Ficha Técnica
Título: MagôniaTítulo Original: Magonia
Autor: Maria Dahvana Headley
ISBN: 978-85-01-10588-2
Páginas: 307
Ano: 2016
Tradutor: Alda Lima
Editora: Galera Record
Uma fantasia original com ótimos personagens, complexidade emocional e um universo fantástico. Aza Ray nasceu com uma estranha doença incurável que faz com que o ato de respirar se torne mais difícil. Aos médicos só resta prescrever medicamentos fortes na esperança de mantê-la viva. Quando Aza vê um misterioso navio no céu, sua família acredita que são alucinações provocadas pelos efeitos do medicamento. Mas ela sabe que não está vendo coisas, escutou alguém chamar seu nome lá de cima, nas nuvens, onde existe uma terra mágica de navios voadores e onde Aza não é mais a frágil garota enferma. Em ''Magônia'', ela não só pode respirar como cantar. Suas canções têm poderes transformadores e, através delas, Aza pode mudar o mundo abaixo das nuvens. Em uma brilhante e sensível estreia no gênero young adult, Maria Dahvana Headley constrói uma fantasia rica em nuances e cheia de simbolismo.
Resenha
Aza Ray, desde o seu nascimento possui uma doença rara, mas que nenhum médico conseguiu achar cura: seus pulmões são frágeis, e respirar é um ato que a cada ano que passa se torna mais difícil. Certo dia, Aza avista um navio em meio às nuvens, e tem certeza que escuta uma voz lá de cima chamar o seu nome. Quando compartilha de sua visão com seus familiares, todos acreditam que Aza está alucinando devido aos efeitos dos muitos medicamentos que toma.
– Magônia? – repito, sentindo-me estremecer.Apadrinhada por Neil Gaiman, Maria Dahvana Headley faz sua estreia no gênero YA com “Magônia”, uma obra de fantasia e aventura que apesar de ter uma ideia interessante, falha, pois entrega ao leitor uma narrativa confusa e sem nenhum personagem que de fato marque e que consiga carregar as 300 páginas do livro.
A palavra não me é estranha. Tento brincar.
– É uma doença? Um tipo de arquitetura? Uma planta venenosa? Se for uma doença, não quero saber, vou logo avisando. Não estou com humor para estudar doenças…
P. 53
A escrita de Headley não é ruim, porém em algumas passagens achei que suas ideias ficaram confusas, e essa impressão aconteceu principalmente nas cenas com muita ação. Pareceu que a autora tinha ali um conceito legal, mas não conseguiu colocar o passo a passo no papel, o que para mim complicou um pouco para conseguir visualizar toda magnitude que ela queria passar, e acabou se tornando meramente momentos ruins e cheios de furos.
Tenho uma visão de um necrotério. Estou num necrotério? Estou congelada numa gaveta? Não me sinto morta. Sinto-me loucamente viva.Porém, o principal problema de “Magônia” na minha opinião foi a falta de um forte personagem para nos contar a história. A narrativa do livro fica a cargo de dois personagens, um deles é Aza e o outro é seu melhor amigo e provável par romântico, Jason. Aza não me conquistou, não achei carismática e diferente de muitas mocinhas atuais, achei ela o tanto quanto passiva. Faltou, e muita, atitude da parte dela durante todo o livro. Já Jason, pobre coitado, coadjuvante total, lhe restou um ou outro capítulo para tentar mostrar seu potencial.
P. 99
Apesar de uma capa bonita, uma concepção interessante e usufruindo de apoio como os de Neil Gaiman e Victoria Aveyard, “Magônia” falha em vários aspectos. Com um final super corrido, pensei que a intenção da autora era de finalizar o mais rápido possível a obra e lhe dar um ponto final, porém descobri que existe uma continuação, “Aerie”. É torcer para que os erros cometidos nesse primeiro volume não se repitam, e que Maria Dahvana Headley consiga encontrar uma voz melhor para sustentar sua história.
– Viver é um risco, Aza – responde secamente. – Heróis morrem jovens. Você escolheria ser menos que uma heroína? Aqui, o céu se iluminará de fogo por você. Nossos funerais são os pôr do sol deles.Compare e Compre
P. 120

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