25 agosto, 2018


[Seriando um Pouquinho] A Young Doctor's Notebook

Sinopse: Lendo seu antigo caderno de anotações o médico Mikhail Bulgákov  (Jon Hamm - Mad Man) relembra sua juventude quando, com 25 anos, chega na cidade rural de Muryovo para exercer sua profissão. Assim, ele retorna a 1917, nas vésperas da revolução russa, onde encontra a si mesmo (Daniel Radcliffe - Harry Potter), um jovem recém formado, um dos primeiros de sua classe (diga-se de passagem).

Fazendo uma faxina no notebook acabei encontrando alguns episódios de uma série bem legal. A Young Doctor Notebook ou Diário de um Jovem Médico. Trata-se de uma produção britânica exibida na Rússia nos anos de 2012 e 2013. Com uma mistura de Drama e comédia Daniel Radcliffe e Jon Hamm vivem o protagonista, o médico Mikhail Bulgákov .

Na trama, Jon ,o já experiente e amargo Bomgard, revisita suas memórias de quando ainda era Radcliffe, um médico recém formado que é enviado a uma cidadezinha na Rússia, em 1917, para exercer sua profissão.

Recheada de humor negro se situações bizarras, a série diverte e consegue fazer rir ao intercalar o presente e o passado do protagonista que está sendo investigado por receitar Morfina para ele mesmo. Na trama vamos entender como nasceu esse vício na vida do médico e como foram seus primeiros atendimentos a pacientes de verdade. Levando-se em consideração que estamos falando sobre a medicina praticada em um lugar longínquo, em outro século e meio sem higiene, podemos ver diversas cenas  onde há médicos fumando na sala de cirurgia, serras  que não estão afiadas para amputações, e outras coisas que podem fazer os mais sensíveis desviarem o olhar.


Daniel Radcliffe está de parabéns no papel do médico inexperiente, que mesmo sendo o melhor aluno na turma, quando se depara com a realidade percebe que ela é bem mais complexa, frustrante e satisfatória que a teoria. O ator consegue dar ao protagonista uma humanidade que nos permite entender e aceitar seus erros no decorrer da história. Aliás, Jon Hamm que indicou Radcliffe para o papel e os dois funcionam muito bem juntos.

A equipe que acompanha o jovem médico conta com  um dentista chamado Feldsher, vivido por Adam Godley. Ele dá um alívio cômico à série juntamente com parteira Pelageya (Rosie Caveliero), única que sabe sobre o vício do médico e a enfermeira Anna  (Vicki Pepperdine), que tem cara de poucos amigos que é extremamente fiel à memória  de Leopold Leopoldovich, antecessor do médico o médico  Mikhail Bulgákov (Jon/Daniel).


Seguindo o primor de produções inglesas, o Diário de um Jovem médico, não deixa nada a desejar. Existe uma preocupação com detalhes da cenografia, figurino, ambientação, sotaques e até mesmo na interação entre o médico recém formado e o investigado, é divertido e natural. Por se tratar de uma trama prática, objetiva e envolvente, a série acaba agradando muito o público tido como cult, já que não se tornou fenômeno de público e não virou modinha. 


Adaptada da obra A Country Doctor’s Notebook do autor russo Mikhail Bulgakov, a série é composta por duas temporadas, de 4 episódios apenas (boa para maratonar). Foi exibida na Rússia pelo canal SkyArts1, no Brasil pelo canal HBO e hoje faz parte do catálogo de títulos da Netflix.



Elenco
Daniel Radcliffe como jovem Mikhail
Jon Hamm como velho Mikhail
Adam Godley como Feldsher
Rosie Cavaliero como Pelageya
Vicki Pepperdine como Anna
Christopher Godwin como Leopold Leopoldovich

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20 janeiro, 2018


[Seriando um Pouquinho] Political Animals




Sinopse: A história acompanha a vida de Elaine Barrish, ex-Primeira Dama, agora divorciada, assumiu o cargo de Secretária de Estado. Enquanto tenta manter sua família unida, ela precisa lidar com as crises do departamento e a vigilância de uma jornalista. Estrelada por Sigourney Weaver, Political Animals foi criada por Greg Berlanti (Brothers & Sisters) e Laurence Mark, produtor do filme Julia & Julia em sua primeira série de TV.

Uma minissérie considerada por muitos como um fanfic sobre a biografia de Hillary Clinton, mesmo que os criadores tenham afirmado que não é bem assim, mas vamos aos fatos: 1. Temos um ex presidente dos Estados unidos mulherengo envolvido em um escândalo sexual; 2. Uma primeira dama que passa por cima do orgulho e continua casada até o fim do mandato do presidente; 3. A pós o mandato do seu marido, a mulher decide se candidatar à presidência, se separa do homem que a traiu, mas perde nas primárias do partido; 4. O candidato do partido é eleito presidente e a nomeia secretária de Estado dos Estados Unidos da América. Essa história é a dos Clinton? Não. Estamos falando aki da vida de Elaine Barrish.


A minissérie nos traz além dos bastidores da política americana, os dramas familiares dos elementos que figuram os cargos mais altos deste jogo. Mesmo tendo a política como elemento chave, inclusive tem a política no nome, a trama é muito mais um drama familiar, assim com Brothers & Sisters.Particularmente, adoro um draminha familiar.


Sigourney Weaver é Elaine Barrish, a ex primeira dama e atual secretária de Estado dos EUA. Braço direito do presidente vivido por Adrian Pasdar, precisa lidar com os conflitos e as relações diplomáticas do país, além dos problemas pessoais que todo mundo tem, como um filho que está no meio dos preparativos de seu casamento, um outro filho homosexual e dependente químico, uma mãe alcoolatra e um ex marido cafajeste que não deixa de rondar a vida dela. Além disso, como todos, temos coisas que não gostaríamos que todos soubessem, temos uma jornalista que chantageia a família para estar presente em seus eventos e viagens a fim de ter sempre notícias em primeira mão.

A minissérie traz muito o lado humano das pessoas que trabalham com política e nos mostra que ninguém é somente  bom ou mau, cada um faz escolhas que são benéficas para si. por exemplo, mesmo que a jornalista Susan Berg, vivida por Carla Gugino, tenha utilizado de meios não convencionais para se aproximar da secretária de Estado, no fundo, vemos que ela admira a  protagonista e vê nela um exemplo de mulher forte eu vai à luta e consegue passar pelas dificuldade de cabeça erguida. Outro exemplo é o ex-presidente e ex-marido de Elaine, Bud Hammond vivido por Ciarán Hinds, um homem mulherengo, arrogante que não consegue deixar de ser gentil e generoso com a ex-mulher ajudando-a na sua carreira política.


Vale muito a pena. Uma série com dramas familiares é bem clichê, entretanto, a produção de Animais Políticos faz isso muito bem. Quem não adora um clichê bem feito? Além disso, o elenco cumpre bem o seu papel, dando o tom sério nos momentos certos e sensuais para manter a audiência interessada em alguns momentos. São apenas 06 episódios  que mostram a lta diária de uma família como qualquer outra, a diferença é que eles estão sob vigilância 24 horas por dia, em consequência do alto cargo no governo dos EUA. Originalmente, a minissérie foi exibida em 2012. Aqui no Brasil o SBT e a HBO exibiram também, mas é possível encontrar na internet os episódios para assistir.


Elenco
Sigourney Weaver - Elaine Barrish, ex-primeira dama dos EUA
Carla Gugino - Susan Berg, jornalista
Sebastian Stan - Thomas "T.J." Hammond, filho de Elaine
James Wolk - Douglas Hammond, filho de Elaine
Ellen Burstyn - Margaret Barrish, mãe de Elaine
Ciarán Hinds - Donald "Bud" Hammond, ex-presidente dos EUA
Brittany Ishibashi - Anne Ogami, noiva de Douglas
Adrian Pasdar - Paul Garcetti, atual presidente dos EUA
Dylan Baker - Fred Collier, vice-presidente dos EUA
Roger Bart - Barry Harris, chefe de gabinete da presidência

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25 novembro, 2017


[Seriando um Pouquinho] Big Little Lies



Sinopse: Big Little Lies conta a história de três mães que se aproximam quando seus filhos passam a estudar juntos no jardim de infância. Até então, elas levam vidas aparentemente perfeitas, mas os acontecimentos que se desenrolam levam as três a extremos como assassinato e subversão.

Dessa vez venho falar de uma série da HBO. Na verdade, Big Little Lies é uma minissérie em 07 (sete) episódios baseada no romance de Liane Moriarty.  Criada por David E. Kelley, a produção foi dirigida por Jean-Marc Vallée. Somos apresentados aos personagens em duas linhas do tempo simultâneas. A primeira, onde acompanhamos depoimentos de uma investigação de homicídio e a outra linha do tempo remonta o passado a partir da chegada de Jane (Shailene Woodley) à cidade. Interessante ver que durante os depoimentos da linha do tempo que seria o presente, nós ouvimos os demais personagens citarem e falarem bastante das famílias protagonistas.


Basicamente nos é apresentada a história de três mulheres contemporâneas Madeline (Reese Witherspoon), Celeste (Nicole Kidman) e Jane (Shailene Woodley). Todas mães de crianças que estão ingressando juntas no primeiro ano de uma escola na cidade de Monterey, na Califórnia. Esse é o ponto que interliga todas as famílias envolvidas na trama, os filhos. A primeira vista parece que temos uma “Queen Bee” rodeadas das operárias, mas na verdade, quando você termina a série inteira, o que se pode ver é a união das mulheres fragilizadas por seus problemas que acabam se unindo. 

A série é bastante atual e contempla a mulher contemporânea que é mãe solteira, divorciada, vivendo um segundo casamento ou um aparente casamento feliz. Retrata mulheres que trabalham ou dedicam seu tempo para cuidar da família. Além de tocar em temas polêmicos como abuso sexual, violência, adultério, bullying etc.


Desde o início fica claro que alguém morreu e esse mistério instiga a nossa curiosidade. Para mim ficou claro, no decorrer da história, qual personagem seria morto, mas, ainda assim, é instigante descobrir como as ações de todos desencadeiam a situação do homicídio. As pequenas mentiras que parecem ser inofensivas se mostram grandes mentiras (o título da série é perfeito) que interferem nas relações sociais de toda a elite da cidade.

 



Todas as personagens principais femininas são bem interpretadas. Mas tenho que tecer elogios à Alexander Skarsgård, que vive Perry, marido de Celeste. Pai de gêmeos, homem que sustenta a família, alto, sarado, tudo que normalmente seria o desejo das mulheres (e de alguns homens). Mas como nada é tão perfeito quanto parece, esta família de comercial de margarina não é exatamente feliz. Com poucos diálogos, mas uma interpretação marcante através do olhar e do gestual, Alexander Skarsgård se mostra um homem abusivo, violento, doente. As cenas do casal são uma mistura de emoções, são excitantes, revoltantes, repugnantes. Nicole Kidman se mostra perfeita para o papel. O casal funcionou tão bem na série que ambos renderam prêmios Emmy: Alexander Skarsgård levou como melhor ator coadjuvante e Nicole Kidman como atriz principal.




Aliás, todo o elenco tem uma qualidade visível. Reese Witherspoon, como Madeline por exemplo, vive uma mulher histérica, engraçada. O público se diverte com ela, mas também, entende que toda essa proatividade da personagem e histeria, são máscaras para esconder os problemas com a família. Shailene Woodley também se destaca, com o drama pessoal da mãe solteira que foi abusada e tenta recomeçar a vida em outra cidade, para criar seu filho Ziggy.


Gostaria de falar um pouco mais sobre ela, mas se eu continuar a escrever sobre, posso acabar dando detalhes que estragam a surpresa do último episódio. Posso apenas dizer que além das atuações brilhantes e uma narrativa bem construída, a produção da HBO acertou muito com a trilha sonora. A série recebeu, além dos prêmios já citados, mais três Emmys, melhor série limitada ou telefilme, melhor direção para Jean-Marc Vallée e melhor atriz coadjuvante para Laura Dern.


ELENCO
Reese Witherspoon como Madeline Martha Mackenzie
Nicole Kidman como Celeste Wright
Shailene Woodley como Jane Chapman
Alexander Skarsgård como Perry Wright, marido da Celeste
Adam Scott como Ed Mackenzie, marido da Madeline
Zoë Kravitz como Bonnie Carlson, a segunda esposa do Nathan
James Tupper como Nathan Carlson, ex-marido de Madeline
Jeffrey Nordling como Gordon Klein, marido da Renata
Laura Dern como Renata Klein
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24 junho, 2017


[Seriando um Pouquinho] Looking



Sinopse: Looking acompanha três amigos vivendo e amando na moderna cidade de São Francisco, na Califórnia. Mesmo unidos pela amizade, cada um está em um ponto diferente da vida. Patrick (Jonathan Groff) é um designer de vídeo game com 29 anos que tenta voltar a namorar após descobrir que seu ex está noivo. O artista Agustín (Frankie J. Alvarez), de 31 anos, está cogitando a ideia de assumir um relacionamento mais sério com seu namorado, enquanto o mais velho do grupo, o garçom Don (Murray Bartlett), de 39, começa a enfrentar a crise da meia-idade.


 Já que nesse mês, o tema está presente em todos os sites, discussões etc, trazemos também uma série que trata da homosexualidade. Looking é uma série produzida pelo canal HBO, que traz de  maneira dramática com toques de comédia a vida de três amigos homosexuais, que vivem em São Francisco. Os produtores executivos da série são David Marshall Grant, Sarah Condon e Andrew Haigh. Com duas temporadas transmitidas em 2014 e 2015, a série foi cancelada deixando o destino dos personagens em aberto. Para resolver esta lacuna, o canal produziu um filme trazendo algumas resoluções para os protagonistas.



Na trama, Patrick Murray, tem 29 anos e é um designer de jogos de vídeo, romântico, otimista e frustrado com a vida amorosa; Agustin, trabalha como assistente de uma artista que começa a ter problemas conjugais com seu companheiro quando a monogamia passa a ser tema das “DR’s”; e Dom, o mais velho acaba sofrendo com a pressão de não ter alcançado seus objetivos profissionais e pessoais. A série acaba conquistando o público gay, por tratar do tema sem clichês e se aproximando bastante da realidade. A história dos personagens pode, facilmente, retratar a vida de qualquer pessoa, seja em termos de relacionamento amoroso, ou sobre as frustrações e anseios profissionais e as importância que os amigos tem nas nossas decisões.

Como Patrick é quem narra a história, acabamos entendendo aquele  mundo pelos olhos dele. Após saber que um ex-namorado vai casar ele começa a pensar na vida e refletir sobre sua vida profissional e pessoal, (quem nunca parou pra pensar na vida quando vemos que a vida de pessoas próximas estão mudando, se desenvolvendo e estamos estagnados?). Ele acaba se atrapalhando nas próprias emoções. A partir daí surgem dois interesses para ele. Primeiro o novo chefe, um cara “bem-sucedido”, atraente, mas que está comprometido e vive um relacionamento à distância. Por outro lado, temos o não tão "bem-sucedido" Richie, que é latino, cabeleireiro, humilde, carinhoso, romântico que aparece justamente quando ele precisa de carinho. Mesmo sendo bonito, inteligente, Richie não é exatamente uma pessoa que Patrick fantasiava para um relacionamento.


Aí está a crítica sobre a superficialidade da nossa sociedade. E como as relações interferem na nossa maneira de agir. Um dos melhores de Patrick é exatamente como a maioria das pessoas. Agustin é extremamente egoísta, ele age de maneira a seguir seus desejos acima de qualquer coisa ou qualquer pessoa. Ele que sucesso na carreira, quer um relacionamento, sem abrir mão da possibilidade de um sexo casual para “diversificar”. Dom, o outro amigo, vive como garçom, tem um ex-namorado que alcançou sucesso depois de se aproveitar dele. Aos 40 anos ele está frustrado e não tem o mesmo orgulho de Patrick e Agustin. Na trama acaba conhecendo um homem mais velho que ele que o incentiva.


Existem vários motivos para ver a série, independentemente de qual for a orientação sexual do espectador, porque Looking se fundamenta no anseio, no orgulho, na vaidade, no desejo e na construção do amor de um público específico, entretanto é bastante parecido com os desejos e as frustrações de todos, sendo homosexuais ou heterosexuais.


Elenco:
Jonathan Groff - Patrick Murray
Frankie J. Alvarez - Agustín Lanuez
Murray Bartlett - Dom Basaluzzo
Russell Tovey - Kevin Mathesonte Regular
Raúl Castillo - Ricardo "Richie" Donado Ventura

Lauren Weedman - Doris
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25 março, 2017


[Seriando um Pouquinho] Penny Dreadful


Sinopse: Penny Dreadful é uma série de terror com toques sobrenaturais que se passa na cidade de Londres na época vitoriana. A história conta com personagens clássicos da literatura como Frankenstein, Conde Drácula e Dorian Gray, e seus contos de horror, origem e formação se misturam à narrativa dos protagonistas. A série é estrelada pelos atores Josh Hartnett e Eva Green, e conta com Sam Mendes como produtor executivo da atração. Penny Dreadful é a aposta do canal Showtime no gênero do terror e do suspense, e tem uma abordagem psicossexual da trama de monstros, criaturas e demônios.

Esta série é uma obra de arte e uma grande homenagem aos personagens clássicos das histórias de terror. Para começar, o nome da série é uma referência aos contos de ficção e terror comercializados no século XIX, na Inglaterra que custavam um centavo. O cenário, figurino, texto (ou poesia por diversas vezes) mostram a qualidade da produção.


A série consegue agradar tanto aos fãs dos contos de terror, quanto ao público em geral. Por se tratar de uma adaptação dos contos, temos elementos que destoam em alguns detalhes das tramas originais. Como se trata de diversos personagens dos contos de terror, é difícil manter todas as referências corretas sobre eles, mesmo assim, é um trabalho muito bem feito com um resultado que satisfaz o público. As imagens sempre escuras, com um filtro com um tom azulado ajudam a manter o clima sombrio e envolve o telespectador. Com diversas cenas de sexo, sangue, nudez, a classificação é para maiores de 18 anos, entretanto a produção tem o cuidado de não expor desnecessariamente corpos nus ou as cenas de sexo, são cuidadosamente escritas e belas.

Sobre a ambientação, os cenários são impressionantes, vários ambientes onde as cenas acontecem trazem a sensação de agonia e desconforto, sem deixar as personagens caírem no banal. Dentre a gama de personagens sombrios, como vampiros, demônio e bruxas, destaco as Bruxas, representantes do Demônio na segunda temporada, elas são amedrontadoras, cativantes e determinadas, quando aliamos isso à caracterização e ao belíssimo texto, temos um grupo de vilãs muito bom.

 


Falando em personagem bom, não tem como não falar de Vanessa Ives, interpretada brilhantemente por Eva Green. Em uma série com tantos personagens emblemáticos, é difícil fazer um personagem agradar a todos os públicos. Mas Eva Green rouba todos os olhares e sentimentos que temos pela série (essa mulher é uma diva). Em três temporadas, posso dizer sem medo de errar que, se você ainda não assistiu a série e pretende começar, os episódios focados em Vanessa Ives são os melhores, mais densos, dramáticos e sofridos.



Isso não tira os méritos do restante do elenco, que conta com Rory Kinnear (John Clare), Billy Piper (Lily), Harry Treadway (Victor Frankenstein), Reeve Carney (Dorian Gray), Rory Kinnear (Monstro/John Clare), Timothy Dalton (Sir Malcolm ), Helen McRory (a bruxa Madame Kali) e Josh Hartnett (Ethan). As tramas que cada um está envolvido, fazem sentido e os criadores conseguem unir esses personagens em alguns momentos, sem parecer uma montagem Frankenstein, com o perdão do trocadilho. Eles realmente fazem sentido juntos, mas cada um tem sua trama individual.


Até hoje eu (e grande parte do público) não entendo porque uma série com esta qualidade foi finalizada precocemente na terceira temporada. Cada temporada teve seu arco e a sua trama se desenvolver no compasso certo, exceto a última. Ao final da segunda, que tem uma das cenas mais lindas, poéticas e tristes que eu já vi. Foi possível acreditar que a série teria um longo caminho e poderíamos acompanhar mais de perto cada personagem. Entretanto, com o anúncio do canal que a terceira seria a última temporada, somo levados a uma temporada que começa a passos lentos, mas em alguns momentos as coisas se resolvem rapidamente para que exista um fim, sem deixar margem para uma possível continuação. Isso mesmo, a trama acaba na terceira temporada com um fim dramático e poético também, mas acaba mesmo, quando vocês assistirem, vocês vão me entender. Na minha opinião, não foi um final ruim (como eu disse, foi poético e lindo), mas acredito que pela qualidade da série, merecíamos mais, mais temporadas, mais desenvolvimento das relações, mesmo que o final fosse este, que ele ocorresse mais tarde, bem mais tarde.


Bem, mas isso não tira o mérito da produção. Por ter temporadas curtas, é fácil fazer uma maratona para assistir (ou reassistir) dos 27 episódios. Produzida pela a Showtime e distribuída no Brasil pela HBO, também faz parte do catálogo da Netflix. Fica aí esta dica.


Elenco:
Timothy Dalton como Sir Malcolm Murray
Eva Green como Vanessa Ives
Josh Hartnett como Ethan Chandler
Harry Treadaway como o Dr. Victor Frankenstein
Reeve Carney como Dorian Gray
Billie Piper como Brona Croft/Lily
Rory Kinnear como o monstro de Frankenstein/John Clare.
Danny Sapani como Sembene
Olivia Llewellyn como Mina Murray.
Simon Russell Beale como Ferdinand Lyle
Helen McCrory como Madame Kali
David Warner como o Dr. Abraham Van Helsing.



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