09 dezembro, 2017


[Resenha] O Beijo de Chocolate - Laura Florand

Ficha Técnica 

Título: O Beijo de Chocolate
Título Original: The Chocolate Kiss
Autor: Laura Florand
ISBN: 978-85-67028-65-1
Páginas: 304
Ano: 2015
Tradutor: Marsely de Marco Martins Dantas
Editora: Única
Quem nunca sentiu algo tão forte que pensou que só poderia estar enfeitiçado? Na pequena Île Saint-Louis, no coração da romântica Paris, esconde-se uma casa de chá especial e mágica: La Maison des Sorcières. As tias Aja e Geneviève confiaram em sua jovem sobrinha Magalie para ajudá-las na empreitada de encantar os clientes com doces e bebidas que são literalmente feitiços – em especial, o inexplicável chocolate quente de Magalie. A vida seguia tranquila até que o badalado pâtissier Philippe Lyonnais resolve abrir uma filial de sua loja a poucos metros dali. É então que começa uma batalha mais do que apimentada entre os dois doceiros: Magalie tenta punir (e instigar) Philippe com suas xícaras de chocolate quente, e ele a enlouquece com tentações inéditas e cheias de sabor. Magalie, porém, nunca esteve pronta para sentir algo tão forte e, depois de tanto tempo isolada, ao conhecer Philippe vê que não pode mais fugir de quem é e dos seus desejos. Contudo, ele significa o risco de perder tanta coisa… Tudo aquilo que vale mais que um simples – ainda que absolutamente tentador – macaron. Entre a teimosia e o desejo, o doce e o amargo, descubra as emoções que só a paixão com uma boa dose de cacau e magia pode despertar.

Resenha


O Beijo de Chocolate é o segundo livro da série Amor e Chocolate da Laura Florand e, assim como Melhor que Chocolate, nos levará em um romance delicioso pela mágica Paris.

Magalie Chaudron tem vinte e cinco anos e há cinco vive em Paris com as tias Aja e Geneviève e trabalha na loja de chá delas, La Maison des Sorcières. Nesses anos em que vive na Île Saint-Louis, no coração de Paris, ela fez faculdade, tem feito muito chocolat chaud e outras delícias para seus clientes, tem acesso fácil a moda parisiense e o principal, tem criado raízes, algo que não teve enquanto crescia. Entretanto, seu mundo aparentemente tranquilo será abalado pela chegada do famoso pâtissier Phillipe Lyonnais, conhecido como o Prince des Pâtissiers, que decide abrir uma nova loja na ilha, mais precisamente na mesma rua do salon de thé (loja de chá).

Phillipe é um homem decidido e bem resolvido profissionalmente. Vindo de uma família que há várias gerações encantam os parisienses e seus visitantes com seus doces incríveis, ele sabe que a fama que tem hoje deve-se ao seu trabalho e não apenas pela herança da família, ele conquistou o seu espaço. Porém, ele não imaginava que uma mulher que não queria provar nenhum de seus doces (apenas por rebeldia, em retaliação por ele estar abrindo uma loja perto da dela, criando uma concorrência desleal) abalaria sua confiança e despertaria o desejo de provar o quanto ela estava perdendo ao não provar de suas delícias.
— Pedi que você não fosse à minha loja!
— Não, não pediu. Você tentou me manter longe. Você nunca me pediu nada, Magalie. E, se pedisse, eu não hesitaria em satisfazê-la.
P. 116
Magalie é filha de uma francesa e de um estadunidense, mas sua vida foi marcada por muitas idas e vindas, muita incerteza e insegurança. Sua mãe, uma produtora de Lavanda em Provença, não conseguiu viver nos Estados Unidos e continuar com seu trabalho lá. O pai, um especialista em apicultura, tinha bolsa em uma universidade nos Estados Unidos e não poderia viver na França. Assim, alguns meses por ano ela estava com a mãe em Provença e depois as duas ficavam um tempo nos Estados Unidos. Dessa forma, Magalie nunca conseguiu frequentar um ano escolar completo em um único lugar, criar laços de amizade verdadeiros, ter relacionamentos amorosos, afinal, nunca sabia quando teria que ir embora. Mas desde que passou a viver em Paris, ela tem conseguido isso, frequentou uma universidade regularmente, tem um trabalho, um lugar para morar, clientes que voltam sempre apaixonados pelo seu chocolate quente e suas tortas. Então, porque Phillipe tinha que vir para o seu território? Certamente uma loja de chá tão pequena quanto a dela não sobreviveria à concorrência da loja dele e, com isso, era certo que fechariam. E então: o que seria dela e das tias? O que fariam?
Você não pode curar a solidão se afundando nela, vivendo em uma ilha afastada do mundo. Magalie sabia disso. No entanto, tinha muita dificuldade com todas as curas. Pareciam ásperas, rudes e brutais, como se estivessem esfregando uma bucha em sua pele. Coisas como tentar sair com homens que ela mal conhecia, ou dançar em casas noturnas de Paris, ou sair com amigos para bares próximos às margens do rio.
P. 84
Phillipe não vê as coisas por esse ângulo, para ele é certo que a chegada de sua loja irá melhorar o comércio local, gerando mais lucros para todos os comerciantes da ilha, mas principalmente, desde que ele conheceu Magalie e seu temperamento forte, ele quer que ela prove seus doces, ele quer um espaço em sua vida.
— Experimente alguns dos meus doces, Magalie — ele abriu sua caixa cheia de iguarias.
— Você nem os fez para mim. — Ela parecia carrancuda a respeito de seu chocolate ou de sua tormenta, talvez uma combinação dos dois. — Eles estavam lá na loja.
— Magalie, tudo o que tenho feito nas últimas semanas é para você.
P. 223
Magalie não aceita com facilidade a chegada de novas pessoas em sua vida, confiar é algo muito difícil para ela e mesmo quando ela permite que Phillipe se aproxime, fica claro como isso é um grande passo, mas não é tudo, é como se ela tivesse camadas e mais camadas de proteção, que Phillipe precisará desnudar para entendê-la. E isso é uma missão que ele levará muito a sério.

Além do romance de Phillipe e Magalie, temos muitas menções aos lindos lugares em Paris e é claro, muitas delícias gastronômicas e eu confesso que nunca comi a maioria deles, mas fiquei babando enquanto lia e o livro e o desespero para experimentá-las aumentava a cada instante. Realmente é para deixar qualquer um com água na boca.
—  Eu não digo "eu te amo" sem motivo. Eu costumava fazer isso quando era criança, com minha mãe e meu pai para fazê-los se sentir melhor, mas parei quando me tornei adolescente.(...)
— Isso foi um aviso?
— De certa forma, sim.
P. 286
Também não posso deixar de citar que personagens de Melhor que Chocolate também apareceram aqui e não foi apenas Sylvain e Cade, mas também Christopher (o blogueiro de culinária) e Charlotte, amiga de Sylvain.

Bem, dessa série por enquanto temos apenas esses dois publicados aqui no Brasil, não sei se e quando a Única irá publicar os outros livros da série, mas espero sinceramente que sim, para eu me torturar mais um pouco com esses romances regados a muitas delícias doces, kkkkk

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11 novembro, 2017


[Resenha] Melhor que Chocolate - Laura Florand

Ficha Técnica 

Título: Melhor que Chocolate
Título Original: The Chocolate Thief
Autor: Laura Florand
ISBN: 978-85-67028-55-2
Páginas: 285
Ano: 2015
Tradutor: Marsely de Marco Martins Dantas
Editora: Única
Amor. Chocolate. Paris. Que atire a primeira pedra quem não gostaria de ter essas três coisas misturadas em meio a uma aventura inesquecível. Pois é mais fácil do que parece, basta abrir este delicioso (sem exageros) romance de Laura Florand. Cade Corey é uma jovem executiva que cuida do negócio bilionário de chocolate da família, uma empresa popular nos Estados Unidos. Ela sonha em construir uma linha premium de seus produtos, e, como boa conhecedora do seu negócio, sabe que encontrará o chocolate perfeito em Paris. Na verdade, o chocolate perfeito está, mais especificamente, nas mãos igualmente perfeitas de Sylvain Marquis, o melhor chocolatier da cidade. O problema é que Sylvain se recusa a associar sua arte a uma grande empresa que só pensa em destruir sua técnica para reproduzi-la em grande escala. Isso para ele é um insulto, e não uma proposta! Contudo, embora o francês jure que está em paz para tocar a vida, aquela americana teimosa não lhe sai da cabeça. E Cade sente o mesmo: adoraria simplesmente fechar negócio com outro especialista parisiense, entretanto, não consegue esquecer os olhos cortantes de Sylvain e sua personalidade arrogante, porém tão viciante quanto seus doces. Paris está prestes a ficar pequena para o que existe entre eles. Pegue uma boa xícara de café e saboreie tudo aquilo que é melhor que chocolate. Você não vai se arrepender!

Resenha


Seguindo com minha maratona de leituras para a apresentação do Clube do Livro Leitura Salvador de Novembro, que terá como tema Clube dos Cupcakes, cheguei ao primeiro livro da Laura Florand, da série Amor e Chocolate, publicado pela Editora Única.

Em Melhor que Chocolate conheceremos Cade Covey, uma jovem executiva bilionária que cresceu em uma família apaixonada por chocolates. A família Covey é a proprietária da empresa Chocolates Covey, a maior empresa do ramo nos Estados Unidos, vendendo chocolates de qualidade com preços acessíveis. Cade mora em Covey, Maryland (sim a cidade tem o sobrenome da família), mas após quatro anos de formada e depois de trabalhar duro na empresa, ela sente que está na hora de correr atrás da concretização de um desejo antigo: fazer com que a empresa invista em uma linha premium de chocolates e nada melhor para concretizar esse objetivo do que ir à Paris em busca de uma parceria com o melhor chocolatier da cidade, Sylvain Marquis.
Chocolat. Se você quer seduzir uma mulher que, de outra maneira, não teria olhado duas vezes para você, chocolate bom é melhor do que uma poção do amor.
P. 26
Sylvain Marquis é conhecido pelo seu trabalho primoroso com chocolate e não é a toa que é o atual melhor chocolatier de Paris, com prêmio concedido pela prefeitura da cidade. Mas nem sempre foi assim. Nascido e criado em Créteil, periferia de Paris, seus pais queriam que ele fosse aprendiz de fazendeiro, mas ele descobriu logo cedo sua paixão pelo chocolate e que além de amar trabalhar com isso, ainda lhe daria fácil acesso às mulheres, uma vez que ele foi um adolescente tímido e desengonçado.

Quem o vê hoje nem imagina esse passado e principalmente não o vê como uma pessoa tímida, afinal, quando o assunto é trabalho, Sylvain sabe que é realmente um dos melhores, se não o melhor, mas quando o assunto é vida pessoal, aí sim é uma negação. Sylvain acredita que as mulheres chegam até ele por conta do seu chocolate, que sempre estão interessadas em seu trabalho, em usá-lo sem se importarem com seus sentimentos, mas sempre que isso acontece, ele fica com o coração partido, pois, mesmo pensando assim da maioria das mulheres, não consegue não se envolver.
Somente nos dois últimos anos atingira certo nível de inteligência em seus relacionamentos, certo equilíbrio que não tinha antes. Parou de se apaixonar por tudo que brilha, parou de entregar o próprio coração numa bandeja de prata. Aprendeu que, se quisesse achar um tesouro, teria de caçá-lo e ser muito cuidadoso ao fazê-lo.
Entretanto, detestava ser tão cuidadoso. Não era da sua natureza. Ele queria achar a pessoa certa e dar a ela seu coração, sua cabeça, seu corpo. Ele queria chegar ao apartamento e sentir o cheiro dela, cozinhar com ela, e queria ter filhos com o passar do tempo, filhos que iriam acordá-los a cada dias horas e deixar os brinquedos espalhados para ele tropeçar.
Ele queria um prêmio verdadeiro.
P. 74
Sylvain é um romântico incurável e quando Cade chega com a proposta indecente de levar o seu chocolate para ser "massificado" e vendido em supermercados, além de ter certeza que ela é uma riquinha mimada, que sempre teve tudo o que quis e de maneira fácil, ele não consegue não desejá-la. Por outro lado, Cade também não foi muito feliz em seus relacionamentos, afinal, vindo de uma família bilionária e famosa, ela sempre soube de sua responsabilidade, de quantas pessoas dependiam dela e como muitos aproximavam-se dela apenas para se aproveitar.

Cade sempre foi muito certinha, mas nesse período em que está afastada - apenas fisicamente -  da empresa, ela se descobre muito mais determinada em seus objetivos e é assim que, após a recusa de Sylvain de trabalhar com a Covey e todas as outras recusas que ela recebe enquanto está em Paris, ela acaba se envolvendo em algumas situações que lembram muito o avô dela, mostrando uma conexão entre eles maior do que ela imaginava - o que justifica o título original do livro.

Achei que os demais personagens passaram muito rápido pelo livro, mas como se trata de uma série (que pelo que vi tem seis livros publicados no exterior), de repente em algum deles esses personagens possam ganhar suas próprias histórias, não é mesmo?!

Melhor que Chocolate é um livro divertido, com um romance gostoso onde os protagonistas aprendem a enfrentar seus medos e confiar no outro. Além de nos deixar absolutamente desesperados para comer muitos doces (e para quem come chocolate - que não é mais o meu caso - acho que é ainda pior), então sugiro que estejam preparados, com um bom estoque ao alcance de suas mãos, kkkkk.
— Cade, cada sonho que tenho é com você no meu apartamento, com você no meu laboratoire, com você com nossos bebês, com você fazendo o jantar para nós em uma noite fria... E rimos muito, dançamos e... Sempre juntos. Cada chocolate que fiz desde que a conheci, eu fiz para você.P. 267
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