Após o lançamento de “A Seleção”, a autora Kiera Cass liberou um conto intitulado “
O Príncipe”, que narrava alguns eventos do primeiro livro sob a perspectiva do príncipe Maxon. Dando continuidade a sua cativante história, após a publicação de “A Elite”, Cass nos prometeu o tão aguardado “O Guarda”, que seria um conto narrado por Aspen em eventos acontecidos durante o segundo livro.
Tanto “O Príncipe” quanto “O Guarda”, foram disponibilizados gratuitamente, somente em formato digital. Buscando uma forma de agradar aos fãs da série, Kiera decidiu lançar os dois contos em conjunto em uma versão impressa intitulada “Contos da Seleção: O Príncipe e o Guarda”, que além de trazer ambos os contos, conta ainda com três capítulos do inédito “A Escolha”, último livro da trilogia, além de outros mimos que irão agradar qualquer leitor da série.
– Já é hora de você fazer algumas escolhas reais na vida, Maxon. Escolhas boas. Tenho certeza de que você acha que meus métodos são rígidos demais, mas preciso que você enxergue a importância de sua posição.
Pág. 15
Ano passado eu fiz a resenha de “O Príncipe”, então não irei prolongar muito sobre ele aqui. O legal do conto, obviamente, é podermos ver uma perspectiva diferente do palácio, uma visão dos monarcas e o que realmente acontece por detrás da Seleção. Além disto, presenciar Maxon submerso em sentimentos ainda não antes vistos, é bastante interessante também, pois situa o leitor em algo que não é lhe dado em “A Seleção”.
Dando a oportunidade de conhecermos melhor o rei e a rainha de Illéa - os pais de Maxon -, Kiera constrói uma relação de pai e filho conturbada e ao mesmo tempo delicada, que no segundo volume da série vai se desenvolvendo melhor aos olhos do leitor, que assim como America, vai descobrindo coisas que só foram ditas até então em “O Príncipe”.
Para presentear seus leitores, a autora decidiu colocar dois capítulos inéditos ao conto, capítulos estes que não estão na versão digital e que só foi disponibilizado agora nesta versão impressa, fazendo com quem já tenha lido anteriormente, sinta-se estimulado a reler e conferir as novidades.
Se dependesse do nome, não acreditava que ela pudesse servir. Era o nome do antigo país, uma nação teimosa e problemática que transformamos em algo mais forte. Mas, pensando bem, talvez tenha sido esse o motivo de meu pai deixá-la entrar…
Pág. 54
Já em “O Guarda”, iremos ser surpreendidos por grandes revelações, aventura e logicamente, romance. Sob a visão de Aspen, descobrimos segredos do castelo, que nem o próprio Maxon poderia imaginar. Esta é uma forma de Kiera instalar pontos chaves na sua história, que serão de extrema importância no último livro da trilogia, a ser lançado simultaneamente nos EUA e no Brasil no mês de Maio.
Em quase 100 páginas, o conto consegue trazer à tona a atmosfera política que emana em “A Elite”. Definitivamente, esta é uma preparação - e eventual evolução - da carga drámatica ao qual se encontra os personagens, e por sí só, a própria história. É válido observar aqui, que Aspen representa muito mais do que é mostrado em “A Seleção” e “A Elite”, fazendo com que, cada vez mais America e os próprios leitores, fiquem em dúvida sobre quem a moça acabará escolhendo no final dos livros: o príncipe ou o guarda.
Fazer as pessoas sofrerem é uma arte – e o palácio parecia tê-la dominado.
Pág. 103
Além dos dois contos, iremos encontrar no livro os três primeiros capítulos de “A Escolha”. Eu particularmente não os li, pois prefiro esperar ter o livro em minhas mãos e ler tudo de uma vez só. Para quem esteja interessado, essa prévia não tem mais do que 20 páginas.
Minha maior surpresa em “Contos da Seleção: O Príncipe e o Guarda” foi encontrar materiais inéditos e que servem como suporte para a história criada por Kiera Cass. Eu não fazia ideia de que este conteúdo faria parte do livro, mas garanto que isto foi um belo presente por parte da autora para seus fiéis leitores.
Nestes extras, iremos encontrar uma entrevista com a Kiera, e apesar de eu ter tido a oportunidade de participar de um debate com a mesma na Flica 2013, fiquei encantado ao perceber que ela consegue surpreender sempre, nos revelando coisas que nem em um milhão de anos passariam por minha cabeça. A melhor parte da entrevista para mim, é quando a autora com o uso de seis palavras somente, descreve America, Maxon e Aspen no ínicio de “A Seleção” e no final de “A Elite. Simplesmente sensacional!!!
Eu sabia que precisava chegar até ela e desamarrá-la para fugirmos. Mas não conseguiria me mexer. Eu também estava amarrado, a uma estrutura igual à de Woodwork. O medo percorreu minha espinha, um medo frio e paralisante.
Pág. 141
Em conjunto a entrevista, seremos presenteados também com uma lista com todas as 35 selecionadas, contendo nome e sobrenome, casta e região de onde vieram. Kiera Cass acrescenta também as árvores genealógicas de America Singer, Aspen Leger e Maxon Schreave, e para finalizar, as playlists de “A Seleção” e de “A Elite”, tudo com direito a comentários explicativos da autora.
A seleção musical é magnífica, e conta com diversas bandas e músicos, entre eles The All-American Rejects, Paramore, One Republic, OK Go, Jason Mraz, Fall Out Boy, Linkin Park, Neon Trees, Kelly Clarkson, Foo Fighters, Muse, Owl City, No Doubt, The Civil Wars, além dos queridinhos da Keira: One Direction. Não citei todas as bandas aqui, mas acho que dá pra ter noção mais ou menos do que a Kiera gosta de ouvir. O mais legal é que ela pega trechos das músicas e depois os co-relaciona com passagens dos livros. É uma música para cada capítulo, ou seja, mais de 50 canções embalando a história de America até agora.
– Não sei como fazer isso agora – confessou. – Sinto que não sei mais fazer nada. Eu… eu não esqueci você, certo? Você ainda está aqui.
Pág. 157
No mais, “Contos da Seleção: O Príncipe e o Guarda” é um grande presente para os fãs de America e companhia. Kiera Cass mostra-se uma autora ímpar, que consegue transpôr seus leitores a diferentes dimensões de um mesmo universo. Com a mesma mágia dos seus livros anteriores, Cass conquista rapidamente, não permitindo que você solte o livro até terminar de lê-lo.
Os extras do livro dão todo um diferencial a este compêndio de contos, e com certeza deixa o leitor mais ansisoso por “A Escolha”, mesmo que isto signifique um fim para este mundo romântico e ao mesmo tempo distópico. Aposte suas fichas, muito em breve, Maxon ou Aspen estará de coração partido.