04 janeiro, 2019


[Resenha] The Beatles: Yellow Submarine - Bill Morrison

Ficha Técnica 

Título: The Beatles: Yellow Submarine
Título Original: The Beatles: Yellow Submarine
Autor: Bill Morrison
ISBN: 978-85-9454-068-3
Páginas: 112
Ano: 2018
Tradutor: Bruno Dorigatti
Editora: DarkSide Books
Basta uma nota para voltarmos no tempo, em que jovens cabeludos que só queriam mudar o mundo acabaram se tornando a trilha sonora de nossas vidas. Chegou a hora de embarcar novamente no submarino amarelo e mostrar para uma nova geração que se eles existem, é porque aprendemos a sonhar em Pepperland. Baseado em várias músicas dos Beatles, o filme Yellow Submarine, lançado em 1968, conta a história de Pepperland, um paraíso subaquático onde o vento espalha as adoráveis canções da banda do Sgt. Peppers aos quatro cantos e onde ninguém se sente sozinho. Quando o líder dos Malvados Azuis, que odeia música, ameaça as cores e a existência de Pepperland, o marinheiro idoso jovem Fred sai no lendário Submarino Amarelo para buscar ajuda e recruta os garotos de Liverpool para libertar sua cidade. Yellow Submarine se destaca pela colorida mistura de estilos e técnicas inovadoras na época, além da harmoniosa combinação das músicas que ajudam a derrubar os Malvados Azuis. A música e o amor como resposta aos ataques e ao autoritarismo desse grupo que odeia tudo o que torna Pepperland especial é o que se sobressai da animação. Agora, os fãs de uma das maiores bandas de todos os tempos podem reviver a história clássica dos Beatles e comemorar o aniversário de 50 anos de estreia do filme com a DarkSide® Books. A editora mais rock ‘n’ roll do Brasil traz para os fãs a adaptação oficial de Yellow Submarine para os quadrinhos feita por Bill Morrison, um dos desenhistas de Os Simpsons e também editor da revista mad. A profusão de cores da arte, aliada ao roteiro divertido e arrojado e a habilidade de Bill Morrison de contar histórias faz com que o leitor embarque na aventura do jovem Fred para salvar Pepperland dos seres que instalaram a tristeza, o medo e o silêncio na cidade. Cada painel é ricamente detalhado e ajuda a contar a história que os fãs mais fervorosos da banda — e a nova geração que se delicia com os acordes que não saem de moda — sabem de cor e salteado.

Resenha


Em comemoração aos 50 anos da estreia do filme Yellow Submarine, a DarkSide trouxe para os fãs da banda e aos que não conhecem a famosa banda de Liverpool a chance de conhecer essa história.

Embora eu conheça e goste muito das músicas dos Beatles, sabia da existência do filme, mas nunca tive a oportunidade de assisti-lo e agora, com a DarkSide, tive essa chance 😍.



O filme era uma animação que foi adaptada para uma graphic novel por Bill Morrison, um dos desenhistas do desenho animado Os Simpsons e também é editor da revista Mad, sem falar no trabalho como ilustrador na Disney nos anos 1980, onde trabalhou em filmes como Peter Pan, A Raposa e o Cão, A Pequena Sereia e muitos outros.

Assim como era característico da aura psicodélica dos anos 1960, dá para perceber que Morrison trouxe a mesma premissa para a graphic novel, são muitas cores misturadas para retratar principalmente os moradores de Pepperland e os garotos de Liverpool.



Na história estamos em Pepperland, uma terra com muita cor e música onde os moradores vivem em paz e harmonia, mas isso causa inveja no líder dos Malvados Azuis, que quer acabar com a música e consequentemente, com a alegria e as cores de Pepperland e ataca a cidade. Com isso, o prefeito incube o jovem Fred de comandar o Submarino Amarelo em busca de ajuda em outras terras. Assim, ele encontrará Ringo, que, junto com os amigos, aceitará ir até Pepperland ajudar essas pessoas que não conhecem.



Depois de muitos obstáculos pelos mares confusos, eles chegam em Pepperland, mas a situação é muito crítica, mas com sua música e o amor conseguirão reverter os efeitos causados pelos Malvados Azuis.

Tratando-se de uma graphic novel a história é muito rápida de ser lida, mas são tantos elementos gráficos que complementam a história que a gente se vê completamente absorvido nesse mar de cores e detalhes.

Mais uma vez a DarkSide fez um trabalho incrível com a diagramação, com o cuidado da edição, o papel (couchê, que favorece o colorido), o tamanho do livro (maior do que os mais usuais no mercado - 20x30cm).



Uma linda edição de colecionador para termos em casa e presentear nossos amigos, não acham? Os viajantes dos mares do tempo, de monstros, de buracos, verdes e tantos outros se sentirão em casa com essa aventura repleta de esperança e alegria para ajudar a enfrentar os tempos sombrios.

Compre na Amazon

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob 😉
Comentários
7
Compartilhe

13 maio, 2018


[Resenha] Deuses Americanos - Neil Gaiman, P. Craig Russell & Scott Hampton

Ficha Técnica 

Título: Deuses Americanos: Sombras
Título Original: American Gods - Volume 1: Shadows
Autor: Neil Gaiman
Adaptação: P. Craig Russell & Scott Hampton
ISBN: 978-85-510-0306-0
Páginas: 264
Ano: 2018
Tradutor: Fernando Scheibe & Leonardo Alves
Editora: Intrínseca
O grande clássico de Neil Gaiman agora em quadrinhos. Mistura de road trip, fantasia e mistério, o romance Deuses Americanos alçou Neil Gaiman à fama mundial e ao posto de um dos maiores escritores de sua geração. Agora, os fãs de quadrinhos e da obra-prima do autor têm mais um motivo para celebrar: chega às livrarias o primeiro volume das graphic novels inspiradas em Deuses americanos. Ao todo, serão três volumes. Em Sombras, as cores e os traços vibrantes de P. Craig Russell e Scott Hampton nos apresentam Shadow Moon, um ex-presidiário de trinta e poucos anos que acabou de sair da prisão e descobre que sua mulher morreu em um acidente de carro. Sem lar, sem emprego e sem rumo, ele aceita trabalhar para o enigmático Wednesday e embarca em uma viagem tumultuada e reveladora por cidades inusitadas dos Estados Unidos. É nesses encontros e desencontros que o protagonista se depara com os deuses - os antigos (que chegaram ao Novo Mundo junto dos imigrantes) e os modernos (o dinheiro, a televisão, a tecnologia, as drogas) -, que estão se preparando para uma guerra que ninguém viu, mas que já começou. O motivo? O poder de não ser esquecido.

Resenha


“Deuses Americanos” é o quarto romance escrito por Neil Gaiman, lá em 2001, e desde então se tornou uma das obras mais aclamadas e premiadas do autor. Adaptada ano passado para uma série televisiva, acaba de chegar ao país a versão em HQ do livro, criada em conjunto com os já parceiros de Gaiman, P. Craig Russell e Scott Hampton, ambos com dedinho em Sandman.

Essa é a primeira de três comics, e o seu subtítulo é “Sombras”. Aqui, o leitor irá se deparar com nove capítulos, que contarão a história de Shadow. Recém saído da prisão, nosso protagonista se encontra em uma situação delicada: sua namorada sofreu um acidente de carro com seu melhor amigo e os dois não resistiram aos ferimentos. Sem ter onde morar ou um trabalho para lhe sustentar – seu falecido amigo lhe prometera um emprego –, Shadow acaba recebendo uma oferta estranha, mas que, em sua situação atual, fica difícil de recusar.


Um estranho chamado Wednesday, aborda Shadow lhe oferecendo um emprego com um pagamento melhor que qualquer outro que um ex-presidiário poderia conseguir. Sem ter muito para onde correr, Shadow acaba aceitando trabalhar com o Sr. Wednesday, como um tipo de faz tudo.

A partir daí, eles iniciam uma jornada com algumas paradas, sendo a primeira delas o enterro da ex-namorada de Shadow. Após a cerimônia, Shadow começa a ter sonhos estranhos e presenciar coisas improváveis de acontecer, uma mistura entre fantasia e realidade, deixando nosso herói extremamente confuso, mas o preparando para os acontecimentos futuros que o seu novo emprego exigirá.


“Deuses Americanos: Sombras” é uma HQ muito complexa, não por ser difícil de se entender, mas porque abrange uma gama muito grande de vertentes, que interligadas, criam o rumo principal da história. Infelizmente, tal narrativa teve que ser dividida, e querendo ou não, isso afeta o andar das coisas. Lembrando que, transformar um livro de quase 600 páginas em 3 volumes com imagens e poucas sentenças, por si só não é uma tarefa simples de se cumprir.

Se tratando dessa penosa tarefa, não precisam se preocupar. A adaptação é satisfatória, e tenta pegar os pontos principais do livro, incluindo certas passagens que por enquanto parecem muito soltas e desconexas, mas que mais para frente serão de suma importância, pois giram em torno exatamente do título da obra. Tenho que dizer, para quem não conhece o livro, a sinopse entrega muita coisa que esse primeiro volume ainda não trabalha… achei um pouco de descuido.


Para quem já leu as adaptações em quadrinhos de algum romance de Gaiman, ou até mesmo sua obra prima que é Sandman, irá se familiarizar com os traços, cores e estilo utilizados aqui. Isso se deve, como disse anteriormente, a parceria de longa data desses artistas, que trabalham juntos há muitos anos em diferentes projetos. Em algumas passagens poderemos notar mudanças no estilo apresentado pelos principais envolvidos, e isto acontece pois na confecção de “Deuses Americanos” houve a participação de inúmeros artistas, entre eles Walter Simonson (Thor), Glenn Fabry (Preacher) e o brasileiro Fábio Moon (Daytripper).

Com uma edição bem bonita, que só faltou vir em capa dura, “Deuses Americanos: Sombras” mostra o melhor do mundo fantástico imaginado por Neil Gaiman ganhando vida por mãos tão talentosas e renomadas. Bebendo no seio de diversas mitologias e misturando diversos gêneros como road trip e suspense, esta adaptação é mais uma prova da qualidade desta obra em questão. Resta agora, além de esperarmos ansiosamente pela segunda temporada da série, torcemos para a Intrínseca não demorar de publicar os dois volumes seguintes.



Amazon
Comentários
8
Compartilhe

25 abril, 2018


[Resenha] Uma Dobra no Tempo - Madeleine L'Engle e Hope Larson

Ficha Técnica 

Título: Uma Dobra no Tempo
Título Original: A Wrinkle in Time: Graphic Novel
Autor: Madeleine L'Engle (adaptação)
Ilustração: Hope Larson
ISBN: 978-85-9454-102-4
Páginas: 390
Ano: 2018
Tradutor: Érico Assis
Editora: DarkSide® Books
Uma Dobra no Tempo
Um clássico que atravessou o tempo para inspirar. Mestres da literatura, agora em quadrinhos. Há mais de 50 anos, as palavras de Madeleine L’Engle encantam gerações de leitores e inspiram escritores a quebrarem as barreiras terrestres para explorar novos mundos. Uma Dobra no Tempo é aquele tipo de livro que tem lugar cativo na estante e no coração dos leitores, e de vez em quando cai nas mãos de seu dono para que ele possa voltar no tempo. E verdade seja dita: quem se aventurou por suas páginas nunca mais enxergou noites escuras e tempestuosas da mesma maneira. A DarkSide Books convida os leitores a embarcarem nessa viagem clássica reimaginada pela talentosa ilustradora Hope Larson. Em Uma Dobra no Tempo, o pai de Meg e Charles Wallace, um exímio físico, está desaparecido há dois anos. A aventura começa quando, em uma noite de tempestade, eles recebem a visita de uma senhora peculiar, a sra. Queque é, que foi tirada de sua rota pelo vento enquanto viajava pelo tempo e espaço utilizando o tesserato. Na companhia de mais duas criaturas sobrenaturais, a sra. Quem e a sra. Qual, e de um garoto chamado Calvin O’Keefe, eles partem pelo universo em busca de qualquer indício do paradeiro do dr. Murry. Mas o que eles descobrem vai muito além disso: todo o universo está sendo atacado pela Escuridão, uma força perigosa que traga a luz das estrelas e dos planetas, em uma luta contra o mal que parece nunca acabar. Roteirista das histórias da Batgirl, da DC Comics, e ganhadora de um Eisner Award, a maior honraria para um quadrinista, Hope Larson realiza um trabalho impecável ao reacender as memórias de quem cresceu na companhia de personagens tão carismáticos, ao mesmo tempo em que introduz, com respeito e carinho, o universo de Madeleine L’Engle para quem acabou de embarcar nessa jornada. E que jornada. Uma Dobra no Tempo é uma aventura emocionante para todas as idades que discute temas importantes e eternos como coragem, aceitação das diferenças e a importância de acreditar em si mesmo. A jornada de Meg, uma garota comum e ao mesmo tempo extraordinária, nos mostra que existe um poder capaz de vencer qualquer obstáculo: o amor. Com interpretações vívidas que respiram nostalgia, seu traço cuidadoso ganha ainda mais frescor com o tom azulado que permeia as ilustrações, garantindo uma experiência completa. A DarkSide Graphic Novel ganhou mais um quadrinho preparado com esmero, naquele padrão de qualidade que os darksiders já conhecem — e que seria aprovado em qualquer lugar do tempo e espaço. Essa belíssima história também ganhou uma adaptação nos cinemas, em um filme da Disney estrelado por Oprah Winfrey, Reese Witherspoon e Mindy Kaling. Seja no cinema, nos livros ou nos quadrinhos, uma coisa é certa: Uma Dobra no Tempo chegou para deixar o leitor querendo dar um jeito de tesserar por aí.

Resenha

Acreditar em si mesmo independente do que digam sobre você. A adaptação e ilustrações de Hope Larson para a obra de Madeleine L'Engle foi uma grata surpresa. Uma Dobra no Tempo nos apresenta a família de Meg Murry. Meg é uma garota muito inteligente e por não se enquadrar no perfil escolhido como "o normal" sofre muito no colégio. A garota precisa lidar com seus colegas maldosos, com os comentários sobre um de seus irmãos - Charles Wallace - e com a ausência de seu pai. O pai de Meg sempre viajou muito por causa de seu trabalho, sempre mantinha contato, mas agora estava desaparecido. Além da garota, seus irmãos (Sandy, Dennys e Charles Wallace) e sua mãe também sofriam com o desaparecimento e a falta de respostas do pai. 

Meg é conhecida em seu colégio como esquisita, a garota explosiva e que briga com todos. Contudo, deve ser bem difícil ocupar um espaço com tantas pessoas que fazem chacota diária com o jeito de seu irmão mais novo e com o desaparecimento de seu pai. Apesar desses problemas, é uma garota muito amada por sua família. Sua mãe extremamente compreensiva e amorosa demonstra uma força impressionante diante de tantas incertezas. Mas é em Charles Wallace que a garota encontra refúgio. O irmão mais novo parece ser o único que a entende completamente e as insinuações de que o garoto teria problemas, que é esquisito deixam Meg muito irritada. 


Charles Wallace é um garoto sensível e com um dom. Calmo e tão maduro para sua idade, ele traz serenidade para vida de seus familiares. E é através dele que podem descobrir o paradeiro de seu pai. Charles é amigo três senhoras consideradas estranhas. Elas moram numa casa dita assombrada e é uma dessas visitas de Charles as amigas, que Meg se aproxima de Calvin e eles ganham mais uma pessoa para ajudar na busca de seu pai.

As senhoras Quequeé, Quem e Qual são especiais e possuem alguns poderes que vão auxiliar Meg, Charles Wallace e Calvin nessa busca. Ao decorrer da leitura percebemos que o grande propósito do livro é nos mostrar que mesmo quando tudo parece impossível, desesperador e sem esperança, é necessário acreditar que podemos reverter essa situação. Não se importar em assumir quem somos e defender nossas ideias. Superar os obstáculos e colocar o amor em primeiro lugar. 


As senhoras amigas ensinam aos jovens e a nós leitores que é preciso acreditar para conseguir. Acreditar que seu pai não tinha os abandonado foi o primeiro passo para os garotos conseguirem continuar a missão. Passar pelas viagens, pelos percalços e ter em mente que eram capazes de achar e trazer o pai para casa.

A adaptação e ilustrações de Hope Larson ficaram lindíssimas. A edição da graphic novel está impecável, DarkSide Books sempre entregando um trabalho extremamente cuidadoso e belo. A graphic novel é toda em preto, branco e azul e o traço de Hope me agradou. Soube que ela é responsável pelas histórias recentes da Batgirl e fiquei curiosa para conhecer mais do seu trabalho.


Fico muito feliz em ler uma graphic novel com tantas lições e uma preocupação em mostrar para seu público como é importante acreditar que é capaz. Uma Dobra no Tempo é um livro antigo e ao mesmo tempo atual. Aceitação, acreditar em si mesmo, superar as adversidades, colocar o amor em primeiro lugar são alguns dos pontos tocados nessa história. Os livros para o público infanto-juvenil, em minha opinião, devem trazer temas que contribuam para a formação desses jovens leitores. A história de Madeleine L'Engle foi recentemente adaptada para o cinema. Leitura mais do que recomendada! 

Comentários
2
Compartilhe

19 abril, 2018


[Resenha] Meu Amigo Dahmer - Derf Backderf

Ficha Técnica 

Título: Meu Amigo Dahmer
Título Original: My Friend Dahmer
Autor: Derf Backderf
ISBN: 978-85-945-4035-5
Páginas: 288
Ano: 2017
Tradutor: Érico Assis
Editora: Darkside Books

MEU AMIGO DAHMER traz o perfil do psicopata Jeff Dahmer quando este ainda era um aluno do ensino médio. O autor do livro foi seu colega de turma nos anos 1970, e conviveu com o futuro “canibal de Milwaukee” com uma intimidade que Dahmer talvez só viesse a compartilhar novamente com suas vítimas. Juntos, Derf e Dahmer estudaram para provas, mataram aula, jogaram basquete. Os dois tomaram rumos diferentes, e Derf só voltaria a saber do amigo pelo noticiário, anos depois. Em 1991, os crimes de Jeffrey Dahmer vieram à tona: necrofilia, canibalismo e uma lista de pelo menos 17 mortos, entre homens adultos e garotos. O primeiro assassinato teria acontecido meses após a formatura no colégio. Além de remexer nos seus velhos cadernos e álbuns de fotografia, Derf consultou seus amigos de adolescência, antigos professores, os arquivos do FBI e a cobertura da mídia após a descoberta de seus crimes antes de roteirizar MEU AMIGO DAHMER. 

Resenha

Sem amigos, Jeff Dahmer passa despercebido na escola em que frequenta, sendo somente mais um na multidão de alunos. Ao chegar em casa após suas aulas, Dahmer vai para uma abandonada cabana na floresta atrás de seu quintal, onde coloca em prática um estranho e peculiar hobby: decompor animais. Após recolher carcaças de gatos e pequenos roedores que encontra pelas beiras de estradas ou na própria floresta, Dahmer coloca esses bichos dentro de frascos mergulhados em ácido para observar a reação química.


Com uma rotina obscura e solitária, Dahmer vê uma grande mudança na sua vida. Ao mesmo tempo que presencia o casamento de seus pais ruir, o jovem começa a chamar a atenção de seus colegas de escola, de uma forma tão peculiar quanto suas mórbidas ações pós classe. Dahmer finge ter espasmos e falar com a língua presa aos berros, e por algum motivo, isso gera risadas dos alunos, um deles sendo John ‘Derf’ Backderf e seus amigos.

Derf é o autor de “Meu Amigo Dahmer”, logo, essa HQ da Darkside é baseada em fatos reais. Nela iremos acompanhar relatos de um psicopata, que desde sua fase escolar mostrava traços perigosos, através do olhar de um colega, talvez uma das poucas pessoas que teve de certo modo, algum tipo de relacionamento mais próximo com Dahmer, além da sua própria família... e provavelmente, de suas vítimas. Com uma lista em torno de 17 assassinatos, os crimes de Jeff foram descobertos em 1991, mais ou menos uns treze anos após sua fase no ensino médio. Aqui, em “Meu Amigo Dahmer”, Derf Backderf tenta mostrar através de seus traços e de uma intensa pesquisa pessoal e também jornalística, a vida de um monstro, que poderia ter sido o meu, ou o seu amigo de escola.

A história por si só é de prender o leitor. Interessante e rica, a narrativa escolhida por Backderf é excepcional ao conseguir retratar várias nuances de uma personagem tão complexa como Dahmer sem se perder. Logicamente, que o desenho é o ponto principal de uma graphic novel, e aqui ela é apresentada de uma forma bonita e bem expressiva, com muitas curvas e um misto de sombras e claridade, alternando entre quadros ricos em detalhes com outros mais abertos e simplistas.



A HQ é tão bem estruturada e montada visualmente, que a mesma lembra frames de filmes, um se conectando ao seguinte, e assim por diante. Não é atoa que além disto, e do fato de uma boa história por detrás, que “Meu Amigo Dahmer” foi adaptado cinematograficamente. O filme infelizmente não foi muito além dos festivais e de um lançamento limitado em Novembro do ano passado nos Estados Unidos, não chegando aos cinemas nacionais. Tendo recebido críticas até que positivas, a fiel adaptação tem no papel principal o ator e músico Ross Lynch e Alex Wolff, de “A Culpa é das Estrelas”, como Derf.



A edição para variar, está impecável. Além de ser impresso em um papel mais grosso e com a já famosa encadernação da Darkside, o livro conta com um vasto número de surpresas dentro de si. Fora a história de Dahmer, o leitor irá encontrar também um prefácio escrito pelo autor, onde ele explica rapidamente o processo de criação da HQ; as fontes, que serviram como pesquisa para Derf construir sua narrativa; e para fechar, um leque de material extra, contendo cenas deletadas, esboços e fotografias originais.

“Meu Amigo Dahmer” foi o primeiro quadrinho do selo Darkside® Graphic Novel, iniciado no segundo semestre do ano passado, e essa escolha não poderia ter sido diferente. Com uma história que lembra claramente a cerne da empresa em publicar obras voltadas ao terror, “Meu Amigo Dahmer” também consegue facilmente estar ao lado de grandes obras do já clássico selo Crime Scene, que contam histórias reais de assassinos reais. Com 7 exemplares já publicados neste novo selo, e com mais dois para sem lançados neste mês, a obra de Derf Backderf é uma ótima pedida para mergulhar nessa nova e empolgante empreitada da Darkside Books.

Amazon
Comentários
3
Compartilhe

12 agosto, 2013


[Resenha] O Mar de Monstros: Graphic Novel - Rick Riordan


Título: O Mar de Monstros: Graphic Novel
Título Original: The Sea of Monsters: The Graphic Novel
Autor: Rick Riordan
Adaptação: Robert Venditti
Ilustrações: Attila Futaki
ISBN: 978-85-8057-358-9
Páginas: 128
Ano: 2013
Tradutor: Editora Intrínseca
Editora: Intrínseca


Sinopse
 
untitledNa versão em graphic novel da segunda aventura da série Percy Jackson e os olimpianos, Percy e seus amigos estão em busca do Velocino de Ouro, único artefato mágico capaz de proteger da destruição seu lugar predileto e, até então, o mais seguro do mundo: o Acampamento Meio-Sangue. Com o envenenamento da árvore de Thalia por um inimigo misterioso, as fronteiras mágicas que protegem o Acampamento estão ameaçadas, e é preciso buscar o antídoto. As coordenadas da missão -30-31-75-12 - são uma referência ao Triângulo das Bermudas, no temido Mar de Monstros. Uma jornada que colocará à prova a herança de nossos heróis - quando Percy irá questionar se ser filho de Poseidon é uma honra ou uma terrível maldição.

Resenha
Bem, já faz três anos que li O Mar de Monstros, segundo livro da série Percy Jackson e os Olimpianos, praticamente o mesmo tempo desde que foi lançado o primeiro filme da série. Na verdade quando assisti o filme me interessei pela série e fui atrás dos livros, mas quando os li descobri que o filme não tinha praticamente nada a ver com o livro, fato esse que, pelo relato da Auri, foi corrigido nesta sequência que chega aos cinemas nas próximas semanas.

Mas voltando aos livros, esse é o primeiro Graphic Novel que leio e o vi mais como um resumo do livro original, como não li o graphic novel de O Ladrão de Raios, não poderei compará-los…

selo_blogparceiro_2013.1_thumb13212Como o livro é curto, nos atemos ao cerne da história. Percy está se preparando para voltar ao Acampamento Meio-Sangue após um ano afastado (ano letivo), porém descobre que a árvore de Thalia, que protege o acampamento dos ataques dos monstros foi envenenada e que a única coisa que pode salvá-la é o Velocino de Ouro, desaparecido há muito tempo.

Para piorar, ele descobre também que seu amigo Grover está preso em algum lugar que não faz ideia de onde seja e corre extremo perigo.

Para achar seu amigo e o Velocino, Percy sai em missão com Annabeth e Tyson pelo mar de monstros, que como diz o nome, tem muitos monstros perigosíssimos. E claro, eles não têm muito tempo para cumprir a missão.

Embora tenha algum tempo que li o livro, me lembro bem da história, então pude aproveitar as ilustrações feitas pelo Attila, que eu particularmente amei.

A qualidade do livro é outro ponto crucial aqui. Todo em papel couchê, percebe-se o cuidado que a Editora Intrínseca teve para manter o alto padrão dos livros, principalmente quando se trata de Rick Riordan.

Sem dúvida vale a pena a leitura, mas se puderem ler primeiro O Mar de Monstros poderão aproveitar melhor as ilustrações contidas no graphic novel.

Beijos lindos e até a próxima!!! 

4 livros
Comentários
18
Compartilhe

06 março, 2013


[Resenha] Coraline: Graphic Novel - Neil Gaiman


Título: Coraline: Graphic Novel
Título Original: Coraline: The Graphic Novel Adaptation
Autor: Neil Gaiman
Adaptação e ilustrações: P. Craig Russel
ISBN: 978-8579-800-48-1
Páginas: 186
Ano: 2008
Tradutor: Regina de Barros Carvalho
Editora: Rocco Jovens Leitores


Sinopse
coraline-em-quadrinhosA história de Coraline é de provocar calafrios. No livro, a jovem Coraline acaba de se mudar para um apartamento num prédio antigo. Seus vizinhos são velhinhos excêntricos e amáveis que não conseguem dizer seu nome do jeito certo, mas encorajam sua curiosidade e seu instinto de exploração. Em uma tarde chuvosa, a menina consegue abrir uma porta que sempre estivera trancada na sala de visitas de casa e descobre um caminho para um misterioso apartamento ‘vazio’ no quarto andar do prédio. Para sua surpresa, o apartamento não tem nada de desabitado, e ela fica cara a cara com duas criaturas que afirmam ser seus “outros” pais. Na verdade, aquele parece ser um “outro” mundo mágico atrás da porta. Lá, há brinquedos incríveis e vizinhos que nunca falam seu nome errado. Porém a menina logo percebe que aquele mundo é tão mortal quanto encantador e que terá de usar toda a sua inteligência para derrotar seus adversários.

Resenha


Em 2002, Neil Gaiman publicou “Coraline”, um livro que narra as aventuras de uma menina descobrindo os mistérios acerca de sua nova casa. A obra ganhou o Hugo Award em 2003 por melhor livro, o Nebula Award no mesmo ano e na mesma categoria e o Bram Stoker Award por melhor obra para jovens leitores em 2002.

Em 2008, P. Craig Russel adaptou e ilustrou uma versão em HQ de “Coraline”. A adaptação é excelente e não poderia ser diferente tendo como ponto de partida uma história bem escrita, personagens bem construídos, além de contar com desenhos de extremo bom gosto. “Coraline” vai muito além de um conto para crianças, com sua trama que chega a ser obscura e densa, sendo uma história capaz de agradar diversos públicos, seja através do livro, da graphic novel ou da animação, lançada em 2009.
Descobriu o aquecedor de água central. Contou as janelas. Contou as portas. Das portas, treze abriam e fechavam. A outra - grande e de madeira escura esculpida , no canto mais afastado da sala de vistitas - estava trancada.
Pág. 10
Coraline é uma menina que se muda com seus pais para uma nova casa e lá, por falta do que fazer, decide explorar a região em busca de aventura. Após conhecer os vizinhos e andar pelo terreno, ela volta pra dentro de casa e acaba encontrando uma porta, e ao abrí-la fica decepcionada ao perceber que existe um muro atrás dela.

Na mesma noite Coraline sonha que a tal porta está aberta e ouve ruídos pela casa. No dia seguinte, quando seus pais saem e ela fica sozinha, Coraline decide re-abrir a porta e surpreendentemente se depara com um corredor escuro e cheirando a mofo. Ao atravessá-lo, a menina se encontra novamente dentro de sua casa, porém seus pais estão diferentes: eles possuem botões no lugar dos olhos.
Havia um odor frio e bolorento. Cheirava a alguma coisa muito velha e muito lenta. Coraline atravessou a porta.
Pág. 29
Sua “outra” mãe é perfeita: atenciosa, cozinha bem e é basante carinhosa. Ao passear pelo o “outro” mundo, Coraline percebe que seus vizinhos também estão diferentes. Apesar das coisas parecem iguais, em certo ponto elas são diferentes. Enquanto isso, tudo que a “outra” mãe mais quer é que sua querida filha, ao qual ela alega ter esperando por muito tempo, costure botões no lugar de seus olhos para que eles sejam felizes para sempre como uma família.

Coraline recusa a oferta e decide voltar para sua verdadeira casa, mas lá nota que seus pais ainda não voltaram e começa a ficar preocupada. Ao perceber que eles sumiram de verdade, a menina decide regressar para o “outro” mundo, na tentativa de recuperar seus verdadeiros pais, mas para isso ela terá que enfrentar a “outra” mãe em um jogo, e caso perca, Coraline terá que costurar os botões em seus olhos e ficar ali para sempre.
– Se eu perder ficarei aqui com você para sempre e deixarei você me amar. Serei a mais obediente das filhas. Comerei sua comida e jogarei baralho com você. E deixarei você costurar seus botões nos meus olhos.
Pág. 101
Fugindo de qualquer fórmula que exista para criar uma história infantil, Neil Gaiman ousa e arrisca toda sua criatividade em um conto fora dos padrões. “Coraline” trabalha bastante com o psicólogico, perpassando pelo imaginário e principalmente pelos medos, sendo extremamente aceitável suas comparações com o estilo do grande clássico “Alice no País das Maravilhas”. Sem dúvida alguma é uma leitura mais do que indicada, bastante inteligente e de qualidade inquestíonavel. Para aqueles que gostam de quadrinhos, a versão em HQ com os traços de Russel, é mais do que indicada.

5 livros

Tácio
Comentários
10
Compartilhe
 
imagem-logo
De Tudo um Pouquinho - Copyright © 2016 - Todos os direitos reservados.
Layout e Programação HR Criações