15 fevereiro, 2022


[Resenha] A Muralha de Winnipeg e Eu - Mariana Zapata


Ficha Técnica 

Título: A Muralha de Winnipeg e Eu
Título Original: The Wall of Winnipeg and Me
Autor: Mariana Zapata
ISBN: 978-65-5933-033-1
Páginas: 536
Ano: 2021
Tradutor: Wéllida Muniz
Editora: Charme
Vanessa Mazur sabe que está fazendo a coisa certa. Não deveria se sentir mal por pedir demissão. Trabalhar como assistente/ governanta/fada madrinha do melhor ponta defensivo da Organização Nacional de Futebol Americano sempre foi algo temporário. Ela tinha planos, e nenhum deles incluía lavar cuecas extragrandes por mais tempo do que o necessário.
Mas, quando Aiden Graves aparece à sua porta querendo que ela volte, Vanessa fica completamente chocada.
Por dois anos, o homem conhecido como A Muralha de Winnipeg não se deu ao trabalho de lhe desejar bom dia ou lhe dar os parabéns no seu aniversário. Agora? Agora ele estava pedindo o impensável.
O que se diz para um homem que está acostumado a conseguir tudo o que quer?

Resenha


A Muralha de Winnipeg e Eu é minha segunda experiência com a escrita da Mariana Zapata e devo dizer, ela gosta de escrever. 😂😂Assim como De Lukov, Com Amor, este romance tem mais de quinhentas páginas.

Vanessa Mazur tem vinte e seis anos e há dois anos trabalha como assistente do jogador de futebol americano Aiden Graves, conhecido como A Muralha de Winnipeg — por causa do seu tamanho, porte e lugar onde nasceu, claro. Bem, ela não é só uma assistente, ela é uma faz-tudo: ela cozinha, cuida da casa, das roupas, das redes sociais, dos e-mails, enfim, Aiden depende dela para absolutamente tudo.

Mas além de trabalhar para Aiden Vanessa também trabalha como designer gráfico, afinal ela se afundou em dívidas com empréstimos estudantis para se formar, logo, deveria atuar em sua área de formação, mesmo que precisasse trabalhar dobrado e praticamente não descansar nunca. Porém, agora que tinha economizado bastante, ela sentia que tinha chegado o momento que fazia parte dos planos desde o início: pedir demissão e focar em sua empresa. Chega de ter um chefe!
— Eu não quero ninguém novo. Eu quero você.
Assim, do nada, eu desejei ter gravado aquela resposta para vender na internet para as centenas de garotas que enchiam o e-mail dele toda semana com convites para encontros, boquetes, companhia e sexo.
P. 90-91
A relação entre Vanessa e Aiden sempre foi completamente profissional, mesmo que inicialmente ela admita que tenha tido uma leve queda por ele (como não?) e depois tenha tentado manter uma relação mais amigável, não adiantou e ela se resignou que o grandalhão não queria qualquer amizade com ela. O que era o oposto do colega dele de casa, o quarterback texano Zac Travis, ele e Van eram bons amigos desde que ela começou a trabalhar por para Aiden.

Entretanto, Van não imaginava que, depois de ter sido tão fácil para Aiden aceitar sua demissão, ele simplesmente descobrisse onde ela morava e fosse até lá pedir que ela voltasse a trabalhar para ele, como se ele finalmente se importasse com o serviço que ela fazia, com o quanto ela era essencial para as coisas funcionassem, mas Aiden não é muito bom em qualquer tipo de relacionamento e conversas muito menos, ou seja, não é uma tarefa fácil, ainda mais quando Van está decidida a não voltar à jornada dupla de trabalho, muito menos para alguém que não a valorizou enquanto viviam de cinco a seis dias por semana juntos.
— Talvez você esteja acostumada a fazer as coisas sozinha, mas não seja idiota — ele começou com calma, totalmente controlado. Eu não sabia onde você estava. Crimes ocorrem aqui… não me olhe assim. Sei que crimes acontecem em toda parte. Podemos não estar fazendo isso pela mesma razão que as outras pessoas fazem, mas eu fiz uma promessa, Van. E eu prometi a você que tentaria ser seu amigo. Amigos não deixam amigos vagarem por aí sozinhos. — Ele me prendeu com o olhar. — Você não é a única que leva s promessas a sério.
P. 180
Mas se Van é teimosa, Aiden também é, e muito insistente. Sem dúvida é bem capaz que eles tenham conversado mais nos dias em que ele tentou convencê-la a voltar do que juntando todo os dois anos em trabalharam juntos, mas não foi com essa abordagem que Van voltou para a vida do jogador defensivo. Aiden é canadense e tem um visto de trabalho nos Estados Unidos por causa do contrato atual com o Dallas Three Hundreds, mas, depois de tudo que tem acontecido desde a última temporada, ele insinua para Van que talvez ele não queira renovar com o time, mas também não tem a menor vontade de voltar ao Canadá, assim, ele precisa de ajuda para ficar no país. Entenderam para onde estamos indo? Voilà! Depois de muita insistência, Aiden convence Van a casar com ele em troca de pagar os empréstimos estudantis dela — que não são nem um pouco baratos — e eles só precisariam ficar juntos por cinco anos para que parecesse uma história plausível. 

Vivendo na mesma casa, Zac é o único que sabe de toda a história, mas vemos como Aiden muda desde que Van vai morar com eles: ele tenta conversar, nem que seja apenas uma frase, parece que presta atenção aos detalhes sobre ela, fica chateado quando ela não divide seus problemas com ele. Para ele, agora que estão juntos na "Equipe Graves" pelos próximos cinco anos, eles têm de apoiar um ao outro. Mas a verdade é que tudo isso faz com que a leve queda que Van tinha por ele "retorne" (se é que um dia ela foi embora, né, minha amiga?!) e cresça a cada dia, afinal, tendo crescido carente de atenção e afeto, receber isso de uma pessoa que não costuma oferecer esse tipo de sentimento realmente deve significar muito.
Mesmo que continuasse dizendo a mim mesma nesses últimos dois dias que eu imaginava estar um pouquinho de nada apaixonada por ele, meu coração sabia a verdade. Eu estava. Eu odiava, mas estava. Reconheci o sentimento, senti aquela agitação no peito. Eu estava, se não mais do que um pouco, me apaixonando por Aiden. Meu marido de conveniência.
E era terrível. Eu não tinha o direito. Não tinha nada que fazer isso. Foi um acordo entre duas pessoas que mal se falavam. Como eu poderia continuar nisso pelos próximos cinco anos? O que diabos eu ia fazer com isso?
Eu não tinha ideia.
P. 389
Van é uma personagem que enfrentou muitos problemas durante a infância e adolescência, mas decidiu que isso não a tornaria uma vítima, ela tirou força disso tudo e provou que precisava apenas de si mesma, que podia contar apenas consigo mesma, afinal, os problemas vieram de dentro de sua própria casa — se é que dá para chamar aquilo de casa, mas enfim. Zac é um amigo incrível e está sempre por perto, sem falar que saber do segredo é um bônus nessa história toda. A melhor amiga dela, Diana, teve uns momentos em que eu queria dar na cara dela, mas, no geral, era realmente uma boa amiga, assim como o irmão caçula de Van, que realmente parecia se importar com ela. E o que dizer de Aiden? Bem, um atleta canadense que sai do estereótipo mais conhecido, de ser um jogador de hóquei. Com seu um metro e noventa e seis, além de ser um jogador de futebol americano, o homem é vegetariano, praticamente não xinga e vive exclusivamente para o trabalho e é quase um monge, gente! Dá para acreditar?

Esse slow burn me conquistou, mas, assim como De Lukov, Com Amor, o problema que senti foi a falta do outro ponto de vista, eu realmente prefiro quando os livros me mostram os dois lados da história. Gente, eu sou escorpiana, CSI e FBI correm nas minhas veias curiosas, quero saber de TUDO e não saber o porquê de algumas atitudes de Aiden, não saber mais sobre ele me deixava bastante angustiada, querendo mais, mais e mais. Mas, fora isso, adorei a história mesmo!
Esse sentimento desconhecido e territorial assumiu toda vez que eu via uma mulher ficar com aquela expressão que fazia parecer que estava prestes a pular em cima dele, enquanto ele estava lá, completamente alheio ao mundo ao seu redor, com um livro naquelas mãos de um milhão de dólares. E eu pensei, então, que é claro que o comeriam com os olhos. Aqui estava esse homem enorme e incrivelmente atraente em uma convenção de livros de romance… lendo um maldito livro.
P. 468


P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
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20 dezembro, 2021


[Resenha] De Lukov, Com Amor - Mariana Zapata

Ficha Técnica 

Título: De Lukov, Com Amor
Título Original: From Lukov With Love
Autor: Mariana Zapata
ISBN: 978-65-87150-06-2
Páginas: 528
Ano: 2020
Tradutor: Bianca Carvalho
Editora: Charme
Se alguém perguntasse a Jasmine Santos como ela descreveria os últimos anos de sua vida em uma única palavra, ela, definitivamente, usaria uma com quatro letras.
Depois de dezessete anos e incontáveis promessas e ossos quebrados, ela sabe que as portas para competir na patinação artística estão começando a se fechar.
Mas a oferta mais incrível de sua vida surge por meio de um cara arrogante e idiota que ela passou a última década desejando poder lançar na direção de um ônibus em movimento. Então, Jasmine compreende que precisará reconsiderar tudo.
Inclusive Ivan Lukov.

Resenha


Minha primeira leitura de uma história da Mariana Zapata e eu estou apaixonada por esse slow burn e tenho dito! Pelo amor, como assim esse livro tinha mais de quinhentas páginas? Nem pareceu (fora minha mão doendo, claro 😂😂).

Neste romance, que é um standalone, conhecemos Jasmine Santos, uma patinadora artística de vinte e seis anos que, está vivendo um momento bem complicado em sua carreira. Desde que assistiu ao filme Nós Somos os Campeões (Vai, Patos! — adoro esse filme) ela queria entrar em um rinque de patinação e quanto o fez, encontrou o seu lugar. Por muitos anos ela patinou sozinha e depois migrou para a patinação em duplas, mas seu único parceiro, Paul, a abandonou um ano atrás sem nem sequer avisar para ela que faria isso. Jasmine descobriu lendo uma notícia onde ele informava que faria dupla com outra patinadora na temporada seguinte, uma pessoa que por sinal odiava Jasmine — que não fazia segredo de que a odiava em retorno.

O último ano, no qual não tinha um parceiro com quem treinar e, consequentemente deixou de ter uma treinadora, um coreógrafo e tudo mais que poderia levá-la ao pódio, não foi nem um pouco fácil para Jas, mas por outro lado ela passou a aproveitar mais tempo com a família, o que ela não fazia quando estava treinando mais intensivamente. Passar mais tempo com os irmãos, irmãs, sobrinhos, mãe e padrasto foi muito bom, mas a verdade é que ela sente falta de competir, mesmo que ela nunca tenha ganhado nenhum campeonato nem tenha chegado muito longe nas posições. Mas isso estava para mudar.
(…) — Você não se torna bom em alguma coisa sem sacrificar algo para ganhar tempo.
P. 283
Fora as pessoas de sua família, Jas tem apenas uma amiga: Karina Lukov, que atualmente está longe cursando faculdade de medicina. Elas se conhecem há treze anos e, há treze anos ela e o irmão de Karina, Ivan, não se dão bem. Eles se alfinetavam — para não dizer realmente como eles se provocavam — constantemente. Ivan é um grande patinador e o faz desde muito novo, por isso, aos vinte e nove anos, é um grande campeão, com vários campeonatos nacionais, mundiais e olímpicos para atestar, o que relembra para Jas diariamente que ele é um grande campeão e ela, não. Ainda mais treinando diariamente no Complexo Lukov de Patinação Artística, o centro construído pela família dele.

Entretanto, mesmo com todas as desavenças, Ivan convida Jas para ser parceira dele pelo próximo ano, período em que sua atual parceira estará afastada da patinação — ninguém sabe o motivo disso e eles nem podem comentar que a parceria será por apenas um ano… mistério. Mas a verdade é que, mesmo não sabendo como conseguiria trabalhar com Ivan por um ano, Jas não poderia perder a chance de ter novamente um parceiro, afinal, será que ela teria outra chance? E mais, Ivan era um campeão, talvez essa fosse sua única chance de chegar mais próximo de pódio, ou quem sabe chegar realmente lá.
— Você. Importa. Para. Mim. Você. Eu não poderia me perdoar se algo acontecesse com você por minha causa — ele continuou, sua voz aumentando de volume. — Eu te conheço desde criança, quando ajudou minha irmã a sair do gelo quando ela caiu. Você não a tratou diferente por causa do sobrenome dela, como todo mundo. Você não perguntou a ela sobre mim. Você e Karina apenas se escolheram. Eu sei o que você fez, ela me contou. Ela nos contou sobre Jasmine Santos, que não tem medo de ninguém. Sobre Jasmine Santos, que não gosta de unicórnios porque gosta de Pégaso, porque ele pode voar.
"Eu queria que você fosse minha parceira há anos, idiota."
P. 380
O início dessa parceria é exatamente como esperado: turbulento, mas o fato de trabalharem juntos muitas horas diariamente, seis dias por semana, faz com que a aproximação entre eles se torne cada vez mais intensa e também leva Jas a perceber que talvez ela não conheça Ivan tão bem como ela imaginava. E por que eu digo isso? O livro é todo no ponto de vista da Jas, então não sabemos o que se passa na linda cabecinha do Ivan e sinto muito por isso porque eu me apaixonei por ele desde o início, porque sim, não precisava de muito, mas senti falta. Mas voltando, ela vê um Ivan que ela sequer imaginava.

A cada página, cada capítulo eu via aquele relacionamento se tornando mais e mais profundo, mas percebendo que Ivan estava dando a Jas o tempo que ela precisava para assimilar as coisas, viver as experiências, passar por cada estágio do que eles estavam vivendo: o trabalho juntos, a confiança como parceiros, uma amizade verdade. Mas eu queria muito mais e sabia que seria recompensada pela espera.
Algo nas palavras dele me fez tremer por dentro. Talvez tivesse sido a convicção. Talvez a raiva. A paixão. A realidade de que ele não iria me dar espaço para não fazer o que ele disse. 
Principalmente, porém, havia algo completamente diferente.
Eu o amava.
Eu amava tanto aquele homem que perdê-lo iria quebrar meu coração frio e morto em tantos pedaços que eu teria que colocá-los na mesma caixa onde mantinha meus sonhos e carregar comigo para sempre.
P. 462
Além desse romance que cresce aos poucos no melhor estilo slow burn, o livro também traz temas que são muito importantes. Ela traz à tona a aceitação do próprio corpo, principalmente quando se trata de um esporte que lida tanto com a exposição do corpo, da beleza, traz a questão de lidar com a família, tanto do lado do atleta, equilibrando a vida pessoal com a profissional, quando do lado dos familiares, sendo — ou não — o suporte deles. Mariana também apresenta outros temas importantes e ela conta com personagens coadjuvantes que são muito cativantes e ajudam muito na composição da história. Eu simplesmente amei os irmãos de Jas, a mãe, os cunhados, sobrinhos, Karina, todos são incríveis e apenas isso me deixa triste quando leio standalones, saber que não teremos mais deles, mas seguimos, porque terminei a leitura com o coração quentinho de felicidade, gente, sério mesmo, era disso que meu dezembro estava precisando. 😍😍😍
Para Almôndega
Do seu melhor amigo, Ivan
P. 486


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16 novembro, 2021


[Resenha] Atração em Jogo - Ella Maise

Ficha Técnica 

Título: Atração em Jogo
Título Original: The Hardest Fall
Autor: Ella Maise
ISBN: 978-65-5933-032-4
Páginas: 436
Ano: 2021
Tradutor: Alline Salles
Editora: Charme
Quando se conhece alguém, você faz contato visual. Você sorri, fala oi. Deveria ser simples, se fosse qualquer um, exceto eu. Quando conheci Dylan, me vi fazendo contato visual com uma parte diferente do seu corpo. Sabe, sou muito boa em ser tímida, sem contar que sou extremamente experiente em falar sem parar e, infelizmente, altamente habilidosa em me fazer de boba diante de um cara por quem me sinto atraída.
Na época, eu não sabia nada sobre ele e pensei que nada que eu dissesse importaria, já que nunca mais nos falaríamos. Acabou que eu estava bastante enganada. Ele era a estrela wide receiver do time de futebol americano, um dos poucos jogadores que se esperava chegar à NFL, e eu o via por todo o campus.
Eu também posso ter feito uma proposta a ele, fugido dele, o atacado com um utensílio de cozinha… e… ãh, talvez eu não devesse te contar tudo. São coisas bem normais, coisas que se esperaria… de mim. Em certo momento, chegou a hora em que não consegui mais me esconder dele — não que ele fosse me deixar fazer isso, mesmo se eu tentasse.
Antes, ele nunca soube que eu o observava secretamente. Agora que nos vemos todos os dias, ele sabe quando tenho dificuldade em desviar o olhar. O fato de eu não ser a pessoa mais sutil do planeta também não ajuda.
Ele sorri para mim e diz que me acha fascinante por causa das minhas peculiaridades. Nem posso contar a ele que acho que meu coração bate de forma diferente quando ele está perto.
Ele acha que seremos melhores amigos. Eu acho que tenho uma queda grande por ele e, quanto mais o conheço, menos me importo de não ter permissão para ser sua amiga, que dirá me apaixonar por ele.
A questão é que é exatamente isso que estou fazendo — que nós estamos fazendo, acho.
Nos apaixonando.
De verdade.

Resenha


Assim como os outros três romances da Ella Maise que a Charme trouxe para o Brasil, eu fiquei COMPLETAMENTE APAIXONADA por mais esta história.

Neste romance, que é um standalone, conheceremos a caloura do curso de artes Zoe Clarke, uma garota tímida (oi, querida, tudo bem?) de dezenove anos que, além de estar em uma festa de fraternidade, tem uma missão: beijar um cara aleatório. Mas ao que parece, as amigas de sua colega de dormitório tinham um alvo específico: Dylan Reed.

Claro que vivendo no seu mundo recluso e paralelo, Zoe não fazia ideia de quem ele era, mas Dylan era nada menos do que a estrela wide receiver do time de futebol americano, um dos poucos jogadores que se esperava chegar à NFL, mas, na mesma proporção em que ela era tímida, ela não conseguia dizer não a uma aposta, fosse ela qual fosse. Foi dessa maneira que ela o observou e acabou seguindo-o até o banheiro — não que ela soubesse que era um banheiro — e o pegou fazendo xixi. Agora vocês imaginem: a pessoa é tímida; precisa beijar uma pessoa desconhecida; cria coragem de abordá-lo; o cara está segurando o pênis. CATÁSTROFE! A pobre não sabia onde enfiar a cara de tanta vergonha!
Parecia que ela tinha um lado bem diferente escondido debaixo daquela primeira camada. Talvez fosse isso que estivesse me atraindo nela — as possibilidades de Zoe. Eu não era burro; sabia que era atraído por ela — meu pau tinha ficado feliz em vê-la mais do que algumas vezes naquela semana —, mas não era apenas o fato de ela ser linda que me fazia me mover naquela direção. Eu estava falando sério quando disse para ela que tinha a sensação de que seria minha melhor amiga.
P. 112
Mas passada a confusão inicial, Zoe conta o motivo de estar ali, Dylan fala que tem namorada e ela some. Um ano depois eles se encontram novamente, mesmo que Zoe tenha evitado que isso acontecesse ao máximo. Depois do fiasco do banheiro, ela descobriu quem era Dylan e porque ele tinha sido escolhido para a aposta. Mas também não deu para deixar de perceber como ele era lindo e, ao contrário dos colegas de time, ele não era um pegador — ou se era, sem dúvida era bastante discreto, pois não havia qualquer comentário a respeito disso. Bem, mas voltando ao reencontro que Zoe não conseguiu evitar, Dylan e seu sorriso maravilhoso não conseguia esconder a felicidade que estava sentindo ao reencontrar a garota que o deixara intrigado um ano antes e que havia desaparecido. Porém, ao dizer que agora ele poderia dar aquele beijo, era ela quem agora namorava…, mas como Dylan mesmo disse: três seria o número da sorte. O que ele não imaginava era que eles demorariam mais um ano para se reencontrar, e de que maneira isso aconteceria.

No último ano da faculdade, o objetivo de Dylan era focar nas matérias para concluir o curso de ciências políticas e no futebol para estar em sua melhor forma para chegar à NFL. Por isso, ter uma namorada não estava nos planos, ainda assim, há cinco meses ele namorava com Victoria e parecia que estava tudo bem. Mesmo ele estando sempre cansado dos treinos, estudos, do trabalho extra que fazia no bar para mandar um dinheiro para casa, ela parecia satisfeita com o que ele lhe proporcionava e para ele o relacionamento deles estava ótimo. Então imaginem a surpresa dele ao pegá-la traindo-o dentro da própria casa? Pois. E ainda por cima com os colegas de time dele. Rapaz! Vou nem dizer mais nada. Fato é que Dylan precisava de um novo lugar para morar e precisava voltar a se concentrar no jogo e tentar não ver seus colegas de time como nada mais do que apenas isso. Afinal, foi para isso que ele trabalhou tanto. Por isso, o treinador resolveu dar a ele a chave de um apartamento que ele tinha no campus, mas ele não deveria levar ninguém lá e não poderia dizer a ninguém que era dele, principalmente para Chris, que era um dos melhores amigos de Dylan, e filho do treinador.

Porém, chegando lá, imaginem a surpresa de ser atacado por um rolo de macarrão? Gentee! Mas deixa eu contar um detalhe importante: a pessoa atacante estava no banheiro.
Ele me ajudava a respirar depois de me assustar pra caramba. Ele me salvava de terremotos, segurando minha mão após assistir a um filme de terror, comprava pizza para mim porque sabia que me fazia feliz, me protegia de tudo e qualquer coisa ao se colocar diante do perigo. Me vigiava até de manhã.
Quando as luzes aparecessem, ele ainda estaria lá. Depois de saber todos os meus segredos, ainda estaria lá, segurando minha mão.
P. 302
Acontece que o treinador não sabia que Zoe ainda estava morando no apartamento, por isso mandou Dylan para lá, e agora os dois iriam morar juntos… Atração dos dois lados, Dylan saído recentemente de forma dramática de um relacionamento e caindo de paraquedas em um apartamento com uma mulher por quem se sente atraído, mas que está namorando e que aparentemente é amiga da família do treinador… complicação demais.

No melhor estilo slow burn, o romance vai aquecendo nosso coração em alguns momentos. Em outros a gente simplesmente quer dar na cara dos personagens; ou pegá-los no colo e consolá-los até ficar tudo bem. Muitos mal-entendidos nos levam a situações bastante complicadas e a gente fica do lado de cá, devorando página após página para que logo tudo fique bem para que o coração se acalme novamente.

Assim como recebi minha camisa da Charme, sou mesmo Team Ella Maise porque essa mulher é maravilhosa. Os livros dela me deixam feliz, me deixam com o coração quentinho e, neste momento, com esperança de encontrar um Dylan para mim também.



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