27 novembro, 2017


[Capas pelo Mundo] Assassinato no Expresso do Oriente



Olá leitores do DTuP! Para o mês de novembro escolhi Assassinato no Expresso do Oriente. Agatha Christie é uma das minhas autoras preferidas e com a chegada do filme aos cinemas brasileiros essa semana, decidi fazer um Capas de edições brasileiras. São muitas edições espalhadas pelo mundo - mais de 300 - e aqui no Brasil tem bastante edição!
Sinopse: Pouco depois da meia-noite, uma tempestade de neve pára o Expresso do Oriente nos trilhos. O luxuoso trem está surpreendentemente cheio para essa época do ano. Mas, na manhã seguinte, há um passageiro a menos. Um americano é encontrado morto em sua cabina, com doze facadas, e a porta estava trancada por dentro. Pistas falsas são colocadas no caminho de Hercule Poirot para tentar mantê-lo fora de cena, mas, num dramático desenlace, ele apresenta não uma, mas duas soluções para o crime.
As capas da L&PM Editores:

Assassinato no Expresso Oriente   

    Assassinato no Expresso Oriente

Nova Fronteira

Assassinato no Expresso do Oriente  Assassinato no Expresso do Oriente

Assassinato no Expresso do Oriente  Assassinato no Expresso Oriente (Hercule Poirot, #10)

Assassinato no Expresso do Oriente  Assassinato no Expresso do Oriente

Record:

Assassinato no Expresso do Oriente (Hercule Poirot #10)  Assassinato no Expresso do Oriente

Saraiva de Bolso:

Assassinato no Expresso do Oriente

Círculo do Livro:

Assassinato no Expresso do Oriente  Assassinato no Expresso do Oriente


Essas são as capas brasileiras de Assassinato no Expresso do Oriente! A minha edição é a quarta da Nova Fronteira, mas a quinta edição da Nova Fronteira é a minha capa preferida. A primeira capa da L&PM Editores é muito bonita também! E gostei demais das capas inspiradas no filme. 

Agora é a vez de vocês. Me contem nos comentários as capas que vocês mais gostaram e quais não agradaram tanto. Até o próximo Capas pelo Mundo! 
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17 outubro, 2013


[Resenha] O Amor do Pequeno Príncipe: Cartas a uma desconhecida - Antoine de Saint-Exupéry

 

Ficha Técnica

Título: O Amor do Pequeno Príncipe - Cartas a uma desconhecida
Título Original: Lettres à L'Inconnue
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
ISBN: 978-85-209-2282-8
Páginas: 32
Ano: 2009
Tradutor: Alcida Brant
Editora: Nova Fronteira

pppUma paixão perdida no tempo vem à tona por meio de cartas inéditas de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944) reunidas em O amor do Pequeno Príncipe. A correspondência, reproduzida em fac-símile e traduzida para o português, resgata uma história de amor protagonizada pelo escritor e aviador francês durante seu último ano de vida. Repletas de ilustrações nunca antes vistas de seu personagem mais famoso, essas cartas, destinadas a uma mulher desconhecida, iluminam também a relação entre o autor e sua criação e retomam a mistura de doçura e melancolia que marcou sua obra prima.

Resenha

Em 1943 depois de passar alguns anos exilado nos Estados Unidos e logo após lançar seu livro “O Pequeno Príncipe”, o escrito Antoine de Saint-Exupéry volta a Argel, na Argélia, na tentativa de encontrar o campo de ação militar de sua esquadrilha.

Numa viagem de trem que lhe conduziria até Argel, Antoine conhece uma moça francesa de 23 anos por quem se apaixona instantaneamente. Desta forma, o rapaz em seu último ano de vida, escreve cartas para essa desconhecida, cartas essas que foram achadas anos depois e se encontram atualmente no Museu de Cartas e Manuscritos em Paris.

O PASSARINHO
Então, acabou ou não essa carta? Agora preciso levá-la…
O PEQUENO PRÍNCIPE
Desculpe! Estou escrevendo para uma amiga que se esqueceu completamente de mim…
Pág. 15



Com essas cartas iremos perceber o quão solitário Antoine se sentia e como ele se auto-relacionava com o personagem criado por sí, ao ponto de escrever algumas cartas como se fosse o próprio Pequeno Príncipe.

Apesar de o livro ser bem curtinho, as cartas são muito bonitas e bastante pessoais. Elas são recheadas de emoção e da já caractéristica poesia e sensibilidade de Antoine. Nesse compêndio de cartas teremos a gratificante chance de poder ver novas aquarelas feitas pelo escritor, algumas delas retratando o Pequeno Príncipe, que na maioria das imagens está com feições mais sómbrias e entristecidas, talvez um reflexo de como o autor se sentia na época.

Mandei-lhe um bilhetinho de quatro linhas, mas você não me disse se recebeu. Por isso, menininha invisível, estou lhe enviando uma outra menininha que inventei, que será minha amiga como o Pequeno Príncipe, e cuja história vou lhe contar.

Pág. 17

 



“O Amor do Pequeno Príncipe - Cartas a uma desconhecida” é uma leitura rápida, porém profunda. Sua edição é espetacular: a capa é em papel cartão e o miolo do livro possúi um papel amarelado e grosso. No livro é possível ver a reprodução das cartas em francês ao lado das respectivas traduções. Infelizmente parece que este livro só teve uma edição aqui no Brasil e não se encontra facilmente nas livrarias.

Ele estava triste, e por isso foi injusto. Risquei tudo o que ele dizia… mas guardei o desenho, porque está tão parecido…
Ele não é tão mau assim, mas está tão trsite…

Pág. 19

 


4 livros

Tácio

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31 julho, 2013


[Resenha] Morte Súbita - J.K. Rowling


Ficha Técnica

Título: Morte Súbita
Título Original: The Casual Vacancy
Autor: J. K. Rowling
ISBN: 978-85-209-3253-7
Páginas: 504
Ano: 2012
Tradução e Edição: Izabel Aleixo e Maria Helena Rouanet
Editora: Nova Fronteira

morte-subita-jkrowling-capaQuando Barry Fairbrother morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque. A aparência idílica do vilarejo, com uma praça de paralelepípedos e uma antiga abadia, esconde uma guerra. Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos… Pagford não é o que parece ser à primeira vista. A vaga deixada por Barry no conselho da paróquia logo se torna o catalisador para a maior guerra já vivida pelo vilarejo. Quem triunfará em uma eleição repleta de paixão, ambivalência e revelações inesperadas? Com muito humor negro, instigante e constantemente surpreendente, Morte Súbita é o primeiro livro para adultos de J.K. Rowling, autora com mais de 450 milhões de exemplares vendidos.


Resenha

Não poderíamos terminar o especial de Harry Potter sem reverenciar a mente brilhante por trás dele. Hoje, dia 31, é aniversário do próprio Harry, mas também de sua “mãe-criadora” J.K. Rowling. Com isso trazemos para vocês a resenha de “Morte Súbita”, primeiro livro para adultos dela, publicado em 2012 e envolto em opiniões divergentes, tanto por parte dos fãs como da crítica.

O livro começa com a repertina morte de Barry Fairbrother: marido, pai, gerente de banco, treinador da equipe de remo da escola St. Thomas e membro do Conselho Distrital. Após esse fatídico acontecimento, a cidade de Pagford vira ao avesso. Todos os eventos do livro irão de alguma forma ter alguma relação com esse falecimento, porém ele não é o fator mais importante da história - apesar de parecer - e muito menos Barry é o personagem principal. Na verdade, a estrela indispensável nem humana é.
Ao pé da colina onde moravam, havia uma casa com um jardim triangular. Em geral, os quatro Fairbrother ficavam esperando no portão da frente, mas hoje não tinha ninguém ali. Todas as cortinas estavam fechadas. Por que será que as pessoas têm o hábito de ficar sentadas no escuro quando alguém morre?
Pág. 23
A pequena cidade fícticia de Pagford, localizado no interior do Reino Unido, é o grande palco desta intrigante história. Após a morte de Barry, os moradores de Pagford começam uma guerra silênciosa para tentarem eleger quem irá ocupar a mais nova cadeira vazia no Conselho Distrital. Logicamente que essa briga irá se itensificar com a aproximação da eleição e o poder falará mais alto. No final, o silêncio desta guerra será tomado por verdades (leia-se segredos) nunca ditas, causando a maior confusão entre os habitantes do município.

Para a eleição, são formados dois grupos: os que são a favor e os que são contra a Fields. Fields é um bairro construído entre duas cidades, mas que pertence a Pagford. Este bairro gera tanto debate, pois ele é considerado problemático por grande parte dos moradores, isto ocorre devido ao local abranger uma população mais pobre, além de sediar em suas dominâncias a clínica de reabilitação para viciados em drogas. Barry sempre foi a favor de Fields e um novo membro no conselho será decisivo para que o bairro continue fazendo parte de Pagford ou que seja responsabilidade da cidade vizinha, Yarvil.

No calor da campanha eleitoral eventos estranhos começam a acontecer, assustando a populção local. Na página on-line do conselho da cidade começam a surgir mensagens revelando segredos bastante pessoais dos candidatos, e enigmaticamente quem está postando essas mensagens é alguém utilizando o username “O_Fantasma_de_Barry_Fairbrother”. Essas mensagens acabam gerando instantaneamente mais confusão aos moradores da cidade, restando à eles somente lidarem e aceitarem as consequências dessas revelações.
– É – disse Andrew, pensando em guerras e acidentes de automóvel, e em morrer sob as luzes da velocidade e da glória.
– É – repetiu Bola. – Foder e morrer. É isso aí, né? Foder e morrer. É a vida!
– Tentar foder e tentar não morrer.
– Ou tentar morrer – replicou Bola. – Para algumas pessoas, é assim. Correndo riscos.
Pág. 180
“Morte Súbita” é uma perfeição literária, uma obra suprema e impecável. Sua construção é de deixar o leitor abestalhado, maravilhado e encantado com tamanha capacidade da autora em escrever uma história onde mais ou menos vinte personagens são determinantes tanto para o desenvolvimento como para a conclusão do livro. Sem contar que em nenhum momento existe narração em primeira pessoa, tudo é visto por uma ótica de espectador, viajando e assitindo a vida de cada morador de Pagford, como se nós fossemos uma mosquinha na parede, descobrindo aos poucos os podres de cada um deles.

Não sei ainda bem o motivo de tanta reclamação com o livro. Até hoje ninguém nunca chegou à mim e o elogiou. Me pergunto se essas pessoas são tão fanáticas por Harry Potter que esperavam da J.K algo nessa vertente, que acabaram se limitando a desfrutar de uma história tão bem elaborada quanto a série de HP, mas com muito mais voracidade e logicamente veracidade.

“Morte Súbita” é tão bem escrito, que não têm como você terminar de lê-lo e não se perguntar o que acontece debaixo de seu teto e que você nem imagina, o que acontece na casa de seu melhor amigo e que ele não faz ideia ou o que acontece no seu bairro, na sua cidade, no seu país e que está de certo modo trancado por sete chaves e quais seriam as possíveis consequêcias que iriam ser acarretadas caso esses segredos viessem a ver a luz do dia.
Foram eles que fizeram as suas próprias vidas, pensou com ironia, dobrando a esquina da Foley Road. As vítimas do Fantasma de Barry Fairbrother estavam atoladas na lama da hipocrisia e das mentiras, e não gostavam de escândalos. Eram insetos estúpidos que fugiam da luz brilhante. Não sabiam nada da vida real.
Pág. 380
Tratando de temas polêmicos para a sociedade como bullying, homosexualismo, traição conjugal, pedofilia, estupro, drogas, preconceito, política, entre outras coisas, J.K. nos dá um verdadeiro tapa na cara ao mostrar ao leitor que o mundo está bem longe de ser perfeito e que os problemas que o acercam começam dentro de nós mesmos, dentro de nossas próprias casas.

Não sei classificar este livro, ele não é um policial mas também não é um suspense, não é nem um pouco fantasia ou aventura. Talvez, “Morte Súbita” deveria ser classificado como ficção realista, onde seu contéudo apesar de ser ficcional retrata artisticamente realidades diversas de tantas pessoas e lugares.

Como uma teia de aranha, Rowling entrelaça e conecta personagens, sentimentos e ações como uma profissional que ela já provou ser. Este livro é de se apaixonar: paixão logicamente pela autora, paixão por sua história inteligente, paixão por cada personagem que permeia suas páginas. Acho que nem preciso dizer que “Morte Súbita” é um must read independente do gosto literário de quem o for ler, vale muito a pena lê-lo e refletí-lo. É entretenimento garantido, o supra-sumo da literatura contemporânea.
– O casamento é sempre um mistério para quem está de fora – disse ela, cautelosa. – Ninguém pode saber o que acontece entre duas pessoas, só elas mesmas. Você não devia julgar ninguém, Gavin.
Pág. 427



5 livros

 

Tácio

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