25 outubro, 2022


[Resenha] Um Duque à Paisana - Sabrina Jeffries

Ficha Técnica 

Título: Um Duque à Paisana
Título Original: Undercover Duke
Autor: Sabrina Jeffries
ISBN: 978-65-5565-358-8
Páginas: 272
Ano: 2022
Tradutor: Michele Gerhardt MacCulloch
Editora: Arqueiro
Sheridan Wolfe, o atual duque de Armitage, continua determinado a desvendar a morte misteriosa de seu pai, assim como a dos outros dois maridos de sua mãe.
Quando seu meio-irmão o incumbe de investigar a mulher que é uma possível suspeita, Sheridan se vê obrigado a conviver mais intimamente com a filha dela, Vanessa Pryde. A inteligência e a beleza da jovem afetam todos os sentidos dele, mas, ainda assombrado por um amor perdido, o duque está decidido a resistir à tentação.
Além disso, a adorável Srta. Pryde parece perdidamente apaixonada por um certo dramaturgo de Londres…
Na verdade, Vanessa só tem olhos para Sheridan. Sua paixão de mentirinha tem o único intuito de tentar derrubar a fachada de seriedade do duque e fazê-lo admitir os sentimentos por ela.
À medida que o ciúme de Sheridan aumenta, os dois se envolvem em uma conspiração que envolve um noivado falso, uma investigação secreta — e um mergulho não tão secreto assim em direção ao amor verdadeiro.

Resenha


Chegamos ao final da série Dinastia dos Duques com Um Duque à Paisana, que nos traz a história do último duque solteiro da série, Sheridan Wolfe, o quinto duque de Armitage.

Ao contrário do que aconteceu em Quem Quer Casar com um Duque?, quando eu não fazia a menor ideia de quem seria o par de Thorn, aqui eu já suspeitava há algum tempo simplesmente porque Sheridan, o Santo (como os irmãos adoram provocá-lo) não consegue disfarçar seu interesse pela jovem senhorita Vanessa Pryde, a prima de seu meio-irmão Grey — embora ele acredite que está fazendo um ótimo trabalho nisso, mas é melhor a gente não comentar.

Entretanto, ao longo dos livros vimos que ele a vê como uma pessoa frívola e, por isso, longe do que ele precisa; ele já tem muitos problemas — e muitas dívidas — para ter também uma esposa cara, ele não poderia bancar isso. Ainda que tenha assumido o ducado há mais de um ano e viesse tentando melhorar as finanças, nada parecia surtir efeito, o que o deixa absolutamente frustrado. Além do que, aqui descobrimos que ele têm problemas com os números (que sabemos hoje ser discalculia), o que dificulta e muito que ele entenda os livros contábeis e identifique onde está o problema.

Assim, Sheridan se mantém afastado de Vanessa o máximo que pode, mas Grey pede que ele assuma sua parte na investigação que estão fazendo e, portanto, caberá a Sheridan investigar lady Eustace, a mãe de Vanessa.
Depois de passar metade da vida tentando conquistar o amor da mãe, ou mesmo o carinho, sem nenhum sucesso aparente, Vanessa certamente não tinha a intenção de passar o tempo que lhe restava tentando conquistar o amor de um marido. O que queria era um companheiro com quem pudesse compartilhar ideias, encontrar conforto nos momentos difíceis, viver uma vida tranquila. Com quem pudesse aproveitar a parte física do casamento, ter filhos. Então a última coisa que queria era que Sheridan se casasse com ela à força, apenas para salvar sua propriedade, se é que seu dote seria suficiente para isso. Vanessa queria que ele a desejasse por ela mesma.
P. 109
Vanessa Pryde tem uma queda por Sheridan desde que o conheceu e dançou em três ocasiões com ele, mas, ao que parece, o homem só a vê como a "irmãzinha de Grey", embora mexa com ela como nenhum outro faz. O problema é que uma confusão fez com que algumas pessoas acreditem que ela na verdade tem um interesse no dramaturgo Konrad Juncker, que está fazendo bastante sucesso. Porém isso não poderia estar mais longe da verdade.

Além disso, a mãe de Vanessa — que ainda guarda rancor por não ter conseguido que a filha se casasse com Grey e assim melhorado a situação financeira dela — não para de empurrá-la para pretendentes cada vez piores. O atual é o marquês de Lisbourne, um homem que tem aproximadamente sessenta anos, ou seja, mais do que o dobro da idade de Vanessa, mas Cora está apenas interessada na questão financeira e não na felicidade da filha. Por isso, Vanessa precisa tomar seu destino nas suas mãos; mesmo que não saiba como, ela precisa descobrir se o estoico Sheridan seria um bom marido e, caso sim, como fazer para conquistá-lo.

É assim que ela o envolve em um plano para "deixar Juncker com ciúme" e notá-la.
— Você vai se privar de uma vida de alegrias por estar determinado a não sentir a dor que o amor pode trazer? É como não cavalgar por ter medo de cair.
Ele lhe lançou um olhar duro.
— Você não entende. Nunca perdeu alguém que fosse o centro do seu mundo.
P. 218-219
Enquanto aproveita o plano de Vanessa para interrogar lady Eustace, Sheridan conhece mais a jovem nessa corte falsa, mas também percebe o ciúme crescer dentro de si à medida que imagina o futuro de Vanessa com Juncker na mesma proporção em que não avança nem um centímetro em sua investigação, assim como os irmãos, que estão tendo muita dificuldade em suas tarefas.

Também aqui descobriremos que Sheridan tem outro segredo, além do que envolve sua família; há um amor em seu passado e, ao que parece, perdê-la — assim como perder o pai — mexeu e ainda mexe muito com ele.
— (…) Você é meu presente e meu futuro, a mulher com quem quero ter filhos, a mulher que eu amo. Você é o meu sol nascente e minha lua cheia. É tudo o que eu preciso e nunca tive. Até agora.
P. 261
O final da série trouxe à tona o verdadeiro culpado pelas mortes dos ex-maridos de lady Lydia — e que surpresa, eu realmente não esperava por isso — e mais uma vez só comprovamos que a teoria de Sheridan lá no início de que as mortes estavam conectadas era verdadeira; e aqui ele também praticamente desvenda o mistério quando consegue as informações que faltavam para completar o raciocínio, sua mente (uma vez que foi instruído para ser um diplomata), treinada para encontrar soluções de conflitos certamente ajudou.

Gostei muito de conhecer a escrita da Sabrina Jeffries e os poucos pontos negativos que expressei ao longo da série, assim como o desfecho rápido deste livro, sem dúvida não me impedirão de conhecer novas histórias dela.


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25 abril, 2022


[Resenha] Quem Quer Casar com um Duque? - Sabrina Jeffries

Ficha Técnica 

Título: Quem Quer Casar com um Duque?
Título Original: Who Wants to Marry a Duke
Autor: Sabrina Jeffries
ISBN: 978-65-5565-262-8
Páginas: 240
Ano: 2022
Tradutor: Michele Gerhardt MacCulloch
Editora: Arqueiro
O único beijo trocado tempos atrás com a Srta. Olivia Norley tinha tudo para se perder na memória de Marlowe Drake, o duque de Thornstock. Afinal, com tantas moças se jogando aos seus pés, Thorn dificilmente se interessaria em cortejar aquela jovem que nutria uma estranha paixão pela química.
Mas ele não esqueceu o beijo. E não perdoou a terrível chantagem que sofreu ao ser flagrado naquela noite com Olivia – muito menos a recusa dela ao pedido de casamento que foi forçado a lhe fazer.
Agora, nove anos depois, Thorn reencontra a jovem quando seu meio-irmão Grey a contrata para solucionar um antigo e perturbador mistério de família. Com seu conhecimento de química, Olivia poderá determinar se o pai de Grey morreu envenenado ou não. Mas Thorn, desconfiado das motivações dela, decide ficar de olho em cada movimento seu.
Em pouco tempo os sentimentos que ele tanto negou se impõem com força total. E Olivia se depara com sua mais inesperada descoberta: ela é completamente incapaz de resistir à perigosa atração pelo homem que toda a sociedade julga ser um cafajeste.

Resenha


Seguindo com a série Dinastia dos Duques, como mencionei no final da resenha de O Duque Solteiro, eu realmente não fazia a menor ideia do que esperar o par para o nosso querido Marlowe Drake, o terceiro duque de Thornstock, mas que delícia foi a história dele. 

Há nove anos Thorn deixou Berlim para assumir seu ducado em Londres, mas ele não imaginava que também se afastaria de sua irmã gêmea, Gwyn. Até então, eles nunca haviam feito isso e a única pessoa conhecida na cidade é seu meio-irmão, Grey, que está afastado da família há mais de quinze anos. Ou seja, realmente é difícil ter que se adaptar a uma nova cultura, com um título cobiçado por várias mães e jovens caça-dotes e ainda não contar com o suporte da pessoa que melhor o entende. Como se não fosse suficiente, mesmo com os avisos de Grey, com apenas seis meses na capital inglesa, ele acabou conhecendo uma jovem no mínimo inusitada, que gostava de falar sobre experimentos químicos — e também praticá-los — e se viu em uma situação que o obrigou a pedi-la em casamento, ou melhor, ele foi chantageado a isso, mas ela recusou o pedido. E talvez isso tenha sido um golpe ainda pior do que ele imaginava.
(…) no início gostara de ter mulheres o paparicando e homens o olhando com inveja toda vez que entrava em um salão de baile, mas logo descobrira como era solitário ter um título tão imponente. Quão mais solitário seria se sua futura esposa apreciasse o título, diferentemente dele? Olivia pelo menos tinha um propósito na vida. Ele não tinha nada além de (…), cuidar das propriedades e contar os dias até a morte. Deus, ela o estava deixando piegas.
P. 77 - 78
Nove anos depois, Thorn ainda se lembra do beijo que deu na senhorita Olivia Norley, assim como da rejeição dela ao seu pedido de casamento, porém, não imaginava que iria reencontrá-la em um baile na casa de Gwyn, muito menos acompanhada de Beatrice. Saber, então, que Grey a havia contratado para investigar a morte do antigo duque de Greycourt foi ainda pior, pois ele não confiava nela e em sua madrasta chantagista, sem dúvida havia algum plano por trás disso e ele não deixaria que ela arruinasse o casamento do irmão. Mas isso não podia estar mais longe da verdade.

Com dezoito anos, Olivia debutou porque era isso que seu pai e sua madrasta esperavam dela, mas tendo crescido vendo o casamento deles, distante e sem amor, isso estava longe de ser o que ela desejava para si. Ela queria ser química como o tio, com quem havia aprendido muito e se apaixonado pela profissão. Porém, é claro que ela sabia que, sendo uma mulher, dificilmente os pais deixariam que ela levasse adiante a ideia de ter uma profissão. Mas eis que surge um duque em seu caminho. Um duque bem diferente, vindo da Alemanha, mas ao serem pegos e vê-lo forçado a fazer um pedido de casamento, ela tinha certeza de que não queria isso para sua vida, um marido arrastado para o altar.

Agora, com vinte e sete anos e sem ter tido qualquer outro beijo ou proposta de casamento, sua vida se resume aos seus experimentos químicos e a oportunidade oferecida pelo duque de Greycourt pode ser o que ela precisa para ter um artigo publicado e reconhecido. Um passo em sua carreira científica, afinal, certamente não há mais esperança de qualquer pedido de casamento com essa idade (que derrota, hein?!). Ela só não sabia que Grey era irmão do duque que povoou seus sonhos nos últimos anos.
— Você acha mesmo que eu sempre beijo mulheres que acabei de conhecer? Posso lhe garantir que não. Mas você e seu interesse por química me fascinaram. Por que acha que fiquei tão furioso quando fomos pegos? Eu tive certeza de que você tinha conspirado com sua madrasta para me apanhar em uma armadilha e que, de alguma forma, você tinha me deixado cego.
— Ah, pelo amor de Deus — murmurou ela, e fez menção de se levantar.
Mas ele continuou:
— O que quero dizer é que, para mim, as coisas entre nós mudaram. Ou nós tiramos as máscaras e agora conseguimos nos ver como realmente somos.
P. 167 
O reencontro deles será no mínimo estranho, principalmente para Thorn, que foi assombrado pela presença de Olivia de uma maneira diferente, afinal ele tem um segredo que eu simplesmente amei e tem a ver com um hobby dele (AMO DEMAIS ESSES SEGREDOS 😂😂), mas também fica evidente que o motivo dele ter sentido tanto a recusa dela ao seu pedido anos atrás foi o fato de que ela despertou algo nele que nem mesmo ele entendia o que era — e continua não entendendo.

Aos trinta anos, Thorn já viu três de seus irmãos casarem — e acreditando estarem apaixonados, o que ele não acredita que de fato exista —, porém ele não está disposto a isso. Ele sabe que, tendo um título, em algum momento precisará se casar, ter um herdeiro, mas isso não precisa ser agora. Entretanto, reencontrar Olivia traz à tona um desejo que há muito ele não sentia por alguém. Mas era apenas isso, certo? Desejo.
Gwyn estava certa sobre uma coisa: tentar lutar contra seus sentimentos era como tentar impedir que a agulha de uma bússola apontasse para o Norte. Ele queria Olivia, precisava de Olivia.
E, sim, amava Olivia.
P. 214
Em Quem Quer Casar com um Duque? veremos que os irmãos estão no caminho certo ao contratarem Olivia para investigar a morte do pai de Grey, o que nos leva a pensar realmente que os outros maridos de lady Lydia foram assassinados. E então nos perguntamos — assim como eles —, por quê? Sem dúvida, o próximo livro, Um Duque à Paisana, terá muito a revelar, afinal o último duque solteiro deverá finalmente firmar um compromisso — e eu espero muito que eu esteja certa em meu palpite, pois o tenho desde o primeiro livro — e ainda precisamos saber quem é a pessoa por traz das mortes dos duques e queremos saber a motivação dela.

Que venha logo para matar nossa — minha — curiosidade.


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28 outubro, 2021


[Resenha] O Duque Solteiro - Sabrina Jeffries

Ficha Técnica 

Título: O Duque Solteiro
Título Original: The Bachelor
Autor: Sabrina Jeffries
ISBN: 978-65-5565-170-6
Páginas: 240
Ano: 2021
Tradutor: Michele Gerhardt MacCulloch
Editora: Arqueiro
Lady Gwyn é uma jovem impetuosa que ama a família acima de tudo. A fim de proteger a reputação dos seus, ela vem escondendo de todos um caso amoroso que teve há alguns anos e terminou de forma traumática. Mas, quando o ex-pretendente aparece ameaçando revelar seu segredo, é Gwyn quem precisa de proteção.
Contra a vontade dela, seu irmão gêmeo, o duque de Thornstock, convoca Joshua Wolfe, um fuzileiro real, para mantê-la segura em Londres durante sua apresentação à sociedade.
Gwyn acha muito irritante ter alguém vigiando todos os seus passos enquanto ela tenta fugir tanto do passado e dos caça-dotes que se reúnem à sua volta. Ainda mais sendo um herói de guerra sisudo que não vê a menor graça em suas tentativas de flerte.
Mas baile após baile, a fachada de seriedade de Joshua começa a ruir e uma atração avassaladora cresce entre eles. E enquanto a ameaça do ex ainda paira sobre ela, Gwyn precisa decidir o que é mais perigoso: esquivar-se das tentativas de chantagem ou abrir seu coração para o rude guarda-costas ao qual não consegue resistir.

Resenha


Em O Duque Solteiro, segundo livro da série Dinastia dos Duques, nós teremos um casal de protagonistas que havíamos conhecido em Projeto Duquesa e que sabíamos que surgiria algo ali — ou pelo menos, assim como muitos familiares deles, tínhamos esperança.

Joshua Wolfe tem trinta e um anos e é major dos Fuzileiros Reais, mas desde o acidente que sofreu na guerra cinco anos atrás, ele está na reserva, o que significa que recebe apenas metade do salário e pode ser convocado a qualquer momento — algo que certamente não deve ocorrer por causa da sequela dos ferimentos: Joshua manca e não consegue andar muito tempo sem o apoio de uma bengala.

Depois de servir ativamente por dez anos, o acidente o levou de volta a Inglaterra e com o apoio de Beatrice, sua irmã mais nova, ele conseguiu sobreviver, entretanto, sua vida está longe do que ele imaginava; ser o guarda-caça e viver na casa de contradote na propriedade da família, Armitage Hall, não era o que ele esperava para seu futuro, por isso tem tentado contato por cartas com o secretário de Guerra para convencê-lo de que pode retornar ao front, onde suas reações exageradas aos barulhos não seriam estranhas e sim esperadas, sem falar em voltar a receber seu salário integral. O problema é que ele tem sido ostensivamente ignorado, mas talvez o destino possa levá-lo a Londres de outra maneira.
— Eu nunca entendi por que Bea estava sempre frustrada com o senhor. Agora entendo.
O comentário sobre a irmã dele o irritou mais do que qualquer outra coisa.
— A senhorita faz suposições a respeito do caráter das pessoas, mas nem sequer conhece a minha irmã o suficiente para saber que ela não gosta de ser chamada de Bea.
O silêncio profundo provocado pelas palavras dele se estendeu por tanto tempo que Wolfe olhou para lady Gwyn, depois desejou não ter olhado. O constrangimento estampado no semblante dela era tão intenso que ele teve vontade de retirar o que havia dito.
P. 20
Lady Gwyn Drake, irmã gêmea do duque de Thornstock, tem trinta anos e até o presente momento não debutou na sociedade londrina. Isso porque a família morou em Berlin nos últimos anos e com o agravamento da guerra, não puderam retornar ao país de origem. Também há o fato de que, com a exceção da saudade dos filhos mais velhos que tinham ido para Inglaterra anos antes para assumirem seus respectivos ducados, lady Lydia estava feliz lá.

A única mulher no meio dos irmãos e tendo sido criada em uma sociedade completamente diferente da rígida sociedade londrina, Gwyn estava em um “curso” intensivo de como se comportar em sociedade — nada de palavrões, nada de xingamentos, blasfêmias e tantas outras coisas às quais estava acostumada. Assim, mesmo que a mãe ainda esteja de luto, ela debutará seis meses após a morte do padrasto, sendo acompanhada por uma amiga da mãe, lady Hornsby. 

Bem, mas haverá mais uma pessoa na comitiva que deixará Armitage Hall em direção a Londres, Joshua Wolfe. 
Inferno! Tinha prometido a si mesmo que não se apaixonaria por ela. Qual era o problema dele? Ele devia ser mais inteligente que isso. Joshua precisava ter cuidado, não podia permitir que Gwyn o manipulasse a participar de seus planos, quaisquer que fossem. Às vezes não parecia, mas ela não era a patroa dele. Thornstock era o patrão. E Fitzgerald também, se tudo desse certo.
P. 126
Em Um Par Perfeito, conto 1.5 da série, conhecemos o capitão Lionel Malet e soubemos que ele havia prometido sequestrar e arruinar lady Katherine Nickman, e lady Gwyn como retratação pelo que Heywood e Douglas haviam feito com ele. Claro que na verdade a expulsão dele do exército foi mais do que merecida depois de tudo que ele fez, mas gente louca não vê as coisas com essa clareza, concordam? 

Pois bem, ele foi sim atrás de Gwyn em Armitage Hall e graças a Joshua, ele fugiu de lá com o rabo entre as pernas, mas isso fez com que Thorn fizesse a proposta a Joshua para ser guarda-costas de Gwyn durante o período em que ela estivesse em Londres. Agora, vamos lá: vimos muito bem em Projeto Duquesa que Gwyn flertou descaradamente com Joshua quando finalmente conheceu o recluso irmão de Beatrice e deu para perceber também que ele não era imune a beleza e a sagacidade dela, mas é óbvio que Joshua também não se via a altura de Gwyn, não recebendo tão pouco e sem possibilidade de sustentar dignamente uma família, muito menos uma lady e não sendo uma pessoa deficiente fisicamente. Perceberam como essa estadia em Londres pode soltar faíscas?

Durante o período em que ficarão juntos eles terão a oportunidade de se conhecer melhor. Ainda que Joshua seja sempre ranzinza e taciturno, com Gwyn um outro lado dele vem à tona e ele se pega pensando em como ser o homem que ela merece. Por outro lado, Gwyn percebe que, caso Joshua realmente esteja sendo sincero quando parece lhe elogiar, se eles forem à frente, ela precisará contar o segredo que carrega sozinha há mais de dez anos.
Meu Deus, como a amava. (…) o senso de humor dela, a lealdade àqueles que amava. Ele podia fazer isso. Precisava fazer. Porque perdê-la (…) era intolerável.
P. 213
Gente, esse casal é delicioso, encantador e eu amei eles. Amei o destino que Sabrina lhes deu, amei ver como a família tem conseguido resolver boa parte de seus mal-entendidos do passado e vê-los felizes uns pelos outros. É verdade que o título em português não tem nada a ver com a história, mas vejo mesmo como uma licença poética para o nome da série, afinal, Joshua não é um duque solteiro, ele é neto de um duque, mas seu pai era o filho caçula, então o título estava e continua estando longe dele. Claro que ainda temos dois duques para casar e, embora eu tenha uma suspeita em relação ao par ideal para um deles, o outro é uma completa incógnita. Vamos esperar e ver o que o terceiro livro, Quem Quer Casar com um Duque?, nos reserva.

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12 outubro, 2021


[Resenha] Um Par Perfeito - Sabrina Jeffries

Ficha Técnica 

Título: Um Par Perfeito
Título Original: A Perfect Match
Autor: Sabrina Jeffries
ISBN: 978-65-5565-187-4
Páginas: 96
Ano: 2021
Tradutor: Michele Gerhardt MacCulloch
Editora: Arqueiro
Ao ler as cartas divertidas que a jovem Kitty Nickman enviava para o irmão dela, seu companheiro de regimento, o lorde coronel Heywood Wolfe se apaixonou perdidamente por ela.
Por isso, quando descobre que o mau caráter Lionel Malet pretende fugir com a jovem, se sente obrigado a fazer algo para impedir. Assim, acaba sequestrando Kitty e a prima dela, Cass, e levando-as para a casa de sua família.
Logo ele percebe que Kitty não é nada parecida com a autora inteligente e engraçada das cartas. Já a prima dela, Cass, é tudo isso e muito mais. O único defeito da moça é que ela é pobre.
Só que Cass, na verdade, mantém tanto sua idade quanto sua fortuna em segredo, pois procura um casamento que seja motivado puramente por amor, e não aceitará nada menos que isso…

Resenha


Gente, a Arqueiro é tão maravilhosa que, logo após publicar o Projeto Duquesa, primeiro livro da série Dinastia dos Duques, nos presenteou com Um Par Perfeito, conto da série gratuitamente em e-book e meu coração ficou como? Very happy!

Neste conto, que ocorre logo em seguida ao epílogo do primeiro livro, teremos a possibilidade de conhecer um pouco o caçula da família: lorde coronel Heywood Wolfe. Vimos que ele, sendo o segundo filho, foi enviado para o exército quanto tinha apenas dezesseis anos, quando o pai comprou uma patente para ele. Infelizmente, o que parecia que seria uma aventura se tornou uma monótona rotina de exercícios, lutas, mortes e saudades da família. E os anos no front só se tornaram um pouco menos ruins ao fazer um amigo lá: Douglas Nickman. O que ele realmente quer no momento, aos vinte e sete anos, é sair do exército e começar sua vida real e o plano era contar com a herança que recebeu do pai, Hawkcrest, a propriedade que era passada para o segundo filho da família Wolfe. O problema aqui é que, como a casa pertencia ao pai dele e eles sempre moraram na Prússia por causa do trabalho dele como embaixador, tio Armie (sim, o péssimo) não cuidou da propriedade, deixando-a deteriorar até se transformar em uma ruína e perder os arrendatários. Consequência disso: se Heywood quiser ficar na Inglaterra, reconstruir a casa e reerguer a propriedade precisará se casar com uma herdeira pois as alternativas não lhe atraíam nem um pouco: vender a propriedade por uma ninharia e continuar no exército ou continuar no exército por tempo indeterminado com o objetivo de acumular mais um pouco de dinheiro.

A oportunidade para sair dessa situação aparece quando ele precisa voltar à Inglaterra. Ele não chegou a tempo para o funeral do pai, mas a licença o permitiu chegar para a comemoração do casamento do irmão mais velho, Grey, e com isso também assumiu a missão de encontrar Katherine Nickman, irmã de Douglas, com o objetivo de alertá-la para a possível armadilha de Lionel Malet, ex-capitão do exército. Heywood e Douglas foram os delatores da situação que levou Malet a ser expulso do exército por “conduta inadequada ao caráter de um oficial e cavalheiro” — o que nos deixa curiosos a respeito do que o homem fez — e o levou a ameaçar arruinar as irmãs deles. Como Heywood não se preocupava com Gwyn por saber que ela era perfeitamente capaz de se proteger de tipos como Malet, Douglas ficou extremamente preocupado com Kitty, por ela ter apenas dezoito anos e por ser tremendamente ingênua.
— Eu sou filho de um duque e também sou coronel. Tenho o direito de ser um pouco arrogante, não acha?
Posição 24%
De fato Malet estava rondando Kitty, mas, ao contrário do que Cassandra Isles — prima de Kitty — acreditava, o grande dote dela não era o único impulsionador do homem, ele queria vingança. Ainda que tenha apenas vinte e dois anos, Cass se comporta como uma solteirona e talvez seja por isso que muitos a vejam assim. Ela e Kitty só seriam apresentadas à sociedade no ano seguinte (o que aqui me deixa com uma dúvida a respeito de elas estarem em um evento no início da história sendo que não foram apresentadas ainda), mas todos acreditavam que Cass era a prima pobre da família Nickman, o que estava absolutamente errado.

Tendo ficado órfã muito nova, Cass foi criada pelos tios e teve na presença deles e dos primos o apoio para seguir a vida, mas seus pais também lhe deixaram um dote significativo. Entretanto, após ter sido cortejada anos antes por um jovem em Bath e ter descoberto que ele estava interessado apenas no dote dela, ao chegar em Londres pediu que todos de sua família mantivessem o dote em segredo, assim poderia descobrir se os pretendentes de fato estavam interessada nela e não em seu dinheiro.
Mas vendo os filhos da duquesa, estava claro que se sentiam à vontade uns com os outros. 
Que se amavam. Cass queria ter tido irmãos também.
Posição 45%
Durante os anos no front, as cartas recebidas das famílias eram um bálsamo para os amigos, mas principalmente as cartas das irmãs eram as que eles liam entre si, compartilhando um pouco do mundo externo a toda a loucura em que viviam. Assim, Heywood ansiava pelas cartas bem-humoradas de Kitty e, com o tempo, foi se encantando pela jovem. Assim, ele tinha a bênção do amigo para cortejar a irmã desde que ela se interessasse por ele. Mas a realidade das cartas era bem diferente…

Uma série de situações levam Heywood a abordar as jovens no baile em questão e, para salvar Kitty do plano de Malet, ele as leva para Armitage Hall, no que claramente é um sequestro, mas era melhor do que deixar o homem levar Kitty para casar-se em Gretna Green.

Lá, Heywood terá a certeza de sua suspeita: as cartas que o encantaram não foram escritas por Kitty e sim por Cass. Ou seja, foi ela quem o encantou com suas palavras, é por ela que ele está fascinado, é ela quem tem roubado sua atenção, mas, como ficar com ela quando ele precisa se casar com uma herdeira? Como jogar suas responsabilidades para o alto e pedi-la em casamento sem ter o que oferecer além de uma vida no front, mudando sempre de lugar, sem conforto algum? Não. Ele não poderia ficar com ela.
Os sorrisos dela eram como assistir ao sol saindo de trás das nuvens, como um raio de esperança de que o dia seria melhor, afinal.
Posição 57%
Claro que a gente conhece a solução para a situação, mas, enquanto nós sabemos dos sentimentos de Cass e de Heywood, eles não se conhecem o suficiente para confiar ao outro a verdade, na verdade Heywood mal consegue dizer para si mesmo que está apaixonado por Cass, o que nos deixa ansiosos para a chegada do momento em que ele se dará conta da verdade, pelo momento em que algum dos dois — ou ambos — cederão ao amor que sentem, porque, assim como Heywood se apaixonou por Cass por meio das cartas, Cass também se apaixonou por ele com elas.
Heywood se deu conta da verdade. Ele havia encontrado a mulher adequada para ele, seu par perfeito. Para o inferno as supostas necessidades de Hawkcrest.
Posição 63%
Eu absolutamente amei este conto, gente. Contos são bons — por serem rápidos e logo conhecemos o desfecho —, mas também são ruins porque nos deixam querendo mais. Como aqui também temos o primeiro capítulo do segundo livro da série, O Duque Solteiro, já fiquei querendo mais e mais, até porque parece que um dos casais que shippei tem a tem chance de acontecer aqui.

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06 setembro, 2021


[Resenha] Projeto Duquesa - Sabrina Jeffries

Ficha Técnica 

Título: Projeto Duquesa
Título Original: Project Duchess
Autor: Sabrina Jeffries
ISBN: 978-65-5565-130-0
Páginas: 256
Ano: 2021
Tradutor: Natalie Gerhardt
Editora: Arqueiro
Lydia Fletcher é uma mulher notável. Casou-se três vezes. Com três duques. E deu a cada um deles um herdeiro, tornando-se, assim, mãe de três duques. Agora, viúva pela terceira vez, ela quer assegurar a presença de todos os seus filhos no velório de seu último marido.
Seu primogênito, Fletcher Pryde, o duque de Greycourt, se transformou, após uma infância difícil, em um homem com um coração inacessível, uma riqueza invejável e a fama um tanto injusta de libertino. Concentrado em expandir sua fortuna, ele nem pensa em casamento.
No velório de seu padrasto, Grey conhece Beatrice Wolfe, a protegida de sua mãe, uma jovem encantadora e deliciosamente franca, e fica desconcertado ao descobrir quanto eles têm em comum. Mas ela também já desistiu do amor há muito tempo, e não é o arrogante duque que vai fazê-la mudar de ideia.
Então ele concorda em ajudar a pobre mãe enlutada a preparar a atrevida moça para ser apresentada à sociedade. Assim que ela conhece de perto o verdadeiro Grey, se vê incapaz de resistir a seus encantos.

Resenha


Projeto Duquesa é o primeiro livro que tenho acesso da Sabrina Jeffries e sabem que adoro conhecer novas autoras de romance de época, afinal é a chance de ter outros personagens queridos, de conhecer um novo jeito de escrever e sem falar que é um novo romance, não é mesmo?

Neste, que é o primeiro livro da série Dinastia dos Duques, vamos conhecer a família de Lydia Fletcher e é uma família no mínimo peculiar. Por quê? Nós, leitores de romances de época, adoramos nossos cavalheiros e seus títulos, mas também sabemos que eles não eram assim tão abundantes e muito menos bons partidos jovens, com todos os dentes, cabelos nas cabeças e por aí vai. Logo, o fato de a duquesa iniciar este livro ficando viúva de um terceiro marido — e consequentemente um terceiro duque — é de chamar atenção, concordam? Bem, e em todos os casamentos Lydia teve pelo menos um filho, o que a leva a ter cinco filhos: Fletcher Pryde, Marlowe Drake, Gwyn Drake, Sheridan Wolfe e Heywood Wolfe.
Grey não tinha a menor intenção de voltar a ser aquele garoto de dez anos que desejava amor e atenção, mas acabara descobrindo que as pessoas que deveriam oferecê-los — os tios — eram incapazes de qualquer coisa a não ser usá-lo para melhorar a própria situação. Ele jamais daria a alguém o poder de feri-lo novamente.
P. 100 
Fletcher Pryde, duque de Greycourt, tem trinta e quatro anos e é o primogênito de Lydia. Ele não conheceu o pai — que morreu quando ele ainda era um bebê. Assim, ele é o único da família que não tem um irmão com o mesmo pai. Na infância, Grey viveu alguns anos na Inglaterra, viu a mãe casar com o duque de Thornstock, mas é o período na Prússia de que ele mais se lembra quando pensa na família, quando a mãe estava casada com Maurice Wolfe, que era embaixador no país — e precisamos ser honestos aqui e dizer que ele não era um duque, afinal o título pertencia ao irmão mais velho dele, tio Armie. Porém, quando Grey completou dez anos, Eustace Pryde, irmão de seu pai, resolveu colocar em prática seu direito de guardião do próximo duque de Greycourt (instituído pelo testamento do duque anterior) e levá-lo para Inglaterra, onde poderia ensiná-lo tudo de que ele precisaria para assumir o título.

Sendo uma criança, Grey ficou empolgado com a chance de se mudar, de aprender coisas novas e de ser tratado de maneira especial, o que não acontecia na ocasião, pois Lydia e Maurice tratavam os filhos de maneira igual, sem favorecimentos (irmãos, independente do pai biológico). Entretanto, os três anos que separaram Grey entre viver com os tios e ir para o colégio foram terríveis. Ainda que Jeffries não explique em detalhes os maus-tratos que Grey sofreu, ficou claro que o tio o agredia fisicamente e o deixava com fome com frequência com o objetivo de subjugá-lo e convencê-lo a passar propriedades para seu nome. Agravando ainda mais a situação, a distância física a qual Grey foi imposto de sua família se estendeu por muitos anos, pois, com a guerra, nem a família podia sair da Prússia e nem ele podia visitá-los, sem falar que com o passar dos anos Grey se concentrou na batalha que vivia com o tio — que só foi encerrada recentemente com a morte dele —, e com o fato de que sua família o havia expulsado para Inglaterra. Logo, mesmo quando todos voltaram para Inglaterra para que Maurice assumisse o ducado de Armitage, Grey manteve-se distante física e emocionalmente, como ele aprendeu que era o certo a fazer: proteger seu coração de qualquer emoção. 
— Até para uma mulher sem dote cujo pai morreu em um duelo? — irritou-se ela. — Atrevo-me a dizer que seria melhor eu agir de acordo com as regras e torcer para que algum pastor ou algum médico precisando de uma mulher discreta possa me notar. Pelo menos esse tipo de marido não vai morrer de forma escandalosa e me deixar desguarnecida como meu pai fez.
P. 46
Mas agora há um porém: o homem que ele conheceu como pai faleceu e, ainda que não tenham se reencontrado depois de tantos anos e que Grey tenha perdoado a família, ele deve ir ao menos ao velório. E é assim que o livro de fato começa, com ele indo de Londres para Lincolnshire.

Ao chegar em Armitage Hall, a primeira pessoa que Grey encontra é Beatrice Wolfe, prima de Sheridan Wolfe, seu meio-irmão de vinte e oito anos e o novo duque de Armitage. A primeira interação deles dá uma ideia de como será a relação deles: basicamente firmada em falar o que vier à mente.

Beatrice tem vinte e seis anos e sempre viveu na casa de contradote na propriedade. Com a morte precoce dos pais, ela e o irmão, Joshua, foram criados pelos avós. Mas agora eram apenas eles, dependendo da boa vontade da família, pois Joshua voltou com um grave ferimento de guerra que o deixou mancando e por isso o asqueroso do tal tio Armie o relegou ao cargo de guarda-caça da propriedade, mesmo sendo sobrinho e neto de duques.

Quando eu digo asqueroso é porque ele era realmente desprezível: embora fosse casado, tinha muitas amantes, filhos bastardos, abusava das criadas e tentou inclusive assediar a sobrinha, Beatrice, que fugiu como pôde. Mas recentemente, com a morte dele e a mudança de Maurice e a família para lá parecia que as coisas melhorariam, pelo menos no que dizia respeito às pessoas e a maneira como seriam tratados.

Pois bem, Lydia está decidida a fazer o debute de Beatrice com o de Gwyn em Londres na próxima temporada, quando terá acabado o período do luto e por essa razão Beatrice é constantemente esteja na mansão. Outra situação também em andamento é o fato de Sheridan suspeitar que Joshua — que tem um humor muito instável desde que voltou da guerra, deixando cada vez mais recluso — tenha matado tio Armie e o pai por causa da possibilidade de venda da casa de contradote, ou mesmo porque eles nunca foram muito bem tratados ali, o que o levaria a assassinar dois duque para ficar mais próximo da linha de sucessão (sério, ainda que seja possível — ainda que para que Joshua se tornasse duque precisasse matar Sheridan e Heywood — não dá para não dizer que ele tem uma boa imaginação).

Como Grey não está disposto a se envolver nessa investigação, ele oferece a Sheridan a opção de ele cuidar das lições de Gwyn e Beatrice enquanto ele investiga e tenta se entender com as contas do ducado. É assim que Beatrice e Grey passarão tanto tempo juntos.
— (…) Quero mostrar como é precisar tão desesperadamente de alguém que nada mais faz sentido quando só de pensar em ver aquela pessoa o coração dispara — disse ele, pegando-a pela cintura e puxando-a para si. — O que eu quero é apagar da sua mente a lembrança do seu tio.
P. 180
A história é envolvente e o mistério e o romance nos embalam do início ao fim. Os irmãos são muito parecidos em temperamento, o que me leva a crer que herdaram da mãe e espero que agora que estarão mais próximos fisicamente, possam perceber o quanto são parecidos e como podem se beneficiar de uma família unida e feliz. O que eu não gostei — e não é particular deste livro, mas não gosto quando acontece em qualquer um — foi o fato deles terem meio que se apaixonado rapidamente. É algo que eu não curto e parece muito irreal para mim, por isso minha implicância. Mas, fora isso, a história é muito boa mesmo e eu já tenho minhas dicas de dois casais e espero que eu esteja certa porque eu estou doida para ler os próximos livros.

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