13 março, 2023


[Resenha] De Férias Com Você - Emily Henry

Ficha Técnica 

Título: De Férias Com Você
Título Original: People We Meet on Vacation
Autor: Emily Henry
ISBN: 978-65-5924-141-5
Páginas: 392
Ano: 2022
Tradutor: Cecília Camargo Bartalotti
Editora: Verus
Dois melhores amigos. Dez viagens de verão. Uma última chance de se apaixonar.
Poppy e Alex. Alex e Poppy. Eles não têm nada em comum. Ela é uma garota rebelde; ele usa calça cáqui. Ela tem um desejo insaciável de viajar; ele prefere ficar em casa lendo um livro. E de alguma forma, desde uma fatídica carona na faculdade há muitos anos, os dois são melhores amigos. Durante a maior parte do tempo, Poppy e Alex moram longe um do outro — ela em Nova Iorque, ele em sua pequena cidade natal —, mas todo verão, há dez anos, embarcam juntos em uma semana deliciosa de férias.
Até dois anos atrás... quando eles estragaram tudo. E, desde então, não se falaram mais.
Poppy tem todas as coisas de que precisa, mas se sente estagnada. E, se alguém lhe pergunta quando foi a última vez que se sentiu realmente feliz, ela sabe que foi naquela viagem final com Alex. Por isso decide convencer seu melhor amigo a saírem de férias juntos mais uma vez — pôr tudo em pratos limpos, fazer dar certo. Milagrosamente, ele concorda.
Agora Poppy tem uma semana para consertar as coisas. E, quem sabe, contornar a grande verdade que permanece em silêncio no meio de sua amizade aparentemente perfeita.
Será que algo mais ainda pode dar errado?

Resenha


Depois de ter conhecido a escrita da Emily Henry com Leitura de Verão não tinha como não ficar curiosa para ler essa nova história, ainda mais sendo uma história de grandes amigos.

Poppy Wright e Alex Nilsen são melhores amigos há doze anos e é uma amizade improvável aos olhos de muitas pessoas — pelo menos era no início para eles e para quem vê de fora. Poppy gosta de viajar, sair, curtir a vida. Desde muito nova ela queria sair da pequena Linfield, Ohio, queria viajar pelo mundo. Do outro lado dessa amizade está Alex, um cara pé no chão, que perdeu a mãe quando ainda era uma criança e se viu criando os três irmãos mais novos enquanto o pai afundava no luto. Ele é quieto, não costuma demonstrar os sentimentos, gosta de ficar em seu canto lendo, tem dificuldade em se abrir para novas amizades. Ela é baixinha, ele é muito alto. Ela é muito barulhenta, ele é silencioso. Eles se conheceram longe de casa, na semana de apresentação na Universidade de Chicago, mas, após poucos minutos de uma constrangedora conversa na qual perceberam suas imensas diferenças, eles não se encontraram por quase um ano até que, por causa de uma amiga em comum, eles acabaram em uma viagem de carro juntos a caminho de casa para as férias em Linfield.
A sensação de segurar a mão dele me surpreende. Noventa e cinco por cento do tempo, vejo Alex Nilsen de maneira totalmente platônica, e acho que, para ele, o número é ainda maior. Mas, nos outros cinco por cento do tempo, existe o e se.
Posição 21%
Após horas de viagem, planos haviam sido feitos para se encontrarem no período em que estariam na cidade e, depois de voltarem para a universidade, eles ficaram cada vez mais unidos e as férias de verão passaram a ser o evento mais aguardado do ano. Mesmo sem muito dinheiro, eles se empenhavam em viajar sempre para lugares diferentes e aproveitar ao máximo.

Mesmo quando Poppy abandonou a universidade, voltou por um tempo para Linfield e depois foi morar em Nova Iorque, as viagens continuaram acontecendo, ainda que Alex estivesse bem longe: primeiro em Chicago, depois em outros estados enquanto fazia o mestrado e o doutorado. Mesmo quando eles estavam em relacionamentos, eles saiam sozinhos em suas viagens de verão; e eram sempre o momento mais aguardado do ano para ambos.
— Acho que eu não sabia que era solitário até conhecer você. — Ele balança a cabeça de novo. — Em casa, depois que minha mãe morreu e meu pai desmoronou, eu só queria que todos  ficassem bem. Queria ser exatamente o que meu pai e meus irmãos precisavam e, na escola, eu desejava ser o que todos queriam, então tentava ser calmo e responsável e estável, e acho que eu tinha uns dezenove anos quando me ocorreu pela primeira vez que talvez não fosse desse jeito que algumas pessoas viviam. Que talvez eu fosse alguém além daquilo que eu tentava ser. 
Posição 60%
De Férias Com Você é narrado sob a perspectiva de Poppy, então, perdemos o que se passa na mente doce (é assim que eu imagino) de Alex, mas dá para perceber que Poppy pelo menos pensa no e se em alguns momentos dessa amizade. O que nos leva a pergunta: será que Alex se sente da mesma maneira?

A narrativa em De Férias Com Você não é linear, o que faz com que a gente fique cada vez mais curioso para saber mais sobre essa amizade, como ela progrediu e, principalmente (pelo menos para mim), o que aconteceu dois anos atrás que causou o afastamento entre Poppy e Alex. Na verdade, essa forma de apresentar a história foi bem interessante, porque começa cinco verões atrás, depois o verão atual, em seguida viajamos para doze verões no passado e assim vamos intercalando passado e presente, no qual, além de ver a construção da amizade, vemos Poppy tentando reconstrui-la agora, trazer Alex de volta para sua vida em um momento que ela não sente mais motivação para absolutamente nada — mesmo que esteja morando em um apartamento maravilhoso em Nova Iorque e trabalhando como redatora em uma grande revista que lhe paga para fazer várias viagens pelos Estados Unidos e pelo mundo.
— O que eu quero dizer é que ninguém me conhecia de verdade antes de você, Poppy. E mesmo que… algumas coisas mudem entre nós, você nunca vai estar sozinha, entendeu? Eu sempre vou amar você.
Posição 60%
Como eu imaginei ao iniciar a leitura, amei cada pedacinho e em muitos momentos vi partes de mim em Poppy e principalmente em Alex. Nossa! Como dói ver nossas fraquezas expostas, mesmo que seja na pele de personagens e que os autores sequer saibam que estão fazendo isso. Mas é isso que é a leitura, não é mesmo? Encontrar um pouquinho de nós naquelas páginas, nos refugiar, encontrar amigos, encontrar pessoas como nós e não nos sentirmos sozinhos.


P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
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27 dezembro, 2022


[Resenha] Leitura de Verão - Emily Henry

Ficha Técnica 

Título: Leitura de Verão
Título Original: Beach Read
Autor: Emily Henry
ISBN: 978-65-5924-063-0
Páginas: 364
Ano: 2022
Tradutor: Cecilia Camargo Bartalotti
Editora: Verus
Em Leitura de Verão, uma escritora de romances que não acredita mais no amor e um escritor literário sufocado pela rotina se envolvem em um desafio que pode subverter tudo o que eles sempre pensaram sobre o que é ser feliz.
Augustus Everett é um aclamado autor de ficção literária. January Andrews escreve romances best-seller. Enquanto ela cria seus “felizes para sempre”, ele mata todos os seus personagens. Eles definitivamente são polos opostos. A única coisa que têm em comum é que, durante três meses, vão morar em casas de praia vizinhas, ambos falidos e paralisados por um bloqueio criativo. Até que, em uma noite nebulosa, uma coisa leva à outra e eles fazem um acordo que tem o objetivo de arrancá-los da zona de conforto: Augustus vai passar o verão redigindo um livro com final feliz, e January vai escrever o próximo clássico da literatura. Ela vai levá-lo a viagens de campo dignas de uma comédia romântica, e ele a acompanhará em entrevistas com sobreviventes de um culto de suicídio (obviamente). Cada um vai finalizar um livro e ninguém vai se apaixonar. Será?

Resenha


January Andrews tem vinte e nove anos e, um ano atrás sua vida mudou completamente. Até os vinte os oito, ela vivia uma vida feliz, com pais felizes e casados — e a mãe tinha superado o câncer duas vezes —, ela tinha um namorado perfeito e também já tinha publicado alguns romances que se tornaram best-sellers. Porém, quando um ponto saiu do lugar, tudo desmoronou.

Com a morte repentina do pai, January descobriu que ele traiu a mãe dela, na sequência, o namorado perfeito não soube lidar com a "nova January" não tão feliz e terminou com ela e, com isso, como escrever um romance com final feliz quando você não acredita mais neles e está literalmente falida e sem um lugar para morar? Não importa, as contas não param de chegar porque temos problemas, não é mesmo? Assim, ela se vê deixando Nova Iorque para trás e indo morar em North Bear Shores, Michigan, na casa que o pai vivia com a amante, isso porque ela não tem como pagar mais nada e, desde que descobriu a traição do pai (no velório dele), a relação com a mãe também não está nos melhores termos.

Lá, ela precisa — de qualquer maneira — escrever um livro para sua editora antes que as coisas realmente fiquem ainda piores, mas ao chegar ela logo se desentendeu com o vizinho e, no dia seguinte, quando realmente viu o rosto dele, descobriu que era ninguém menos que Augustus Everett, sua nêmesis da faculdade.
— Pois é, você não é o único que não entende — eu disse. — Eu sei como contar uma história, Gus, e sei como juntar uma frase. Se você trocasse todas as minhas Jessicas por Johns, você sabe o que você teria? Ficção. Apenas ficção. Pronta para ser lida por qualquer um, mas de qualquer forma, ser uma mulher que escreve sobre mulheres, acabei eliminando metade da população da Terra dos meus potenciais leitores, e sabe o que mais? Não tenho vergonha disso. Só fico irritada. Que pessoas como você vão assumir que os meus livros não valem o seu tempo, enquanto isso você poderia soltar um arropeido ao vivo na TV e o New York Times elogiaria sua ousada exibição de humanidade.
Posição 19%
Durante a faculdade January teve um leve crush por Gus, mas ele vivia implicando com a escrita dela e também era conhecido por seus relacionamentos curtos, logo, não era um cara para ela sequer pensar em se envolver e ali estavam eles, sete anos depois vivendo em casas vizinhas em uma cidade minúscula. E então, de repente se viram fazendo uma aposta que mudaria o verão deles: January deveria escrever uma ficção onde não houvesse um final feliz e Gus deveria escrever uma comédia romântica e também haveriam aulas nas quais um ensinaria ao outro "como escrever" no seu estilo, o que proporcionaria mais tempo juntos.

A aposta definitivamente ajudou Janie a sair do zero com o livro, mesmo que ela não soubesse se seria aceito por sua editora (por causa do novo estilo), entretanto, enquanto isso ela precisa lidar com a casa em que está vivendo — que ela tem desocupado aos poucos e vendido os itens antes de conseguir vender a casa em si —, precisa lidar com a dor de ter vivido uma mentira boa parte de sua vida e ainda tem os sentimentos confusos que Gus desperta dela.
— Não importa se eu acredito que pode funcionar ou não — disse ele. — Não acreditar em algo não o impede de querer. Se você não tiver cuidado.
Posição 55%
O triste é que só temos o ponto de vista da Janie, então vamos conhecendo Gus aos pouquinhos, mas cada pedacinho dele que a gente ganha, vai montando o quebra-cabeça que ele é e conseguimos entender as ações dele na faculdade, o motivo de ele sempre estar com uma namorada diferente e porque ele "escolheu" esse gênero para escrever seus livros; tudo faz sentido quando o conhecemos.

Leitura de Verão foi minha primeira experiência com a escrita da Emily Henry e eu já gostei, então, é muito provável que havendo outros livros publicado por aqui, vou ler também.
— Quando você ama alguém — ele disse hesitantemente — … você quer fazer este mundo parecer diferente para eles. Dar significado a todas as coisas feias e amplificar as boas. É isso que você faz. Para seus leitores. Para mim. Você faz coisas lindas, porque ama o mundo, e talvez o mundo nem sempre seja como nos seus livros, mas… acho que colocá-los lá fora muda um pouco o mundo. E o mundo não pode se dar luxo de perder isso.
Posição 81%

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
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