22 janeiro, 2014


[Resenha] Prodigy - Marie Lu


Ficha Técnica

Título: Prodigy
Título Original: Prodigy
Autor: Marie Lu
ISBN: 978-85-7927-290-5
Páginas: 303
Ano: 2013
Tradutor: Ebréia de Castro Alves
Editora: Prumo
53Os opostos perto do caos. Depois que um cataclismo atingiu o planeta Terra, extinguindo continentes inteiros, os Estados Unidos se dividiram em duas nações em guerra: a República da América, a oeste, e as Colônias, formadas pelo que restou da costa leste da América do Norte. June e Day, a menina prodígio e o criminoso mais procurado da República, já estiveram em lados opostos uma vez. Agora eles têm a oportunidade de lutar lado a lado contra o controle e a tirania da República e, assim, alterar para sempre o rumo da guerra entre as duas nações. Resta saber se estão preparados para pagar o preço que as transformações exigirão deles.

Resenha


Atenção: Essa resenha pode ter spoiler, pois é continuação do livro “Legend”.
Logo após os eventos fatídicos e eletrizantes de “Legend”, Marie Lu inicia o segundo volume de sua trilogia basicamente do mesmo ponto onde o primeiro livro terminou. Com uma narrativa ágil, porém inteligente e bem amarrada, “Prodigy” nos entrega o que há de melhor no mercado literário atual, quando o tema é literatura juvenil e distopia. O terceiro e último livro se chama “Champion” e já foi lançado nos EUA, a editora Prumo irá publicá-lo ainda este ano no país.
Enquanto todos estiverem distraídos com seu plano maluco, nós vamos atacar com o plano verdadeiro. Nosso objetivo não é apenas matar Anden, mas fazer com que o país se vire completamente contra ele, de modo que seu governo fique condenado ao fracasso, mesmo que nosso plano falhe.
Pág. 45
Logo após conseguirem fugir das garras da República, Day e June procuram refúgio. É neste momento que o caminho dos dois se cruza com os dos Patriotas. Para obter proteção e ajuda deles, nossos heróis terão que enfrentar uma missão bastante arriscada, porém que será definitiva para a reconstrução de um país livre.

Enquanto fugiam, os meninos descobriram que o Eleitor faleceu, e que o seu filho Anden irá ocupar seu posto de líder. Aproveitando a fragilidade em que se encontra o poder da República, os Patriotas decidem que este é o melhor momento para terminar a segregação que assombra o antigo Estados Unidos, e para isso June e Day terão que se juntar à eles para assassinar o mais novo Eleitor.
Compreendendo que ele pode ter assumido completamente seu papel, mas ainda é um menino. Seu pai era uma figura temível, mas e Anden? Ele não é forte o bastante para manter este país unido sozinho.
Pág. 126
O plano dos Patriotas consiste em enviar June novamente à República para que ela consiga o perdão deles e crie um elo com o novo Eleitor. Quando um laço afetivo for gerado com Anden, os Patriotas estarão preparados para atacá-lo e por um fim a sua vida. Enquanto isto, Day terá que comprovar que continua vivo, para gerar um caos entre o povo e pressionar cada vez mais a República, que teme uma represália por parte da população mais pobre do país.

Tanto Day quanto June, não sabem se podem confiar ou não nos Patriotas, mas eles são aparentemente a única maneira de ambos conseguirem se vingar das atrocidades que sofreram por parte da República, além deles terem prometido ajudar Day a recuperar seu irmã mais novo Éden, que foi capturado e está sendo usado na frente de batalha.
Vou ganhar sua confiança também. Quero que você tenha fé em mim. Eu tenho fé em você. Há muito tempo que tenho fé em você.
Pág. 153
Logo no início de “Prodigy” os personagens principais serão separados um do outro. Utilizando ainda sua dupla narrativa, cada uma com um ponto de vista de um personagem, Marie Lu fará um jogo interessante situando o leitor do que acontece em cada lado da guerra. Aos poucos vamos descobrindo coisas com Day que June não sabe e vice-versa, e será agonizante perceber que ambos não podem compartilhar nada um com o outro, já que estão afastados e sendo vigiados.

“Prodigy” introduz novos - e ótimos - personagens, além de trazer de volta outros que tiveram pequenas participações em “Legend”. A construção da história é toda bem esquematizada, não deixando pontas soltas em momento algum. A utilização de dois pontos de vista na narrativa é essencial para que o livro tenha o fôlego e agilidade necessária para causar reação de surpresa ao leitor. Talvez o maior trunfo de “Prodigy” seja seus personagens principais: crus, de natureza forte, determinados, mas ainda assim humanos e cheios de falhas e sentimentos.
– Lembra-se de quando confiem em você, mesmo quando tudo que eu sabia a seu respeito me dizia que você era um inimigo? Dei a você o benefício da dúvida, e sacrifiquei tudo por aquilo em que acreditava.
Pág. 214
Marie Lu aos poucos vai se consolidando como uma autora de primeiro escalão, onde a continuação consegue ser tão boa e deliciosa quando seu antecessor. Em “Prodigy” iremos encontrar ação, aventura, romance - incluindo um quarteto amoroso -, e drama, tudo isso envolto a muita carga política e alfinetadas ao nosso estilo de vida contemporâneo.

Apesar de ter mais páginas do que “Legend”, este livro tem acontecimentos muito rápidos que dão a impressão dele ser curto. Não tenho dúvidas que a autora poderia ter escrito mais 200 páginas e ter deixado a história tão boa quanto já é, porém com elegância ela sabe dosar e enxugar sua obra, deixando somente o necessário, e finalizando o livro com diversas bombas que farão o leitor ficar sedento pela parte final desta excelente trilogia. Agora que já conhecemos a lenda e a prodígio, que venha o defensor (Champion).


Comentários
11
Compartilhe

09 dezembro, 2013


[Resenha] Antídoto - Drica Pinotti



Ficha Técnica

Título: Antídoto 
Autor: Drica Pinotti
ISBN: 978-85-7927-249-3
Páginas: 160
Ano: 2013
Editora: Prumo
55Amanda é uma garota nova-iorquina de 30 anos. Moderna e bem-sucedida, ela só quer uma coisa da vida: ser feliz! No entanto, quando não está tentando salvar o mundo - Amanda é advogada de uma ONG que trata de assuntos ambientais - ela está lutando contra alguma doença fatal imaginária. Amanda não é apenas uma hipocondríaca maluca, ela é uma garota romântica e sensível que tem consciência de seus problemas e vai fazer de tudo para se manter bem longe das consultas médicas e das doenças. O motivo de tanto empenho tem nome: Brian Marshall, o vizinho perfeito que ela conheceu tempos atrás e tem um estoque infinito do remédio de que ela mais precisa: paciência. Antídoto é um livro que, acima de tudo, prega o senso de humor, afinal quem não tem dificuldade de manter a sanidade mental frente aos problemas do dia a dia?

Resenha

Então meus lindos, como falei antes, eu conheci a Drica lá na Bienal do Rio esse ano e fiquei mega empolgada para ler os seus chick lits. Antídoto é a sequência de A Pílula do Amor e eu li um seguido do outro que foi pra não perder o embalo, kkkkk.

foto-3_thumb4DSCN0251

Aqui na sequência, passou quase um ano desde o final de A Pílula do Amor. Amanda, nossa hipocondríaca de plantão está se consultando duas vezes por semana com terapeuta e está participando de reuniões semanais dos Hipocondríacos Anônimos. Durantes suas sessões de terapia, descobriu que além de hipocondríaca, também tem TOC (transtorno obsessivo-compulsivo).
A maioria das pessoas dá dicas de viagem ou de uma nova forma de dieta em suas páginas, coisas que presumem ajudar os outros ou render comentários divertidos. Eu dou receitas de como tirar pedras do rim com um método caseiro e com o mínimo de dor. Não pense que me orgulho disso.
Pág. 11

543A vida de Amanda continua girando em torno da doença, mas agora ela tem o melhor remédio do mundo, conhecido por nós como seu namorado Brian. Como já tinha dito antes, Brian é perfeito, porque somente assim para assumir a loucura que são as crises de Amanda, afinal, mesmo com o tratamento ela não está completamente curada e suas crises sempre começam por conta de algum episódio que a deixa muito ansiosa e nesse livro é o que mais acontece. Amanda terá um novo chefe em breve e não sabe o que esperar dele, nem se ele irá entender suas crises e sua saúde frágil. Outro motivo para sua ansiedade é que sua mãe, viúva, irá se casar novamente e com seu ex-médico. E para fechar com chave de ouro, o novo restaurante de Brian. Graças a uma parceria ele conseguirá realizar o sonho de sua vida, abrir um restaurante em Paris! Mas para isso, ele precisa viajar cada vez mais, deixando Amanda sozinha com suas paranoias e tendo que tomar conta de Ali (lembra do cachorro assassino? Pois é ele mesmo!). Mas o problema não é somente ele estar viajando muito e sim o fato de que a arquiteta responsável pelo projeto é linda e claro, mais um motivo para Amanda surtar.
Não posso comemorar algo que dê a outras pessoas falsas esperanças. Eu não estou bem. Não quero medalha nenhuma, não quero receber a pílula de ouro por um ano longe dos consultórios médicos ou por estar longe da automedicação. Eu só quero ser feliz!
Foi quando as lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto vermelho de constrangimento e eu gritei:
- MAS NÃO CONSIGO! – disse, desabando aos prantos.
Pág. 13
Como deu para perceber as coisas não estão muito bem para nossa protagonista, mas ela ainda terá mais uma surpresa batendo à sua porta. Como se comportar diante dessa situação e ainda por cima se controlar, já que é hipocondríaca?

Mais uma vez amei as loucuras de Amanda e continuo recomendando para quem está afim de uma leitura leve e engraçada.
  
5-livros_thumb
Comentários
9
Compartilhe

11 novembro, 2013


[Resenha] A Pílula do Amor - Drica Pinotti



Ficha Técnica

Título: A Pílula do Amor 
Autor: Drica Pinotti
ISBN: 978-85-7927-087-1
Páginas: 280
Ano: 2010
Editora: Prumo
54Esta poderia ser mais uma daquelas histórias em que a protagonista está na faixa dos 30 anos, é bonita, descolada, tem um emprego legal, uma mãe meio rebelde e sonha com um grande amor que de preferência não dê muitos palpites em sua vida. Poderia, se Amanda não contasse com um ingrediente a mais: ela é totalmente, absolutamente, hipocondríaca. Não passa uma semana sem se presentear com uma consulta ao novo especialista da cidade, seja lá qual for a especialidade. A chegada de Brian à vida de Amanda bem que poderia dar uma virada de mesa nessa situação, mas ele tem um cachorro, o que inviabiliza qualquer possibilidade de romance. Afinal, Amanda prefere morrer solteira a conviver com os milhares de germes que habitam o corpo daquele animal "selvagem"... A pílula do amor é um romance sobre neuras, mas sobretudo sobre tolerância. Brian saberá dar a Amanda o remédio de que ela no fundo precisa? E Amanda conseguirá descobrir qual é a verdadeira causa de seu problema e poderá ter uma vida normal e feliz? Descubra a resposta na divertida história de Drica Pinotti, um livro que fará você rir muito, lembrar de pessoas conhecidas e, principalmente, parar para pensar se não está levando as coisas muito a sério.

Resenha

Galera, eu conheci a Drica lá na Bienal do Rio esse ano, e na hora que vi sua entrevista onde falou um pouco sobre seus chick lits me empolguei, saí que nem uma doida pelo meio da exposição procurando os livros, kkkkk, e tenho que dizer que valeu muito a pena, afinal, eu ri demais com esse livro.

foto (3)DSCN0248

Faz tempo que não leio um chick lit e me deliciar com um nacional é maravilhoso!!! Amanda Loeb (amei esse sobrenome já para começar), nossa protagonista, é advogada, independente, mora em um ótimo apartamento em Nova Iorque, mas está para completar 30 anos e é hipocondríaca. Para ela, esses são seus maiores problemas. Para quem não conhece, uma pessoa com essa doença acredita ser portador de várias doenças. Uma simples dor de cabeça para ela pode ser sinônimo de um AVC ou algo ainda pior, uma simples ressaca vira uma cirrose e por aí vai e para completar, estar para entrar na casa dos trinta, significa incluir mais uma especialidade médica em sua agenda de profissionais médicos, o geriatra (que exagero hein? hushasuashausah).

Embora saiba ser portado dessa doença, Amanda não consegue assumir que precisa de ajuda profissional. Então, enquanto isso, ela perturba a vida da sua mãe e da sua irmã com seus ataques, ah e claro, seus melhores amigos também.
É assim que vivo, dia após dia. Convivendo com problemas normais e conflitos existenciais como qualquer garota da minha idade. Mas convivendo também pacificamente (eu tento) com meu transtorno: hipocondria. Ela é a minha droga. Me deprime e comanda. É meu vício, me controla e asfixia.
Pág. 40
A vida de Amanda gira em torno da doença. Seu computador já tem sites sobre doenças salvos nos favoritos para pesquisas rápidas, seu apartamento foi escolhido por estar próximo de dois grandes hospitais, o que garantiria para ela um rápido socorro, desse jeito já é de se imaginar que ela não consegue ter um relacionamento sério com ninguém, né? Afinal os caras não conseguem aguentar por muito tempo suas crises.

O que Amanda não sabia é que numa manhã aparentemente normal de sábado, muitas coisas iam mudar para ela. Quando estava saindo do seu apartamento, tudo aconteceu muito rápido.
Resultado: assim que escutei o estalo da porta de meu apartamento se fechando em minhas costas, o monstro já havia tomado posse de minha coxa. Com dentes afiados, ele mordeu um pedaço da minha perna, entre o quadril e o joelho. Serviu-se do osso do meu fêmur como se fosse um pedaço de carne suculenta. Nem tive tempo de entender a situação. Quem dirá pensar em reagir! O peludo veio pra cima de mim, com a boca salivando. Senti-me um pedaço de filé mignon, fresquíssimo, pendurado em um gancho de açougue. Ganhei uma laceração do tamanho da fenda estelar, ou seja, incalculável. E ainda não era nem dez da manhã!
Pág. 61
Imagina uma pessoa como Amanda sendo atacada por um pit bull? Pois é. Brian, o dono do cachorro assassino (adjetivo usado por Amanda, kkkk) e vizinho da porta da frente de Amanda, sentindo-se muito culpado, passou a convidá-la para jantar em seu restaurante e o coitado até mandou flores para ela, tadinho… como poderia saber que ela odeia flores pelo simples fato de poder ser alérgica à pólen?! Mas, assim como Amanda é inflexível e não quer conta com seu vizinho e seu cachorro, ele também é incansável em se desculpar.
“Nossas sinceras desculpas pelo ocorrido. Espero que você esteja bem. Acho que esta planta combina mais com você que as flores do campo. Pesquisei na internet e não existe registro de pessoas alérgicas a cactos, então você está segura. Se precisar de alguma coisa, é só bater na minha porta. Cuide-se, pequeno cacto.” Brian e Ali.
Pág. 94
Brian é apaixonante, e claro é mais um personagem pelo qual me apaixonei, aiaiai, como é que acha um Brian gente? Alguém me avisa?

Em uma das muitas tentativas, Brian consegue convencê-la a aceitar seu pedido para jantar e, a partir daí, ficará a cargo de Amanda conviver com o o cachorro assassino e seu dono. E será que Brian será mais forte que os outros e conseguirá ficar com Amanda e suas neuroses?

Fazia muito tempo que não lia um livro tão divertido, sério mesmo! Então um aviso, eu pensaria duas vezes antes de ler esse livro na rua, porque eu passei maus bocados, rindo como uma louca e as pessoas me olhando estranho, hsuahsausha #ficaadica

Super recomendo para quem quer um livro para se divertir e chorar de tanto rir. Com uma leitura leve e engraçada é um achado para quem curte um bom chick lit.

Beijos e até a próxima!  
5 livros
Comentários
10
Compartilhe

07 junho, 2013


[Resenha] Legend: A Verdade se Tornará Lenda - Marie Lu


Ficha Técnica

Título: Legend: A Verdade se Tornará Lenda
Título Original: Legend
Autor: Marie Lu
ISBN: 978-85-7927-209-7
Páginas: 255
Ano: 2012
Tradutor: Ebréia de Castro Alves
Editora: Prumo

legendAmbientado na cidade de Los Angeles em 2130 D.C., na atual República da América, conta a história de um rapaz – o criminoso mais procurado do país – e de uma jovem – a pupila mais promissora da República –, cujos caminhos se cruzam quando o irmão desta é assassinado e a ela cabe a tarefa de capturar o responsável pelo crime. No entanto, a verdade que os dois desvendarão se tornará uma lenda. De mundos diferentes, June e Day não têm motivos para se cruzarem – até o dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado e Day se torna o principal suspeito. Preso num grande jogo de gato e rato, Day luta pela sobrevivência da sua família, enquanto June procura vingar a morte de Metias. Mas, em uma chocante reviravolta, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu e sobre até onde seu país irá para manter seus segredos.



Resenha

Com uma história de tirar o fôlego, inteligente, ágil e com um crítica política afiadíssima, “Legend: A Verdade se Tornará Lenda” é mais um grande livro da leva distópica, que têm na sua lista grandes sucessos como a “Trilogia Jogos Vorazes” e “Divergente”.

 

“Legend” é o primeiro livro de Marie Lu, uma jovem americana que trabalhou durante anos como diretora de arte na indústria de vídeo games. Seu emprego anterior reflete diretamente na sua escrita, dando ao leitor uma visão bastante real do que está acontecendo e um certo dinamismo a leitura, que acaba se tornando eletrizante a cada página.

 

Narrado pelo ponto de vista de dois personagens, “Legend” é uma obra literária que se passa no futuro, em uma Los Angeles totalmente diferente da que conhecemos hoje em dia. Um dos personagens principais é Day, um jovem rapaz da periferia que é o criminoso mais procurado do país e que vive na área mais pobre deste. Já June, a outra narradora da história, pertence à elite e está sendo preparada para ocupar os mais importantes postos militares da República.


Só falta um quarteirão. Não suporto mais. Encontro um local escuro no beco e desmorono de repente. A última coisa que vejo é a silhueta de uma garota a distância. Talvez ela esteja vindo na minha direção. Eu me enrosco todo e desmaio.Pág. 36
Os caminhos de Day e June se cruzam após Metias, o irmão de June, ser assassinado. Caberá então a ela colocar as mãos no responsável por tamanha tragédia, e até onde as evidências apontam, o tal responsável é Day. Inicia-se então uma jornada de fuga e caça, onde cada lado tentará defender seus ideais e objetivos.

June consegue se infiltrar através de um disfarce no esconderijo de Day, porém sem saber que ele é tal suspeito de matar seu irmão. Aos poucos a jovem percebe que tudo que lhe contaram sobre o lado mais pobre da República não são exatamente verdades. Ela então fará de tudo para descobrir o que os chefões da cidade tanto querem esconder e o porque de tantas mentiras e segredos, mesmo que para isso ela precise da ajuda de Day.

Sou treinada para não acreditar na palavra de um prisioneiro: sei que todos eles mentem e que dizem qualquer coisa para tornar seu captor vulnerável. Mas esse garoto soa diferente. Não sei como, mas ele parece muito sincero, muito sério. E se estiver me contando a verdade? E se alguma outra coisa aconteceu com Metias naquela noite?Pág. 167
“Legend” é excepcional. Recheado de pequenos joguinhos, onde a verdade se transforma em mentira de uma página à outra e vice-versa, sempre com muita brutalidade envolvida. Sua narrativa é forte o suficiente para prender e surpreender o leitor sem aviso prévio, mostrando assim que Marie Lu consegue nos entregar uma obra que vai além dos clichês, apesar de contar com todos os ingredientes, incluindo o romance.

Com seus personagens cativantes e bem construídos, “Legend” é a primeira parte de uma trilogia. As sequências são: “Prodigy (previsão para o segundo semestre aqui no Brasil) e “Champion” (lançamento para Novembro nos EUA). Para os fãs de Distopia, “Legend” é um must read, não ficando atrás dos grandes sucessos do momento em tal segmento. E como o New York Times disse sobre o livro: “Legend não apenas corresponde aos elogios rasgados que recebeu, ele consegue superá-los.”  




5 livros

 

Tácio

Comentários
19
Compartilhe
 
imagem-logo
De Tudo um Pouquinho - Copyright © 2016 - Todos os direitos reservados.
Layout e Programação HR Criações