16 junho, 2020


[Resenha] Storm - M.S. Fayes

Ficha Técnica 

Título: Storm
Autor: M.S. Fayes
ISBN: 978-85-8442-382-8
Páginas: 336
Ano: 2019
Editora: Pandorga
Storm Walker. Thunder Storm. Seu nome era tão intenso quanto ele próprio. Tinha como meta de vida dificultar a vida das irmãs, ao se promover o protetor da pureza das mesmas. Zeloso, ciumento e dotado de um carisma único, ele era a alegria da festa. Como diziam: Ele era a festa. Ao entrar na Universidade de Princeton, Storm tentava correr atrás do sonho de se transformar em um grande jogador de futebol americano. A decisão de levar a vida numa boa, sem grandes dramas e problemas o tornavam o típico cara que todos queriam ao redor. Até que seu caminho se cruzou com o de Taryn. De um singelo gesto de solidariedade surgiu uma paixão devastadora e tão tempestuosa quanto seu nome. Storm já não era o mesmo. E nunca mais seria. Assim como aqueles que tiveram a sorte de cruzar seu caminho.

Resenha


Sinceramente, este era o livro que eu mais esperava para ler dos Irmãos Walker, afinal, Thunder Storm é de fato um fenômeno da natureza e, como seu nome diz, seu livro foi uma verdadeira "tempestade de trovões", que me fez ir das gargalhadas ao choro em vários momentos.

Thunder Storm é o único cromossomo Y dos Irmãos Walker e, como seus pais são mais adolescentes do que eles deveriam ser, desde que os pais saíram em um retiro e deixaram os três filhos adolescentes sob os cuidados da primogênita, Rainbow, Storm elevou os ciúmes das irmãs à um nível preocupante, tanto que virou motivo de piada entre eles. Bom, Rain já está na universidade, seu relacionamento com Thomas está mais do que firme e agora ele e Sunshine ingressaram em Princeton - onde só faltou Rain estudar também - e Sunny continua firme em seu namoro com Mike.

Ao contrário do que imaginava que seria sua vida quando estivesse na universidade, Storm se viu em uma rotina árdua de treinos e estudo, que não o deixava com a menor disposição para as baladas diárias que haviam nos arredores do campus. Ele divide um apartamento com Thomas e Mike, seus cunhados e, embora ele mantenha a marra de implicar sempre que suas irmãs são mencionadas em qualquer conversa, fica explícito o quanto ele sabe que aqueles dois farão de tudo para que suas irmãs sejam felizes. Enquanto ele, sequer imagina em ter um relacionamento; afinal, se ele já é ciumento com as irmãs, como ele seria com uma namorada?
Se eu já era ciumento com minhas irmãs, será que seria insuportavelmente pegajoso e irascível com uma namorada? Eu tinha até medo de descobrir.
Posição 19%
Mas Taryn Tempest cruza seu caminho timidamente encabeçando uma campanha na universidade para conseguir doadores de medula óssea, mas fará uma revolução dentro dele. Imediatamente está no projeto, assim como seus colegas, mas também se vê cativado por um garotinho de 9 anos que vive há quase um ano no hospital. Ele só não sabia que Vadden era irmão de Taryn, razão dela ter ultrapassado a barreira da timidez para buscar ajuda e ampliar o banco de doadores e, assim, aumentar as chances de encontrar um doador para ele.

Storm é intenso e, enquanto Taryn vive para o irmão e para os estudos, dividindo as responsabilidades do irmão com a tia, ele sente a necessidade de estar ao lado dela, de dividir o peso que ela carrega.
O amor é engraçado. Faz você funcionar como se fosse uma engenhoca intrincada. Se ele está ausente, é como se o mecanismo estivesse enferrujado, e quase apto a parar. Quando ele estava de volta, você simplesmente parecia voltar a pleno vigor.
Posição 58%
Ver a luta de Vadden enquanto claramente a doença avança é de cortar o coração, mas ver a alegria nos olhos do garoto quando Storm está por perto, como ele não mede esforços para levar um pouco de normalidade para a criança, enquanto é um suporte para Taryn é incrível.

Esse livro foi intenso de tantas formas que, mesmo enquanto escrevo aqui, não consigo conter as lágrimas ao lembrar de algumas cenas. Simplesmente maravilhoso, Martinha! Você manteve a presença constante das irmãs e cunhados de Storm, onde todos se completam como personagens e tornou tudo ainda mais lindo. Obrigada também pelo gostinho de rever a DangeRock, ainda que rapidamente.

Eu já sinto falta de Storm e toda sua tempestade!
Thunder Storm era único de diversas maneiras. Ele era a expressão da palavra amor em sua mais ampla concepção. Quem tinha a sorte de conhecê-lo, não conseguia sobreviver à tempestade de emoções que ele despertava.
Posição 97%
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29 maio, 2020


[Resenha] Sunshine - M.S. Fayes

Ficha Técnica 

Título: Sunshine
Autor: M.S. Fayes
ISBN: 978-85-844-2271-5
Páginas: 320
Ano: 2018
Editora: Pandorga
Entre os irmãos Walker, Sunshine sempre foi conhecida como a mais descolada e de personalidade expansiva. Sempre se sentindo à sombra da irmã mais velha, Rainbow, tão certinha e centrada, Sunny fazia questão de manter uma imagem que na verdade não condizia com quem era por dentro, uma garota doce e romântica. Mike havia acabado de entrar na faculdade como o receptor do time de futebol americano. Tímido e reservado, ele não fazia jus à fama que os jogadores faziam questão de manter, ainda mais quando seu coração estava fisgado por uma garota que ainda estava no ensino médio em sua cidade natal. Dois corações apaixonados. Duas etapas de vida diferentes. Obstáculos e decisões importantes que poderiam mudar o futuro de seu relacionamento para sempre. E principalmente... mudar irremediavelmente suas vidas.

Resenha


Jaá tem bastante tempo que li Rainbow, primeiro livro dessa trilogia e, se não me engano, na ocasião nem sabíamos que não seria um livro único, mas agora a Martinha publicou as histórias dos irmãos mais novos de Rainbow, Sunshine e Storm e agora chegou a oportunidade de conhecer a história de Sunny.
Por ser um espírito muito mais livre e despojado do que minha irmã mais velha, Rainbow, as pessoas tinham uma ideia errada de mim. E eu deixava. Porque aquilo fazia parte do meu jeito de manter uma faceta minha completamente escondida dos outros.
Posição 1%
A história de Sunshine é uma sequência do primeiro livro, ou seja, agora Sunny está no último ano do Ensino Médio, preparando-se para viver todas as experiências que essa fase lhe proporcionar antes de ir para a faculdade. Entretanto, algo não sai de sua cabeça: o beijo entre ela e Michael Crowford que lhe parecia tão promissor, ficou no esquecimento e ele continuou a tratá-la como a irmã da namorada de seu amigo.

Assim, ela não esperava que ele fosse com Thomas a casa delas para despedir-se antes de ir para a faculdade, muito menos que ele quisesse se despedir dela especificamente. Mas, depois deste dia, eles passaram a trocar mensagens constantemente como amigos.

Agora pense no susto ao se ver em um baile da escola, com um garoto que você não gostaria de estar, que não está entendendo que não deve avançar o sinal com você e eis que chega o objeto de seu desejo com tudo para te salvar? Pois é. É assim que Mike retorna à Westwood e resolve deixar bem claro para Sunny que ele esteve interessado nela desde que ela chegou na escola, mas, sendo um pouquinho mais velho que ela, não achou que ela iria se interessar em ter um relacionamento com ele, muito menos prestes a sair do colégio e ir para a faculdade.

Pense na felicidade que foi ouvir isso? Consigo imaginar Sunny neste momento. E assim, o namoro se inicia e se Mike faria todo final de semana o trajeto com Thomas de Princeton para Westwood, agora ele tem um motivo a mais: seu namoro.

Porém, sabemos que um relacionamento à distância não é algo fácil de administrar, então somem aí os hormônios da adolescência, da incerteza, de ser o primeiro relacionamento sério de Sunny e tudo pode virar motivo para uma discussão.
— Você ilumina os dias que eu nem sequer imaginava que fossem escuros.
Posição 46%
Sunshine é um Young Adult e, como tal, seus personagens gravitam entre momentos de razão e outros de emoção pura e falta de experiência, mas, sendo bem sincera, muitas vezes os personagens adultos caem nos mesmos erros. Aqui ainda temos um diferencial que eu adorei desde o primeiro livro: os irmãos Walker parecem ser os adultos da casa, pois seus pais sã muito despreocupados no que se refere a detalhes da criação deles e isso mais uma vez apareceu aqui.

Eu curti muito a leitura e agora quero saber o que a Martinha reservou para Torm. Espero que ele tenha iniciado uma terapia hahahaha.

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23 junho, 2017


[Resenha] Rainbow - M.S. Fayes

Ficha Técnica 

Título: Rainbow
Autor: M.S. Fayes
ISBN: 978-85-8442-204-3
Páginas: 288
Ano: 2017
Editora: Pandorga
Rainbow Walker sempre se sentiu diferente das garotas da sua idade. Com um nome peculiar e uma família estranha, ela nunca conseguiu estabelecer vínculos ou manter muitas amizades. Agora, em uma nova cidade, ela terá que se adaptar a uma nova escola e rotina, ao mesmo tempo em que precisa deixar sua introspecção de lado. Mas Rainbow não está sozinha nessa jornada, já que uma pessoa inesperada entra em seu caminho, fazendo com que ela precise rever todos os velhos preconceitos em relação aos outros, se obrigando a deixar as pessoas entrarem na sua vida. Reviravoltas, conflitos familiares e toda espécie de desventuras típicas de uma adolescente no Ensino Médio não podem competir com o que ela menos esperava encontrar: o amor e a autodescoberta.

Resenha


Quando a Martinha avisa que tem livro novo eu já fico ansiosa para ler, porque tem risos certos e uma leitura deliciosa sempre. Não foi diferente com Rainbow, embora sua protagonista dessa vez seja mais jovem do que nos outros livro que li dela.

Rainbow Walker é uma garota de dezessete anos que está concluindo o ensino médio. Mas vocês devem estar se perguntando: que nome diferente dessa garota, por que será? Os pais da Rain são hippies e viveram intensamente essa vibe nos anos 1970 e quando ela nasceu, eles estavam passando por uma viagem de autoconhecimento em Rainbow City, Alabama. Para completar, com menos de um ano de diferença, tem seus irmãos gêmeos Sunshine (brilho do sol) e Thunder Storm (tempestade de trovão). Mas os pais de Rain não deixaram essa que os anos alterassem suas crenças e por isso são hippies até hoje e fazem de tudo para mostrar aos seus filhos o quão maravilhoso é estar aberto às possibilidades, à liberdade que a vida proporciona. Para isso, eles estão sempre se mudando, sempre em busca de uma comunidade que seja ideal para que os filhos cresçam e sejam verdadeiramente livres e é assim que a família chega à Westwood.

Para Rainbow isso é um verdadeiro martírio. Ao contrário de seus irmãos mais novos, Rain é muito reclusa e prefere sempre ficar isolada à fazer amigos onde chega e isso faz com que seu círculo de amizade restrinja-se apenas à sua família. Também diferente de sua família, Rain é muito certinha em uma família liberal, ela gosta de rotina e regras e isso passa longe de sua casa. Assim, ela é sempre um peixe fora d'água: em casa ou na escola.
Tinha vezes em que me sentia um alienígena. Sentia-me um peixe fora d'água. Um ser anômalo em meio a espécimes tão distintos e belos. Sunshine era uma força da natureza. Sua exuberância sobrepujava todos ao nosso redor. Storm fazia jus ao nome que carregava. Sua energia era como uma tempestade de emoções. Ele transparecia como uma placa de vidro.
Nossos pais nos criaram para sermos espíritos livres. Eu já disse isso? Para amarmos o mundo e a natureza, as fontes da vida e toda a energia impactante que delas procede. Para olharmos o universo e nos conectarmos com o cosmos. E quando você olha para si mesma no espelho e pensa: quem é você, afinal? Qual é a razão de estar aqui? Ou uma pergunta mais áspera e ácida: o que você faz aqui, no meio de pessoas tão distintas?
P. 95-96
Mas a vida de Rain muda quando ela chega em Westwood Garden High School e algumas pessoas estão decididas a fazer amizade com a garota nova. Em menos de uma semana Sunny já tem amigos e Storm já está no time de futebol, enquanto Rebecca, uma garota da turma de Rain tenta quebrar a barreira que ela criou e tornar-se sua amiga.
- Você também está sendo isolada? - ela perguntou de pronto.
Parei o que estava fazendo e olhei atentamente para a interlocutora.
- Rebecca, certo? - repeti sua abordagem.
Ela riu.
- É.
Estendi a mão e ela me cumprimentou.
- Já estou acostumada a ser isolada. Mudo de escola quase tanto quanto mudo de roupas - falei com sinceridade.
- Uau. Isso deve ser péssimo - ela disse. - Ter que passar por toda essa merda de ser apresentada na turma e blá-blá-blá...
- É. Também acho um saco.
(...)
- Cara! Você é meu ídolo agora!
P. 16-17
Mas não é só ela que está decidida a quebrar a redoma que Rain criou, Thomas também está. Thomas Reynard também está no final do ensino médio, tem dezessete anos, é o quarterback do time, o garoto mais popular da escola e lindo de morrer. Não que Rain saiba disso tudo, afinal, ela procura ficar o mais afastada possível das fofocas que rondam os corredores da escola, bem como longe do radar dos fofoqueiros de plantão, já era assunto suficiente com seus irmãos por conta dos seus nomes diferentes e excentricidades de seus pais.

Thomas faz algumas aulas com Rain e tenta ao máximo se aproximar dela, sentando ao seu lado para que possa fazer as atividade em dupla, trabalhos, qualquer pretexto possível.
- Olha, você é nova aqui. Até aí, tudo bem. Sua chegada trouxe um frescor bacana à escola e certa curiosidade sobre você - ele falou e eu apenas fiquei esperando que pérola de sabedoria sairia dali. - Porém, desde que chegou, não foram muitas as pessoas que conseguiram realmente se aproximar. Você simplesmente as isola.
- O que? - Ri sem achar graça alguma. Eu fazia aquilo realmente, e daí?
- Não quero me intrometer, mas você deveria ser mais expansiva com novas possibilidades de amizade, sabe?
P. 29
Aos poucos, Rain percebe que está cansada de se encolher e de se esconder e eu fiquei muito feliz em vê-la dando-se a chance de ser feliz, de fazer amigos, de entender a si mesma. O livro traz muitas questões a serem tratadas: bullying, conflitos familiares, desavenças, ciúmes. Assuntos que fazem parte do nosso cotidiano e muito deles nos permitem crescer como seres humanos.

A Martinha trabalhou brilhantemente esses assuntos, de forma que a gente se sente conectado com os personagens. Embora a Rain tenha dezessete anos e eu já esteja na casa dos trinta, consigo entendê-la perfeitamente em seus questionamentos emocionais, e sei que não é nada fácil ser uma jovem com cabeça de adulta, parece que não conseguimos nos entender com as pessoas de nossa própria idade e isso faz com que nos afastemos das pessoas, que muitas vezes tentarão quebrar essa barreira que nos impomos por medo de ser rejeitados ou de sofrer. A Rain quando se permite aceitar ter amigos, que o amor faça parte de sua vida, simplesmente brilha, como um arco-íris e eu fique fascinada, assim como o Thomas, por essa personagem tão cativante. Mais uma vez, obrigada Martinha, por me proporcionar essa leitura!
A garota novata, Rainbow Walker, estava mexendo com a minha cabeça. Não sei dizer a razão para estar tão fascinado, ou quando precisamente aconteceu, mas lá estava eu. Completamente encantado em tentar entender aquela cabeça tão diferente das garotas da escola.
Ela era linda, e o mais engraçado de tudo era que parecia não se dar conta disso. (...)
Rainbow era uma garota séria e completamente alheia ao fato de que todos ao seu redor queriam uma parcela da sua amizade. Eu, ao menos.
P. 31
Saraiva | Cultura 
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