Ficha Técnica
Título: Memória da ÁguaTítulo Original: Memory of Water
Autor: Emmi Itäranta
ISBN: 978-85-01-10311-6
Páginas: 288
Ano: 2015
Tradutor: Liliana Negrello e Christian Schwartz
Editora: Galera Record
Num futuro distante, depois de muitas guerras, a Europa foi dominada pela China, e o bem mais precioso dos tempos antigos se tornou tão escasso quanto a liberdade. A água passou a ser controlada e distribuída em cotas pelos militares. Noria é filha de um mestre do chá, uma profissão muito antiga que tem conhecimento sobre a localização das nascentes de água. Ela está sendo treinada para substituir o pai, e dentre todos os ensinamentos, ele revela à filha seu maior segredo: uma fonte natural escondida que fornece água para a família. Desamparada em um mundo destruído, ela começa a questionar o significado de tamanho privilégio. Guardar esse segredo é negar ajuda ao restante de população, e ajudá-los é colocar em risco a própria vida: os militares punem severamente quem for descoberto desfrutando de alguma fonte ilegal de água. Como o pai a ensinou, é preciso ter sabedoria para compreender o verdadeiro poder da água. Mas Noria também aprendeu que a sabedoria representa, acima de tudo, o poder de decidir seu próprio destino, a escolha entre lutar e se entregar.
Resenha
Quando vi a sinopse desse livro logo me empolguei. Fazia tempo que não lia uma distopia e estava realmente disposta a me aventurar em Memória da Água, afinal, a premissa de um mundo distópico onde a água é um bem escasso e disputado me atrai. Inclusive li Caminhos de Sangue (que até hoje não saiu a continuação aqui no Brasil) que tem essa premissa também. Mas ao contrário de Caminhos de Sangue, Memória da Água me deixou frustrada ao final da leitura, vou explicar o porquê.
A mudança era mais forte e mais rápida do que eu. A casa estava diferente, minha vida estava diferente, e eu tinha que aceitar isso, mesmo desejando de todo coração negar a situação.Entretanto, uma série de acontecimentos levam Noria a ficar sozinha em um momento delicado de sua vida e vemos o quão sem rumo ela está. Sabemos bem por cima que nas grandes cidades existe uma guerra, que acreditamos ser motivada pela falta de água, mas não sabemos quem está em guerra, o que de fato está acontecendo e a curiosidade para saber cada vez mais nos leva nas demais páginas.
Pág. 142
Porém, a narrativa segue de forma lenta e não consegui ver a estória fluir, sentia a todo momento que dava voltas e voltas e não saía do lugar. Sendo uma distopia, para mim faltou falar mais do aspecto político, do que de fato estava acontecendo. Mas daí você me perguntas: "então foca em um romance?" Não, não tem romance. O que vemos um pouco é a relação dela com a família e com a única amiga além da forte clareza entre o que é certo e o que é errado.
Os segredos nos desgastam como a água desgasta as pedras. Na superfície, nada parece mudar, mas as coisas secretas nos consomem e, lentamente, nossas vidas passam a se moldar por elas.Soube que o livro é único, ou seja nada de série, nada de um próximo livro que explique melhor as coisas. Por isso fiquei frustrada, vi nessa sinopse muito potencial para uma distopia brilhante e não encontrei nem um terço disso.
Pág. 177
Não posso dizer que o livro é ruim, mas não me agradou, não sei se fui com expectativas demais, mas esse é o meu sentimento com relação ao livro.
Algum de vocês já leram? O que acharam??
Onde comprar: Buscapé

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