso, ao saírem do hospital, Claire traz uma oportunidade para Anna: trabalhar em uma loja de chocolates artesanais em Paris.

Quando ainda era Claire Forest e tinha 17 anos, a filha única do reverendo Forest teve a chance de passar um verão como au pair em Paris, cuidando dos filhos da amiga de correspondência da mãe e essa experiência transformou a vida de Claire, quando conheceu o chocolatier Thierry Girard, que estava em ascenção.

Alternando entre as lembranças de Claire no verão de 1972 e o agora, quarenta anos depois, momento em que Anna está descobrindo Paris, como é diferente trabalhar para o famoso chocolatier comparando com o chocolate industrializado da Brader's e, principalmente, se reencontrando, Jenny nos traz um romance onde o romance não é o foco; o objetivo aqui é o autoconhecimento e, quando digo isso não me refiro apenas à Anna ou Claire, mas em parte também de alguns personagens que as cercam. 
— Eu achei... Achei que teríamos tempo, sempre. Que o verão nunca acabaria, que as coisas nunca teriam que mudar... Porque sou um velho tolo, Anna. Não seja como eu.
Posição 39%
Enquanto lia o livro e, alternava entre o passado e presente, em muitos momentos me perguntei como muitas vezes deixamos as oportunidades nos escapar por entre os dedos, por acharmos que sempre teremos tempo, e que, adiar um pouco, não fará nenhum mal. Às vezes aquela era sua única chance.
Então ele teve uma iluminação ofuscante. Anna sabia o que fazer. Simplesmente sabia. E era isso que a diferenciava. Ao contrário de Laurent, que era um covarde burro que se afastava das coisas no instante em que elas ficavam difíceis. Precisava de Anna.
Página 79%
Eu adorei Anna, Claire, Thierry, Laurent, Sami, Frédéric, Benoît. Personagens tão naturais, que acertam e erram. Que ajudam, ou atrapalham, mesmo que não tenha sido a intenção inicial. Enfim, uma leitura deliciosa — literalmente! Ah, e para quem come chocolate e também se vira bem na cozinha, no final do livro há várias receitas maravilhosas. Aproveitem! 😉
Então Laurent me abraçou e me levantou enquanto Frédéric gritava "CLIENTES!" sem parar na janela da estufa, e ele só parou de me beijar para berrar de volta:
— Mas nós estamos APAIXONADOS!
Foi quando percebi outra coisa. Era como se alguém tivesse desligado um rádio que eu nem sabia que ainda estava tocando. De repente a coceira, a agitação, a dor, as pontadas, todas as sensações nos dedos que não estavam ali simplesmente desapareceram. E eu me senti inteira.
Posição 91%

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
4
Compartilhe

28 outubro, 2019


[Resenha] A Padaria dos Finais Felizes - Jenny Colgan

Ficha Técnica 

Título: A Padaria dos Finais Felizes
Título Original: Little Beach Street Bakery
Autor: Jenny Colgan
ISBN: 978-85-306-0008-2
Páginas: 336
Ano: 2019
Tradutor: Thaís Paiva e Stephanie Fernandes
Editora: Arqueiro
Um balneário tranquilo, uma loja abandonada, um apartamento pequeno. É isso que espera Polly Waterford quando ela chega à Cornualha, na Inglaterra, fugindo de um relacionamento tóxico. Para manter os pensamentos longe dos problemas, Polly se dedica a seu passatempo favorito: fazer pão. Enquanto amassa, estica e esmurra a massa, extravasa todas as emoções e prepara fornadas cada vez mais gostosas. Assim, o hobby se transforma em paixão e logo ela começa a operar sua magia usando frutos secos, sementes, chocolate e o mel local, cortesia de um lindo e charmoso apicultor. A Padaria dos Finais Felizes é a emocionante e bem-humorada história de uma mulher que aprende que tanto a felicidade quanto um delicioso pão quentinho podem ser encontrados em qualquer lugar.

Resenha


Mais um livro delicioso da coleção Romances de Hoje que tive a oportunidade de ler. Esse é A Padaria dos Finais Felizes, que além de ter aquecido meu coração, me deu uma vontade absurda de comer esses pães dos quais nunca nem ouvi falar kkkk.

A vida de Polly Waterford estava ótima: namorava com Chris há anos, tinham aberto uma empresa de design onde ele era a parte criativa e ela a administrativa e viviam o sonho de ter comprado um apartamento em uma área nobre de Plymouth. Mas a crise chegou, os trabalhos começaram a ficar escassos e o relacionamento entre eles também ia ladeira abaixo na mesma velocidade até que o banco interviu e eles se viram tendo que deixar a empresa e muitos de seus móveis para pagar as dívidas e ainda precisariam contar com a sorte de vender o apartamento, quitar o restante das dívidas e, quem sabe, ficar com um pouco de dinheiro para recomeçar.

A questão é que Polly era a otimista enquanto Chris apenas reclamava de tudo. Por isso, quando precisaram sair do apartamento, Chris foi para a casa da mãe e Polly foi para o apartamento de Kerensa, sua melhor amiga, até conseguir alugar algo para ela com o pouco dinheiro que ainda tinha. Assim, depois de buscas infrutíferas, ela se viu alugando um apartamento caindo aos pedaços na não tão distante (mas de difícil acesso) Mount Polbearne, uma pequena ilha na Cornualha.
Conforme tacava, empurrava e sovava a massa, era como se a energia ruim estivesse deixando seu corpo. Nem tinha percebido quão encurvados estavam seus ombros, quanta tensão tinha presa nos nós na nuca. Seus ombros já deviam estar na altura das orelhas.
P. 55
Embora Kerensa, a única que sabia para onde Polly queria se mudar, tenha sido terminantemente contra a ideia de alugar o apartamento, Polly sabia que não poderia ficar em Plymounth com o pouco dinheiro que tinha e não arriscaria sua amizade com Kerensa voltando a dividir um teto com ela. Assim, morar em Polbearne era sua única opção.

Lá, ela começa a perceber que não será tão fácil conseguir um emprego por ali e muito menos será fácil atravessar diariamente a ponte para um trabalho no continente por conta das cheias que deixavam a ilha completamente isolada. Para completar o cenário trágico, Polly amava fazer e comer pães e, ao visitar a única padaria da ilha, descobriu que o pão era horrível, o que fez com que, no primeiro dia ela já se dedicasse a sua terapia: fazer pães.

Papagaio-do-mar
Polly se dedica para que seu apartamento seja habitável e nessa faxina descobre que na parte de baixo do imóvel funcionava uma padaria e que a proprietária é a mesma pessoa responsável pelos horríveis pães vendidos na ilha: a Sra. Manse. Aliás, ninguém quer briga com a senhora de quase 80 anos que vive de cara emburrada, trata todo mundo mal e, Deus sabe como, mantém aberta uma padaria tratando tão mal os fregueses e com uma comida tão ruim. Por isso, para fazer seus pães em casa em paz, Polly se vê quase como uma contrabandista, aliada a alguns moradores que sentem falta de comer um pão de verdade e em troca lhe dão outros suprimentos.

Polly também contará com a amizade inesperada de um papagaio-do-mar, também conhecido como Fradinho, muito comum na região. O filhote se machuca quando bate na janela do apartamento de Polly e precisará de um tempo até que sua asa se recupere. Mesmo sabendo que não deve se apegar ao animal silvestre, pois ele deve voltar para o seu bando, Polly e Neil desenvolvem uma amizade verdadeira.

Com o tempo Polly vai se sentindo mais a vontade na ilha, fazendo novas amizades e tentando descobrir uma maneira de conseguir um emprego ou ganhar dinheiro. Além disso, ela consegue se reencontrar e perceber que há muito tempo vinha se anulando para que o relacionamento com Chris continuasse bem, para que ele estivesse feliz, ainda que ele não lhe desse atenção quando ela queria fazer pães como hobby ou qualquer uma das ideias que tinha dado para reerguer a empresa deles.

Os moradores de Mount Polbearne são muito agradáveis — pelo menos a maioria deles — e são fundamentais nessa nova vida de Polly, entretanto, alguns deles sinceramente me deram nos nervos. A Sra. Manse mesmo, eu tinha vontade de apagar do livro, mas quando conhecemos a história dela, conseguimos entender um pouco suas atitudes (ainda que eu não goste mesmo assim). E houve uma situação pela qual Polly passou que me deixou muito chateada porque as pessoas que estavam próximas dela não a alertaram para a situação. Também houve uma situação dramática que eu achei demais para esse livro, porém, sabendo que ele é o primeiro de uma série (com três livros até agora) imagino que tenha uma razão.
— Viva o agora. Não tire foto, não tente capturar o momento e congelá-lo para sempre. Só fique admirando os vaga-lumes junto comigo.
P. 202
Enfim, torci para que Polly conseguisse se encontrar como pessoa, recomeçar sua vida e ser feliz e fiquei realmente muito satisfeita com o final que Janny deu para ela. Sabendo que esse é o primeiro livro de uma série, fico ainda mais feliz em saber que há mais histórias dela que eu torço para que a Arqueiro traga para o Brasil.

Compre na Amazon

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
0
Compartilhe

04 agosto, 2019


[Resultado] Sorteio A Pequena Livraria dos Sonhos


Olá meus queridos, como estão?

Vi que vocês participaram bastante do Sorteio A Pequena Livraria dos Sonhos e agradeço imensamente, vocês são demais!!!!!
Agora, vamos saber quem é o sortudo ou sortuda que ganhou esse sorteio? Cruzem os dedos 🤞🏾🤞🏾🤞🏾


a Rafflecopter giveaway
Parabéns Juliane!! Você recebeu um e-mail e têm 72 horas para respondê-lo e garantir seus prêmios.

Obrigada à todos pela participação e uma dica para quem participa de sorteios, confere se estão seguindo TODAS as regras, hein?! Até a próxima 😉

Comentários
0
Compartilhe

01 julho, 2019


[Sorteio] A Pequena Livraria dos Sonhos


Olá meus queridos, como vocês estão??? 

Vocês já viram que a Arqueiro lançou a coleção Romances de Hoje? Então, são três livros de romance contemporâneo escrito por três autoras diferentes. Eu já li A Pequena Livraria dos Sonhos e amei. Querem ler também? Então hoje terão a chance de participar desse sorteio valendo um exemplar para vocês, o que acham? Vamos participar???? 😉


Prêmio:
📖 Livro A Pequena Livraria dos Sonhos

Informações: 
📖 Seguir o blog publicamente;
📖 Deixar um comentário nesse post dizendo que está participando;
📖 Não esqueça de ler o Terms & Conditions que está incluso no Rafflecopter;
📖 Ter endereço de entrega no Brasil;
📖 A promoção vai de 01 de julho à 31 de julho;
📖 Para se inscrever basta inserir suas entradas no formulário Rafflecopter abaixo;
📖 Será apenas um ganhador;
📖 O sorteado terá 3 dias para retornar o e-mail com seus dados, ou um novo sorteio será realizado;
📖 Na opção twittar sobre a promoção, basta clicar no ícone do twitter que uma janela aparecerá com a mensagem que você deve twittar e é só confirmar e depois copiar o link e colar no local indicado;
📖 Usar o tweet about the giveaway apenas 1 vez por dia;
📖 O prêmio será enviado pelo blog em até 60 dias após a confirmação do ganhador.
📖 Este sorteio é de caráter recreativo/cultural, pois não está vinculado à compra e/ou aquisição de produtos e serviços e a participação é gratuita conforte item II do artigo 3 da lei 5.768 de 20/12/1971 e dispensa autorização do Ministério da Fazenda e da Justiça.

a Rafflecopter giveaway
Beijos e boa sorte à todos!
Comentários
39
Compartilhe

09 junho, 2019


[Resenha] A Pequena Livraria dos Sonhos - Jenny Colgan

Ficha Técnica 

Título: A Pequena Livraria dos Sonhos
Título Original: The little shop of happy ever after
Autor: Jenny Colgan
ISBN: 978-85-8041-953-5
Páginas: 304
Ano: 2019
Tradutor: Thaís Paiva
Editora: Arqueiro
Um romance sobre importância da leitura e da literatura para diversos tipos de pessoa.
"Nina é uma leitora voraz que sonha em ter a própria lojinha de livros. Só que a vida real é um pouco mais complicada que as histórias que ela ama ler, o que ela descobre quando se muda para as lindas Terras Altas da Escócia para transformar seus sonhos em realidade… Tentei escrever o tipo de livro que adoro – convidativo, engraçado (ESPERO), com caras gatinhos (LÓGICO), mas também totalmente dedicado a nós, amantes de livros: os leitores.Venha se juntar à nossa turma!" Beijos, Jenny.
Nina Redmond é uma bibliotecária que passa os dias unindo alegremente livros e pessoas – ela sempre sabe as histórias ideais para cada leitor. Mas, quando a biblioteca pública em que trabalha fecha as portas, Nina não tem ideia do que fazer. Então, um anúncio de classificados chama sua atenção: uma van que ela pode transformar em uma livraria volante, para dirigir pela Escócia e, com o poder da literatura, transformar vidas em cada lugar por que passar. Usando toda a sua coragem e suas economias, Nina larga tudo e vai começar do zero em um vilarejo nas Terras Altas. Ali ela descobre um mundo de aventura, magia e romance, e o lugar aos poucos vai se tornando o seu lar. Um local onde, talvez, ela possa escrever seu próprio final feliz.

Resenha


A Pequena Livraria dos Sonhos é um dos três livros que integram a coleção Romances de Hoje da Editora Arqueiro e foi minha primeira experiência com a escrita da Jenny Colgan.

Nina Redmond tem 29 anos, é uma tímida bibliotecária em Birmingham e tinha certeza de que sua vida era muito boa, afinal, quantas pessoas podem trabalhar com o que amam? Quantas podem se sentir felizes em unir pessoas aos livros perfeitos para elas? O problema é que a biblioteca pública onde Nina trabalha irá fechar e alguns funcionários terão a chance de concorrer a novas vagas no centro multimídia, mas para isso ela precisará se adaptar a trabalhar com mídias e não seus amados livros. Será que ela consegue?

Nina sempre tem um livro ao alcance das mãos e muitas vezes eles se tornam uma válvula de escape, para momentos felizes ou não; se está feliz, compra um novo livro e se envolve nele, se está triste ou com algum problema, lá vai ela atrás de um livro para ajudá-la. Mas além disso, desde que foi confirmado o fechamento da biblioteca Nina tem "salvado" alguns exemplares em casa. A questão é que o pequeno apartamento que divide há quatro anos com sua amiga Surinder não aguentará mais um livro sequer sem que alguma tragédia ocorra.
— Isso é uma coisa. Mas ao ler um livro, a gente sente que está vivendo dentro dele.
— Que nem em jogo de computador?
— Não, não é que nem em um jogo de computador. Jogos são legais, mas, no fim das contas, você continua vendo as coisas na tela e apertando botões. Ler é existir na história.
P. 184
Nina não é o tipo de pessoa que lida bem com conflitos e mudanças, logo, o momento atual de sua vida a deixa inquieta, sem saber lidar com tudo que tem acontecido e, seguindo o fluxo, fará o workshop oferecido pela empresa e é lá que um sonho começa a tomar contornos reais: abrir uma pequena livraria.

É óbvio que trabalhar em um centro multimídia não é o ideal para Nina, por isso a ideia de ter uma livraria só sua vai ganhando força dentro dela, mas como não teria condição de ter um ponto fixo, logo o plano B surgiu, só precisava ter coragem de se aventurar e empregar quase toda sua rescisão comprando uma van, cujo vendedor era da Escócia e torcer para dar tudo certo.
— Você parou de ficar o tempo todo agarrada a um livro, como se fosse um bebê agarrado ao seu cobertor.
— Eu não fazia isso.
— Hum.
— Além do mais, qual é o problema de ler, hein?
— Não tem problema algum — respondeu a amiga —, como eu já falei um milhão de vezes. Mas agora parece que você enfim está fazendo as duas coisas: lendo e vivendo, lendo e vivendo. E depois de novo, e de novo.
P. 147
Uma série de fatores levam Nina à pequena Kirrinfief, onde encontrará sua van, pessoas sedentas por livros e uma chance de recomeço. Afastada do agito de Birmingham, Nina se descobre e é maravilhoso como ela percebe que pode mesclar seu amor pelos livros e viver, ao mesmo tempo que percebemos como ela romantiza muito algumas situações ao ponto de se meter em confusões, mas que também servem de aprendizado.

Os moradores de Kirrinfief têm personalidades muito diferentes uns dos outros, mas cada um a sua maneira recebem Nina muito bem, o que faz toda a diferença em sua adaptação em um lugar tão distante do que está acostumada: uma garota que sempre viveu na cidade agora vive em um chalé em uma fazenda, vendendo livros em uma van, longe de um emprego fixo com horário definido e benefícios, mas cheio de possibilidades.

A Pequena Livraria dos Sonhos é um chick-lit delicioso e indico com certeza para os amantes do gênero e já estou curiosa para ler os outros dois romances que compõem essa série: um escrito pela Jill Mansell - que eu já li dois livros - e uma da Lucy Diamond - que eu ainda não conheço.

Compre na Amazon

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob 😉
Comentários
7
Compartilhe
 
imagem-logo
De Tudo um Pouquinho - Copyright © 2016 - Todos os direitos reservados.
Layout e Programação HR Criações